Banda portuguesa Maquina estreia no Brasil em turnê do “Circuito”

O projeto Circuito – Nova Música, Novos Caminhos, que desde 2025 fortalece a experiência on the road na cena independente brasileira, anunciou o line-up da sua sexta edição. E desta vez, a bagagem vem mais pesada: pela primeira vez, a itinerância conta com uma atração internacional. A banda portuguesa Maquina desembarca no Brasil com exclusividade para cair na estrada ao lado de dois nomes potentes da nova geração nacional: Exclusive Os Cabides e Janine. Roteiro do Maquina no Circuito Com curadoria do jornalista Lúcio Ribeiro e realização da Vegas Cultural, o comboio passará por quatro cidades do estado de São Paulo entre os dias 5 e 8 de março: Quem é a Maquina? Formado em Lisboa pelo trio João Cavalheiro, Tomás Brito e o brasileiro Halison Peres, o grupo tem impactado a cena alternativa europeia com uma sonoridade visceral. Eles misturam krautrock, techno industrial e noise sem usar computadores ou cliques no palco, tudo é orgânico e feito na “unha”. O repertório é baseado nos álbuns Prata e Dirty Tracks For Clubbing. “Estamos ansiosos para começar essa temporada de 2026… Acreditamos que isso acrescenta demais nas trocas, nas convivências com nossas bandas”, comenta Lúcio Ribeiro. Time nacional Para acompanhar os portugueses, o Circuito escalou: Atrações locais Como manda a tradição, cada parada terá uma banda anfitriã abrindo os trabalhos: Serviço: Circuito – Nova Música, Novos Caminhos #06 Ingressos: A partir de R$ 20, disponíveis na plataforma Blumie. Classificação: 18 anos. Agenda completa

Duo santista 2DE1 traz ardência e cura no solar single “Wasabi”

O duo santista 2DE1, projeto dos irmãos gêmeos Fernando e Felipe Amador, continua pavimentando o caminho para o seu aguardado retorno. Após um hiato de três anos, eles lançaram nesta semana a faixa Wasabi, segundo single do novo disco que chega ao mercado em março. Se a faixa anterior (Paraguay) marcou o ponto de partida dessa nova viagem, Wasabi representa o momento da transformação. Ardência que cura Lançada pelo selo Laboratório Tropical, a canção usa a metáfora da raiz-forte culinária para falar de sentimentos. Assim como o wasabi arde ao subir, mas limpa as vias, a música aborda encontros que começam atravessados pelo medo e desconforto, mas que, através da permanência, promovem a cura. “Sentíamos a importância de ter uma música mais ritmada, ainda mais solar… Essa letra nasce de algumas coisas que eu havia anotado no meu bloco de notas, referência a uns livros que eu andava lendo, e ao que eu estava refletindo sobre a minha vida”, contam os irmãos. Sonoramente, é a faixa mais rítmica e solar apresentada até agora, resultado de uma criação coletiva ao lado do produtor Gabriel Quirino. Rumo ao novo álbum do 2DE1 O 2DE1 tem uma trajetória de respeito na cena independente. Desde o disco Transe (2017), eles circularam por festivais no Brasil e Europa (Portugal e Alemanha) e colaboraram com nomes como Jup do Bairro. Agora, preparam o terreno para o álbum Eu quero ser feliz também, previsto para o início de março de 2026. A banda de apoio na gravação reuniu talentos como Alana Ananias (bateria), Jackie Cunha (percussão), Gabriel Quinto (guitarra) e Filipe Moura (sopros).

Bad Luv, Bullet Bane e Menores Atos celebram 15 anos do Cine Joia

Se existe uma trindade do rock alternativo nacional contemporâneo, ela provavelmente estará reunida no mesmo palco no dia 22 de fevereiro (domingo). A banda Bad Luv retorna a São Paulo para liderar uma noite de celebração aos 15 anos de uma das casas mais emblemáticas da cidade, o Cine Joia. Para tornar a festa completa, o line-up conta ainda com duas potências da cena: Bullet Bane e Menores Atos. Turnê “Nós” A apresentação dá continuidade à turnê de divulgação do álbum Nós, lançado em agosto de 2025. O disco marca a consolidação da Bad Luv como um “supergrupo” de respeito. A formação atual une a experiência de Gee Rocha (NX Zero) nas guitarras com a intensidade vocal de Caio Weber (ex-Cefa), somados a João Bonafé, Murilo Amancio e Vitor Peracetta. Sobre o conceito do álbum e da turnê, Caio explica o jogo de palavras: “Nós pode ter um significado irônico à primeira vista… já que pode significar o plural de ‘nó’. Essas músicas são os ‘nós’ que nos unem, esse álbum é sobre a nossa conexão”. Uma noite, três gigantes Além de conferir as faixas do novo disco da Bad Luv (que conta com feats como Luccas Carlos), o público terá a chance de ver shows completos de Bullet Bane e Menores Atos, transformando o aniversário do Cine Joia em um verdadeiro festival indoor para os amantes de guitarras e letras confessionais. Serviço: Bad Luv + convidados no Cine Joia Ingressos: Disponíveis no site oficial do Cine Joia: garanta aqui.

