Duo baiano Vitrolab estreia com o álbum Mais Humano; ouça!

Urbano, expansivo, mas ao mesmo tempo minimalista e naturalista, estas são expressões e conceitos que contornam Mais Humano, o disco de estreia do duo baiano Vitrolab, formado pelos irmãos Guga (voz e guitarra) e Marcelo Barbosa (voz e programações). Mais Humano é um registro com uma potente carga autoral de 10 faixas que misturam ritmos afrobaianos (pagode e ijexá) e latinos, como ragga e dance hall. O conjunto de canções ainda têm forte apelo imagético, com uma estética pop eletrônica e moderna que apresenta uma Bahia solar e urbana, quente e opressiva, sensual e poética. São influências do trabalho, além da sempre moderna Tropicália, movimentos como o Manguebeat e nomes da música baiana atual, como BaianaSystem, Attooxxa, Afrocidade, além de artistas latinos como Manu Chao e Orishas. O álbum, contam os irmãos, é fruto de oito anos de estrada e que amadureceu no período de isolamento social, traduzindo musicalmente os sentimentos e aprendizados dos novos tempos. Neste período de imersão na música, Guga e Marcelo experimentaram bastante nos campos rítmicos surgidos e tocados na Bahia e suas inúmeras possibilidades estéticas e de diálogo com a música internacional, sobretudo a oriunda da diáspora africana. Essas possibilidades sonoras foram exploradas inicialmente nos palcos e, durante a pandemia, transmutadas para os computadores e sintetizadores analógicos, onde o som encontrou seus caminhos e o disco foi tomando forma. A forte tradição percussiva da música baiana foi explorada aqui de maneira subliminar e eletrônica, muitas vezes com sintetizadores ou instrumentos de corda (como a guitarra elétrica) tocando claves percussivas. O discurso do Vitrolab O discurso é outra marca de Mais Humano. Além de urgentes críticas sociais (presentes em músicas como Fake, Adeus Babilônia, Trigonometria), o disco traz mensagens de esperança e luz — solar, inclusive — para a construção de um futuro em que a essência natural da existência se interligue com a essência do ser humano. Em um período de hiperconectividade digital, acreditam Guga e Marcelo, o disco convida à (re)conexão com os elementos primários e fundantes da vida — elementos da natureza (em músicas como Solar, Amor faz Bem, Mais Humano, Cabeça). Sem perder o tom provocativo, o disco ainda aborda temas caros e imperativos dos tempos atuais, como o combate a todo tipo de discriminação e preconceito, a proteção da mulher e do meio ambiente, a defesa das liberdades individuais e o combate ao extremismo odioso que se dissemina, sobretudo, por meio das mídias digitais. Produção O álbum do Vitrolab foi integralmente composto, arranjado e produzido pelos irmãos Guga/Marcelo, com co-produção e finalização do renomado produtor baiano André T (Estúdio T). Em parceria com irmãos, os poetas Edmundo Carôso e Dino Correia assinam composições do trabalho.
Santista Marcelo Maccagnan divulga o single Creatures of Habit; ouça!

