Mike Patton comanda dream team do Mr. Bungle com peso e piadas da Copa

O Mr. Bungle, que mais parecia um dream team, veio na sequência do Sepultura, no Knotstage. Liderado pelo maluco Mike Patton (Faith no More e um milhão de outros projetos), a banda reuniu ainda dois membros originais do projeto, Trey Spruance e Trevor Dunn, além de Scott Ian (Anthrax) e Dave Lombardo (Slayer). No palco, Mike Patton é o grande centro das atenções. Vestido com uma camiseta branca da seleção brasileira com um número 5 e “pentacampeão” nas costas, ele não deixou a Copa do Mundo passar em branco. “Estão felices pela Argentina? Si? No? Si? A França cagou”, disse em português, arrancando aplausos, vaias e risos. A apresentação do Mr. Bungle teve início com a versão de Won’t You Be My Neighbor (Fred Rogers), mas logo deslanchou com o hardcore de Anarchy Up Your Anus. Raping Your Mind e Bungle Grind vieram na sequência, garantindo que o público não ficasse parado. Boa parte dos fãs mais próximos ao palco eram novos e desconheciam a história dos lendários músicos que estavam ali. Mas eles retribuíram a energia despejada por eles com muito entusiasmo nos aplausos e circle pit. Antes de tocar Hypocrites, Patton voltou a falar em português com os fãs. “Quero dedicar essa música para o filho da puta do Bolsonaro”, arrancando gritos contrário ao quase ex-presidente. O set ainda incluiu uma pequena homenagem ao Slayer, com Hell Awaits tendo o seu início tocada pela banda, além de covers do Seals & Crofts, Stormtroopers of Death e Circle Jerks. No fim, Patton anunciou que cantaria uma canção muito especial chilena. Foi a deixa para iniciar Gracias a la vida, de Violeta Parra. O set ainda guardou uma surpresa na última música. Com as participações de Andreas Kisser e Derrick Green, o Mr Bungle tocou a clássica Territory, do Sepultura, com Patton e Green dividindo os vocais. Setlist Won’t You Be My Neighbor (Fred Rogers cover) Anarchy Up Your Anus Raping Your Mind Bungle Grind Eracist Spreading the Thighs of Death Glutton for Punishment Hell Awaits (Slayer cover, apenas a introdução) Summer Breeze (Seals & Crofts cover) Hypocrites Speak English or Die (Stormtroopers of Death cover) World Up My Ass (Circle Jerks cover) Sudden Death Gracias a la vida (Violeta Parra cover) Territory (Sepultura cover, com Derrick Green e Andreas Kisser)
Knotfestival: Sepultura faz “Sepulquarta” com Scott Ian, Phil Anselmo e Matt Heafy

O Knotfestival estreou no Brasil com um lineup de respeito, no último domingo (18), no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo. Além de nomes consagrados do metal, como Judas Priest, Pantera, Sepultura e os donos da festa (Slipknot), o evento ainda teve uma curadoria cuidadosa, que incluiu Bring Me The Horizon, Mr Bungle, Black Pantera e Oitão, só para citar alguns. Os primeiros shows tiveram a forte concorrência da final da Copa do Mundo, entre Argentina e França. O Sepultura, no meio da tarde, foi quem conseguiu ter o primeiro show com mais atenção do público. Em resumo, Derrick Green comandou o Sepultura numa apresentação curta, porém extremamente técnica e repleta de participações especiais, no Carnival Stage. Scott Ian (Anthrax e Mr. Bungle) entrou no palco para tocar Cut-Throat, do álbum Roots (1996). Depois, mais para o fim do show, foi a vez de Matt Heafy, vocalista e guitarrista do Trivium, aparecer para Slave New World, do Chaos A.D. (1993). Por fim, Phil Anselmo, vocalista do Pantera, cantou a clássica Arise, do disco de mesmo nome (1991). Os hits Ratamahatta e Roots Bloody Roots deram números finais ao show, que ainda trouxe três faixas do disco mais recente do Sepultura, Quadra (2020): Agony of Defeat, Isolation e Means to an End. Com um alcance internacional gigante, o Sepultura acabou sendo o headliner dos brasileiros. Aliás, antes deles, o público assistiu ótimos nomes nacionais, como Black Pantera, Project 46, Oitão e Jimmy & Rats. Setlist Isolation Refuse/Resist Means to an End Cut-Throat (com Scott Ian) Propaganda Dead Embryonic Cells Agony of Defeat Slave New World (com Matt Heafy) Arise (com Phil Anselmo) Ratamahatta Roots Bloody Roots
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Monsters of Rock confirma Kiss, Scorpions, Deep Purple, Helloween e mais
Majur trilha por um novo caminho com Mapa de Estrelas; ouça!

