Bonfire Season lança A Árvore, primeira música em português

O quarteto paulistano Bonfire Season mantém a agressividade, peso e estética contemporânea do seu metal/hardcore em A Árvore, a primeira música cantada em português. O single, que chega ao streaming pelo selo Artico Music, também ganha lyric video. A Árvore é cadenciada, deixando um pouco a velocidade de lado. No entanto, possui um colossal peso etéreo, recheada de elementos muito fortes de natureza, tanto na letra quanto na sonoridade, como barulho de vento e chuva. Neste single, a Bonfire Season traça um paralelo entre a árvore que se mantém de pé, independente de uma tempestade, e a pessoa que passa por traumas e, mesmo assim, não desiste de continuar vivendo. “É sobre passar pela dor e dificuldade e se manter perseverante, mesmo quando tudo vai contra você”, comenta a banda. Em termos técnicos, A Árvore segue o padrão de 7 cordas, afinações baixas, e exímio cuidado com timbres.

Andre L. R. mendes transforma Dom Quixote em folk baiano

Um encontro entre o folk e a música brasileira marca A Vida do Herói, canção narrativa de andre L. R. mendes que segue os trabalhos do músico baiano para este ano. O prolífico artista segue construindo sobre sua trajetória solo em composições que mesclam musicalidade e contação de histórias, ritmo e poesia. A letra buscou inspiração na clássica saga do cavaleiro andante Dom Quixote para descrever a história (ora trágica, ora cômica) compartilhada por todos os heróis da história humana. A composição ambiciosa partiu dos versos para a música. Embora a letra grandiosa possa parecer desafiadora, foi no momento de traduzir aquela narrativa em arranjo que andre teve sua tarefa mais árdua. Sem refrões, pontes ou frases de efeito, A Vida do Herói se torna uma saga por si só e, em apenas quatro minutos, conta as desventuras de um personagem universal que busca superar as dificuldades do caminho – apenas para encontrar seu algoz e não ter o final feliz prometido. “Depois de tentar, um, dois, três arranjos e quase desistir de gravar essa composição, percebi que o mais importante dessa música era a letra e que o arranjo deveria ser o mais minimalista possível pra não desviar a atenção. Afinal, uma canção que não tem nenhuma frase que se repete já diz obviamente o que mais importa nela”, reflete Mendes.

Apto Vulgar mostra caminho paralelo de propagandas no álbum Sabotagem

No segundo disco da carreira, Sabotagem, o quarteto Apto Vulgar, de Jacareí (SP), carrega as dez faixas com mensagens de alerta e questionamentos sobre o duro cotidiano em que todos querem ao menos dignidade para seguir em frente. Gravado ao longo de 2021 no 1100 Estúdio, em Diadema (SP), Sabotagem soa propositalmente cru e orgânico. Escancara o punch dos acordes e realça a quebrada da bateria graças à cuidadosa mixagem e masterização do produtor Vinicius Buchecha. O álbum mostra o amadurecimento do Apto Vulgar, tanto na sonoridade, colocando o HC old school em diálogo com variáveis contemporâneas do gênero ou misturando com hip-hop e heavy metal, como também nas mensagens das letras, que trazem urgentes críticas sociais, questões da conduta humana e sobre a vida cotidiana. “Sabotagem é um disco sólido, onde conseguimos nos expressar de várias formas através da música, contar várias histórias, cada uma delas fala de alguma coisa real, um problema social ou interno. E um disco político de várias formas, é sobre amor, sobre raiva, e todo tipo de sentimento que podemos ter”, comenta o vocalista Bonzo. Dorgs (guitarra), Luciano Leres (bateria) e Rafael “Mortão” (baixo) completam a banda, na ativa desde 2012. Aliás, recentemente, no pré-lançamento de Sabotagem, fez shows ao lado de Ratos de Porão, Bayside Kings, Surra, Garage Fuzz, entre outras. E por falar em Bayside Kings, o vocalista Milton Aguiar canta ao lado de Bonzo em uma das faixas, Tempo e Espaço. A música é uma das mais impactantes de Sabotagem, com uma dinâmica que vai crescendo e repleta de referências ao hip hop.

