Netflix anuncia edição digital do Tudum e almanaque

Após a primeira edição do Tudum Festival Netflix, que aconteceu em janeiro e atraiu mais de 50 mil pessoas em São Paulo para uma série de experiências imersivas gratuitas, o Tudum está de volta e agora em todo o país. Serão cerca de cem páginas de um almanaque inédito, em versão física e digital, totalmente gratuito, trazendo histórias, jogos e outras atividades interativas. Com 100 mil exemplares impressos, o almanaque será distribuído em todo o Brasil e contém entrevistas, curiosidades e quizzes com os personagens das produções. Além disso, traz matérias sobre temas importantes ligados à representatividade e diversidade, além de itens colecionáveis como adesivos, paper toys e pôsteres. As inscrições para receber o almanaque impresso em casa abrem dia 16 de outubro pelo site do Tudum. Já a partir do dia 26 de outubro o almanaque pode ser acessado em sua versão digital, pelo mesmo endereço. Entre os dias 3 e 5 de novembro, o Tudum se transforma em um festival digital que poderá ser assistido por todos os fãs mundo. A transmissão será pelo YouTube da Netflix Brasil e no site do Tudum. O Lee de A Barraca do Beijo, a Mindy e o Gabriel de Emily em Paris, a Sofía e o Raúl de Control Z, a Rita, o Doni e o Nando de Sintonia, o Felipe Castanhari de Mundo Mistério e o cantor Emicida são alguns dos convidados já confirmados. Em resumo, esses convidados irão bater um papo com a apresentadora desta edição do Tudum, a dona e proprietária da Netflix – Maisa. Os fãs ainda terão a oportunidade de participar diariamente de um encontro virtual cara a cara com seus ídolos, já pensou? A dinâmica de como se inscrever para o encontro será explicada ao vivo.
Portugal. The Man une forças com “Weird Al” Yankovic em novo single

A banda Portugal. The Man se uniu ao incrível “Weird Al” Yankovic e ao colega e rapper The Las Artful, Dodgr para lançar o single Who’s Gonna Stop Me. A música tem como objetivo homenagear e aumentar a conscientização sobre a cultura e os direitos indígenas. Who’s Gonna Stop Me marca a primeira vez em que “Weird Al” – quem o Portugal The Man citou inúmeras vezes como sendo uma das maiores influências da banda – foi creditado como artista de destaque, e também marca o primeiro lançamento do artista fora do âmbito da comédia. Who’s Gonna Stop Me foi produzido por Jeff Bhasker (Harry Styles, Rihanna), e co-esrita por Paul Williams. Videoclipe do Portugal. The Man A faixa chega acompanhada de um clipe, dirigido por Aaron Brown e Josué Rivas, estrelando artistas indígenas e líderes do país todo, incluindo a dançarina campeã mundial de dança jingle, Acosia Red Elk, do povoado de Umatilla, do Oregon, Estados Unidos. Em nota à imprensa, o Portugal. The Man comentou sobre o lançamento de forma bem contundente. “Dizem que o arame farpado foi a sentença de morte do cowboy. Foi o fim da variedade e o fim das pastagens abertas. Antes dos cowboys, por tempos, os povos indígenas das Américas viam a Terra como sua autoridade espiritual. Eles não dividiram a terra mais do que os cristãos, muçulmanos ou a fé judaica dividiriam Deus. Isso seria um sacrilégio. Mas, vieram os colonos e fizeram exatamente isso. Após o genocídio dos povos indígenas, uma vez que nossas cercas de piquete brancas, cercas de arame farpado e paredes fronteiriças foram erguidas, os ancestrais dos colonos fizeram muitos progressos tecnológicos. Nós inventamos carros, arranha-céus, cheesburgueres e smartphones! E ainda agora, no alvorecer do século 21, a Mãe Terra está reagindo às últimas centenas de anos de negligência. A Terra está enviando pandemias, queimadas, furacões e por aí vai. Os indígenas dizem que é o sistema imunológico da Terra se calibrando”. Sobre o novo single, “Weird Al” Yankovic celebra a parceria com os talentosos integrantes do Portugal. The Man. “Já fiz uma jam com eles no Bonnaroo, produzi remixes para duas das músicas da banda e agora estou fazendo os vocais em Who’s Gonna Stop Me. Portugal. The Man não são apenas meus amigos, mas são uma das minhas bandas favoritas no mundo e estou emocionado por participar deste novo single”, celebrou “Weird Al” Yankovic.
Videoclipes novos: Fito Paez, Epica e Pixies

