Juçara Marçal lança “EPDEB”, com faixas inéditas de Delta Estácio Blues

Um dos nomes de destaque da cena musical paulistana, a cantora e compositora Juçara Marçal lançou EPDEB, um EP com quatro faixas inéditas feitas nas sessões do aclamado álbum Delta Estácio Blues. O lançamento é uma realização Natura Musical / QTV Selo / Mais um Discos / Goma Gringa. O álbum traz parcerias com Jadsa (que participa com guitarras em sua composição Um Choro), Rodrigo Campos, Clima e Alzira E, além de Kiko Dinucci, que assina a produção musical. O EP conta com participação especial do lendário percussionista Paulo Santos, membro fundador do Uakti, na faixa Odumbiodé e Marcelo Cabral no baixo e Guilherme Held na guitarra em Não Reparem. Cantora do Metá Metá, Juçara Marçal integrou os grupos Vésper Vocal, A Barca e Ilu Obá De Min. Em 2014 lançou seu primeiro disco solo, Encarnado. O álbum foi um sucesso de público e crítica e venceu o Prêmio APCA, Governador do Estado e Multishow, entre outros. No ano seguinte, Juçara lançou Anganga ao lado do músico e experimentador carioca Cadu Tenório. Em 2017, inspirada no livro O mito de Sísifo de Albert Camus, ela lançou Sambas do Absurdo com Rodrigo Campos e Gui Amabis. Desde 2018, Juçara realiza, ao lado de Kiko Dinucci e Thaís Nicodemo, o show Brigitte Fontaine, em que canta em francês repertório da artista. Em fevereiro de 2019, Marçal estreou como atriz na peça Gota d’água {Preta}, montagem do clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes, com elenco majoritariamente negro. Ela adicionou uma nova página nessa carreira de êxitos com Delta Estácio Blues, vencedor do Prêmio APCA e de dois Prêmio Multishow. O disco também foi responsável por Dinucci ganhar o Prêmio Multishow de Melhor Produtor. No álbum, Juçara Marçal aborda a música eletrônica fora dos clichês e gêneros já conhecidos, propondo novos cenários, investigações rítmicas e buscando um diálogo com o pop, sem deixar de lado a inquietude e a ligação estreita com a música brasileira. Presentes nas canções, temas que revelam posicionamentos da artista enquanto mulher negra no Brasil de hoje. Racismo, negritude, feminino, ancestralidade surgem em versos contundentes, sem nunca perderem de vista a poesia. O projeto contou com o patrocínio do Natura Musical, garantindo a finalização, gravação e lançamento do disco, que pode ser ouvido nas plataformas de streaming e baixado através do site da cantora. O lançamento é do selo carioca QTV, responsável por trabalhos de Negro Leo, Tantão e os Fita e MBÉ e do histórico disco de estreia do Índio da Cuíca.

Popload Festival anuncia Pixies, Jack White, Cat Power, entre outros

O Popload Festival anunciou Pixies e Jack White como principais atrações de sua oitava edição, que acontece em 12 de outubro, no Centro Esportivo Tietê, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda. Além dos dois nomes de peso, o Popload Festival também contará com outros artistas marcantes como o cantor e produtor australiano Chet Faker; a banda eletropop inglesa Years & Years; a cantora e guitarrista americana Cat Power; a banda-fenômeno argentina Perotá Chingó, além da incrível multiartista paulistana Jup do Bairro.  Os ingressos estão disponíveis no site ticketsforfun.com.br (com taxa) ou então na bilheteria oficial  (sem taxa; no Teatro Renault. Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – República). POPLOAD FESTIVAL 2022 Data: 12 de outubro, quarta-feira Local: Centro Esportivo Tietê. Av. Santos Dumont, 843 – Luz, São Paulo Capacidade: 15.000 pessoas Ingressos: PISTA Inteira 1º lote | R$ 380,00 (inteira) | R$ 190,00 (meia-entrada) Entrada Social* 1º lote | R$ 209,00 PREMIUM Inteira 1º lote | R$ 680,00 (inteira) | R$ 340,00 (meia-entrada) Entrada Social* 1º lote | R$ 374,00 Início das vendas dos ingressos: 14 de junho, 10h Site de vendas (com taxa de conveniência): ticketsforfun.com.br Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência): Teatro Renault – Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 411, Bela Vista De terça a domingo: das 12h às 20h (na terça-feira, 14 de junho, a bilheteria abre às 10h00) Segunda e feriados: fechado * Entrada social: A entrada social é uma categoria de ingressos que oferece desconto de 45% no preço do ingresso inteira, caso o cliente opte por fazer uma doação de R$ 10,00 à Pastoral Povo da Rua do Padre Júlio Lancelotti dentro dos valores estabelecidos.  O período de vigência da entrada social será até 21/09/2022, sujeito à disponibilidade de ingressos. 

