Morre Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, aos 47 anos

Brad Arnold, a voz inconfundível por trás de hinos que definiram o post-grunge dos anos 2000 como Kryptonite e Here Without You, faleceu hoje, 7 de fevereiro, aos 47 anos. O vocalista e fundador do 3 Doors Down lutava contra um câncer agressivo diagnosticado no ano passado. Segundo comunicado oficial da banda, Brad partiu pacificamente durante o sono, cercado pela família e por sua esposa, Jennifer. Uma batalha corajosa do vocalista do 3 Doors Down Em maio de 2025, Arnold compartilhou com os fãs um vídeo emocionante revelando o diagnóstico de câncer renal estágio 4, que havia se espalhado para um dos pulmões. Na época, a gravidade da doença forçou o cancelamento da turnê que a banda faria ao lado do Creed. Menino da aula de matemática A história de Brad Arnold é a prova do poder da música. Ele fundou o 3 Doors Down em 1996, em Escatawpa, Mississippi, inicialmente acumulando as funções de baterista e vocalista. Seu maior legado, o hit global Kryptonite, foi escrito quando ele tinha apenas 15 anos, batucando na carteira durante uma aula de matemática. A música não só lançou o álbum de estreia The Better Life (2000) ao estrelato, como se tornou um marco cultural de uma geração. Mas Brad foi além de um único sucesso. Faixas como Loser (que liderou as paradas de rock por 21 semanas) e When I’m Gone solidificaram o 3 Doors Down como uma das bandas mais consistentes da década, rendendo múltiplas indicações ao Grammy. Legado de generosidade Para além dos palcos, Brad deixa um legado de filantropia. Em 2004, a banda fundou a The Better Life Foundation, que arrecadou milhões para caridade e foi fundamental no auxílio às vítimas do Furacão Katrina no sul dos Estados Unidos, fornecendo desde caminhões de bombeiros a suprimentos básicos. Nossos sentimentos à família, amigos e fãs. Descanse em paz, Brad.

Juvi lança axé punk “tá na hora de terminar”

Ela já dominou o seu feed com os rankings mais aleatórios e divertidos da internet, mas agora Juvi quer dominar a sua playlist. A criadora de conteúdo, cantora e multi-instrumentista lançou pela gravadora Deck o single tá na hora de terminar. Se você espera apenas humor, vai encontrar também uma crítica afiada (e necessária) às relações que já expiraram, mas continuam vivas por pura obrigação social. Crítica por trás do ritmo Inspirada naquelas relações que todo mundo vê que já acabaram, menos o casal, a faixa é uma indireta direta para a monogamia sustentada pelo “tem que ser assim”. “Às vezes, as pessoas estão juntas e não se gostam, ou até se odeiam. Claramente todo mundo ganha se isso terminar”, dispara Juvi com a sinceridade que a tornou uma das personalidades mais queridas da web. Sonoridade “axé punk” Musicalmente, Juvi não se prende a rótulos óbvios. A faixa aposta em uma mistura festiva que ela define como “axé punk”: tem a leveza e a dança da cumbia e dos ritmos latinos, mas com guitarras marcantes, sintetizadores e uma atitude sarcástica que flerta com o rock alternativo. Demonstrando sua versatilidade, a artista assina a produção completa da faixa — dos beats à mixagem, passando por baixo e guitarra. Videoclipe disponível Para acompanhar o lançamento, a faixa ganhou um videoclipe que traduz visualmente essa estética caótica e divertida, já disponível no canal oficial da artista.

Eskröta solta versão visceral de “+666x” com vocalista do Project46

A banda Eskröta, um dos nomes mais relevantes do thrash/crossover nacional atual, lançou uma versão inédita e ainda mais pesada da faixa +666x. Para tornar o lançamento ainda mais especial, o trio convocou Caio MacBeserra, vocalista do Project46, para dividir os microfones. +666x é lado B que virou hino Curiosamente, +666x não foi escolhida como single no lançamento original do disco. Mas, como no metal quem manda é o público, a faixa cresceu organicamente e tornou-se uma das mais pedidas e gritadas nos shows. “É como um presente mesmo para esses fãs que abraçaram a música desde o início e pediram ela o ano inteiro pra gente”, explica Yasmin Amaral, vocalista e guitarrista da banda. Conexão orgânica A colaboração com Caio MacBeserra não é apenas estética; é uma união de propósitos. Ambas as bandas compartilham uma postura de palco visceral e letras que traduzem dores e resistências reais. Gravada no mesmo estúdio do álbum e mantendo a produção de Gabriel do Vale, a nova versão preserva a identidade sonora original, mas ganha um brilho extra (e gutural) com a participação de Caio. A mensagem continua a mesma: persistência e recusa em desistir, não importa quantas vezes a vida tente te derrubar. Videoclipe disponível O single chegou acompanhado de um videoclipe dirigido por Otávio Minetto e pela própria Yasmin Amaral, já disponível no canal da banda.