Entrevista | Hanson – “Prefiro sangrar a ter que viver uma vida acorrentada”

Em outubro, o Hanson desembarca no Brasil com a turnê mundial Red Green Blue 2022. O trio irá se apresentar em sete cidades: Porto Alegre (11 de outubro no Bourbon Country), Curitiba (12 no Live Curitiba), Ribeirão Preto (14 na Arena Eurobike), São Paulo (15 no Espaço das Américas), Uberlândia (16 no Sabiazinho), Brasília (19 no Centro de Convenções Ulysses Guimarães) e Rio de Janeiro (21 no Qualistage). A tour chega ao Brasil após rodar Europa, Reino Unido, Estados Unidos, México e alguns países da América do Sul. Os ingressos já estão à venda. Confira mais detalhes no fim do texto. Responsável por um dos maiores hits dos anos 1990, MMMBop, o trio composto pelos irmãos Clarke Isaac Hanson (guitarra, baixo, piano e vocal), Jordan Taylor Hanson (piano, percussão e vocal) e Zachary Walker Hanson (bateria, piano e vocal) completa 30 anos de carreira com mais um álbum no forno, Red Green Blue. Com um terço do álbum escrito e produzido por cada irmão (Taylor’s Red, Isaac’s Green e Zac’s Blue), o novo trabalho reúne as três vozes criativas e únicas como nunca antes e uma equipe de colaboradores. No repertório dos shows, além das músicas do novo álbum, o Hanson irá apresentar pela primeira vez as canções de Against The World (2020) e grandes sucessos, como MMMBop, Where’s the Love e Save Me. Isaac Hanson conversou com o Blog n’ Roll sobre a turnê, novo álbum, relação com o Brasil e influência de MMMBop na vida dele e dos irmãos. Confira abaixo. Já são 30 anos de estrada e vários lançamentos marcantes até aqui. Qual é o balanço que vocês fazem desse período? Bom, foi muita coisa vivida nesses álbuns e músicas. Nosso primeiro single fala para se preocupar com o que realmente importa, porque no fim essas são as coisas que são preciosas. Em outras palavras, colocar seu coração e alma no que realmente importa. Seja no nosso relacionamento com a audiência que ficou com a gente todos esses anos, ou encontrando sua coragem, escrevendo a melhor canção que você pode ou aceitando riscos e começando um selo de gravadora e todos a sua volta não acreditarem que você consegue.  É muito tempo de vida, nós passamos de adolescentes para adultos, que têm seus próprios adolescentes. Eu me sinto muito sortudo. Tem muita (experiência de) vida nessas músicas. E nos sentimos gratos de poder compartilhá-las com as pessoas. O que você acredita que mudou, evoluiu na trajetória de vocês e o que procuraram manter como característica da banda? Certamente uma parte significante que as pessoas conhecem da gente é a nossa harmonia cantando juntos e isso é algo que temos feito consistentemente ao longo dos anos. Não é algo que tentamos manter, é algo divertido de fazer. E é algo meio que fácil de fazer para nós. Fazemos tanto e há muito tempo. Também é algo meio que especial… não tem nada como harmonia, literalmente, música  e vozes harmonizadas. Mas também harmonia no sentido de juntar as pessoas seja pela música na performance ao vivo ou lançar álbuns e as pessoas ouvirem juntas pelo telefone, rádio ou TV.  A nossa esperança é reunir as pessoas e ajudá-las a encontrarem um pouco de paz, alegria e força para enfrentar o mundo. Muito se fala sobre uma banda estar junta há tanto tempo e o quão desgastante isso pode ser para a relação entre os integrantes. No caso do Hanson, formado por três irmãos, a situação é mais controlada? Como é o entendimento entre vocês depois de tanto tempo trabalhando juntos? Eu estaria mentindo se não disse que em vários momentos meus irmãos me deixam louco. E eu também os enlouqueço. As coisas que você ama também são as coisas que o enlouquecem. Se você já esteve em um relacionamento longo, sabe que geralmente não vai brigar no primeiro mês que vocês se conheceram, a menos que você realmente não goste da pessoa. Geralmente você não briga até conhecer muito bem a pessoa e algumas situações desafiadoras aparecerem.  Eu e meus irmãos temos muito em comum e confiança um no outro, mas isso também tem seus limites e você tem que achar maneiras de minimizar essas questões. Uma das coisas que acho muito valiosa desse último álbum é que nos apoiamos uns nos outros de uma maneira que nunca tínhamos feito.  Pela primeira vez em nossas carreiras nós não iríamos escrever músicas juntos. Cada um teria cinco músicas. Vamos fazer nosso melhor e ir em busca de ideias como compositores individuais e artistas individuais.  Podemos trabalhar e gravar esse disco juntos, mas eu não vou falar para você o que fazer, não serei seu editor, produtor, vou confiar em você e servir sua visão criativa… e isso é muito difícil de fazer e muito poderoso quando você consegue.  Eu estaria mentindo se dissesse que esse processo curou algumas feridas que nós não sabíamos que tínhamos porque foi muita coisa que cada um teve que se responsabilizar. Eu preciso sustentar essa ideia de um jeito diferente. Porque eu amo escrever com o Taylor e o Zac, eles são excelentes compositores. Nós escrevemos coisas diferentes quando fazemos isso juntos.  As ideias que eu quero que eles sigam, às vezes são diferentes das que eles querem. Então foi muito interessante nos permitir que cada um pudesse fazer isso individualmente. E cada um vai poder falar: “Isso é o que eu quero, essa é minha música favorita e é isso que vou tocar”. O álbum é obviamente dividido em três partes, isso é muito claro. Até porque nós três temos vozes muito diferentes. Nós temos vozes similares, mas a minha é mais profunda que a deles. Zac e Taylor têm vozes similares, mas também diferentes.  Foi muito incomum para o Ben poder falar que iria fazer três projetos solos e cada um seria o vocalista em cada parte deste disco. O Kiss fez isso, acho que em 1978, eles lançaram quatro discos em que cada um deles era o vocalista. E o meu