Rolling Stones cancela show em Amsterdã após Mick Jagger contrair covid

O quarto show da turnê Sixty, do Rolling Stones, foi cancelado em cima da hora. Faltando poucas horas para o início da apresentação, nesta segunda-feira (13), na Johan Cruijff Arena, em Amsterdã, a banda revelou que não seria possível manter a programação porque Mick Jagger contraiu covid. Confira abaixo a nota do Rolling Stones “Os Rolling Stones foram forçados a cancelar o show de hoje à noite em Amsterdã, na Johan Cruijff Arena, após Mick Jagger testar positivo para a covid, quando chegou ao estádio. Os Rolling Stones estão profundamente chateados pelo adiamento, mas a segurança da plateia, dos músicos e da equipe de turnê é prioridade. O show será remarcado para uma outra data. Os ingressos para o show de hoje continuarão valendo para essa nova data”. Confira abaixo a nota de Mick Jagger “Eu sinto muito que nós tenhamos que adiar o show de Amsterdã com uma.noticia tão repentina nesta noite. Eu, infelizmente, acabo de testar positivo para covid. Estamos decididos a reagendar, o mais rápido possível, e voltarmos assim que pudermos. Obrigado pela paciência e compreensão”.

Rolling Stones: o dia que a maior banda de todos os tempos conquistou Liverpool

Quem acompanha o Blog n’ Roll há anos já sabe o que pensamos: o Rolling Stones é a maior banda de todos os tempos e não tem discussão. Assistir Mick Jagger e companhia em Liverpool, cidade dos Beatles, a segunda maior da história, não tem preço. Havia muita coisa por trás desse show, que aconteceu na última quinta (9), em Liverpool. Foi a primeira apresentação dos Stones na cidade em 51 anos! A estreia da banda no lendário Anfield, estádio do poderoso Liverpool. E também a primeira vez no Reino Unido sem Charlie Watts. Verdade que fizeram um pequeno tributo no acanhado Ronnie’s Scott, em Londres, recentemente. A atmosfera da cidade parecia de clássico de futebol. Os fãs dos Stones estavam por todos os lados, inclusive em maior número na Mathew Street, a rua do Cavern Club e do quarteirão inteiramente dedicado ao Fab Four. Alguns desses fãs carregavam faixas e camisetas com mensagens provocativas aos Beatles, principalmente após Paul McCartney tentar criar uma rixa chamando o Stones de banda de covers de blues. Algo que nunca incomodou Jagger e Richards, que responderam sempre com respeito e educação ao trash talk do Beatle. O ônibus que partiu da região central de Liverpool rumo ao Anfield estava lotado. Alguns cantavam trechos de músicas dos Stones, enquanto outros conversavam sobre possibilidades do que poderia entrar no set. Parecia uma reunião da ONU. Argentino, brasileiro, polonês, italiano, inglês, espanhol. Todos estavam na mesma trilha. Na hora do ponto final, o motorista gritou: “esse é o ponto para o show do Stones”. Uma rápida caminhada e já estava em Anfield. Organização incrível para garantir a entrada rápida do público. O estádio é grande, mas tem aquele aspecto de arena, o que aproxima fã e banda durante o show. Talvez as cadeiras inferiores não tenham uma visão tão legal, mas o restante do estádio garante uma experiência única. E o melhor de tudo: todo coberto nas cadeiras. Aberto apenas na pista e pista premium. Echo & The Bunnymen Veterana da cena de Liverpool, a Echo & The Bunnymen foi quem abriu o evento no Anfield. Surgida em 1978, a banda teve grande alcance comercial nos anos 1980, mas perdeu força a partir da década seguinte. Ian McCulloch e Will Sergeant, vocalista e guitarrista, respectivamente, são os remanescentes da formação original. Curioso