Ana Frango Elétrico revela segundo single do novo álbum; ouça!

Insista em mim é o segundo single do novo álbum de Ana Frango Elétrico – intitulado Me Chama De Gato Que Eu Sou Sua, a ser lançado no dia 20 de outubro, em uma parceria entre os selos RISCO (Brasil), Mr Bongo (Inglaterra) e Think! Records by Disk Union Japan (Japão). Se o primeiro single, Electric fish, apontou novos possíveis caminhos para o trabalho da jovem multi-artista carioca, Insista em mim parece pavimentar o caminho que a trouxe até aqui. A faixa condensa e elabora algumas das principais características de seu trabalho, tanto musicais quanto de produção – baladas azedas, lirismo noir, timbres nostálgicos sobre processamentos futuristas – além de explicitar a experiência acumulada desde seu primeiro álbum, Mormaço Queima (2018), passando pelo aclamado Little Electric Chicken Heart (2019), até os singles mais recentes. “Fiz essa música pensando em Cassiano, Tim Maia, baladas brasileiras no geral. Talvez tenha um fundo, bem no fundo, de Roberto Carlos também. Fora isso, acho que é minha letra mais explícita, tá tudo ali”, conta Ana, que assina letra, música e produção musical da faixa.

Humberto Gessinger apresenta Power Trio, segunda parte do novo álbum

Humberto Gessinger preparou um novo álbum, Quatro Cantos de um Mundo Redondo, que está sendo lançado em blocos. Depois do lançamento do POA/SKCKLM, ele lança o Power Trio com três canções. “Nunca me senti muito à vontade lançando singles, sempre me pareceu que, ao escolher uma música para ficar em primeiro plano, estava, na verdade, deixando as outras para trás. Por isso, resolvi lançar as canções em blocos, divididas pelo formato em que foram gravadas, power trio, trio acústico, quarteto e solo”, comentou ele. “No Delta dos Rios e Espanto compartilham uma visão otimista da vida, mas com pés no chão, sem ignorar o quanto estamos longe do ideal. Vaga Semelhança fala sobre a subjetividade da memória, a distância entre fato e lembrança. Gravei estas três canções com o Power Trio, no qual toco baixo e teclados acompanhado por Rafa Bisogno na bateria e Felipe Rotta na guitarra”, finaliza. Essas músicas, assim como todo o álbum, foram produzidas por Humberto Gessinger e coproduzido por Protássio Jr.

Julia Levy lança segunda faixa do EP LUZ, com releitura de Caetano Veloso

A cantora e compositora Julia Levy lançou You Don’t Know Me, canção de Caetano Veloso, que chega numa regravação única e especial na voz da artista. A faixa faz parte do projeto Luz, com releituras de sucessos da música brasileira. A faixa chegou em todos os apps de música pelo selo Alma Music e vem acompanhada de um videoclipe, que pode ser assistido no canal oficial de Julia no YouTube. You Don’t Know Me originalmente faz parte do disco Transa, de Caetano – um dos favoritos de Julia. Na época que lançou esta canção (1971), o cantor estava exilado em Londres e apresentou uma faixa com sonoridade marcante e letra para lá de reflexiva. Esse é o segundo lançamento de uma coletânea de sucessos da música brasileira, apresentados na voz de Julia, que resgata canções que fazem parte da nossa cultura e nos fazem contemplar a vida e a realidade.  “A ideia do EP LUZ foi trazer músicas de diferentes artistas, momentos, regiões e ritmos e criar releituras que trouxessem uma nova roupagem e mensagem em comum entre elas. Juntas, elas trazem muitas questões do feminino e do que significa ser mulher nos dias de hoje”, comenta Julia Levy. Segundo a artista, You Don’t Know Me traz uma mensagem e sentimento fortes, já intencionados na hora de lançar o projeto LUZ. Com um mix de inglês e português, dois idiomas que se misturam o tempo todo na mente da artista, ela comenta sobre a faixa: “You Don’t Know Me representa a mania incansável das pessoas de julgar e catalogar tudo e todo mundo pela capa. De acharem que sabem algo sobre você sem ao menos te conhecer. Apesar de ser uma única canção, ela traz outras quatro composições da música brasileira como referência: “Maria Moita” de Carlos Lyra, “Reza” de Edu Lobo e Ruy Guerra, “Saudosismo” do próprio Caetano e “Hora do Adeus” de Luiz Gonzaga”. Nas inspirações para a escolha do repertório do projeto, Julia se baseou em um momento de muitas mudanças, crescimento e no processo de cura intenso em sua vida. A escolha das canções foi 100% inspirada no que ela estava sentindo. “As letras e musicalidade de cada uma transmitem, de uma forma subliminar, minhas reflexões e questionamentos. “You don’t know Me”, você não me conhece. Pode tentar me encaixar em mil caixinhas ou prateleiras na sua cabeça… mas você nunca vai entender quem realmente sou”, complementa.

