Papangu antecipa álbum “Celestial” com o single “Colosso”

A banda paraibana Papangu acaba de liberar mais uma peça fundamental de seu próximo quebra-cabeça sonoro. Já está disponível em todas as plataformas digitais o single Colosso, a segunda amostra do álbum Celestial, que chega em agosto pela gravadora Deck. A faixa é uma construção ambiciosa que revela a pluralidade do grupo. Segundo o integrante Pedro Francisco, as primeiras partes surgiram ao piano com uma sonoridade que remetia diretamente ao Clube da Esquina e às montanhas de Minas Gerais. O desfecho, porém, foi capturado em um santuário ecológico no Rio Grande do Norte, onde a melodia final “invadiu” o músico em meio à mata. Uma sonata em três atos Diferente da estrutura pop convencional, Colosso organiza-se como uma sonata dividida em três partes: A música não tem pressa. Ela se beneficia de um certo estatismo para desenvolver suas ideias, empilhando camadas sonoras que culminam em um final denso, onde tudo parece desmoronar sob o próprio peso. Húbris, redes sociais e Ozymandias Liricamente, a canção utiliza o Colosso de Rodes (uma das sete maravilhas do mundo antigo) como alegoria para a “húbris”, o orgulho excessivo. A banda traça um paralelo entre os invasores da antiguidade e a performance insustentável do sucesso nas redes sociais e a fragilidade do ego masculino contemporâneo. A letra ecoa o famoso soneto Ozymandias, de Percy Shelley, desenhando a contradição entre o sonho humano de perfeição eterna e o passo implacável e corrosivo do tempo. Cinema em Super 8 O videoclipe de Colosso é, na verdade, um curta-metragem de quase sete minutos. Gravado em filme analógico com câmera Super 8, o visual ressalta a luta entre o pequeno e o grande. Enquanto a letra fala de estátuas antigas, a tela mostra a realidade da especulação imobiliária e a busca por lugares reais em um mundo de reproduções ocas. A direção é do cineasta paraibano Helder Bruno, com fotografia do pernambucano Ivan Cordeiro, e conta com a participação do pescador José Antônio Gomes da Silva, unindo a banda a figuras que representam a resistência do cotidiano real.
Fresno abraça o analógico e a memória em “Carta de Adeus”

A trajetória da Fresno, iniciada em 1999, ganha hoje um de seus capítulos mais maduros e esteticamente corajosos. O trio gaúcho, Lucas Silveira, Vavo e Guerra, disponibilizou nas plataformas digitais o álbum Carta de Adeus. O trabalho, que já havia sido apresentado na íntegra em um show histórico no Espaço Unimed no último dia 18, revela uma banda que não tem medo de abandonar as ferramentas digitais modernas para buscar o que é essencial. Diferente dos álbuns anteriores, marcados por camadas densas de sintetizadores e edições precisas, Carta de Adeus é um exercício de organicidade. As guitarras soam como guitarras, a bateria respira e as vozes ocupam o espaço de forma nua e crua. >> LEIA ENTREVISTA Tonalismo dos anos 80 A sonoridade do disco foi moldada pelo uso de equipamentos analógicos da década de 80, como câmaras de eco e unidades de chorus. Esse “relicário” sonoro não é apenas um capricho vintage, mas uma forma de Lucas Silveira revisitar sua própria adolescência em Porto Alegre, cercada por sons de bandas como The Cure, New Order, Titãs e Engenheiros do Hawaii. Destaques do repertório Obra coletiva Apesar do nome sugerir um encerramento, Carta de Adeus é um disco de expansão. Ele vocaliza e potencializa o trabalho de uma rede criativa potente: Camila Cornelsen (direção criativa), Giovanna Cianelli (design), André Figueiredo (filmmaker) e Gabriel Rolim (direção visual).
Nicotine Dolls traz turnê confessional ao Brasil em setembro