Pop rock de apartamento: Lua Dultra lança o grandioso single “Helena”

A cantora e compositora Lua Dultra disponibilizou hoje (6), via Ditto Music, o single Helena. Esta é a segunda amostra do seu aguardado álbum de estreia em carreira solo e marca uma virada de chave em relação ao lançamento anterior. Se em “Menina” a artista explorou uma verve folk intimista com ecos de Bob Dylan, agora ela aumenta o volume. “Helena” aposta em um pop rock com sotaque brasileiro, uma sonoridade que deve agradar em cheio aos fãs de sua banda de origem, a Venere Vai Vênus. Um coro de 40 vozes em 20m² O que mais chama a atenção na faixa é a engenharia por trás dela. Apesar da sonoridade encorpada, a produção foi marcada pelo espírito DIY (Do It Yourself). A faixa começou em estúdio, mas ganhou vida durante madrugadas insones no apartamento de apenas 20 m² da artista. “Foi uma doideira maravilhosa. As guitarras foram gravadas ali mesmo… A música acabou ficando enorme, com mais de 150 faixas de áudio. Só de vozes, gravei um coro com mais de 40 camadas”, revela Lua. O resultado é uma canção que soa “viva” e próxima, evidenciando a versatilidade de Lua não apenas como intérprete, mas como uma criadora disposta a experimentar texturas complexas mesmo em espaços limitados. O álbum de estreia promete transitar por diferentes estilos, mantendo as letras sensíveis como fio condutor.

António Vicente estreia com o visceral projeto “Damdara”

O artista, compositor e investigador António Vicente apresenta a primeira amostra do seu EP de estreia, Damdara. O single escolhido para introduzir esta nova fase é a versão spoken word de Pra Tudo Parar, uma faixa que funciona como um grito de socorro e um manifesto sobre a fragilidade da vida trans e LGBTQIAPN+ na sociedade contemporânea. Grito de Damdara A faixa apresenta a personagem Damdara num momento limite. Segundo o artista, a música traduz o desespero de quem se vê encurralado pela violência e pelo descaso social. “Ela está a pedir a Deus: ‘me leva’, porque não aguento mais viver da forma que estou a viver, nesta sociedade podre… É um choro de desespero, a dizer: ‘eu estou a viver para quê se não me dão valor?’”, explica antónio. A inspiração para o conceito do EP é dolorosamente real: a obra nasce do impacto do assassinato brutal da travesti Dandara dos Santos, ocorrido no Brasil há alguns anos. O crime, que ganhou repercussão internacional pela sua crueldade, ecoa na construção sonora do disco, transformando a indignação em linguagem artística. Literatura e identidade antónio vicente não é um novato nas artes. Com passagem pelo teatro musical (Across The Universe, X Factor Brasil) e sucesso no TikTok a falar sobre literatura, ele traz para a música uma bagagem intelectual densa. A sua persona artística é uma homenagem às raízes: Antônio (do pai, pela ética) e Vicente (do avô, pelo coração). O processo criativo de Damdara dialoga com pensadores como Freud, Shakespeare e Silvia Federici, procurando na teoria o suporte para entender e expor as feridas da prática quotidiana.

Destro lança Casa ou Vaza e canta a superação da “migalha emocional”

O cantor e compositor Destro, de Campinas, conhecido por sua alcunha de “romântico urbano”, lançou o single Casa ou Vaza. Desta vez, o artista deixa de lado a melancolia passiva para dar voz a um posicionamento firme. A faixa é um ultimato em forma de canção, narrando a história de quem cansou de aceitar “migalhas emocionais” e decidiu colocar a dignidade à frente de um amor não recíproco. Pop com tempero de Sofrência Musicalmente, Destro segue a trilha que o fez acumular mais de 3 milhões de visualizações orgânicas: um pop contemporâneo bem produzido, que flerta com o R&B e abraça a estética da “sofrência moderna”. É uma música para cantar junto, mas também para refletir sobre relacionamentos desequilibrados. A faixa funciona como uma extensão natural de Romântico Urbano, seu álbum de estreia lançado pelo selo Cósmica Records. Se antes o foco estava na dor da despedida e nas promessas quebradas, agora o foco vira para o limite. “É dor que vira consciência, coração machucado que aprende a se respeitar e a não aceitar menos do que merece”, define o material de divulgação. Trajetória orgânica de Destro Destro é um exemplo da nova geração que construiu sua base fã a fã. Começou em 2018 com covers no YouTube e, a partir de 2020, mergulhou no trabalho autoral. Suas letras, altamente identificáveis, criaram uma conexão direta com o público, especialmente com quem busca na música um espelho para as próprias vivências amorosas.

