Primeiro rapper brasileiro a ocupar o Allianz Parque como headliner, BK’ anuncia convidados

O rapper carioca BK’ confirmou que o seu show comemorativo de 10 anos do álbum Castelos & Ruínas acontecerá no dia 19 de setembro de 2026, no Allianz Parque, em São Paulo. O marco é inédito: é a primeira vez que um artista solo de rap do país ocupa o estádio principal da capital paulista sem o auxílio de festivais ou outras bandas de grande porte. Mais do que um show, o evento promete ser uma radiografia do rap nacional da última década. BK’ convocou uma “seleção” de parceiros que cruzaram sua trajetória: Marcelo D2, Djonga, Marina Sena, L7nnon, Evinha, Luccas Carlos, Febem, Sain, Akira Presidente, Ashira, 2ZDinizz e FYE. Castelos & Ruínas é o foco do show do BK’ no Allianz Parque Lançado em 2016, Castelos & Ruínas foi o pontapé inicial que deu a BK’ a voz de uma geração. O álbum não só moldou a carreira do artista, mas também abriu portas para que outros nomes da cena periférica fossem ouvidos. “Ocupar um espaço desse é uma conquista gigante. Quero trazer comigo uma galera que não só faz parte da minha história, mas que representa muito para o movimento”, afirma o artista sobre o time de convidados. Guia de ingressos Os ingressos já estão disponíveis na Eventim. Clientes Itaú contam com 15% de desconto e parcelamento em 3x sem juros na pré-venda. Serviço: BK’ Monumental – 10 anos de Castelos & Ruínas

Lvcas explora o “e se” da vida em seu novo videoclipe

Como seria a nossa trajetória se tivéssemos tomado outros rumos em momentos decisivos? Essa é a pergunta que move E Se?, o quarto single do EP Abatido Mas Não Derrotado (2025), que ganha agora um videoclipe visualmente ambicioso. O projeto de Lvcas, a faceta musical de Lucas Inutilismo, abandona a zona de conforto do barulho desenfreado para investigar a melancolia e o peso da autocrítica. Se o EP transita entre gêneros como trap metal e metalcore, E Se? é a faixa que puxa o freio, focando na melodia e na construção dramática. É um rock introspectivo que prova que não é preciso “fazer barulho pelo barulho” para prender a atenção de quem ouve. Tecnologia e cinema no estúdio O videoclipe de E Se? é um dos pontos altos da produção visual do artista até hoje. Utilizando tecnologia de cinebot (câmera com movimentação automatizada de alta precisão), o vídeo apresenta três versões do próprio músico em cena ao mesmo tempo. A estética, marcada por sombras, névoa e um ambiente onírico, cria a sensação de claustrofobia mental, como se o espectador estivesse preso dentro da cabeça do protagonista. Do YouTube para os estádios Lvcas construiu uma base de fãs extremamente fiel muito antes de pisar nos palcos profissionais. Com o fenômeno da série ANO em uma Música e uma transição consistente para álbuns autorais como Humanamente (2024) e o recente EP, ele hoje acumula mais de 12 milhões de seguidores e meio bilhão de streams. O próximo grande desafio já está marcado: a estreia no Rock in Rio 2026, no dia 5 de setembro, no Palco Supernova. O show, que segue o modelo de sua bem-sucedida apresentação no Espaço Unimed, terá quase duas horas de duração com banda completa, transformando a energia do estúdio em uma experiência física de larga escala.

Coletânea “O Pop é Punk: 00s” encerra projeto com hits de Sandy & Junior e Skank

A coletânea O Pop é Punk: 00s chegou às plataformas digitais pela Grudda Records, encerrando um ciclo de lançamentos iniciado em 2023 que revisitou a música brasileira desde os anos 60. O projeto, idealizado por Felipe Medeiros, reuniu 27 artistas independentes de diversas regiões do país para dar uma cara nova, e muito mais rápida, a hits que tocaram à exaustão nas rádios e trilhas de novelas da década de 2000. O que tem no disco? A proposta é transformar o “chiclete” pop em distorção e velocidade. Entre as faixas que ganharam versões aceleradas estão: Além disso, a coletânea não tem medo de arriscar, trazendo releituras inesperadas como Quando Você Passa (Turu Turu), de Sandy & Junior, e Borboletas, da dupla Victor & Leo. Estética Blink-182 na coletânea O Pop é Punk: 00s Como encerramento da série, a capa não poderia ser mais emblemática: uma homenagem direta ao álbum Take Off Your Pants and Jacket, do Blink-182, um dos maiores ícones do pop punk mundial nos anos 2000. A arte, assinada por Paulinho Tscherniak, sela o tom da coletânea, que é, acima de tudo, uma celebração da cultura pop daquela época.

