Tom Ribeira encanta com o lançamento do seu primeiro EP, “Pedaço”

Uma das vozes mais promissoras e cativantes da nova cena musical brasileira, Tom Ribeira lançou nesta sexta (6) o seu primeiro EP de estúdio, batizado de Pedaço. Com mais de 400 mil seguidores nas redes sociais e uma comunidade digital extremamente fiel, o cantor e compositor de 24 anos entrega um recorte íntimo e plural que traduz a sua geografia do afeto. O trabalho tem a MPB como fio condutor, mas passeia com maestria por paisagens sonoras contemporâneas desenhadas com samba, bossa nova, pop e forró. De Botucatu para os palcos de Paris A jornada de Tom é digna de filme. Nascido em Botucatu, no interior de São Paulo, ele evoca em seu lirismo a simplicidade e o apreço por suas raízes. A faixa Botucatu, por exemplo, é uma celebração poética da terra natal, citando o Rio Lava-Pés e a Cuesta, mas expandindo o sentimento para a universalidade da experiência latino-americana. Essa quebra de fronteiras não é apenas poética. Em 2022, o artista deixou o interior paulista para fazer um mochilão na Europa e, poucos meses depois, já estava se apresentando em palcos históricos de Paris, como o La Cigale e o L’Elysée Montmartre. Sua sonoridade remete à tradição de mestres como Dorival Caymmi e Cartola, flertando com a suavidade de Gal Costa e o experimentalismo de Itamar Assumpção. Faixa a faixa de “Pedaço”, do Tom Ribeira Gravado após um ano de intensa imersão criativa e produzido por Breno Viricimo, o disco traz composições que transitam entre o particular e o universal:

Juvi lança o denso álbum “O Sonho da Lagosta”

Quem conheceu Juvi apenas pelos seus vídeos virais nas redes sociais está prestes a ser atropelado por uma avalanche sonora de altíssima qualidade. A cantora, compositora e multi-instrumentista consolida de vez o seu nome na cena musical brasileira com o lançamento do álbum de estúdio O Sonho da Lagosta, via gravadora Deck. O projeto marca uma ruptura brutal, e muito bem-vinda, em relação aos seus trabalhos anteriores. Sai o humor como fio condutor e entra uma sonoridade orgânica, crua e levada a sério. Complexo de lagosta e a atitude punk de Juvi O conceito por trás do disco é fascinante. O título é inspirado no “complexo de lagosta”, uma metáfora da psicanálise que traça uma analogia sobre a vulnerabilidade e a transformação. Assim como o crustáceo precisa quebrar e abandonar o próprio exoesqueleto apertado (ficando totalmente exposto) para conseguir crescer, o ser humano também precisa de rupturas para evoluir. O álbum é exatamente sobre isso: recomeços. E Juvi não poupa ninguém. Com um discurso que beira a acidez do punk, ela disseca relacionamentos amorosos, dramas familiares e as complexidades das amizades. “É um álbum em que eu me mostro como guitarrista e vocalista. Toquei todos os instrumentos, tem menos efeitos na voz e muitos arranjos instrumentais. É um disco mais sério, o humor aparece como um acidente, não como fio condutor”, afirma a artista. Caldeirão psicodélico Musicalmente, O Sonho da Lagosta é uma viagem. Juvi misturou a grandiosidade do rock psicodélico de lendas como Pink Floyd, Frank Zappa e Cream, com referências quentes da música latina, que vão desde a loucura de Ca7riel & Paco Amoroso até a genialidade de Tom Zé e Fito Páez. O resultado é um disco com forte presença de percussão, efeitos analógicos e delays imersivos. O trabalho, que já havia sido antecipado em janeiro pelo ótimo single tá na hora de terminar, guarda ainda uma surpresa de peso no repertório: uma releitura visceral de Essa Noite Não (clássico de Lobão), a única faixa do disco que não leva a assinatura autoral de Juvi.

