Dejair Benjamim, fundador Tchandala, lança EP solo No Rio dos Siris

Inquieto musicalmente. É assim que se define Dejair Benjamim, vocalista e fundador da banda de heavy metal Tchandala. Natural de Sergipe, ela decidiu fundir a música e a história do estado em seu primeiro trabalho solo, o Benjamim Saga. Aliás, o lançamento de No Rio dos Siris nasceu de uma conversa com o amigo e doutor em História, Hermeson Pidele. As quatro músicas do EP falam do encontro entre europeus portugueses e indígenas autóctones no Novo Mundo, no território no qual hoje localiza-se o estado de Sergipe, bem como a vida dos habitantes originais, o contato após a chegada dos europeus e seus desdobramentos e a guerra que se sucedeu, que resultou no extermínio dos grupos indígenas. O nome da obra é baseado na nomenclatura de Sergipe, que é originado da antiga língua tupi através da junção das palavras siri (siri), ‘y (rio) e pe (em), que significa “No Rio dos Siris”, referindo-se ao Rio Sergipe. Lançado pelo selo Preá Records, o EP conta com quatro músicas: Serigy, A Palavra e a Espada, Pacto de Sangue e O Retorno. Colaboraram ainda Cuper, Deo Miranda e Tchandala. “Sou um admirador e curioso da história de Sergipe e a música é um dos mais poderosos veículos de aprendizado que existe. Então, por que não fundir tudo isso?” explica o músico. Ademais, com referências dentro do rock e do heavy metal, passando por vertentes do thrash, hard rock, death metal, o projeto tem uma banda exclusiva para este EP. Em resumo, Dejair Benjamim no vocal, o guitarrista/produtor Marcos Cupertino, além do guitarrista Rafael Moraes e o violeiro Deo Miranda.

Acidental estreia com álbum introspectivo; ouça!

Objetos Arremessados Pela Janela, álbum de estreia da banda Acidental, já está entre nós. Em resumo, o disco traz nove belas e introspectivas canções sobre a vida e nosso percurso na terra. Aliás, o trabalho chega ao mundo via Hearts Bleed Blue (HBB) em disco de vinil, CD e também nas principais plataformas digitais. O vocalista e guitarrista da banda, Alexandre Machado, é impossível falar deste trabalho sem mencionar Paulo Senoni, produtor do disco. “O Paulo fez as músicas chegarem bem mais longe, transformou canções que poderiam passar despercebidas em obras que me representam como um todo. A gente fez as gravações sem seguir uma referência, seguindo as nossas próprias ideias. Acredito realmente que fizemos um grande trabalho”. Antes mesmo do lançamento, o Acidental já havia divulgado dois videoclipes deste álbum. O primeiro, dirigido por Gil Gonçalves, foi de uma versão de Mesmo Que Mude, dos gaúchos da Bidê ou Balde, que contou com cenas cotidianas emotivas. Enquanto o segundo vídeo foi do single inédito E agora eu preciso, que contou com uma produção cinematográfica assinada pelo diretor Cleverson Cassanelli. O álbum, que traz influências que vão de Clube da Esquina e Guilherme Arantes a Kent e Flaming Lips, conta com a participação dos músicos Joe Gomes (ex-Pitty) e Luiz Gadelha (Talma & Gadelha) na faixa Nada Demais e Deny Bonfante (Perpetual Dreams) em Palíndromo.

Meu Funeral diverte com álbum de estreia, Modo FUFU; ouça!

