Lollapalooza abre venda de ingressos para o público em geral; confira preços

O Lollapalooza Brasil, marcado para os dias 24, 25 e 26 de março de 2023, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, abriu a venda de ingressos para o público em geral para a sua décima edição por aqui. Nomes como Billie Eilish, blink-182, Drake e Paramore estão muito cotados para o evento, conforme antecipado pelo jornalista José Norberto Flesch, conhecido por antecipar anúncios de grandes shows no Brasil. King Gizzard & The Lizard Wizard e Jane’s Addiction, que suspenderam suas apresentações em 2022, são nomes certos. A partir de hoje, o público terá disponível as seguintes modalidades de entradas: o Lolla Pass, ingresso que dá acesso aos três dias de evento; o Lolla Lounge by Vivo (Pass), ingresso que dá acesso à área VIP do LollaBR nos três dias de evento e garante uma experiência premium, com open bar e food, after party, translado de ida e volta, entre outros benefícios. Por fim, também é possível adquirir o Lolla Comfort by next (Pass), ingresso que dá acesso aos três dias de evento e a uma área que estreou em 2022 e foi um grande sucesso, garantindo um espaço em que o conforto vem em primeiro lugar, com área de descanso, lockers e food trucks exclusivos, banheiros de água corrente, entre outras facilidades. ServiçoLollapalooza BrasilDias 24, 25 e 26 de março de 2023Local: Autódromo de Interlagos, Av. Sen. Teotônio Vilela, 261 – Interlagos, São PauloInformações Siga nas redes: @lollapaloozabrVendas gerais: 21 de setembro, 12h (meio-dia)Valores*: Lolla Pass: a partir de R$ 1.060,00Lolla Comfort Pass: a partir de R$ 1.908,00Lolla Lounge Pass: a partir de R$ 3.860,00 Em cima desses valores, é aplicado os 15% de desconto para os clientes de cartões de débito e crédito do Bradesco, Bradescard, next e Digio, além da possibilidade de parcelamento em até 5x sem juros. Na abertura de vendas gerais (pass), as compras podem ser parceladas em até 3x sem juros. BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE CONVENIÊNCIATeatro Renault – Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 411, Bela VistaDe terça a domingo: das 12h às 20h (na terça-feira, 14 de junho, a bilheteria abre às 10h00)Segunda e feriados: fechado SITE DE VENDAS – COM TAXA DE CONVENIÊNCIA

Scalene apresenta novas possibilidades para o último álbum L A B I R I N T O

Uma obra nunca está acabada e já virou tradição para o Scalene lançar desdobramentos dos seus álbuns de estúdio. Este movimento, inclusive, passou a ser esperado pelos fãs da banda. Seis meses após apresentar o disco L A B I R I N T O, o grupo disponibilizou nos aplicativos de streaming de áudio o que preferiu chamar de “expansão” do seu mais recente trabalho. Em L A B I R I N T O, Gustavo Bertoni (vocal e guitarra), Tomás Bertoni (guitarra) e Lucas Furtado (baixo) propõem uma ordem diferente para a tracklist, além de incluírem três faixas inéditas à expansão. São elas: ANTI-HERÓI, PENDULAR e MERGULHO. Esta última ganhou um videoclipe no canal de YouTube da banda. “Quando você acha a saída de um labirinto, você pode entrar em outro ainda maior, mais difícil e complexo. Parte da narrativa é essa, além da ideia do desapego da ordem das faixas”, comenta Tomás Bertoni. “O caminho é aberto pelas canções inéditas e é seguido pelas outras músicas rearranjadas, tudo como um reflexo da jornada de autoconhecimento do grupo, que, agora, se encara no espelho por diferentes pontos de vista”, ele complementa. ANTI-HERÓI, PENDULAR e MERGULHO foram escritas no mesmo momento em que surgiram as faixas de LABIRINTO, entre o meio de 2019 e o início de 2021. “Isso dá uma perspectiva muito legal. É muito interessante ouvir o disco de trás pra frente com essa expansão de três novas faixas. A gente encerra falando o que a gente começou falando. Quem topar entrar nessa pira com a gente pode ter percepções e reflexões bem legais e experiências maneiras, auditiva e mental”, finaliza Tomás.

