Violins celebra 25 anos de estrada com Aguacêro, décimo álbum de estúdio

Mergulhando nas tensões entre criação, sobrevivência e destruição, a veterana banda goiana Violins lançou nas plataformas de streaming o álbum Aguacêro. O projeto chega pelo selo Monstro Discos em um marco comemorativo: em 2026, o grupo completa 25 anos de carreira. Este é o primeiro álbum completo de inéditas da banda em oito anos, sucedendo o aclamado A Era do Vacilo (2018). Ao longo de suas oito faixas inéditas, o disco utiliza a água como elemento condutor e metáfora central. Entre imagens de enxurradas, mares revoltos, tsunamis e chuvas torrenciais, o repertório reflete sobre a ambiguidade da existência em um mundo instável e tensionado, no qual a mesma força que gera e sustenta a vida carrega o potencial de devastação absoluta. Sonoridade refinada e reencontro do Violins com Gustavo Vazquez Musicalmente, Aguacêro sintetiza a identidade construída pelo Violins desde a sua fundação em 2001: arranjos melódicos lapidados, peso de guitar bands, elementos harmônicos da música brasileira e passagens que dialogam sutilmente com o rock alternativo e o metal progressivo. A produção musical foi realizada em conjunto pela banda e pelo produtor Gustavo Vazquez, gravada no tradicional Rocklab Estúdio, em Anápolis (GO). A parceria reedita a colaboração de A Era do Vacilo, projeto no qual Vazquez atuou na produção e gravou as linhas de baixo. A trajetória de um pilar do indie nacional O novo trabalho coroa uma retomada gradual iniciada com o EP Quase Metade (que reuniu os singles Sossego Tenso, Preços e Doce Privilégio, esta última ganhando versão sinfônica gravada com a Tallin Studio Orchestra, na Estônia) e oficializou o retorno do baixista Thiago Ricco ao quarteto. Peça-chave na transformação de Goiânia em uma das capitais mais férteis da música independente brasileira nos anos 2000, com forte ligação com o festival Goiânia Noise, o Violins construiu uma carreira de respeito.
The Hives anuncia EP ao vivo gravado no México com participação de Miky Huidobro (Molotov)

O quinteto sueco The Hives anunciou o lançamento do EP ao vivo Live in Querétaro, México. O trabalho tem estreia marcada para o dia 23 de outubro de 2026 pelo selo Play It Again Sam e já está disponível para pré-save nas plataformas digitais. O lançamento festeja o aniversário de um ano do aclamado disco The Hives Forever Forever The Hives e chega na esteira de uma passagem histórica pela América Latina no início deste ano, quando abriram a turnê de estádios ao lado do My Chemical Romance, tocando para quase 500 mil pessoas em arenas e estádios lotados no Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru. Para apresentar a novidade, a banda liberou o vídeo ao vivo de Legalize Living, captado durante o show e com participação especial de Miky Huidobro, baixista e vocalista da lendária banda mexicana Molotov. Fúria garageira do The Hives no Festival City, no México As gravações do EP foram registradas no dia 11 de abril de 2026, durante a apresentação como headliners na edição de 5 anos do Festival City, realizada no Lienzo Charro Hermanos Ramírez, na cidade de Querétaro. Comandado pela energia inesgotável de Howlin’ Pelle Almqvist e pela precisão afiada de Nicholaus Arson (guitarra), Vigilante Carlstroem (guitarra), The Johan And Only (baixo) e Chris Dangerous (bateria), o registro sintetiza três décadas de carreira do grupo, reverenciado por lendas como Joe Strummer e colecionador de turnês com gigantes como AC/DC e The Rolling Stones.
Simple Minds celebra 50 anos com o álbum Sacrosanct e lança single “Beginner Boys”

