Natiruts lança “En Vivo En Argentina”, álbum gravado em Buenos Aires

Carregando uma mensagem maior que apenas a sua música, o Natiruts lançou um álbum que ultrapassa as fronteiras e mostra o tamanho do grupo. En Vivo En Argentina foi gravado em Buenos Aires, no Luna Park, com dois dias de ingressos esgotados, para um público total de 14 mil pessoas. A data escolhida para o lançamento do projeto não é por acaso, dia 20 é o Dia Internacional do Amigo e, como é conhecimento público, a amizade é um dos temas centrais da banda brasiliense. Contendo 16 faixas, Alexandre Carlo fala da singularidade do novo trabalho: “Um show para fãs, com músicas lado B, diferente de todos os outros já lançados até agora”. O repertório traz músicas como Você Me Encantou Demais, Serei Luz, No Mar e Groove Bom, com participação do premiado bandolinista Hamilton de Holanda, que foi escolhida para ser o primeiro single. Com 27 anos de história, a banda de Brasília era good vibes bem antes que o termo virasse algo corrente no pop brasileiro – ainda nos anos 1990, fez a conexão pioneira do balanço revitalizante do reggae jamaicano com um Brasil cheio de ritmos envolventes e de belezas naturais. Essa é a combinação de riquezas artísticas que o Natiruts renovou com o lançamento do álbum Good Vibration – Vol 1, em 2021. Mixado por Tony Maserati (que já trabalhou com Beyoncé e Ariana Grande, além de trazer algumas indicações ao Grammy na bagagem) e masterizado por Felipe Tichauer (engenheiro de som especializado em masterização, também indicado a Grammys), o volume 1 do projeto Good Vibration veio com todo o som a que tem direito para abrir os caminhos do Natiruts pelo mundo.
Angélica Duarte transforma o desejo no single “Kero Kero”

Se é verdade que os opostos se atraem, Angélica Duarte se debruça sobre as contradições do desejo e da luxúria em um single que brinca com as dissonâncias. Kero Kero é uma canção que já nasce dual e chega às plataformas em duas versões: uma, pungente e elétrica; a outra, intimista e intensa. A produção é assinada pela própria Angélica em parceria com Rômulo Mendes. As duas faixas do single compartilham a mesma letra e melodia, porém apresentam sonoridades distintas. A versão acústica destaca-se pelo dedilhado constante do violão de aço e por efeitos vocais psicodélicos, enquanto a elétrica traz uma combinação envolvente de baixo, guitarra, synths e beats programados. A essência que conecta ambas as encarnações de Kero Kero é clara: um sentimento indie, com timbres e frases influenciados pelo rock alternativo dos anos noventa. Esse contraste musical demonstra a versatilidade de Angélica Duarte, uma artista plural que expande com desenvoltura os limites da MPB com que despontou no cenário independente. Seu primeiro trabalho de destaque veio ainda em 2018, quando lançou o EP Odara, uma releitura de canções de Caetano Veloso. Em 2021, revelou seu primeiro álbum solo, Hoje Tem, onde assina todos os arranjos e conta com participações especiais de Letrux e Juliana Linhares. Singles como Pakera Fraka, Grudinho e Outro Verão (com Luisa Lacerda) mantiveram a artista como uma das mais interessantes de sua geração. O novo single Kero Kero tem um propósito claro: marcar a transição entre a fase acústica de Angélica e a próxima etapa que será apresentada em seu segundo álbum, no qual a artista trabalha no momento. A canção traz a voz doce e assertiva da cantora, que em seus versos faz referência ao tema infantil Head Shoulder Knees and Toes, apresentando partes de um corpo que desfilam sob a mirada de uma mulher desejante. Ela se reapropria da narrativa com um olhar feminino libidinoso – e, tal qual o pássaro que inspira o título da faixa, vai atrás dos corpos que mais lhe apetecem.
Pedro Fonte anuncia novo álbum solo recheado de participações especiais