Fito Paez – Maelström O cantor argentino Fito Paez divulgou o videoclipe de Maelström, canção que está no seu último álbum, La Conquista del Espacio, lançado em março passado. “Um dia eu estava assistindo a um filme de animação no Instagram e descobri que ele havia sido criado por Lonzo Meneghelli. Lonzo é músico e produtor e, durante a pandemia, começou a desenhar. Eu imediatamente liguei para ele e, dois meses depois daquela conversa, ele fez algo surpreendente e muito emocionante. Espero que gostem tanto quanto eu gostei quando vi”. Falando sobre a música, Paez observou: “Parece uma espécie de música de Elton John, ligada a um homem em um relacionamento conturbado. O título vem do conto de Edgar Allan Poe, A Descent into the Maelström, sobre uma tempestade que ocorre nos fiordes noruegueses. A metáfora trata-se de como caímos no Maelström com vidas complicadas e confusas e como alguns de nós temos a sorte de sobreviver a ela. Espero que o título ajude os ouvintes a descobrirem Poe”. Epica – Abyss Of Time Referência holandesa em metal sinfônico, o Epica anunciaram o novo álbum, Omega, para 26 de fevereiro de 2021 via Nuclear Blast. Este é o primeiro disco de estúdio da banda em cinco anos. Para marcar o anúncio, Simone Simons (vocal), Isaac Delahaye (guitarra), Mark Jansen (guitarra/vocal), Coen Janssen (synths/piano), Ariën van Weesenbeek (bateria) e Rob van der Loo (baixo) divulgaram o single e videoclipe Abyss Of Time. Pixies – Hear Me Out Uma das bandas mais influentes do rock alternativo, o Pixies divulgou a faixa inédita Hear Me Out, que veio acompanhada de um videoclipe. É a primeira inédita da banda desde o lançamento do seu sétimo álbum de estúdio, Beneath The Eyrie, no ano passado. “A faixa fala sobre as coisas acontecerem não exatamente como planejamos mas mesmo assim saber que está tudo bem” diz Paz Lenchantin.
BK’ divulga mini-doc sobre álbum O Líder em Movimento

Duas câmeras nas mãos, muitas rimas e papo reto na cabeça. Foi com esta bagagem que BK’ embarcava rumo a Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro, onde passou sete dias isolado em um sítio dando vida ao seu novo álbum: O Líder em Movimento. Lançado em setembro de 2020, o disco ganhou ares de clássico instantâneo do rap nacional. Agora, um mês após o lançamento, e com mais de 15 milhões de streams, BK’ apresenta o documentário O Líder em Movimento, com imagens inéditas. Com filmagem, direção e edição de João Victor Medeiros, o filme revela a intimidade do rapper em seu processo criativo. Gravado em janeiro de 2020, antes da pandemia de Covid-19, portanto, o documentário O Líder em Movimento se mostra não apenas um tradicional making off. Mas um registro único da vivência, cumplicidade e trocas artísticas entre BK’ e seus companheiros de Pirâmide Perdida, especialmente Jonas Profeta (JXNV﹩), que assina os beats de 8 entre as 10 faixas do disco, e El Lif Beatz, produtor executivo e co-diretor criativo do álbum. Pedro Malcher (pianista e arranjador) e Magno Brito (instrumentista) Arthur Luna (engenheiro de gravação e mixagem) completam o time que acompanhou BK’ nesta viagem artística, produtiva e, sobretudo, humana.
Emicida estreia documentário na Netflix em dezembro