Em um dos momentos mais prolíficos de sua longeva caminhada, os gigantes escoceses do Simple Minds anunciaram o lançamento de seu novo álbum de estúdio, Sacrosanct. O projeto chega no dia 29 de janeiro de 2027 pela gravadora BMG, marcando a comemoração oficial de cinco décadas de estrada da parceria fundamental entre o vocalista Jim Kerr e o guitarrista Charlie Burchill. Para apresentar o projeto, a banda liberou nas plataformas de áudio e no YouTube o primeiro single oficial, Beginner Boys, acompanhado de um visualizer conceitual. A faixa nasce de uma reflexão sensível e eufórica de Jim Kerr sobre a criação de seus netos gêmeos e os significados da masculinidade no mundo atual, equilibrando a contenção vocal com os timbres atmosféricos e inconfundíveis das guitarras de Burchill. “Chamamos o álbum de Sacrosanct porque, depois de quase cinquenta anos escrevendo músicas juntos, deixou de parecer apenas uma carreira e começou a se transformar em algo muito próximo da fé”, pontua Jim Kerr. Trilogia criativa, arte de Andy Scott e maior turnê de arenas do Simple Minds Composto durante a bem-sucedida Global Tour, excursão mundial que arrastou mais de 1,5 milhão de pessoas aos estádios e arenas, incluindo o Brasil, o disco fecha uma trilogia iniciada por Walk Between Worlds (2018) e continuada em Direction Of The Heart (2022), resgatando a elegância do art rock e o pulso da new wave oitentista. A grandiosidade da celebração transborda para a identidade visual da obra: a capa traz uma escultura em aço do logotipo da banda concebida pelo renomado escultor escocês Andy Scott, artista internacionalmente festejado por monumentos públicos de grande escala como The Kelpies (as maiores esculturas equinas do planeta, instaladas nas Highlands escocesas). Dono de clássicos atemporais como Don’t You (Forget About Me), Alive and Kicking e Waterfront, com mais de 60 milhões de discos vendidos e cinco álbuns número 1 nas paradas britânicas, o grupo prepara a V Tour 2027: Tracklist: Sacrosanct
Sleeping With Sirens volta ao Brasil após oito anos para show único em São Paulo

Um dos maiores pilares do post-hardcore mundial dos anos 2010, a banda norte-americana Sleeping With Sirens confirmou seu aguardado retorno ao Brasil. Após um hiato de oito anos sem se apresentar no país, o grupo sobe ao palco do Terra SP, em São Paulo, no dia 13 de dezembro de 2026 (domingo), para uma apresentação exclusiva. O evento é uma realização conjunta da Áldeia Produções Artísticas, Fastix e DRM Entertainment, e as entradas já estão à venda pela ticketeira Fastix. Acumulando mais de dois bilhões de streams no Spotify, a banda desembarca no país divulgando seu oitavo álbum de estúdio, An Ending In Itself (lançado em junho de 2026). Gravado ao lado do produtor Will Yip (conhecido por trabalhos com Turnstile, Movements e Circa Survive), o disco marca o retorno à lendária gravadora Rise Records, resgatando guitarras pesadas na linha de frente, mudanças bruscas de dinâmica e a urgência melódica de suas origens. Clássicos no setlist Liderado pelos vocais agudos e pela versatilidade marcante de Kellin Quinn, o Sleeping With Sirens mantém sua assinatura que equilibra breakdowns enérgicos, riffs encorpados e refrões confessionais focados em conflitos internos e vulnerabilidade. A formação atual conta com Kellin Quinn (voz), Justin Hills (baixo), Nick Martin e Tony Pizzuti (guitarras) e Matty Best (bateria). Além das faixas do novo disco e da fase pesada de How It Feels to Be Lost (2019) e Complete Collapse (2022), o repertório promete uma celebração aos hinos que definiram a geração emo/post-hardcore, como If You Can’t Hang, If I’m James Dean, You’re Audrey Hepburn, Kick Me, Better Off Dead e A Trophy Father’s Trophy Son. Serviço: Sleeping With Sirens em São Paulo
Alexisonfire retorna ao Brasil para celebrar os 20 anos do álbum Crisis com shows em SP e Curitiba

