Laufey confirma show único no Espaço Unimed em São Paulo

A artista islandesa-chinesa Laufey, vencedora do Grammy, confirmou seu show solo em São Paulo para o dia 9 de setembro de 2026, no Espaço Unimed. Conhecida por sua habilidade técnica no piano e violoncelo e por uma voz que remete às grandes divas da era dourada do jazz, Laufey se tornou um fenômeno global. Com mais de 4,25 bilhões de streams, ela transformou o que poderia ser um nicho em um movimento cultural vibrante, liderando as paradas de jazz e encantando multidões com sua estética autêntica. Novo capítulo com “A Matter of Time” O show brasileiro integra a fase de divulgação de seu terceiro álbum, A Matter of Time. Após o sucesso estrondoso de Bewitched, que lhe rendeu o Grammy de Melhor Álbum Pop Vocal Tradicional, Laufey decidiu romper com as expectativas que ela mesma criou. O novo trabalho traz um som mais transcendental, com composições que buscam uma honestidade brutal e arranjos que equilibram a formação clássica com a sensibilidade pop moderna. Como parte de seu compromisso social, a artista confirmou que 1 dólar de cada ingresso vendido será destinado a apoiar programas de orquestras juvenis e iniciativas de educação musical, reforçando o papel da música como ferramenta de transformação. Ascensão de uma artista singular A trajetória de Laufey é meteórica. Formada na prestigiada Berklee College of Music, a artista deixou de tocar com orquestras sinfônicas na adolescência para se tornar uma potência das redes sociais, onde cultivou uma comunidade global que batizou sua estética de “Laufey-core”. De apresentações no Royal Albert Hall de Londres à colaboração com Norah Jones, ela mostra que o seu “lugar de fala” na música é versátil, ousado e, acima de tudo, autoral. Serviço: Laufey – “How Did We Get Here?” Tour

Em clima de Copa do Mundo, Belle and Sebastian celebra a Escócia com “It Only Takes One Lion”

Não é todo dia que uma banda de indie-pop com a sensibilidade de Stuart Murdoch se aventura pelo terreno dos hinos esportivos. Mas a seleção da Escócia tem um efeito especial no vocalista do Belle and Sebastian. O grupo acaba de lançar It Only Takes One Lion, uma aposta vibrante e orquestrada para o torneio mundial de 2026. A faixa nasceu no dia seguinte a um jogo inesquecível: a vitória da Escócia sobre a Dinamarca por 4 a 2. A melodia surgiu de forma espontânea, capturando a energia de uma nação que, segundo Murdoch, sofreu muito nas últimas cinco décadas com o futebol, mas que não perdeu a fé. De hino a disco-pop no single do Belle and Sebastian Musicalmente, It Only Takes One Lion é uma jornada. A música começa como uma balada esperançosa, quase um cântico de arquibancada, mas evolui rapidamente para um disco-pop acelerado, cheio de camadas de cordas e uma produção que não deixa ninguém parado. Coescrita com Pete Ferguson, a faixa mantém a marca registrada da banda: letras que misturam o pessoal com o coletivo. “É uma canção pessoal sobre acompanhar as dificuldades da seleção escocesa nos últimos 50 anos, e surgiu naturalmente no dia seguinte ao jogo”, explica Murdoch. Fase prolífica O lançamento coroa um período de intensa atividade criativa para o grupo. Nos últimos três anos, a banda entregou dois álbuns de estúdio (A Bit of Previous, 2022, e Late Developers, 2023) e Stuart Murdoch ainda encontrou tempo para lançar seu romance de estreia, Nobody’s Empire (2024), recebendo ótimas críticas por sua habilidade na escrita.

Primeiro rapper brasileiro a ocupar o Allianz Parque como headliner, BK’ anuncia convidados

O rapper carioca BK’ confirmou que o seu show comemorativo de 10 anos do álbum Castelos & Ruínas acontecerá no dia 19 de setembro de 2026, no Allianz Parque, em São Paulo. O marco é inédito: é a primeira vez que um artista solo de rap do país ocupa o estádio principal da capital paulista sem o auxílio de festivais ou outras bandas de grande porte. Mais do que um show, o evento promete ser uma radiografia do rap nacional da última década. BK’ convocou uma “seleção” de parceiros que cruzaram sua trajetória: Marcelo D2, Djonga, Marina Sena, L7nnon, Evinha, Luccas Carlos, Febem, Sain, Akira Presidente, Ashira, 2ZDinizz e FYE. Castelos & Ruínas é o foco do show do BK’ no Allianz Parque Lançado em 2016, Castelos & Ruínas foi o pontapé inicial que deu a BK’ a voz de uma geração. O álbum não só moldou a carreira do artista, mas também abriu portas para que outros nomes da cena periférica fossem ouvidos. “Ocupar um espaço desse é uma conquista gigante. Quero trazer comigo uma galera que não só faz parte da minha história, mas que representa muito para o movimento”, afirma o artista sobre o time de convidados. Guia de ingressos Os ingressos já estão disponíveis na Eventim. Clientes Itaú contam com 15% de desconto e parcelamento em 3x sem juros na pré-venda. Serviço: BK’ Monumental – 10 anos de Castelos & Ruínas

