30e assina exclusividade para shows no Maracanã

A 30e anunciou a assinatura de um contrato de exclusividade com o Maracanã. A partir de 1º de janeiro de 2027, a empresa será a responsável por gerir a agenda de espetáculos do estádio mais icônico do mundo, em uma parceria de cinco anos com o Consórcio Fla-Flu. Com este movimento, a 30e consolida uma “trindade” estratégica de venues no país, já que também opera a agenda de shows do Allianz Parque (São Paulo) e da Arena da Baixada (Curitiba). Na prática, isso cria uma rota integrada de alta performance para artistas nacionais e globais, facilitando a logística de grandes turnês em estádios no Brasil. Futebol e música em harmonia com parceria entre 30e e Maracanã Um dos pilares do acordo é a otimização do calendário. A 30e trabalhará junto à administração do Maracanã para garantir que os megashows não interfiram no calendário esportivo. “O Maracanã é um símbolo do entretenimento brasileiro. Esta parceria nos permite um planejamento de longo prazo inédito”, afirma Pepeu Correa, CEO da 30e. O que vem por aí em 2026? Embora o contrato de exclusividade comece em 2027, a 30e já tem dois eventos históricos confirmados no “Maraca” para o segundo semestre de 2026:
O Boto apresenta o single solar “Jah Eu (Um Pouco de Sol)”

A banda paulistana O Boto deu mais um passo importante em direção ao seu primeiro álbum de estúdio, intitulado Diferente de Ninguém. O grupo lançou na última sexta-feira (17) o single Jah Eu (Um Pouco de Sol), uma faixa que funde com precisão o rock alternativo ao groove do reggae, completa com arranjos de metais que dão um brilho especial à composição. A letra, escrita pelo vocalista João Pedro Rydlewski, mergulha nas complexidades das relações contemporâneas, usando a natureza como metáfora para a instabilidade e os ciclos de entrega entre duas pessoas. “A música vem desse lugar de se dar por inteiro enquanto o outro muda o tempo todo”, revela o cantor. Simplicidade e pequenos gestos no trabalho de O Boto Um dos destaques da canção é a sua capacidade de encontrar poesia no cotidiano. Versos como “Eu só preciso te lembrar de beber água, porque flor que nem você não precisa de mais nada” traduzem o cuidado nos pequenos detalhes, enquanto o refrão aponta para o essencial: o sol e o afeto. O quarteto, formado por João Pedro (voz), Lucas Benez (guitarra), Felipe Troccoli (baixo) e Gabriel Brantes (bateria), consolida uma identidade que bebe de fontes sagradas da música brasileira e internacional, como Jorge Ben Jor, Red Hot Chili Peppers e Lagum.
Mari Romano explora a zamba argentina no single “Sentimento e Nada”

Durante sua vivência na Argentina, a artista Mari Romano descobriu que o samba deles não é como o nosso, nem se escreve igual. A zamba, ritmo do folclore rural argentino popularizado por ícones como Mercedes Sosa, tornou-se o alicerce para Sentimento e Nada, o novo single da cantora e produtora que antecipa o álbum Além da Pele. Diferente do balanço do samba brasileiro, a zamba traz uma percussão mais terrosa e cadenciada. Mari utilizou essa base para refletir sobre a modernidade, inspirada pelos documentários de Adam Curtis, criando uma faixa que equilibra o orgânico e o sofisticado. Poder dos sopros e o “Sway” instrumental O grande destaque de Sentimento e Nada é o seu desfecho. A música se expande em um longo trecho instrumental, construído em camadas progressivas de sax tenor, trompete, trombone, clarinete e flauta transversa. Mari Romano assina todos os arranjos de sopro, que foram interpretados pelo experiente trio Copacabana Horns (Marlon Sette, Diogo Gomes e Jorge Continentino) e pela flautista Aline Gonçalves. “Eu sempre imaginei esse final como um ‘sway’, um balanço que vai de um lado para o outro. Quando você entra nessa sensação, dá vontade de ficar ali, nesse fluxo, sem pressa de terminar”, revela Mari. Mosaico de experiências O novo single dá continuidade à narrativa aberta por lançamentos anteriores como Mosquito, Maluco da Retronoia e Tudo Errado. O álbum Além da Pele se desenha como um mosaico emocional e polirrítmico, contando com um time de músicos de elite, incluindo Jeremy Gustin (bateria), Guilherme Lirio (baixo) e Thomas Jagoda (sintetizadores).
Jeza da Pedra e Mexitapi celebram o universo dos Bate-Bolas em novo EP

