Amagatos: quarteto indie reflete sobre o ciclo da vida em Metropolia

O selo de música alternativa Before Sunrise Records, criado e gerenciado por Carlo Bruno Montalvão (manager da Brain Productions Booking), lançou Metropolia, single da Amagatos, jovem quarteto indie de Sergipe. A banda, que nasceu durante a pandemia, canta em português e esta canção é a primeira de um EP que sairá ainda em 2022. A Amagatos é indicada para fãs de Slowdive, Tears From Fears, Terno Rei e Beach Fossils. ‘Metropolia, explica a Amagatos, expressa melodias e palavras sobre o sentimento de estar no olho do furacão da engrenagem da vida, o famigerado ciclo – imutável? – de viver e trabalhar e repetir o ciclo. “Fizemos uma melodia contrapartida da letra que, tenta mostrar seu viés mais triste ao mesmo tempo que soa satírico e como uma ode à vida da forma que ela é e ponto final”, contextualiza a banda, formada por Victor Caldas “Vicá” (vocal/guitarras), Guilherme Bagio (guitarras/teclas), João Pedro “Jompas” (baixo) e Guilherme Mateus “Guima” (bateria). Apesar da aura alternativa e liricamente melancólica, Metropolia é dançante e “streaming-friendly”, cabendo em qualquer estilo de playlist por ser leve e cativante. “O Montalvão é um cara sensacional! Estudamos bastante sobre como seguir cada passo depois do nosso primeiro lançamento e ele abraçou nosso projeto de forma integral. Estamos muito felizes e muito motivados, porque a música na atualidade é uma terra de escassas gigantescas oportunidades, e queremos nos juntar a um pessoal comprometido com o futuro da mesma forma que a gente. Também é de muita gratidão trabalhar no selo ao lado de nomes como TEKE::TEKE e Cidade Dormitório, bandas que já admiramos a um tempo antes de ingressarmos no selo. Esperamos que em conjunto possamos lançar muita coisa e destrinchar nosso lugarzinho cada vez mais”.
Com show agendado no Rock in Rio, IZA divulga EP com três faixas

O público que assistir ao show de IZA no Rock In Rio, no domingo (4), poderá conferir ao vivo três novas faixas lançadas pela cantora nesta sexta-feira (2), em todas as plataformas digitais. Mole, Mó Paz e Droga são três singles que fazem parte do projeto Três. “O projeto Três é muito especial para mim porque ele é o carro chefe do meu álbum. As músicas que vieram antes, Gueto, Sem Filtro e Fé, estarão no disco, mas Mole, Mó Paz e Droga são a primeira porta pro novo trabalho”, conta IZA. “Esse é um projeto que eu sempre quis fazer, sempre quis conectar a história das músicas, e surgiram muitas canções no processo de criação desse álbum que logo está chegando”, completa. As músicas chegam acompanhadas de lyric vídeos, disponíveis no YouTube da cantora, e na faixa Mó Paz conta com a participação de Ivandro, artista português que IZA conheceu durante sua viagem para em Portugal, este ano. As letras, escritas por IZA e seus já conhecidos parceiros de composição Pablo Bispo, Ruxell e Sérgio Santos, além de outros artistas, retratam situações do cotidiano nas relações amorosas. As três faixas farão parte do novo álbum, com lançamento para previsto para este ano ainda, além das já lançadas Gueto, Sem Filtro e Fé.