A banda Meu Funeral lançou o seu primeiro álbum de estúdio na sexta-feira (21). Intitulado Modo FUFU, o disco contém oito faixas, sendo seis delas lançadas anteriormente como singles. As novidades ficam por conta de duas músicas inéditas, Oops!…Eu Tô Meio Podre Again e 94. A divertida faixa 94 faz alusão ao ano de 1994, quando foi realizada nos Estados Unidos a Copa do Mundo (“é tetraaa! é tetraaa!”). A música conta a história de um casal e suas particularidades, comparando um casal de namorados à dupla de ataque da Seleção Brasileira de Futebol da época, Bebeto e Romário, como diz o cômico verso. “A gente se completa de um jeito bonito / Tipo Bebeto e Romário, em 94” Trecho de 94 A música ainda ganha um videoclipe, dirigido por Felipe Menezes, que foi todo gravado em plano sequência e inspirado em uma cena bastante famosa da série Kidding, estrelada pelo humorista Jim Carrey. “Essa é uma música que a gente já vinha tocando nos shows, na época em que existia essa maravilha no mundo antigo [risos]. A recepção dela sempre foi muito boa, temos bastante confiança na sua força. 94 foi composta por mim e é o retrato da minha rotina em casa, com a minha companheira. Ela fala sobre as diferenças que temos e elas acabam se encontrando, que é o nosso querido e velho sentimento de amor, tão fora de moda no Brasil atual”, diz Luquita, vocalista da banda. Com um tom sarcástico, Pepe faz um breve paralelo do momento atual e do ano da Copa. “A temática da música é toda baseada no ano de 1994, um período emblemático para todos nós. Comparando aos dias de hoje, embora o Brasil fosse bem zoado naquela época, dá até saudades de algumas coisas”, brinca. Sequência de Tô Meio Podre A segunda faixa inédita do álbum, Oops!…Eu Tô Meio Podre Again, é a sequência de uma música já conhecida do público. “Ela é continuação de Eu Tô Meio Podre, que saiu no nosso EP anterior, o bem-sucedido Coisa de Satanás. É uma versão mais pesada, um hardcore mais tradicional, mais rápida e a ideia foi do Dan”, revela Luquita. No final de fevereiro, o grupo carioca lançou em todas as plataformas digitais o EP Coisa de Satanás, com três faixas. Com a repercussão positiva do público, o trio não demorou muito e, no início de abril, já apresentou seu segundo EP, Acabou. Agora, pouco mais de um mês depois, Meu Funeral está de volta com o Modo FUFU. Em várias frentes Recentemente, a banda também lançou a FUFU TV, um conjunto de ações e programas em todas as suas redes sociais para atrair e engajar mais público. Formada por Luquita (voz, guitarra, ukulele), Pepe (guitarra, backing vocal) e Dan (baixo, backing vocal), a banda já é uma das revelações da cena rock nacional. Com críticas sociais ácidas, atuais, e pertinentes, o trio usa toda sua criatividade e originalidade nas suas letras para colocar o dedo na ferida, doa a quem doer. As músicas do Meu Funeral, recheadas de power acordes, bem característicos do punk e do hardcore, seguem conquistando fãs por todo o país e adeptos ao estilo “do it yourself” do grupo.

New Stars anuncia a chegada do projeto Bluebagbang; ouça!

New Stars é a faixa escolhida por Marina Hungria, compositora do Bluebagbang, para anunciar a chegada de seu EP de estreia, Manifesto dos Ventos Delirantes. Em resumo, o trabalho conta com cinco faixas (quatro delas em inglês e uma em português), e tem lançamento previsto para junho. Aliás, a canção selecionada para aquecer os ouvidos antes do álbum, já chega ao mundo acompanhada de videoclipe. Em síntese, embarcada em uma atmosfera melancólica sentimental, a música fala sobre uma sensação que todo mundo já experienciou na vida, o platonismo de um amor idealizado. “New Stars é uma música antiga, que revelava uma paixão virtual e a curiosidade do primeiro encontro. I already saw a thousand times, seems sweet to look, look into your eyes. E uma visão platônica sobre o outro e sobre como o outro pode nos tirar da inércia da vida, como se buscássemos no encontro um espelho para entendermos sobre nós mesmos”, pontua Marina. A autonomia conquistada durante os anos de desenvolvimento do projeto, possibilitou à artista executar todos os instrumentos presentes. Ademais, também ser responsável pela mixagem e produção das cinco faixas registradas no disco. Confira abaixo o lyric video de New Stars, single que dá amostras do folk melancólico do Bluebagbang.

Alanis Morissette libera som que cantou no tributo ao vocal do Linkin Park

A cantora e compositora canadense Alanis Morissette divulgou na sexta-feira (21) o single Rest. Em resumo, a faixa foi originalmente apresentada no tributo a Chester Bennington, vocalista do Linkin Park, no Hollywood Bowl em 2017. No entanto, a canção não estava disponível até hoje. Co-escrita por Alanis e Michael Farrell e produzida por Alex Hope, Rest está sendo lançada em apoio ao Mental Health Action Day (Dia de Ação de Saúde Mental) e encorajará doações a NAMI para auxiliar o Mês de Conscientização sobre Saúde Mental. Desde 1995, Alanis Morissette tem sido uma das cantoras-compositoras mais influentes da música contemporânea. Sua música e performances profundamente expressivas receberam muitos elogios da crítica e sete prêmios Grammy. Alanis estreou em 1995, com o clássico álbum Jagged Little Pill. Posteriormente, lançou nove álbuns mais ecléticos e aclamados. Contudo, contribuiu musicalmente para lançamentos teatrais e atuou em telas grandes e pequenas. Fora do entretenimento, ela é uma ávida defensora do empoderamento feminino, bem como do bem-estar espiritual, psicológico e físico. Em 2016, a cantora lançou Conversation with Alanis Morissette, um podcast mensal que apresenta conversas com uma variedade de autores, médicos, educadores e terapeutas reverenciados. Em síntese, eram debates cobrindo uma ampla gama de tópicos psicossociais que vão desde espiritualidade ao desenvolvimentismo e arte.

