Amor, fragilidade e solidão inspiram EP de estreia de Gio Vieira

Gio Vieira

“Para amar com plenitude, é preciso assumir a fragilidade e a insegurança”. Este é o tema do EP de estreia do cantor e compositor paulista, Gio Vieira. Intitulado Pra falar de Amor preciso falar de Solidão, o mini-álbum  alia a melancolia à sonoridade pop enquanto se remete à musicalidade de artistas como Phil Veras, Tiago Iorc e Bola.  O EP conta com seis canções e é intrínseco à medida que reflete sobre a aceitação e sobre a solitude que antecede o encontro a um novo amor. O repertório é constituído pelas canções Eu não sei quem é você, Foi, Corpo e Alma, 6am, Quando você vem? e Se é pra falar de solidão. O trabalho foi gravado de forma integralmente autoral, tendo em vista que Gio Vieira gravou todo o instrumental, além das linhas voz. O artista ainda assina a composição de todas as faixas. No entanto, para a mixagem e masterização, convidou Bruno Pelloni (Cabana Jack e C.alma)  Segundo Gio, o EP “Pra falar de Amor preciso falar de Solidão” é embalado pela forma com que os seres humanos se relacionam. “Falo de amores nascidos e findados. Então esse EP traz um pequeno recorte daquele processo, que quase todo mundo passa. Da solidão, para a aceitação, que ainda atravessa o conformismo antes de encontrar um novo amor.  Vejo que as músicas são divididas dessa forma”. Gio Vieira é um veterano da noite, atuando desde meados de 1998. No entanto, apenas em 2019 divulgou o single Dezembro, dando início ao seu projeto solo. Anteriormente em 2021, o artista ainda divulgou os singles Dois Mundos e Tudo o que eu pensei. 

Ai Como Eu Me Iludo – Encanto e frustração inspiram PAIM em videoclipe de estreia

“Quanto maior é a expectativa, maior é a queda”. E isso vale principalmente nos relacionamentos, quando o encanto inicial é substituído pela frustração. Este é o tema do videoclipe de “Ai Como Eu Me Iludo”, de PAIM. O lançamento marca a estreia do cantor e compositor e conta com a participação especial de Neat MC. As filmagens ocorreram em São Paulo (SP), com direção de Marina Chalom. Ao decorrer dos frames, PAIM referencia o videoclipe de Why’d You Only Call Me When You’re High?, do Arctic Monkeys enquanto retrata um eu-lírico que utiliza o álcool como válvula de escape para o iminente fim da relação.  De acordo com o cantor, a letra de Ai Como Eu Me Iludo reflete uma vivência pessoal.  “Quem nunca criou uma expectativa nitidamente exagerada? Eu já vivi, me frustrei e não soube lidar com isso. Afinal, nem sempre as coisas acontecem da forma que a gente imagina. Vejo que essa percepção resume a letra desta música. Para produzi-la, me inspirei na sonoridade do Jão, do Charlie Puth e da Dua Lipa”, frisou PAIM. Ai Como Eu Me Iludo antecipa o disco de estreia de PAIM, que deve focar no pop com nuances da música alternativa. Anteriormente, o cantor integrou o projeto de indie rock The Mikes, onde disponibilizou o álbum Always Late em 2020.

Carnaval de Ouro Preto (MG) inspira novo videoclipe da banda Seu Juvenal: “Cariá”

