Betume une a fúria do street punk ao gelo do pós-punk em single de estreia

A mistura entre a agressividade das ruas e a melancolia gótica tem ganhado cada vez mais espaço no underground mundial (muitas vezes chamada de “Cold Oi”), e o Brasil acaba de ganhar um representante de peso nesse cenário. Formado em 2025, o duo Betume apresenta suas credenciais com o single de estreia Sozinho Contra Todos. A faixa, lançada oficialmente na reta final de dezembro, já está disponível no Bandcamp e YouTube, introduzindo o projeto de Guilherme Silva (guitarra e vocais) e Vinícius Fantin (baixo). Cinema, caos urbano e Gaspar Noé A sonoridade crua serve de cama para uma lírica pesada e visceral. O título da faixa não é coincidência: é inspirado diretamente no filme homônimo do diretor franco-argentino Gaspar Noé (Seul contre tous, 1998). Dialogando com a obra do cineasta, a música retrata uma Porto Alegre cinzenta, abordando temas como abuso de álcool, depressão e isolamento social. Curiosamente, o nome também remete a uma página de crônicas mantida por Guilherme em 2018, ele que também é conhecido por editar a página de conteúdo musical Hic Sunt Leones. Produção independente da Betume A estreia do Betume foi produzida e mixada por Lucas Queiroz, da Ahead Records, garantindo a fidelidade estética que o gênero pede: bateria seca, baixo marcante e guitarras cortantes. A arte da capa é assinada pelo próprio guitarrista.
Bijoux Cone (The Gossip) antecipa novo álbum em show no Sesc Paulista

Se você acompanha os palcos dos grandes festivais mundiais, talvez já tenha visto Bijoux Cone comandando os teclados da lendária banda The Gossip. Mas, no dia 13 de fevereiro (sexta-feira), a artista norte-americana desembarca em São Paulo para mostrar que sua força solo é tão impactante quanto seus projetos colaborativos. Bijoux se apresenta no Sesc Avenida Paulista, às 20h. E atenção: a venda de ingressos online começa nesta terça-feira (3), às 17h. Minha diva interior gritando O show promete ser um divisor de águas na relação da artista com o Brasil. Pela primeira vez, ela traz ao país uma formação completa de banda, incluindo dois percussionistas, para apresentar músicas inéditas de seu aguardado próximo álbum. “O show no SESC será minha diva interior gritando. Estou muito animada para levar novas músicas e performance art ao palco… vou apresentar bastante material inédito durante o set”, adianta a artista. Quem é Bijoux Cone? Natural de Portland, Oregon (EUA), Bijoux Cone é uma artista multidisciplinar cujo trabalho está profundamente ancorado em perspectivas queer. Mulher trans, sua narrativa explora temas como identidade, sobrevivência e transformação pessoal por meio de uma paleta sonora de pop experimental e rock psicodélico, com fortes elementos de pós-punk e house music. Sonoramente, o público pode esperar uma mistura dançante e dramática: synth-pop melodramático, baladas New Wave e glam space rock. Seus álbuns anteriores, Magnetism (2020) e Love Is Trash (2023), foram elogiados pela crítica americana pela introspecção crua e imersão espiritual. 🎫 Serviço: Bijoux Cone no Sesc Avenida Paulista Ingressos Valores
Ney Matogrosso anuncia data da turnê “Bloco na Rua” na Vibra São Paulo