notar como McCulloch, mesmo debaixo de forte calor e diante de uma multidão, se manteve intacto em sua presença de palco e com um visual bem característico do pós punk. Sem muito tempo disponível, apenas 50 minutos, o Echo & The Bunnymen entregou um set calcado em sucessos. Foram nove faixas, incluindo Bring On The Dancing Horses, Seven Seas, The Cutter e The Killing Moon, que encerrou o show. Em Nothing Lasts Forever, a banda fez um medley com Walk On The Wild Side, de Lou Reed. E com o estádio ainda sendo preenchido pelo público, Ian McCulloch agradeceu os Stones pelo convite, disse que tinha realizado um sonho e saiu de cena. Rolling Stones Enquanto o público retornava da pausa para a hidratação, o telão iniciou uma linda homenagem a Charlie Watts, eterno baterista do Stones, falecido em agosto do ano passado. Ninguém mais ficou sentado. O estádio inteiro, 50 mil pessoas, aplaudiu o tributo. Alguns se emocionaram bastante. Street Fighting Man abriu a apresentação. Steve Jordan, que já convive e trabalha com alguns Stones há mais de 40 anos, está no lugar de Watts. E os fãs o receberam de forma muito respeitosa desde o início. Logo de cara é extremamente necessário lembrar que Mick Jagger completará 79 anos no próximo mês. Sim, 79 anos!!! E a turnê Sixty, que já passou por Madrid, Munique e Liverpool, comemora os 60 anos de estrada do Stones. Pois bem, Jagger não mudou nada. A voz segue impecável, os passinhos de dança não mudaram. A energia no palco é a mesma da observada na última turnê no Brasil, em 2016. É impressionante! Na frente do palco, duas pessoas acompanham atentamente Jagger: o coreógrafo, que depois chama a atenção para onde acertou e errou, além do filho mais novo, Deveraux Jagger, de cinco anos, que imita os passos do pai em vários momentos. Keith Richards (78 anos) perdeu um pouco a mobilidade. Não anda mais pelo palco como antes, mas Ronnie Wood (75) segue acompanhando Jagger nos passeios pela passarela e laterais do palco. O início da apresentação seguiu bem nostálgico, com dois resgates incríveis dos tempos em que o Stones se apresentava no Empire Theatre, em Liverpool: 19th Nervous Breakdown e Get Off of My Cloud, essa substituindo Rocks Off, tocada em Munique. “Em 1962 nós conhecemos um baterista chamado Charlie Watts. Essa é a nossa primeira turnê na Inglaterra sem ele. Então nós queremos dedicar esse show para ele”, disse Jagger, em sua primeira comunicação com o público. Tumbling Dice veio logo depois. Não sei explicar, mas simplesmente chorei. Stones é a trilha da minha vida. Ouvi pela primeira vez em 1989, quando tinha 4 anos e imitava Mick Jagger no histórico show de Atlantic City, que foi exibido na TV, repleto de convidados. Stones também foi o primeiro grande show da minha vida, em 1995, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. E as lembranças se seguiram por toda vida. Impossível explicar o que sinto. Em 1995, com 10 anos, lembro de ter chorado ouvindo Out of Tears no Pacaembu. Tumbling Dice foi quem conseguiu esse feito agora. Ao término de Tumbling Dice, Jagger fez uma confissão. Disse que a banda havia pensado em tocar You’ll Never Walk Alone, famosa na voz do Gerry & The Pacemakers e na torcida do Liverpool. No entanto, optaram por algo que também seria incrível: I Wanna Be Your Man, faixa composta pelos Beatles, mas lançada pelos Stones em 1963. Foi a primeira vez que a música foi lembrada em um show deles em dez anos. E, como se tivéssemos sido transportados para os anos 1960, Jagger e companhia seguiram explorando o repertório dessa fase, com

