Teto das Nuvens convida Caio Weber na pesada e dinâmica Em Pedaços

O que a banda de emo/post-hardcore Teto das Nuvens, de Porto Alegre (RS), iniciou em Epílogo, o single anterior lançado no último mês de abril, segue com mais peso e intensidade em Em Pedaços. O lançamento é pelo selo Loop Discos. A canção traz uma mescla definitiva do emo, rock alternativo e post-hardcore que o quinteto gaúcho vai abranger ainda mais no próximo disco. Em Pedaços conta com a participação de Caio Weber, o vocalista do Cefa, uma das bandas mais destacadas da atual cena independente nacional. Seus vocais entram com um contraponto forte e melódica às vozes de Luiz Santos, mais seca e agressiva. O novo single do Teto das Nuvens fala sobre uma pessoa que perdeu as referências, que se vê sozinha em meio à multidão e não encontra alguém para se amparar. Em Pedaços também é um tributo às pessoas que um dia foram e/ou ainda são referência na vida de outros indivíduos.
Tracajazz lança álbum Puro Veneno em Pessoa; ouça!

Após sete meses de processo, entre ensaios seguidos e composições, Tracajazz gravou o álbum de inéditas Puro Veneno em Pessoa. São oito canções, que, de um modo geral, reagem ao sistema incivilizatório, também violento, que se impõe sob vários disfarces e propõem a pílula do despertar. “Fizemos um disco que fosse uma explosão, uma reação desordenada. Uma resposta aos que tentam colocar o povo dentro de suas caixinhas, cada vez mais apertadas. Não cabe mais. Explodiu!”. Tracajazz é um trio formado por Christian Euzébio (violão, guitarra e voz), Maurício Scaramal (contrabaixo, eletrônicos e voz) e Guilherme Azzi (bateria, eletrônicos e voz). Em 2019, quando lançaram o primeiro trabalho, Zero Um, a sonoridade da banda era guiada principalmente pelo violão e, agora, em Puro Veneno em Pessoa, a guitarra assume o protagonismo – uma escolha do grupo. “No primeiro trabalho, por conta do violão, o disco ficou meio desfalcado de corpo, de intensidade, o analógico e o digital não conversaram muito bem. Nesse segundo, a coisa mudou. O som chegou onde o Tracajazz estava desde o princípio. Isso é normal, leva tempo mesmo. Pra amadurecer não tem atalho. Esse disco tem mais camadas: todos os integrantes têm seus instrumentos eletrônicos como loop station, MPC, controlador MIDI, pedais de efeitos. Isso cria a sensação de uma banda muito maior do que um trio. E tudo isso não é viagem de estúdio! A banda executa essas músicas com todas essas camadas ao vivo”. A produção e mixagem é assinada por Renato Cortez e a masterização por Fernando Sanches. O trabalho é como uma continuação do primeiro, um deságue de ideias guardadas há um tempo. Antes das gravações, o trio se encontrava três dias por semana durante sete meses na casa de Guilherme Azzi para ensaiar e desenvolver as composições. Foram seis dias de imersão no Mato Records para a gravação, estúdio rural localizado numa fazenda em Carmo de Minas, sul de Minas Gerais. Christian revela que sempre foi um desejo da banda estar lá e, estando tudo ensaiado, puderam aproveitar o momento e se soltar na execução, sem inseguranças. Peçonhentos é o nome da música de onde é extraído o título do álbum. Assim, questiona a canção… “Ontem eu pensei que sonhei com peçonhentos / Era a realidade / Realidade em peçonha / Puro veneno em pessoa / Tira o escorpião do bolso, incompetente / Seu Carrapato, Sr. Sanguessuga / Quem é o repelente?“. Os bichos, contam os integrantes da banda, são referências imediatas aos governantes e patrocinadores da cultura de incivilização que se insinua nas tramas políticas. O disco todo conversa com esse tema: falando da dor em ser moído e em resistir, do desespero, da mídia ilusionista, da urgência de mudança… Enfim, se tudo está desordenado, por que não estariam os discursos nessa obra? As composições são assinadas pelos três integrantes conjuntamente. “É um processo muito coletivo. Apesar das ideias serem trazidas individualmente, o que se construiu nos ensaios é muito mais importante para identidade da música. Todos dão pitacos em tudo e numa boa. Todos se escutam. Essa é uma das virtudes da banda. Todos se respeitam muito musicalmente”. Vito-AFirma assina a capa (e praticamente toda a concepção gráfica da banda). Na imagem, centenas de animais peçonhentos formam o rosto de uma pessoa, que injeta uma substância desconhecida pelos fones de ouvido.
Megadeth libera o álbum The Sick, The Dying… And The Dead!

