Clutch faz show em São Paulo em 18 de julho; ingressos estão à venda

A banda norte-americana Clutch, enfim, voltará ao Brasil em julho deste ano. Após o show cancelado devido à pandemia, a Powerline Music & Books confirmou a apresentação única do quarteto de Maryland no país para o dia 18 de julho, em São Paulo, no Fabrique Club. Os ingressos já estão à venda. Há mais de duas décadas lançando álbuns potentes e constantemente elogiados e premiados, sempre atrelados ao autêntico rock com influências de southern, blues e até stoner, o Clutch regressa ao Brasil com a turnê de Sunrise on Slaughter Beach, de 2022, que já rendeu diversas turnês mundiais e resenhas positivas nos principais veículos de imprensa de rock dos EUA e Europa. O Clutch, formado ainda na década de 1990, hoje é Neil Fallon (vocal, guitarra), JP Gaster (bateria), Dan Maines (baixo) e Tim Sult (guitarra). São 13 discos de estúdio lançados e está no mesmo patamar dos figurões do Kyuss, Truckfigters, Red Fang e Monster Magnet. A banda lançou o primeiro EP – Pitchfork – pela primeira gravadora do Metallica, a Megaforce Records e, desde então, se mantém na ativa com composições bombásticas, que mistura stoner rock, blues, hard, rock n’ roll a la Motörhead (um dos hits, One Eye Dollar, foi chamada de Ace of Spades do Clutch pelo próprio lendário e saudoso Lemmy Kilmister, do Motörhead) e tem até mesmo uma pitada de country. O groove é marcante, seja no instrumental refinado como no vocal enérgico de Neil Fallon. Sunrise on Slaughter Beach é o décimo terceiro álbum de estúdio da banda de rock americana Clutch. Foi lançado em 16 de setembro de 2022, pelo selo próprio da banda, Weathermaker Music. É o primeiro álbum de estúdio de Clutch desde Book of Bad Decisions, em 2018. SERVIÇO Clutch em São Paulo (SP) Data: 18 de julho de 2024 Horário: 18h (portas) Local: Fabrique Club Endereço: rua Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo/SP Venda Ingresso Pista (meia entrada – entrada solidária): R$ 180,00 (1º lote), R$ 200 (2° lote), R$ 220 (3° lote) Pista (inteira): R$ 360,00 (1º lote); R$ 400,00 (2º lote)

Adi Oasis se junta à Danielle Ponder em nova versão de “Dumpalltheguns”

Dona de uma das vozes mais únicas do R&B contemporâneo, a cantora, produtora e multi-instrumentista Adi Oasis revelou o single Dumpalltheguns, um manifesto pela paz. A franco-caribenha conta com a participação de Danielle Ponder na faixa. O single é parte da edição deluxe do álbum Lotus Glow, originalmente lançado há um ano, um dos projetos mais pessoais da artista que já acumula mais de 30 milhões de streams nas plataformas. “Esse álbum representa minha história, e agora sou a artista que sempre quis ser, fazendo a música que sempre quis fazer. Ainda tenho muito a aprender, mas me apropriei da minha jornada artística e quis compartilhar minha história”, revelou a cantora e baixista, que já se apresentou ao lado de nomes como Lenny Kravitz, Gregory Porter, Masego, Chet Faker, Keyshia Cole e Anderson .Paak. O relançamento de Lotus Glow será disponibilizado em maio, pouco depois da passagem da cantora pelo Brasil. Ela fará shows na Audio, em São Paulo, e será headliner do Queremos! Festival, no Rio de Janeiro, nos dias 11 e 13 de abril, respectivamente. Serão as primeiras apresentações solo da artista no país.