Nando Reis e Marisa Monte lançam versão camerística de “Pra Você Guardei o Amor”

A história musical entre Nando Reis e Marisa Monte é uma das mais duradouras e bem-sucedidas do Brasil, mas, curiosamente, eles ainda não tinham uma gravação oficial em dueto de um de seus maiores hinos. Isso acaba de mudar: a nova versão de Pra Você Guardei o Amor já está disponível em todas as plataformas de música. O projeto, que conta com a regência do maestro André Bachur, foge da obviedade do violão acústico e aposta em uma formação camerística refinada. O arranjo traz camadas inusitadas para uma canção pop, incluindo oboés, trompas, harpa, cello e marimba, criando uma textura sonora que o próprio Nando descreve como “atípica, mas muito interessante”. Conversa de duas vozes A produção da faixa foi um trabalho a quatro mãos. Segundo Nando, a ideia de gravar em duas vozes já existia desde a concepção original da música, mas só agora o arranjo permitiu essa “conversa” completa entre os dois. “A gente resolveu fazer algumas coisas diferentes e outras iguais. O violão segue sendo a estrutura básica, mas a instrumentação é muito diferente. Tem uma dinâmica linda das nossas vozes cantando juntas, as intensidades e os alívios”, comenta Marisa Monte sobre o processo. Onde tudo começou na parceria de Nando Reis e Marisa Monte Vale lembrar que essa parceria transcende o estúdio. Ambos construíram uma cumplicidade artística rara nas últimas décadas, marcada por composições icônicas e um respeito mútuo que fica evidente na forma como dividem o espaço na nova gravação. A versão de 2026 de Pra Você Guardei o Amor soa menos como uma “música de rádio” e mais como um encontro entre velhos amigos que se conhecem o suficiente para se ouvirem em silêncio durante uma performance.

Gustavo Spínola lança o segundo volume do projeto “Do Acaso ao Cais”

O encontro, que era puro acaso no primeiro volume, agora ganha raízes e memórias. O músico e compositor Gustavo Spínola acaba de disponibilizar em todas as plataformas o EP Do Acaso ao Cais – Volume 2. O trabalho dá sequência à trilogia que compõe seu novo álbum, revelando uma face ainda mais íntima e colaborativa de sua produção autoral. Se o primeiro volume apresentou a proposta, este segundo movimento foca na força dos laços. Em Canva, Gustavo promove um encontro geracional dentro de casa: a faixa conta com a participação especial de seus dois filhos, transformando a música em um registro tátil de afeto e continuidade. Diálogos e paisagens poéticas O EP segue com Vida Coração, um dueto sofisticado com Verônica Ferriani. A interpretação compartilhada traduz uma cumplicidade rara, onde o silêncio e a melodia ocupam espaços equilibrados. O encerramento fica por conta de Sob os Dormentes, canção que reafirma o caráter reflexivo e telúrico do projeto, conduzindo o ouvinte por uma paisagem sonora que o mestre Guinga definiu como de uma “brasilidade muito grande”. Reconhecimento dos mestres A obra de Gustavo tem sido um alento para os ouvidos mais atentos. Além de Guinga, nomes como Rosa Passos e Pedro Mariano têm tecido elogios à clareza de seu timbre e ao cuidado quase artesanal de seus arranjos. Segundo Pedro Mariano, Do Acaso ao Cais é MPB na sua mais pura essência.

Paul McCartney lança álbum The Boys of Dungeon Lane

Após um hiato de mais de cinco anos em seus lançamentos solo, o eterno beatle Paul McCartney apresentou The Boys of Dungeon Lane, um álbum que se autodefine como a “história antes da história”. Uma viagem à Liverpool do pós-guerra Mais do que um simples conjunto de canções, o novo trabalho é uma coleção de memórias íntimas. Com foco total na introspecção, McCartney abre o baú de recordações e compartilha passagens que nunca haviam sido reveladas ao público. O álbum transporta o ouvinte para a Liverpool da década de 1950, descrevendo com uma franqueza rara: A rotina e a resiliência de seus pais no pós-guerra; Os primeiros acordes e aventuras compartilhadas com John Lennon e George Harrison; A vida cotidiana muito antes da explosão da beatlemania. Vulnerabilidade e legado The Boys of Dungeon Lane mostra um Paul McCartney em estado de espírito sincero e reflexivo. Ao revisitar os alicerces de sua formação, o artista explora o que moldou não apenas sua vida, mas também a base da cultura popular moderna. É, sem dúvida, o projeto mais pessoal e transparente de toda a sua trajetória.