Quem já passou pelo subúrbio do Rio de Janeiro durante o Carnaval conhece a energia magnética (e o susto provocado pelo barulho das bexigas no chão) dos bate-bolas. Essa estética vibrante e cheia de mistério agora ganha uma narrativa sonora contemporânea no EP Parangolé Bate-Bola, uma colaboração entre o artista Jeza da Pedra e a banda Mexitapi. O trabalho, lançado via LAB 344, reúne cinco faixas que funcionam como um corpo único. O som é um choque entre tradição e reinvenção, misturando as rimas do rap com o balanço do dub, o peso do funk e beats eletrônicos que emulam a energia coletiva dos cortejos suburbanos. Do palco para o fone O projeto nasceu originalmente como um espetáculo que estreou em 2025. Agora no formato fonográfico, Jeza da Pedra e Mexitapi aprofundam a pesquisa sobre os códigos de rua e as memórias afetivas do território. Para isso, contaram com a colaboração da Turma Superação, de Ricardo de Albuquerque, um dos baluartes da tradição bate-bolista. A produção musical, assinada por Bruno Muniz, Diogo Furieri, Marcelo Tapajós e Pedro Tie, equilibra bases eletrônicas com instrumentos orgânicos como guitarra e trombone, criando a atmosfera sensorial perfeita para as letras poéticas e intensas de Jeza. Identidade e periferia no projeto do Jeza da Pedra e Mexitapi Parangolé Bate-Bola reafirma que a cultura periférica não é estática. Ao transformar o excesso visual das fantasias em experimentação sonora, o duo ocupa novos espaços e convida o ouvinte a uma imersão sensorial no imaginário carioca.
Com show agendado em São Paulo, Zayn lança o álbum “Konnakol”

O cantor e compositor Zayn acaba de inaugurar sua era mais pessoal e culturalmente rica. Seu quinto álbum de estúdio, Konnakol, chegou hoje às plataformas via Mercury Records, trazendo uma sonoridade que resgata o falsete impecável de seu debut (Mind of Mine), mas com uma camada profunda de influências do sul da Ásia. Produzido em parceria com o renomado Malay (Frank Ocean, Lorde), o disco de 15 faixas utiliza o símbolo do leopardo-das-neves na capa para representar a herança cultural do artista. O título e a estética do projeto bebem diretamente das tradições rítmicas indianas e paquistanesas, com destaque para a faixa de abertura Nusrat, uma homenagem ao lendário Nusrat Fateh Ali Khan. Entre o R&B atmosférico e a pista de dança, “Konnakol” transita por diferentes texturas: Show em São Paulo Para a alegria dos fãs brasileiros, a The Konnakol Tour vem para São Paulo. A turnê solo, a maior da carreira de Zayn até agora, começará em maio em Manchester e passará por grandes metrópoles como Londres, Los Angeles, Cidade do México e São Paulo. Na capital paulista, o show será no Allianz Parque, em 10 de outubro. Ainda há ingressos disponíveis.
Deva Premal & Miten retornam ao Brasil após dez anos

O público brasileiro que busca conexão, espiritualidade e harmonia através da música já tem um encontro marcado. Os artistas Deva Premal & Miten, referências mundiais do movimento New Age, anunciaram seu aguardado retorno ao Brasil em 2026. Com uma trajetória que soma mais de 2 milhões de álbuns vendidos, o duo não se apresentava por aqui há mais de uma década. A turnê passará por cinco cidades entre o final de abril e o início de maio, oferecendo uma experiência sonora dedicada à meditação e à devoção. Reverenciados por nomes que vão de Cher a Dalai Lama, Deva e Miten consolidaram-se como pontes entre a tradição milenar dos mantras e a sonoridade contemporânea, tendo sido indicados ao Grammy de Melhor Álbum New Age em 2020. Datas Os concertos foram estrategicamente agendados em teatros e casas de shows que permitem a imersão necessária para este tipo de espetáculo: Fenômeno além dos palcos As composições de Deva Premal & Miten são onipresentes em retiros espirituais, trilhas de filmes e nas principais playlists de ioga do mundo. Para os artistas, os shows no Brasil em 2026 não serão apenas apresentações musicais, mas sim “noites de presença e harmonia”, onde o público é convidado a participar ativamente do fluxo de energia. Serviço: Deva Premal & Miten em SP
Toe confirma data extra em São Paulo após esgotar primeiro show

