Festival GRLS! anuncia Day Limns como atração da segunda edição

A duas semanas de sua segunda edição, o Festival GRLS! anunciou uma nova atração: a cantora e compositora Day Limns, uma das vozes femininas da nova geração emo e pop-rock, que substituirá a norte-americana Gayle, no dia 5 de março (domingo), no Centro Esportivo Tietê, em São Paulo. Day estreia no palco no festival no mesmo dia em que se apresentam Tinashe, Ana, Alcione, Blue DeTiger, Manu Gavassi e Majur. O GRLS! recebe no dia anterior, 4 de março, as artistas Margareth Menezes, Sandy, JoJo, Duda Beat, Mariah Angeliq, Lexa e Rachel Reis. Os ingressos ainda estão disponíveis pelo site (com taxa) ou pela bilheteria oficial no Teatro Renault, na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – República (sem taxa). Vale lembrar que ainda há tempo de adquirir ingressos nas seguintes modalidades: Pista Pass, que dá acesso a pista comum nos dois dias de evento; Pista Premium Pass, que garante uma visão mais próxima ao palco, nos dois dias de festival; e, por fim, os ingressos do tipo Day, que dão acesso a um dos dias, sábado ou domingo, tendo a categoria Premium e Comum. GRLS! 2023Data: 4 e 5 de março de 2023 (sábado e domingo) Local: Centro Esportivo Tietê – São Paulo Ingressos – Pista pass (dá acesso a dois dias do evento): a partir de R$ 400,00 – Pista premium pass (dá acesso a dois dias do evento): a partir de R$ 700,00 – Ingressos day (dá acesso a um dos dias do evento, sábado ou domingo – a definir de acordo com a sua escolha): a partir de R$ 230,00Site de vendas
Lucy and the Popsonics retornam com remix carnavalesco

Após dez anos longe dos palcos, o duo de indie-rock-eletrônico Lucy and the Popsonics está de volta com um remix carnavalesco para Chick Chick Boom, faixa do primeiro disco da banda, A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas, de 2007. Com influências de Kraftwerk, Stereo Total, Le Tigre e Pato Fu o duo formado em Brasília conta com Pil Popsonic, nas guitarras e backing vocals, e Fernanda Popsonic no baixo e vocais. Lucy é o nome dado à bateria eletrônica que embala canções bem humoradas sobre tamagochis, gatos radioativos, ciborgues, viagens no tempo, filmes de ficção científica e relações afetivas atuais e futuristas. Lucy and the Popsonics já lançou dois discos que foram super elogiados pela crítica brasileira e também européia. Ainda na época do CD, o primeiro, A Fábula (ou a Farsa?) de Dois Eletropandas, saiu no Brasil e na França (em 2009). Já o álbum Fred Astaire foi lançado em 2010 e teve produção de John Ulhoa, do Pato Fu. Os discos levaram o duo a alguns dos principais festivais independentes do mundo, como o South by Southwest (por três vezes), Pop Montreal, Printemps des Bourges, IDEAL e os brasileiros Goiânia Noise, Porão do Rock, Recbeat e Bananada. Desligados por uma década, Lucy and the Popsonics retornam agora, reconectados, atualizados e com desempenho ainda mais potente. O remix de Chick Chick Boom dá provas disso. Rock eletrônico, carnavalesco, para dançar e pulsado por batidas e corações punks.
Lorenza Pozza recria sucesso de Gilsons em live da OneRPM

