Sutilezas: Valezi confronta ótica consumista em disco de estreia acústico e minimalista

Valezi - Sutilezas

“A beleza está além das embalagens e dos padrões de mercado”. É com esse espírito que o cantor e compositor Valezi lança o seu álbum de estreia: Sutilezas. O disco versa sobre o quanto o consumismo e o exagero do capitalismo podem distorcer os nossos gostos, pautando até o que é ou não é agradável.  Ao todo, o repertório conta com nove faixas. São elas Minha Voz, Sutilezas, Meu Eco, Afeto, Ninguém Além de Mim, Tempo de Paz, Acalma o Teu Coração, Vida e Li num Verso de uma Flor. Todas as faixas foram gravadas de forma minimalista no estúdio Insight Cloud, em Itapetininga (SP). Na oportunidade, o disco foi produzido por Gupi Munhoz. Valezi aponta que a obra é um contraponto à lógica consumista e traz críticas ao consumismo exagerado. “Esse é um disco sem maquiagem, minimalista, gravado só com um violão. E vejo que nele, apresento um convite para o ouvinte olhar o mundo sem filtros e efeitos, encontrando a paz dessa forma. É preciso enfrentar tudo o que padroniza nossos rostos e corpos, achatando os nossos sonhos”, frisou.  Envolto pela música desde a infância e tocando até clarinete e piano, Valezi estreou como artista solo em meados de 2020, lançando o single Beleza Escondida. Anteriormente em 2021, também divulgou as canções Se Ama É Meio, Baby e In Memoriam. Agora, o músico trabalha na produção de novos conteúdos autorais. 

For Sales é a porrada de Dani Carmesim no abobado do ex-ministro do Meio Ambiente

A cantora e compositora pernambucana Dani Carmesim acaba de lançar em todas as plataformas digitais o single em parceria com DJ Ramdon e participação do músico André Insurgente. For Sales, título em inglês que significa ‘à venda’, fala da questão ambiental e denuncia as agressões que tem sido permitidas através dos desmatamentos, queimadas, dentre outras formas de exploração, junto às florestas e biomas brasileiros. Em versos como: “Lavra, queima, desmata; Passa a boiada; Invade a terra indígena demarcada”, Dani faz uma crítica ao ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, fazendo referência no título do single aos protestos marcados pelo bordão “fora, Salles” e citando a “célebre” frase infame do ex-ministro, dita em reunião quando o mesmo viu a oportunidade de acelerar o processo de desregulamentação da proteção ao meio ambiente. O single foi gravado à distância respeitando o distanciamento social entre os músicos. Dani Carmesim compôs a letra e parte do arranjo musical junto com o seu companheiro e parceiro de criação André Insurgente, que gravou o baixo e guitarra, deixando a música com uma pegada bem energética e rock n’ roll. E finalizando, DJ Ramdon fez toda a programação de beats, baterias e efeitos sonoros trazendo elementos mais eletrônicos e modernos à música, além de fazer a arte da capa do novo single e a produção musical junto com André e Dani. Dani Carmesim é uma cantora e compositora pernambucana que faz um trabalho autoral, independente e alternativo desde 2011. Nesses dez anos percorridos, lançou dois EPs, um CD e em breve lançará o seu segundo disco. Além desses trabalhos, Dani vem lançando singles a parte feitos em parceria com artistas emergentes da cena local recifense assim como nessa novo feat. que surgiu após a cantautora participar em 2020 do Projeto BestaFeat que foi idealizado por DJ Ramdon (Tiago Bezerra) que define seu trabalho como Random Sintonia Esquema – uma proposta para discotecagem randômica e multiestilosa de Recife.