Bandas autorais embalam Santos durante o Coletivo Sardinhada no dia 24

Uma noite repleta de sonoridades envolventes para todos os públicos. Eis a premissa da nova edição do Coletivo Sardinhada, que reunirá bandas autorais de Santos, São Vicente, Cubatão e São Paulo no próximo dia 24, com início marcado para às 18 horas, na Rusbé (Av. Marechal Deodoro, 49, Gonzaga). Nesta edição, o coletivo traz duas bandas inéditas no festival, Amphéres e A Olivia. Além dos grupos convidados, o festival também conta no line com os conjuntos musicais pioneiros, O Último Banco do Bar e A Casa Imaginária. Em meio a este mergulho de um oceano de criatividade musical, o público poderá adquirir os ingressos antecipados (R$ 30,00) pelo site ou n’O Condado (Bulevar Ana Pimentel, 66, Centro de São Vicente). E, no dia do evento, a portaria venderá os bilhetes por R$ 35,00. Tradicional na Baixada Santista, o Coletivo Sardinhada é uma iniciativa dos amantes da música independente que buscam pela valorização dos artistas locais, fomentando a cena musical da região, conquistando plateias e trazendo cada vez mais os adeptos e fãs do segmento. Outras informações pelo Instagram (@coletivosardinhada).

Playtoy: Barbie, Empoderamento Feminino e Eurodance inspiram novo videoclipe de Bialcure 

Bialcure

Com dependência emocional e objetificação, os relacionamentos tóxicos podem ser extremamente prejudiciais. E é justamente o escape de um parceiro abusivo que inspira o single “Playtoy”, de Bialcure. A faixa cruza a linha do pop contemporâneo, com flashbacks que enaltecem o movimento Eurodance e a musicalidade de Depeche Mode e Madonna, principalmente nos anos 1990. Natural de Vitória (ES) e radicada em Atlanta, nos Estados Unidos, Bialcure chegou nessa sonoridade com o suporte do francês Romain Drouet e do norte-americano Zigahertz. Para dar vida à temática da música, envolta pelo empoderamento feminino, a cantora preparou um videoclipe recheado de tons de rosa, emulando a identidade visual empregada por Greta Gerwig no recém-lançado filme da Barbie.  Segundo a cantora, “Playtoy” reflete sobre a forma como a submissão feminina ocorre devido ao medo da solidão. “É sobre o medo de se impor, de se expressar e cobrar respeito, companheirismo e comprometimento. A sociedade tem sido cruel com as mulheres porque até a nossa liberdade sexual foi cooptada e usurpada a favor do patriarcado. É cansativo! Acredito que muitas se sentem perdidas e exaustas”. Compositora desde 1997, Bialcure começou a gravar as suas canções em meados de 2018, tendo lançado os EP’s No Push e Distant Island e os singles Fim da Fila, Too Much To Deal With, Fractions Of You, Isto Vai Passar e 5X1 (Velho Babão, Novinho Sem Noção).