Bom humor e protesto voltam ao rock com Antonio Vieira e Seus Nascimentos

Um rock pulsante, que dialoga com o seu tempo, é o que move Antonio Vieira e seus Nascimentos, projeto capitaneado pelo cantor, compositor e multi instrumentista Max Nascimento. O lançamento do primeiro álbum, Contemporaneidade, é um convite a se reconectar com o lado sarcástico e bem humorado, ácido e pungente do rock n’ roll, dialogando com temas atuais em nove canções irreverentes. Antonio Vieira e seus Nascimentos faz um mergulho na poética e na estética do rock n’ roll, indo da psicodelia ao indie, com inspiração na música orgânica dos anos 60 e 70 para criar canções atemporais. Incorporando elementos circenses e bom humor nas letras “aristotéticas e sarcásticas”, como define Max, o projeto usa do DNA contestador do rock para desafiar as expectativas e trazer um olhar crítico e atual. Essa identidade foi apresentada pelo single Contemporaneidade, uma amostra da irreverência de Antonio Vieira e seus Nascimentos que ecoa às melhores canções de Raul Seixas. O primeiro disco apresenta a musicalidade que Max Nascimento vem construindo ao longo de mais de uma década. Natural de Belo Horizonte, ele começou seu despertar para a música ao herdar um violão e uma guitarra após a morte de seu irmão. Desde 2008 compõe canções de cunho social e, em 2014, se aproximou mais desse universo como instrutor de música na Fiemg, onde esteve por cinco anos à frente de projetos e apresentações diversas. Max também atua no projeto musico-educacional Undversos, uma escola de música virtual que integra as diversas modalidades populares e eruditas. Em 2020, iniciou a composição das canções que viriam a se tornar o álbum Contemporaneidade. A pessoalidade e a personalidade do músico estão presentes em cada acorde do disco. Não por acaso, Antonio Vieira são os outros dois sobrenomes de Max Nascimento, que dá o título ao projeto. No entanto, o compositor não está sozinho nessa. O álbum contou com participação de Jorge Continentino (Norah Jones, Roberta Sá, Gilberto Gil, Jorge Ben, Adriana Calcanhoto), além dos produtores musicais Marcelinho Guerra, na canção Contemporaneidade, e Bruno Medeiros, nas outras oito canções. O disco ainda contou com um time de músicos renomados: Felipe Continentino e Ricardo Linassi nas baterias; Cristiano Caldas e Bruno Medeiros no acordeom e teclados; Marcelinho Guerra, Jonatah Cardoso e Egberto Brant nas guitarras e baixos; Diogo Gomes e Marlon Sette nos trompetes e trombones; Jorge Continentino nos arranjos, saxofones alto e tenor, clarinete, flauta transversal e piccolo. Partindo de uma perspectiva pessoal para dialogar com temas universais e atuais, Max faz de Antonio Vieira e Seus Nascimentos um renascer para a música e a arte, e um caminho de volta para o que nos torna mais humanos – inclusive o bom humor.

Após o elogiado disco “Normal”, Molho Negro lança “Estranho”; ouça!

O Molho Negro lançou na última quinta-feira (15) o disco Estranho, sucessor do elogiadíssimo Normal. O power trio faz o show de lançamento do álbum no próximo dia 23, no Centro Cultural Santa Cecília, em São Paulo. Estranho foi gravado num período mais extenso, se comparado à produção dos anteriores. Começou no final de 2020 e terminou no começo de 2022, gravado no Estúdio Costella, em São Paulo, com Gabriel Zander. O lançamento é via selo Flecha Discos. O novo álbum tem 11 músicas e foi antecedido por dois singles, Berrini e 23. O minimalismo dos arranjos é uma característica importante à sonoridade deste álbum. O Molho Negro olha para Estranho como mais ‘sério’ ou ‘ríspido’ do que os anteriores, com ‘menos humor’, como ressalta João Lemos (vocal e guitarra), um tanto incerto quanto às definições, que de fato vai precisar da audição completa do público para enfim poder falar melhor do que aprontou o power trio. João acrescenta: “uma coisa natural, de amadurecer, de pandemia, de mundo acabando mesmo, acho que gradualmente as coisas foram tomando outras formas”. A banda tem quatro discos lançados: o homônimo Molho Negro (2012), Lobo (2014), Não é nada disso que você pensou (2017), Normal (2018). Além do single Contracheque (2019) e um DVD no YouTube intitulado 33’54” – Molho Negro ao vivo. O último lançamento foi o EP Antes de Ficar Estranho, com produção da banda com Gabriel Zander. Saiu no fim de 2020, durante a pandemia, com duas regravações e a inédita Me Adaptar, lançado pela Flecha Discos, selo encabeçado por João Lemos, Gabriel Zander e Cyro Sampaio (Menores Atos).