Seu Juvenal: Cariá

“Para celebrar a vida, é preciso espantar tudo que há de ruim”. Esse é o espírito do novo videoclipe da banda Seu Juvenal: Cariá. A obra retrata uma fração do carnaval de Ouro Preto (MG) enquanto homenageia o bloco “Zé Pereira dos Lacaios”, tido como o mais antigo do Brasil.  Isso porque o título da canção é homônimo ao personagem abre-alas do bloco. Cariá é uma figura que representa uma espécie de demônio, que espanta tudo o que há de negativo em prol da festividade, do amor e da alegria. Não à toa, a banda contracena com o personagem ao decorrer de todo o vídeo.  O videoclipe é uma realização da produtora Goblin Filmes e tem direção de Lucas Hell e Pedro Vasseur. No audiovisual, Cariá é vivido pelo percussionista Kastora dos Anjos.  O guitarrista Edson Zacca destaca o teor paradoxal do Cariá e traça um paralelo com o atual momento político brasileiro.  “Ouro Preto é uma cidade cristã e tradicional. Apesar disso, o Cariá, que é um demônio, é um símbolo local em relação ao amor e à alegria. Esse personagem fica ainda mais relevante – e filosoficamente instigante – tendo em vista que o nosso país atualmente é dominado por falsos bons exemplos. São homens engravatados que se vendem como bons religiosos enquanto fazem maldades por debaixo dos panos”, frisou.  O lançamento em questão antecipa o quinto disco de estúdio da Seu Juvenal, também intitulado Cariá. Anteriormente, a banda lançou os álbuns Guitarra de Pau Seco (2004), Caixa Preta (2008), Rock Errado (2015) e Brincando Com Ódio (2020), todos construídos ao redor de uma espécie de experimentalismo que vislumbra o pop, mas faz questão de atravessar o punk e o rock alternativo.  Ainda de acordo com o guitarrista, o single Cariá imprime a mesma característica.  É um trabalho mais maduro. “Com o tempo, aprendemos a lidar com a estranheza inicial do público. Vejo que essa música, assim como o seu próprio videoclipe, realça a nossa sonoridade e experimenta com determinada consciência pop”. A banda Seu Juvenal está em atividade desde 1997, sendo oriunda de Uberaba, Minas Gerais. Desde 2007, no entanto, é radicada no município de Ouro Preto, localizado no mesmo estado. Além de Edson Zacca, o grupo é constituído pelos músicos Renato Zaca (bateria), Fabino Minimim (baixo) e Bruno Bastos (voz).

Rush: Stereoshake leva versão futurista de Tom Sawyer para o BBB 22

Stereoshake: Tom Sawyer

Recentemente, Tiago Abravanel decidiu deixar o BBB 22. E a sua partida foi ilustrada por um clássico do rock: Tom Sawyer. A música, que ficou mundialmente conhecida com o Rush, obteve destaque na TV Globo com a versão futurista e pop do Stereoshake.  Assista a partida de Tiago Abravanel do BBB 22 com “Tom Sawyer”, na versão da Stereoshake (Globoplay / Link de acesso aberto) Essa foi a segunda vez que o cancioneiro do projeto do cantor Mauricio Gielman chegou à televisão aberta. Anteriormente, obteve o single On Your Face em destaque na emissora. Tom Sawyer, na versão do Stereoshake, aproxima-se da música eletrônica à medida que é recheada de sintetizadores.  Assim como o catálogo autoral do Stereoshake, a faixa Tom Sawyer é revisitada em uma sonoridade que transita pelo rock, mas atravessa as entrelinhas do pop. O vocalista destaca que a aparição no BBB foi um passo importante na trajetória da banda.  “Essa música aborda um jovem aventureiro e levado, que gosta de chamar atenção. Ou seja, talvez Tom Sawyer e Tiago Abravanel tenham lá suas similaridades. A nossa versão tem um quê diferente. E talvez por isso, tenha sido escolhida para ilustrar a partida do Tiago do programa. De toda forma, foi algo realmente marcante para nós”, frisou Mauricio.  Vale pontuar que o Stereoshake é o primeiro artista brasileiro a obter autorização para regravar Tom Sawyer. Para divulgar a música, a dupla produziu um videoclipe com a produtora Memória do Amor. O vídeo foi captado por Daniel de Andrade Baptista e tem direção de Vinicius Fernandes. O single autoral mais recente da Stereoshake foi lançado no início de 2022. “It’s Only You, It’s Only You” trata-se de uma parceria com o Guito Lua e aponta para um viés mais acústico e sútil. A faixa chegou às plataformas de streaming através do selo Musikorama e da gravadora New Music. Atualmente, o Stereoshake prepara novos conteúdos para o decorrer deste ano.