Pedro Fonte vem construindo, ao longo da última década, uma reputação de baterista de grandes artistas – tendo trabalhado com nomes como Cícero, Rubel, mãeana, Antonio Neves e Marcelo Callado. Agora, ele mostra outro lado de seu trabalho, com o single Back to the Start, um primeiro gostinho de sua próxima etapa solo como cantor, compositor e instrumentista. A faixa vem acompanhada de um vídeo onde Fonte surge entre luzes e cores, com o artista servindo de tela para projeções. O lançamento anuncia o segundo disco, Luz na Madrugada / Late Night Light, previsto para setembro através do seu selo Gá Music em parceria com a yb music. A novidade é o primeiro passo de Pedro Fonte após o álbum de estreia, Filme do Tempo, um mergulho intimista e pessoal lançado no auge da pandemia, em 2020. Agora, o músico está pronto para novos ares. O recomeço proposto por Back to the Start é um convite ao descanso, uma mudança no equilíbrio das energias solares que vêm antes e depois dessa canção – a sexta faixa, inaugurando a segunda metade do trabalho de 10 músicas. “Foi uma das últimas que compus e queria uma música que aterrasse um pouco o que estava rolando nas outras, que acalmasse a energia do disco. De alguma forma ela se elegeu pra ser o single, muita gente que ouviu o disco se relacionou de cara com ela. Talvez porque é uma música curta, simples, com uma letra muito direta ao ponto e com praticamente um acorde só a música inteira (ela muda e passa rapidamente por outros dois…). Com a melodia pronta, senti que tinha algo cíclico nisso de martelar o mesmo acorde o tempo inteiro”, analisa Pedro. A temporalidade e efemeridade das coisas segue como uma motivação latente no trabalho de Fonte. Tanto que o título do novo álbum é, também, um recorte temporal: as altas horas da madrugada, em que os silêncios se amplificam e as luzes pulsam mais intensamente. “Acabei me inspirando pra falar de algo muito banal nas nossas vidas, a sensação de voltar pro ponto de início, assistir esse filme que é o nascer e morrer das coisas, o tempo passar e voltarmos pra estaca zero e construir as coisas de novo pra que elas morram e nasçam outras eternamente. Tentei produzir essa música pra ficar com uma estética bem escura, como debaixo d’água ou dentro de um ventre mesmo e ir abrindo, saindo da água. A música vai crescendo em termos de timbres – começa só com violão baixo e bateria, depois ganha sintetizadores, vibrafone, a melodia vai andando e música ganhando corpo, nascendo de novo…”, ele completa. Com sua nova fase criativa, Fonte solidifica sua trajetória solo para muito além do instrumento pelo qual ficou conhecido. Back to the Start expõe a intenção desse próximo trabalho: uma retomada criativa e um resgate musical de uma bagagem já expressiva.
Gabriel Grossi e Arismar do Espírito Santo anunciam álbum De Volta Pro Aconchego

Gabriel Grossi e Arismar do Espírito Santo, renomados representantes da música instrumental brasileira, se uniram em uma homenagem a Dominguinhos. O resultado é o álbum Domingou, que reunirá 15 músicas, sendo 12 do próprio Dominguinhos, duas de Arismar dedicadas ao mestre e uma faixa composta no estúdio, uma parceria entre Arismar e Gabriel, que empresta seu nome ao disco. Para dar o pontapé inicial ao projeto, o single De Volta Pro Aconchego já está nas principais plataformas. O álbum será lançado pela gravadora Biscoito Fino, e De Volta Pro Aconchego chega próximo de uma data simbólica: 23 de julho marca o aniversário de dez anos da morte de Dominguinhos. O propósito desse resgate é mostrar como está viva a chama de uma das obras mais plurais, inventivas e atemporais do nosso cancioneiro popular. Não por acaso, De Volta Pro Aconchego foi escolhida para iniciar a divulgação do álbum pelo seu poder de atravessar gerações e conquistar o coração do Brasil ao falar de amor. Essa canção, fruto da genialidade de Dominguinhos e da sensibilidade de seu parceiro e letrista Nando Cordel, ganha agora uma versão instrumental com gaita e baixo, interpretada por Grossi e Espírito Santo pela primeira vez em disco. De Volta Pro Aconchego tem uma história tão cativante quanto seu título. Durante um almoço, Dominguinhos contou a Nando Cordel sobre uma briga que havia tido com sua esposa e como ele queria voltar para casa de qualquer maneira. Nesse momento, compartilhou a linda melodia da música. Assim, a composição retrata a saudade de um amor e o reconfortante calor de um beijo da pessoa amada. A temática ecoou nos corações Brasil afora. Lançada como abertura da novela Roque Santeiro em 1985, De Volta Pro Aconchego conquistou o primeiro lugar nas paradas de rádio e ficou por mais de um ano nos ouvidos dos brasileiros, na voz marcante de Elba Ramalho. Agora, esse clássico da música nacional recebe uma nova roupagem instrumental com gaita e baixo, interpretados por dois grandes expoentes desses instrumentos e da música instrumental brasileira. De maneira criativa, Arismar e Gabriel revisitam e reinventam a obra de José Domingos de Morais, o Dominguinhos, apresentando versões emocionantes em um formato único – ou, como eles mesmos gostam de chamar nessa homenagem, zabumbaixo e fole de boca. Além disso, Arismar também tocou violão e piano, enquanto Gabriel assumiu a harmônica baixo. Toda a motivação desse mergulho intenso na obra de um dos grandes nomes da música regional brasileira veio da admiração em nível pessoal e profissional. Gabriel Grossi e Arismar do Espírito Santo não apenas tocaram e gravaram ao lado de Dominguinhos, mas também foram seus amigos próximos. Conviveram intimamente com ele e compreenderam profundamente a essência desse gênio da música brasileira. Surge então a necessidade de transformar todo esse amor e admiração em música.
Patrícia Diegues lança releitura pop de Bem Que Se Quis; ouça!