Se 2025 foi o ano em que Ney Matogrosso lotou estádios e viu sua vida retratada nas telas de cinema com o filme Homem com H, 2026 segue com o pé no acelerador. Aos 84 anos, o artista confirmou uma nova apresentação da aclamada turnê Bloco na Rua na capital paulista. O show acontece no dia 14 de junho (domingo), na Vibra São Paulo, a partir das 19h. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Uhuu.com e nas bilheterias físicas. Repertório de memórias e descobertas Diferente da turnê anterior (Atento aos Sinais), que focava em sons mais pop e modernos, Bloco na Rua é um mergulho na diversidade da música brasileira, selecionada enquanto Ney excursionava. “Não é um show de sucessos meus, mas quis abrir mais para o meu repertório. Dessa vez eu misturei coisas que já gravei com repertório de outras pessoas”, explica o cantor. O setlist vai de Eu quero é botar meu bloco na rua (Sergio Sampaio) a clássicos do rock nacional como A Maçã (Raul Seixas) e O Beco (Paralamas do Sucesso). Há também resgates históricos, como Mulher Barriguda, do primeiro álbum dos Secos e Molhados (1973), e duas pérolas do compacto gravado com Fagner em 1975: Postal do Amor e Ponta do Lápis. Visual e banda Como é tradição nas produções de Ney, o visual é protagonista. O figurino foi criado sob medida pelo estilista Lino Villaventura. A banda que o acompanha há mais de cinco anos segue afiada, com Sacha Amback (direção musical e teclado), Marcos Suzano e Felipe Roseno (percussão), Dunga (baixo), Mauricio Negão (guitarra), Aquiles Moraes (trompete) e Everson Moraes (trombone). 🎫 Serviço: Ney Matogrosso – Bloco Na Rua Canais de venda Formas de pagamento
Massari Fest 2026 traz a fúria do Pigs x7 e lendas do underground

Quando o “Reverendo” assina a curadoria, o fã de música alternativa sabe que vem pedrada, no melhor sentido da palavra. Fábio Massari, uma das figuras mais emblemáticas do jornalismo musical brasileiro e eterno rosto da antiga MTV Brasil, chega à terceira edição do seu Massari Fest. O evento, realizado pela Maraty com apoio da Powerline, acontece no dia 3 de julho (sexta-feira), no Fabrique Club, em São Paulo. A grande atração da noite é a estreia em solo brasileiro da banda inglesa de stoner/sludge com o nome mais peculiar da cena: Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs (ou simplesmente Pigs x7). Pesadelo dos arquivistas Vindos de Newcastle, no Reino Unido, o Pigs x7 é conhecido por performances viscerais e um som que transita entre o doom, o noise e o psicodélico. A banda chega para divulgar seu quinto álbum de estúdio, Death Hilarious (2025). Massari não poupa elogios ao grupo liderado pelo vocalista Matthew Baty: “Um especialista disse que a banda é o pesadelo dos arquivistas. Sorte nossa que gostamos de heavy metal, hardão da pesada, protopunk cósmico, stoner, doom e noise rock! A banda chega ao Brasil voando, no embalo de apresentações ao vivo bombásticas e memoráveis.” Além de São Paulo, o grupo também toca em Belo Horizonte no dia 4 de julho, no Microfest. Lado B do Brasil Como é tradição no Massari Fest, o lineup é completado por nomes de peso do underground nacional, selecionados a dedo pelo curador: Feira literária Além da barulheira no palco, o evento mantém seu caráter cultural com uma feira de editoras independentes. A presença da Terreno Estranho já está confirmada, vendendo, entre outros títulos, os livros escritos pelo próprio Fábio Massari. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Fastix. Serviço: Massari Fest 2026
My Chemical Romance inicia maratona de shows em SP nesta quinta; veja horários