O baixista santista Marcelo Maccagnan lançou nas plataformas de streaming Creatures of Habit, seu novo single. Na faixa, Marcelo está acompanhado por Simona Smirnova (voz), Andrew Cheng (guitarras) e Maxime Cholley (bateria). A composição, letra e música, é autoral, no estilo de “jazz elétrico progressivo” como o próprio Marcelo classifica. “A música é uma mistura de rock progressivo cantado com jazz moderno improvisado, com solos de baixo e guitarra. Tenho que destacar aqui a incrível interpretação da artista da Lituânia, Simona Smirnova”, resume o músico. Marcelo também assina os arranjos e a produção da música. O engenheiro de som é Ng Jun Yang e o vídeo é de Armaan Virani. Baixista brasileiro baseado em Nova York, Marcelo Maccagnan tem se estabelecido no cenário musical como líder de seu grupo e como um músico requisitado em vários projetos. Muito jovem, se mudou para Boston para estudar na Berklee College of Music onde teve a chance de tocar com músicos como Kenny Werner e Tigran Hamsyan. Marcelo vem desenvolvendo seu estilo como uma mistura de jazz moderno, música brasileira e rock progressivo, com o foco em manter a improvisação que é central do jazz. No baixo elétrico, Marcelo foca em expandir a função inicial do instrumento como suporte, criando e tocando harmonias e solos improvisados. Recentemente lançou Boundless, seu segundo álbum, com Andrew Cheng na Guitarra e Kelvin Andreas na Bateria, explorando uma mistura de estilos desde sons como Pat Metheny e Donny McCaslin até Radiohead e Mahavishnu Orchestra.
Maxilar lança álbum Um Tributo Brasileiro ao Kraftwerk

O selo Maxilar lançou, na última sexta-feira (25), o álbum Um Tributo Brasileiro ao Kraftwerk. São 13 versões para canções de várias fases da carreira desse influente grupo alemão. “É o resgate de uma obra tão importante para a formação musical e da memória afetiva dos artistas que aqui participam que o resultado não poderia ser mais intenso. É transformar arranjos numa metáfora do que cada músico presente capturou como influência e transformou em alto e bom som todo um legado de uma das bandas mais influentes do século 20”, diz em nota a Maxilar. De acordo com o selo, tal projeto quebra paradigmas, reorganiza ideias e traz novas propostas. “É como se Ralf Hütter ou Florian Schneider tivessem chegado com o violão no ensaio e dito ‘aqui está a minha música nova, surpreendam-me’”. Confira abaixo Um Tributo Brasileiro ao Kraftwerk 1) Autobahn – Autobahn2) Gabriel Thomaz e Guilherme Diamantino: Geiger Counter (A Capella)3) Jonnata Doll e Os Garotos Solventes feat Tatá Aeroplano – Radio Activity4) Space Rave: Airwaves5) Anvil FX: Manequins (Showroom Dummies)6 ) Gilmar Bolla 8: Spacelab7) Bife Simples + Fu_k The Zeitgeist: The Model8) Walter & Kim: Luz Neon (Neon Lights)9) Alf Sá: The Man Machine10) Cigarras: Pocket Vacilator (Pocket Calculator)11) Edu K: Boing Boom Tschak12) Lovnis: The Telephone Call13) Bruxas Exorcistas: Sex Object
André Abujamra lança single com versão de Espelho do Tempo

Multi-artista e um dos principais nomes da música alternativa brasileira há 40 anos, André Abujamra continua a se reinventar e desafiar em 2022. Finalizando uma série de lançamentos especiais, ele mira o futuro sem esquecer do passado com o projeto o Multi 25, onde recria faixas com novas sonoridades e parcerias. Dentro desse conceito já regravou Alma Não Tem Cor e O Mundo. Agora, para a nova versão de Espelho do Tempo, Abu convidou o ícone da música baiana Luiz Caldas e Martin Buscaglia, cantor e compositor uruguaio. Também colaboraram na faixa a cantora Marisa Brito e a sanfoneira Adriana Sanchez. A versão estendida tem a locução em inglês da cantora Cecília Bernardes em um verdadeiro baião global. “Espelho do tempo é uma música que tem um significado muito forte para mim. Fala do meu pai, dos meus antepassados, da relação com os meus filhos. É um sentimento que todo ser humano tem da nossa eternidade que passa pelo nosso olhar”, conta, sobre a faixa originalmente lançada em 2015. Filho de Antônio Abujamra, um gigante do teatro brasileiro, André herdou do pai o talento e a necessidade em provocar a ordem vigente, e em mais de quatro décadas de carreira se firmou como uma das grandes mentes criativas da música do Brasil. Cantor, compositor, guitarrista, percussionista, pianista, produtor musical, ator, diretor de teatro e cinema, ele começou a se destacar em nível nacional nos anos 80 com o duo Os Mulheres Negras, com Maurício Pereira. Em meados dos anos 1990, estreou como líder, guitarrista e vocalista da banda Karnak, com repercussão internacional. Também arruma tempo para seus projetos experimentais como AbcyÇwÖk, Fat Marley e Turk e para trabalhar em mais de 70 trilhas sonoras para cinema e TV. Seus discos solo incluem O Infinito de Pé (2004), Retransformafrikando (2007), Mafaro (2010), O Homem Bruxa (2015), Omindá (2018), Emidoinã (2020) e Duzoutruz, Volume 1 (2021).
Biquini Cavadão relança hit da Malhação, 20 anos depois, com novo arranjo