Liniker lança a solar Charme e anuncia turnê de despedida da era Caju

Após meses de pedidos apaixonados dos fãs nas redes sociais, especialmente depois daquela performance arrebatadora no Tiny Desk Brasil, Liniker finalmente liberou a versão de estúdio de Charme. O single, que chegou às plataformas na sexta-feira (6), não veio sozinho: a artista também anunciou a Bye Bye Caju, turnê que encerrará o ciclo de um dos álbuns mais importantes da música brasileira recente. Charme, de Liniker, foi do Tiny Desk para Marajó Composta em parceria com os fiéis escudeiros Fejuca e Nave, Charme é pop, solar e dançante, feita sob medida para a estação. A letra é uma declaração de amor não apenas a uma pessoa, mas à cultura do Norte do país, utilizando a Ilha do Marajó (PA) como cenário. “Cê parece onça tomando sol / Na pedra molhada retoca o tom / Coisa de aquarela, pincel do bom / Tempero de amor feroz…”, canta Liniker. A produção vocal de Paulo Zuckini costura camadas harmônicas que fazem a voz da artista flutuar sobre o groove, ampliando a sensação de leveza que a faixa pede. Adeus ao Caju Junto com o single, Liniker confirmou o rito de passagem para seu próximo capítulo artístico. A turnê Bye Bye Caju passará por quatro capitais entre julho e novembro de 2026, celebrando o repertório que conquistou crítica e público e rendeu um Grammy Latino à cantora. A realização é da 30e e Breu Entertainment. Turnê Bye Bye Caju Confira as datas e locais confirmados para a despedida: Ingressos: As vendas acontecem através da plataforma Eventim.

After Forever anuncia show em São Paulo após 20 anos

O After Forever está de volta à América Latina. Vinte anos após sua última passagem pela região, no inesquecível festival Live N’ Louder de 2006, a banda holandesa confirmou uma apresentação em São Paulo, no Tokio Marine Hall. O show marca o início da perna latino-americana da turnê, que passará também por Argentina, Chile e Colômbia. Celebrando “Decipher” e “Prison of Desire” Embora a banda tenha encerrado as atividades oficialmente em 2009, o guitarrista e fundador Sander Gommans reuniu parte da formação clássica em 2025 para celebrar o legado do grupo. A turnê comemorativa foca nos 25 anos do álbum seminal Decipher (2001) e nos 26 anos do debut Prison of Desire. “Fãs da América Latina apoiam o After Forever desde o lançamento do primeiro álbum, e nos sentimos muito felizes por poder anunciar que daremos continuidade a esse tributo em 2026”, declarou Gommans. Nova formação Para esta celebração do legado, a banda conta com membros originais e grandes nomes da cena: 🎫 Ingressos para o After Forever A corrida pelos ingressos começa na próxima semana e será dividida em duas etapas: As vendas acontecem pela Ticketmaster. 📅 Serviço: After Forever em São Paulo Preços: Onde comprar:

The Warning une rock e country em “Love To Be Loved” com Carín León

Para aquecer os corações (e os amplificadores) antes do Valentine’s Day, celebrado em grande parte do mundo no dia 14 de fevereiro, o trio de rock mexicano The Warning preparou uma surpresa. Nesta sexta-feira (6), as irmãs Villarreal Vélez lançaram o single Love To Be Loved, uma colaboração poderosa com o ícone da música regional mexicana Carín León. A faixa representa um encontro de mundos e quebra de barreiras: mistura a pegada rock das meninas com elementos de country e pop, além de marcar a primeira vez que Carín León grava inteiramente em inglês. DNA de Hit: Teddy Swims na composição A música já nasce com pedigree de sucesso. Love To Be Loved foi coescrita pelas irmãs Daniela, Paulina e Alejandra em parceria com o astro Teddy Swims (vocalista que tem dominado as paradas globais) e um time de produtores de peso. “Originalmente composta em parceria com Teddy Swims, a música mistura naturalmente country, rock e pop… Fundir mundos musicais é sempre empolgante, e trabalhar com nosso compatriota mexicano, Carín León, tornou a experiência ainda mais especial”, comenta a banda. Videoclipe cinematográfico O lançamento chega acompanhado de um clipe com estética de filme noir moderno. O vídeo coloca Carín e as integrantes do The Warning em um bar decadente, cercados por jogos de cartas, sinuca e a fumaça típica das noites de jogatina. Mídia física no Brasil Uma ótima notícia para os colecionadores brasileiros: a UMusic Store já disponibilizou a pré-venda da versão física do single. Essa colaboração mostra um novo lado do The Warning, provando que o rock pode (e deve) dialogar com outros gêneros sem perder sua essência. Assista ao clipe de Love To Be Loved