Day Limns fala sobre estreia no Lolla: “Um sonho! Estou sentindo plenitude”

Um dos maiores nomes do pop/rock brasileiro, Day Limns está pronta para o Lollapalooza Brasil 2024. A cantora e compositora fará sua estreia no festival, no dia 23 de março (sábado), no Palco Alternativo, prometendo mostrar o motivo de ser chamada de uma das revelações do rock nacional. Antes, nesta quarta-feira (20), a finalista do The Voice em 2017 fará o ato de abertura do show da norte-americana Fletcher, uma das atrações do festival, que se apresenta no sideshow oficial do Lolla no Cine Joia, em São Paulo, a partir das 19h. A novidade do show no Lollapalooza e o convite para abertura de Fletcher, que se apresenta pela primeira vez no Brasil, chega após o lançamento do novo álbum de Day, VÊNUS≠netuno, que conta com produção de Los Brasileros – vencedores do GRAMMY com Karol G -, participações de Froid e Hyperanhas, e, que a chancelou como a principal revelação do gênero e estará muito presente em seu repertório para os shows. “É um sonho. Estou fingindo que não é nada de mais, senão o meu coração explode. Estou sentindo plenitude. Agora só penso que nesta apresentação tem que ficar tudo perfeito. Estou preparando um show muito especial que vai mostrar muito quem é a Day Limns”. Sobre o convite para ser o ato de abertura do primeiro show solo da norte-americana no país, Day se diz muito feliz e ainda revela que foi escolhida à dedo pela cantora. “Fiquei muito feliz de ter sido escolhida por ela para o primeiro show solo no Brasil e por finalmente poder conhecê-la pessoalmente!”, revela Day sobre sua parceria com Fletcher, e que se conhecem pelas redes sociais.

Ritchie retorna aos palcos com o show “A Vida Tem Dessas Coisas” em SP

Para comemorar os 40 anos do álbum Voo de Coração, que inclui o super hit Menina Veneno, Ritchie chega a São Paulo com o show A Vida Tem Dessas Coisas, dia 6 de abril, no Tokio Marine Hall. No repertório, os sucessos que marcaram a carreira desse inglês que chegou ao Brasil nos anos 1970 e não foi mais embora. São músicas que ainda estão e ficarão na memória por muitas décadas. Que o diga as mais de 70 milhões de visualizações de suas músicas, no seu canal exclusivo do YouTube. Para apresentar ao público canções como A Mulher Invisível, Casanova, Pelo Interfone, Transas, além da própria Menina Veneno e de A Vida Tem Dessas Coisas, que empresta o nome à turnê, Ritchie montou um show para marcar época no século 21. SERVIÇO Data: 6 de abril (sábado) Horário: 22h Horário de abertura: 20h Local: Tokio Marine Hall      Endereço: Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antônio – São Paulo/SP      Ingressos  Camarote – R$440,00 Frisas – R$ 380,00 Cadeira Alta – R$ 290,00 Setor VIP – R$ 440,00 Setor 01 – R$ 340,00 Setor 02 – R$ 280,00 Setor 03 – R$ 180,00 Vendas

Braza e Nova Orquestra se unem em versão de Qual é o Rosto de Deus?