Phoebe Bridgers cancela show no Lollapalooza Brasil

O Lollapalooza Brasil anunciou nesta quarta-feira (2) o cancelamento do show de Phoebe Bridgers, três semanas antes do festival. “Pessoal, devido a um imprevisto de última hora, a cantora Phoebe Bridgers precisou cancelar todas as suas apresentações na América do Sul, incluindo o seu show no domingo, dia 27/03, no Lollapalooza Brasil”, diz publicação da produção. “Estamos muito tristes, mas esperamos por ela em uma próxima edição.” Por enquanto, o substituto ainda não foi anunciado. Na edição argentina, que acontece entre os dias 18 e 20 de março, a espanhola Lola Índigo foi anunciada no lugar de de Phoebe Bridgers. O Lollapalooza Brasil vai acontecer nos dias 25, 26 e 27 deste mês no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Nomes como Miley Cyrus, The Strokes, Foo Fighters e Machine Gun Kelly estão confirmados no festival.

The Perfect Thing: GASP retrata afeto e partida em novo videoclipe

GASP: The Perfect Thing

“Quem ama, deixa partir e torce pelo melhor”. Nada resumiria melhor o novo single da banda GASP: The Perfect Thing. A canção frisa que o bom anseio nem sempre condiz com aquilo que é de fato para nós enquanto se remete ao post punk e à musicalidade alternativa.  No videoclipe, que tem direção de Diogo Fleury, a dança serve de linguagem para representar um relacionamento intenso que não funciona como o esperado – apesar do esforço mútuo. As imagens foram captadas por Victor Souza. The Perfect Thing também aponta uma nova faceta da GASP. Anteriormente neste ano, o grupo divulgou a faixa  Your Lie, onde despontou com uma sonoridade pesada e um videoclipe divertido. Agora, no entanto, a banda aposta em um contexto mais pop e melancólico.  Para chegar nessa sonoridade, a GASP trabalhou com o produtor Rodrigo Andrade (Hellbenders) e contou com a mixagem de Alexandre Capilé. A masterização foi feita por Alberto De Icaza, que trabalhou diretamente de Austin, Texas, nos Estados Unidos.  O vocalista, guitarrista e tecladista da GASP, Gustavo Garcia, destaca que a letra aborda um eu-lírico que precisa aprender a lidar com o término. “É sobre aceitar a partida. Entender que é melhor seguir em frente e torcer pela felicidade de uma pessoa, não significa que estamos deixando de amá-la. Muito pelo contrário” Além de Gustavo, a banda é formada pelos músicos Gabriel Cabral (guitarra), Lucas Tomé (baixo) e Matheus “Tiozão” Avelar (bateria). Em The Perfect Thing, a GASP conta com a participação especial de um coral formado pelos cantores Gabriel Lisboa, Jailma Oliveira, Roberta Moro, Wilson da Silva e Maeva Garcia. A faixa é um lançamento do selo Musikorama Music Entertainment e da gravadora New Music. 

Telegrama: Pablo Vermell homenageia Lulu Santos em novo videoclipe

Pablo Vermell - Telegrama

Quando o assunto é música pop no Brasil, Lulu Santos é uma das grandes referências, inspirando artistas de todos os cantos do Brasil. E Pablo Vermell é justamente um deles. Pablo divulga videoclipe para a sua versão de Telegrama. A faixa, que é uma composição de Lulu Santos e Scarlet Moon, originalmente integrou o disco Lulu (1986) e foi regravada por Pablo Vermell à convite do selo Joia Moderna, que a inseriu na coletânea Futuro do Passado – As Canções de Lulu Santos.  No videoclipe, Pablo Vermell realça a importância de três obras de Lulu Santos. Tratam-se dos discos O Ritmo do Momento (1983) e Eu e Memê, Memê e Eu (1995) e do compacto Melô do Amor (1980), que são representados ao decorrer dos frames.  Com este espírito, Pablo faz com que a sua versão de Telegrama encontre um elo entre a música alternativa contemporânea e o pop rock oitentista. O material audiovisual foi desenvolvido em parceria com o filmmaker Mika Xavier. A música, por outro lado, tem produção de Daniel Cataldi.  A coletânea Futuro do Passado homenageia os 40 anos de carreira de Lulu Santos à medida que compila relíquias e hits com vários artistas independentes. Assim, além de Pablo, o disco reúne nomes como Duda Brack, Bemti, Antonia Morais, entre outros. A curadoria ficou a cargo do DJ Zé Pedro e do jornalista Renan Guerra.  Pablo destaca que a sua versão de Telegrama busca uma sonoridade distinta, que foge da obviedade enquanto traça um paralelo entre a paixão e a liberdade.  “O amor pode ser tão intenso, difuso e libertador quanto um passeio pela maior metrópole do país. Essa percepção me inspirou no videoclipe e nas sessões de gravação da música em si. O Lulu Santos sempre foi uma grande referência para o meu trabalho. Por isso, me sinto muito feliz em homenageá-lo de alguma forma”. Natural da cidade de Guarujá, no litoral paulista, Pablo Vermell é um músico, jornalista e publicitário. Em 2021, estreou como artista solo divulgando o EP Fugaz, onde colaborou com YMA e Sara Não Tem Nome. Em seguida, mergulhou no mercado argentino com os singles Ya No Quiero Estar e Nada Que Decir (SP), lançados respectivamente em parceria com MOGUE (Julio Y Agosto) e Lumines.  Para a sequência de 2022, Pablo deve lançar uma série de conteúdos autorais, incluindo um EP e três singles.