Uma rápida passagem no YouTube revela que a música Quando Eu Te Encontrar, presente na novela Malhação em 2002, é uma das músicas mais visualizadas do Biquini Cavadão, superando inclusive sucessos como Tédio e Zé Ninguém e só perdendo para Vento Ventania. Nas plataformas digitais, também não é diferente. Está sempre entre as mais tocadas. “Nós já perdemos a conta de quantas pessoas nos disseram que esta foi a música tocada no casamento delas, e é sempre um ponto alto em nossos shows”, conta o tecladista Miguel Flores da Cunha. No entanto, essa história começa de um modo bem diferente, em fevereiro de 2001, quando o Biquini Cavadão, insatisfeito com o trabalho feito com o disco Escuta Aqui, dispensa em comum acordo com a BMG a gravação do terceiro disco de seu contrato. Logo depois, fecha com a Universal Music e lança o disco 80, embalado pela faixa Múmias, com a participação póstuma de Renato Russo. Estavam no meio deste trabalho em 2002, quando Quando Eu Te Encontrar, passa a tocar na novela Malhação, da TV Globo, dois anos após o lançamento do disco anterior. Essa faixa perdida no tempo, era o tema principal do casal jovem Nanda e Gui, interpretados por Rafaela Mandelli e Iran Malfitano. “Agora, pensem comigo, como trabalhar uma faixa de outra gravadora rival? Nem uma, nem a outra queriam. Não éramos mais do cast da BMG e a Universal não poria essa azeitona na empada da concorrente”, diz Bruno Gouveia. Acontece que, contrariando tudo e todos, a música emplacou na novela e diversas rádios do interior passaram a tocá-la, rapidamente chegando às mais pedidas em primeiro lugar. Passados 20 anos, o Biquini Cavadão lança agora uma nova versão de Quando Eu Te Encontrar, com produção de Paul Ralphes, o mesmo que fez a primeira gravação. “Da mesma forma que fizemos uma versão de Múmias para celebrar os 20 anos de seu sucesso recentemente, decidimos fazer o mesmo com esta emblemática canção que tanto os fãs amam”, diz Coelho. O lançamento desta música faz parte de um projeto ainda maior que a banda pretende falar a respeito nos próximos meses.
BEL e Ana Frango Elétrico se unem no single “Mapinha”

