Santista Balara divide os vocais com Jorge Vercillo no single “Algo Me Diz”

Na música popular brasileira, o caminho mais comum costuma ser o artista da nova geração gravando ou regravando clássicos de grandes mestres consagrados. Porém, o cantor e compositor santista Luccas Trevisani, mente criativa por trás do projeto Balara, acaba de inverter essa lógica de mercado. O ícone da MPB Jorge Vercillo se encantou pela sensibilidade de uma composição de Luccas e o convidou para registrar a canção em um dueto inédito. A faixa escolhida foi Algo Me Diz, que acaba de chegar às plataformas digitais acompanhada de um videoclipe intimista, gravado na residência de Vercillo, no Rio de Janeiro. Reconhecimento de Jorge Vercillo Jorge Vercillo, dono de hits imortais como Monalisa, Ela Une Todas as Coisas e Homem Aranha, não poupou elogios ao talento do músico santista. Para o veterano, a canção tem uma força melódica e lírica rara na produção atual. “O que me chamou atenção foi principalmente esse mote, Algo Me Diz. Isso abre muitas possibilidades, deixa em aberto muitas questões e é muito instigante. A letra é muito boa, a melodia é muito boa. Senti que o Balara é um artista completo. Não só como letrista e melodista, toca um violão muito rico, muito bom, mas também é um excelente intérprete”, exalta Vercillo. Força do independente Mesmo atuando de forma totalmente independente, o Balara tem construído uma base sólida de fãs ao redor do mundo. O projeto já soma mais de 700 mil ouvintes mensais no Spotify e ultrapassou a marca de 47 milhões de execuções globais. Inclusive, a faixa Algo Me Diz já havia demonstrado seu poder de conexão com o público em versões anteriores, acumulando mais de 20 milhões de plays. Para Luccas Trevisani, ter a sua assinatura como compositor validada por um de seus ídolos é o maior prêmio de sua trajetória. “Ter o Jorge Vercillo escolhendo e gravando uma música minha é algo muito significativo. Ser reconhecido por um dos maiores artistas da MPB de todos os tempos é uma grande honra e também um sinal de que estou no caminho certo. É uma validação artística que me motiva ainda mais a seguir criando”, revela o compositor. Sintonia fina entre MPB, pop e reggae Produzida com extrema elegância, Algo Me Diz equilibra a sofisticação harmônica da MPB tradicional com a leveza do pop solar contemporâneo, flertando sutilmente com o reggae. É um som que transmite frescor, calma e otimismo. O videoclipe traduz essa mesma organicidade. Gravado em clima descontraído na casa de Vercillo, o registro visual foca na interação real dos músicos, mostrando a fusão da voz suave do anfitrião com a interpretação visceral de Luccas, amparados por arranjos de violão de nylon muito bem desenhados.
Fito Páez celebra a vida e lança o álbum de renascimento “Shine”

Há artistas cuja vida corre em paralelo com a própria intensidade de suas composições. Para o mestre argentino Fito Páez, um dos maiores nomes da história do rock latino-americano, o ano de 2025 guardou um de seus capítulos mais dramáticos e, ao mesmo tempo, transformadores. No início de setembro do ano passado, Fito sofreu um grave acidente doméstico que resultou na fratura de nove costelas, exigindo uma cirurgia complexa e meses de repouso absoluto. Dessa temporada forçada de silêncio e reflexão nasceu Shine, o seu mais novo álbum de estúdio que acaba de chegar às plataformas digitais, além de edições físicas em CD e vinil. Composto por 13 faixas inéditas, o disco funciona como um verdadeiro manifesto de resiliência e um agradecimento por estar vivo, lúcido e ativo. Retorno à essência analógica dos anos 70 Em Shine, Fito Páez deixa de lado as produções excessivamente digitais para abraçar o calor do rock n’ roll clássico, do R&B e da soul music. O álbum é um combate direto ao entorpecimento social e à alienação tecnológica atual, defendendo o valor do abraço, das relações fraternas e da amizade real. O silêncio do período de recuperação física e espiritual do músico é traduzido de forma belíssima na estrutura do álbum. Três peças instrumentais, que funcionam como abertura, interlúdio e encerramento, com Fito sozinho ao piano, pontuam a obra. Cada uma delas termina com um sussurro: “Hablame” (Fale comigo), como um apelo por conexão humana após o isolamento. Faixa a faixa: as histórias de “Shine”
Lemuriano lança o solar e poético EP “Dança da Maré”