“Um oceano de emoções”. Dessa forma, a cantora e compositora soteropolitana Majur descreve o seu novo single, Mapa de Estrelas. Ao lado de Max Viana, produtor responsável pela faixa e filho de Djavan, a artista conceitua uma nova era de sua carreira. Como o nome sugere, Mapa de Estrelas reflete um macro das diferentes facetas que delineiam a vida de Majur. O single chegou às plataformas de streaming no último dia 8 e se desdobra em um videoclipe já disponível no canal de YouTube da cantora. Mapa de Estrelas é a soma de uma pluralidade de ritmos e vivências que a artista reuniu ao longo de sua trajetória e agora trás como um start para a sua nova era. “Amo realizar sonhos e sempre fui destinada a alcançar os meus objetivos, eu gosto disso no meu trabalho e no meu dia a dia, de ir atrás de metas e alcançá-las. E, após entender que toda vez que eu fazia esse movimento em relação a minha vida, ela se transformava em potencialidade na vida de outras pessoas, eu comecei a pensar mais a respeito. Transformei tudo em síntese e trouxe isso em sentimento nessa canção”, resume Majur. Ouça Mapa de Estrelas, com Majur
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Tosco lança EP Brasil é o Crime, com faixa inédita e três covers

A banda santista Tosco, cuja sonoridade agressiva é um híbrido e furioso crossover de thrash metal com hardcore, lançou o EP Brasil é o Crime. O novo trabalho do grupo traz uma faixa inédita e três versões para clássicos do Sacred Reich, Slayer e S.O.D. As três releituras nunca haviam sido lançadas digitalmente, mas podem ser encontradas como faixas “escondidas” nas versões físicas dos álbuns Revanche (2018) e Sem Concessões (2020). Por fim, Piece by Piece entrou no tributo Blood Painted Blood: A Brazilian Tribute to Slayer. A outra novidade é a entrada do baixista Carlos Diaz (ex-Vulcano, ex-Chemical Disaster, ex-Hierarchical Punishment), que já gravou a faixa Brasil é o Crime, no lugar de Ivan Pellicciotti, que atuará daqui para frente somente como produtor devido logística, já que agora o músico e produtor reside em Curitiba. Brasil é o Crime foi gravada no estúdio Play Rec, em Santos, por Fernando Bassetto, e produzida, mixada e masterizada por Ivan Pellicciotti, no estúdio O Beco, em Curitiba. “Essa nova música é um manifesto por todos nós, cidadãos brasileiros de bem, que infelizmente convivemos diariamente com o crime em todos os sentidos e em todas suas faces cruéis”, comenta Osvaldo Fernandez. “Foi a primeira música que fizemos para o terceiro álbum, antes da pandemia, e ela é muito influenciada pelo Black Sabbath e Slayer. Queríamos criar uma atmosfera pesada para que o Osvaldo pudesse encaixar a letra também bem forte”, finalizou Ricardo Lima. Em janeiro de 2023, a banda seguirá os mesmos passos que a gravação de Brasil é o Crime“, e voltará ao estúdio Play Rec, em Santos/SP, partindo depois para a produção no O Beco, em Curitiba, tendo como previsão de lançamento do novo álbum, já com título definido como Agora é a sua Vez, para o primeiro semestre. Na quinta (15), através do canal internacional do Hardcore Worldwide, a banda promoverá o lançamento exclusivo do lyric video de Brasil é o Crime, criado pelo designer e músico Wanderley Perna (Genocídio). O Tosco é formado atualmente por Osvaldo Fernandez (vocal), Ricardo Lima (guitarra), Carlos Diaz (baixo) e Paulo Mariz (bateria).
Patriota do Caminhão vira paródia em clipe do cantor Lucas Sfair