Pressure Machine, sétimo álbum do The Killers, ganha versão deluxe

O The Killers lançou na sexta-feira (25) uma edição deluxe expandida de seu sétimo e elogiado álbum de estúdio, Pressure Machine. A edição apresenta versões reimaginadas de músicas selecionadas do álbum, enquadrando as histórias em diferentes painéis sonoros. Músicas como a abertura do álbum The West Hills recebem tanto uma versão acústica despojada, quanto uma versão coral fantasmagórica. O dueto emocionante do Pressure Machine de Runaway Horses com Phoebe Bridgers é reimaginado com uma banda completa. No último dia 21 de março, em comemoração ao lançamento da edição deluxe, a banda também estreou um filme ao vivo, intitulado Notes From A Quiet Town, exclusivamente no Facebook. A produção apresenta três performances da banda na cidade natal do vocalista Brandon Flowers, Nephi, Utah, e também inclui histórias de moradores da cidade.

Soft Cell e Pet Shop Boys lançam Purple Zone; ouça!

Depois de assistir a um show do Soft Cell em 2021 em Londres, o Pet Shop Boys escolheu Purple Zone como uma das favoritas. Inicialmente planejada como uma versão remix da faixa original, porém a colaboração rapidamente se transformou em uma participação completa. Em resumo, Purple Zone, já disponível nas plataformas digitais, é uma collab dos sonhos para os conhecedores do synth-pop. Em síntese, traz a entrega de Marc Almond que se entrelaça com Neil Tennant e a marca registrada de Chris Lowe com seus sintetizadores super dramáticos que só aumentam sua intensidade teatral.

Finneas apresenta o single Naked; assista videoclipe

O músico, compositor e produtor Finneas lançou Naked, sua primeira música inédita de 2022. A faixa chega ao lado de um videoclipe oficial, filmado em Nova York e dirigido por Sam Bennett. Esse é o primeiro lançamento do artista depois de seu aclamado álbum de estreia Optimist. Finneas está confirmado para tocar nos dois finais de semana do Coachella deste ano, tanto como artista solo quanto com sua irmã Billie Eilish. No ano passado, ele recebeu indicações em todas as quatro categorias principais para o Grammy, incluindo Melhor Artista Novo, Gravação do Ano, Álbum do Ano e Música do Ano, pelo seu trabalho em Happier Than Ever, álbum de Billie Eilish. O artista também foi indicado ao Oscar pela música-tema de James Bond No Time To Die. Finneas acaba de disponibilizar sua participação no Spotify Singles com duas faixas, um cover de Flume, originalmente interpretada por Bon Iver, e Medieval.

Kehlani confirma data de lançamento do álbum “blue water road”

Já em terras brasileiras para o show no Lollapalooza neste domingo (27), a cantora Kehlani anunciou a data de lançamento de seu terceiro álbum, blue water road. O projeto será lançado em 29 de abril. “blue water road é um destino na minha mente. E estou dando às pessoas acesso a ele. É uma jornada emocional, sexual e espiritual. Pra mim, o álbum é como uma grande casa de vidro. É iluminado, transparente e o sol está brilhando sobre ele”, revela a cantora. O single atual de Kehlani, little story, já faz parte desse novo projeto. Atual single de trabalho, é a segunda faixa de blue water road lançada pela artista. A primeira canção divulgada pela artista no final de 2021 foi “altar”, que já ultrapassou a marca de 34 milhões de streams e mais de 4,7 milhões de views no clipe oficial.

