U2 lança o reflexivo EP “Easter Lily” com selo Brian Eno

Enquanto o mundo aguarda pelo “álbum barulhento e irracionalmente colorido” que o U2 prometeu para breve, a banda irlandesa continua a partilhar coleções de canções mais íntimas. Chegou hoje às plataformas digitais o EP Easter Lily, o segundo volume de uma série iniciada com Days of Ash. Se o lançamento anterior reagia ao caos externo, este novo conjunto de seis faixas olha para dentro, focando-se em temas como o luto, a fé e a força da amizade. O projeto é um presente para os fãs que apreciam o lado mais experimental e espiritual do grupo, contando com a mão invisível (e por vezes bem visível) de Brian Eno, que assina a paisagem sonora da faixa de encerramento. The Edge assume o microfone e o tributo a Hal Willner Um dos pontos altos do EP é Song for Hal, onde The Edge assume os vocais principais. A canção é um lamento sobre o período de isolamento da covid-19 e uma homenagem a Hal Willner, produtor e amigo próximo da banda que faleceu há seis anos. Bono descreve o EP como um tributo indireto a Patti Smith e ao seu álbum Easter (1978), que foi uma fonte de esperança para o vocalista na sua juventude. “Com Easter Lily, fizemos perguntas muito pessoais sobre se as nossas relações estão à altura destes tempos desafiadores e se a nossa fé consegue sobreviver aos algoritmos”, reflete Bono. Regresso da revista ‘Propaganda’ Para celebrar os 40 anos do primeiro número da fanzine oficial da banda, o lançamento é acompanhado por uma edição digital especial da revista Propaganda. O material inclui fotografias inéditas tiradas por Larry Mullen Jr. em estúdio, artigos de Adam Clayton sobre o seu processo de recuperação através da arte e diálogos filosóficos de Bono.
Selvagens à Procura de Lei lança o álbum “Pra Recomeçar Ao Vivo”

Depois de percorrer o Brasil com 38 apresentações e reunir mais de 26 mil pessoas, os Selvagens à Procura de Lei decidiram eternizar a turnê do aclamado álbum Y. O grupo lançou Pra Recomeçar Ao Vivo, um registro de 21 faixas captado durante o show de encerramento da tour no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar, em Fortaleza. O lançamento chega acompanhado do vídeo da música Gatilhos, uma das faixas que melhor resume a atual fase da banda: um equilíbrio entre o indie rock clássico e as novas texturas exploradas no disco anterior, que rendeu ao grupo indicações ao Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira. Intercâmbio do rock nacional em Pra Recomeçar Ao Vivo Um dos grandes momentos do registro é a participação de Jajá Cardoso, vocalista da banda baiana Vivendo do Ócio. Ele divide os microfones com os Selvagens em três faixas: Quando Eu Me Encontrar, Nostalgia e Mucambo Cafundó, reforçando a conexão entre duas das bandas mais importantes da cena nordestina que conquistou o país. O repertório é generoso e passa por todas as fases da discografia. Além das novidades, não ficaram de fora os hinos que consolidaram a banda no mainstream, como Brasileiro, Amigos Libertinos e Despedida, todas em versões que captam a energia do público cearense. Registro de uma jornada Para a banda, o formato ao vivo é onde as canções ganham sua forma final. Pra Recomeçar Ao Vivo funciona como um ponto final de um ciclo de dois anos de estrada e, ao mesmo tempo, um cartão de visitas para quem ainda não testemunhou o peso do quarteto no palco.
As I Lay Dying confirma shows no Brasil com guitarrista brasileiro na formação

Uma das instituições do metalcore mundial está pronta para escrever um novo capítulo no Brasil. O As I Lay Dying confirmou duas apresentações no país para o mês de maio, passando por São Paulo (03/05) e Curitiba (04/05). A turnê An Evening With As I Lay Dying marca a estreia da nova configuração da banda, que agora conta com um time de veteranos da cena pesada. Após uma reformulação drástica em 2024, o vocalista e fundador Tim Lambesis montou o que muitos fãs estão chamando de “supergrupo”. O grande destaque para o público nacional é a entrada do guitarrista brasileiro Bill Hudson (Northtale, I Am Morbid), que se junta a nomes como Tim Yeung (ex-Morbid Angel) na bateria e Chris Clancy (Mutiny Within) no baixo e vocais limpos. Equilíbrio entre clássicos e o novo álbum A turnê celebra o legado de álbuns fundamentais como Shadows Are Security (2005) e An Ocean Between Us (2007), mas também serve como cartão de visitas para o material inédito. A banda já liberou os singles “Echoes” e “If I Fall”, que antecipam o novo disco via Napalm Records, mantendo a técnica e a agressividade que definiram o gênero no início dos anos 2000. “É uma honra fazer parte deste novo capítulo. A turnê está sendo uma oportunidade incrível de tocar com amigos de longa data e os shows estão insanos. No Brasil não será diferente!”, celebra Bill Hudson sobre o retorno à sua terra natal com a banda. * 🎸 Serviço: As I Lay Dying no Brasil Os ingressos já estão disponíveis através da plataforma Ingresso Master. SÃO PAULO (SP) CURITIBA (PR)
Thiago Castanho e Marcão Britto anunciam turnê acústica do Charlie Brown Jr.