Após um hiato de quase duas décadas longe dos palcos brasileiros, o My Chemical Romance finalmente está entre nós. A banda liderada por Gerard Way desembarca em São Paulo nesta semana para duas apresentações históricas no Allianz Parque. Os shows, realizados pela 30e em parceria com a Move Concerts, acontecem nesta quinta-feira (5) e sexta-feira (6). Ingressos para o My Chemical Romance A demanda reprimida de uma geração inteira fez com que a primeira data (dia 5) esgotasse rapidamente. No entanto, para quem deixou para a última hora, ainda há uma chance: restam os últimos ingressos para a apresentação extra de sexta-feira (6). As vendas continuam pelo site da Eventim. Abertura de peso com The Hives Antes de entoar hinos como Helena e Welcome to the Black Parade, o público terá um aquecimento de luxo. A abertura fica por conta dos suecos do The Hives. Conhecidos pelos ternos preto e branco e pela energia caótica do garage rock, o grupo traz a experiência de 30 anos de estrada para o estádio. Relevância contínua O MCR chega ao Brasil surfando na nostalgia, mas também celebrando seu legado técnico. Recentemente, em 2024, o grupo lançou uma edição expandida do clássico Three Cheers For Sweet Revenge (2004), com novas mixagens de Rich Costey e faixas bônus gravadas para a BBC. ⏰ Horários Para quem vai ao Allianz Parque, a organização divulgou os horários oficiais para não perder nenhum acorde: 🎫 Serviço: My Chemical Romance em São Paulo Preços (data extra – 06/02) Vendas
Ludovic retorna com o single “Desde que eu morri”

Para quem acompanhou o underground brasileiro dos anos 2000, o nome Ludovic evoca memórias de shows catárticos e letras viscerais. Após duas décadas desde o lançamento de seu último álbum de estúdio (Idioma Morto, de 2006), o quarteto paulistano está finalmente pronto para escrever um novo capítulo. O jejum foi quebrado nesta terça-feira (3) com o lançamento do single Desde que eu morri. A faixa é a primeira amostra do aguardado novo disco, previsto para chegar ao mercado ainda neste primeiro semestre, via Balaclava Records. Vida, mente e caos na Ludovic A escolha da música para capitanear essa nova fase não foi por acaso. Segundo a banda, ela funciona como uma ponte: mescla a sonoridade clássica e urgente do grupo com novos elementos e arranjos mais complexos. Liricamente, o vocalista Jair Naves mantém sua escrita afiada, abordando temas como o apego à vida, a luta para manter a calma em momentos de crise e o estigma que ainda envolve a saúde mental. “Em termos de sonoridade, creio que reúne as características que as pessoas normalmente associam ao Ludovic, com alguns elementos novos… Foi a primeira faixa que finalizamos no processo do álbum novo. Acho bem simbólico iniciarmos essa nova fase lançando justamente essa como single”, explica Jair.
Wilza une doçura e caos em álbum de estreia homônimo

Imagine uma bala que começa doce na boca, mas revela um recheio ácido e corrosivo logo em seguida. É essa a “experiência de contraste” que a banda paulistana Wilza propõe em seu álbum de estreia homônimo, que acaba de chegar às plataformas de streaming. Após pavimentar o caminho no final de 2025 com singles de nomes curiosos e provocativos, Terapia, Glicose Matinal e Luigi Mangione, o grupo entrega agora a obra completa. O som é uma expansão do universo onde a crueza punk colide com uma psicodelia em tecnicolor. Humor, raiva e distorção no som da Wilza A própria banda define seu território sonoro como “punk pirulito”: um lugar onde melodias indie e vocais mergulhados em reverb são subitamente atropelados por paredes de guitarra e gritos enfurecidos. As letras seguem a mesma dicotomia. São crônicas irônicas que tratam desde o drama cotidiano da classe média (como conciliar o orçamento para pagar a terapia) até o desejo catártico de ver o império de bilionários e big techs em chamas. Para quem sente saudade da “barulheira com classe” dos anos 90, as referências são claras: Nirvana, Veruca Salt e Sonic Youth. Mudança na cozinha Formada na capital paulista entre o fim de 2024 e o início de 2025, a Wilza nasceu do encontro de músicos ativos na cena autoral. O disco foi gravado pela formação original: DW Ribatski (guitarra/voz), Ligia Murakawa (baixo) e Clara do Prado (bateria). No entanto, após as gravações no Estúdio Quadrophenia, Clara mudou-se para Brasília. Quem assumiu as baquetas foi Isabella Pontes (da banda Schlop), que agora integra a formação oficial e já traz seu peso para os palcos. Ficha técnica A produção do disco é assinada pela própria banda em parceria com Breno Della Ricca. A engenharia de som ficou a cargo de Sandro Garcia, com mixagem de DW Ribatski e masterização de Rafael Panke.
“Man on the Run”: documentário explora o renascimento de Paul McCartney com os Wings

