Morre Alvin L, o compositor de “Natasha” e “Não Sei Dançar”

Alvin L (Arnaldo José Lima Santos) faleceu no Rio de Janeiro, aos 67 anos, vítima de um ataque cardíaco. Nascido em Salvador, mas radicado na cena carioca desde os anos 70, Alvin foi o nome por trás de mais de 200 composições gravadas por gigantes da nossa música. Embora tenha lançado um disco solo em 1997, sua maior força residia na colaboração. Ele foi o parceiro fundamental de Marina Lima em fases cruciais, assinando o hino Não Sei Dançar (1991), e o braço direito de Dinho Ouro Preto na reconstrução do Capital Inicial nos anos 2000. Alvin L foi do punk aos Sex Beatles A trajetória de Alvin começou no final dos anos 70 com o grupo punk Vândalos. Nos anos 90, ele liderou os Sex Beatles, banda cult que misturava ironia e melodias pop perfeitas em álbuns como Automobilia (1994) e Mondo Passionale (1995). É dele a composição de Eu Nunca Te Amei, Idiota, um marco do rock alternativo daquela década. Arquiteto de hits Se você ligou o rádio nas últimas duas décadas, com certeza ouviu Alvin L. Ele é coautor de sucessos como: Sua capacidade de transitar entre a agressividade do punk e a sofisticação da MPB de Marina Lima ou Milton Nascimento fez dele uma figura única nos bastidores da indústria. Despedida dos parceiros Nas redes sociais, Dinho Ouro Preto expressou o choque com a notícia, definindo Alvin como seu “amigo mais querido” e destacando sua generosidade e gênio musical. Marina Lima também prestou uma breve homenagem, chamando o amigo de “único e genial”.
Bleachers anuncia o novo álbum “Everyone for Ten Minutes”

O homem mais ocupado da indústria musical encontrou tempo para sua própria banda. Jack Antonoff, vencedor de 13 prêmios Grammy e produtor de nomes como Taylor Swift e Lana Del Rey, anunciou o quinto álbum de estúdio do Bleachers. Intitulado Everyone for Ten Minutes, o disco chega às plataformas e lojas no dia 22 de maio via selo Dirty Hit. O anúncio marca uma fase de otimismo para o grupo de seis integrantes. Após o sucesso do álbum autointitulado de 2024, a banda mergulhou em uma sonoridade que Antonoff descreve como uma mistura de folk rock, pop soul e o clássico “som de Nova Jersey”, onde o saxofone é o protagonista absoluto. Primeiros sinais Três faixas já dão o tom do que está por vir: Parte do álbum foi registrada no lendário Electric Lady Studios, em Nova York, capturando a camaradagem e a improvisação que se tornaram marcas registradas dos shows do grupo. Turnê e filantropia O Bleachers também anunciou uma turnê norte-americana ambiciosa para o segundo semestre, incluindo uma data como headliner no Madison Square Garden. Seguindo o compromisso social da banda, US$ 1 de cada ingresso vendido será doado para a The Ally Coalition, organização que apoia jovens LGBTQ+ em situação de vulnerabilidade. Everyone For Ten Minutes tracklist:
Stacey Kent lança “A Time For Love” e grava clássico de Pixinguinha

A relação de Stacey Kent com o Brasil não é apenas de passagem; é uma colaboração que dura décadas. A cantora norte-americana lançou o álbum A Time For Love, um trabalho que reforça a sua ligação com a música lusófona e os standards internacionais. O grande destaque para o público brasileiro é a inclusão de uma versão de Carinhoso, a obra-prima de Pixinguinha, interpretada com o sotaque delicado que se tornou marca da artista. O disco foi gravado numa formação de trio, focando na clareza vocal e no espaço entre os instrumentos. A direção musical é assinada pelo saxofonista Jim Tomlinson (marido e parceiro de longa data de Stacey) e conta com o pianista Art Hirahara. Conexão brasileira Stacey Kent transita entre o inglês, o francês e o português com naturalidade. Ao longo da sua carreira, já colaborou com ícones como Marcos Valle, Roberto Menescal e Danilo Caymmi. Esta proximidade com a Bossa Nova e a MPB é o resultado de uma formação plural: graduada em Literatura Comparada em Nova Iorque, Stacey mudou-se para Londres para estudar na Guildhall School of Music and Drama, onde iniciou a sua carreira profissional. Com mais de 2 milhões de álbuns vendidos e uma nomeação para o Grammy, a discografia de Stacey inclui sucessos como Breakfast On The Morning Tram. O novo álbum, A Time For Love, apresenta uma seleção de canções que honram a tradição do jazz enquanto abraçam a chanson francesa e a música brasileira.
OneRepublic lança o single “Need Your Love”