A Nova Orquestra segue capitaneando uma mudança profunda na forma como as músicas erudita e popular se fundem. Mirando na democratização do acesso à música orquestral, o projeto se une à banda Braza para criar novas cores para o sucesso Qual é o Rosto de Deus? A faixa é um dos destaques do álbum Tijolo por Tijolo, lançado em 2017 pelo quarteto carioca, agora totalmente repaginada em uma releitura acústica. A colaboração, embora inédita, é natural, partindo de um lugar de versatilidade e liberdade criativa para ambos os projetos. Agora, seus caminhos se cruzam a partir da vontade de levar outras sonoridades ao encontro das pessoas. Surgido em 2016, o Braza traz na bagagem os álbuns homônimo (2016), Tijolo Por Tijolo (2017) e EITA (2022), além de participações em grandes festivais do país, como Lollapalooza, Planeta Atlântida e Porão do Rock. Formado por Danilo Cutrim (guitarra e voz), Nícolas Christ (bateria), Pedro Lobo (baixo e voz) e Vitor Isensee (teclado e voz), o grupo tem o seu conceito baseado na dança, na visceralidade, nos ritmos ancestrais, na cultura brasileira e na mensagem de união. Como resultado, a banda apresenta sua sonoridade que cria uma mistura entre elementos do reggae, do soul e do rap, os beats do funk e do hip hop, riffs de rock e ritmos brasileiros. Por outro lado, a Nova Orquestra é reconhecida como uma das principais do país a seara da música popular. Desde sua criação em 2019, ela tem se destacado não apenas como uma instituição musical, mas como uma verdadeira marca de inovação e impacto no mercado da música. Ao longo dos últimos cinco anos, a Nova Orquestra consolidou sua presença nos principais festivais do país, como Rock in Rio 2019 e 2022 e The Town 2023, além de colaborar com renomados artistas da música brasileira, como Pitty, Baco Exu do Blues e Jão. “O Braza é uma banda estabelecida no cenário nacional e que tem um público muito presente e interessado em música. Além de sermos fãs, gravar uma música com eles é muito importante para a trajetória da Nova Orquestra, que cada vez mais fortalece sua missão de mostrar a versatilidade de uma orquestra e de diminuir a distância entre o clássico e o outros estilos musicais”, resume João Magalhães, diretor da Nova Orquestra. Qual é o Rosto de Deus? convida os ouvintes a refletirem sobre suas próprias crenças e jornadas espirituais, promovendo um diálogo interno sobre questões existenciais e a busca por significado na vida cotidiana. Essa capacidade de conectar-se com o público em um nível mais profundo é uma das características distintivas da música do Braza.

Natiruts esgota mais uma data e confirma terceiro show no Allianz Parque

As duas datas no Allianz Parque, em São Paulo, esgotaram rapidamente e, agora, o Natiruts confirmou mais um show no local: 24 de agosto. A venda de ingressos para a nova data no Allianz Parque começa nesta quarta-feira (20), às 16h20, no site da Eventim. Também tem novidade em outras cidades pelas quais o Natiruts vai passar: a turnê, que desembarca em Belo Horizonte no dia 15 de novembro, ganha um espaço maior para receber os fãs do grupo. Sendo assim, o show deixa a Arena da Independência para acontecer na Arena MRV, estádio novo do Atlético-MG. A canção Leve com Você, lançada pelo Natiruts em 2002, foi escolhida para dar nome à tour de despedida por traduzir a energia proposta pelos integrantes. Os términos não precisam ser sinônimo de tristeza e é isso que o grupo vai mostrar em cima dos palcos. “Estamos na fase mais plena e madura da banda e conseguimos concluir o que nos propusemos lá atrás”, comenta Luís Mauricio, co-fundador do Natiruts ao lado de Alexandre Carlo (responsável pelas composições). “Saber encerrar algo em um momento em que você está bem é importante. A trajetória que percorremos até aqui é o que nos possibilita isso. Existe uma ideia de missão cumprida e a vontade de viver a experiência da despedida próximos do nosso público”, complementa Alexandre Carlo. NATIRUTS NO ALLIANZ PARQUE, EM SÃO PAULO Data: 24 de agosto Local: Allianz Parque Horário de abertura da casa: 16h Classificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Ingressos Cadeira superior – R$ 50,00 (meia-entrada legal) | R$ 60,00 (entrada social) | R$ 100,00 (inteira) Pista – R$ 125,00 (meia-entrada legal) | R$ 150,00 (entrada social) | R$ 250,00 (inteira) Cadeira inferior – R$ 145,00 (meia-entrada legal) | R$ 174,00 (entrada social) | R$ 290,00 (inteira) Pista premium – R$ 195,00 (meia-entrada legal) | R$ 234 ,00 (entrada social) | R$ 390,00 (inteira) Início das vendas: 20 de março Vendas online Bilheteria oficial: Bilheteria B – Allianz Parque | Av Francisco Matarazzo, nº 1705 – Portão B – Perdizes | Bilheteria A – Allianz Parque | Rua Palestra Itália, nº 200 – Portão A – Perdizes

Mark Knopfler lança o “We Are The World das guitarras”; ouça!