LP tira público de Manchester das cadeiras com apresentação impecável

A cantora norte-americana Laura Pergolizzi, a LP, deixou uma ótima impressão para os fãs brasileiros na última edição do Lollapalooza. Mas também segue conquistando corações pelo mundo. Depois de uma turnê bem sucedida no México, ela tem se apresentado na Europa. Na última quarta-feira (8), o O2 Apollo Manchester recebeu a artista. Casa lotada, 3,5 mil pessoas cantando junto do início ao fim. Com uma iluminação quase toda baixa, explorando sua silhueta e chapéu, LP pouco falou com os fãs, mas entregou um repertório porradão, com 20 músicas diretas, sem pausa. Churches, seu álbum mais recente, foi tocado quase na íntegra. Das 15 faixas, 12 foram lembradas por LP, que não esqueceu dos hits de seus maiores sucessos comerciais, Lost On You e Heart To Mouth. Em Goodbye, segunda canção do show, LP já mostrou o seu poderoso alcance vocal no refrão. E a principal arma da cantora é usada em vários momentos da apresentação, sempre arrancando gritos e aplausos dos fãs. Girls Go Wild veio na sequência. Nessa hora, a pista do O2 Apollo Manchester virou balada. Nas cadeiras, muitos dançavam com os braços para o alto, mas sem se levantar. A proposta de iluminação do show de LP é muito interessante. Apesar de ocultar o rosto da cantora quase que durante toda a apresentação, ótimas sacadas são colocadas em prática, como a simulação de uma igreja nos telões durante Churches. How Low Can You Go também explora bem os recursos técnicos, dando ainda mais força aos passos de LP no palco. Recovery e Lost On You, na reta final, serviram para fazer algo que o público das cadeiras já queria desde o início: levantar todos. Ninguém ficou sentado. No Brasil, muita gente passou a conhecer LP no Lollapalooza, mas ela já possui uma carreira na música há muitos anos. Só para se ter ideia, como compositora, fez canções para Cher, Rihanna, Christina Aguilera, entre outras. No entanto, seria um desperdício imenso manter LP apenas nessa função. Com uma voz muito fora do comum, ela reúne todos os ingredientes para uma cantora de alto nível. Não bastasse todos esses atributos, LP também possui uma forte ligação com o movimento LGBTQIA+. A tendência é que cresça ainda mais nos próximos anos: vozeirão, composições desejadas por grandes cantoras, ativismo, gentileza com os fãs. LP é uma estrela pronta para conquistar o mundo. Tianna Esperanza Responsável pela abertura da noite, Tianna Esperanza é uma cantora, compositora e contadora de histórias que incorpora uma profundidade de talento e coração que vai muito além de seus 21 anos. Com uma voz sensual e talento para a moda, Esperanza cria músicas cativantes inspiradas em artistas lendários como Nina Simone, Leonard Cohen e Gil Scott-Heron. Esperanza também é neta da lenda do punk Paloma (“Palmolive”) McLardy, que fundou a banda punk feminina dos anos 1970 The Slits e mais tarde tocou com The Raincoats. Com um repertório ainda em construção, Tianna mostrou bastante desenvoltura na hora de apresentar seus singles próprios, Terror e Lewis. Por fim, seria muito legal ver essa dobradinha entre LP e Tianna correr o mundo. São dois talentos absurdos com vozes marcantes. Foto por: @steampoweredboy LP – SETLIST When We Touch Goodbye Girls Go Wild Everybody’s Falling in Love When We’re High No Witness Strange How Low Can You Go The One That You Love Yes Can’t Let You Leave Muddy Waters Rainbow Churches My Body Safe Here Into The Wild One Last Time Recovery Lost on You