Zimbra lança álbum “Sala Dois”; confira faixa a faixa

Com um autêntico pop rock nacional, a banda santista Zimbra acaba de lançar o primeiro álbum pelo Midas Music, intitulado Sala Dois. Com dez faixas autorais, o trabalho foi produzido por Andherson Miguez (SONGZ) e Rick Bonadio, que também assina a direção artística e geral. Como bem pontuam Rafael Costa (vocal e guitarra), Vitor Fernandes (guitarra), Guilherme Goes (baixo) e Pedro Furtado (bateria), nos trabalhos anteriores, eles sempre chegaram ao estúdio como uma banda independente – ou seja, com tudo pronto somente para o registro. Desta vez, saíram da zona de conforto e montaram o trabalho que melhor os representa com arranjos do zero e visões externas a agregar sobre o diamante de certa forma bruto que sempre carregaram. Além de Sala Dois, o grupo disponibilizou também o clipe do recente single lançado Último Dia (Me Lembra). Com direção de Lucas Guido, o vídeo segue a linha reflexiva da letra e alterna cenas do vocalista Rafael Costa, ou Bola, revelando uma foto, com cenas da banda tocando com o Pico do Olho D’Água, em Mairiporã, como cenário. De acordo com os integrantes, “o clipe tenta retratar um pouco do sentimento principal da música que é a nostalgia. Entre fotos e memórias de uma época inesquecível de sua vida, o personagem faz uma viagem ao tempo em sua própria cabeça pra um lugar muito feliz de sua jornada, que se tornou sufocado pela vida adulta, lembrando que são esses momentos que de fato importam no fim de tudo”. Por fim, algumas faixas de Sala Dois ganharam visualizers que estão disponíveis no canal oficial do Midas Music no YouTube. Faixa a Faixa do “Sala Dois” “Acaso” | Fala sobre se encontrar com um alguém importante em um momento diferente da vida. Criando leituras dessa relação que seriam impossíveis de serem feitas se fosse tudo planejado. “Último Dia (Me Lembra)” | Essa música é uma reflexão, ainda em vida, de muitas coisas que, durante grande parte da nossa jornada, passam despercebidas ou que colocamos pesos errados, pra mais e pra menos. Mas sempre há tempo de reconsiderar. “Lá” | A música fala sobre a volta de duas pessoas anos depois à um lugar onde elas cresceram mas só havia memórias e experiências ruins, motivo de terem deixado a cidade em busca de algo novo. Ao retornar, anos depois, se deparam com a sensação de nostalgia e conseguem resgatar a parte boa de suas histórias vividas ali, como se encerrassem um cliclo finalmente. ”Vida Num Segundo” | A música fala sobre uma relação que terminou com a impressão de incompleta, mas que se acabou de fato, não foi incompleta, e sim como deveria ser, mesmo que deixando sentimentos abertos. Tudo isso em cima das referências da música pop que a Zimbra já passeia em seus trabalhos. “Mundo Ao Contrário” | É uma música que retrata uma vontade de viver tão grande, depois de uma vida de desenganos, que você se sente inabalável e disposto a fazer o que você quiser, sem distinção de possível ou impossível. “Quem Era Eu” | Depois de muito tempo dividindo a vida com uma pessoa a gente vai se esquecendo um pouco de como somos sozinhos. Essa música trata exatamente da falta de referência sobre si mesmo depois de ficar imerso tanto tempo em outras vidas, confundindo por muitas vezes o que é você e o que você achou que sempre foi você. “Recomeçar” | Como o nome já diz, trata-se de recomeço. Colocar as coisas em outros lugares; conhecer pessoas novas; abandonar velhos hábitos; adquirir novos; trilhar um novo caminho. “As Coisas São Como São” | Essa música retrata a aceitação de algo que sempre nos parece o fim do mundo. O término de um relacionamento. Sobre cansaço, insatisfação, mas principalmente sobre ver como é simples e normal o fim de um ciclo. “Abismo” | Essa música é sobre recalcular rotas, ser mais honesto consigo mesmo e entender a complexidade do mundo, que por muitas vezes nos parece simples. É sobre arriscar, mas arriscar considerando as consequências. É sobre ter cuidado com cada passo e não agir mais tão impulsivamente. É sobre maturidade pra enxergar o mundo. “Viva” | É um grito entalado por querer ser feliz. É a vontade de ser algo bom na vida de alguém, além da sua. É um convite à vida.