Number Teddie lança versão “speed” do hit orgânico “DNA”

Number Teddie revisitou seu aclamado álbum Miss Simpatia para entregar um presente ao público, um bundle especial da faixa DNA, contendo a gravação original e a tão aguardada versão speed. A iniciativa nasceu da mobilização espontânea nas redes sociais (leia-se TikTok), onde os fãs começaram a compartilhar versões aceleradas da música, transformando uma faixa que não era single em um dos maiores destaques do disco. Herança e angústia de DNA, de Number Teddie Apesar da roupagem viral e acelerada, DNA carrega uma das letras mais densas e confessionais da carreira do artista. A canção aborda a angústia de reconhecer em si os comportamentos herdados dos pais, não apenas os traços físicos, mas os emocionais. “A letra eu escrevi depois de uma briga com meu namorado. Eu tinha a frase ‘olhos da minha mãe e pensamentos destrutivos do meu pai’ no meu bloco de notas há meses… Eu quis trazer essa constatação, até meio óbvia, de que somos um reflexo da nossa criação”, revela Teddie. Abertura cinematográfica DNA é a faixa de abertura de Miss Simpatia, segundo álbum de estúdio do cantor, produzido pelo time de peso formado por Rodrigo Gorky, Zebu e Carlos Bezerra. Segundo o artista, a música sempre teve papel central no projeto por encapsular a sonoridade e o conceito de vulnerabilidade que permeiam a obra. “O sucesso inesperado da faixa foi algo que de verdade pegou a gente de surpresa… Eu não acredito muito neste conceito [de single], porque acho que hoje tudo pode ser o carro-chefe de um projeto. O sucesso de DNA só veio provar meu ponto.”

Fantazmaz lança versão visceral de “Violator”, clássico do Motosierra

Se tem uma banda que personifica as vísceras do punk rock latino-americano, essa banda é o Motosierra. E hoje, o grupo uruguaio ganha uma homenagem à altura vinda diretamente de Londres (mas com alma brasileira e conexões globais). A banda Fantazmaz lançou sua versão para Violator. “Roubo” consentido A vocalista Thamila Zenthöfer (radicada no Reino Unido) conta que a faixa entrou no radar da banda quase por acaso, após descobrirem que o pai do baterista da banda Deaf Devils era ninguém menos que Luis Machado, membro histórico do Motosierra. “Em um ensaio… resolvemos testar uma versão de Violator, a música que eu mais gosto do Motosierra. E nunca mais paramos de tocar essa música, roubamos ela para nós”, brinca Thamila. Supergrupo Fantazmaz no estúdio Vale lembrar que o Fantazmaz tem um line-up de respeito no cenário punk/rock mundial: além de Thamila e Raf Oliver (guitarra), a banda conta com Rex Roulette (baixo, ex-Eagles of Death Metal) e Jamie Oliver (bateria, ex-UK Subs e SNFU). A versão de Violator foi gravada em solo brasileiro, no estúdio Artsy, durante uma mini-turnê da banda por São Paulo. A produção tem o dedo de Chuck Hipolitho, figura carimbada do rock nacional, com mixagem de Christian Martucci. Homenagem visual A capa do single traz uma referência aos quadrinhos dos anos 90: uma homenagem ao vilão Violator, de Spawn, redesenhado pelo baixista Rex Diabolic com os traços característicos da vocalista Thamila.

Química perfeita: Myles Smith e Niall Horan lançam o single “Drive Safe”

Myles Smith e Niall Horan em novo single

Se há uma maneira reconfortante de começar o fim de semana, é com o som de duas das vozes mais cativantes da pop atual juntas. O cantor e compositor Myles Smith revelou o seu primeiro single de 2026, Drive Safe, uma colaboração especialíssima com o irlandês Niall Horan. A faixa, que já vinha a gerar burburinho nas redes sociais, marca o primeiro encontro oficial entre os dois artistas em estúdio. Mais do que uma estratégia comercial, a música é fruto de uma amizade genuína. Uma ode à amizade Co-escrita por ambos, Drive Safe equilibra a composição emocionalmente precisa de Myles com a sensibilidade melódica de Niall. A sonoridade aposta em guitarras acústicas quentes e uma produção subtil, criando o espaço perfeito para que o “storytelling” brilhe. A letra usa a estrada como metáfora para a vida: os obstáculos são inevitáveis, mas tornam-se transponíveis quando temos as pessoas certas ao nosso lado. O verso “Life is a road, don’t know what’s along the way, so drive safe” (A vida é uma estrada, não sei o que está pelo caminho, por isso conduz com cuidado) resume essa mensagem de conforto. “Colaborações só fazem sentido para mim quando vêm de algo real, e trabalhar com o Niall foi exatamente isso… A nossa amizade moldou a música, e espero que isso possa ser sentido em cada verso!”, comenta Myles Smith. Momento de Myles Smith O lançamento chega numa fase dourada para Myles Smith. Após um 2025 estrondoso, onde venceu o Ivor Novello Award e o prémio Revelação da Rolling Stone UK, além de esgotar concertos para mais de 100 mil pessoas, o artista prepara-se para voos ainda mais altos. Neste verão, Myles junta-se a Ed Sheeran como a principal atração de abertura da sua digressão pelos Estados Unidos.