Stephen Fretwell enche lendário Clwb Ifor Bach com show cheio de conversa

O inglês Stephen Fretwell já pode ser considerado um veterano no cenário local. Desde 2000 com uma carreira solo ativa, ele é presença frequente em grandes eventos no Reino Unido. Já abriu para nomes como Oasis, Travis, KT Tunstall, dentre outros. Aliás, Fretwell também toca baixo nas turnês do Last Shadow Puppets, projeto paralelo de Alex Turner, vocalista do Arctic Monkeys. Na última terça-feira (7), ele se apresentou no minúsculo e histórico Clwb Ifor Bach, em Cardiff, com o apoio de Later Youth. Essa casa com capacidade para apenas 300 pessoas já recebeu nomes como Arctic Monkeys e The Killers, ambos em início de carreira. E o tamanho da casa combinou perfeitamente com a proposta de show de Fretwell. Muito mais preocupado em relaxar ao invés de fazer uma apresentação explosiva, o músico conversou bastante, contou piadas, convidou o público para cantar junto no palco, além de ter feito uma declaração de amor. “Hoje só tem uma pessoa na minha lista de convidados, a Vicky. E essa música é para ela”, comentou o músico, que deixou a moça completamente desconcertada e com os olhos cheios de lágrimas. Em outro momento, Fretwell começou a conversar com outro fã, que havia puxado aplausos antes do término da música. Levando na esportiva, o artista comentou que poderia ter encerrado a música naquele momento, mas faltariam partes importantes ainda. O repertório trouxe muitas canções conhecidas de Fretwell, que entraram na trilha de algumas séries de TV, como Bad Bad You, Bad Bad Me (Brothers & Sisters), Run (Gavin & Stacey) e Darling Don’t (Skins), além de Play, presente no filme Amor por Contrato. Em Run, aliás, Fretwell convidou Later Youth, responsável pela abertura da noite, para tocar piano. Ele ainda tentou convencer o amigo a seguir no palco para mais uma faixa, mas não conseguiu. A apresentação de Fretwell ainda contou com algumas canções do seu último álbum de estúdio, Busy Guy, lançado em março de 2021, o primeiro em 13 anos. Quem ainda não conhece o trabalho solo de Fretwell, recomendo. Assim como o promissor Later Youth, que fez uma apresentação curta, revezando no voz e piano com o voz e guitarra.

Demi Lovato confirma shows em São Paulo e Belo Horizonte; veja preços

Demi Lovato, que lançará o oitavo álbum de estúdio, Holy Fvck, no dia 19 de agosto, confirmou shows em São Paulo e Belo Horizonte, para agosto e setembro. As apresentações acontecem em São Paulo, no Espaço Unimed, em 30 de agosto, além de Belo Horizonte, em 2 de setembro, na Esplanada do Mineirão. “Estou muito feliz em voltar à estrada depois de quatro anos sem fazer turnê, ainda mais desde a minha última turnê na América do Sul”, disse Demi Lovato. “Estamos trabalhando muito para entregar um show incrível para todos os meus fãs e mal posso esperar para vê-los pessoalmente para celebrar essa nova música”. Clientes dos Cartões Inter Mastercard terão pré-venda exclusiva para os shows de SP e BH entre 13 e 14 de junho iniciando às 10h online e 11h nas bilheterias oficiais (sem taxa de serviço | São Paulo – Espaço Unimed; Belo Horizonte -Loja Eventim BH ). Para o público geral, a venda começa no dia 15 de junho nos mesmos canais e horários. Outro benefício para os clientes dos cartões Inter Mastercard é o parcelamento em até 5 vezes sem juros. Para quem não é cliente Inter, o parcelamento pode ser feito em até 3 vezes sem juros. Membros do fã clube oficial também terão pré-venda online nas duas cidades, nos dias 09 e 10 de junho, a partir das 10h. SERVIÇO – DEMI LOVATO – HOLY FVCK TOUR SÃO PAULO Data: 30 de agosto de 2022 (terça-feira) Abertura dos portões: 18h30 Show de abertura: 20h30 Horário Demi Lovato: 21h30 Local: Espaço Unimed Endereço: R. Tagipuru, 795 – Barra Funda, São Paulo – SP Ingressos: a partir de R$ 147,75 (ver tabela completa) PREÇOS MEZANINO – R$ 147,75 meia entrada e R$ 295,50 inteira PISTA – R$ 222,75 meia entrada e R$ 445,50 inteira CAMAROTE– R$ 342,75 meia entrada e R$ 685,50 inteira PISTA PREMIUM– R$ 362,75 meia entrada e R$ 725,50 inteira ### SERVIÇO – DEMI LOVATO – HOLY FVCK TOUR BELO HORIZONTE Data: 02 de setembro de 2022 (sexta-feira) Abertura dos portões: 17h30 Show de Abertura: 20h30 Horário Demi Lovato: 21h30 Local: Esplanada do Mineirão Endereço: Av. Presidente Carlos Luz – Belo Horizonte – MG Ingressos: a partir de R$ 212,75 (ver tabela completa) PREÇOS PISTA – R$ 212,75 meia entrada e R$ 425,50 inteira PISTA PREMIUM – R$ 372,75 meia entrada e R$ 745,50 inteira