O Megadeth está coroando uma bem-sucedida turnê global com o lançamento de seu 16º álbum de estúdio, The Sick, The Dying… And The Dead!, via UMe. Com 12 faixas, o disco está disponível em CD, vinil, cassete e também nos formatos digitais. Aliás, está saindo também uma edição deluxe limitada com dois LPs, álbuns de 12 faixas em vinil preto 180g com capa gatefold numerada e encarte de 12x24cm com letras e créditos, uma litografia de vinil lenticular e uma litografia de 7 polegadas de bônus com We’ll Be Back e o inédito lado B The Conjuring (Live). A primeira canção a ser liberada de The Sick, The Dying… And The Dead! foi uma música feroz, típica do Megadeth, We’ll Be Back. Ela foi acompanhada por We’ll Be Back: Chapter I, um curta épico de ação que conta a trajetória do mascote do Megadeth, Vic Rattlehead. Produzido por Dave Mustaine, We’ll Be Back: Chapter I é uma história de bravura, sacrifício pessoal e força para sobreviver. Foi a primeira parte de uma trilogia de vídeos preparando a chegada de The Sick, The Dying… And The Dead!
Chet Faker, atração do Popload Festival, divulga It Could Be Nice

Chet Faker – artista que tem bilhões de streams nas plataformas de música, com certificado de platina – lançou no ano passado seu mais novo álbum “Hotel Surrender” que teve uma ótima repercussão no mundo todo. Ele agora lança a faixa It Could Be Nice, atingindo aquele nível icônico groove lo-fi e inconfundível vocal que só o Chet Faker tem. Ideal para as playlists de chill, lofi, alt e mood. O artista encontra-se em turnê mundial e no dia 12 de outubro, ele estará no Popload Festival no Brasil, em São Paulo.
Vocalista do Keane, Tom Chaplin lança álbum Midpoint; ouça!

Midpoint é o novo álbum de Tom Chaplin – cantor, compositor e vocalista do Keane – lançado via BMG. O disco, que chegou nesta sexta-feira (2) nas plataformas de áudio e também em CD físico no Brasil, tem como faixa foco o single Overshoot, uma canção de partir o coração, uma ode ao amor, permanecendo o curso e abraçando toda a jornada da vida. “A parte, with a little luck, we’ll be dancing, when the lights go up – sou eu dizendo à minha esposa: quando estivermos velhos e decrépitos e o navio estiver afundando, espero que ainda estejamos de mãos dadas”. Este é o Midpoint, a vida e os tempos, altos e baixos, passado, presente e futuro de Tom Chaplin. É, pela primeira vez, todo ele, em um álbum irradiando uma universalidade suave, acolhedora e calorosa.
Titãs lança Olho Furta-Cor, álbum em colaboração com Rita Lee

Com apenas três dos oito integrantes da formação original, o Titãs lançou nesta sexta-feira (2) o álbum de estúdio, Olho Furta-Cor. Aos 40 anos de banda, os paulistanos passeiam por vários gêneros em uma produção que teve colaboração de Rita Lee e Roberto de Carvalho. “Este álbum é para comemorar os 40 anos, mas também para provar para nós mesmos que a nossa química continua viva”, disse Sérgio Britto em entrevista à Folha de S.Paulo. “A gente faz o que pode para manter a chama acesa. O que mais nos aproxima é fazer coisas novas e, talvez, isso seja mais prazeroso do que ficar olhando o passado”. Com 14 faixas inéditas, Olho Furta-Cor traz singles fortes como Apocalipse Só e Caos, essa composta em família por Rita Lee, Roberto de Carvalho e Beto Lee. Apesar de tantas mudanças na formação, Sérgio Britto, Branco Mello e Tony Bellotto conseguem manter intacta a veia crítica e roqueira do Titãs, mas sem deixar de experimentar. Um disco digno dessa carreira extremamente festejada.
Com hits de carro-chefe, Yungblud lança terceiro álbum de estúdio
Cacá Baskerville traz energia e pegada rock em seu clipe e single Só Você

O cantor santista Cacá Baskerville lançou nesta sexta-feira (2), em todas as plataformas digitais, o single Só Você, acompanhado de videoclipe. Com os versos “só você sabe bem / Me tirar do eixo/ Só você sabe bem/ Despertar o meu desejo/ Me bagunçar com o seu beijo/ Só você/ Só você”, o single, uma composição de Cacá em parceria com Jef Souza, que também é cantor e compositor, fala sobre alguém especial com a qual pode conhecer sentimentos diversos que nunca havia experimentado. Cacá Baskerville explica que a música, que traz a sonoridade do pop com pegada do rock, possui essência romântica e resgata suas influências musicais que são Cazuza, Barão Vermelho, Capital Inicial, Bon Jovi, Queen, entre outras. “É um resgate, um recomeço na minha carreira porque traz minhas principais referências e influências que são do rock, do pop rock e dos grandes ícones da música que sempre ouvi muito. Ela tem uma energia, uma pegada, que tem muito a ver comigo”, diz. Com direção de Rodrigo Brasolim e Wesley Fernandez, o clipe foi rodado no Centro Histórico de Santos, no Boulevard da Rua XV de Novembro, tendo ao fundo a Bolsa do Café. Filmado em plano sequência, as cenas mostram Cacá andando pela rua, cantando a música como se todos ao redor estivessem o ouvindo, mas estão fazendo suas atividades do cotidiano normalmente e não dando muita atenção para o cantor. Em cada situação, subliminarmente, todos estão conectados com a canção, e em determinado momento se encontram para curtir juntos. “As diferentes mulheres que aparecem, representam várias Só Você – como que se cada uma representasse um amor perfeito, que não existe, mas todas têm suas qualidades, que se somadas dariam esse amor a ser desvendado”, destaca. Além de Só Você, o novo projeto ainda sem nome, traz o lançamento de singles, todo mês, nas plataformas digitais e no canal do artista na internet. A ideia é lançar um EP no final do ano com nove faixas. De forma autêntica, as canções trazem temas como amor, paixão e relacionamentos. “É um trabalho que vai marcar minha carreira como um resgate que traz de volta minha essência e minha verdade. Tem tudo a ver comigo”, finaliza.
Banda gaúcha recreio lança álbum de estreia, Tiranos Melancólicos