Após sete anos sem inéditas, Counting Crows lança EP

O Counting Crows está de volta com Butter Miracle, Suite One, um EP composto como uma espécie de sinfonia pop de nossos tempos. Aliás, um dos destaques do pop rock alternativo dos últimos 30 anos, a banda americana se reinventa em seu primeiro trabalho de inéditas em sete anos. Com mais de 20 milhões de álbuns vendidos no mundo todo, o Counting Crows teve a carreira catapultada pelo seminal álbum August and Everything After, de 1993. Com hits como Mr. Jones, A Long December, Big Yellow Taxi e Accidentally in Love, a banda californiana busca um novo caminho em seu novo EP, composto de um modo que as canções fluam de uma música para outra, sem interrupções. “Enquanto escrevia o final de The Tall Grass (faixa que abre o EP), fiquei tocando os dois principais acordes para frente e para trás por um tempo, apenas curtindo a maneira como a música terminava em um loop. Por capricho, mudei os acordes e me vi cantando uma melodia diferente. As palavras simplesmente vieram direto à minha cabeça e percebi imediatamente que era o começo de uma música diferente. Foi quando me ocorreu que eu poderia escrever uma série de músicas, cada uma tocando perfeitamente a anterior e fluindo juntas como uma longa música. Uma suíte. Depois que pensei nisso, era tudo o que eu queria fazer”, conta o vocalista Adam Duritz. Com produção musical de Brian Deck (Modest Mouse), o projeto foi completamente composto ainda no começo de 2019, antes da pandemia, em uma fazenda remota no interior do Reino Unido e traz uma banda com vigor renovado. Elevator Boots “Eu fiquei realmente exausto com a indústria da música algumas vezes na minha carreira, e muito deprimido com o que significa estar neste meio. Eu me senti assim novamente depois de alguns anos de turnê com o nosso último disco Somewhere Under Wonderland. Nenhuma razão específica real: o negócio da música é simplesmente muito feio às vezes e eu fico desiludido. Esse é um sentimento que vem e vai. Pensei muito nisso quando comecei a escrever esta suíte porque, por mais que odeie o mundo da música, ainda amo música de verdade e queria escrever sobre isso de algumas perspectivas diferentes, especificamente em Elevator Boots“, comenta Duritz. Ademais, o vocalista vai além e revela mais detalhes da segunda canção do EP. “A faixa conta a história de um cara em uma banda e sua vida se passa entre diferentes cidades e diferentes amantes. É sobre ele passar a vida fazendo algo que significa tudo para ele, mesmo sabendo quando partes disso não são realmente ideais. A música veio até mim muito rápido e então eu simplesmente vaguei pela fazenda cantando para mim mesmo com meu telefone para fazer anotações. Depois de ter a música, o resto demorou muito pouco tempo”. O EP contará com um curta-metragem estrelado pelo ator Clifton Collins Jr. (Westworld, Ballers, Era Uma Vez Em… Hollywood, Veronica Mars) a ser lançado em breve.

Helloween revela segundo single do novo álbum: Fear Of The Fallen

O lendário Helloween lançou o segundo single do seu próximo álbum na última sexta-feira (21). A canção escolhida é Fear of the Fallen, que chegou junto com um lyric vídeo criado por Carlos & David, da theeasyrabbit.com. Em resumo, a música possui uma passada rápida e é bem melódica do jeito que apenas Andi Deris poderia ter feito. “Eu me diverti tanto escrevendo esta música para a minha voz, mas também para Michael (Kiske), um dos melhores vocalistas do mundo. Eu sempre tive um leve sorriso em meu rosto quando eu o ouço cantar as minhas melodias”, comenta Deris. Todavia, Kiske não deixa por menos na hora de rasgar os elogios ao cuidado da banda com Fear of the Fallen. “Todo o processo, incluindo o espírito, foi o ideal. Se eu tivesse a sensação de que minhas partes não se encaixariam, eu perguntaria ao Andi se ele pudesse cantar e vice-versa. Não havia uma competição alguma – o que contou foi o melhor para a respectiva música. Eu mais uma vez estou agradecido por ser parte desta louca família. Eu os amo demais”. Aliás, o álbum autointitulado chega ao streaming no dia 18 de junho. Ademais, vale destacar que o disco contará com 12 faixas, sendo uma delas a Skyfall, que terá duas versões: uma com sete minutos e outra com 12 minutos de duração.