O Nicotine Dolls, banda formada em Nova York e que se tornou um fenômeno global de streaming, confirmou três apresentações no Brasil para setembro de 2026. Realizada pelas produtoras Sellout Tours e Powerline Music & Books, a turnê marca a expansão internacional do grupo após ultrapassar a marca de 80 milhões de reproduções em seu catálogo. Liderada pelo carismático Sam Cieri, a banda conquistou uma legião de fãs, são quase 3 milhões de seguidores somando TikTok e Instagram, com uma proposta honesta: letras que dissecam o amor, a perda e a busca por conexão, embaladas por uma voz que a revista SPIN descreveu como tendo a “aspereza de Bruce Springsteen e a emoção de Lewis Capaldi”. Trajetória de Sam Cieri O eixo central do Nicotine Dolls é a escrita direta de Cieri. Antes de consolidar a banda com John Merritt (baixo) e Abel Tabares (bateria), o vocalista percorreu um caminho nada tradicional: abandonou a escola para tocar em bares na Flórida e em Las Vegas, chegando até a integrar turnês da Broadway. Essa bagagem teatral transparece em suas performances ao vivo, onde cada música é entregue com uma carga narrativa e dramática impressionante. Hits como What Makes You Sad (com quase 20 milhões de plays) e a aclamada releitura de The Best, de Tina Turner, serão os pilares do setlist que também apresentará as faixas do álbum de estreia de 2025, an Attempt at Romantic. Roteiro brasileiro A banda passará por três capitais: Serviço: Nicotine Dolls no Brasil Os ingressos já estão à venda exclusivamente pela plataforma Fastix.
Colomy mergulha no Yacht Rock com o novo single “Causas Naturais”

O trio Colomy disponibilizou em todas as plataformas de streaming o single Causas Naturais, o primeiro cartão de visitas do álbum Pra Quem Andou Perdido, que será lançado em julho pela Universal Music. Acompanhada de um videoclipe vibrante, a faixa revela um amadurecimento que troca as baladas contemplativas do disco anterior, Jaú (2023), por um som mais colorido, acelerado e dançante. Composta por Sebastião Reis, Pedro Lipa e Magno Britto, a música é um mergulho inédito do grupo no yacht rock, subgênero que dominou as rádios entre o final dos anos 70 e início dos 80, conhecido pela produção impecável e vibe sofisticada. Conexões internacionais e locais O que chama a atenção em Causas Naturais é o peso dos nomes envolvidos. A percussão é assinada por Barrett Martin (conhecido por seu trabalho com Screaming Trees e Mad Season). Mas as surpresas do álbum não param por aí: o disco completo contará com a guitarra de Peter Buck (cofundador do R.E.M.) e a participação do mestre brasileiro Guilherme Arantes. “Essa música traz um frescor dançante e pop ao mesmo tempo. É um lado diferente nosso que sempre esteve lá, mas que ainda não tínhamos gravado”, explica Sebastião Reis. A letra reflete sobre dilemas e recomeços de ciclos, com versos marcantes como: “Eu não tenho medo de morrer de amor, só de saudade e de outras causas naturais”. Show de lançamento no Blue Note Para os fãs que querem conferir essa nova sonoridade ao vivo, a Colomy se apresenta no dia 20 de maio no Blue Note São Paulo. O show será uma oportunidade exclusiva de ouvir, em primeira mão, as canções do novo álbum que promete ser o guia de reencontro para “quem andou perdido” nos últimos tempos.
Paulo Miklos anuncia álbum de memórias; ouça o single “O Sal da Terra”

