Hayley Williams lança projeto Power Snatch ao lado de Daniel James

Quem esperava um descanso de Hayley Williams após o ciclo do elogiado álbum Ego Death At A Bachelorette Party (2025) se enganou. A vocalista do Paramore já está envolvida em outra empreitada musical. Nesta semana, a cantora revelou o projeto Power Snatch. A dupla é formada por Hayley e Daniel James, colaborador frequente que ajudou a coescrever e produzir grande parte do disco solo da cantora lançado no ano passado. “Assignment” e “DMs”, primeiros sons do Power Snatch A estreia da dupla aconteceu no programa Apple Music 1, onde apresentaram a faixa Assignment. A movimentação dos fãs, no entanto, revelou que o projeto já dava sinais de vida há meses. O perfil no Instagram @powersnatched mostra que a dupla compartilhou um trecho de música ainda em julho de 2025. Além disso, outra faixa completa, intitulada DMs, já pode ser ouvida no Bandcamp. Paramore x solo Em entrevista concedida em outubro de 2025, Hayley já havia sinalizado a necessidade de escoar sua criatividade fora da banda principal, explicando por que não era o momento de um novo disco do Paramore, mas sim de explorar outras vertentes. “Não era hora de fazer outro disco do Paramore, mas eu tinha muita m**** para dizer, então fiz o que fiz por mim mesma… O Paramore sempre terá seu tempo porque é apenas o que fazemos. Nós entramos e saímos disso. Nós nos ressentimos num minuto. Queremos usar roupas combinando no minuto seguinte.” Ainda não há informações sobre um álbum completo do Power Snatch, mas as faixas soltas indicam uma sonoridade crua e experimental. DMs de Power Snatch
“Lugar perigoso”: Brian May descarta retorno do Queen aos Estados Unidos

A relação histórica entre o Queen e os Estados Unidos parece ter chegado a um fim abrupto, pelo menos no que diz respeito aos palcos. Em entrevista publicada pelo jornal britânico Daily Mail, o guitarrista Brian May, hoje com 78 anos, indicou que fechou as portas para um possível retorno da banda à América do Norte. O motivo citado pelo músico não envolve logística ou desinteresse do público, mas sim segurança. “A América é um lugar perigoso no momento, então você tem que levar isso em conta… É muito triste porque sinto que o Queen cresceu na América e nós amamos lá, mas não é o que costumava ser. Todos estão pensando duas vezes antes de ir para lá no momento”, afirmou Brian May. O guitarrista não especificou quais aspectos considera inseguros, mas a declaração joga um balde de água fria nos fãs que esperavam ver a turnê Queen + Adam Lambert novamente em solo americano. Futuro dos palcos e saúde de Brian May Sobre quando a banda poderá voltar a se apresentar ao vivo em qualquer lugar, a resposta foi cautelosa: “Eu não sei quando o Queen voltará aos palcos, é uma incógnita. Vamos levar dia após dia”. A cautela tem justificativa. Recentemente, a esposa de May, a atriz Anita Dobson, comentou que o grupo não faria mais turnês de grande escala devido à idade avançada e questões de saúde. O histórico médico de Brian May nos últimos anos exige atenção: “Coisas que vocês não ouviram” Apesar do tom pessimista sobre viagens internacionais, May deixou uma porta aberta para novidades de estúdio. Ele mencionou que uma reconstrução do álbum Queen II está a caminho e sugeriu material inédito. “Nunca diga nunca sobre não voltar… e há algumas coisas que vocês não ouviram”, provocou.
Codefendants e The D.O.C. exploram o submundo das gangues no single “Rivals”

