Black Pantera escancara os problemas atuais: armas para todos, vacina para ninguém

Para manter sua potência sonora no máximo, a banda de punk/hardcore Black Pantera revelou mais um single porrada: Seis Armas, que chegou nos últimos dias pela Deck. Tal como em seus últimos singles, o Black Pantera volta a tocar na ferida aberta pelo Desgoverno Bolsonaro. Seis Armas é mais uma prova do grupo que vem afirmando seus posicionamentos através das letras. “A gente compôs Seis Armas na época em que o governo decidiu flexibilizar decretos que regulamentam o uso de armas ao mesmo tempo que não comprou todas as vacinas que o país precisava”, diz Chaene. Aliás, em cima de uma base instrumental pesada e frenética, eles bradam seu manifesto, cujo refrão é… “Seis armas pra mim/ Seis armas pra você/ Vacina pra ninguém“. O single Seis Armas (Deck), que já está disponível nas principais plataformas digitais, foi produzido pelo próprio trio, formado por Charles Gama (guitarra e vocal), Chaene da Gama (baixo e vocal) e Rodrigo Augusto “Pancho” (bateria). Ademais, a novidade chega acompanhada de um lyric video, dirigido por Pedro Hansen. Confira abaixo. Anteriormente, em novembro passado, o Black Pantera divulgou o EP Capítulo Negro. Em resumo, a trilha veio durante o intervalo da gravação do álbum cheio. São faixas que batem forte no racismo estrutural, existente há séculos no Brasil.
Weezer libera I Need Some of That e anuncia tracklist de Van Weezer

Chegou a hora de dar as boas-vindas à tão esperada homenagem do Weezer ao metal para o mundo: Van Weezer. Aliás, o novo álbum da banda, previsto para 7 de maio, teve mais uma amostra revelada: I Need Some Of That. I Need Some Of That segue o lançamento de Hero e Beginning Of The End, divulgadas no ano passado, bem como End Of The Game, de 2019. Ademais, a banda também deu aos fãs uma prévia da música Blue Dream, retirada também do álbum, no episódio que foi ao ar no ano passado durante a série Simpsons – durante o tema do programa no final do capítulo. Em resumo, Van Weezer é o décimo quinto álbum de estúdio da banda, é produzido por Suzy Shinn (Panic! At The Disco, Fall Out Boy). Aliás, a inspiração para o projeto vem das raízes mais profundas do Weezer – o metal. O que o metal tem a ver com a banda? – você pode se perguntar. Nos primeiro anos da vida, Rivers foi um grande fã do KISS; Brian era fanático pelo Black Sabbath; Pat fez ode ao Van Halen e Rush; Scott amava Slayer e Metallica. Contudo, a última vez que essa veia de hard rock foi explorada pelo Weezer foi no amado álbum Maladroit, de 2002. Van Weezer está preparado para levar a sonoridade deste projeto muitos passos adiante. Anteriormente, no começo do ano, o Weezer revelou o primeiro álbum orquestral da banda, Ok Human. O principal single de Ok Human, All my Favorite Songs, se posicionou como primeiro lugar na lista de rádio Triple A, e está atualmente em crescimento no chart de rádio Alternative. Confira a tracklist completa de Van Weezer HeroAll The Good OnesThe End Of The GameI Need Some Of ThatBeginning Of The EndBlue Dream1 More HitSheila Can Do ItShe Needs MePrecious Metal Girl
Braza lança videoclipe de Lá Adiante; assista!