Lorenza Pozza fez uma breve pausa de seu repertório romântico para uma festa. A convite da OneRPM, a artista gravou ao vivo um EP de versões inusitadas em um formato novo de banda, explorando diferentes tons e timbres. A primeira amostra é uma interpretação festiva de Várias Queixas, clássico do Olodum recriado pelo Gilsons, que chega bem a tempo da folia. O EP completo Lorenza Pozza ONERPM Live Session, a ser lançado em breve, contará também com Mon Soleil, música-tema da série Emily em Paris, da Netflix, e a clássica Just the two of us, de Bill Withers e Grover Washington Jr. “Este primeiro lançamento é da música Várias Queixas. Eu adoro a vibe desta música e todo o trabalho do Gilsons, por isso eu a escolhi para gravar. Optei por lançar neste período de carnaval porque acho uma canção linda para curtir com os amigos neste período que é uma delícia, além de ter uma ótima letra para dar aquele recado para o crush”, conta ela. Cantando desde os 10 anos, quando foi contratada pela Rede Globo para o programa Gente Inocente, com Márcio Garcia, Lorenza dividiu os palcos com nomes como Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Elba Ramalho e Bibi Ferreira, entre outros. Em 2002, se tornou protagonista da novela Jamais Te Esquecerei, do SBT, contracenando com Jonas Bloch, Bia Seidl, Tassia Camargo e Ana Paula Tabalipa. Mais tarde, transformou a sua voz que vem direto do coração em um já renomado trabalho voltado para as cerimônias de casamento, mercado onde se tornou referência com o projeto Música Para Casar. E com um fator curioso, a viralização nas redes sociais. Sua versão de Isn’t she lovely, de Stevie Wonder, já rendeu milhões de audições no Spotify, enquanto uma interpretação inesperada do tema de abertura do anime Dragon Ball GT viralizou rapidamente no TikTok, atraindo mais de 1,5 milhão de visualizações. O primeiro disco foi apenas o pontapé inicial na discografia de Lorenza, que desde 2017 lançou também o EP Música Para Casar II, dois EPs ao vivo, uma sequência de singles autorais e releituras, solo e acompanhada por artistas como Luca Latorre e Hugo Branquinho, e o mais novo álbum, Para Se Lembrar de Acreditar, lançado em 2022 apenas com canções autorais e com participação especial de Leandro Léo. Agora, Lorenza Pozza prepara um novo EP e muitas novidades.
Ina busca conexão com raízes para olhar o futuro em álbum de estreia

O título Chão e a redoma presente na capa do disco mostram a dualidade do trabalho de Ina. O álbum envolve o ouvinte em um universo próprio confessional e intimista, ao mesmo tempo que busca nas raízes da MPB, música latina e ibérica ao lado do soul e do folk, um caminho para seguir. “Chão é onde tudo nasce, e onde tudo o que morre se renova. É a lembrança e o brotar da vida, onde plantamos esperanças e enterramos aquilo que precisa ser transformado. Esse espírito de reconexão está presente no disco. Desde criança me senti e fui vista como uma pessoa um pouco avoada, um pouco sem chão, meio aqui, meio lá: uma cabeça ‘no mundo da lua’ ou em outros mundos. É através da música que melhor consigo estar junto. A música é um chão pra mim e me inaugura na vida, me religa ao outro”, conta a artista paulistana. Nas onze faixas deste debut, ela explora um cartão de visitas que vai canções dançantes como o baião Chão, Agora que te vejo ou o ijexá Maluca até momentos contemplativos como Paraíso, Janela e Destinos Cruzados. Tudo envolto em arranjos de João Paulo Nascimento que trazem uma sensação de aconchego e um clima de artista veterana neste projeto de estreia. Ina fez parte da banda do cantor Sessa e participou da gravação de seu último disco, Estrela Acesa. Participou também de Minha Menina, último EP solo do Sérgio Britto (Titãs), em dueto na faixa Vale a Pena Esperar. Entre shows e gravações, colaborou com diversos artistas como Hilton Acioli, Ricardo Breim, Entrelatinos e Tauã, esse último que participa do disco na faixa Destinos cruzados (Eu parti). Com produção musical de Ina e João Paulo Nascimento, Chão foi mixado por Gabriel Spazziani e masterizado por Maurício Gargel.
Labaredas: nova geração da cena do Rio de Janeiro ganha destaque em coletânea