Gangues de punk e o submundo de Compton têm muito mais em comum do que a história da música costuma contar. Foi a partir dessa troca de vivências entre o asfalto e os mosh pits que o Codefendants se uniu novamente ao ícone do hip-hop The D.O.C. para lançar a faixa Rivals. Disponível nas plataformas de streaming nesta sexta-feira (30), a música é a sucessora da colaboração anterior do grupo, Fast Ones (2023). O lançamento antecipa o segundo álbum de estúdio da banda, intitulado Lifers, que tem data de chegada marcada para 3 de abril. Histórias de Compton e Suicidals A inspiração para a letra surgiu de uma conversa casual entre Fat Mike (NOFX) e o rapper. Mike conta que, ao ouvir histórias sobre a vida de gangue em Compton, decidiu apresentar o lado “punk” dessa moeda. “Eu disse a ele que existiam gangues punk também. Ele não acreditou em mim. Então contei a ele sobre FFF, LADS e Suicidals… Então ele escreveu seus versos para Rivals. É muito foda que o D.O.C. e eu tenhamos trabalhado em outra música juntos”, diz Fat Mike. Para Ceschi Ramos, a faixa destaca a sobreposição entre os dois gêneros como movimentos de contracultura que surgiram em períodos similares com ideais parecidos. “Desde que começamos o Codefendants, fomos confrontados por ‘gatekeepers’ que não entendem que genuinamente crescemos nesses dois mundos do punk e do hip-hop. Quando Fat Mike escreveu a música para essa faixa, ele foi diretamente inspirado por algumas das faixas punk mais lentas e arrastadas do início dos anos 80.” “É Codefendants, p****” Enquanto D.O.C. celebra o fato de que a banda “não liga para como minha voz soa, contanto que esteja no ritmo”, o vocalista Sam King foi direto ao ponto sobre o lançamento. “Que p**** vocês querem que eu diga? Os outros caras já disseram tudo, é Codefendants com o D.O.C., é foda pra c******.” Assista ao clipe de Rivals
NOFX lança protesto contra o ICE em “Minnesota Nazis”

O fim das turnês, concretizado em 2024, não significou o silêncio definitivo de Fat Mike. Motivado pela violência policial do ICE, polícia imigratória do Governo Trump, o NOFX reapareceu nas plataformas digitais com a faixa Minnesota Nazis. A música não é uma composição inteiramente inédita, mas sim uma atualização lírica e contextual de Huntington Beach Nazis, presente no disco Double Album (2022). A nova versão altera o cenário e o alvo para abordar o assassinato de Renee Good por um agente do ICE (Immigration and Customs Enforcement) em Minneapolis. Música como ferramenta Sem planos de retorno aos palcos, o lançamento serve estritamente como manifesto político. Fat Mike explicou que a intenção é fazer o possível dentro do alcance da banda, mesmo sabendo das limitações da arte diante da realidade. “Essa música não vai parar a loucura absoluta… mas você faz o que pode para tornar este mundo um lugar melhor. Vamos cuidar uns dos outros o melhor que pudermos. O Amor (é maior que) o Ódio… mesmo que não pareça agora”, declarou o vocalista. O clipe, que acompanha o lançamento, contém linguagem explícita e reforça a mensagem de indignação do grupo californiano. Vale lembrar que o NOFX encerrou suas atividades de estrada em 2024, após uma longa turnê de despedida que rodou o mundo. O Blog n’ Roll acompanhou o show em Madri, na Espanha.
Abertura de Harry Styles no Brasil, Fcukers anuncia álbum de estreia e lança o single “L.U.C.K.Y”

Se você garantiu seu ingresso para a residência de Harry Styles em São Paulo, é bom começar a decorar este nome: Fcukers. A banda novaiorquina, que vem sendo aclamada como a nova sensação da cena indie/eletrônica, anunciou o lançamento de seu aguardado álbum de estreia. Intitulado Ö, o disco chega ao mundo no dia 27 de março pelo prestigiado selo Ninja Tune. Para celebrar a notícia, eles liberaram o single L.U.C.K.Y, já disponível nas plataformas digitais. Conexão do Fcukers com o Brasil A notícia do álbum chega com um tempero especial para os fãs brasileiros. Os Fcukers foram confirmados como a atração de abertura dos quatro shows da turnê Together, Together de Harry Styles no Estádio MorumBIS. Eles sobem ao palco nos dias 17, 18, 21 e 24 de julho de 2026. Ou seja, quando desembarcarem por aqui, o álbum novo já estará na ponta da língua dos mais antenados. Queridinhos dos famosos Não é só o Harry Styles que está de olho na dupla formada por Shanny Wise e Jackson Walker Lewis. A lista de “fãs famosos” da banda é extensa: Tracklist: Ö Ouça o novo single L.U.C.K.Y:
Jayler entra na programação do show do Lynyrd Skynyrd no Rio