Em Lá Adiante o baião e o ragga se encontram, para fazer dançar e refletir ao som da Braza. Em resumo, a música prepara de vez o terreno para a chegada do terceiro álbum da banda, que será lançado em maio pela Deck. Ademais, viola regional, beat eletrônico e a letra apontando feridas sociais retratam bem a energia desse projeto. “Lá Adiante é um dos resultados mais legais que a gente obteve até agora nessa pesquisa de misturar as tradições musicais brasileiras com sons contemporâneos e dançantes. Tem o Brasil, tem o Caribe, tem a crítica e tem a mensagem de esperança. Acho que é um som que sintetiza bem a ideia desse álbum novo, e do Braza como um todo”, afirma o vocalista e tecladista, Vitor Isensee. Aliás, o single, que já está disponível em todos os aplicativos de música, ganhou um videoclipe, dirigido por Riccardo Melchiades. Em síntese, o vídeo aposta na exuberância das dunas da Região dos Lagos e na performance das dançarinas Camila Leão, Manuh Torres e Isa Czar. “Gravar este clipe foi uma experiência incrível! Acredito que todos esses elementos contribuíram bastante para termos um dos pontos mais altos de nossa videografia”, conta o baterista Nícolas Christ. Portanto, confira a produção abaixo.
Lucas Vasconcellos faz mergulho íntimo em Teoria da Terra Plena

O guitarrista, produtor, cantor, compositor e arranjador Lucas Vasconcellos faz um retorno às origens em Teoria da Terra Plena, seu quarto álbum solo. Conhecido por integrar projetos variados, como Letuce e Legião Urbana, o artista faz desse trabalho um reencontro com canções de foro íntimo. Em resumo, são canções inspiradas por uma mudança de ares: de um Rio de Janeiro ruidoso para as montanhas da serra fluminense. Contudo, o resultado, como o título entrega, é um álbum que se encontra nas pequenas coisas, sem abrir mão de olhar o mundo (ainda ruidoso). Teoria da Terra Plena marca a reconexão de Lucas Vasconcellos com os instrumentos acústicos. Após uma fase marcada por muitas experimentações com elementos eletrônicos e longos períodos excursionando pelo país, o músico se voltou para seu home studio. Aliás, foi onde criou ao longo dos últimos quatro anos, não apenas suas próprias canções, mas a produção de discos de músicos independentes. A lírica do álbum exalta o bucólico como o seu verdadeiro lugar de criação e liberdade. “Esse disco nasceu pra ser minha conexão com o presente. Sempre me senti, como compositor, de alguma maneira aprisionado pelas memórias ou muito ansioso por acontecimentos. Raras vezes na minha vida de criador eu consegui ter essa paz de olhar pra um trabalho meu e sentir que ele traduz o meu presente, sem urgências e sem nostalgias. Acho que esse é o traço matricial desse trabalho” Lucas Vasconcellos Mudanças na sonoridade “Fazer um disco, no tempo de hoje, com o mundo desse jeito e sobretudo o Brasil do jeito que se encontra, culturalmente abandonado e marginalizado, me trouxe um desejo de ar, de respirar. Pude experimentar um pouco dessa sensação privilegiada de contato com a natureza, de fruição do silêncio, de poder olhar pra dentro e ressignificar os acontecimentos sociais de uma maneira menos afetada, mais íntima”, completa. Entre Silenciosamente (2016), seu terceiro disco solo, e 2021, o ecossistema da música tornou-se mais. Em suma, mais dependente das redes sociais para divulgação de artistas independentes, mais focado nos lançamentos digitais. Com uma presença online mais serena, Lucas não se força ao ajuste “ao novo”, mas também não pretende levantar voz contra ele. Conformado e em paz, canta “As coisas são assim… As coisas são porque são/ E a gente aceita ou não/ E a vida vai passando mesmo sem a gente querer”. Teoria da Terra Plena vem para somar a uma trajetória já de destaque no cenário independente nacional. Anteriormente, ele fundou, nos anos 2000, a banda Binario (2000-2008), que misturava rock, eletrônico e intervenções urbanas audiovisuais. Aliás, com a banda lançou quatro álbuns pelo selo britânico Far Out Recordings, além de outros dois pelo selo brasileiro Bolacha Discos. De 2008 a 2016, se dedicou ao Letuce com Letícia Novaes, resultando em três discos. Em resumo, Plano de Fuga pra Cima dos Outros e de Mim (2009), Manja Perene (2015) e Estilhaça (2016).
Dada Hotel explora a busca por sanidade nos dias atuais em seu single de estreia