Violet Grohl mergulha na nostalgia do rock alternativo em álbum de estreia

A cantora e compositora Violet Grohl lançou o seu álbum de estreia, Be Sweet To Me. Composto por 11 faixas, o projeto é um tributo sonoro ao final dos anos 1980 e início dos anos 1990, um período que a artista descreve como autêntico e cru. Referências e atmosfera de Violet Grohl O disco é uma colagem de influências que moldaram o gosto musical de Violet desde a infância. Na sonoridade do álbum, é fácil identificar ecos de nomes fundamentais do rock alternativo e grunge, como Pixies, Soundgarden, Cocteau Twins, The Breeders, PJ Harvey, Björk, Alice in Chains, L7 e Juliana Hatfield. Segundo a artista, o objetivo foi capturar a mensagem e o visual de uma época que considera poderosa. “Existe algo muito autêntico na música daquele tempo”, comenta. Influências cinematográficas Além da música, Be Sweet To Me traz uma carga visual e narrativa fortemente influenciada pelo cinema. Fã confessa da obra de David Lynch, Violet transpôs essa estética para as suas composições. Um dos exemplos mais claros é a faixa What’s Heaven Without You, que explora contornos impressionistas e nasceu de sentimentos melancólicos após os incêndios em Altadena, Los Angeles. O resultado é um trabalho cinematográfico que consegue ser, ao mesmo tempo, uma homenagem ao passado e uma afirmação da identidade artística atual de Violet Grohl.

Supergrupo mineiro Capsula une membros do Skank e Penélope no single “Dopamina”

O supergrupo Capsula lançou o seu primeiro single, Dopamina, via OneRPM. A banda reúne figuras carimbadas do mainstream e do indie nacional: Érika Martins (voz, ex-Penélope), Fernando Americano (guitarra, ex-thesurfmotherfuckers e Penélope), Haroldo Ferretti (bateria, ex-Skank) e Lelo Zaneti (baixo, ex-Skank). Conexão de estúdio nas montanhas de Nova Lima O início da banda se deu de forma quase acidental, típica dos encontros orgânicos de Belo Horizonte. Um almoço de família e conexões informais entre vizinhos e músicos que frequentavam os mesmos círculos há décadas, mas que nunca haviam dividido um estúdio, geraram o convite simples: “vamos fazer um som?”. Em vez de correr para o estúdio comercial, os quatro integrantes decidiram trabalhar em silêncio. Durante um ano inteiro, o quarteto se reuniu de forma descompromissada no Estúdio Bamboo, espaço montado na casa do baterista Haroldo Ferretti, cercado pelas montanhas de Nova Lima (MG). Longe das pressões do mercado, eles passaram noites e madrugadas desmontando, experimentando timbres e reconstruindo arranjos. O foco do grupo foi preservar a crueza dos instrumentos gravados por mãos humanas, abraçando as imperfeições naturais que dão alma ao rock de garagem. Crônica digital de “Dopamina” O resultado dessa calmaria é uma sonoridade madura que caminha entre o pop rock, o pós-punk, o dub e o reggae. O primeiro cartão de visitas dessa fase, Dopamina, é uma verdadeira crônica da exaustão urbana contemporânea. Liricamente, a faixa aborda a nossa ansiedade digital, a hiperconexão, as relações líquidas e a dependência química que desenvolvemos pelas notificações e validações instantâneas dos ecrãs de nossos telemóveis. É o balanço perfeito entre a cozinha rítmica clássica de Haroldo e Lelo, as texturas espaciais das guitarras de Fernando e a interpretação densa e magnética que sempre foi marca de Érika Martins.

Greta Van Fleet resgata as origens em novo single, Play Your Games

O Greta Van Fleet deu início a uma nova fase em sua trajetória. Após realizar uma performance intimista no Bowery Ballroom, em Nova Iorque, o grupo vencedor do Grammy lançou o single e o videoclipe Play Your Games, a primeira amostra oficial de um material inédito desde que a banda decidiu se afastar dos holofotes para compor. Retorno à crueza Diferente de seus trabalhos mais recentes, que exploravam arranjos complexos e uma sonoridade expansiva, Play Your Games aposta na irreverência. O som é o resultado de uma imersão no Tennessee ao lado do produtor Mike Elizondo, conhecido por trabalhos com Fiona Apple e Turnstile. A música foi resgatada de uma demo dos arquivos da banda, capturando a essência dos anos de formação do grupo em Frankenmuth. Para Jake Kiszka, guitarrista da banda, o tema central é simples: “É sobre essa bela natureza de aproveitar um momento”. Estética e universo visual O lançamento é acompanhado por um videoclipe oficial dirigido pela Moonbase, que expande o universo visual da banda. O vídeo reflete a atitude afiada da música, consolidando o que parece ser uma era mais “indomável” do quarteto. Assista ao videoclipe