Sex Beatles se reúnem para primeira gravação em 27 anos; ouça os sons!

Grupo que deixou uma marca ainda notória no cenário underground do Rio de Janeiro e ganhou destaque nacional em uma carreira meteórica, os Sex Beatles estão de volta para lançar duas faixas inéditas. Após 27 anos de hiato, o quinteto formado por Cris Braun, Ivan Mariz, Alvin L, Vicente Tardin e Marcelo Martins realizou seu aguardado reencontro ao gravar Dance Comigo e Oui Je Regrette Tout – esta última recebendo um clipe bem humorado ao estilo da banda. O lançamento do compacto não marca um retorno às atividades, mas tem motivo mais que especial: a chegada dos dois discos dos Sex Beatles – Automobilia (1994) e Mondo Passionale (1995) – celebrados até hoje, às plataformas de música. A reunião foi facilitada pelo aperfeiçoamento das gravações remotas, já que cada ex-membro reside em estados diferentes e gravou suas partes em home studios. O “lado A” do single duplo é Oui Je Regrette Tout, composta em um francês aprendido no colegial e cantada com sotaque, sob o ponto de vista de um estrangeiro se livrando de uma situação a três. A estética remete ao “yé-yé” francês dos anos 60, punk rock, power pop e ao estilo dos próprios Sex Beatles, que revertem – e pervertem – o clássico de Edith Piaf, Non je ne regrette rien. No lado B, Dance Comigo é uma canção sob o ponto de vista de alguém que é ignorado pelo objeto do seu desejo, até que vira sua única opção. O clima é de glam rock moderno. As novas canções retomam a sonoridade dos Sex Beatles incorporando a bagagem dos músicos após décadas de estrada, mas sem perder de vista as origens do projeto. Formado em 1990 no Rio de Janeiro por Alvin L (guitarra, ex-Rapazes de Vida Fácil), Vicente Tardin (baixo, ex-Ethiopia e Coquetel Molotov), Marcelo Martins (bateria), Cris Braun (voz) e, nos primeiros shows, Dado Villa Lobos (Legião Urbana, então em um hiato da sua banda principal) com a intenção ser ser apenas uma banda de festas, o Sex Beatles logo atraiu a atenção da mídia local, pelo som pesado das guitarras associado à batida tribal do glam rock inglês dos anos 70. Fazendo shows em lugares inusitados como galerias de arte e festas de celebridades, logo surgiram convites de gravadoras. Dado Villa Lobos foi então substituído por Ivan Mariz (guitarra) e a banda passou a fazer shows no circuito mainstream carioca, em lugares como o Circo Voador. Os Sex Beatles escolheram gravar pelo selo RockIt!, do amigo Dado, com distribuição da EMI. Em 1994, foi lançado o debut Automobilia, com produção de Villa Lobos e sucesso de crítica imediato, levando inclusive à indicação de prêmios na MTV. Depois de um ano e meio de turnê, a banda gravou o segundo álbum, Mondo Passionale, produzido novamente por Dado e dessa vez co-produzido por Carlos Savalla (co-produtor dos Paralamas do Sucesso) para a RockIt!, em associação com a Virgin Records. Com a recepção morna a esse novo trabalho, após a divulgação e realização dos shows, os Sex Beatles escolheram encerrar as atividades. Cris Braun iniciou sua carreira solo e segue em atividade, tendo lançado em 2021 o elogiado disco Quase Erótica. Alvin L focou na sua carreira de compositor (Capital Inicial, Marina Lima, Milton Nascimento, Ana Carolina) e Ivan Mariz se voltou para a banda de blues Beale Street. Em 2011, os Sex Beatles foram tema do documentário Memorabilia, exibido na TV por assinatura e com presença no circuito de festivais. Agora, o grupo celebra toda essa história com o lançamento digital de seus antigos trabalhos e canções inéditas que mostram a potência, a versatilidade e a irreverência de seus músicos. Os primeiros discos dos Sex Beatles e o novo compacto já estão disponíveis para streaming.