O OneRepublic acaba de disponibilizar o seu novo single, Need Your Love, via BMG. A faixa, produzida pelo líder da banda e premiado produtor Ryan Tedder, marca um regresso à sonoridade mais direta do grupo, focando-se numa mensagem de valorização do afeto em detrimento das ambições materialistas. A canção já era conhecida dos fãs mais atentos, tendo sido testada em concertos durante o ano de 2025. Agora, ganha uma versão definitiva de estúdio e um videoclipe gravado num armazém industrial, focado na performance crua da banda. Além das tabelas: jogos e animes O lançamento de Need Your Love surge num momento em que o OneRepublic diversifica as suas frentes de atuação na cultura pop. Recentemente, o grupo colaborou em projetos de grande escala: Uma década de domínio pop Com mais de 10 mil milhões de transmissões (streams) no Spotify, o OneRepublic consolidou-se como um dos pilares da pop global. Desde o sucesso de Apologize em 2007, a banda tem mantido uma presença constante nas tabelas com hits como Counting Stars e, mais recentemente, I Ain’t Worried, que foi o grande destaque da banda sonora de Top Gun: Maverick.
Drift Mothership lança “Remedy” antes de turnê brasileira com Ill Niño

Diretamente da cena de Los Angeles, a banda Drift Mothership acaba de disponibilizar o seu novo single, Remedy, em todas as plataformas de streaming nesta sexta-feira (3). O lançamento funciona como o cartão de visitas perfeito para a turnê sul-americana que o grupo inicia no final deste mês, acompanhando os veteranos do Ill Niño como banda de abertura. A sonoridade de Remedy traduz bem a proposta do grupo: uma composição carregada de emoção que utiliza o piano como base melódica, culminando em um breakdown de guitarras pesadas que deve funcionar muito bem ao vivo. Rota sul-americana e datas no Brasil O Drift Mothership começa a maratona por Lima e Santiago antes de cruzar a fronteira brasileira. Por aqui, a banda passará por quatro capitais, incluindo uma apresentação na Audio, em São Paulo, no feriado de 1º de maio. Confira a agenda completa em solo brasileiro:
Balara lança releitura acústica de “Tempo Perdido”

Existem canções que são patrimônio cultural do Brasil, e Tempo Perdido é, sem dúvida, uma delas. Nesta sexta-feira (3), o cantor e compositor Balara (projeto solo de Luccas Trevisani) disponibiliza em todas as plataformas a sua versão para o clássico da Legião Urbana. A faixa faz parte da série Balara – Acusticamente, projeto que já ultrapassou a marca de 5 milhões de streams no seu primeiro volume. A proposta de Balara é despir o rock oitentista de Renato Russo e trazer a composição para o terreno da MPB contemporânea. Com um BPM mais lento e arranjos sutis de violão, a releitura preserva o riff icônico da introdução, mas foca na interpretação vocal e na reflexão da letra. Maratona audiovisual da Balara tem sequência com Tempo Perdido O lançamento chega acompanhado de um videoclipe dirigido por Isadora Baptista. O registro aposta no minimalismo, mas os bastidores revelam um esforço técnico considerável: o vídeo foi gravado durante uma maratona em que o artista registrou mais de 50 clipes em apenas cinco dias, utilizando oito cenários diferentes. “A ideia não era rivalizar com a original, que é insubstituível. O que eu quis foi trazer uma nova atmosfera, permitindo que pessoas que talvez não se conectem com o rock descubram a beleza dessa canção pelo caminho do acústico”, explica Balara. O que vem por aí Este single prepara o terreno para os Volumes 2 e 3 do projeto acústico. Além disso, o artista já confirmou para maio de 2026 uma colaboração inédita com um dos grandes nomes da MPB nacional, seguida por uma turnê que levará esse formato intimista para os palcos de todo o país.
Day Limns estreia projeto “Nova” da Podpah Records com faixa inédita

