Nine Inch Nails e Boys Noize lançam o álbum “Nine Inch Noize”

O que acontece quando os arquitetos do rock industrial se encontram com o mestre do techno alemão? A resposta é “Nine Inch Noize”, um projeto colaborativo entre o Nine Inch Nails (NIN) e o produtor Boys Noize, que acaba de ser lançado globalmente pela Interscope Records. O álbum não é apenas uma coletânea de remixes, mas uma reconstrução sonora que funde a agressividade orgânica de Trent Reznor e Atticus Ross com a precisão sintética e o “punch” das pistas de Alex Ridha (Boys Noize). De “Closer” ao universo de Tron O repertório conta com dez faixas que atravessam diferentes eras da carreira de Reznor. Entre os destaques absolutos está a nova roupagem para Closer, que ganha uma batida de techno industrial implacável, e a versão de As Alive As You Need Me To Be. Esta última, parte da trilha sonora de Tron: Ares, chega ao álbum com o peso de ter vencido recentemente o Grammy. O disco também faz um aceno aos projetos paralelos de Reznor, incluindo uma releitura de Parasite, da banda How To Destroy Angels (projeto de Trent com Mariqueen Maandig e Atticus Ross). Atmosfera distópica Boys Noize, conhecido por seu som “sujo” e distorcido, provou ser o parceiro ideal para o NIN. O resultado é um disco que soa como uma trilha sonora para um futuro distópico, equilibrando momentos de pura catarse eletrônica com as paisagens sonoras sombrias que são marca registrada da banda norte-americana.

Tori Amos apresenta “Gasoline Girls” e antecipa novo álbum

A cantora Tori Amos liberou mais uma peça do quebra-cabeça de seu 17º álbum de estúdio. O single Gasoline Girls chega às plataformas via Universal/Fontana, consolidando a narrativa de In Times of Dragons, disco que tem lançamento mundial marcado para o dia 1º de maio de 2026. Dando continuidade aos singles Stronger Together e Shush, a nova faixa mergulha em um universo mítico onde o poder e a fuga se encontram. Em Gasoline Girls, Tori canta sobre uma gangue de motociclistas lésbicas que escolhem ser poderosas juntas. Sob o mantra “we will tend the fire” (“nós vamos manter o fogo aceso”), a música é um hino à solidariedade e à força coletiva. Piano, mitologia e ativismo Reconhecida por sua habilidade técnica no piano e por letras que desafiam estruturas sociais, Tori Amos utiliza o simbolismo das Gasoline Girls para marcar o momento em que a resistência ganha forma no álbum. A faixa equilibra a sofisticação harmônica de Tori com uma energia crua, quase cinematográfica, típica de suas composições mais conceituais. “In Times of Dragons” O novo álbum promete ser uma jornada através de tempos desafiadores, onde Tori atua como uma contadora de histórias que resgata o poder feminino e as alianças necessárias para a sobrevivência. A produção refinada reafirma por que ela continua sendo uma das artistas mais influentes das últimas décadas.

Ellen Oléria fecha projeto “Elas Cantam as Águas” com “Filha do Mar (Oh, Yemanjá)”

A cantora Ellen Oléria lançou Filha do Mar (Oh, Yemanjá), uma canção inédita composta por Gabriel Martins e Vitor Cheloni. A faixa encerra a sequência de lançamentos do projeto Elas Cantam as Águas, um EP que celebra o elemento água através das vozes femininas mais expressivas da nossa MPB. Interpretada com a veracidade e a intensidade características de Ellen, a canção evoca a força de Yemanjá como guia e proteção. A narrativa percorre a jornada de uma mulher que se reconhece e se transforma através do chamado do mar, utilizando metáforas como o “manto azul” e o “espelho” para reforçar a identidade e a elevação da história feminina. Sofisticação e ritualística A profundidade da gravação é ampliada pela presença delicada e expressiva de Thais Nicodemo ao piano. O arranjo, assinado por Gabriel Martins, cria uma base emocional que transita entre o íntimo e o ritualístico. Ellen Oléria, aclamada pela crítica por sua competência técnica e entrega emocional, transforma a composição em um verdadeiro chamamento ao despertar espiritual. Projeto “Elas Cantam as Águas” Lançado na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o EP reúne obras de Ivan Lins, Vitor Martins e do próprio Gabriel Martins. O repertório é um mergulho em diferentes estados da água, da chuva à cachoeira, do rio ao mar, interpretados por um time de peso:

Roberto Menescal e Muca anunciam o álbum “Beleza”