A cantora santista Patrícia Diegues lançou o single Bem Que Se Quis. A canção é uma releitura da versão que virou hit nacional da MPB na voz de Marisa Monte. Bem Que Se Quis traz uma sonoridade pop contemporânea, com elementos acústicos, bateria e baixo pulsantes, beats e timbres modernos, que prometem trazer uma atmosfera dançante e alto astral. A direção artística e produção musical foi feita por Luccas Trevisani. A faixa será lançada pela gravadora independente Torilo, que acumula mais de 150 milhões de streams e é dirigida por Trevisani. “Seria impossível cogitar qualquer arranjo que rivalizasse com versão de Marisa Monte, por isso ousei criar um arranjo totalmente diferente e improvável, mesclando a brasilidade do violão de nylon, com beats e elementos modernos, somados com uma base de bateria e baixo bem dançantes e um arranjo com aberturas vocais inéditas para essa obra”, conta Trevisani. “Conseguimos trazer uma sonoridade pop, dançante, descontraída, e que além de celebrar o legado da MPB, também tem tudo para conectar diferentes públicos e gerações”, conta Diegues. “Acreditamos muito no potencial dessa faixa e estamos trabalhando para que essa releitura alcance milhões de pessoas e conquiste seu merecido espaço na trilha sonora de suas vidas”, completa Luccas Nascida em Santos, Patrícia Diegues teve seu primeiro contato com as artes ainda na infância, quando iniciou sua jornada na dança aos 7 anos de idade. Mais tarde, formou-se em Psicologia, mas a paixão pela música sempre falou mais alto. Após retomar seus estudos de música, participou das eliminatórias do reality show Fábrica de Estrelas, o que a motivou ainda mais a apostar na sua carreira musical. Ao longo de sua trajetória, Diegues já encantou o público em bares, eventos corporativos e bandas autorais. Agora, como artista solo, ela mostra que veio pra ficar com seu segundo single. “Estou muito empolgada e feliz com o resultado final, me diverti muito durante o processo de gravação tanto da música quanto do videoclipe”, afirma Diegues.
Inspirada em Rita Lee e Daisy Jones, Amanda Birchal lança “Mistério”

A cantora e compositora mineira Amanda Birchal lançou, nesta sexta (21), a música Mistério. A jovem artista oferece uma canção repleta de sentimentos, adquiridos através de suas experiências pessoais. Mistério é uma música inspirada na canção Esse Tal de Roque Enrowl, de Rita Lee e trazida para a realidade da artista. Ela, que é apaixonada pelos anos 70, também se inspirou em Legião Urbana e no rock antigo brasileiro, além do álbum Aurora, oriundo da série americana de drama Daisy Jones and the Six, sucesso em todo mundo e presente na vida e na carreira da artista. “Mistério é um balanço de sentimentos tanto bons quanto ruins, que acabam trazendo uma confusão, e não entendimento sobre o que a pessoa quer. Minhas expectativas estão bem altas”, comenta Amanda Birchal. Produzida pelo time de produtores da Alma Music Arthur Favero e André Primo, sob o comando do músico e CEO do selo Antonio Eudi, e escrita por Amanda, a faixa é um pop rock instigante, com uma letra que fala de um relacionamento jovem, com vivências e paixão. “Na terça-feira somos amigos. Na quarta feira a gente brinca com perigo. Quinta feira você diz que já me esqueceu. E sexta-feira cê já entendeu. Mistério. Isso é sério. Você é o mentiroso mais sincero”. Com uma batida viciante, Mistério é uma música que facilmente poderia fazer parte da trilha sonora de uma produção dos anos 70, com toda potência sonora e vocal que somente Amanda Birchal pode oferecer. A artista comenta sobre a importância dessa época em sua vida. “É um período [anos 70] que tivemos a maioria dos artistas que me fizeram ser quem eu sou hoje, como por exemplo Stevie Nicks e Rita Lee… gosto de pensar que eu sou uma mistura do atual e do antigo… trazendo o mais legal dos dois mundos”. Este é o segundo single que a artista lança em 2023 e sucede o lançamento de Fantasia, uma encantadora canção melancólica de decepção amorosa que já ultrapassa os 31 mil plays apenas no Spotify. Ainda em 2023, Amanda segue com seus lançamentos e pretende fazer diversos shows pelo Brasil.
Tony Bennett morre aos 96 anos
Com álbum novo no forno, The Mönic lança single Atear