Amorphis anuncia três shows no Brasil em outubro

Celebrando uma das fases mais ambiciosas e expansivas de sua carreira, a instituição finlandesa do metal Amorphis confirmou três apresentações no Brasil em outubro de 2026. Os shows fazem parte da turnê mundial que promove Borderland, álbum de estúdio lançado pelo grupo em 2025. O itinerário da banda pelo país passará pelas seguintes capitais: Era “Borderland” e a mitologia nórdica Famoso por sua fusão impecável de metal melódico com paisagens sonoras progressivas, o Amorphis consolidou uma nova e poderosa etapa artística com Borderland. Concebida para traduzir todo o universo lírico e pesado do disco para os palcos, a nova turnê aposta em uma experiência ao vivo absurdamente imersiva. Os fãs podem esperar por ambientações visuais inspiradas na mitologia, na natureza e na melancolia nórdica. O setlist promete ser um presente para os fãs de longa data, equilibrando os clássicos absolutos de uma carreira que já ultrapassa três décadas com os arranjos expandidos das composições mais recentes. Conexão com o Brasil Não é segredo para ninguém que o Amorphis possui uma relação fortíssima com o público brasileiro. Construída ao longo de décadas de turnês regulares e presenças constantes em grandes festivais, a afinidade musical da banda encontrou no Brasil um dos mercados mais fiéis e receptivos do mundo para o metal progressivo e melódico. 🎫 Serviço: Amorphis no Brasil A realização é da Bangers Open Air com produção da Honorsounds. Garanta o seu ingresso nos links oficiais: 📍 Curitiba (PR) 📍 Belo Horizonte (MG) 📍 São Paulo (SP)

Adrian Younge lança o imersivo single “Visual Assault”

O genial compositor, produtor e multi-instrumentista de Los Angeles, Adrian Younge, entregou uma verdadeira obra de arte em formato de áudio. Ele liberou nas plataformas digitais o intenso single Visual Assault. A faixa é uma das peças centrais que antecipam o seu aguardado novo álbum, batizado simplesmente de YOUNGE, com lançamento mundial marcado para o dia 17 de abril de 2026 pelo selo Linear Labs. Hip hop encontra a música clássica Totalmente instrumental e gravado de forma orgânica em fita analógica, o novo projeto se apresenta como a magnum opus de Younge: um manifesto orquestral inteiramente pensado a partir da lógica de batidas e samples do hip hop. Escrito sob a perspectiva de um produtor contemporâneo, mas com a disciplina e o rigor da música clássica e cinematográfica, o disco YOUNGE funde orquestrações expansivas, seções rítmicas ao vivo e guitarras estouradas em fuzz. Arranjado e regido pelo próprio artista, o álbum combina uma orquestra de 30 músicos com sua banda base. O resultado evoca a tradição de lendas como Ennio Morricone e Lalo Schifrin, soando exatamente como uma trilha sonora perdida de um filme policial dos anos 1970, mas reimaginada para os ouvidos atuais. Tensão de Adrian Younge em “Visual Assault” O novo single, Visual Assault, abre-se como um confronto direto. A introdução traz uma bateria sincopada, baixo pesado e um synth cortante, estabelecendo uma atmosfera de absoluta inquietação enquanto os metais e as cordas trocam frases curtas. No meio da música, a estrutura sufocante se rompe e se expande em uma passagem melódica em tom maior, um momento de clareza que logo é engolido novamente pela tensão, reforçando o contraste arquitetônico da faixa.