Pistol, a história real por trás da produção sobre o Sex Pistols

Pistol é uma minissérie de seis episódios, produzida pela FX Productions, sobre uma revolução do rock’n’roll, que chegou exclusivamente no Star+ hoje (31). A intensa e furiosa tempestade no centro dessa revolução é a banda Sex Pistols, com o membro fundador e guitarrista Steve Jones como o protagonista da série. A engraçada, emotiva e, às vezes, desoladora jornada de Jones guia o público por meio de um relato caleidoscópico sobre os três anos mais épicos, caóticos e árduos da história da música. Baseada no livro de memórias de Jones, Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol (2017), Pistol conta a história de um grupo de garotos da classe trabalhadora, bagunceiros e “sem futuro”, que abalou completamente a instituição monótona e corrupta, ameaçou derrubar o governo e mudou a música e a cultura para sempre. Dirigida pelo vencedor do Oscar Danny Boyle, a série foi criada e escrita por Craig Pearce e conta com a produção executiva de Boyle, Pearce, Tracey Seaward, Gail Lyon, Anita Camarata, Steve Jones, Paul Lee e Hope Hartman. Pistol é estrelada por Toby Wallace como Steve Jones, Jacob Slater como Paul Cook, Anson Boon como John Lydon, Christian Lees como Glen Matlock, Louis Partridge como Sid Vicious, Sydney Chandler como Chrissie Hynde, Talulah Riley como Vivienne Westwood, Maisie Williams como o icônico punk Jordan, Emma Appleton como Nancy Spungen e Thomas Brodie-Sangster como Malcolm McLaren. Como aquecimento para a estreia da série, o Star+ reuniu alguns fatos do Sex Pistols para o público conhecer mais sobre a banda. Início de tudo Tudo começou em Londres, com a banda The Strand, formada em 1972 por Steve Jones como vocalista, Paul Cook como baterista e Wally Nightingale como guitarrista. Após mudanças de nomes e integrantes, a banda Sex Pistols se consolidou no ano de 1975 com Johnny Rotten (vocal), Jones (guitarra), Cook (bateria) e Glen Matlock (baixo), este último substituído por Sid Vicious em 1977. A banda rompeu padrões pela forma como se vestiam, se portavam e faziam música. Considerados por muitos como uma das maiores bandas de punk rock da história, o Sex Pistols era composto por jovens com um desejo em comum: difundir a cultura punk pelo Reino Unido. Sex Pistols e o movimento punk Sex Pistols influenciou toda uma geração pelas ruas do Reino Unido. O estilo e atitude anárquica de Johnny Rotten moldou o gosto e o jeito de diversos jovens, principalmente em Londres. O movimento punk nesse momento veio como um contraposto ao criado pelas bandas progressistas da época. “Nós inventamos o punk. Nós dizemos como as coisas são”, chegou a declarar Rotten em 1996. Após a ascensão meteórica da banda, outros grupos como The Damned, The Stranglers, Siouxsie & The Banshees e Generation X surgiram na onda de Sex Pistols e conquistaram espaço na cena. Com a entrada de Sid Vicious em 1977, a fórmula da banda ficou pronta e a imagem que conhecemos dela foi consolidada. Sempre aprontando, usando drogas, bebendo e performando em cima do palco, Vicious virou um símbolo e seu primeiro ano na banda se tornou o ano do Punk. O fim de uma era e o adeus de um símbolo… O último show da banda aconteceu no dia 14 de janeiro de 1978 em São Francisco, nos Estados Unidos. Quatro dias depois, enquanto Sid Vicious estava internado após sofrer uma overdose, a banda encerrou suas atividades. Paul Cook e Steve Jones foram os dois responsáveis pela ideia de dar um ponto final à caminhada da banda. No mesmo ano, Vicious inicia sua carreira solo que é abruptamente interrompida após ele ser acusado do assassinato de sua então namorada Nancy Spungen, em 12 de outubro de 1978. Após ficar preso até fevereiro de 1979, o músico é libertado após o pagamento de sua fiança e em menos de 24 depois, no dia 2 daquele mês, Vicious sofreu uma overdose de heroína no banheiro da casa de sua mãe durante uma festa, morrendo aos 21 anos. A volta aos palcos No ano de 2007, Johnny Rotten, Steve Jones, Paul Cook e Glen Matlock anunciam a volta da banda para um show único no dia 8 de novembro, na Brixton Academy, em Londres, com o objetivo de comemorar os 30 anos do álbum Never Mind the Bollock Here’s the Sex Pistols, que foi – inclusive – relançado após o evento. Entretanto, essa não foi a última vez que a banda se apresentou. Em 2008, a banca tocou em Portugal, no Festival de Paredes de Coura.