Quarto single do novo álbum da The Mönic, Atear bebe na veia do punk rock e sua letra veio de uma vez, como um desabafo, para o baterista e vocalista Coiote. “A inspiração veio do sentimento de esperança no meio do caos, é tipo uma seta apontada pra positividade no meio de uma situação tenebrosa. Bozo era o presidente, as pessoas destilando ódio para todos os lados, muita morte, injustiça e descaso. Em meio a tudo isso é fácil a gente entrar numa vibe negativa, e ficar doente tanto fisicamente quanto mentalmente. Então quis escrever um som que apontasse as coisas ruins que vivemos mas com uma perspectiva de quem, apesar das maldades do dia a dia, vê motivos pra ser uma pessoa boa, para continuar e fazer do mundo um lugar melhor”, explica Coiote. De acordo com o músico, a letra descreve uma cidade hostil ‘pelos becos da cidade azul, os bonzinhos se estranham no bar’, mas em seguida vem a estrofe do pré refrão que diz ‘Mesmo assim vou tocar meu disco preferido aonde eu for‘. “E o refrão é um hino pra atear fogo em tudo que há de ruim na nossa sociedade e dentro da gente, ‘fogo no seu ódio’, sentimentos negativos, preconceitos, descriminação etc”, finaliza. “No clipe resolvemos queimar algumas coisas que geram ódio em cada um, como os padrões impostos sobre a mulher e o homem, os vícios, o lado tóxico da pressão do romantismo e das relações tradicionais criadas pela sociedade. Foi uma espécie de exorcismo desses males representados por objetos. E a estética anos 50 veio como uma sátira desse universo conservador onde não nos encaixamos”, conta a guitarrista e vocalista Ale Labelle. O clipe, como todos os outros, continua contando a história do clipe anterior, Sabotagem, e se encaixa dentro do conceito do álbum. O álbum será lançado pela gravadora Deck dia 1 de setembro.
Jornalista e amigo íntimo de Kurt Cobain lança biografia do Nirvana no Brasil

Muitos anos se passaram desde a trágica perda de Kurt Cobain em 1994, mas o impacto e a influência do Nirvana permanecem fortes. Em Nirvana – A Verdadeira História (Belas Letras), pela primeira vez, a história da banda é contada por alguém que estava realmente lá, alguém que compartilhou momentos íntimos com Kurt, Krist e David. Everett True, o lendário jornalista que viveu a cena musical de Seattle desde 1989, foi o cara que entrevistou esses três talentosos músicos de Aberdeen. E sabe o que mais? Ele foi o responsável por apresentar Kurt a Courtney! Além disso, você lembra da famosa cena no palco do Reading Festival em 1992? Adivinha quem empurrou a cadeira de rodas de Kurt? Sim, foi o próprio Everett True! Esse cara definitivamente tem histórias para contar! Mas a aventura não para por aí. True foi o único jornalista que teve acesso à casa de Kurt imediatamente após sua morte. Ele esteve lá e testemunhou a comoção que tomou conta de todos. E agora, ele compartilha tudo isso conosco. Nesta biografia, você encontrará não apenas as memórias pessoais de True, mas também entrevistas exclusivas com dezenas de pessoas da cena alternativa americana. O resultado é um livro sincero, definitivo e comovente, repleto de cenas de bastidores que capturam a verdadeira face do Nirvana. Este livro é a chance de conhecer o Nirvana como você nunca viu antes. E de fã para fã, esteja pronto para rir, chorar e se emocionar com as histórias e os momentos que definiram uma das maiores bandas de todos os tempos.