O cantor, compositor e poeta fluminense Lemuriano acaba de lançar o EP Dança da Maré, um projeto autoral de seis faixas que nasceu de uma circunstância delicada: uma condição de saúde impediu o artista de passar longos períodos sob o sol. Em vez de se deixar abater pela distância da areia, Lemuriano decidiu criar seu próprio litoral particular dentro do estúdio, usando a música e a poesia como seu refúgio solar. O resultado é um trabalho que transborda calor, afeto e reflexões sinceras sobre amadurecimento e superação. Mistura nostálgica A sonoridade de Dança da Maré é um abraço quente em quem cresceu ouvindo o rádio nas décadas de 1990 e 2000. O EP equilibra guitarras marcantes com letras poéticas que conversam diretamente com o ouvinte, como define o próprio artista: “O instrumento que devemos saber tocar é o coração das pessoas”. O repertório passeia por diferentes dinâmicas e cores: Parcerias de respeito: de Hermínio Bello de Carvalho a Tuca Mei Lemuriano é um artista que transita com facilidade pela rica história da nossa música. Em 2024, ele levou aos palcos o lendário Hermínio Bello de Carvalho (parceiro de Pixinguinha, Cartola e Chico Buarque). Os dois assinam juntos a canção Dia Sim, Dia Não, consagrada na voz de Simone e que agora ganha uma roupagem inédita nos shows da turnê de Lemuriano. Outro grande momento do EP é a faixa Praia Azul, uma colaboração delicada com a cantora e compositora Tuca Mei, que traz ainda mais doçura ao projeto. O disco conta com a co-produção e mixagem de Elísio Freitas e masterização de Alexandre Rabasso.
Hot Water Music confirma show histórico no Hangar 110 em 2027

Poucas bandas conseguem carregar trinta anos de história nas costas com a mesma fúria, honestidade e paixão do Hot Water Music. E para a alegria dos órfãos do post-hardcore e do punk melódico dos anos 90, o grupo liderado por Chuck Ragan e Chris Wollard confirmou um show único em São Paulo. A apresentação acontece no dia 19 de junho de 2027, no palco do Hangar 110, no Bom Retiro. A turnê traz ao país a divulgação do elogiado álbum Vows (2024), trabalho que provou que os veteranos da Flórida continuam muito distantes de qualquer tom de despedida. Vitalidade de “Vows” Lançado para celebrar as três décadas de estrada da banda, Vows foi recebido pela crítica internacional como um dos registros mais vigorosos da fase recente do grupo. O trabalho mantém intactas as marcas registradas do Hot Water Music (como a cozinha pesada e as guitarras entrelaçadas), mas injeta um frescor absurdo graças a participações de nomes como integrantes do Turnstile, Thrice, The Interrupters e Dallas Green (Alexisonfire/City and Colour). No palco, a tradicional formação com Chuck Ragan (voz e guitarra), Wollard (guitarra e voz), Jason Black (baixo) e George Rebelo (bateria) ganha o reforço de Chris Cresswell (vocalista do The Flatliners), que estabilizou as turnês da banda nos últimos anos com sua presença enérgica de palco. Conexão forjada no underground raiz A relação entre o público brasileiro e o Hot Water Music é especial. Ela foi construída muito antes da era do streaming fácil e dos algoritmos. Fomos fisgados nos anos 90 e 2000 por meio de discos importados que passavam de mão em mão, downloads demorados no Soulseek, blogs independentes e zines xerocados. É por isso que hinos como Trusty Chords, Remedy, Wayfarer e Rooftops ganharam um status quase espiritual por aqui. Cantar essas letras espremido na grade do Hangar 110 promete ser uma das experiências mais catárticas de 2027. * Serviço: Hot Water Music em São Paulo
Di Ferrero lança o aguardado álbum “SE7E”