Paulo Miklos está de volta com um projeto que promete tocar o coração de diferentes gerações. O cantor e compositor lançou nas plataformas digitais o single O Sal da Terra (clássico de Beto Guedes e Ronaldo Bastos), a primeira amostra de seu aguardado novo álbum pela gravadora Deck. O projeto não é apenas um disco de intérprete; é um mapa afetivo da trajetória de Miklos. O repertório foi construído a partir das canções que moldaram sua identidade e marcaram momentos decisivos de sua vida, desde as paixões da juventude até os acontecimentos que definiram sua carreira. Mensagem atual em O Sal da Terra A produção do single (e do álbum) é assinada por Rafael Ramos e Otávio de Moraes. Este último também é o responsável pelos luxuosos arranjos e pela regência do naipe de cordas e metais que acompanham a banda completa na gravação. O resultado é uma versão que respeita a essência solar da original, mas ganha uma densidade e elegância típicas da maturidade vocal de Paulo. “São canções que carregam o grande poder de me trazer de volta as sensações e paixões de anos marcantes”, comentou o artista. O Sal da Terra, especificamente, foi escolhida para abrir os trabalhos por sua mensagem de união e generosidade, algo que Miklos considera fundamental para o momento atual do mundo. Jornada de reconexão Diferente de seus trabalhos autorais anteriores, onde explorou o rock e o pop contemporâneo, este novo disco coloca Miklos como um curador de sua própria história. Ao revisitar clássicos da MPB com essa roupagem orquestral e moderna, ele reafirma sua versatilidade como um dos maiores intérpretes do país.
Black Pantera solta “Cola”, segunda amostra do Ao Vivo no Circo Voador

O trio mineiro Black Pantera deu mais um passo rumo ao lançamento de seu primeiro álbum audiovisual. A banda soltou hoje o single Cola (Ao Vivo no Circo Voador), segunda amostra do projeto Resistência! Ao Vivo no Circo Voador, que será lançado na íntegra pela Deck no dia 8 de maio. Gravada em uma noite histórica em 19 de novembro, véspera do Dia da Consciência Negra, a faixa captura a energia visceral da celebração de 11 anos da banda. Mas Cola carrega um significado que vai além dos riffs pesados: a música se tornou a trilha oficial do “mosh das meninas”, a roda-punk exclusivamente feminina que virou marca registrada das apresentações do grupo. Mosh como ferramenta de luta Para o baixista e vocalista Chaene da Gama, registrar esse momento em audiovisual era fundamental. “O mosh das meninas é muito importante para a dinâmica do show. É uma música que dá pra gente trazer elas para o protagonismo, deixar elas no centro, e falar sobre o combate à misoginia e ao feminicídio”, explica. A versão ao vivo potencializa a letra, que já era um soco no estômago em sua versão de estúdio. O clipe que acompanha o single foca justamente na força das mulheres que ocupam o espaço da plateia com segurança e liberdade, transformando a agressividade sonora do hardcore em um ato de união e proteção. Exibição no Bis O álbum completo e o audiovisual Resistência! chegam em 8 de maio. Para quem não quer perder nenhum detalhe, o show será transmitido pelo Canal Bis na mesma data. Até lá, o público pode conferir Cola e o single anterior, Fogo nos Racistas, que já dão o tom do que foi essa noite incendiária no Rio de Janeiro.
Butthole Surfers lançam “Imbuya” e resgatam álbum perdido