A busca da saúde mental em tempos estranhos em que é necessário enfrentar seus próprios demônios marca In Sane Days, single de estreia da banda mineira Dada Hotel. Em resumo, unindo indie, pós-punk, lo-fi e um olhar bem brasileiro, o power trio se prepara para lançar o disco de estreia Dilúvio/Deserto. “Eu tentei falar sobre coisas pesadas, mas de forma irônica. A letra fala sobre assumir os próprios demônios, aquele seu lado que não é tão bonito. A gente só assume nossos próprios BOs quando se coloca por inteiro. E pode ser tranquilo viver com os nossos paradoxos. Viver dias sãos, mas que podem ser insanos. Viver o seu demônio no ônibus lotado, na fila do banco, e ter que suportar ele; mas também poder tomar uma cerveja com ele, à noite”, conta Fabio Walter, vocalista e guitarrista da banda e que assina a produção musical. Dada Hotel conta ainda com Marcus Soares (baixo) e Victor Piva Schiavon (bateria) e teve seu embrião na banda Paraná Avenue, onde parte das canções foram criadas. Inclusive o single, que dá o tom do álbum ao retratar essas dualidades e ficam expostas até em seu título. Relação com Belo Horizonte “Belo Horizonte é uma cidade que tem só duas estações, dilúvio e deserto. De cinco a sete meses sem chuva nenhuma, tempo seco, sol, rinite; e os outros meses de muita chuva. Comecei a pensar nisso como um conceito, como uma forma de expressão da própria cidade. Quase como se fosse o yin-yang dos belo-horizontinos. E dá para ir além, já que todo mundo passa por momentos de dilúvio e deserto na vida. Acho que o mesmo acontece com o disco. As músicas também seguem esse fluxo. De muito e pouco. De certa forma, tudo vai passar e vai ficar”, reflete o artista, que também estrela o clipe ao lado de sua companheira em um momento de dança solitária em meio ao isolamento social. Com mixagem e masterização de Fabrício Galvani (Estúdio Galvani), o disco foi finalizado com recursos da Lei Aldir Blanc do Governo do Estado de Minas Gerais e será lançado ainda em 2021 de forma digital e em vinil.
Não Há Mais Volta lança som com pegada ska punk; ouça Não Há Mágoas

Um dos nomes mais interessantes do street punk nacional na atualidade, o Não Há Mais Volta está de volta. Mantendo um ritmo bom de lançamentos em 2021, a banda divulgou o segundo single do próximo álbum, Atrás de Emoção. Anteriormente, os paulistanos liberaram a faixa Guerra e Paz. A escolhida da vez é Não Há Mágoas. Não Há Mágoas apresenta uma nova sonoridade ainda não explorada pelo Não Há Mais Volta, o ska punk. Influenciados por bandas como The Mighty Mighty Bosstones, Rancid e Paralamas do Sucesso, esta é a primeira canção do grupo que retrata sobre desilusão amorosa. O compositor do Não Há Mais Voltas, Ricardo Galano, comentou um pouco sobre a composição. “Nunca foi uma pretensão nossa fazer um ska punk, mas a música surgiu dessa forma, a letra veio de um jeito natural por conta de alguns acontecimentos em minha vida pessoal”. A canção ainda conta com a participação de Kiko Bonato (Buena Onda Reggae Club e Black Mantra) no hammond. Em resumo, Atrás de Emoção é o segundo disco da carreira do Não Há Mais Volta. Anteriormente, o grupo lançou o álbum homônimo em 2015. Aliás, o registro contava com canções marcantes como Falsas Promessas, Velha Rua, Político Bom… e Nossas Memórias.
Pernambucano Martins lança clipe de “Me dê”