A Netflix anunciou a produção do documentário AmarElo – É Tudo Pra Ontem, de Emicida, com animações, entrevistas e cenas de bastidores. Usando o show do rapper no Theatro Municipal em 2019 como espinha dorsal, o filme dirigido por Fred Ouro Preto explora a produção do projeto de estúdio AmarElo e, ao mesmo tempo, a história da cultura negra brasileira nos últimos 100 anos. Nele, estabelece-se um elo importante entre três momentos relevantes da história negra brasileira: a Semana de Arte Moderna de 1922; o ato de fundação do Movimento Negro Unificado (MNU), em 1978, pela valorização da cultura e de direitos do povo negro; e o emblemático espetáculo de estreia de AmarElo, que aconteceu no mês da consciência negra, novembro, em 2019. “São quatro décadas que separam a nossa ascensão ao palco do Theatro Municipal do encontro das pessoas do MNU naquelas escadarias. Então subir ali e gritar ‘obrigado, MNU’ pro mundo é para que eles saibam que é da luta deles que nasce um sonhador como o Emicida”, diz o rapper. “Quando eu cheguei aqui, tudo era impossível, qualquer coisa que falávamos era tida como problemática e improvável de se realizar. Hoje, não é mais. E é dessa forma que quero que lembrem do meu nome no futuro, como alguém que sabia que o impossível era grande, mas não maior que si. O palco do Municipal abrigou alguns dos mais importantes movimentos da arte do planeta e acho que caminhamos para ser isso”, completa Emicida. O documentário, de 90 minutos, tem lançamento confirmado para o dia 8 de dezembro de 2020. A Netflix e Laboratório Fantasma ainda terão um segundo projeto, que será lançado em 2021.
Get Back: ouça a nova música do Pearl Jam

Get it Back, a nova música de Pearl Jam já está disponível nas principais plataformas de música por streaming. A faixa integra a compilação Good Music To Avert The Collapse Of American Democracy, Volume 2, projeto que reúne canções inéditas, covers e regravações de alguns dos maiores nomes do mundo da música. O compilado faz parte do Bandcamp Fridays, uma iniciativa lançada em março de 2020 pela plataforma voltada para artistas independentes. Em resumo tem o intuito de viabilizar a produção independente de artistas afetados pela pandemia. O projeto Good Music To Avert The Collapse Of American Democracy, Volume 2 direcionou toda a verba arrecadada com esta edição ao Voting Rights Lab. Em suma, a organização que visa garantir o direito ao voto a todos os estadunidenses. Anteriormente, o Pearl Jam havia revelado Gigaton, 11º álbum de estúdio da banda. Produzido por Josh Evans e pelo próprio Pearl Jam, o lançamento foi o primeiro compilado do grupo desde Lightning Bolt.
Stevie Wonder faz dueto com Gary Clark Jr e Busta Rhymes em novos singles

Stevie Wonder aproveitou a ocasião do 36º aniversário de seu segundo filho mais velho, Mumtaz Morris, para realizar algo inédito. Com um espírito de celebração, ele lançou duas músicas ao mesmo tempo: Can’t Put It in the Hands of Fate, com as colaborações de Rapsody, Cordae, Chika e Busta Rhymes, e Where Is Our Love Song, que traz a participação de Gary Clark Jr. As músicas fornecem inspiração para os desafios globais de hoje. Can’t Put It In the Hands of Fate apresenta quatro dos artistas visionários do hip-hop: a estrela em ascensão Rapsody, Cordae, o aclamado Chika e o onze vezes indicado ao Grammy Busta Rhymes. A colaboração de Stevie com artistas de outros gêneros e gerações simplifica o poder da necessidade de ação exigida pela música. Where Is Our Love Song, que traz a participação do guitarrista vencedor de quatro Grammys Gary Clark Jr., identifica o que é necessário enquanto o mundo luta seus desafios históricos, colocando a questão “onde estão nossas palavras de esperança, oração pela paz e nossa canção de amor tão desesperadamente necessária?”. Tudo e todos foram afetados pelo Covid-19, especialmente as comunidades carentes não-brancas. Todos os lucros com os royalties de Where Is Our Love Song serão doados para Feeding America (ONG que alimenta mais de 46 milhões pessoas). “Nestes tempos, estamos ouvindo os mais pungentes gritos e precisamos despertar esta nação e o mundo. Por favor, atendam à nossa necessidade de amor, paz e unidade”, declarou Stevie Wonder em nota à imprensa.
Entrevista | Fran Healy (Travis) – “Parece que o mundo se dividiu em dois”

