Gu Andersen convida Bells para o single “Tô Te Esperando pra Dançar”

Gu Andersen aproveita o sucesso de Quando A Gente Sente, seu single anterior, para lançar uma nova faixa em parceria com Bells, que conta com mais de 1,3 milhão de plays em Caminhada e participa do coletivo Reggae Brazuca. A nova faixa, Tô te Esperando pra Dançar, que acaba de chegar em todos os apps de música, é mais uma prévia de seu primeiro álbum, As Minhas Armas São Flores. A produção ficou a cargo de Bruno Dupre, vocalista da banda Brasativa e produtor, que tem em seu currículo trabalhos com Maneva, Rael e Viegas. Com uma sonoridade de reggae dos anos 90, a música é inspirada em Lady (Aco 1045), da banda de reggae Mano Bantu, e conduz o ouvinte em uma jornada prazerosa e dançante, levando os sentidos de quem der play a uma viagem aconchegante e falando sobre o que o músico ama cantar: amor. “Tô Te Esperando Para Dançar é mais que uma música, é uma experiência emocional e sensorial em movimento. Ela revela o diálogo íntimo de um casal durante a espera, a chegada e a dança, que simboliza a decisão de seguirem juntos no amor. É uma canção extremamente dançante e gera fácil identificação no ouvinte, carregando em si um astral vibrante, encorajador e gostoso de sentir”, revelou. Sobre a escolha de Bells para o feat, ele pontuou que a parceria aconteceu com a ajuda de Dupre e que sua versatilidade vocal chamou muito a atenção, tornando-se uma escolha óbvia para integrar a faixa: “Eu já tinha ouvido falar dela e já tinha escutado algumas de suas canções, as quais curti bastante. Além disso, sua versatilidade e talento para cantar me chamaram atenção e, somados ao seu maravilhoso timbre, senti que teria que ser ela depois de levantar algumas opções. E, para a minha sorte, meu produtor, Bruno Dupre, está produzindo também o novo álbum da Bells e foi ele que fez a ponte de contato entre nós. Foi um grande presente do universo conspirando ao meu favor para que isso acontecesse. Bells é cheia de energia, focada, carismática, generosa e contribuiu muito com sua visão de artista para esta canção”, pontuou. André de Almeida Mitsuoka, no trombone, e Eduardo Ferreira de Oliveira, no trompete, participaram da composição das linhas dos metais, que dominam de forma brilhante. Ambos já tocaram com Natiruts e outras bandas expoentes no Brasil. “Acredito que a maioria das pessoas que já viveu um amor intenso, em algum momento da relação, teve que tomar uma decisão importante sobre continuar ou terminar. Essa canção, de uma forma enérgica e muito viva, tem o poder de encorajar as pessoas a agirem diante de dúvidas, incertezas e inseguranças na vida a dois. Compondo essa música, já tinha em mente convidar uma cantora para um feat, e o universo me trouxe a queridíssima Bells, que adicionou um toque especial à canção com sua voz e interpretação incríveis”, contou.
Áurea Semiseria mostra toda a sua essência com o single “Big Mama”

A rapper Áurea Semiseria lançou o single Big Mama em todos os apps de música, produzido por El Lif, que já trabalhou com Juyê em Do Desespero Ao Amor, além de contar com a produção musical da própria artista. A faixa explora todos os seus lados enquanto humana e o contraste com sua personalidade em suas rimas, como ela conta. “Sempre fui vista como uma figura fofa e meiga, mas quando rimo, as pessoas se perguntam: ‘Isso tudo tá mesmo saindo da boca dessa querida?’ ‘Big Mama’ mostra que sim!”. A composição da faixa iniciou em 2018, após algumas reflexões da artista sobre estatísticas da população e da sociedade. O resultado foi além do autoconhecimento e vem com uma pitada especial a cada play, já que “não é todo dia que nasce uma Semiseria”, como diz a própria rapper. As inspirações que ela compartilha para a faixa impactaram os versos de algumas maneiras diferentes. “‘Big Mama’ é uma mescla de três figuras diferentes que fazem parte de mim de diferentes formas. Primeiro, minha mãe, uma mulher incrível que sempre levou a vida com alegria e amor, todo mundo ama Ana Semiseria. Depois, uma personagem de um filme do início dos anos 2000 que marcou minha infância, uma mulher engraçada e inspiradora. E claro, The Notorious B.I.G., que influenciou muito a minha escrita e minhas linhas mais debochadas, falar a verdade contando a minha história”, revelou. O single chega para ser o carro-chefe do EP Semiseria, com sete faixas, entre elas, três parcerias: uma com Iza Sabino, outra com Una e uma terceira com Big Black, além de ter quatro beatmakers à frente do projeto: Mu540, ÉOCROS, El Lif Beatz e Apoema. “O EP Semiseria é um grande passo na minha carreira, sendo o segundo trabalho num espaço de sete anos, onde passei por mudanças estéticas e dificuldades para ser lançado. Hoje, o mercado musical é muito complexo, e artistas independentes estão tendo dificuldades para apresentar seus trabalhos, mesmo com a ajuda da internet”.
GuardaMar, rock alternativo de Sergipe, fala de distância e saudades em ‘Sina’