O ex-vocalista e guitarrista do Dire Straits, Mark Knopfler, reuniu um timaço de gênios da música para lançar uma espécie de We Are The World das guitarras. Going Home, que abre com a gravação final de Jeff Beck, reúne nomes como David Gilmour, Ronnie Wood, Slash, Eric Clapton, Sting, Bruce Springsteen, Pete Townshend, Brian May, Tony Iommi, Joan Jett, entre muitos outros. Produzida por seu colaborador de longa data Guy Fletcher (que editou as contribuições em uma peça de 9 minutos), a faixa apresenta uma formação sem precedentes de alguns dos maiores guitarristas da história. ‘Legendary’ não começa a cobrir isso – David Gilmour para Ronnie Wood , Slash para Eric Clapton , Sting para Joan Armatrading , Bruce Springsteen para Pete Townshend , Nile Rodgers para Joan Jett , Brian May para Tony Iommi , Joe Walsh , Sam Fender e muitos mais nomes de cair o queixo. Além dos guitarristas, Roger Daltrey, patrono honorário do Teenage Cancer Trust e cofundador do Teen Cancer America (com Pete Townshend, ambos do The Who), adicionou a gaita, enquanto Ringo Starr está na bateria junto com seu filho Zak Starkey. Lista completa de artistas que participam da faixa Joan Armatrading, Jeff Beck, Richard Bennett, Joe Bonamassa, Joe Brown, James Burton, Jonathan Cain, Paul Carrack, Eric Clapton, Ry Cooder, Jim Cox, Steve Cropper, Sheryl Crow, Danny Cummings, Roger Daltrey, Duane Eddy, Sam Fender , Guy Fletcher, Peter Frampton, Audley Freed, Vince Gill, David Gilmour, Buddy Guy, Keiji Haino, Tony Iommi, Joan Jett, John Jorgenson, Mark Knopfler, Sonny Landreth, Albert Lee, Greg Leisz, Alex Lifeson, Steve Lukather, Phil Manzanera, Dave Mason, Hank Marvin, Brian May, Robbie McIntosh, John McLaughlin, Tom Morello, Rick Nielsen, Orianthi, Brad Paisley, Nile Rodgers, Mike Rutherford, Joe Satriani, John Sebastian, Connor Selby, Slash, Bruce Springsteen, Ringo Starr e Zak Starkey, Sting, Andy Taylor, Susan Tedeschi e Derek Trucks, Ian Thomas, Pete Townshend, Keith Urban, Steve Vai, Waddy Wachtel, Joe Louis Walker, Joe Walsh, Ronnie Wood, Glenn Worf, Zucchero.