Detonautas lança “Vampira” com produção pop e narração de Milton Cunha

O Detonautas continua firme em sua fase de experimentações e lançou o single Vampira. A faixa chega com uma proposta estética ousada: une o peso da banda à produção pop/eletrônica de Pablo Bispo e Ruxell (dupla por trás de hits de Anitta e Pabllo Vittar). E para coroar o clima pré-Carnaval, a música conta com uma participação especialíssima: a voz icônica e performática do carnavalesco Milton Cunha, que abre a faixa com uma narração. Rock, ironia e folia do Detonautas em Vampira A música antecipa o novo álbum do grupo, previsto para março, e funciona como uma alegoria contemporânea. A Vampira da letra é uma metáfora para a mulher livre que assusta o conservadorismo masculino. “É uma música irônica, sedutora e provocativa… É uma metáfora sobre esse imaginário masculino que teme as mulheres que não se deixam dominar”, explica Tico Santa Cruz. Sobre o timing do lançamento, Tico relembra que o rock brasileiro sempre flertou com a folia: “Existe uma ironia bonita em lançar essa música em fevereiro… A gente trouxe essa energia lúdica, psicodélica e carnavalesca para dentro do nosso universo, como a própria Rita Lee fazia”. Nova fase sonora Sucedendo o single Potinho de Veneno, Vampira reforça que o próximo disco do Detonautas não terá medo de polarizar opiniões. A banda busca traduzir um “Brasil profundo” com uma linguagem cinematográfica e moderna, sem abrir mão de sua essência, mas pisando firme em novos territórios sonoros.

Metric anuncia o álbum “Romanticize The Dive” e revisita o “indie sleaze” em novo clipe

O Metric, uma das bandas mais consistentes da cena alternativa canadense, anunciou o lançamento de seu décimo álbum de estúdio, Romanticize The Dive. O disco chega completo no dia 24 de abril, via Thirty Tigers, mas a banda já liberou o primeiro single e videoclipe, a faixa Victim Of Luck. Retorno à “cena do crime” Para celebrar este décimo trabalho, Emily Haines e companhia decidiram voltar onde tudo começou. O álbum foi gravado no lendário Electric Lady Studios, em Nova York, cidade onde a banda se formou no auge da explosão do rock nos anos 2000. A produção marca um reencontro emocional com Gavin Brown (produtor dos clássicos Fantasies e Synthetica), capturando a tensão e a “fome” da juventude da banda, mas sob a ótica de 2026. “Victim Of Luck” A nova faixa é descrita como uma declaração de intenções: desarmante e direta. No clipe, que estreia hoje, o Metric mergulha na estética indie sleaze com imagens de arquivo inéditas: viagens de van, camarins precários e a energia caótica do início de carreira. “Victim Of Luck… fala sobre o romance de uma vida que está longe de ser perfeita. É sobre abandonar a máscara da autoconsciência e da vaidade… Quando começamos, sim, estávamos quebrados e tocávamos para dez pessoas, e não havia nada a que recorrer, mas nos recusamos a desistir”, reflete a vocalista Emily Haines. Tracklist de “Romanticize The Dive” Confira as faixas que compõem o novo trabalho: O Metric segue com sua formação original intacta há mais de 20 anos: Emily Haines, Jimmy Shaw, Joshua Winstead e Joules Scott Key.

Perfume Genius anuncia versão estendida do aclamado “Glory”

Se 2025 foi o ano em que Perfume Genius (Mike Hadreas) colheu os louros da crítica e indicações ao Grammy com o álbum Glory, 2026 começa com uma expansão desse universo. O artista anunciou o lançamento de Glory (Extended). A nova versão digital do disco chega completa no dia 27 de fevereiro, via Matador, trazendo quatro faixas inéditas. Para dar o tom do que vem por aí, Hadreas liberou hoje o single Undercurrent (Clean Heart). De volta à essência de Perfume Genius A faixa lançada hoje revela o DNA do processo criativo do álbum. Segundo o artista, a maioria das músicas de Glory nasceu de gravações caseiras, apenas com piano e voz. “No estúdio, a música passou por muitas versões até chegarmos àquela mais bombástica que acabou ficando. Ainda penso nela como um pequeno hino, então é muito satisfatório poder compartilhar essa versão apenas com piano”, explica Hadreas sobre Undercurrent. Consagração de “Glory” O sétimo álbum de estúdio de Mike Hadreas não passou despercebido. Presente nas principais listas de “Melhores de 2025” (Pitchfork, NYT, NPR), o trabalho explorou temas como a decadência do corpo, a domesticidade e o amor sob um prisma queer e maduro. A arte da capa, inclusive, rendeu uma indicação ao Grammy. Produzido pelo colaborador de longa data Blake Mills (também indicado a Produtor do Ano) e por Alan Wyffels, o disco trouxe a formação mais robusta que o Perfume Genius já reuniu, com músicos como Meg Duffy e o lendário baterista Jim Keltner. O que esperar da versão estendida? Além de Undercurrent, a versão Extended trará outras faixas exploratórias que, segundo Hadreas, não se encaixaram totalmente no corte final original, mas são fundamentais para entender a narrativa da obra.