UK Rocks | Elvis Costello encanta no histórico Brighton Dome

Uma apresentação de Elvis Costello sempre pode surpreender. Aos 67 anos, ele não é o tipo de artista que vive do passado e segue a mesma fórmula para compor desde os primórdios. Portanto, um show dele pode ter punk rock, jazz, blues, música clássica, inglês ou espanhol. São infinitas possibilidades, se levarmos em consideração tudo que ele produziu e lançou desde os anos 1970. Com isso em mente, o show em Brighton, na Inglaterra, no último domingo (5), me deixou sonhando e idealizando o que poderia assistir. Foram 11 anos de espera desde o cancelamento de sua segunda turnê no Brasil. Em Brighton, cidade na qual a gaivota rouba a cena o tempo todo, Elvis deu o pontapé inicial da UK Tour do novo álbum, The Boy Named If. A casa escolhida foi a maravilhosa Brighton Dome, construção histórica que recebeu concertos memoráveis do Pink Floyd, além de ter sido o palco da final do Eurovision de 1974, que consagrou o Abba como vencedor. Aliás, Elvis estava muito bem acompanhado de seus companheiros do The Imposters (Steve Nieve – teclados; Pete Thomas – bateria; Davey Faragher – baixo e backing vocals) e Charlie Sexton, guitarrista fixo da banda de Bob Dylan. O repertório passeou por várias fases da carreira do músico. Em duas horas de apresentação, Elvis conversou muito com o público, brincou com o fato de ninguém ali estar se importando com o Jubileu da Rainha, além de ter intercalado momentos mais introspectivos com outros animados. Desde o início da pandemia, Elvis viveu momentos distintos. Ficou isolado com a esposa, Diana Krall, e os filhos, lançou alguns discos em dois anos, mas também sofreu com grandes perdas, como a mãe e o amigo produtor Hal Willner. O retorno aos palcos britânicos logo teve uma sensação diferente para o músico. Sua última apresentação pelo país, pouco antes da pandemia, foi em Liverpool. A mãe dele estava lá na plateia. Voltando ao show no Brighton Dome, ele esquentou de vez da metade para o fim. Até o momento, Elvis tinha tocado muitas faixas com poucas luzes no palco, o que fez com que algumas pessoas até tirassem um cochilo na plateia. Accidents Will Happen mudou esse cenário. Quase em sequência, foi sucedida por Watching the Detectives, The Comedians, (I Don’t Want to Go to) Chelsea e Alison. Pump It Up e (What’s So Funny ‘Bout) Peace, Love and Understanding, que deram números finais ao show, tiraram o público das cadeiras. Ninguém mais ficou sentado e cantaram junto com Elvis até o fim. Foi o mais próximo dos tempos de punk rock do músico. Ian Prowse O responsável pela abertura da noite foi Ian Prowse, vocalista das bandas indie Pele e Amsterdam. Com pouco mais de 40 minutos de apresentação, ele priorizou alguns dos sons mais conhecidos de suas duas bandas, além de duas novidades da carreira solo, que teve um álbum lançado no início do ano, One Hand on the Starry Plough. Uma dessas canções foi tocada logo na entrada de Prowse. Diego é um tributo do artista ao inigualável Diego Armando Maradona. Sim, o cara é fanático por futebol. Diego é uma canção bem linda, no piano, com muita influência de The Carpenters. Acompanhado de outros dois músicos, um tecladista e uma violonista, Prowse entoou versos como “você estava louco, louco, louco, ninguém nunca fez isso como você, baby”. Entre um som e outro, Prowse também abusou do humor inglês. Disse que avisou a família que aproveitaria o feriado do Jubileu para fazer um show em uma cidade de praia. Ouviu como resposta uma pergunta: “será lá que passaremos nossas férias?”. Ao que respondeu: “não, é Brighton. Vamos para outro lugar, por favor”. A piada foi bem aceita pelo público, que deu risada e o aplaudiu na sequência.