Vivo Arte: Sinfonia Criativa de Jardim Soma ganha forma em novo videoclipe

Imagem de divulgação por Catherine Nikole

Com poesia, ritmo e emoção, Jardim Soma revela o videoclipe de “Vivo Arte”, destacando a poderosa conexão entre música e artes visuais, uma constante em toda a discografia de Luca Bori, multi-instrumentista que lidera o projeto e é popularmente conhecido pelo seu trabalho como baixista e vocalista da banda Vivendo do Ócio. Sob a visão poética dos diretores Thaís DeMelo e Pedro Carballal, o videoclipe de “Vivo Arte” desdobrou-se em dois cenários marcantes. Em Barcelona, Espanha, a equipe imortalizou momentos em um casarão centenário no Bairro El Gótic e nas serenas águas da Praia de La Barceloneta. Enquanto isso, no Brasil, nas encantadoras areias da praia da Gamboa, em Salvador, a residência de Luca Bori se transformou em um santuário inspirador para as filmagens. O videoclipe “Vivo Arte” retrata a história de um casal cujo amor é sustentado pela arte. Através da dança e de expressões artísticas, eles exploram a saudade e a conexão entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, simbolizados pelo mar. Essa jornada emocional destaca como a arte pode ser um poderoso meio de expressão, capaz de transcender distâncias geográficas e unir pessoas, mesmo diante das barreiras físicas e emocionais. Para Luca Bori, a música é mais do que uma simples composição de notas; é a síntese de uma vida dedicada à arte. Com mais de 20 anos de trajetória musical, incluindo participações em inúmeras bandas, shows e gravações, cada experiência moldou as texturas, melodias e sonoridades que ele apresenta hoje. Ele reflete: “A arte é um universo de possibilidades infinitas, mas com a Jardim Soma, busco sempre explorar novos territórios mantendo um vínculo com minhas raízes. Olhar para o passado é essencial para compreender esses novos caminhos”.  Em suma, tanto a trajetória de Luca quanto o videoclipe “Vivo Arte” convergem para uma mesma ideia: a arte como uma expressão profunda e em constante transformação da alma humana. Essa perspectiva é aliada a um romance onde o amor e a paixão representam a própria essência da arte. Para a diretora Thaís DeMelo, a mensagem contida na garrafa no videoclipe, “Juntos somos arte”, simboliza a união entre os protagonistas, destacando como a colaboração pode criar algo belo e significativo. “Essa união pode transcender as barreiras do tempo e do espaço, tornando-se uma manifestação genuína da expressão artística”, frisou. Neste trabalho, Luca Bori foi especialmente influenciado por bandas como Homeshake, Crumb e Mutantes, que inspiraram tanto a música quanto a estética visual da obra. O músico, que gravou a faixa integralmente de forma solo em seu estúdio, leva “Vivo Arte” para o seu repertório em uma banda sinérgica com os músicos Luiz Henrique (guitarra), Mapa (bateria) e Arthur Max (MPC) em cada show.