Lvcas explora o “e se” da vida em seu novo videoclipe

Como seria a nossa trajetória se tivéssemos tomado outros rumos em momentos decisivos? Essa é a pergunta que move E Se?, o quarto single do EP Abatido Mas Não Derrotado (2025), que ganha agora um videoclipe visualmente ambicioso. O projeto de Lvcas, a faceta musical de Lucas Inutilismo, abandona a zona de conforto do barulho desenfreado para investigar a melancolia e o peso da autocrítica. Se o EP transita entre gêneros como trap metal e metalcore, E Se? é a faixa que puxa o freio, focando na melodia e na construção dramática. É um rock introspectivo que prova que não é preciso “fazer barulho pelo barulho” para prender a atenção de quem ouve. Tecnologia e cinema no estúdio O videoclipe de E Se? é um dos pontos altos da produção visual do artista até hoje. Utilizando tecnologia de cinebot (câmera com movimentação automatizada de alta precisão), o vídeo apresenta três versões do próprio músico em cena ao mesmo tempo. A estética, marcada por sombras, névoa e um ambiente onírico, cria a sensação de claustrofobia mental, como se o espectador estivesse preso dentro da cabeça do protagonista. Do YouTube para os estádios Lvcas construiu uma base de fãs extremamente fiel muito antes de pisar nos palcos profissionais. Com o fenômeno da série ANO em uma Música e uma transição consistente para álbuns autorais como Humanamente (2024) e o recente EP, ele hoje acumula mais de 12 milhões de seguidores e meio bilhão de streams. O próximo grande desafio já está marcado: a estreia no Rock in Rio 2026, no dia 5 de setembro, no Palco Supernova. O show, que segue o modelo de sua bem-sucedida apresentação no Espaço Unimed, terá quase duas horas de duração com banda completa, transformando a energia do estúdio em uma experiência física de larga escala.

Coletânea “O Pop é Punk: 00s” encerra projeto com hits de Sandy & Junior e Skank

A coletânea O Pop é Punk: 00s chegou às plataformas digitais pela Grudda Records, encerrando um ciclo de lançamentos iniciado em 2023 que revisitou a música brasileira desde os anos 60. O projeto, idealizado por Felipe Medeiros, reuniu 27 artistas independentes de diversas regiões do país para dar uma cara nova, e muito mais rápida, a hits que tocaram à exaustão nas rádios e trilhas de novelas da década de 2000. O que tem no disco? A proposta é transformar o “chiclete” pop em distorção e velocidade. Entre as faixas que ganharam versões aceleradas estão: Além disso, a coletânea não tem medo de arriscar, trazendo releituras inesperadas como Quando Você Passa (Turu Turu), de Sandy & Junior, e Borboletas, da dupla Victor & Leo. Estética Blink-182 na coletânea O Pop é Punk: 00s Como encerramento da série, a capa não poderia ser mais emblemática: uma homenagem direta ao álbum Take Off Your Pants and Jacket, do Blink-182, um dos maiores ícones do pop punk mundial nos anos 2000. A arte, assinada por Paulinho Tscherniak, sela o tom da coletânea, que é, acima de tudo, uma celebração da cultura pop daquela época.

Nando Reis e Marisa Monte lançam versão camerística de “Pra Você Guardei o Amor”

A história musical entre Nando Reis e Marisa Monte é uma das mais duradouras e bem-sucedidas do Brasil, mas, curiosamente, eles ainda não tinham uma gravação oficial em dueto de um de seus maiores hinos. Isso acaba de mudar: a nova versão de Pra Você Guardei o Amor já está disponível em todas as plataformas de música. O projeto, que conta com a regência do maestro André Bachur, foge da obviedade do violão acústico e aposta em uma formação camerística refinada. O arranjo traz camadas inusitadas para uma canção pop, incluindo oboés, trompas, harpa, cello e marimba, criando uma textura sonora que o próprio Nando descreve como “atípica, mas muito interessante”. Conversa de duas vozes A produção da faixa foi um trabalho a quatro mãos. Segundo Nando, a ideia de gravar em duas vozes já existia desde a concepção original da música, mas só agora o arranjo permitiu essa “conversa” completa entre os dois. “A gente resolveu fazer algumas coisas diferentes e outras iguais. O violão segue sendo a estrutura básica, mas a instrumentação é muito diferente. Tem uma dinâmica linda das nossas vozes cantando juntas, as intensidades e os alívios”, comenta Marisa Monte sobre o processo. Onde tudo começou na parceria de Nando Reis e Marisa Monte Vale lembrar que essa parceria transcende o estúdio. Ambos construíram uma cumplicidade artística rara nas últimas décadas, marcada por composições icônicas e um respeito mútuo que fica evidente na forma como dividem o espaço na nova gravação. A versão de 2026 de Pra Você Guardei o Amor soa menos como uma “música de rádio” e mais como um encontro entre velhos amigos que se conhecem o suficiente para se ouvirem em silêncio durante uma performance.