Há momentos na carreira de um artista em que os ciclos pessoais e profissionais se alinham perfeitamente. Para Di Ferrero, esse momento é agora. O cantor acaba de disponibilizar nas plataformas digitais o álbum SE7E, um trabalho que reúne os singles de seus últimos EPs a três faixas inéditas, consolidando a fase mais autêntica e madura de sua caminhada solo. Muito além de uma simples coleção de músicas, SE7E carrega um forte conceito místico e visual. E para nós, da Baixada Santista, o disco traz um sabor ainda mais especial devido às participações de figuras históricas do nosso rock de praia. Astrologia Um dos detalhes mais curiosos dos bastidores de SE7E é a influência da família de Di na concepção do cronograma. Sua mãe, que o acompanhava desde o início do NX Zero, formou-se em astrologia recentemente. Juntos, mãe e filho usaram a ciência dos astros para escolher a dedo as melhores datas de lançamento para cada etapa do projeto. Essa atmosfera mística transborda para a identidade visual do disco, criada por cccaramelo sob direção de Bruno Zampoli. O céu, as constelações e o tom azul profundo abraçam a capa e contracapa, funcionando como símbolos de transição e recomeço. >> LEIA ENTREVISTA COM DI FERRERO “O SE7E foi muito transformador. Estou em uma fase de crescimento, me permitindo viver coisas que antes eu não podia, e isso acaba despejado nas minhas composições”, revela Di Ferrero. As três inéditas do álbum As novidades do repertório mostram Di Ferrero explorando diferentes dinâmicas emocionais: DNA santista no disco Se7e Para quem é fã do rock feito na Baixada, SE7E é um prato cheio. Di Ferrero recrutou velhos parceiros de estrada para somar ao álbum. O guitarrista e parceiro de NX Zero, Gee Rocha, divide as cordas com o virtuoso Matheus Asato na releitura de Azul (Oceano). Para coroar a conexão com o litoral, o lendário guitarrista do Charlie Brown Jr., Thiago Castanho, marca presença na energética Então volta. A soma desses nomes traz aquela pegada orgânica de guitarra que consagrou o rock dos anos 2000 direto para 2026.
Bayside Kings e João Gordo & Asteroides Trio são anunciados no Palco Supernova do Rock in Rio 2026

A banda santista Bayside Kings foi anunciada como uma das atrações da quarta edição do Palco Supernova no Rock in Rio 2026. O grupo sobe ao palco no dia 6 de setembro (domingo), consolidando a força da cena independente da Baixada Santista em um dos espaços mais vitais e dinâmicos do festival, que acaba de ter sua continuidade garantida por meio da renovação da parceria entre o Rock in Rio Brasil e o Grupo Sony Music Brasil. Para 2026, o Palco Supernova receberá 28 artistas. Além do hardcore do Bayside Kings, a lista do Rock in Rio traz encontros de peso, como João Gordo & Asteroides Trio celebrando os 50 anos de Ramones, Larissa Luz com o show “Rock in Gil”, além de nomes como Diogo Defante, Supercombo, Delacruz e Yago OProprio. Veja lista completa abaixo. Sony Music e Rock in Rio renovam parceria para o Supernova Nesta quinta-feira (21), em coletiva de imprensa realizada na Cidade do Rock, o Grupo Sony Music Brasil e o Rock in Rio Brasil anunciaram a renovação da parceria para a edição de 2026. O anúncio contou com a presença de executivos de peso: Wilson Lannes (COO do Grupo Sony Music Brasil), Zé Ricardo (vice-presidente artístico da Rock World), Roberto Verta (curador do Palco Supernova) e Ana Deccache (diretora de marketing da Rock). Esta será a quarta edição do Supernova sob a chancela da Sony Music, que permanece como a única companhia do mercado fonográfico a assinar um palco dentro do festival. Desde sua estreia em 2019, o espaço cresceu em público, mudou de área e se consolidou como um termômetro da cena musical, unindo artistas em ascensão e projetos especiais inéditos. A curadoria continua sob a assinatura conjunta da plataforma Filtr Music Brasil e de Zé Ricardo. Line-up completo — Palco Supernova 2026
Aos 87 anos, Jorge Ben Jor fará show no Allianz Parque, em São Paulo, em outubro