Maria Sil, de São Vicente, lança primeiro álbum, Grito, Beat & Poesia

A cantora Maria Sil lança seu primeiro álbum, Grito, Beat & Poesia, nesta terça-feira (19), em todas as plataformas digitais. O trabalho, que consolida oito anos de sua trajetória musical, propõe uma jornada sobre o Brasil contemporâneo a partir de suas vivências, em 11 faixas autorais. A produção é do DJ Cuco e a distribuição, do selo Sonora Digital. Do funk pop ao ijexá, do rap ao samba de roda, entre outros gêneros, Grito, Beat & Poesia transita pela brasilidade e pela música urbana, remetendo a uma mesma origem – negra, periférica, que teve e ainda tem papel determinante na construção do país. Neste sentido, o álbum reflete sobre as consequências recentes da ascensão de políticas fascistas, da negligência em relação à pandemia da covid-19 e da impunidade que ainda prevalece em casos de crimes de execução. Ao mesmo tempo, é um tributo à resiliência desta população, mesmo em um cenário de tantas mazelas sociais. “É o começo de um ciclo. Um trabalho autoral, independente, distribuído por um selo parceiro, que traz novas sonoridades e avança por um território que abriga com mais naturalidade minhas histórias. Afinal, cada uma de nós que permanece viva é uma vitória. E não podemos abrir mão de celebrar isso”, resume Maria Sil. Por vezes como narradora de cenas que já vivenciou ou idealiza – e, em outras, como protagonista, a artista trans versa sobre ancestralidade, autoestima e amor livre, mas também impõe seu olhar crítico sobre a injustiça social, a violência contra as minorias, o preconceito e a discriminação em suas diversas formas. Reflete, ainda, sobre a jornada de artistas independentes em meio às dificuldades impostas pela indústria e superando seus próprios medos e incertezas. “Network, streams / Relações para poder lançar os hits / Prisões, correntes / Ganhar uns kits de uma marca / Que não sabe o que passa na tua mente”, provoca o refrão de Na Tua Mente, música de trabalho do álbum. “Sou uma boa contadora de histórias através da música”, prossegue, atribuindo a alternância entre temas mais leves e densos a um movimento natural de sua carreira como artista e compositora. “Penso que a poesia está também aos olhos de quem vê. Para mim, uma música como Estilosa, divertida, que trata o amor como algo livre, sensível, é tão política e poética quanto Bala Na Garganta ou Tapetes de Luxo, por exemplo, que abordam questões como a execução das populações periféricas no Brasil”, compara. Este contraponto às vezes surge também em uma mesma faixa, como Samba Iaiá, que abre o álbum. Dedicada à mãe, Vani dos Santos, vítima de negligência médica durante a pandemia da covid-19, a canção fala sobre a autoaceitação e a luta de famílias por um futuro mais digno em meio ao cansaço do dia a dia, mas com leveza. “Professora e mãe solo, em muitas noites tudo que minha mãe podia cozinhar ao chegar em casa era um prato de tutu de feijão. Essa memória afetiva acabou inspirando a letra”, conta. Desta forma, Grito, Beat & Poesia reflete uma percepção maior de Maria Sil acerca do seu corpo, de sua história de vida e das dores com as quais lidou na adolescência e início da vida adulta. A cantora ressalta que não naturaliza violência, nem perdas, mas entende que ao expressar essas vivências no álbum – com um caminho musical definido e que abraça a complexidade da vida, inclusive seus bons momentos – hoje entende melhor sua própria trajetória. Novas sonoridades- Maria Sil ressalta a parceria com DJ Cuco na produção de Grito Beat & Poesia, reconhecendo-o como um dos precursores do movimento funk e rap da Baixada Santista, tanto à frente do grupo Voz de Assalto, como também produzindo nomes como MC Felipe Boladão e MC Careca, entre outros. “Sempre ouvi histórias mais próximas das minhas no funk e no rap. Quando as letras de Estilosa e Fôlego – que fala sobre frustrações e recomeços – ficaram prontas, foi a primeira pessoa que pensei em convidar para produzi-las”, lembra. A afinidade musical imediata rendeu, em seguida, um convite para a trilha sonora de Quando Mataram Os Meus, espetáculo encenado pela artista em 2023. A artista lembra ainda que o DJ reconhecia sua trajetória musical vinda da MPB e do pop, mas imediatamente entendeu sua intenção em construir outras sonoridades, o que foi essencial no processo de produção do álbum. “Maria Sil trouxe referências como Elza Soares, Criolo, Irmãs de Paula, Ivete Sangalo e funk de fluxo. A partir daí buscamos elementos sonoros para criar a atmosfera que ela pretendia para cada canção. E chegamos a resultados muito interessantes, como Só No Blecaute, que combina trap e pagode baiano, uma experimentação inédita na minha carreira; Eu Vi, arranjo que flerta com a música erudita; e Tanta Coisa, originalmente uma balada romântica que ganhou batida eletrônica e samplers, o que considero minha assinatura”, comenta DJ Cuco. Maria Sil completa: “É um trabalho de produtor musical. Entreguei o meu melhor ao Cuco e ele me devolveu o seu melhor. É destes álbuns que deve ser ouvido por inteiro, não uma coletânea de singles”. Além de músicas compostas com DJ Cuco, o álbum também traz parcerias autorais com a cantora Socorro Lira, com o educador e poeta Vandei Oliveira e com o músico Théo Cancello. Nascida em São Vicente (SP), Maria Sil é cantora, produtora cultural, atriz e ativista social. Como cantora, tem dez singles lançados, além dos EPs Húmus (2017) e A Carne A Língua e o Vírus (2019), apresentado em shows no Sesc Pompeia, em São Paulo (SP) e no Sesc Santos. Recentemente teve músicas incluídas em obras audiovisuais de diretores como Gustavo Vinagre e Day Rodrigues.