Pianista Amaro Freitas lança Sankofa, single que dá nome ao novo disco

De uma periferia do Recife à promessa de ícone internacional do jazz, o pianista Amaro Freitas é um desses singulares casos de aclamação da crítica desde seu álbum de estreia, feito de quem tem a revolução na ponta dos dedos. Em seu caso, fazendo o jazz dançar com frevo, baião e outras riquezas dos ritmos nordestinos sem pisar-lhes os pés. Sankofa, símbolo Adinkra dos povos acã, da África Ocidental, que representa um pássaro com a cabeça voltada para trás, é o nome de seu terceiro álbum, que será lançado em junho. Aliás, é também o título do segundo single, que chegou às plataformas digitais nesta sexta (21). Quando se deparou com o símbolo em uma bata à venda em uma feira africana no Harlem, em Nova York, compreendeu a importância do significado. Então, Amaro fez dele o conceito fundamental do disco. Contudo, como todos os álbuns do pernambucano, Sankofa levou cerca de três anos para ser feito. Em resumo, com o trio passando oito horas por dia, quatro dias por semana no estúdio. “Valorizamos o processo criativo. Sabemos que leva tempo para chegar a um lugar diferente, para entendê-lo e traduzi-lo. É dedicação, disciplina e sabedoria. Meses se passam e as ideias começam a se encaixar. O tempo é o mais importante. Não podemos chegar aonde queremos sem ele. Tenho o desejo de dizer às gerações futuras: vamos desacelerar, vamos nos dar mais tempo, vamos fazer coisas mais profundas. Vamos parar de nadar na superfície, vamos mergulhar”, diz Amaro Freitas.

Chrissie Hynde lança Standing in the Doorway, disco de releituras de Bob Dylan

Chrissie Hynde, vocalista do The Pretenders, lançou seu terceiro álbum solo. Standing in the Doorway – Chrissie Hynde sings Bob Dylan é um mergulho na obra de Bob Dylan com uma leitura sentimental e temática. O disco chega a todas as plataformas de streaming via BMG, bem a tempo de celebrar os 80 anos do compositor. As músicas foram feitas à distância, durante a quarentena, por Chrisse e James Walbourne, guitarrista e produtor musical que é parceiro da artista no Pretenders. O processo se deu quase inteiramente por aplicativos de troca de mensagens. James gravava uma ideia inicial e enviava para Chrissie adicionar seu vocal. O trabalho de mixagem foi realizado por Tchad Blake (U2, Arctic Monkeys, Fiona Apple) e teve seu processo iniciado de modo fluído e natural. “Estávamos já há algumas semanas de lockdown no ano passado quando James me enviou Murder Most Foul, a nova faixa do Dylan. Ouvir essa música mudou tudo para mim, me tirou do clima pesado que eu estava. Lembro-me de onde estava no dia em que Kennedy foi baleado e peguei cada uma das referências que existem na música. É impressionante como em tudo que o Bob faz, ele consegue te fazer sorrir, te faz rir em algum momento. Eu sinto que ele é quase um comediante, com um humor ácido e sempre com algo a dizer. Na mesma hora liguei pro James e falei ‘vamos fazer alguns covers de Dylan’ e foi isso que começou tudo”, conta Chrissie. Curadoria Com 14 álbuns de estúdio lançados e diversos clássicos, Chrissie Hynde é parte do Rock’n’Roll Hall of Fame e uma inspiração para diversas gerações de artistas, de variados gêneros musicais e não só do punk e new wave, onde fez parte do movimento seminal. Ao longo de dez faixas pinçadas cuidadosamente ao longo catálogo do bardo, o repertório do disco busca momentos nem tão conhecidos da obra de Dylan com a personalidade de Hynde. Entre faixas descobertas em sobras de estúdio e compilações até canções dos anos 80 e 90, Standing in the Doorway chega acompanhado de um filme com apresentações de todas as músicas que será divulgado na próxima segunda (24), dia do octogésimo aniversário de Dylan. O álbum está disponível em todos serviços de música digital.