Um dos nomes mais reverenciados do post-hardcore mundial, a banda canadense Alexisonfire confirmou seu retorno aos palcos do Brasil em novembro. Realizada pela Solid Music, a turnê comemorativa celebra os 20 anos do clássico disco Crisis (2006) com duas apresentações: no dia 20 de novembro de 2026 em São Paulo, no Vibra São Paulo, e em 22 de novembro de 2026 em Curitiba, no Tork n’ Roll. Os ingressos para ambas as cidades já estão disponíveis pela plataforma 101 Tickets. Força de um marco do post-hardcore dos anos 2000 Lançado em 2006, Crisis levou o quinteto ao topo das paradas canadenses e consolidou o estilo dinâmico do grupo, famoso pela sobreposição e contraste de suas três vozes: os berros viscerais de George Pettit, o timbre melódico de Dallas Green (City and Colour) e a pegada rasgada de Wade MacNeil. Impulsionado por hinos como This Could Be Anywhere in the World, Boiled Frogs, Drunks, Lovers, Sinners and Saints e We Are the End, o disco estabeleceu um equilíbrio raro entre velocidade, peso instrumental e refrões expansivos feitos para arenas e festivais. A formação que sobe aos palcos brasileiros é a clássica e original que gravou o álbum há duas décadas, reunindo George Pettit, Dallas Green, Wade MacNeil, Chris Steele (baixo) e Jordan Hastings (bateria). Além do material de Crisis, o repertório da turnê resgata momentos de trabalhos emblemáticos da discografia, como Watch Out! (2004), Old Crows / Young Cardinals (2009) e o elogiado Otherness (2022), trabalho vencedor do prêmio Juno de Álbum de Rock do Ano em 2023. Serviço: Alexisonfire no Brasil (Turnê 20 Anos de Crisis)
LP lança Room 12, seu oitavo álbum de estúdio, acompanhado do single “Don’t Stop”

A cantora e compositora norte-americana LP (Laura Pergolizzi) disponibilizou nesta quarta-feira (2) o seu oitavo álbum de estúdio: Room 12. O projeto chega acompanhado do lançamento do single de trabalho, Don’t Stop. Com 25 anos de carreira e bilhões de reproduções acumuladas nas plataformas digitais, LP construiu uma trajetória sólida, marcada por composições confessionais e status de ícone da cultura queer. O novo disco reúne 11 faixas que exploram términos, identidade, reconciliação e autodescoberta sob uma ótica de liberdade criativa renovada. Poética dos quartos de hotel em Room 12 Concebido após uma rara pausa no ritmo constante de turnês para viver e criar sem urgências, o trabalho nasceu de colaborações com parceiros frequentes de produção, como Mike Del Rio e PJ Bianco. O conceito central do disco parte das memórias acumuladas durante anos de viagens pelo planeta: “Room 12 é um estado de espírito. Um lugar onde as experiências viram memória, e a memória se transforma em narrativa. Um espaço para lembrar, imaginar e se reinventar. Nas minhas viagens, passei por muitos quartos […] No fim, todos se tornaram menos um lugar físico e mais um encontro comigo mesma”, define a artista. Entre os principais destaques do álbum estão: O lançamento coincide com o andamento da All Is Not Lost World Tour, turnê mundial que comemora os 10 anos do estrondoso sucesso de Lost On You (canção com mais de 1 bilhão de streams no Spotify) e que intercala as novidades de Room 12 com a execução na íntegra do clássico disco de 2016.
Celebrando 35 anos de carreira, The Slackers faz show especial no Cine Joia