Representantes da nova safra da música carioca, BEL e Ana Frango Elétrico se guiam por linhas de baixo tortuosas e riffs potentes em Mapinha. O single é a primeira parceria entre as duas artistas e explora uma sonoridade que as aproxima de movimentos como o riot girl noventista e as leva por caminhos diferentes dos já conhecidos e elogiados em seus trabalhos solo. “Acho que Mapinha grita a sensação de se perder e se achar na intensidade dos afetos. Poder confiar na guiança dos encontros, desejar soltar o controle, permitir-se duvidar de si mesme”, reflete BEL. Os amores plurais permeiam o trabalho de BEL, que assina essa composição e conta apenas com mulheres tocando na faixa. Além de vocal de Ana Frango Elétrico, aparecem Thaís Catão (guitarra e vocais), Nathanne Rodrigues (baixo, synth e vocais) e Acácia Lima (bateria e vocais). Tudo para dar vazão a esse impulso de somar paixões sem dividir, multiplicar o prazer ou diminuir os conflitos. “A gente já tocava Mapinha nos shows e quisemos manter o mesmo arranjo na faixa – talvez de saudades mesmo. Gravamos a base e a minha voz em dezembro de 2020 no Carolina, num respiro de pandemia que nos permitiu ir ao estúdio, nos encontrar, foi uma delícia. Nathanne, Thaís e Acácia montaram essa música comigo e trouxeram suas referências desde o início, seja em ensaios ou em encontros na minha casa, quando lá atrás eu mostrei pra elas a música que tinha composto há pouquinho tempo. O arranjo de Mapinha foi se fazendo coletivamente a cada encontro nosso. Convidei Ana, pessoa tão querida que admiro, e aí foi outro dia gostoso de estúdio”, continua ela.
Alexisonfire e A Day To Remember promovem noite histórica na Audio

As vertentes do punk e hardcore estão em alta no Lollapalooza Brasil. Se no primeiro dia, Turnstile, Jxdn e Machine Gun Kelly deram as caras, o segundo será dominado por Alexisonfire e A Day To Remember. Aliás, essa dobradinha já passou pelo Rio de Janeiro e por São Paulo durante a semana. Na noite de quinta-feira (24), com a Audio, na Barra Funda, completamente lotada, as bandas mostraram muita disposição e peso no palco. A noite teve início com os canadenses do Alexisonfire. A banda de post hardcore, aliás, não se apresentava no Brasil há dez anos, fato lembrado pelo vocalista, George Pettit, durante o show na Audio. O Alexisonfire veio ao Brasil em 2012, numa turnê de despedida. Felizmente, a situação foi revertida e, em 2015, eles já estavam juntos novamente. Desde aquela apresentação de estreia no Brasil, o grupo não lançou nenhum álbum. Mas a situação mudará em junho, quando vão estrear Otherness, primeiro disco de estúdio em 13 anos. No show na Audio, a banda testou uma das canções do novo álbum com o público. A escolhida foi Sweet Dreams of Otherness, que veio após um início avassalador, que teve três canções de Crisis, álbum de 2006. Sweet Dreams of Otherness não teve um retorno tão empolgante quanto as faixas de abertura do show, mas também não chegou a ser um ponto fraco. Aliás, ponto fraco é algo que não existe em um show do Alexisonfire. Com uma presença muito empolgante de todos os integrantes, ficou difícil os fãs não acompanharem e cantarem juntos, além de atender os pedidos do vocalista por circle pit. Com foco maior em Crisis, o Alexisonfire tentou não deixar nenhum fã insatisfeito com o setlist. Para isso fez passagens por todos os álbuns. O repertório apresentado em 1h20 agradou em cheio. Após o show no Lolla neste sábado (26), o Alexisonfire retorna aos shows no hemisfério norte, com destaque para a participação no Slam Dunk, em junho, na Inglaterra, quando será o headliner do festival junto com Sum 41, Neck Deep, Dropkick Murphys e The Interrupters. Confira abaixo um pouco do show do Alexisonfire A Day To Remember Contemporâneo do Alexisonfire, o A Day To Remember surgiu em Miami, nos Estados Unidos. A sonoridade é um pouco diferente, mas puxada para o metalcore com umas pitadas de pop punk. E se o Alexisonfire será headliner do Slam Dunk, o A Day To Remember será co-headliner do Download Festival, na Inglaterra, em junho, tocando antes do Kiss apenas. Na Audio, a banda mostrou o motivo de estar tão badalada. Conseguiu empolgar ainda mais que o Alexisonfire. A trinca inicial veio carregada de peso e nostalgia, com The Downfall of Us All, All I Want e Paranoia. Fiquei impressionado como o ADTR, tal como Alexisonfire, teve o cuidado de equilibrar bem o setlist. Afinal, foram oito anos sem se apresentar para o público brasileiro. Então nada de blocão com canções do último álbum, You’re Welcome (2021). Foi tudo muito bem espalhado e misturado com o restante da discografia. Tal ação faz com que canções mais recentes tenham desempenho tão forte como os clássicos da banda. Last Chance to Dance (Bad Friend), por exemplo, esquentou ainda mais a pista da Audio. Ótimo feedback dos fãs. You’re Welcome, lançado durante a pandemia, foi o segundo álbum mais lembrado pelos integrantes. Foram quatro canções no show da Audio, sendo superado apenas por Homesick (2009), terceiro trabalho de estúdio do ADTR, que teve cinco faixas executadas. Bad Vibrations (2016), lançado após o último show no Brasil e maior sucesso da banda nas paradas internacionais, foi lembrado com duas músicas: Paranoia, no início da apresentação, além de Reassemble, também muito bem recebida pelo público. Por fim, quem ainda tinha voz e disposição, gastou o que sobrou na trinca final: If It Means a Lot to You, Sometimes You’re the Hammer, Sometimes You’re the Nail e The Plot to Bomb the Panhandle. Impecável! A Day To Remember, Alexisonfire e Turnstile no lineup do Lollapalooza e Lolla Parties foi uma das decisões mais acertadas do festival. Confira abaixo um pouco do show do A Day To Remember
Taylor Hawkins, baterista do Foo Fighters, morre aos 50 anos