O show do Lynyrd Skynyrd no Rio de Janeiro acaba de ficar ainda mais pesado, e interessante. A produtora Mercury Concerts confirmou que a banda britânica Jayler será a atração especial na noite de 5 de abril, no Qualistage. Eles se juntam ao lineup que já contava com o Dirty Honey, transformando o evento em uma verdadeira celebração da história do rock, reunindo três gerações distintas no mesmo palco: os lendas do southern rock dos anos 70, a renovação do hard rock americano e a nova promessa do rock britânico. Quem é a banda Jayler? Se você ainda não conhece, vale a pena ficar de olho. Formado em 2022 no Reino Unido, o Jayler é aquele tipo de banda que nasceu de um open mic e explodiu rápido. O quarteto traz uma energia setentista visceral, com riffs marcantes que lembram a era de ouro do rock clássico. Com o EP de estreia A Piece in Our Time (2023) e o single recente Riverboat Queen (2025), eles vêm conquistando espaço em festivais europeus e agora desembarcam no Brasil para mostrar a que vieram. Dirty Honey e os veteranos Além dos novatos, a noite conta com o Dirty Honey, banda de Los Angeles que fez história ao topo da Billboard Mainstream Rock de forma independente e já rodou o mundo com Guns N’ Roses e KISS. E, claro, a noite encerra com o Lynyrd Skynyrd. Com mais de 50 anos de estrada, a banda liderada por Johnny Van Zant promete o desfile clássico de hinos como Sweet Home Alabama e, obviamente, aquele solo interminável e maravilhoso de Free Bird. Turnê pelo Brasil Vale lembrar que o Lynyrd Skynyrd tem uma agenda cheia no Brasil em abril de 2026: Serviço: Rio de Janeiro Para o show no Qualistage, os ingressos estão à venda exclusivamente pela Eventim.
Atração de abertura do Franz Ferdinand em SP, Tom Ribeira aposta no charme no single “Juba”

A MPB ganha um tom mais contemplativo e orgânico nesta sexta-feira (30). O cantor e compositor Tom Ribeira, uma das novas vozes que vêm renovando o gênero com respeito às raízes, lançou nas plataformas digitais o single Juba. A faixa é o cartão de visitas para seu primeiro EP, Pedaço, que tem lançamento agendado para o dia 6 de março. Tom Ribeira traz a metáfora do leão rendido Liricamente, a canção subverte a lógica da selva. Em Juba, a leoa não vence pela força bruta, mas pela inteligência afetiva e pelo encanto. Tom constrói uma metáfora poderosa: a do leão que entrega a própria juba, símbolo de orgulho e soberania, em nome da paixão. “É um amor tão forte, tão maluco… Sua imagem me paralisou / Nem se eu quisesse escapar, daria”, canta o artista, definindo um amor que suspende o tempo e a razão. Sonoridade “à moda antiga” O grande diferencial de Juba em relação ao repertório do artista é a sonoridade. Fugindo da urgência do pop atual, a faixa aposta em uma estética old school. A gravação foi feita ao vivo com a banda, capturando silêncios, respirações e aquela “sujeira” orgânica que dá vida à música. A produção e o arranjo são assinados em parceria com Breno Viricimo. Tom Ribeira foi de Paris para São Paulo Para quem está chegando agora: Tom Ribeira começou nas redes sociais, mas já tem quilometragem de gente grande. Em 2022, ele pisou em palcos históricos de Paris, como o La Cigale e o Elysée Montmartre. Agora, ele prepara o terreno para o show de lançamento do EP no Brasil, que acontece em 15 de março, no Na Rotina, em São Paulo. Dois anos atrás, Tom Ribeira foi atração surpresa antes do show do Franz Ferdinand no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Serviço
Pingguim estreia na Midas Music com produção de Rick Bonadio no single “O Tempo e a Distância”