Os guitarristas e membros fundadores do Charlie Brown Jr., Thiago Castanho e Marcão Britto, confirmaram o retorno aos palcos com um projeto focado na pureza das composições: a turnê Thiago Castanho & Marcão Britto Charlie Brown Jr. Acústico. A estreia oficial acontece no dia 30 de maio (sábado), na Audio, em São Paulo. O projeto promete ir além da nostalgia, trazendo novos contornos para as canções que definiram o rock, o skate e a identidade de uma geração inteira. Som das guitarras em primeiro plano Diferente do peso elétrico que a gente está acostumado, o formato acústico vai permitir que o público perceba detalhes das harmonias e melodias que muitas vezes ficam escondidos sob a distorção. O setlist é um presente para os fãs: além dos hinos obrigatórios como Zóio de Lula, Proibida pra Mim e Só os Loucos Sabem, a dupla prometeu resgatar faixas “lado B” que raramente eram tocadas ao vivo. No palco, os dois pilares santistas estarão acompanhados por uma banda que mantém o “punch” da baixada: Mascote no baixo, Filipe Costa na bateria e Rafael Carleto assumindo a responsabilidade dos vocais, trazendo uma interpretação que respeita o legado, mas com identidade própria. Legado que não para Formada em Santos no início da década de 90, o Charlie Brown Jr. sempre foi mais do que música; foi um movimento que uniu rock, rap e reggae. Thiago e Marcão foram os responsáveis pelos riffs que hoje são reconhecidos nos primeiros segundos em qualquer rádio do país. Trazer esse catálogo para o formato desplugado é uma forma de homenagear a história da banda e de amigos que se foram, como Chorão e Champignon. 💿 Serviço: CBJR Acústico – São Paulo SETORES
Giuliano Eriston lança “Teia” e mira nas armadilhas digitais

Giuliano Eriston, vencedor da 10ª edição do The Voice Brasil, parece ter encontrado o seu caminho. Ele acaba de lançou o single Teia, uma faixa que ele mesmo descreve como um “protesto alegre”, fundindo a crítica social com o balanço do Carnaval. A música, produzida por Pedro Baby (conhecido por seu trabalho com grandes nomes da MPB e do Rock), é o último passo antes do lançamento do álbum Politonia, previsto para chegar em abril via Indie Records. Armadilha das redes Em Teia, Giuliano deixa de lado o romantismo clássico para focar em um tema urgente: a desinformação e as bolhas das redes sociais. A letra explora como a navegação digital pode se tornar uma “teia” que prende o usuário em narrativas falsas com consequências reais na vida prática. Para embalar esse manifesto, o artista buscou inspiração no espírito Tropicalista. A sonoridade é um caldeirão que mistura: Trajetória e referências de Giuliano Eriston Natural do Ceará, Giuliano já havia mostrado serviço em 2022 com o álbum Universo em Si (produzido por Kassin) e, mais recentemente, em um EP tributo a Sérgio Sampaio. Essa bagagem de “maldito” da MPB misturada ao virtuosismo no violão o coloca como um dos nomes mais interessantes da nova safra da Indie Records.
Viper celebra o clássico “Evolution” com edição luxuosa em vinil

Existem discos que definem a resiliência de uma banda, e para o Viper, esse disco é o Evolution. Lançado originalmente em 1992, o álbum marcou a corajosa transição de Pit Passarell assumindo os vocais após a saída de Andre Matos. O resultado não foi apenas a sobrevivência do grupo, mas o disco mais vendido de sua carreira. Agora, em 2026, esse marco do metal brasileiro ganha o tratamento que merece com uma edição especial em vinil pela Fuzz On Discos, em parceria com Wikimetal e FMLabs. A reedição é um item de colecionador rigoroso: limitada a apenas 500 cópias, com áudio totalmente remasterizado. O álbum chega em capa dupla (gatefold) e em três versões visuais: picture disc, splatter e o clássico preto. Marco de uma nova era Evolution trouxe um Viper mais direto, pesado e flertando com o hard rock, gerando hinos que até hoje são obrigatórios nos shows, como Rebel Maniac, Coming From the Inside e Dead Light. Foi o álbum que provou que a identidade da banda estava intacta e pronta para conquistar novos mercados, como o Japão, onde o grupo se tornou um fenômeno. Evento de lançamento e sessão de autógrafos Para marcar a chegada do vinil, os integrantes do Viper estarão presentes na Die Hard Records, no coração da Galeria do Rock, em São Paulo. No próximo sábado, 4 de abril, entre 11h e 13h, os fãs poderão garantir seus exemplares, pegar autógrafos e adquirir merchandising oficial da banda. A entrada para o evento é gratuita.
Juliano Gauche explora as dualidades humanas no álbum “A Balada do Bicho de Luz”