A Bossa Nova sempre foi um gênero de exportação, mas o que o produtor Muca e a lenda viva Roberto Menescal estão construindo vai além da simples influência. O projeto Beleza, com lançamento marcado para o dia 29 de maio de 2026, é uma colaboração profunda que utiliza o legado clássico de Menescal como base para diálogos com a vanguarda contemporânea de Londres e do Brasil. Para preparar o terreno, a dupla lançou dois singles que sintetizam essa proposta: Every Little Thing e Ladeira. Jazz de Londres encontra o balanço carioca Em Every Little Thing, a convidada é Sahra, estrela em ascensão da cena jazz do Reino Unido. A faixa é um deleite lúdico que cita Shakespeare e Wordsworth, embalada por um ritmo leve, intervenções de metais e uma guitarra fuzz com reverb que remete à suntuosidade da MPB clássica. A música conta ainda com Serra Petale (da banda Los Bitchos) nos bongos, reforçando o caráter multicultural da obra. “Eu me apaixonei pela bossa nova tudo de novo no Brasil em 2024. Gravar com uma lenda como Menescal é fazer parte da história”, celebra Sahra. Urbanidade e ancestralidade com Josyara Já em Ladeira, a Bossa Nova caminha em direção ao asfalto e à modernidade urbana. A faixa conta com os vocais marcantes de Josyara, artista baiana que traz sua sincopação única para o projeto. A letra mergulha na mitologia de Obá, utilizando referências afro-brasileiras para falar sobre sobrevivência, plenitude e a conexão com os mais velhos. Josyara revela que cantar a faixa foi um desafio: “Nunca tive uma relação íntima com a bossa nova, talvez por isso a gravação tenha ganhado outro contorno: o encontro de identidades e sotaques em reverência a uma brasilidade múltipla”. O que esperar de “Beleza”, de Roberto Menescal e Muca O álbum promete ser um mosaico de experiências. Muca, com sua visão de produtor habituado ao cenário global de Londres, consegue extrair de Menescal arranjos que respeitam o passado, mas que soam urgentes e novos. É a prova de que a “batida diferente” de 1958 ainda tem muito a dizer ao mundo em 2026.

Atheros lança “A Verdadeira Face” e reafirma força do groove metal em português

Após a boa recepção do single de estreia Inocentes, a banda catarinense Atheros está de volta com material inédito. O grupo disponibilizou em todas as plataformas de streaming a faixa A Verdadeira Face, um mergulho sonoro que une o peso do groove metal à clareza melódica do heavy metal tradicional, mantendo a aposta em letras autorais em português. Composta por Marco Bonetti, a música funciona como um alerta sobre a falsidade e a dissimulação. A letra aborda a importância de observar quem está ao nosso lado, confrontando discursos de fidelidade com ações pelas costas. Para a banda, o tempo é o juiz supremo que, inevitavelmente, revela a essência de cada indivíduo. Proposta sonora e produção Formada em 2022 em Jaraguá do Sul (SC), a Atheros é composta por Marco Bonetti (voz e guitarra), Rogerio Boddenberg (baixo) e Erick Bonetti (bateria). O trio busca um caminho sonoro próprio, privilegiando um trabalho orgânico e puro, fugindo de produções excessivamente digitais para preservar a energia da performance. A produção, engenharia e mixagem ficaram a cargo de Crisleison Ramos, no estúdio Crvtape, garantindo que a “cozinha” pesada de Rogerio e Erick servisse de base sólida para os riffs e as linhas melódicas de Marco. Futuro: álbum de estreia da Atheros A Verdadeira Face é mais um degrau na construção do primeiro álbum de estúdio da banda. O objetivo do trio é consolidar a Atheros como uma voz relevante no metal nacional, utilizando a música como ferramenta de transformação e reflexão sobre temas atuais e cotidianos.

Adrian Younge redefine o encontro entre Orquestra e Hip Hop em novo álbum

Existem artistas que fazem música e existem artistas que constroem mundos. Adrian Younge pertence ao segundo grupo. O compositor, produtor e multi-instrumentista de Los Angeles acaba de lançar sua obra definitiva: o álbum Younge. O disco é uma afirmação instrumental audaciosa que posiciona o artista como o elo perdido entre os grandes compositores de trilhas sonoras dos anos 70 e os produtores de hip hop contemporâneos. O álbum é uma homenagem consciente a gênios como Ennio Morricone, Lalo Schifrin e David Axelrod, visionários que criaram músicas cinematográficas que seriam, décadas depois, “escavadas” por produtores de rap para criar batidas atemporais. Em Younge, Adrian não apenas utiliza essas influências; ele as reconstrói do zero. Orquestra para o sample Diferente de uma orquestra clássica tradicional, as composições em Younge são modulares. Elas foram escritas com a mentalidade de um produtor que entende de sampling. São arranjos construídos sobre textura, tensão e espaço, convidando à reinterpretação. Tudo no álbum foi gravado de forma 100% analógica, em fita, no Linear Labs (estúdio de Younge em LA). Esse compromisso com o som “sujo” e quente da fita garante que o disco soe, ao mesmo tempo, como uma raridade descoberta em um sebo de 1972 e como algo futurista e inevitável. Legado Jazz Is Dead Adrian Younge também é conhecido por ser o cofundador do selo Jazz Is Dead, onde produz álbuns inéditos ao lado de lendas vivas do jazz. Essa experiência de “curadoria viva” transparece em seu novo trabalho solo, onde a sofisticação harmônica se encontra com o peso rítmico do hip hop. Ele é o compositor que pensa como produtor e o produtor que escreve como maestro.