Se você piscou e perdeu os ingressos para ver o Toe no Cine Joia, a sua chance de redenção chegou. A Balaclava Records anunciou uma data extra para o quarteto japonês em São Paulo: dia 18 de setembro de 2026 (sexta-feira). A primeira data (17/09) teve seus ingressos esgotados rapidamente, provando que o público brasileiro estava ávido pelo retorno dos mestres do math rock e post-rock. Com 25 anos de estrada, o Toe é uma das poucas bandas que consegue equilibrar a complexidade técnica do jazz com a urgência emocional do hardcore, criando uma sonoridade instrumental que é, ao mesmo tempo, cerebral e visceral. Fenômeno Toe Para quem ainda não conhece, a banda é famosa pelas performances explosivas, centradas na bateria técnica e frenética de Kashikura Takashi. O som do grupo é uma tapeçaria onde guitarras acústicas e elétricas se entrelaçam sobre bases rítmicas imprevisíveis. Álbuns como The book about my idle plot on a vague anxiety são considerados pilares do gênero e devem ser o cerne do setlist dessa passagem pelo Brasil. Ingressos Os ingressos para a data extra já estão à venda no site da Ingresse. Para quem quer economizar e garantir o bilhete sem a taxa de conveniência, o ponto físico oficial continua sendo o Takkø Café, na Vila Buarque, um local que combina perfeitamente com a estética indie e sofisticada do evento. Serviço: Toe (Japão) – Data Extra em SP Ponto de venda físico (sem taxa)
Giuliano Eriston anuncia álbum “Politonia” para o fim do mês

O cantor, compositor e violonista cearense Giuliano Eriston, que conquistou o Brasil ao vencer a 10ª edição do The Voice Brasil, anunciou o lançamento de seu segundo álbum autoral, Politonia. Previsto para chegar às plataformas no dia 28 de abril, o trabalho é um reflexo direto de sua mudança de ares, de Jericoacoara para o Rio de Janeiro, trazendo letras que exploram a saudade, a paquera e um tom crítico inédito em sua trajetória. O título é um neologismo cunhado pelo próprio Giuliano. Politonia surge como um antônimo de monotonia, expressando a busca do artista pela diversidade de ideias e pela “multi-versatilidade” do mundo. Musicalmente, o disco entrega essa promessa ao fundir maracatu, jazz, xote e R&B, cantados em português, inglês e francês. Curadoria de Pedro Baby e encontro com Moreno Veloso A produção musical leva a assinatura de Pedro Baby, que refinou as sonoridades para que cada composição encontrasse seu lugar exato. Um dos pontos altos do álbum é a faixa de trabalho Corpo de Candiá, uma celebração noturna que conta com a participação de Moreno Veloso. A canção, que utiliza vocábulos de matrizes indígenas e africanas, foi aprovada pessoalmente por Moreno, que aceitou o convite para a gravação. Guia do álbum: por dentro de “Politonia” Giuliano detalhou a jornada emocional do disco, que abre com a introspectiva Lucidez e passa pelo solar de Gosto do Gesto e Festa no Infinito. O tom bem-humorado aparece na parceria com Pedro Baby em Borogodó, enquanto a reta final do álbum, com as faixas Teia e Waiting, traz um olhar mais crítico sobre as questões sociais e políticas da atualidade.
Fresno estreia turnê “Carta de Adeus” com show inédito no Espaço Unimed

A Fresno promove neste sábado (18) o capítulo mais audacioso de seus 27 anos de história. O trio formado por Lucas Silveira, Gustavo Mantovani (Vavo) e Thiago Guerra sobe ao palco do Espaço Unimed, em São Paulo, para a estreia da turnê Carta de Adeus. O evento carrega um diferencial raríssimo na indústria atual: será uma “audição ao vivo”. Os fãs presentes ouvirão o álbum homônimo na íntegra pela primeira vez, antes mesmo do lançamento oficial nas plataformas de streaming. Além do novo material, a banda promete um setlist recheado de clássicos que moldaram o rock emocional brasileiro nas últimas décadas. Humanização vs. algoritmos O conceito de Carta de Adeus é uma resposta direta à era da Inteligência Artificial. Em um cenário onde comandos rápidos geram discografias inteiras, a Fresno questiona: por que fazer música da forma mais difícil? “O conceito é nos perguntar: a quantas mãos podemos fazer um projeto artístico? Queremos humanizar e dar voz às pessoas criativas que contribuem conosco, celebrando os encontros e os acidentes de percurso que a tecnologia não consegue replicar”, explica o vocalista Lucas Silveira. Simbiose com a “fanbase” A Fresno sempre foi pioneira na relação direta com sua comunidade. Este show no Espaço Unimed é tratado como um pacto de união. Ao apresentar um trabalho inédito “olho no olho”, sem que ninguém tenha decorado as letras previamente pelo celular, a banda resgata o frescor e o impacto imediato da música orgânica. Serviço: Fresno – “Carta de Adeus”