Tim Bernardes costura cenas de um “sonho lindo” em “A Balada de Tim Bernardes”

“Parece que esse clipe começou a ser filmado há 31 anos”. Tim Bernardes se relaciona com a música desde o berço e esse aspecto pode ser acompanhado a partir de cenas reais, retiradas de fitas VHS da sua família, que foram combinadas com filmagens de making of do álbum Mil Coisas Invisíveis para compor o novo videoclipe de A Balada de Tim Bernardes. Na canção, o músico paulistano homenageia o passado, falando sobre acordar de um sonho, representado pela infância, e também sobre despertar para um novo momento de vida no presente – com a música sempre ao seu lado (assista aqui). Filmadas com uma câmera analógica restaurada pelo diretor Andrei Moyssiadis (que assina o clipe juntamente com o próprio Tim Bernardes), as cenas de making of do álbum Mil Coisas Invisíveis – lançado em julho pelo Coala Records e distribuído globalmente pelo Psychic Hotline – são combinadas com imagens do acervo da família de Tim, gravadas em fita VHS por seus parentes. Nos vídeos antigos, é possível ver cenas dele junto dos seus primos e irmãos brincando com instrumentos musicais e criando cenas teatrais. “O maior trabalho foi descobrir como fazer esse mosaico entre presente e passado de uma maneira esteticamente forte e que misturasse os universos de estúdio, de família, dos vinis, das coisas que me formaram musicalmente. No fim, eu fiquei muito contente”, pontua Tim. A Balada de Tim Bernardes é uma faixa autobiográfica que levou anos para ser finalizada. “Eu já tinha uma parte dela, só que fui adicionando versos… Por um lado, essa letra é muito pessoal. Geralmente, as minhas composições são feitas de um eu lírico encaixado no outro e nesta tem várias coisas pessoais”, explica Tim. Agora, nessa montagem com cenas da vida do cantor e compositor, o público confere um pouco mais do que o forma enquanto pessoa, mas não só. “Também fala da minha relação com a música, como eu tenho ela como um espaço mais sublime, sagrado na minha vida, de uma maneira cotidiana, simples e direta – sem se levar tão a sério”, finaliza.
Gorillaz lança single com Tame Impala & Bootie Brown e anuncia álbum novo

Após esquentar o clima com o calor das batidas de Cracker Island (ft. Thundercat), o Gorillaz anunciou o lançamento de seu novo álbum de estúdio, Cracker Island, para 24 de fevereiro de 2023. Aliás, o anúncio veio acompanhado de mais um singles, New Gold, com Tame Impala & Bootie Brown. Anteriormente, a banda havia apresentado ao vivo pela primeira vez para uma multidão de fãs no All Points East Festival de Londres, no início de agosto. A banda foi acompanhada no palco por Tame Impala, o projeto de música psicodélica do multi-instrumentista australiano Kevin Parker, e o colaborador de longa data Bootie Brown, do grupo de hip hop alternativo de South Central LA, The Pharcyde. História por trás de New Gold do Gorillaz com Tame Impala Segundo o guitarrista Noodle, Cracker Island é “o som da mudança e a voz do coletivo”. Russel Hobbs acrescentou: “Quando o acerto de contas chegar, devemos estar prontos para atravessar o portão. Cracker Island tem os códigos de entrada…” Para 2D, “o caminho para Cracker Island não é fácil de encontrar porque está debaixo d’água”. Por fim, Murdoc Niccals anunciou que “os tons sagrados de Cracker Island serão a trilha sonora de nossa ascensão coletiva para a nova dimensão”. Cracker Island é o oitavo álbum de estúdio do Gorillaz, uma coleção enérgica, otimista e expansiva de dez faixas com colaborações estelares: Stevie Nicks, Adeleye Omotayo, Thundercat, Tame Impala, Bad Bunny, Bootie Brown e Beck. Gravado em Londres e Los Angeles no início deste ano, o disco é produzido pelo produtor/ multi-instrumentista/ compositor oito vezes vencedor do Grammy, o extraordinário Greg Kurstin, Gorillaz e Remi Kabaka Jr. Originalmente baseado no Kong Studios no oeste de Londres, o grupo de desajustados musicais – Murdoc, Noodle, Russel e 2D -, mudou-se para Silverlake, Califórnia, para recrutar novos membros para se juntar ao The Last Cult, em busca de uma verdade para consertar o mundo. Relatos do Golden State indicam que Murdoc está apaixonado pela vizinha. Russel está colado à TV. Noodle está compilando um manual de sabedoria e conhecimento. E 2D está ocupado sendo 2D. Confira a tracklist completa do álbum Cracker Island Cracker Island ft. Thundercat Oil ft. Stevie Nicks The Tired Influencer Tarantula Silent Running ft. Adeleye Omotayo New Gold ft. Tame Impala & Bootie Brown Baby Queen Tormenta ft. Bad Bunny Skinny Ape Possession Island ft. Beck
Lollapalooza Brasil inicia pré-venda exclusiva no dia 16 de setembro