Exaltado por Stones e Killers, Sam Fender é o nome do verão britânico

Responsável pela abertura do show do The Killers, no Emirates Stadium, em Londres, na última sexta-feira (3), o guitarrista inglês Sam Fender vem conquistando seu espaço com muito merecimento. Antes mesmo de lançar seu primeiro álbum de estúdio, Hypersonic Missiles, em 2019, Fender já lotava shows em Londres, Nova York e Los Angeles. Com o segundo disco, Seventeen Going Under, de 2021, cresceu mais ainda. A faixa-título desse trabalho virou seu single com mais streams. Agora, na atual temporada, segue obtendo conquistas importantes. O show com o The Killers foi o primeiro do artista em um estádio. Algo que ele fez questão de mencionar: “estou muito feliz de estar aqui. É o meu primeiro show em estádio”. Chama a atenção a personalidade deste jovem de 28 anos. No palco, consegue comandar a plateia como poucos. Entra em cena acompanhado com uma superbanda com metais, guitarras, baixo e teclado. A sonoridade também é de quem não ficou acomodado com o que escutava quando adolescente. Fã declarado do Kings of Leon, Fender é fascinado por Jimmy Page, Jimi Hendrix e Slash. O som, no entanto, está mais voltado para a linha de Bruce Springsteen. E isso é bom demais. Em algumas entrevistas, chegou a declarar que seu irmão o apresentou os álbuns Born to Run e Darkness on the Edge of Town, do The Boss. Aliás, por falar em personalidade, ele deixa isso bem claro em pequenos gestos também. Por exemplo, esticar uma bandeira do Newcastle, seu time de coração, em cima do teclado, mesmo sabendo que está na casa do Arsenal. Quem se importa, né? Fender também atrai muito o público jovem por ter mantido uma carreira de ator em papéis secundários em séries de TV. No show na casa do Arsenal (chamo assim porque os vizinhos do estádio simplesmente ignoram o nome Emirates Stadium), Fender tocou dez músicas. Foram seis do álbum mais recente, duas do primeiro, uma do EP Dead Boys, além de um b-side de Seventeen Going Under. Aliás, as duas músicas destacadas do show foram as presentes nesse single: Seventeen Going Under fechou a apresentação com o estádio quase inteiro cantando junto, enquanto Howdon Aldi Death Queue veio com uma pegada bem punk rock, acompanhada por um vídeo cheio de críticas sociais. Fender fala com propriedade desses problemas. Nunca foi um abastado. Desde os 15 anos canta na rua para ajudar a família. Seu padrasto, que serviu as Forças Armadas, chegou a viver como sem-teto por mais de um ano, enquanto a mãe precisou se aposentar precocemente por conta da fibromialgia. Em entrevistas recentes, Fender conta que as drogas sempre estiveram presente em sua região. Conseguiu fugir do vício que levou muitos de seus amigos embora, mas não esconde que pensou em vender para poder ajudar a família com o dinheiro. Felizmente a música mostrou um caminho melhor. Por fim, não bastasse as conquistas recentes, Sam Fender também tocará com os Rolling Stones no Hyde Park, em Londres, em julho. Que esse fenômeno chegue logo ao Brasil!