Gustavo Spínola lança o segundo volume do projeto “Do Acaso ao Cais”

O encontro, que era puro acaso no primeiro volume, agora ganha raízes e memórias. O músico e compositor Gustavo Spínola acaba de disponibilizar em todas as plataformas o EP Do Acaso ao Cais – Volume 2. O trabalho dá sequência à trilogia que compõe seu novo álbum, revelando uma face ainda mais íntima e colaborativa de sua produção autoral. Se o primeiro volume apresentou a proposta, este segundo movimento foca na força dos laços. Em Canva, Gustavo promove um encontro geracional dentro de casa: a faixa conta com a participação especial de seus dois filhos, transformando a música em um registro tátil de afeto e continuidade. Diálogos e paisagens poéticas O EP segue com Vida Coração, um dueto sofisticado com Verônica Ferriani. A interpretação compartilhada traduz uma cumplicidade rara, onde o silêncio e a melodia ocupam espaços equilibrados. O encerramento fica por conta de Sob os Dormentes, canção que reafirma o caráter reflexivo e telúrico do projeto, conduzindo o ouvinte por uma paisagem sonora que o mestre Guinga definiu como de uma “brasilidade muito grande”. Reconhecimento dos mestres A obra de Gustavo tem sido um alento para os ouvidos mais atentos. Além de Guinga, nomes como Rosa Passos e Pedro Mariano têm tecido elogios à clareza de seu timbre e ao cuidado quase artesanal de seus arranjos. Segundo Pedro Mariano, Do Acaso ao Cais é MPB na sua mais pura essência.

Paul McCartney lança álbum The Boys of Dungeon Lane

Após um hiato de mais de cinco anos em seus lançamentos solo, o eterno beatle Paul McCartney apresentou The Boys of Dungeon Lane, um álbum que se autodefine como a “história antes da história”. Uma viagem à Liverpool do pós-guerra Mais do que um simples conjunto de canções, o novo trabalho é uma coleção de memórias íntimas. Com foco total na introspecção, McCartney abre o baú de recordações e compartilha passagens que nunca haviam sido reveladas ao público. O álbum transporta o ouvinte para a Liverpool da década de 1950, descrevendo com uma franqueza rara: A rotina e a resiliência de seus pais no pós-guerra; Os primeiros acordes e aventuras compartilhadas com John Lennon e George Harrison; A vida cotidiana muito antes da explosão da beatlemania. Vulnerabilidade e legado The Boys of Dungeon Lane mostra um Paul McCartney em estado de espírito sincero e reflexivo. Ao revisitar os alicerces de sua formação, o artista explora o que moldou não apenas sua vida, mas também a base da cultura popular moderna. É, sem dúvida, o projeto mais pessoal e transparente de toda a sua trajetória.

Violet Grohl mergulha na nostalgia do rock alternativo em álbum de estreia

A cantora e compositora Violet Grohl lançou o seu álbum de estreia, Be Sweet To Me. Composto por 11 faixas, o projeto é um tributo sonoro ao final dos anos 1980 e início dos anos 1990, um período que a artista descreve como autêntico e cru. Referências e atmosfera de Violet Grohl O disco é uma colagem de influências que moldaram o gosto musical de Violet desde a infância. Na sonoridade do álbum, é fácil identificar ecos de nomes fundamentais do rock alternativo e grunge, como Pixies, Soundgarden, Cocteau Twins, The Breeders, PJ Harvey, Björk, Alice in Chains, L7 e Juliana Hatfield. Segundo a artista, o objetivo foi capturar a mensagem e o visual de uma época que considera poderosa. “Existe algo muito autêntico na música daquele tempo”, comenta. Influências cinematográficas Além da música, Be Sweet To Me traz uma carga visual e narrativa fortemente influenciada pelo cinema. Fã confessa da obra de David Lynch, Violet transpôs essa estética para as suas composições. Um dos exemplos mais claros é a faixa What’s Heaven Without You, que explora contornos impressionistas e nasceu de sentimentos melancólicos após os incêndios em Altadena, Los Angeles. O resultado é um trabalho cinematográfico que consegue ser, ao mesmo tempo, uma homenagem ao passado e uma afirmação da identidade artística atual de Violet Grohl.