A nova geração da música gerada no Rio de Janeiro é celebrada na coletânea Labaredas, do selo Celacanto. Trazendo faixas inéditas de Muato, Renata Chiquetto, Tyaro, Déborah Cecília, Taís Feijão, Diogo Mirandela, Elvis Marlon e Aline Paes, o projeto conta com produção musical de Elísio Freitas e Demarca, que assume também a diretoria artística e curadoria ao lado da cantora Ilessi. A produção executiva é de Isabela Pacheco. Além da produção e lançamentos musicais, a Celacanto também teve como foco neste processo auxiliar no impulsionamento da promoção de carreiras musicais de forma mais competitiva no mercado e como uma forma de posicionar melhor a produção independente depois do baque da pandemia. Por isso, ofereceu aos artistas workshops, mentoria e assessoria de marketing voltados para gestão de carreira e promoção de sua arte. O resultado foi uma coletânea coesa para refletir uma produção tão plural. Nas faixas surgem artistas como Tyaro, cuja vida e obra artística atravessam as lutas sociais LGBTQIA+ do Brasil e se destacou com o álbum CabocloSereia (2018); Tais Feijão e sua mistura de ritmos brasileiros com jazz; o compositor pernambucano-carioca Elvis Marlon, que tem no currículo voz de Maria Rita e parcerias com Moacyr Luz e Claudio Nucci; até o trabalho da cantora e atriz baiana radicada no Rio Déborah Cecília, com carreira forte em peças teatrais, musicais e óperas. Além deles, surgem temas de Muato, com sua música negra e urbana dos subúrbios cariocas; Renata Chiquetto e sua canção com forte influência da arte visual e dança; Aline Paes e seus estudos sobre música tradicional e improvisação e a voz da Baixada Fluminense de Diogo Mirandela. O projeto Labaredas Musicais foi patrocinado pelo edital FOCA 2021 (Programa de Fomento à Cultura Carioca), da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.
Entrevista | Oscar Anton – “Um artista de Los Angeles interage diferente de um brasileiro”
Arthus Fochi cria um Rio de Janeiro melancólico em EP com Scott Hill

O cantor e compositor Arthus Fochi traz um olhar melancólico e pouco “maravilhoso” para o Rio de Janeiro, em seu novo trabalho. Em parceria com o saxofonista americano Scott Hill e gravado em takes únicos, Quadrados na Bola é um EP pensado como uma suíte com lançamento do selo Cantores del Mundo. “Sou filho de imigrantes de distintas gerações, minha filha e sua mãe são frutos de imigração. A distância e o pertencimento para mim são eternas construções. Mapear a cidade o tanto que pude e descobrir seus corredores, fiz ao lado de imigrantes. E assim, como artista, frequentei amizades de diversas ampolas urbanas e sociais. O Rio de Janeiro tem seus corredores e suas dificuldades para quem não cresceu ali e frequentou suas ampolas”, conta o artista, que nasceu no Rio mas cresceu na Região dos Lagos. Para o projeto, Arthus contou com a parceria com Scott Hill, também com seu olhar de estrangeiro e parceiro de múltiplos projetos. O americano é fruto da tradição do improviso no jazz e trouxe isso para as canções de Fochi. “Sempre gostei de conhecer expressões e pessoas. Tudo no Rio é dicotômico, é feliz e triste, sem escapatória, é torpor e perseverança. No Rio, em meio à obrigação da festa ou da militância, há uma luta constante por mobilidade social, fama ou notoriedade. Julgamento e auto-julgamento em retroalimentação. Quadrados na Bola é um pouco dessa experiência de vida cosmopolita e extremamente urbana, um pouco da dificuldade de associação nesse projeto de vida, um pouco da tristeza coletiva e individual de muitos que sonham com um lugar mais justo e melhor e se perdem em si”, completa Fochi, que hoje vive na Dinamarca. O projeto veio para somar a uma trajetória já experiente como compositor, poeta, músico, pesquisador, professor e historiador. Todas essas são facetas presentes na aura artística de Arthus Fochi, um carioca filho de pai guarani paraguaio, que convergem na música. Como autor, lançou dois livros independentes: Afasia (2010) e Poema Poeira (2012), com apoio técnico e parceria da Editora Cozinha Experimental. Em 2018, lançou também Ao amor imigrante, pela Editora Urutau. Fochi faz de seu trabalho uma coleção de referências musicais e poéticas, brasileiras e latinoamericanas, folclóricas e modernas há mais de 10 anos. Desde 2007, ele investiga ritmos da América do Sul, em viagens e residências artísticas. É articulador e fomentador da cultura hispano-americana no Rio de Janeiro. Ao lado de Guilherme Marques, desenvolve como diretor geral a label Cantores del Mundo, cedido a Arthus em 2015 por Tita Parra (neta da folclorista icônica Violeta Parra). Já participou de peças teatrais como diretor musical e ator (entre elas, “Xambudo”, montagem da Cia. Bananeira e dramaturgia de Aderbal Freire Filho, vencedora do Festival de Teatro do Rio 2010). Em 2015, atuou e fez trilha sonora para o curta-metragem Sopro, uivo e assovio, de Bernard Lessa. Em 2013, iniciando a carreira musical, lançou o primeiro disco, Êxodo Urbano, gravado a convite de Juan Alcón na IEMF Los Carmeles (Madri). Em 2017, lançou seu segundo álbum, Suvaco do Mundo. Fochi lançou ainda o registro Arthus Fochi e Os Botos da Guanabara – Ao vivo no Barbatana e uma série de singles, incluindo faixa Tro på dig selv, em homenagem à sua filha recém nascida, já morando em solo dinamarquês. Recentemente, ele lançou Ano Sabático, plural álbum com colaborações com José Delgado (Venezuela), Lívia Nestrovski (EUA), Fred Ferreira (Portugal), Juliana Linhares (RN), Duda Brack (RS), Tyaro (PE), Déa Trancoso (MG), Qinhones, Ana Frango Elétrico, Chico Chico, Júlia Vargas e Ivo Vargas (RJ) e MASSAMBARÁ com o arranjador, cantor e trompetista Pedro Paulo Junior.
Glaw Nader celebra a potência dos encontros no clipe “Cai Dentro”