Chico César lança som Bolsominions, que anuncia o novo disco

O cantor Chico César lançou na quinta-feira (15) um single. A faixa Bolsominions surge em defesa da fé cristã e faz uma crítica aos fascistas, fala sobre a raiva e as reações a tudo isso. “Essa é uma canção em defesa da fé cristã e uma crítica a um grupo político de inspiração fascista que sequestrou de modo bastante hipócrita parte significativa das igrejas e o rebanho que professa essa fé. É um reggae quase punk de protesto, ao modo de Peter Tosh ou The Clash. Os verdadeiros religiosos sabem que a crítica não se dirige a eles mas sim aos vendilhões do templo, gente que cultua o deus dinheiro, as armas, a terra plana, a negação da ciência, a misoginia, o racismo, a perseguição à diversidade sexual”, diz Chico César. Bolsominions é o terceiro single que o artista apresenta, antes da chegada de seu novo álbum Vestido de Amor. O disco, gravado na França, chega às plataformas digitais no dia 23 de setembro.

ÀVUÀ transmite o sentimento que os guia em seu álbum de estreia

Transformando o afeto como ferramenta de revolução, o duo ÀVUÀ, composto por Bruna Black e Jota.pê, transborda – ao longo de oito faixas – as mais diversas formas de amor e afetividade negra em seu álbum de estreia: Percorrer em Nós. Conduzindo uma sonoridade orgânica com traços eletrônicos, unido às rítmicas africanas, gravadas pelo percussionista e baterista Kabé Pinheiro, a dupla mergulha nos diversos fragmentos que permeiam as relações para além do amor romântico. O trabalho, que tem a produção assinada por Lucas Mayer e Rodrigo Lemos, chega aos aplicativos de streaming nesta sexta-feira (16). O duo ÀVUÀ apresentou também o videoclipe da faixa-foco Bentivi. “Chegamos a conclusão que o nome Percorrer em Nós sintetizava tudo o que tentamos dizer em nossas letras: a busca pelo autoconhecimento e a disposição para construir sensações e reflexões”, conta Jota.pê ao relembrar do processo de criação do disco. Destrinchando a temática da afetividade, o duo utilizou como inspiração potentes referências da música popular brasileira para cada composição. “Somos todos resultados do passado e presente, e tentamos colocar na sonoridade da nossa música um pouco de tudo o que a gente ama, desde os artistas mais antigos, como Djavan e Elza Soares, aos mais atuais, como Luedji Luna e Liniker”, conta a dupla. Dois Sóis e Famoso Amor, lançadas no primeiro semestre do ano, foram escolhidas para dar ao público um gostinho do que estaria presente no álbum. A primeira parte de um lugar carnal de se reenergizar estando ao lado de alguém, ao ponto das duas pessoas do relacionamento se juntarem e virarem “dois sóis”. Já a segunda, por sua vez, reflete sobre um amor com todos os seus desafios, analisando e respeitando os limites do outro. “Bentivi tem uma letra super gostosinha, de refrão fácil de pegar, no qual versamos sobre relacionamento de um jeito muito cotidiano, e eu acho isso muito bonito”, conta Jota.pê. A faixa, que ocupa a primeira posição na tracklist, foi composta por Jordan Vilas e Morgana, e conta com um videoclipe. Não pare de dançar e Te encontrar possuem composições de dois potentes artistas brasileiros. A primeira, feita pelo cantor e compositor Theodoro, traz em sua rítmica aspectos que relembram o xote, ritmo baiano muito admirado pelo duo. Nesta canção, o ÀVUÀ convida o cantor Cosme Vieira para acrescentar sua sanfona. A atriz e cantora Nina Oliveira chega para somar na segunda canção. Resultado de uma parceria com Jota.pê durante a pandemia, Te encontrar canta sobre a saudade de estar com pessoas queridas e andar pelas ruas livremente. Comum, canção autoral apresentada e registrada no canal de YouTube internacional Colors, aborda o medo em se relacionar com outra pessoa, mas, ao mesmo tempo, com a vontade de se entregar a um sentimento bonito, colocando-se totalmente à disposição do outro. “Poder participar disso foi a realização de um sonho pra gente. A partir dessa gravação que nós entendemos como um duo e resolvemos apostar nesse projeto tão lindo”, relembra Jota.pê. Fruto de criações individuais, inspiradas pela vivência de cada um, as faixas que encaminham o disco para o final se encontram em um mesmo objetivo: por pra fora uma série de percepções abstratas. Teu Lar concretiza a emoção de Bruna Black em estar gerando a vida de sua primeira filha, ao mesmo tempo em que “Abrigo” afaga Jota.pê em seu momento mais sensível. Esta faixa, inclusive, chegou até ser lançada pelo músico, mas sua versão oficial só veio a ser apresentada para completar o trabalho de estúdio. “Às vezes, a gente precisa conversar com nós mesmos, pois temos o costume de colocar as pessoas no colo e de entender elas, mas não fazemos isso com a gente”, conclui Jota.pê.