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UK Rocks | Elvis Costello encanta no histórico Brighton Dome

Uma apresentação de Elvis Costello sempre pode surpreender. Aos 67 anos, ele não é o tipo de artista que vive do passado e segue a mesma fórmula para compor desde os primórdios. Portanto, um show dele pode ter punk rock, jazz, blues, música clássica, inglês ou espanhol. São infinitas possibilidades, se levarmos em consideração tudo que ele produziu e lançou desde os anos 1970.

Com isso em mente, o show em Brighton, na Inglaterra, no último domingo (5), me deixou sonhando e idealizando o que poderia assistir. Foram 11 anos de espera desde o cancelamento de sua segunda turnê no Brasil.

Em Brighton, cidade na qual a gaivota rouba a cena o tempo todo, Elvis deu o pontapé inicial da UK Tour do novo álbum, The Boy Named If. A casa escolhida foi a maravilhosa Brighton Dome, construção histórica que recebeu concertos memoráveis do Pink Floyd, além de ter sido o palco da final do Eurovision de 1974, que consagrou o Abba como vencedor.

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Aliás, Elvis estava muito bem acompanhado de seus companheiros do The Imposters (Steve Nieve – teclados; Pete Thomas – bateria; Davey Faragher – baixo e backing vocals) e Charlie Sexton, guitarrista fixo da banda de Bob Dylan.

O repertório passeou por várias fases da carreira do músico. Em duas horas de apresentação, Elvis conversou muito com o público, brincou com o fato de ninguém ali estar se importando com o Jubileu da Rainha, além de ter intercalado momentos mais introspectivos com outros animados.

Desde o início da pandemia, Elvis viveu momentos distintos. Ficou isolado com a esposa, Diana Krall, e os filhos, lançou alguns discos em dois anos, mas também sofreu com grandes perdas, como a mãe e o amigo produtor Hal Willner.

O retorno aos palcos britânicos logo teve uma sensação diferente para o músico. Sua última apresentação pelo país, pouco antes da pandemia, foi em Liverpool. A mãe dele estava lá na plateia.

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Voltando ao show no Brighton Dome, ele esquentou de vez da metade para o fim. Até o momento, Elvis tinha tocado muitas faixas com poucas luzes no palco, o que fez com que algumas pessoas até tirassem um cochilo na plateia.

Accidents Will Happen mudou esse cenário. Quase em sequência, foi sucedida por Watching the Detectives, The Comedians, (I Don’t Want to Go to) Chelsea e Alison.

Pump It Up e (What’s So Funny ‘Bout) Peace, Love and Understanding, que deram números finais ao show, tiraram o público das cadeiras. Ninguém mais ficou sentado e cantaram junto com Elvis até o fim. Foi o mais próximo dos tempos de punk rock do músico.

Ian Prowse

O responsável pela abertura da noite foi Ian Prowse, vocalista das bandas indie Pele e Amsterdam. Com pouco mais de 40 minutos de apresentação, ele priorizou alguns dos sons mais conhecidos de suas duas bandas, além de duas novidades da carreira solo, que teve um álbum lançado no início do ano, One Hand on the Starry Plough.

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Uma dessas canções foi tocada logo na entrada de Prowse. Diego é um tributo do artista ao inigualável Diego Armando Maradona. Sim, o cara é fanático por futebol.

Diego é uma canção bem linda, no piano, com muita influência de The Carpenters. Acompanhado de outros dois músicos, um tecladista e uma violonista, Prowse entoou versos como “você estava louco, louco, louco, ninguém nunca fez isso como você, baby”.

Entre um som e outro, Prowse também abusou do humor inglês. Disse que avisou a família que aproveitaria o feriado do Jubileu para fazer um show em uma cidade de praia. Ouviu como resposta uma pergunta: “será lá que passaremos nossas férias?”. Ao que respondeu: “não, é Brighton. Vamos para outro lugar, por favor”. A piada foi bem aceita pelo público, que deu risada e o aplaudiu na sequência.

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