Luz: Canzone traz mensagem de esperança em novo álbum

Canzone - Luz

Todos passam por momentos turbulentos e difíceis em algum momento da vida. E para enfrentá-los, é preciso ter força e esperança. Este é o tema do segundo álbum da Canzone. Intitulado Luz, o disco conta com oito faixas que se remetem principalmente à sonoridade do emocore. O repertório inclui as canções Verde, Fantasista, Aposta, Naufrágio, Ir, Interferências e Claridade, além de uma faixa instrumental de abertura.  Anteriormente, em 2016, a banda lançou o disco Labirinto com uma veia mais ácida no que diz respeito ao instrumental, que trazia elementos de hardcore. Agora, o duo que é atualmente formado pelo vocalista e guitarrista Lucas Arruda e pelo baterista Otávio Dutra amadurece à medida que também se inspira em nomes como The 1975, The Japanese House e American Football. As sessões de gravação ocorreram no Studio Digital, em Bagé (RS). Lucas e Otávio produziram o álbum com o suporte do produtor Roger Dutra e dos ex-membros Augusto Dutra e Marcos Pereira, que respectivamente gravaram linhas de guitarra e baixo. Na oportunidade, ainda contaram com o tecladista de apoio, Igor Sousa. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Elias Sodré. Para o vocalista, Luz é uma espécie de mensagem de apoio para as pessoas. “É sobre caminhar em direção daquilo que nos faz vibrar e lutar pelos nossos sonhos.  Todas as canções, de alguma forma, falam sobre o quanto precisamos ter isso em mente para enfrentar os períodos sombrios”, frisou Lucas. 

Cabeça Forte: Rafa Canovas aborda a importância da saúde emocional em EP de estreia

Rafa Canovas - Cabeça Forte

Para enfrentar os desafios e superar até as maiores dificuldades da vida, é preciso ter “Cabeça Forte”. E este é justamente o nome do EP de estreia do cantor, baixista e compositor, Rafa Canovas. O repertório tem quatro canções, sendo que a faixa-título conta com um videoclipe lançado mutuamente com o mini-álbum. Assim, os singles Mentir Pode Ser Legal, É Aí Que Tudo Vale A Pena e Pedaços de Mim completam o setlist.  As canções foram gravadas no Cavalo Estúdio, em São Paulo (SP). O trabalho contou com a produção musical de Gabriel Olivieri e foi principalmente inspirado na soul music, tendo nomes como Anderson Paak, Oscar Jerome e Parcels entre as principais referências. O clipe de Cabeça Forte, por sua vez, tem direção de Lucas Martins, mais conhecido como Mooluscos. O vídeo sintetiza o espírito do EP à medida que utiliza uma série de simbolismos para mostrar o eu-lírico encontrando a si mesmo. O baixista e compositor conta que o trabalho aborda a importância da saúde emocional.  “Todas as canções estão envoltas neste tema. Não por acaso, escolhi o nome Cabeça Forte para o título do EP e da faixa de abertura. É preciso ter coragem e saúde mental para conseguir superar as pedras que aparecem ao decorrer do nosso caminho”, frisou. Durante as sessões de gravação no Estúdio Cavalo, Rafa Canovas contou com o suporte dos músicos Lucas Bandeira (guitarra), André Gabbay (percussão), Rafael Carvalho (bateria), Ralf Tzengker Jenger (teclado e synth) e Janderson Bernardo (sax).  Vale ainda pontuar que o EP Cabeça Forte é um lançamento independente com mixagem e masterização de Tuto Ferraz. 

Com álbum previsto para novembro, Ney Matogrosso lança EP no dia de seu aniversário