Arthur Valandro, André Garbini, Bernard Simon, Gabriel Burin e Ricardo De Carli integram a banda porto-alegrense recreio, que lançou nesta sexta-feira (2) seu álbum de estreia, Tiranos Melancólicos, distribuído pela SoundOn. O single Empatia deu o pontapé inicial no disco, seguido de Fumaça Pura, que acaba de ganhar um videoclipe dirigido por Ricardo De Carli. Para alguns, esses nomes podem soar familiares. A recreio nasce da Soundlights, que chegou a lançar o EP Sons que vêm do Sítio, pela Lezma Records, e circulou por grande parte do sul e sudeste do país com apresentações ao vivo. E pode-se dizer que o recreio surgiu de uma forma natural, ainda antes do início do isolamento social, pois Arthur já havia se aventurado em um processo para criação das faixas do trabalho que viria a ser de estreia do grupo. A substituição de softwares de gravação e edição de áudio por composições no formato voz e violão, levou as músicas para um campo até então não muito explorado pelo projeto inicial. Tais arranjos foram executados em reuniões semanais com Bernard e Ricardo, que assumiram, a partir deste momento, a produção da obra da recreio. “Estudamos especialmente as letras, melodias e harmonias – nossa ideia era que, se as músicas funcionassem neste formato de voz e violão, a partir daí se poderia assumir diversos caminhos de arranjo com alguma segurança de que no final, as canções ainda teriam uma contundência. Adotamos esta ideia pensando em uma engenharia reversa – gostaríamos de fazer um disco em que as pessoas pudessem aprender a tocar o repertório no violão com uma certa facilidade”, recorda Ricardo. A chegada da pandemia poderia ter sido um percalço na carreira da banda recém-formada, mas acabou servindo para um novo olhar coletivo dentro do projeto, culminando em áreas ainda não exploradas. “Era março de 2020, estávamos com o pé na porta para adentrar uma imersão musical e, então, chegou a pandemia. Passamos a nos reunir diariamente pelo Discord. Nem sempre falávamos do trabalho, muitas vezes o encontro era resumido a uma troca afetiva, a um diário de bordo do dia-a-dia do isolamento. Sentimos que para nós essa adequação demandou uma dinâmica de conversa e escuta que passou a respeitar muito o tempo de fala de cada pessoa – temos certeza que isso nos fez músicos melhores, e definitivamente afetou a elaboração dos arranjos”, revela Ricardo. O processo de registro do disco foi distribuído entre 2021 e 2022, entre períodos em Garopaba, no litoral Catarinense, na capital gaúcha, no estúdio frisbe, e no home studio de Bernard Simon. “Em maio de 2021, passamos um mês juntos numa casa, no litoral catarinense. Levamos os instrumentos, arredamos os móveis e a sala virou nosso estúdio. Apostamos nessas dinâmicas com o intuito de otimizar nosso tempo, relacionamento e criação. Conviver por tanto tempo, dormindo e acordando, dia após dia, nos colocou em um estado de panela de pressão que nem sempre foi fácil, mas, também, houve momentos quase sublimes de conexão e composição que não teriam acontecido de outra forma”, recorda o grupo. Muitas das faixas foram gravadas ao vivo em take único (exceto pela voz e percussões), resultando em uma sonoridade orgânica. Um ponto incomum na banda é a falta de instrumentos fixos para cada integrante: “Com frequência trocávamos de instrumento, notando o que cada formação apresentava como possibilidade, pois cada pessoa trazia uma abordagem diferente no toque. Até hoje a banda não tem uma formação no palco bem definida, algo que foi incorporado em nossos shows”, conta Ricardo. Felipe Apolonio (Fapo) assinou a engenharia de áudio das sessões de gravação e a mixagem e masterização ficou por conta de Martín Scian, que assinou o disco LECH da Ana Frango Elétrico, apontado pela banda como peça crucial para o resultado. “Nossas trocas foram muito mais sobre sensações e imagens do que sobre termos técnicos, e felizmente funcionou muito bem. Pensa nessa situação: é fim dos anos 90/início 2000, você chegou em casa da escola e ligou no Disk MTV. Estreia um clipe de uma banda que você ainda não conhece, mas acaba curtindo muito. No dia seguinte, quando encontra sua turma, todo mundo assistiu e tá conversando sobre. É assim que tem que soar”, aponta Ricardo.