O músico estava em um hotel em Bogotá, na Colômbia. A causa da morte ainda não foi revelada. Show no Lollapalooza foi cancelado.
No dia de sua estreia no Brasil, Machine Gun Kelly lança Mainstream Sellout

O cantor norte-americano Machine Gun Kelly, que se apresentou hoje no Lollapalooza Brasil, lançou nesta sexta-feira (25) o álbum mainstream sellout, seu sexto disco de estúdio, em todas as plataformas digitais. Com 16 faixas, o repertório do disco, que foi produzido por Travis Barker, inclui participações especiais como blackbear na faixa make up sex, além de WILLOW, Gunna, Bring Me The Horizon, entre outros, e apresenta as já lançadas maybe, emo girl, ay! e papercuts, que ganhou uma nova versão. Em uma analogia divertida, o artista diz: “Se meu último disco, Tickets to my Downfall foi o ensino médio, então mainstream sellout é a faculdade”, diz. O segundo projeto de rock de Machine Gun Kelly traz um som mais diversificado e maduro. Para revelar a tracklist do álbum, o norte-americano surpreendeu. Ele tomou conta do badalado clube Delilah, em West Hollywood, para apresentar seu novo disco, como um ícone da música e da moda: ele vestiu 16 camisetas personalizadas Dolce & Gabbana e cada uma tinha o nome de uma música do projeto. A faixa emo girl, com a força dinâmica de WILLOW, passou de 40 milhões de streams e já faz parte do Top 25 da parada Alternative Airplay, da Billboard. ay!, com a lenda do rap Lil Wayne, já ultrapassou 11 milhões de streams somente em sua primeira semana, graças a seu videoclipe cativante, no qual MGK e sua equipe, através de um desfile de figurinos, demonstram seu talento natural e seu estilo de vida rockstar. Recentemente, no início de março, Machine Gun Kelly homenageou os fãs com o lançamento de seu EP lockdown sessions, quando pegou três faixas virais favoritas dos fãs e as distribuiu oficialmente em todos os serviços de streaming pela primeira vez. Para o lançamento, MGK também gravou um vídeo para a música roll the windows up, (anteriormente lançada como “smoke and drive”), um clipe sem frescuras com ele e seu baterista, Rook, fumando no carro e captando a vibração caseira do projeto.