Ney Matogrosso comemora 80 anos com o lançamento de um EP prévia do novo álbum Até pelo menos meados dos 1980, era hábito entre os artistas da música brasileira reservar um período do ano para percorrer, cidade por cidade, todo o interior de São Paulo. Cantor, músicos e equipe técnica entravam em um ônibus e passavam um mês dentro dele, algumas vezes até mais do que isso. Estacionavam de manhã na primeira cidade, a equipe ia direto para o teatro montar cenário e equipamento, passavam o som à tarde, o show acontecia à noite. Público saciado, iam para o hotel dormir. De manhã, entravam de novo no ônibus rumo à próxima parada. A imagem é mais ou menos aquela, muito clássica, que vemos em filmes sobre o período dourado da música – e que gerou a expressão “na estrada”, de tom tão poético que é usada até hoje, quando as turnês são quase sempre aéreas. Canção de Caetano Veloso lançada no LP Outras Palavras (1981), Nu Com a Minha Música é um registro fiel daquelas viagens pelo interior paulista, um retrato de força visual tão potente que quase transforma som em cinema e nos carrega junto na viagem. EP de Ney Matogrosso chega com quatro faixas Hoje, todavia, 40 anos depois, Nu Com a Minha Música se torna o nome do novo trabalho de Ney Matogrosso, que é entregue ao público em duas etapas. Posteriormente, um álbum completo, de 12 faixas, com lançamento marcado para novembro. Mas antes, neste domingo (1º), mesmo dia em que o artista completa 80 anos, chega às plataformas de música um EP homônimo antecipando um terço de suas faixas. Concebido por Ney Matogrosso durante a pandemia, o projeto tem produção musical dividida entre quatro nomes com quem o intérprete vem trabalhando nos últimos tempos: Sacha Amback, Marcello Gonçalves, Ricardo Silveira e Leandro Braga. Cada produtor usa formações e bandas diferentes. Ney tem nítidas as memórias de estrada que Caetano descreve tão bem. Lembra especialmente da turnê do LP Bandido (1976), nos primeiros anos de sua carreira solo, quando percorreu justamente esse circuito pelo interior paulista. Na nova gravação, a canção ganha divisão rítmica mais acelerada sob a produção de Marcello Gonçalves. Marcello toca o violão de sete cordas e assina o arranjo, que conta com Anat Cohen (clarinete), Marc Kakon (bouzouki) e Joca Perpignan (percussão). Em resumo, todo o repertório do álbum foi pinçado em um baú especialíssimo, que Ney cultiva desde sempre. Ademais, vale destacar que são músicas que o artista conheceu na voz de outros intérpretes e que o atingiram de imediato, não fazendo diferença se tenham vindo do repertório anos 1960 da Jovem Guarda ou do álbum mais recente de um compositor da novíssima geração. Canções guardadas no baú por décadas Em alguns casos, a canção pode ficar guardada no baú por décadas até que chegue o momento ideal de ser incluída em um álbum ou um show. O importante é que, quando regravada, ela ajude a fundamentar o texto, o discurso, o roteiro planejado por Ney para aquele trabalho específico. O álbum Nu Com a Minha Música, portanto, pode ser compreendido também como um álbum de memórias – bem antigas e muito recentes – a formar um quadro muito contemporâneo. Peças recolhidas “na estrada, embaixo do céu” nesses 50 anos de carreira musical de Ney Matogrosso, mas que, no roteiro imaginado pelo artista, fazem muito mais sentido hoje do que poderiam fazer em qualquer outro tempo. Com arranjo de piano e violoncelo criado por Sacha Amback, Mi Unicornio Azul revela-se absolutamente atual, sobretudo pelo discurso. A música foi escrita por Silvio Rodríguez em 1982 e lançada no álbum En Vivo, que o autor dividiu no mesmo ano com Pablo Milanés – como ele, um expoente da Nova Trova Cubana. Os versos aparentemente surrealistas parecem ocultar uma mensagem homoerótica, de um amor vivido (e proibido) entre dois homens, algo impensável em Cuba e naquele período. O unicórnio, como se sabe, é um símbolo ligado ao imaginário gay. Ney ouviu a canção ainda no início dos anos 1980, ao vivo, em uma apresentação de Rodríguez e Milanés no Canecão, no Rio. Novo EP de Ney Matogrosso tem sons “recentes” Três décadas mais nova é Se Não For Amor, Eu Cegue. Ney Matogrosso conheceu essa parceria de Lenine e Lula Queiroga em Angra dos Reis, na casa de José Maurício Machline. O empresário costuma receber seus convidados para festas animadas, sempre com muita música. Em algum momento da tarde, no entanto, o shuffle do som os levou à gravação original de Lenine, lançada no álbum Chão (2011). Por fim, Ney teve que interromper os passos de dança do anfitrião: “Zé, que música é essa? Ele está dizendo ‘se não for amor, eu cegue’? É isso mesmo? Quero gravar isso”. Mais uma para o baú que viria à tona agora. O arranjo que Ricardo Silveira preparou para a versão de Ney Matogrosso tem Renato Neto no piano, Claudio Infante na bateria, Zero na percussão e Liminha no baixo. Contudo, a mais antiga entre as quatro faixas do EP é também a mais conhecida. Com letra de Paulo Coelho, Gita é um clássico absoluto do repertório de Raul Seixas. Aliás, o clima épico da versão original é mantido aqui, sob a produção de Leandro Braga, que também toca o piano. Leandro criou um grandioso arranjo de sopros e cordas. Aliás, Ney manteve inclusive a fala de Raul na introdução: “Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando/ Foi justamente num sonho que Ele me falou”. Parceria com Raul Vale lembrar, Ney Matogrosso já tem um belíssimo histórico como intérprete de Raul. Anteriormente, em 1977, quando selecionava repertório para o LP Pecado, Ney procurou o Maluco Beleza em busca de novidades. Como resultado, acabou regravando Metamorfose Ambulante – e sua versão é tão ou mais representativa do que a do próprio autor. Logo em seguida, Raul foi atrás de Ney, levando na sacola uma demo de Mata Virgem. A música entraria, poucos anos depois,