Na última segunda-feira (12), o jornal britânico The Guardian trouxe um artigo curioso no qual buscava entender “quem matou o britpop”? No título, alguns possíveis suspeitos: Oasis com o álbum Be Here Now (1997), a perda do título da Euro 96, quando a Inglaterra foi derrotada pela Alemanha nos pênaltis, no estádio de Wembley, ou a morte da princesa Diana (1997). Morto ou não, nomes do britpop como Suede, Pulp, Oasis e Blur seguiram influenciando outras bandas. O Travis é uma delas. A escocesa lançou o primeiro álbum, Good Feeling, em 1997. De lá para cá manteve uma consistência maior que os antecessores, mesmo que o alcance não tenha sido o mesmo. 10 Songs é o décimo disco de estúdio de Fran Healy e traz uma banda ainda mais renovada, mas sem deixar o saudosismo de lado. Em uma das canções, The Only Thing, Susanna Hoffs, do The Bangles, é a convidada. “Eu era fã dela, e há dois anos ela postou um vídeo no Twitter. Era um vídeo muito bom, com a ótima voz dela, e transmitia uma mensagem legal. Então, decidi deixar um tuíte. Duas semanas depois, entrei de novo no Twitter e ela havia respondido. Fiquei muito feliz e até tirei um print para mostrar para meus amigos. Um ano e meio depois disso, tive a ideia de fazer algo com ela. Não achei que ela fosse topar, mas ela é uma pessoa muito do bem, e topou”, comenta Healy, que conversou com o Blog n’ Roll por Skype. Primeiro álbum de Fran Healy em Los Angeles O novo álbum do Travis também é o primeiro gravado por Healy morando em Los Angeles. No entanto, ele não vê muita diferença nisso. “Talvez um pouco, mas nada crucial. Escrever músicas é algo mais manual do que criativo às vezes. Até chegar na parte criativa, você fica cavando até chegar em algo que agrade. Esse é um processo um pouco tedioso, e que dá para ser feito em qualquer lugar. Por isso, acho que não tem tanto impacto morar em um lugar diferente”. Sobre as letras de 10 Songs, Healy acredita que a influência de Los Angeles pode ter sido um pouco maior. “Acho que algumas coisas, talvez. O álbum tem letras muito honestas, e é isso que precisamos atualmente. Hoje em dia as pessoas apenas projetam felicidades nas redes sociais. O Donald Trump vive postando mentiras, então é cada vez mais difícil saber a verdade. Mas, é bom saber que o álbum tem músicas simples e honestas. É bom de se ouvir, é como ar fresco. As melodias também são boas. Acho que a música é um remédio. Se ela te toca e te faz sentir melhor, meu trabalho está feito”. A pandemia também fez o vocalista do Travis refletir sobre a humanidade. “Parece que o mundo se dividiu em dois: pessoas que acreditam em conspirações, e os outros que são mais inteligentes e conseguem observar a situação com mais clareza. É normal. Cada metade acha que a outra é louca. Talvez todos sejam loucos”. Healy também comentou outros assuntos durante nosso breve papo. Confira abaixo alguns desses momentos. Fran Healy e a gravação de 10 Songs Estávamos ansiosos para gravar o álbum. Nós gravamos em duas sessões: uma de duas semanas em dezembro, e outra de três ou quatro semanas entre o final de fevereiro e o começo de março. Nós ainda tínhamos mais uma semana de gravações, mas eu senti que as coisas estavam começando a ficar estranhas e decidi voltar para casa. Por isso, a gente acelerou o processo, tudo ficou louco, mas foi bem legal até. Influência para bandas atuais Não tenho contato com essas bandas (nota do editor: Coldplay e Keane são citadas frequentemente como bandas influenciadas pelo Travis). E também não sei se nossa banda abriu caminho para esses caras. Se nossa banda não existisse, o Coldplay existiria de qualquer forma. Eu conheço bem o Chris (Martin), e eu sei que o jeito que ele faz as coisas é brilhante. Ele é muito inteligente quando se trata de colocar a banda dele nos holofotes. Muitos artistas têm essa habilidade. Travis já esteve na moda, e o Chris gostou do que viu, mas não é como se ele tivesse ido atrás do nosso som especificamente para se influenciar. O que é importante é que suas melodias fazem as pessoas felizes. Eu, particularmente, não queria ser da maior banda do mundo. Sigo fazendo minhas músicas. Eles fazem diferente, e está tudo bem com isso. Mas, acredito que as comparações só aparecem porque já fomos muito famosos no passado. Eles fazem as coisas de forma bem diferente. Ligação de Fran Healy com novos artistas Eu não costumo ouvir bandas de áreas específicas. Há algumas semanas descobri uma banda muito boa, que coincidentemente era de Glasgow. Comecei a conversar com eles pelo Twitter também (risos). Um deles me enviou um álbum, o nome da banda é Bloke Music, e o som deles é muito bom e original. Geralmente, descubro música por acidente. Tem uma garota francesa chamada Pomme, que é muito boa. Eu não tenho ideia do que ela diz, mas as melodias são muito boas. Acho que a melodia é o X da questão para uma música ser boa. Relação com Paul McCartney Vamos ser honestos: nós não somos bem amigos, somos conhecidos. Não passo o Natal com ele (risos). Eu conheci o Paul em 1999. Nós estávamos tocando no mesmo programa de TV. Depois, o reencontrei em uma viagem em um feriado, e foi ali que conversamos bastante, jantamos juntos. Ele é um homem normal, na realidade. Conversa, escuta… Se você parar para pensar, os Beatles eram apenas quatro garotos. Mas, algo interessante dessa viagem foi que o Keith Richards tinha uma casa na ilha em que estávamos, e o Paul jantou com ele em um daqueles dias. E o legal é que o Keith retratou isso em sua biografia. E eu estava lá. No dia seguinte, o Paul me contou sobre o
Entrevista | Mel – “Ser uma mulher trans no mundo das artes ainda é negociação”