O que acontece na manhã seguinte ao dia em que você deixa a maior banda de todos os tempos? Essa é a premissa de Paul McCartney: Man on the Run, novo documentário dirigido pelo vencedor do Oscar Morgan Neville, que ganha detalhes de lançamento nesta segunda-feira (2). O filme foca na década transformadora de 1970, cobrindo desde o lançamento do álbum solo McCartney (1970) até a ascensão global de sua nova banda, os Wings. É um olhar sobre o momento em que o único plano do ex-Beatle era, em suas próprias palavras, “crescer”. Entrevistas e arquivos inéditos em Man On The Run A produção promete uma perspectiva vulnerável desse período, utilizando fotografias tiradas por Linda McCartney e imagens de arquivo raras. Além da família McCartney (Paul, Linda, Mary e Stella), o documentário traz depoimentos de figuras de peso, como Sean Ono Lennon, Mick Jagger, Chrissie Hynde e ex-integrantes dos Wings. Cinemas e streaming A estratégia de lançamento é híbrida. O filme chegará aos cinemas de países selecionados por tempo limitado. Quem assistir na tela grande terá acesso a um conteúdo bônus exclusivo: uma conversa especial entre Paul e o diretor Morgan Neville. Renascimento dos Wings O filme coroa uma série de lançamentos recentes focados na reavaliação crítica dos Wings. Em 2025, o mercado recebeu o livro Wings: The Story of a Band on the Run, a antologia musical WINGS e edições comemorativas do álbum Venus and Mars, solidificando a importância do grupo na trajetória de McCartney.
Emicida anuncia turnê imersiva “Racional MCMV” com homenagem aos Racionais

Tem coisas que só um fã faz pelo ídolo, e Emicida decidiu elevar essa máxima à potência máxima. Após lançar o disco onde dialoga com a obra dos Racionais MC’s, o rapper paulista prepara-se para levar essa experiência aos palcos de forma imersiva. Nesta segunda-feira (2), foram anunciadas as datas e locais da Emicida Racional MCMV Tour. Realizada pela 30e, a turnê tem estreia marcada para 30 de abril, em São Paulo, e passará também por Rio de Janeiro, Curitiba, Recife e Belo Horizonte. Einstein e a relatividade do rap O conceito do show vai além da música. A sigla da turnê (MCMV) refere-se ao álbum Mesmas Cores & Mesmos Valores, mas também faz alusão ao ano de 1905 em algarismos romanos — o ano em que Albert Einstein publicou a Teoria da Relatividade. A ideia de Emicida é propor que tempo e espaço são relativos, criando um show que redefine o conceito de apresentação de rap (ou rep, como ele prefere, enfatizando Ritmo e Poesia). “O que pretendemos fazer com esse espetáculo é levar ao palco esse nível de emoção… queremos que essa equação seja parâmetro para alcançar o máximo que um MC pode ser no palco e elevar isso ao quadrado. É igual a um MC ao quadrado”, explica o artista. O repertório, com direção musical do próprio rapper e produção de Fejuca, mesclará faixas novas como “Finado Neguim Memo?” com clássicos que vão da primeira mixtape (2009) ao aclamado AmarElo (2019). Ingressos A venda de ingressos será dividida em duas etapas no site da Eventim. Agenda da turnê Confira abaixo as datas e locais confirmados: São Paulo (estreia) Rio de Janeiro Curitiba Recife Belo Horizonte