Marcado para os dias 24, 25 e 26 de março de 2023, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, o Lollapalooza Brasil prepara uma celebração especial para comemorar a sua décima edição no país. E o Lollapalooza terá pré-venda exclusiva para clientes do Bradesco começa no dia 16 de setembro. A venda geral começa em 21 de setembro. De acordo com a organização do festival, serão mais de 75 atrações, entre representantes nacionais e artistas internacionais inéditos no Brasil. No dia 16 de setembro, a partir do meio-dia, o festival inicia o período de pré-venda de três modalidades de tíquete para clientes de cartões de débito e crédito do Bradesco, Bradescard, next e Digio. Além de oferecer 15% de desconto, a compra feita por meio do cartão de crédito durante a pré-venda possibilita ainda um parcelamento em 5x sem juros. Estarão disponíveis neste período de pré-venda: o Lolla Pass, ingresso que dá acesso aos três dias de evento; o Lolla Lounge by Vivo (Pass), ingresso que dá acesso à área VIP do LollaBR nos três dias de evento e garante uma experiência premium, com open bar e food, after party, translado de ida e volta, entre outros benefícios; e o Lolla Comfort by next (Pass), ingresso que dá acesso aos três dias de evento e a uma área com descanso, lockers e food trucks exclusivos, banheiros de água corrente, entre outras facilidades. A compra pode ser feita no site (com taxa) e na bilheteria oficial (sem taxa). O público em geral, por sua vez, poderá adquirir as suas entradas a partir das 12h (meio-dia) do dia 21 de setembro. ServiçoLollapalooza BrasilDias 24, 25 e 26 de março de 2023Local: Autódromo de Interlagos, Av. Sen. Teotônio Vilela, 261 – Interlagos, São PauloInformaçõesSiga nas redes: @lollapaloozabr Pré-venda*: 16 de setembro, meio-diaVendas gerais: 21 de setembro, 12h (meio-dia) Para demais clientes, na abertura de vendas gerais (pass), as compras podem ser parceladas em até 3x sem juros Bilheteria oficial – sem taxa de conveniênciaTeatro Renault – Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 411, Bela VistaDe terça a domingo: das 12h às 20h (na terça-feira, 14 de junho, a bilheteria abre às 10h00)Segunda e feriados: fechado
Jacque Falcheti faz música intimista e visceral no álbum Crua

Jacque Falcheti transformou suas canções em um diálogo ao pé do ouvido, um convite a uma pausa para buscar um caminho de volta para quem somos de verdade. Artista com uma expressiva discografia com outros artistas e extensa experiência nos palcos, a cantora e compositora entregou Crua, sexto álbum da carreira e primeiro solo. Imerso em questionamentos, vulnerabilidade e intimidade, o disco está disponível para streaming e chega acompanhado de um clipe para a faixa-título. O conceito de Crua partiu da vontade de voltar à essência humana, sem pressões externas para performar um personagem que não existe de fato. A cobrança de uma perfeição em todos os âmbitos da vida – em especial no caso das mulheres, seja como mãe, mulher, filha, cidadã – leva a filtros, maquiagens e cirurgias que encobrem a crueza, o essencial. Jacque Falcheti se mostra como mulher inacabada, imatura, visceral e intuitiva em canções onde se entrega em voz e violão. Ela canta que não é dito, os desejos, os segredos, a solidão. O novo disco chega após uma carreira que inclui cinco álbuns premiados – Passim (2016); Flor de Aguapé (2017); Passim 2 (2021); e Outras Bossas (2020) e Facetas de Noel – Clássicos (2021), em homenagem aos 110 anos do compositor Noel Rosa – além de turnês por Europa, África e América Latina. Jacque ainda soma experiências gravando com artistas como Mônica Salmaso e Verônica Ferriani. Agora, Falcheti está pronta para uma nova fase em sua carreira, retornando à formação minimalista com a qual aprendeu música na adolescência, compondo com o violão empunhado ao peito. Nesse resgate pessoal e íntimo, ela cria canções universais que dialogam com todos aqueles dispostos a uma pausa para ouvir o coração. Crua é, ao mesmo tempo, uma obra profundamente particular e um convite a encontros, já que a artista está acompanhada de presenças ilustres. Nomes da nova geração da música brasileira aparecem entre as parcerias das canções, como Iara Ferreira, Gabi Buarque, Luis Felipe Gama, André Fernandes, Renato Frazão e Jô Anjo. O CD foi premiado pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (ProAC-LAB) e a turnê de estreia de “Crua” irá apresentar shows pelo Estado de São Paulo em seis cidades e pela Europa passando por Portugal, Inglaterra, Estônia, Alemanha e Bélgica. Enquanto isso, é possível conferir o álbum em todas as principais plataformas de música.