Na década passada, a Banda Uó, de Goiânia, movimentou o cenário musical brasileiro com uma mistura envolvente de música pop com tecnobrega. Além disso, revelou três nomes bem talentosos: Davi Sabbag, Mateus Carrilho e Mel Gonçalves. Do trio, somente Mel ainda não havia mostrado seu trabalho solo, após o término do grupo, em 2018. Na última sexta-feira (9), ela lançou o primeiro single dessa nova fase, A Partir de Hoje, que ganhou videoclipe. “Demorei porque o tempo é complicado. Nem sempre a gente consegue se realizar e estar pronta dentro do nosso planejamento. Além do mais, mesmo já tendo uma trajetória na música, ser uma mulher trans no mundo das artes ainda é local de negociação. Tudo isso pesou e fez o tempo ser maior. No fundo considero que foi totalmente necessário”, comenta Mel. No entanto, o período sem lançar música solo não a impediu de investir em outras frentes. Mel estreou sua carreira no cinema no longa Vento Seco, de Daniel Nolasco, que foi selecionado para o Berlinale, o Festival de Internacional de Cinema em Berlim, de 2020. O filme tem temática LGBTQIA+ e ainda conta com Leandro Faria Lelo, Rafael Theophilo,Renata Carvalho, Del Neto, Macelo D’Avilla, Leo Moreira Sá e Conrado Helt. Caldeirão de influências da Mel Quem escuta o novo trabalho de Mel consegue identificar um caldeirão de influências. Todos muito bem representados. Em resumo, a cantora cita nomes como Gipsy King’s, Maria Bethânia, Loreena Mckennitt, Sade, Erykah Badu, além de ritmos como carimbó, jongo, tribal fusion, zouk love, entre outros. “Esses artistas e esses ritmos são referências meio universais, é preciso ouvi-los! Ao mesmo tempo a gente sempre acaba imprimindo o nosso jeitinho quando colocamos no nosso corpo”. A cantora acredita que traz um pouco das vivências com a Banda Uó para o trabalho solo, o que pode facilitar o reencontro com o público. “É sempre bom mudar! Mesmo lá na Banda Uó, eu sempre fui camaleoa e agora solo não poderia ser diferente. Aprendi a encarar as coisas de frente e resolve-las mesmo enfrentando o desmembramento e a transfobia. Aprendi a lutar pelo que é meu e pelo que acredito ser bom pra mim, por mim e por quem acredita no meu trabalho. Acho que a principal mudança foram as minhas responsabilidades que aumentaram. Por ser uma artista independente, solo, tudo ainda é barril”. A Partir de Hoje é o primeiro passo de um álbum completo da cantora. Posteriormente os planos são ambiciosos. “O que posso dizer ainda é pouca coisa, mas fará parte de um trabalho maior e mais bem diagramado. Temos trabalhado muito pra isso. Espero que se apaixonem pelo que virá”.