Jorge Ben Jor fará um show no Allianz Parque no dia 17 de outubro. O cantor e compositor de 87 anos anunciou a apresentação no estádio do Palmeiras nesta quinta-feira (21). Realizada pela 30e, mesma produtora por trás de diversos shows e turnês no espaço, a apresentação de Ben Jor se chama Alquimia Popular Brasileira. O show deve abranger os maiores sucessos da carreira do artista, dono de hits como País Tropical, Mas, Que Nada, Chove Chuva, Taj Mahal e Fio Maravilha, entre muitos outros. Com exceção do festival Rock the Mountain, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em novembro, ele não tem outras apresentações anunciadas para este ano em suas páginas oficiais. Os ingressos para o show começam a ser vendidos na próxima segunda-feira (25) para clientes Itaú Unibanco, às 10h. Para o público geral, as entradas serão comercializadas a partir de quarta-feira (27), ao meio-dia, no site da Eventim e às 13h na bilheteria oficial do Allianz Parque. JORGE BEN JOR: ALQUIMIA POPULAR BRASILEIRA
Towa Bird lança álbum “Gentleman”; ouça!

Se você acompanha a nova safra do indie rock, o nome de Towa Bird certamente já cruzou o seu feed. Conhecida por sua técnica impecável na guitarra, sua atitude andrógina e por ter acompanhado Reneé Rapp na estrada, a artista anglo-filipina acaba de dar o pontapé inicial em sua nova era com o álbum Gentleman. Atitude, desejo e androginia do Towa Bird Carro-chefe do álbum, a faixa-título é uma declaração ousada. Towa utiliza o deboche e o magnetismo andrógino para explorar sua própria sexualidade e o desejo queer, vestindo um arquétipo tradicionalmente masculino de forma provocativa e livre. “Eu queria começar o álbum abraçando a androginia e expressando esse lado da minha sexualidade de forma direta. Existe vulnerabilidade em outros momentos do disco, mas com Gentleman eu queria iniciar tudo com uma grande explosão”, explica a artista. Som da liberdade de estúdio A canção foi a primeira a ser escrita e gravada para o novo projeto, ditando imediatamente o tom de todo o disco. Criada de forma espontânea ao lado do produtor Wimberly, a faixa é uma colisão perfeita de pop-punk acelerado, vocais rasgados e riffs de guitarra que parecem disparados por uma metralhadora. Para Towa, o segredo da energia da música foi a ausência de cobrança nas sessões de estúdio: “Nossa única intenção naquele dia era criar algo punk, empolgante e rápido. Estávamos apenas experimentando e vendo no que dava. Entrar no estúdio com essa mentalidade tirou toda a pressão, e essa sensação de liberdade nos acompanhou até o fim do processo”, relembra.
Bayside Kings lança “A Lei do Retorno” e consolida nova fase pela Deck

A banda santista Bayside Kings disponibilizou em todas as plataformas o single A Lei do Retorno, o primeiro lançamento de 2026 e o pontapé inicial para o novo álbum de estúdio que chega via gravadora Deck. Com 16 anos de estrada, o grupo formado por Milton Aguiar (voz), Teteu (guitarra), Manolo (baixo) e David Gonzalez (bateria) vive o seu momento de maior expansão. A virada de chave aconteceu após a pandemia, quando a banda tomou a decisão corajosa de migrar as composições do inglês para o português. O resultado? Uma conexão imediata com um público muito maior, sem perder um grama da agressividade característica. Hardcore, scratches e atitude urbana em A Lei do Retorno Em A Lei do Retorno, o Bayside Kings expande suas fronteiras sonoras ao convidar o DJ Terrorscreen. A faixa incorpora elementos do hip-hop, como scratches, que se fundem perfeitamente à batida acelerada do hardcore. É um som que carrega o asfalto no DNA, unindo a fúria das rodas de pogo com a estética das ruas. Liricamente, a música é um soco no estômago da inércia. Milton Aguiar entrega uma letra sobre persistência e o foco no futuro, criticando a falsidade e a busca vazia por validação. “Seguir tentando é a única forma de quebrar ciclos, sair do lugar e não ser engolido. A música é sobre carregar o passado sem ficar preso nele”, define o vocalista. Rumo ao palco principal do Porão do Rock A força dessa nova fase será testada em um dos maiores palcos da América Latina. O Bayside Kings está confirmado para os dias 22 e 23 de maio no festival Porão do Rock, em Brasília. Se no ano passado eles já haviam roubado a cena, em 2026 a banda retorna com o status de atração do palco principal, consolidando de vez o nome de Santos no topo do mapa do rock nacional contemporâneo.