Mari Romano lança o divertido single “Maluco da Retronoia”

Quem nunca mandou uma mensagem para um amigo e, ao demorar para receber a resposta, começou a criar mil teorias da conspiração na cabeça? É exatamente sobre esse estado de desconfiança e ansiedade moderna que a compositora, arranjadora e produtora musical carioca Mari Romano canta em seu mais novo single, Maluco da Retronoia. A faixa é a segunda amostra do seu aguardado novo álbum de estúdio, Além da Pele, sucedendo o single Tudo Errado (lançado no fim de janeiro). Origem inusitada da “Retronoia” Usando o humor de forma inteligente, Mari transforma a paranoia do dia a dia em um samba experimental delicioso. A inspiração para a faixa surgiu de uma situação real e cômica com um amigo. “Eu tinha saído com amigos e voltei pra casa com aquela sensação meio paranoica de que talvez um amigo tivesse ficado chateado comigo. Mandei mensagem pedindo desculpas e ele respondeu: ‘Que isso? Você tá na maior retronoia, relaxa!’. Eu estava com o violão no colo e respondi gravando um áudio cantando: ‘Maluco da retronoia…’. Quando vi, a música já existia, e eu adorei justamente esse jeito torto, meio deslocado”, diverte-se a artista. Produção refinada de Mari Romano Depois de anos dedicados a uma carreira brilhante como editora de som e sound designer em podcasts de destaque no Brasil e no exterior, Mari retorna à música autoral assumindo o protagonismo criativo absoluto: ela assina a produção, os arranjos e a direção musical. A sonoridade de Maluco da Retronoia ganha contornos geniais com participações de peso. A percussão é assinada pelo saudoso Zero Awá, mestre do samba falecido em 2024, membro fundador da Orquestra Imperial e um produtor extremamente inventivo. Para completar a atmosfera vibrante, o sax tenor de Jorge Continentino funciona como uma resposta melódica irresistível ao canto de Mari.

Di Ferrero anuncia show acústico e intimista em São Paulo

O cantor Di Ferrero anunciou uma apresentação em formato acústico no Teatro Bradesco, em São Paulo, marcada para o dia 9 de maio (sábado). A noite foi desenhada meticulosamente para aproximar o artista de seu público em um clima imersivo, orgânico e carregado de emoção. Sucessos solo e a nostalgia do NX Zero Acostumado a comandar multidões e a pular nos palcos dos maiores festivais do país, Di Ferrero propõe agora uma experiência diferente, calcada na força da interpretação vocal e na pureza dos instrumentos desplugados. O repertório promete ser um passeio completo por sua trajetória. Os fãs podem esperar por novos arranjos para faixas da sua elogiada carreira solo, como Intensamente, Além do Fim e Unfollow, além de, claro, clássicos absolutos da era NX Zero que marcaram uma geração inteira. “É um show intimista, parecido como tocar em casa e um pouco mais livre do que estou acostumado. A minha intenção era criar um cenário mais orgânico, para o público ouvir e cantar junto”, comenta Di. 🎫 Serviço: Di Ferrero (Acústico) em SP Os ingressos já estão à venda e, por se tratar de um teatro com lugares marcados e capacidade limitada, a dica é não deixar para a última hora!

Eskröta e MC Taya unem forças na “Mantra Tour”

Duas das forças mais criativas e viscerais da nossa cena atual, Eskröta (um dos maiores expoentes do thrash metal nacional) e MC Taya (que injeta a estética do funk, rap e trap nas veias do nu metal), anunciaram uma parceria inédita para a estrada: a Mantra Tour. A excursão conjunta começa logo no início de março e vai incendiar os palcos de mais de 10 cidades, espalhadas por quatro estados brasileiros. Origem do “Mantra” de Eskröta e MC Taya O conceito da turnê não surgiu do nada. Ela nasce como um desdobramento natural e explosivo do feat Mantra, faixa presente no aclamado álbum Blasfêmea (lançado no ano passado pela Deck), da Eskröta. A parceria, que já havia rendido momentos memoráveis em aparições esporádicas nos palcos, agora ganha uma estrutura própria. Na Mantra Tour, as duas bandas apresentam shows que dialogam e se complementam de forma brutal, jogando no mesmo caldeirão referências do metal extremo, hardcore, trap e funk brasileiro. Protagonismo feminino em alta voltagem Mais do que uma simples sequência de apresentações, a Mantra Tour se propõe como um verdadeiro manifesto artístico de atitude. O encontro evidencia a potência criativa da música pesada brasileira e, acima de tudo, reforça o merecido protagonismo feminino dentro de uma cena que, por muito tempo, foi dominada por homens. * 🎫 Datas da Mantra Tour (2026)