A GuardaMar, banda de rock alternativo criada em Aracaju (Sergipe) em 2022, retomou os lançamentos com o single Sina, o quarto da carreira, que fala de um sentimento universal e plural: a saudade. Sina é uma canção da GuardaMar escrita por Mairon Goes, que fez parte da primeira formação da banda como vocalista. A canção reflete sobre algo que muita gente sente, a saudade de alguém que passou pela sua vida e não está mais, um apelo emocional a alguém que se foi e a cada dia se afasta ainda mais. O eu-lírico enxerga a sua situação literalmente como uma “sina” da qual não consegue se livrar e busca desesperadamente chamar a atenção do “seu amor” para que assim possam voltar a viver os momentos felizes que compartilharam, pois se sente insuficiente sozinho. A parte instrumental da música foi inspirada em como uma onda, que começa calma no oceano, vem se construindo e termina quebrando na praia. O início da canção teve referências de músicas como It was a good day, do Ice-T, City Pop Japonês e bandas como A-Ha e Tears for Fears. Já do meio pro final, a GuardaMar assume suas influências mais pesadas. GuardaMar hoje é Franklin Sobrinho (Vocal), Deyvisson de Oliveira (Guitarra), Rooney Aciole (Guitarra) e Daniel Bitencourt (Baixo). A primeira formação contava ainda com Mairon como co-vocalista e compositor e Jonh Lucas na bateria. A banda nasceu da necessidade que seus integrantes tinham de se expressar musicalmente. A princípio tinha como referências da música dos anos 80 aos anos 2000. Contudo, com o passar do tempo e com as referências introduzidas de forma natural por cada integrante, a banda passou a possuir uma característica muito própria, passando por uma mudança drástica em sua forma de tocar, compor e produzir. “Como músicos buscamos nos conectar com as pessoas e trazer esse espírito de comunidade e liberdade e aceitação que é tão importante no Rock e que de certa forma foi dissipado com o tempo. Sentimos a música como o ponto de união de pessoas para fazer amigos, se divertir, dançar e essencialmente serem quem são”, eles destacam sobre a gênese da GuardaMar. Atualmente o objetivo da banda é produzir o primeiro álbum e trazer ao público de forma concreta o som e a estética que representam a mensagem que a banda quer passar, e que foram desenvolvidos ao longo desses dois anos juntos. As principais influências do quarteto sergipano é Stone Temple Pilots, Alice in Chains, Teenage Wrist, Mac DeMarco, Future Islands, Turnstile, Aha, Tool, Pitty, Scalene e Engenheiros do Hawaii. Os assuntos de suas canções são os mais variados: o amor, algumas sátiras, críticas sociais e temas como evolução pessoal, tudo cantado em português.
Ghost lança a trilha sonora do longa “Rite Here Rite Now”; ouça!
Agora em dupla, Hinds revela single “Superstar”