A Podpah Records deu o pontapé inicial em sua mais nova vitrine musical: o programa Nova. Focada em live sessions minimalistas que privilegiam a performance crua, a produção escolheu a cantora e compositora Day Limns para inaugurar a temporada. Na ocasião, a artista apresentou a inédita Energia, uma faixa que sintetiza sua nova fase criativa em 2026. Conhecida nos bastidores como uma das mentes por trás de hits de Anitta, Luísa Sonza e Vitão, Day agora foca os holofotes em sua própria trajetória. A apresentação no estúdio do Podpah marca a transição definitiva para a sua “Era Solar”, onde o rock introspectivo e denso do início da carreira dá lugar a um pop urbano vibrante e cheio de identidade. “Era Solar” e o sucesso de “Imagina” Em Energia, Day Limns troca os conflitos internos por uma celebração da conexão coletiva. A produção moderna e a pegada envolvente mostram uma maturidade que vem sendo construída desde sua finalidade no The Voice Brasil em 2017. Atualmente, ela colhe os frutos dessa evolução com o hit Imagina, parceria com Giana Mello que figurou no Top 20 do Spotify Viral no Brasil e alcançou a 16ª posição no Top 50 Viral de Portugal.
O Teatro Mágico anuncia a turnê “A Corda Bamba no Pescoço”

Depois de passar o último ano celebrando duas décadas de história com o projeto O Reencontro, O Teatro Mágico decidiu que é hora de parar de olhar pelo retrovisor. A trupe liderada por Fernando Anitelli anunciou nesta semana a sua nova jornada pelos palcos brasileiros: a turnê A Corda Bamba no Pescoço. Desta vez, o grupo deixa o resgate afetivo de lado para mergulhar em uma sonoridade mais urgente e provocativa. O novo espetáculo propõe uma reflexão sobre a contemporaneidade, utilizando a poesia e o humor para questionar o silenciamento das relações humanas e o impacto da “tecnologia desregrada” no nosso cotidiano. Poesia combativa A trupe completa volta à estrada com um repertório que mistura canções inéditas, compostas especialmente para este conceito, com sucessos da carreira que ganharam novos arranjos e significados dentro da proposta cênica. “Falaremos poeticamente da nossa atualidade, de um olhar mais combativo frente a esse tempo de anestesia e silenciamento de importâncias. É um olhar crítico com poesia, humor e um coração aberto”, afirma Fernando Anitelli. Rota da turnê A jornada começa em maio por Belo Horizonte e São Paulo, seguindo para o Nordeste e o Sul do país. Estão previstas mais de 40 apresentações, com novas cidades sendo anunciadas gradualmente. 🗓️ Datas confirmadas Maio Junho e Julho Agosto
The Cranberries celebra 33 anos de álbum de estreia com raridades e versões latinas

Em março de 1993, quatro jovens de uma pequena cidade na Irlanda lançavam um álbum que mudaria o curso do rock alternativo. Everybody Else Is Doing It So Why Can’t We?, a estreia do The Cranberries, apresentou ao mundo a voz única e etérea de Dolores O’Riordan. Trinta e três anos depois, esse legado ganha um novo capítulo: a Island/UMe anunciou o lançamento da 33rd Anniversary Deluxe Edition para o dia 22 de maio de 2026. A edição comemorativa não é apenas um resgate nostálgico, mas uma atualização técnica. O produtor original do disco, Stephen Street, retornou ao estúdio para criar mixagens estéreo totalmente novas para 2026, buscando capturar “o som dos Cranberries” com as tecnologias atuais sem perder a essência de Dublin. Linger em “Spanglish” e tributo latino ao Cranberries O grande diferencial desta edição de luxo é o intercâmbio cultural. O álbum traz releituras em espanhol de dois dos maiores hits da banda: O material bônus ainda inclui um remix onírico de Linger feito por Iain Cook (Chvrches) e registros históricos ao vivo no London Astoria em 1994. Memórias de estúdio Para os fãs, o lançamento traz depoimentos raros de Noel Hogan e Fergal Lawler sobre as sessões no Windmill Lane 2. Eles relembram a transição de Dolores, que passou de uma jovem nervosa que olhava para o chão a uma estrela que dominava arenas com uma ousadia hipnotizante. “Tudo parecia um conto de fadas na época. Dolores tinha uma atitude de ‘é assim que eu sou, é pegar ou largar’ que o público simplesmente adorava”, recorda o guitarrista Noel Hogan.