Lollapalooza Brasil 2026 divulga esquema oficial de transportes com metrô 24h e transfer

A contagem regressiva para a 13ª edição do Lollapalooza Brasil está na reta final, e a organização do festival divulgou o guia definitivo para você planejar a sua ida e volta do Autódromo de Interlagos com tranquilidade. Como de costume, as ruas no entorno do Autódromo terão acesso rigorosamente restrito, com bloqueios para motos, carros particulares e até veículos de aplicativo. A regra de ouro é: use o transporte oficial ou público. Para garantir que o público não passe perrengue, o evento firmou uma megaoperação com a ViaMobilidade, ViaQuatro, TIC Trens, CPTM e Metrô. Confira abaixo as melhores opções para o seu trajeto: 🚇 Metrô e trem 24 horas A clássica e econômica Linha 9-Esmeralda segue como a rota principal de chegada, sem necessidade de compra antecipada de bilhetes especiais. O grande diferencial deste ano é o funcionamento em esquema 24 horas a partir de sexta-feira. 🚄 Trem Expresso (sem paradas) Quer fugir das baldeações e vagões lotados? O Trem Expresso da ViaMobilidade é a solução. O serviço terá partidas a cada 30 minutos das estações Pinheiros e Morumbi, indo direto (sem paradas) até a Estação Cidade Dutra, que fica a apenas 4 minutos de caminhada do Portão G do festival. 🚌 Lolla Transfer Para quem busca o máximo de conforto, o Lolla Transfer é o único serviço de ônibus executivo oficial que possui permissão para embarcar e desembarcar os fãs dentro do Autódromo de Interlagos. Os veículos são climatizados, possuem assentos reclináveis e banheiros. São oito pontos de embarque espalhados por pontos estratégicos de São Paulo, ABC e Campinas, incluindo hotéis da rede Ibis, Transamerica Congonhas, Holiday Inn Anhembi e Praça Armando de Sales Oliveira (Ibirapuera).

Arnaldo Antunes anuncia show com Marisa Monte, Ana Frango Elétrico e Vandal em SP

O ex-Titã Arnaldo Antunes anunciou um show inédito e histórico no Espaço Unimed, em São Paulo, marcado para o dia 22 de maio (sexta-feira). Para celebrar a turnê do seu disco mais recente, Novo Mundo (2025), o cantor e poeta convidou ninguém menos que Marisa Monte, Ana Frango Elétrico e Vandal para dividirem o palco. A noite será registrada para dar origem a um álbum ao vivo e um projeto audiovisual. Peso de “Novo Mundo” e o palco visual de Arnaldo Antunes Se nos últimos anos Arnaldo excursionou com o espetáculo intimista Lágrimas no Mar (ao lado do pianista Vitor Araújo), a fase Novo Mundo traz uma sonoridade muito mais pesada, dançante e urgente, refletindo as angústias dos tempos atuais. Acompanhado de uma banda espetacular, que conta com nomes como Curumin (bateria) e Kiko Dinucci (guitarras), Arnaldo traz um show com direção artística de Batman Zavareze. Esqueça os tradicionais painéis de LED: a cenografia aposta pesado em luzes e lasers como elementos narrativos, criando atmosferas e sombras que “dançam” com as canções. Setlist imprevisível “Poder celebrar esse momento juntando pela primeira vez no palco Marisa, Ana e Vandal, artistas que participaram do álbum, é motivo de imensa gratificação e alegria”, conta Arnaldo Antunes. * 🎫 Serviço