Um dos grandes destaques da nova geração, o pernambucano Martins lançou seu primeiro videoclipe. O músico, compositor e cantor de timbre inconfundível, escolheu a música Me dê. Em resumo, faixa de roupagem swingada e influências do ijexá e da música africana, que traduz bastante seu primeiro álbum, homônimo, lançado em 2019, pela gravadora Deck. Aliás, dirigido por Marcelo Barreto, o clipe é um passeio pelos rios de Capibaribe e Beberibe em Recife (PE). “Eu quis trazer a geografia da cidade para o vídeo, pois tem muito a ver com a música e com o meu trabalho. Além da canção falar sobre sentimentos e afetos, o clipe é solar, bonito, transmite otimismo e acho que é isso que estamos precisando nesse momento”, comentou Martins. O álbum Martins traz 11 faixas autorais, incluindo algumas parcerias, que retratam crônicas do cotidiano. Ademais, com direção musical de Juliano Holanda, as gravações ocorreram em Recife e na Europa, durante uma turnê do artista pelo continente. Mais sobre Martins Músico, cantor e compositor, Martins faz parte de uma nova geração de artistas pernambucanos que têm movimentado a cena de Recife. Membro da banda de rock Marsa e do grupo Forró na Caixa — na qual toca rabeca — ele agora reúne suas influências e se aventura na carreira solo com seu álbum de estreia homônimo. Contudo, quando começou a gravar o disco, o repertório já estava na cabeça. Aliás, o pernambucano se juntou ao produtor Juliano de Holanda e registraram as 11 canções no estúdio Muzak. As músicas são todas de Martins com parcerias com Juliano Holanda, PC Silva, Ju Valença e Paulo Neto.
Deck disponibiliza no streaming cinco álbuns raros de Elza Soares

A gravadora Deck disponibilizou no streaming os álbuns de Elza Soares lançados originalmente pela gravadora Tapecar nos anos 1970 que estavam fora de catálogo. Em resumo, os discos são Elza Soares, Nos Braços do Samba, Lição de Vida, Pilão + Raça = Elza e Grandes Sucessos de Elza Soares. A data foi escolhida pela própria Elza, devota de São Jorge. Em Elza Soares (1974), a cantora gravou músicas inéditas incluindo uma de sua própria autoria Louvei Maria e Deusa do Rio Niger. Nos Braços do Samba (1975) traz o registro de Saudade Minha Inimiga e Quem É Bom Já Nasce Feito. No álbum Lição de Vida (1976), Elza lançou Jorge Aragão e também registrou uma canção de Dona Ivone Lara, Samba, Minha Raiz. Em resumo, a faixa Curumbandê era expressão legítima dos ritmos africanos, também evidenciada em Rainha dos Sete Mares, uma homenagem ao orixá Iemanjá. Elza Soares lançou Pilão + Raça = Elza (1977). Aliás, veio acompanhada de excelentes músicos como Gilson Peranzzetta, Paschoal Perrota, Rildo Hora, Golden Boys e as Gatas no coro. Aliás, o disco traz três músicas de sua autoria: Perdão, Vila Isabel, Língua de Pilão e Enredo de Pirraça, trilha sonora da novela O Astro. Ademais, a Tapecar ainda lançou a coletânea Grandes Sucessos de Elza Soares (1978), que incluía Salve a Mocidade (Luís Reis), antes só encontrado em compacto. Presentão da Deck.
Throe transita entre o peso e o post-rock em Último Céu

Último Céu, inédito single do Throe, experimento pessoal do Vina, guitarrista do Huey, cuja sonoridade é construída por beats, loopings e menções ao post-rock, shoegaze, noise e industrial, chegou ao streaming. Aliás, a faixa também dá nome ao próximo disco do Throe. Em resumo, é uma música que se desdobra a partir da linha melódica inicial que costura, em diferentes níveis, toda a canção até a explosão final carregada de dramaticidade. Contudo, nesta nova música, o Throe busca transmitir a ideia de solidão por meio de uma foto minimalista. Não à toa, a foto da capa é um registro fotográfico que Vina fez há alguns anos. No entanto, como um organismo em contato constante com sentimentos, Vina refuta apontar o Throe como um projeto. No entendimento do músico, projeto sugere começo e fim, o que não vislumbra a esta empreitada. “O Throe é uma expressão necessária”, ele afirma. O Throe é uma ideia antiga do músico, mas ganhou registro somente em 2020 com o lançamento de dois singles e um EP: death feels like an embrace that’s not allowed, praise/breathe e odium, respectivamente, sendo que o último foi composto, gravado e produzido em parceria com João Silveira, do Test. Em Último Céu, Vina assina a composição e toca guitarra, baixo, beat e synths. A mixagem e produção é de André Zanferrari (Crozta Estúdio) e a arte da capa de Thiago Minoru.