30e assina exclusividade para shows no Maracanã

A 30e anunciou a assinatura de um contrato de exclusividade com o Maracanã. A partir de 1º de janeiro de 2027, a empresa será a responsável por gerir a agenda de espetáculos do estádio mais icônico do mundo, em uma parceria de cinco anos com o Consórcio Fla-Flu. Com este movimento, a 30e consolida uma “trindade” estratégica de venues no país, já que também opera a agenda de shows do Allianz Parque (São Paulo) e da Arena da Baixada (Curitiba). Na prática, isso cria uma rota integrada de alta performance para artistas nacionais e globais, facilitando a logística de grandes turnês em estádios no Brasil. Futebol e música em harmonia com parceria entre 30e e Maracanã Um dos pilares do acordo é a otimização do calendário. A 30e trabalhará junto à administração do Maracanã para garantir que os megashows não interfiram no calendário esportivo. “O Maracanã é um símbolo do entretenimento brasileiro. Esta parceria nos permite um planejamento de longo prazo inédito”, afirma Pepeu Correa, CEO da 30e. O que vem por aí em 2026? Embora o contrato de exclusividade comece em 2027, a 30e já tem dois eventos históricos confirmados no “Maraca” para o segundo semestre de 2026:

O Boto apresenta o single solar “Jah Eu (Um Pouco de Sol)”

A banda paulistana O Boto deu mais um passo importante em direção ao seu primeiro álbum de estúdio, intitulado Diferente de Ninguém. O grupo lançou na última sexta-feira (17) o single Jah Eu (Um Pouco de Sol), uma faixa que funde com precisão o rock alternativo ao groove do reggae, completa com arranjos de metais que dão um brilho especial à composição. A letra, escrita pelo vocalista João Pedro Rydlewski, mergulha nas complexidades das relações contemporâneas, usando a natureza como metáfora para a instabilidade e os ciclos de entrega entre duas pessoas. “A música vem desse lugar de se dar por inteiro enquanto o outro muda o tempo todo”, revela o cantor. Simplicidade e pequenos gestos no trabalho de O Boto Um dos destaques da canção é a sua capacidade de encontrar poesia no cotidiano. Versos como “Eu só preciso te lembrar de beber água, porque flor que nem você não precisa de mais nada” traduzem o cuidado nos pequenos detalhes, enquanto o refrão aponta para o essencial: o sol e o afeto. O quarteto, formado por João Pedro (voz), Lucas Benez (guitarra), Felipe Troccoli (baixo) e Gabriel Brantes (bateria), consolida uma identidade que bebe de fontes sagradas da música brasileira e internacional, como Jorge Ben Jor, Red Hot Chili Peppers e Lagum.

Mari Romano explora a zamba argentina no single “Sentimento e Nada”

Durante sua vivência na Argentina, a artista Mari Romano descobriu que o samba deles não é como o nosso, nem se escreve igual. A zamba, ritmo do folclore rural argentino popularizado por ícones como Mercedes Sosa, tornou-se o alicerce para Sentimento e Nada, o novo single da cantora e produtora que antecipa o álbum Além da Pele. Diferente do balanço do samba brasileiro, a zamba traz uma percussão mais terrosa e cadenciada. Mari utilizou essa base para refletir sobre a modernidade, inspirada pelos documentários de Adam Curtis, criando uma faixa que equilibra o orgânico e o sofisticado. Poder dos sopros e o “Sway” instrumental O grande destaque de Sentimento e Nada é o seu desfecho. A música se expande em um longo trecho instrumental, construído em camadas progressivas de sax tenor, trompete, trombone, clarinete e flauta transversa. Mari Romano assina todos os arranjos de sopro, que foram interpretados pelo experiente trio Copacabana Horns (Marlon Sette, Diogo Gomes e Jorge Continentino) e pela flautista Aline Gonçalves. “Eu sempre imaginei esse final como um ‘sway’, um balanço que vai de um lado para o outro. Quando você entra nessa sensação, dá vontade de ficar ali, nesse fluxo, sem pressa de terminar”, revela Mari. Mosaico de experiências O novo single dá continuidade à narrativa aberta por lançamentos anteriores como Mosquito, Maluco da Retronoia e Tudo Errado. O álbum Além da Pele se desenha como um mosaico emocional e polirrítmico, contando com um time de músicos de elite, incluindo Jeremy Gustin (bateria), Guilherme Lirio (baixo) e Thomas Jagoda (sintetizadores).