Everclear promove show intimista e cheio de hits em Westbury

Nos anos 1990 e começo dos 2000, a banda norte-americana Everclear entregou um caminhão de hits, todos sempre carregados de letras fortes e refrões fáceis. Apesar desse apelo, que teve grande impulsionamento pela MTV Brasil, o grupo de Art Alexakis nunca veio ao Brasil. Coube então a missão de buscar essa experiência longe de casa. Bem próximo de Nova York, em Westbury, na região de Long Island. Esse foi o local que pude realizar esse desejo. O cartaz não poderia ser melhor, além do Everclear, estavam escalados The Pink Spiders e The Ataris. No entanto, o vocalista do Ataris, Kris Roe, contraiu covid e cancelou a apresentação em cima da hora. Coube ao The Pink Spiders esquentar o público. Com o The Space at Westbury ainda vazio, esse grupo não poupou energia. Mesmo sem conhecer profundamente o trabalho deles, me surpreendi com a disposição dos integrantes e o visual bem roqueiro. O show do The Pink Spiders começou com Gold Confetti, carro-chefe do álbum mais recente, Freakazoid, lançado há dois meses. Outros destaques do show foram Little Razorblade, canção mais conhecida da banda, e Modern Swinger, que encerrou a apresentação. Se no começo o público parecia muito discreto curtindo o show, da metade para o fim o cenário mudou por completo. The Pink Spiders saiu bastante aplaudido do palco. Antes do início do Everclear, aproveitei para conhecer melhor a casa de shows. O The Space at Westbury é um antigo teatro, que foi como um respiro cultural nessa pequena cidade, dos anos 1920 aos 1980. Menos de uma década atrás ele foi salvo de uma demolição e virou a principal casa de shows da região. Everclear Mesmo que a esclerose múltipla limite Art Alexakis para muitas coisas, no palco o vocalista do Everclear vira outra pessoa. É nítido como se manter ativo é uma terapia para ele, seja para relembrar a origem de algumas canções ou arrancar sorrisos cantando seus maiores sucessos. Por falar em hits, o show do Everclear é praticamente um best of do início ao fim. So Much for the Afterglow, Everything to Everyone e Heroin Girl foi a trinca inicial. Art Alexakis não é a única estrela no palco. O baixista Freddy Herrera é vibrante o tempo todo, o braço direito do vocalista, capaz de manter o ritmo puxado entre as músicas, garantindo um setlist acelerado. >> Confira entrevista exclusiva com Art Alexakis, do Everclear Uma das surpresas do set foi Sing Away, que foi feita originalmente acústica para a carreira solo de Art Alexakis, mas ganhou uma versão mais rock com a banda. Tocando para um público abaixo de mil pagantes, Art Alexakis relembrou momentos em Long Island, brincou com alguns fãs, além de detalhar a importância de cantar faixas tão marcantes, como Father of Mine e Wonderful. Da metade para o fim, mais hits: AM Radio, I Will Buy You a New Life e Santa Monica, que fechou o show. Antes, no entanto, ainda teve tempo para atender o pedido do público por The Boys Are Back in Town, cover do Thin Lizzy. Antes de deixar o The Space, Art Alexakis e seus companheiros de banda receberam o público para uma rodada de autógrafos, fotos e conversas. Em resumo, pacote completo. Impossível não sair feliz de Westbury. E ainda deu tempo de pegar o trem de volta para a Grand Central, em Nova York.

Música Indie e Cotidiano: Banda Cronistas apresenta álbum debut ‘O Que é Ser Feliz?’

Cronistas

Você percebe a felicidade nos detalhes do cotidiano? Esse é o tema do álbum de estreia da Cronistas: “O Que é Ser Feliz?”. Com uma sonoridade inspirada no indie, na psicodelia e no dream pop de Terno Rei, Tame Impala e Crumb, a banda revisita o dia a dia de forma introspectiva em uma narrativa composta por 9 canções. Em atividade desde meados de 2016, o grupo contempla composições retrospectivas e inéditas em um disco sutil, que aposta na simplicidade e reflete sobre incertezas. O repertório inclui os singles “Talvez (Sei Lá)”, “Incerto”, “Alívio”, “Bia”, “Aquele Outono”, “Medo de Ser”, “Vazio”, “Sobreviver” e a inédita “O Que é Ser Feliz?”. O baixista Hiero Bartholo e o tecladista Matheus Fernandes comandaram a produção do álbum, majoritariamente gravado em home studios. Apenas as linhas de bateria foram gravadas fora desse contexto, com captações no Salinha Music Studio, em Santos (SP) – cidade de origem do grupo. O vocalista e guitarrista, Guilherme Ramos, destaca que o álbum é um marco na trajetória da Cronistas. “Firmamos a nossa identidade com esse trabalho e temos alcançado cada vez mais pessoas com a nossa ótica sensorial em cada uma das letras. Conseguimos encontrar a nossa própria sonoridade em meio às bandas que admiramos”. O quinteto ainda é composto pelo baterista Vitor Scabbia e pelo vocalista e guitarrista, Vassilis Konsolakis. Anteriormente, a banda lançou os EPs “Queda / Ascensão” (2020) e “Primeira Viagem” (2016).  Confira o setlist do álbum ‘O Que é Ser Feliz?’: Talvez (Sei Lá) Incerto Alívio Bia Aquele Outono Medo de Ser Vazio Sobreviver O Que é Ser Feliz?