O rock independente brasileiro ganha um novo capítulo de peso com o lançamento de A Balada do Bicho de Luz, o quinto álbum de estúdio de Juliano Gauche. Conhecido por sua densidade lírica e bagagem na cena alternativa (desde os tempos da banda Solana), o artista mineiro radicado no Espírito Santo entrega 11 faixas inéditas que mergulham em distorções e sintetizadores para falar sobre as contradições da existência. O título do disco resume o conceito: a luta entre o “bicho” (a carne, a matéria) e a “luz” (o espírito, a energia). Produzido por Gauche em parceria com Klaus Sena (que também assina o baixo e os teclados), o trabalho conta com o retorno de Victor Bluhm nas baquetas, mantendo a cozinha afiada que já vinha do disco anterior. Sonoridade híbrida e convidados de elite Musicalmente, o álbum é um caldeirão. Há traços nítidos de pós-punk, stoner rock e grunge, tudo amarrado por uma psicodelia que remete a nomes como Os Mutantes e Júpiter Maçã, mas com a crueza de Raul Seixas. Para dar ainda mais camadas a esse “caos organizado”, o disco conta com participações luxuosas: Trajetória consolidada Desde que iniciou sua carreira solo em 2013, Juliano Gauche tem sido figurinha carimbada nas listas de melhores do ano de veículos especializados e da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Seu estilo, influenciado pela literatura moderna e pelo jazz dos anos 70, o coloca como um dos compositores mais autênticos da sua geração.
Samwise amadurece o pop punk no single “Acidentes”

A banda Samwise lançou o single Acidentes, seu oitavo trabalho pela Repetente Records, selo capitaneado por Badauí e Phil Fargnoli (CPM 22) e Rick Lion. A faixa é o último movimento estratégico antes da chegada do aguardado álbum completo do quinteto. Se nos primeiros lançamentos a Samwise focava no impulso e na velocidade, em Acidentes o grupo escolhe a precisão. A música preserva as melodias fortes e os refrões diretos, mas mergulha em uma densidade lírica que trata a ruptura não como um trauma estático, mas como um processo de reorganização. O que sobra depois da queda Com frases como “colar tudo que quebrou” e “paredes trincadas”, a letra foge do clichê do sofrimento gratuito para focar na reconstrução. Musicalmente, a faixa foi gravada em Araraquara sob a batuta de Gabriel do Vale, conseguindo equilibrar a nitidez das guitarras com uma atmosfera mais introspectiva. O lançamento ganha ainda mais peso com um videoclipe gravado no Canadá, com captação de imagens de Felipe Rocha e edição de Henrique Bap, reforçando a ambição estética da banda nesta nova fase. Formação estabilizada Formada em 2020, a Samwise chega a esse momento decisivo com sua formação consolidada: Thiago Silva (voz), Thiago Quina e Matheus Silvério (guitarras), Vinícius Rhein (baixo) e Lucas Chambrone (bateria). A parceria com os músicos do CPM 22 no selo tem servido como um selo de qualidade, inserindo a banda em um ecossistema de fortalecimento do rock nacional.
Tom Misch volta às raízes no álbum “Full Circle”

Em 2018, Tom Misch ajudou a definir a sonoridade de uma geração de produtores de quarto com o álbum Geography. Mas, após oito anos, o músico londrino decidiu que era hora de fechar um ciclo. Lançado nesta segunda-feira (30) via Beyond The Groove / AWAL Recordings, o seu segundo álbum solo, Full Circle, abandona o Logic Pro e as edições digitais perfeitas para abraçar o calor da gravação em fita e a composição clássica no violão. O álbum é fruto de um período de vulnerabilidade. Após enfrentar um esgotamento mental (burnout), Tom voltou a morar com os pais e encontrou na natureza e no surf a cura para retomar sua relação com a música. Ecos das chamas e a influência dos anos 70 O single de destaque, Echo From The Flames, é o retrato fiel dessa fase. Construída sobre um riff de guitarra hipnótico, a faixa detalha as noites em que Tom ficava sentado em frente à lareira da casa dos pais, tentando “regular” seus pensamentos. Diferente da estética lo-fi hip hop que o consagrou, Full Circle bebe da fonte de gigantes como Fleetwood Mac, Joni Mitchell e Neil Young. Para alcançar a textura hi-fi dos anos 70, o álbum foi gravado em fita com microfones vintage, preservando a espontaneidade da performance sem a “muleta” da edição excessiva do computador. Conexão com o Brasil e Marcos Valle Para o público brasileiro, o lançamento tem um sabor especial. Durante o processo de criação de suas novas músicas, Tom Misch esteve no Brasil para trabalhar com ninguém menos que o mestre da bossa nova e do jazz, Marcos Valle. Essa vivência tropical e rítmica ajudou a moldar a leveza de faixas como Red Moon e Sisters With Me, que trazem um groove mais profundo e orgânico. * 💿 Serviço: Tom Misch – “Full Circle” O álbum já está disponível em todas as plataformas de streaming e marca o retorno de um dos produtores mais influentes da década passada.