Social Distortion quebra hiato de 15 anos com o álbum “Born To Kill”

Para os órfãos do punk rock de Orange County, a espera finalmente acabou, e a notícia vem com gosto de superação. O Social Distortion anunciou seu oitavo álbum de estúdio, batizado de Born To Kill. Com lançamento marcado para o dia 8 de maio via Epitaph Records, o disco encerra um doloroso hiato de 15 anos sem material inédito. Mais do que isso: é o primeiro trabalho da banda desde que o icônico frontman Mike Ness passou por um bem-sucedido tratamento contra o câncer. Boogie rock, lendas e arte de peso em Born To Kill, som novo do Social Distortion A faixa-título já está entre nós e ganhou um videoclipe oficial. A música é um boogie rocker turbinado com a energia punk clássica da banda, trazendo referências líricas diretas a gigantes como Iggy Pop, David Bowie e Lou Reed. E para quem estava com saudade, a voz de Mike Ness continua tão inconfundível e áspera quanto antes. Para garantir que o retorno fosse histórico, Ness co-produziu o disco ao lado do veterano Dave Sardy. O álbum é recheado de participações de peso, incluindo a lenda do country/folk Lucinda Williams e Benmont Tench (tecladista do The Heartbreakers, de Tom Petty). A estética visual não ficou para trás: a arte da capa foi assinada pelo próprio Mike Ness em colaboração com o renomado artista Shepard Fairey (famoso pela campanha Hope e pela marca Obey). Turnê explosiva (por enquanto, só nos EUA) Para celebrar a nova era, a banda anunciou uma turnê massiva pela América do Norte que é um verdadeiro sonho para qualquer fã do gênero. O Social Distortion cairá na estrada acompanhado pelos veteranos californianos do Descendents e pelos punks australianos do The Chats. A rota começa no fim de agosto no Arizona e cruza os Estados Unidos até outubro. Os ingressos para os shows começam a ser vendidos nesta sexta-feira (27 de fevereiro), às 10h (horário local). Aos fãs brasileiros, resta torcer para que o sucesso do retorno traga os caras de volta aos palcos da América do Sul em um futuro próximo. Curiosidade bônus: Aproveitando o embalo, o Descendents também anunciou a reedição em vinil bubblegum (chiclete) do seu clássico álbum Enjoy! (1986).
Blink-182 faz seu único show de 2026 e deixa fãs em alerta

Após passarem boa parte dos últimos anos na estrada promovendo o excelente disco de reunião One More Time… (2023), as lendas do pop-punk do Blink-182 parecem estar prontas para sair dos holofotes (pelo menos dos palcos) pelo resto deste ano. No último domingo, dia 22 de fevereiro, o trio subiu ao palco para ser a atração principal do Innings Festival, no Tempe Beach Park, nos Estados Unidos. O que o público não sabia com antecedência era o peso daquela noite. Logo após a quinta música do setlist, pouco antes de tocarem Dance With Me, o baixista e vocalista Mark Hoppus pegou o microfone e mandou a real para a plateia: “Este é o nosso único show deste ano inteiro, então sejam bem-vindos a ele.” Férias merecidas ou disco novo a caminho? A declaração de Mark deixou uma pulga atrás da orelha dos fãs: será que Mark, Tom e Travis estão apenas tirando um merecido descanso após a turnê mundial massiva, ou vão se trancar no estúdio para trabalhar em músicas inéditas? As pistas apontam para o estúdio. Em julho do ano passado (2025), o guitarrista e vocalista Tom DeLonge deixou escapar em uma entrevista à revista Kerrang! que os planos de gravação já estavam no radar: “Eu provavelmente começarei a fazer algumas demos para o blink em breve. Tenho que começar a trabalhar na gravação de algumas coisas agora, porque estarei fora por um tempo quando normalmente começaria no ano que vem…” Independentemente do que o futuro reserva para o resto de 2026, a apresentação no Innings Festival entregou tudo o que os fãs queriam ouvir, mesclando os clássicos absolutos com a energia do último disco. 🎸 Setlist: Blink-182 no Innings Festival (22/02/2026)
Foo Fighters estreia a inédita “Of All People” em show intimista