O cantor e compositor Pingguim lançou, em todos os aplicativos de música, o single O Tempo e a Distância. O lançamento marca uma virada de chave na carreira do artista do ABC Paulista: é sua estreia pela gigante Midas Music, sob a batuta de ninguém menos que Rick Bonadio, o produtor responsável por moldar o som de bandas que são influências diretas de Pingguim, como Charlie Brown Jr. e O Rappa. Pingguim é rap rock com maturidade Musicalmente, a faixa transita com naturalidade entre o rap e o rock moderno. Foge da nostalgia pura e aposta em uma identidade contemporânea, unindo o groove à atitude. “O rap traz a narrativa, a palavra crua; o rock entra com energia, intensidade e explosão emocional”, define o artista. A letra é um retrato honesto sobre lucidez emocional. Segundo Pingguim, a música nasce de vivências reais e fala sobre a coragem de escolher a paz, mesmo que isso signifique partir. “É sobre entender que insistir dói mais do que seguir em frente”, explica. Do ABC para o Brasil Aos 32 anos, nascido em São Bernardo e criado em Mauá (atualmente em Ribeirão Pires), Pingguim vê essa parceria com Bonadio como um alinhamento de propósito. “O Rick potencializou a força da mensagem, ajustou a sonoridade e ajudou a transformar essa verdade crua em uma música forte, atual e pronta para chegar ao público”, conta. Videoclipe em breve Enquanto o áudio já está disponível, o videoclipe tem data marcada: estreia no canal do YouTube do artista no dia 6 de fevereiro.
Guns N’ Roses prepara DOIS lançamentos (uma coleção de “sobras” e um álbum inédito), diz Slash

Parece que a espera de 17 anos por um novo álbum do Guns N’ Roses está prestes a acabar, e em dose dupla. Em uma entrevista recente à rádio KOMP 92.3, de Las Vegas, o guitarrista Slash detalhou o processo de gravação da banda e indicou que há dois lançamentos distintos a caminho. O guitarrista explicou que a banda tem trabalhado em uma coleção de faixas antigas que vêm sendo lançadas gradualmente, além do sucessor do longamente adiado Chinese Democracy (2008). “Limpa de gaveta” é um dos lançamentos, diz Slash Segundo Slash, o primeiro projeto consiste em pegar materiais antigos que o vocalista Axl Rose tinha guardado. A banda, agora com Slash e Duff McKagan de volta, sentou, escolheu as músicas, removeu as guitarras e baixos originais e regravou essas partes. Isso explica os lançamentos recentes. Em dezembro, a banda soltou Atlas e Nothin’, que se juntaram aos singles de 2023, The General e Perhaps. “Basicamente, não há mais desse tipo de ‘material antigo requentado’ para lançar… Mas acho que o que vamos fazer é pegar todas essas músicas, colocá-las em algo e lançar como um pacote”, explicou Slash. Disco inédito A grande notícia, porém, veio na sequência. Slash confirmou que, após limpar esse arquivo de sobras retrabalhadas, o foco mudará para composições novas. “E então o próximo disco que vamos fazer será de material totalmente novo e original, e esse será um álbum de verdade”, afirmou o guitarrista. Turnê mundial Enquanto os discos não saem, os fãs poderão conferir as novidades ao vivo. Slash prometeu que a banda tocará as faixas recém-lançadas (Atlas e Nothin’) na próxima turnê mundial de 2026. Aliás, a tour passa com vários shows pelo Brasil, inclusive como headliner do Monsters of Rock. Apesar da empolgação, Slash mantém a cautela típica de quem conhece o ritmo do GNR: “A questão com o Guns é que, na minha experiência, você nunca pode planejar com antecedência… Toda vez que fizemos isso, as coisas desmoronaram”.