A banda novaiorquina The Slackers desembarca em São Paulo nesta sexta-feira (4), para uma apresentação comemorativa no Cine Joia. A passagem pelo país celebra os 35 anos de estrada do grupo e acompanha a divulgação do EP Money is King. Com uma média de 150 apresentações anuais ao longo da última década, o The Slackers foi eleito a melhor banda de reggae e ska de Nova York pela revista norte-americana The Beat, enquanto o The New York Times definiu sua pegada urbana e crua como “o próprio som de Nova York”. Conexões com o punk, The Skatalites e a Hellcat Records Diretamente apadrinhado por pioneiros jamaicanos como The Skatalites e The Upsetters, o coletivo construiu uma assinatura própria que funde o ska tradicional, rocksteady e dub ao garage rock, rhythm & blues e soul dos anos 1960. A trajetória da banda contabiliza mais de 20 trabalhos lançados, com boa parte de sua discografia assinada pela icônica Hellcat Records, de Tim Armstrong (Rancid). A proximidade com o punk rock gerou turnês históricas ao lado do Rancid, além de frequentes colaborações do vocalista e tecladista Vic Ruggiero e do naipe de sopros do grupo no circuito internacional. Serviço: The Slackers no Cine Joia (35 anos de carreira) Valores dos ingressos: > Ingresso social: Válido para qualquer pessoa mediante a entrega de 1 kg de alimento não perecível na portaria do Cine Joia.
Paura revela Primitive Chaos, buscando a brutalidade essencial do hardcore

Um dos nomes fundamentais do hardcore brasileiro, a banda Paura lançou nesta segunda-feira (31) seu nono álbum de estúdio, intitulado Primitive Chaos. Concebido como um exercício de minimalismo e peso, o trabalho busca o estado bruto da música, despindo-se de excessos e focar na reação imediata. O sucesor de Karmic Punishment (2023) traz 11 faixas inéditas que abordam desde batalhas íntimas e autoconfrontação até críticas contundentes contra o autoritarismo, a guerra, a hipocrisia moral e a xenofobia. A busca pelo estado bruto do som e da mente em Primitive Chaos Para o vocalista Fabio Prandini, o novo disco funciona menos como uma criação isolada e mais como um reflexo das contradições do mundo moderno, contrapondo avanços tecnológicos à permanência de impulsos primários. “Hoje entregamos nosso novo disco, Primitive Chaos, pro mundo. Entregamos não. Devolvemos. Porque ele veio do mundo, foi feito do mundo. É do mundo! Feito com raiva e amor”, afirma Prandini. Musicalmente, o álbum aposta em guitarras, baixo, bateria e voz diretas, priorizando o impacto físico e a concisão. Essa proposta se refletiu no primeiro single lançado do projeto, “Sarcastic Sadistic”.
Dinosaur Jr. solta There Near, seu décimo terceiro álbum de estúdio

Os gigantes do rock alternativo norte-americano, o Dinosaur Jr. disponibilizou na última sexta-feira (28) o seu décimo terceiro álbum de estúdio, There Near. O lançamento chega sob o selo da Jagjaguwar e veio acompanhado do videoclipe oficial para a faixa destaque Everything At Once, dirigido por Guy Kozak. A produção audiovisual retrata combates de armaduras medievais em um ambiente urbano e contemporâneo. Além disso, a banda aproveitou a novidade para confirmar a expansão de sua turnê pela América do Norte. Resgate de timbres clássicos do Dinosaur Jr. Concebido e gravado no Bisquiteen Studio, em Amherst, o trabalho reúne o trio clássico formado por J Mascis (guitarra e voz), Lou Barlow (baixo e voz) e Murph (bateria), além de colaborações pontuais de Ken Mauri no piano e órgão. Sonoramente, There Near traz guitarras ainda mais cruas e viscerais. Para o novo projeto, J Mascis adquiriu um amplificador Mesa Boogie MK 1 vintage dos anos 1970, o mesmo modelo utilizado nas sessões de gravação do álbum de estreia da banda em 1985. “Comprei o mesmo amplificador que o Chris Dixon tinha quando fizemos nosso primeiro álbum. Tem um som realmente interessante que eu não tirava há um tempo e que estava tentando resgatar neste álbum. […] Você ouve como o Rick Rubin faz as bandas sentarem e ouvirem o primeiro álbum para voltar àquele som. Então eu simplesmente me dei o conselho dele”, detalha J Mascis. O disco sucede o aclamado Sweep It Into Space (2021) e se consolida como o sexto álbum de inéditas lançado pelo grupo nos 20 anos desde sua reunião original.