A cantora e compositora Glaw Nader faz da sua arte um caminho para ressignificar a música afrobrasileira e trazer de volta o protagonismo para artistas negros relegados ao segundo plano. Atualmente ela trabalha em um resgate do repertório de Baden Powell, instrumentista e compositor negro imortalizado até então, principalmente, por vozes brancas. Após se debruçar sobre os afro-sambas no EP Canto de Xangô, ela reúne parcerias de Baden com Paulo César Pinheiro no EP Cai Dentro, que ganha um clipe para a faixa-título, uma celebração dos encontros da vida. A realização do projeto celebra, com novas cores, um repertório tão intimamente conhecido pela cantora, desde que estudava os afro-sambas para o Duo Alma e Raiz, formado ao lado do violonista Wagner Raposo a partir de 2016. Agora, Glaw mergulha ainda mais profundo na obra de um dos instrumentistas e compositores mais importantes da música brasileira, mas faz isso sob a perspectiva de uma intérprete que valoriza a história do autor e a sua própria, sua pele e sua voz. As faixas presentes em Cai Dentro são parcerias entre Baden e a lenda do samba Paulo César Pinheiro, como Lapinha, Vou deitar e Rolar e Refém da solidão. O álbum Tempo de amor será o debut de Glaw Nader, com um repertório que coloca a negritude em primeiro plano – não só a de Baden Powell, como a da própria cantora. Nos arranjos, surge a presença marcante de instrumentos de percussão e um violão modal que remete ao estilo tão característico do próprio homenageado. O disco é guiado pelo vocal potente de Glaw e uma banda formada por metais, percussão, violão, baixo, bateria e teclado. Os arranjos são do guitarrista Samy Erick e incluem clássicos da MPB. Os EPs da artista estão disponíveis em todas as plataformas de música e o clipe, no canal do YouTube de Glaw.
Felipe Parra se une a Patrício Sid no single “Comprometido”

Um groove com clima de fim de noite se une a uma letra sobre a sensação de solidão e a volatilidade dos amores modernos. É assim que surge Comprometido, novo single do cantor e compositor Felipe Parra que ganha os beats climáticos de Patrício Sid, produtor em ascensão no rap nacional direto de Santa Catarina. Unindo as vibrações litorâneas de Sid ao clima urbano de Parra, essa é a segunda colaboração dos artistas. “Acho que o Patrício tem uma linguagem que é atual, mas ao mesmo tempo popular que casa muito com o meu trabalho. Ele apostou pra caramba no meu som, por se identificar e achar que tem muito a ver a minha história com a dele. Acho que Comprometido é mais um passo nessa estética que estou tentando construir com ele. De ser moderno e popular. Novo e acessível”, adianta Parra. O cantor surge nesta nova fase usando Street My Chique, que desenhou uma roupa exclusiva para ele, com a figurinista Karina Isidoro. A gravação foi toda realizada à distância, com composição de Felipe e muitas trocas de referências até chegarem nas batidas etéreas, assim como fizeram em Vazio, single lançado no fim de 2022. Patrício Sid vem conquistando espaço com seu projeto Nômade e produzindo nomes como Jean Tassy e Yago Opróprio. Em resumo, soma mais de 30 milhões de streams. Já Felipe Parra está em trajetória crescente desde que lançou seu primeiro álbum solo, Estrela. O trabalho foi um mergulho pessoal e dançante por ritmos das suas origens, na Zona Leste de São Paulo, mesclando influências de indie pop, hip hop e música brasileira. Recentemente, o artista revelou Foto de Agora, feat com Souto MC.