A dupla Hinds, radicada em Madri, composta por Carlotta Cosials e Ana Perrote, lançará o álbum Viva Hinds em 6 de setembro via Lucky Number. A banda fez uma prévia do disco com uma série de singles iniciais, incluindo Boom Boom Back com Beck, Coffee e seu primeiro single em espanhol En Forma. Agora, Hinds retorna com outro single, Superstar, que vem acompanhado de um videoclipe dirigido pela dupla. A música é suave e delicada antes de explodir em um grito de guerra poderoso, ainda que raivoso: “Good job/ Now you’re a local superstar/ That only hangs with superstars/ Carrying the weight of all that fame!/ Carrying humanity’s joy and pain.” “Superstar fala sobre a decepção e a dor que você sente quando alguém que você ama profundamente desaparece sem nenhuma explicação”, diz Hinds. “Você se sente inútil, começa a pensar que nunca conheceu realmente aquela pessoa e questiona o passado que compartilha, e se o que você lembra realmente aconteceu. É difícil deixar as pessoas irem embora, mas escrever essa música ajudou. As pessoas precisam de uma conclusão, e essa música é nossa.” Pouco depois da estreia da banda, há dez anos, elas enfrentaram o que parecia ser um obstáculo intransponível: tiveram que mudar seu nome de Deers para Hinds por motivos legais. Mas, quando os fãs começaram a cumprimentá-los nos shows gritando “¡VIVA HINDS!”, a banda logo percebeu que o que inicialmente parecia um fim era, na verdade, apenas o começo. Avançando para 2023, Viva Hinds foi escrito pelas fundadoras, vocalistas, guitarristas e compositoras da banda, Carlotta Cosials e Ana Perrote, após uma série de términos. Elas chegaram a um impasse criativo após o lançamento de seu álbum de 2020, The Prettiest Curse, e o baixista e o baterista decidiram, de forma devastadora, deixar a banda. Elas também se separaram de sua equipe, perderam a receita das turnês devido ao lockdown e ficaram sem gravadora pela primeira vez. Mas quando Perrote e Cosials se reuniram para escrever novamente, ficou claro que sua conexão, tão especial que eles se consideram “milionárias na amizade”, seria tudo o que precisavam para superar a situação.
Chico Chico lança single “Terra à Vista”; ouça!

Um dos artistas mais inspiradores da geração, Chico Chico aos poucos vai revelando seu novo álbum, um marco em sua carreira, fruto de seu trabalho com o produtor Pedro Fonseca, que vem acompanhado Chico há um tempo, tendo inclusive produzido o EP Espelho, lançado em 2023. Segundo single de Estopim, Terra à Vista é uma parceria de Chico Chico com Sal Pessoa e João Duarte, com arranjos de metais grandiosos assinados pelo mestre Marlon Sete e outros elementos trazendo um clima de mar. “Quando ouvi a primeira vez imaginei um cenário de uma ilha, uma cena com piratas. Ele está falando para hastear a bandeira da paz que a amada dele está vindo no barco, né? Aí quis trazer esse contexto, essa atmosfera. No meio da música rola um solo de trompete simulando um barco, boto até uns efeitos sonoros para colaborar com esse ambiente”, aponta o produtor Pedro Fonseca. Chico Chico lançou recentemente o single Toada e lança Estopim dia 30 de agosto pela gravadora Deck.
Exclusive Os Cabides lança segundo disco com o humor como identidade sonora

Cenários improváveis, objetos inanimados, répteis e animais marinhos: no universo musical (e visual) dos Exclusive Os Cabides tudo pode ganhar vida – mas só se tiver graça. Com dez faixas, o grupo de Florianópolis constrói o álbum Coisas Estranhas, o segundo de sua discografia. “O disco nasceu a partir dos ensaios e dos shows. Percebemos que as músicas novas que estávamos fazendo estavam formando um bloco que fazia sentido. Quase todas têm um tema estranho ou inusitado. E a foto da capa do disco nos influenciou desde o início, inspirando o nome do álbum. Coisas Estranhas retrata um universo visual, e foi esse universo que formou o disco”, conta João Paulo Pretto, vocalista e guitarrista da banda que também é formada por Antônio dos Anjos (voz e percussão), Eduardo Possa (guitarra), Jean Lucas (baixo) e Carolina Werutsky (bateria). Donos do hit Lagartixa Tropical, que viralizou no TikTok em 2023, e que agora ganha nova versão com um coro formado por crianças de 10 a 12 anos, eles criam uma espécie de rock humor que bebe da fonte de influências de nomes como Pixies, Pavement e Flaming Lips, sem deixar de soar autêntico – e brasileiro. Sobre o processo de gravação que durou cerca de 30 dias no estúdio Ouié na Praia da Armação, em Florianópolis, João Paulo Pretto conta que “aconteceu majoritariamente aos finais de semana, com alto valor etílico, jogos de futebol, piadas ligeiramente ofensivas e um verão bem quente”. Ao lado da banda, participaram Marcelo Portela, Pulgas RockBand, Bibiana Graeff, Victoria Pretto, Maitê Fontalva Oliveira, Marcio Bicaco, Paulo Costa Franco e Yusanã Mignoni. Além, é claro, das 220 pessoas que fizeram parte da campanha de financiamento coletivo que aconteceu durante o ano de 2023, tornando possível a gravação do disco. A produção musical é assinada por Paulo Costa Franco, que comenta: “Esse foi o álbum para o qual dediquei mais tempo entre todos que já fiz. Vários elementos me agradam: os estilos variados, as letras em português, o som com saturação de válvulas e microfones de fita… Nunca escuto referências quando gravo ou mixo, porque me ajuda a prestar mais atenção no som e criar uma imagem sonora na cabeça. Funciona como a pintura de um quadro, uma textura que leva à próxima decisão de cor”. Escute o novo álbum do Exclusive Os Cabides
João Gordo lança versão punk rock de clássico de Caetano Veloso