O cantor e compositor curitibano Lucas Sfair estreou em carreira solo com o single Merda, que chega acompanhado de um clipe bem-humorado inspirado no meme do Patriota do Caminhão. A música apresenta sonoridade pop com pitadas indie e tem produção musical de Jards, que também tocou e gravou todos os instrumentos. A letra, composta por Sfair, é um relato pessoal e prato cheio para quem sabe rir de si mesmo. Lucas Sfair conta que a ideia de recriar o meme do ano é uma metáfora visual sobre agir de forma inconsequente. Para o autor, “essa situação é engraçada principalmente porque, apesar de perigosa, acabou terminando sem maiores danos”. Sobre o processo de gravação do clipe, complementa: “sou bastante detalhista, mas não abro mão da espontaneidade, a técnica tem que estar sempre aliada à diversão”. A direção é de Bernardo Tomsons e Jonathan van Thomaz. Esse conceito descontraído deve se estender para os próximos lançamentos de Sfair, previstos para 2023, com dez faixas inéditas que serão apresentadas individualmente e, posteriormente, compiladas em um álbum completo. Merda já está disponível nos principais aplicativos de música e seu videoclipe pode ser assistido no canal oficial do artista no YouTube.
Ana Cañas revive Belchior com Monólogos das Grandezas do Brasil

Um ano após o lançamento do álbum Ana Canta Belchior, que conta com os clássicos do cantor e compositor cearense Belchior pelo vocal de Ana Cañas, a artista apresenta o single Monólogo das Grandezas do Brasil, primeiro a ser revelado de seu DVD, que tem lançamento previsto para o início de 2023. A faixa já está disponível nas plataformas de streaming e vem acompanhada de um videoclipe disponível no YouTube a partir de quinta-feira (15). Entre o contemporâneo e o clássico, Ana Cañas reinventa importantes faixas da MPB com a proposta de criar uma experiência musical, trazendo uma nova roupagem para as canções de Belchior. A brincadeira em mudar as sonoridades vem através de arranjos e idealizações da cantora: “Eu tirei a música no violão e assim nasceu a gênese do arranjo. Posteriormente, inseri mais dois violões (Fabá Jimenez e Rovilson Pascoal) e fiz um arranjo de cordas especial que acrescentam no lirismo da mensagem”, explica a artista e, segundo ela, esta faixa é uma das mais intimistas do DVD. Monólogo das Grandezas do Brasil foi lançado pela primeira vez em 1982, baseado em crítica social sobre a realidade do povo brasileiro e se mantém atual, sendo comparada ao cenário atual político e social brasileiro. “Em apenas uma letra, ele traz o cenário da realidade brasileira de forma única. O diálogo através do tempo se mantém, pois o nível de sua poesia transcende e atravessa o tempo”, completa Ana. “Belchior, sempre afiado e conhecedor das mazelas, as expõe destemidamente e oferece o caminho alvissareiro: a estrada é uma estrela pra quem vai andar“, completa. Ana se conecta com Belchior de diversas maneiras, e sua admiração pela lírica e performances do músico são marcantes na reprodução de sua própria musicalidade, mas o apreço vai além da arte. “Acredito que nos encontramos na intensidade, visceralidade e amor pelas pessoas. Aprendo diariamente com ele, a cada show e verso que atravessa o meu coração”.