Compay Oliveira lança segunda parte de Balanço Oculto, estreia de seu projeto Ninguém

Depois de estrear seu trabalho solo anunciando uma trilogia, Ninguém ampliou o escopo sonoro e lírico do projeto com Balanço Oculto, Vol. II. O beatmaker/ritmista, compositor e produtor musical carioca Compay Oliveira reimagina, ressignifica e recria a pós-MPB com olhar de vanguarda, reverenciando o passado e refletindo o presente. A trilogia Balanço Oculto está ancorada na rítmica e lírica aberta por Jorge Ben Jor na música brasileira. Compay mergulha ainda na estética dos artistas brasileiros entre os anos 90 e 2010, quando formou suas aspirações como compositor ao observar aqueles que fugiam às regras e não se rendiam aos padrões. O interesse pela música por um prisma de criação coletiva foi gestado na Orchestra Binária, trio que passou a integrar em 2004, mas foi ainda na adolescência, na Cidade de Deus, que o músico foi se formando. A partir desse momento, foi ganhando a bagagem musical que deu origem à trilogia que Ninguém revela agora. “Esteticamente, eu diria que este EP, por representar a sequência de um prólogo (Balanço Oculto, Vol. I), tem a função de desdobrar uma ação de ampliação do espaço que procuro criar como minha forma pessoal de expressão artística. Sem me escorar numa aura retrô passadista, e também sofrer uma ansiedade contemporânea pelo desejo do atual neste momento, alarguei meu arco musical de sonoridades recorrendo a toques, batidas, instrumentos, cadências, enfim, que me remetiam às obras dos Originais do Samba, Trio Mocotó, Bebeto, Branca Di Neve, entre outros, para entoar versos próprios à minha personalidade, sensibilidade, imaginação, interesses, espírito”, resume. Compay Oliveira atua na cena independente carioca desde o início dos anos 2000. Agora, seu trabalho solo começa a ganhar forma com a trilogia Balanço Oculto, cujo primeiro volume foi lançado em 2020, seguido do single Menos que Nada. Esses primeiros lançamentos chamaram atenção da mídia especializada dentro e fora do país, como na rádio KBCS (EUA) e Sounds and Colours (EUA/Reino Unido). Enquanto a primeira parte do projeto trazia tons jamaicanos, graças à colaboração com o produtor e baterista Fernando ChinDub, atuante na cena reggae e dub de São Paulo, agora o músico se volta para suas origens no sambalanço e samba rock somando a produção de multiartista Arthur Martins. Helder Dutra e Marcio Silva, que integram a Orchestra Binária ao lado de Compay, surgem com Ocres de Nantes nos coros. Cuíca, reco-reco, ganzá, surdo e agogô dividem e somam à guitarra e piano rhodes, tudo no balanço do duo de sopros formado por trombone e trompete. Em meio a beats e toques, riffs e roques, Ninguém ecoa suas raízes para criar uma voz própria. O resultado são três canções que abrem mão de qualquer pretensão retrô ou ansiedade contemporânea. O músico se guia pela própria guitarra para criar divisões rítmicas e questionamentos líricos. Não há respostas definitivas em Balanço Oculto, Vol. II. Em Fora do alcance, Compay provoca: Imagina você querendo falar comigo / Querendo entender, especulando um sentido, seguida pela interrogação que surge em O que chega agora estava aqui: Uma época se consome / O que há de novo no horizonte?, concluindo em Eles caminham entre nós com Que perigo é esse? / Que beleza é essa?, um fim que questiona o próprio sentido de finitude. Assim como Ninguém se faz alguém no novo cenário alternativo carioca, Balanço Oculto, Vol. II é uma declaração de presença notória e de maturidade palpável de um compositor que evolui sua estética musical a cada lançamento. O novo álbum de Compay Oliveira está disponível nas principais plataformas de música.
Arctic Monkeys revela primeiro single de The Car; ouça There’d Better be a Mirrorball