Stereotrilhos traz mensagem de superação em novo single Uma Caneta Azul

Stereotrilhos - Uma caneta azul

“Aprender com os erros do passado para enfim iniciar um novo ciclo”. É com esse sentimento de superação que a banda Stereotrilhos divulga o single Uma Caneta Azul.  A faixa chega às plataformas de streaming pelo selo Elevarte Music e antecipa o álbum de estreia do grupo, intitulado Uma Forma de Sonhar. Esta é a quinta música do disco que a Stereotrilhos divulga como single, levando em consideração que a banda lançou as faixas Invencível, Janelas, A Última Música e Jornada anteriormente neste ano. Uma Caneta Azul, assim como as demais canções, é recheada de rock alternativo. No entanto, também é inspirada no álbum Uma Boa Parte de Mim Vai Embora (2011), do Vanguart.  O baixista, que também é responsável pela produção, mixagem e masterização do material, Rodrigo Murasawa explica que o novo single aborda um momento chave do álbum. “O disco retrata a história de um eu-lírico que, assim como nós, está preso em casa sonhando em voltar a vivenciar o mundo novamente. E neste percurso, luta para encontrar a paz e a razão. Uma Caneta Azul é especialmente marcante, já que mostra este personagem se desvinculando dos erros do passado”. Além de Rodrigo, a Stereotrilhos conta com o vocalista e tecladista, Juliano Arruda, com o baterista Gabriel Freitas e com os guitarristas Lucas Almeida e Raul Faria em sua formação. O quinteto está em atividade desde meados de 2015 e deve lançar outras canções autorais ao decorrer do segundo semestre de 2021.

“What Comes Next?”. The Zasters lança novo EP com misto de angústia e ansiedade quanto ao futuro

The Zasters - “What Comes Next?”

Chegou o momento de olhar para o futuro. E é claro que isso envolve uma pergunta básica: “Será que um dia voltaremos à normalidade?”. É com esse misto de angústia e ansiedade que a banda The Zasters divulga o EP “What Comes Next?”.  O repertório inclui a música Bittersweet, uma parceria com as vocalistas e guitarristas do The Mönic, Dani Buarque e Ale Labelle. O EP também conta com a inédita If You Are Leaving. Assim, Red (as a cherry) e She Likes Trouble completam o setlist. A sonoridade vai do pop à acidez do blues e do indie rock. O EP “What Comes Next?” foi gravado majoritariamente em home studio e tem produção assinada por Rafa Luna e Jules Altoé, ambos vocalistas e guitarristas da The Zasters. Esta é a segunda vez que a banda desenvolve um EP de forma totalmente autônoma, tendo vista que o mini-álbum anterior, “What Just Happened?”, também foi gravado dessa maneira. Além de Rafa e Jules, o quarteto ainda é formado pela baterista e vocalista Na Sukrieh e pelo baixista André Celkevicius. Sukrieh conta que os dois trabalhos se complementam. “Em ‘What Just Happened?’, estávamos incrédulos com a situação do mundo. Agora, com o ‘What Comes Next?’, refletimos sobre os próximos passos da humanidade. Afinal, o que virá daqui para frente?”, questionou.  Vale pontuar que o EP “What Comes Next?” chega nas plataformas de streaming através do selo FO/GO Music. A The Zasters está em atividade desde meados de 2015. Anteriormente, a banda lançou o EP This Is A Disaster (2016) e os singles Come See The Band (2019) e Going Down (2019). 