Com electropop, Duzi simboliza nostalgia e aventura em novo single A Night In Tokyo

Duzi -A Nigth In Tokyo

Quando a noite elucida o anseio pela aventura, nada é impossível. E isso fica mais evidente na adolescência, quando os sonhos são tão nítidos quanto as luzes de uma metrópole. Esse é o tema do novo single do cantor e compositor Duzi: A Night In Tokyo. A faixa referencia o electropop e conta com a participação especial de Matt Pistore. Para conceber a música, Duzi trabalhou com o produtor Bezebra para reproduzir uma sonoridade que hoje remete-se principalmente à musicalidade do cantor Lauv e da banda LANY.  A Night In Tokyo é apenas o segundo lançamento solo de Duzi, que anteriormente em 2021 abordou a bipolaridade no single Mal Vejo A Hora, onde colaborou com Francisco e uniu MPB, trap e indie pop.  Ambas músicas antecipam o álbum de estreia do cantor, previsto para o decorrer do primeiro semestre deste ano. No entanto, A Night In Tokyo utiliza o contexto sci-fi para representar a nostalgia e as vivências juvenis em uma grande cidade.  Duzi explica sobre a letra e o título da faixa. “Essa música retrata um eu-lírico que se aventura em um lugar totalmente novo, onde tudo corresponde à euforia de explorar esse universo. Nunca estive em Tóquio, mas sinto decidi representá-la devido à perspectiva de que é um lugar recheado de luzes, desafios e sonhos” Vale pontuar que a canção A Night in Tokyo foi gravada no próprio estúdio do artista, que gravou guitarras, sintetizadores e programou os beats. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Vivian Kuczynski.

Romance à beira mar e rock noventista inspiram novo single da banda Singular “Pés na Areia”

Singular: Pés na Areia

Um romance entre opostos à beira mar. Nada traduziria melhor o novo single da banda Singular. “Pés Na Areia” traz uma espécie de pop/rock sutilmente bem-humorado. A faixa chega ao streaming através do selo Musikorama Music e da gravadora New Music.  Esta é a primeira vez que a banda cearense vai além do reggae – que permeou toda a sua trajetória, desde meados de 2010. Agora, a Singular referencia a musicalidade brasileira dos anos 1980 e 1990, inspirando-se em bandas como Legião Urbana, Biquini Cavadão e Raimundos. Para chegar nessa sonoridade, o grupo trabalhou com o produtor Matheus Brasil.  A canção “Pés Na Areia” é lançada junto com um videoclipe. O audiovisual foi captado na Praia de Iracema, em Fortaleza (CE). A direção ficou a cargo do vocalista da Singular, Will Motta, e do filmaker Kairov Porto. Segundo o cantor, o local transmite a sensação de liberdade em meio ao flerte.  “Nos versos, isso fica claro. É sobre encontrar-se com os ‘Pés Na Areia’. Essa música retrata essa percepção enquanto resgata o que há de mais marcante na geração anterior. Tentamos fazer isso sem deixar a contemporaneidade de lado”, frisou Will.  Além dele, a Singular é formada pelos músicos Wess Motta (baixo e backing vocal), VHS (guitarra) e Jully Nobre (bateria). Anteriormente em 2021, o quarteto divulgou os singles Me Embolar e Medo Todo Mundo Tem. Vale pontuar que o novo lançamento é uma composição de autoria do músico David Rodé.