O vocalista e ícone do punk João Gordo (Ratos de Porão) lançou uma versão da música Atrás do Trio Elétrico. A canção, de autoria de Caetano Veloso, foi lançada originalmente em seu álbum homônimo de 1969. A versão de João Gordo reinterpreta a energia original da música, transformando em uma versão punk rock intensa. O lançamento é o segundo single da continuação do Brutal Brega, projeto que se iniciou na pandemia em parceria com o produtor Val Santos (Toyshop). O primeiro disco do projeto, lançado em 2022, é um divertido tributo à música “brega”, com versões de clássicos de artistas como Sidney Magal e Reginaldo Rossi. Agora, João e Val preparam um segundo disco, dessa vez um tributo à MPB. Com lançamento ainda em 2024, o disco incluirá versões de canções de artistas como Caetano Veloso, Belchior, Luiz Gonzaga e muitos outros. Em maio, foi lançado o primeiro single do disco, uma versão de Coroné Antonio Bento, clássico que ficou famoso na voz de Tim Maia. A versão acompanha também um clipe dirigido por Raul Machado, e inclui uma mensagem de áudio do próprio Caetano, reagindo à versão de sua música. O primeiro álbum do Brutal Brega já está disponível em todas as plataformas, e em CD via Wikimetal Store.
Rod Krieger lança a hipnótica Este Comboio Não Para em Arroios

“A maioria dos artistas que me inspiram, ou me influenciaram de alguma forma, já tiveram músicas instrumentais, e alguns deles já até se arriscaram a compor álbuns. E este é um caminho que estou a trilhar, passo a passo”, comenta Rod Krieger que lançou a música Este Comboio Não Para em Arroios, segundo single do disco A Assembleia Extraordinária, após Cai o Sol e Sobe a Lua, lançado em maio. A canção instrumental segue uma tradição, uma vez que Raio, também foi single do álbum que marcou a estreia solo, A Elasticidade do Tempo (2020). E desta vez vem com uma mensagem que marcou um período da vida do artista. “Este comboio não para em Arroios” era uma frase repetida todas as vezes que o metrô passava pela estação de Arroios, em Lisboa, que naquele momento estava interditada para obra. Era pré-pandemia, uma outra realidade. E foi quando a faixa ganhou os seus primeiros acordes”, explica. “Lembro de quando comecei a esboçar a música, recém tinha montado a minha banda, ainda em Lisboa. Depois de quinze anos como baixista, foram os primeiros ensaios de volta ao meu instrumento de origem, no caso a guitarra. O volume dos instrumentos era muito alto e isso colaborou para que nascessem canções mais pesadas”, completa Krieger. “Nesta época, o disco que fazia a trilha sonora das minhas caminhadas até o estúdio era A Página do Relâmpago Elétrico, do Beto Guedes e o Com Uma Viagem na Palma da Mão, do Jorge Palma, dois álbuns que influenciaram todo este meu momento. E numa dessas idas e vindas aos ensaios, peguei o celular do bolso e gravei a voz que tanto ressoou nos meus ouvidos”, conta. No fim, a canção acaba por marcar a mudança de Lisboa para o Sobral do Parelhão, aldeia no oeste português onde o álbum foi registado e finalizado. “E a partir do momento que me mudei de Lisboa, a frase fez ainda mais sentido, pois a linha de trem da imagem da capa do single – no caminho entre Sobral do Parelhão e Bombarral – realmente não para em Arroios”, comenta Rod Krieger.