Se existe uma banda que define o termo “cult” no rock alternativo, essa banda é o Butthole Surfers. Conhecidos por sua mistura caótica de psicodelia, punk, industrial e letras absurdistas, o grupo lançou o single Imbuya. A faixa é o segundo gostinho do álbum After The Astronaut, que chega oficialmente em 26 de junho de 2026 via Sunset Blvd. O lançamento de Imbuya carrega o DNA clássico do grupo. O guitarrista Paul Leary descreveu a faixa de forma, digamos, peculiar: “Concebida e produzida como um flatu após comer feijão”. Com vocais de Gibby Haynes que lembram um sermão evangélico distorcido e a bateria hipnótica de King Coffey, a canção é um mergulho no psych-sludge transgressivo. Saga do álbum “perdido” Para os fãs, o anúncio de After The Astronaut é histórico. Originalmente agendado para 7 de abril de 1998, o disco foi engavetado pela Capitol Records na época por ser considerado “abrasivo demais” e “pouco comercial”. A gravadora esperava um sucessor pop para o hit “Pepper” (que chegou ao #1 das paradas alternativas), mas recebeu uma obra experimental e densa. O material chegou a ser retrabalhado no álbum“Weird Revolution (2001), mas a banda nunca ficou satisfeita com o resultado final imposto pelas gravadoras. “Agora temos o direito de lançar a gravação original da forma que pretendíamos”, celebra Leary. Influência Emergindo da cena hardcore dos anos 80, o Butthole Surfers influenciou gigantes como Nirvana, Flaming Lips, Jane’s Addiction e White Zombie. O novo álbum, masterizado por Howie Weinberg (o mesmo de Nevermind e Beastie Boys), promete resgatar essa aura de “anarquia orquestrada” que os tornou lendas do underground.
Maskavo celebra 25 anos do álbum “Já” com show no Sesc Itaquera

Poucas bandas conseguem manter a relevância e o carinho do público por tanto tempo quanto o Maskavo. Em 2026, o grupo brasiliense radicado em São Paulo vive uma fase iluminada: enquanto percorrem o mundo celebrando os 25 anos do álbum Já (2000), eles se preparam para um show especial no projeto Reggae no Gramado, no Sesc Itaquera, e anunciam o lançamento de um novo single para o dia 1º de maio. O álbum Já foi o divisor de águas que projetou o Maskavo nacionalmente, unindo o reggae roots a melodias pop que grudaram no imaginário brasileiro. Faixas como Um Anjo do Céu e Quero Ver não são apenas hits, são parte da trilha sonora de toda uma geração. Show no Sesc Itaquera: Reggae no Gramado No próximo domingo (26), às 15h30, o Maskavo sobe ao palco do Sesc Itaquera para uma apresentação gratuita. O evento faz parte do tradicional projeto Reggae no Gramado, e a expectativa é de um repertório emocional que atravesse todas as fases da banda, servindo como um ponto de encontro entre os fãs das antigas e o novo público que descobriu o grupo recentemente. Novo single: “Freio de Mão” Mantendo a engrenagem criativa girando, o Maskavo lança em 1º de maio a faixa Freio de Mão. Trata-se de uma releitura de uma das primeiras composições da banda, agora com uma roupagem new roots moderna, produzida por Alexandre Campos (Estúdio Sonido). “Essa música faz parte das primeiras composições do Maskavo e foi muito importante no nosso aprendizado. A música tem o poder de ser uma fotografia na memória”, conta o guitarrista Prata. O single virá acompanhado de um videoclipe gravado em Cotia (SP), trazendo um Fusca laranja metálico como símbolo de liberdade e movimento. Olhando para o futuro Mesmo celebrando o passado, o vocalista Marceleza adianta que o público pode esperar muitas novidades. A banda já está em processo de criação de músicas inéditas e estuda a gravação de um novo projeto audiovisual para registrar essa fase de 25 anos de estrada. Serviço: Maskavo no Sesc Itaquera
Sticky Fingers anuncia quatro shows no Brasil em 2026

O Sticky Fingers, banda que se tornou um fenômeno global ao misturar o balanço do reggae com a densidade do rock psicodélico, anunciou sua volta ao país para agosto de 2026. A turnê marca o reencontro do grupo com o público brasileiro após quatro anos e promete ser uma celebração de todos os sucessos da carreira. Para tornar as noites ainda mais especiais, os australianos trazem como convidados a banda The Terrys, conhecidos pelo seu indie rock ensolarado e energético. Shows do Sticky Fingers no Brasil A turnê passará pelas seguintes cidades: Ingressos A venda oficial começa no dia 24 de abril de 2026. Preços para São Paulo (Espaço Unimed)