Antes Da Queda: Banzé lança álbum inédito no streaming

Banzé - Antes da Queda

Grupo deu origem às Vespas Mandarinas e venceu VMB em 2006  O termo Rock Paulista surgiu em publicações jornalísticas em meados dos anos 80 quando nomes como Ira!, Mercenárias, Titãs e Voluntários da Pátria enchiam inferninhos como Val Improviso, Radar Tantã e Ácido Plástico. E a mesma sonoridade que deu evidência a essas bandas, inspirou as Vespas Mandarinas.  No entanto, a banda jamais existiria se não fosse o espectro de influências do Banzé. O trio, que assim como as Vespas Mandarinas é liderado por Thadeu Meneghini, está de volta com o lançamento do álbum Antes da Queda pelo selo Novevoltz Records.  Este é o segundo disco do Banzé, que foi originalmente divulgado como CD em 2008 e somente agora chega às plataformas de streaming. O trabalho marca o início da parceria de composição entre Meneghini e Adalberto Rabelo Filho (Numismata/Judas), que posteriormente tornariam-se os principais compositores das Vespas Mandarinas.  Desta forma, o setlist traz à tona canções como Cobra de Vidro e Um Homem Sem Qualidades, sendo essas reverenciadas somente em 2014 ao serem regravadas pelas Vespas. No mesmo ano, renderam uma indicação ao Grammy Latino e tornaram-se “figurinhas carimbadas” na imprensa especializada. O álbum Antes da Queda conta com 11 faixas e soa tão contemporâneo como se tivesse sido gravado há poucos meses. Isso ocorre à medida que as letras antecipam catástrofes naturais e sociais. No setlist, sobram participações notáveis, sendo a de Wayne Kramer, guitarrista do MC5 que toca em Tragam Me A Cabeça de Lester Bangs, a principal delas.  Outra canção representativa é Vai Pra Rua, originalmente composta por Arnaldo Antunes e Paulo Miklos para o Cabeça Dinossauro, dos Titãs. No entanto, a música ficou de fora do álbum e esteve engavetada até 2008, quando os ex-titãs cederam a canção para o então novo álbum do Banzé. Thadeu  Meneghini frisa que a contemporaneidade das canções. “Todo o álbum acusa o falso otimismo da nossa geração. Ninguém esperava que chegaríamos a um momento tão agonizante como o que estamos vivendo atualmente. Essa é a idiossincrasia dos nossos tempos, onde, infelizmente, os direitos adquiridos estão sendo revistos. O Antes da Queda meio que antecipava tudo isso. Éramos chamados até de pessimistas demais na época”.  Além de Thadeu Meneghini, o Banzé era formado por Willy Cardoso e Loco Sosa, que respectivamente tocavam baixo e bateria. Ambos ainda colaboram com vocais. A banda ganhou destaque pela primeira vez em meados de 2006, vencendo o VMB com o videoclipe de Doce Ilusão pela categoria “Melhor Clipe Independente”.  Do princípio ao lançamento original do álbum Antes Da Queda, em 2008, o trio exibiu toda a sua influência no pós-punk do já citado Rock Paulista e no punk rock. Desta forma, inspirando-se em bandas como Smack, Cabine C, 365, Inocentes e Cólera. Setlist: Antes da Queda Um Homem Sem Qualidades Infausto Tragam-me a cabeça de Lester Bangs Boca do Lixo Chave Mestra Cobra de Vidro Fada Carabina Hirsuto Terminal Vai pra Rua

Lobo Solitário: BU3NO traz mensagem de esperança em novo videoclipe

BU3NO - Lobo Solitário

“Fé para acreditar que dias melhores virão”. É com esse sentimento que o rapper BU3NO divulga o videoclipe de Lobo Solitário. A faixa é um lançamento do selo Elevarte Music e flerta com a sonoridade de nomes como Haikaiss e L7NNON. O material é recheado de tons azuis e faz alusão ao gelo e à neve do Alasca. Por isso, até o figurino do cantor se remete ao inverno. BU3NO assina a direção do clipe com Gabriel Lobo e Raphael Ueda, da Berry Produções. Assim, as filmagens ocorreram no próprio estúdio da produtora, em São Paulo (SP).  A música, por sua vez, é fruto de uma parceria com os produtores Bruno Pelloni e Danilo Gonzalez, que colaboraram na melodia. Já a letra aborda principalmente o isolamento social, bem como a perspectiva da sociedade como um todo trazendo uma mensagem de esperança.  BU3NO explica o título da canção. “O ‘Lobo Solitário’ sempre anda acompanhado de boas influências, mas tendo a clareza de que só ele pode lutar por si. E que desta forma, pode chegar onde quiser. E eu tento trazer justamente esse espírito”. Ainda de acordo com o rapper, a faixa retrata a pandemia mas torna-se atemporal à medida que pode servir de apoio para quem não está se sentindo bem. “Tanto quem sofre com depressão ou ansiedade, quanto quem se encontra em um relacionamento abusivo, deve encontrar uma luz no fim do túnel com essa letra”. Lobo Solitário é a segunda faixa autoral que BU3NO lança em 2021, sucedendo o single Nó, divulgado em parceria com o rapper Naka mrl. O cantor é natural de Santos e está em atividade desde meados de 2018, quando lançou o single Blecaute.