O novo álbum do Foo Fighters, Your Favorite Toy, não será lançado até abril, mas Dave Grohl e sua banda já compartilharam vários teasers, seja na forma de um single oficial ou de uma série de breves trechos no Instagram. O grupo está atualmente na Irlanda, onde tocou a faixa inédita Of All People ao vivo pela primeira vez. A apresentação carrega um peso histórico e emocional gigantesco para os fãs da banda e do Nirvana. Luto por Kurt Cobain No último domingo, o Foo Fighters estreou Of All People em uma pequena igreja durante a gravação da série de TV irlandesa Other Voices. Como um bônus especial para os fãs mais antigos, eles também tocaram a música A320 (da trilha sonora de Godzilla) pela primeira vez em 26 anos. O público terá que esperar o episódio ir ao ar para conferir a gravação, mas o programa tem um significado poderoso para Grohl, pois é filmado em Dingle, West Kerry. A história conta que, após a morte de Kurt Cobain em 1994, Grohl viajou para Kerry para vivenciar o luto e acabou passando de carro por um garoto que usava uma camiseta do Nirvana. Esse momento o motivou a voltar aos EUA e iniciar uma outra banda. Shows pop-up e substituição nas guitarras Além da gravação na igreja, o grupo anunciou uma série de shows pop-up de última hora no Reino Unido e na Irlanda durante o fim de semana. Na noite passada, o Foo Fighters tocou para um pequeno público em Dublin, onde executaram Of All People novamente. Uma mudança temporária, mas importante na formação: o músico Jason Falkner está substituindo o guitarrista Pat Smear, que se encontra lesionado. A banda retornará ao Reino Unido e à União Europeia em junho para tocar em estádios. Como o próprio Dave Grohl declarou no programa de Graham Norton na última sexta-feira: “O Reino Unido ama música rock ’n’ roll, simplesmente ama”.
American Football lança “Bad Moons” e detalha o novo álbum LP4

O American Football surpreendeu os fãs com o lançamento de Bad Moons, um single monumental de oito minutos de duração. A faixa é o primeiro gostinho do aguardado quarto álbum de estúdio da banda, American Football (LP4), que tem lançamento marcado para o dia 1º de maio via Polyvinyl Record Co. Com produção assinada por Sonny DiPerri, a música foi originalmente concebida como duas ideias distintas. A versão final permite que toda a intensidade emocional transborde: a canção se constrói sobre um sample repetitivo de uma suave harpa dedilhada, evoluindo com as guitarras intricadas clássicas da banda até explodir em uma jam intensa e pulsante na segunda metade. Duas crianças em um sobretudo O vocalista Mike Kinsella descreveu Bad Moons como um verdadeiro Frankenstein sonoro, que une o lado lúdico de instrumentos de brinquedo com o desespero de guitarras estridentes. “O maior desafio foi criar uma ponte temática entre a inocência e a leveza do primeiro ato e o desespero profundo do segundo”, explica Kinsella. “Decidi começar a música como uma criança. Ou melhor… duas. Empilhadas dentro de um único sobretudo; secretamente, relutantemente vivendo a vida de um homem adulto, acumulando seus erros e culpas ao longo do caminho. Uma confissão catártica.” A tradução visual dessa carga emocional ficou nas mãos dos diretores Alex Acy e Rémi Belleville. O videoclipe de Bad Moons traz uma montagem belíssima em câmera lenta que escancara a fragilidade do amadurecimento. Segundo Alex Acy, o clipe foi ancorado no Canadá rural por um motivo muito específico: “Rémi e eu crescemos juntos em Quebec, e a região e o Meio-Oeste dos EUA são muito parecidos em vários aspectos. Meninos costumam ter dificuldade em entender a empatia, o que leva a muitas atitudes tolas e arrependidas. Sentimos que podíamos nos conectar a esse conceito de um ponto de vista honesto”. Peso do LP4 e o ativismo na turnê A nova música pavimenta o caminho para um LP4 denso, dissonante e confrontacional. O álbum promete encarar de frente as realidades mais duras da vida, como luto, concessões e a desorientação da meia-idade. Para divulgar o trabalho, a banda cairá na estrada a partir de maio para uma extensa turnê mundial pela América do Norte, Europa e Ásia. Reforçando o caráter ativista que sempre permeou a cena punk e emo, o American Football não fechou os olhos para o cenário político. Em resposta à violência e intimidação relacionadas às ações do ICE (Immigration and Customs Enforcement) nos Estados Unidos, o grupo firmou uma parceria com a PLUS1. A banda doará US$ 1 / £ 1 / € 1 de cada ingresso vendido na turnê para a Safe Passage International e a Illinois Coalition for Immigration & Refugee Rights, apoiando a defesa dos direitos de imigrantes e refugiados.
Astra Vaga explora os bastidores do álbum no clipe de “Ninguém me vê”

Após estrear com o elogiado disco Unção Honrosa logo no início deste ano, o projeto de pop alternativo português Astra Vaga, idealizado pelo músico Pedro Ledo, acaba de dar um novo presente visual aos fãs. O artista lançou o videoclipe da faixa Ninguém me vê, que foge do formato tradicional e assume a roupagem de um mini-documentário profundo e intimista sobre o nascimento do projeto e as dores do processo criativo. Estética analógica e o processo nu e cru O vídeo traz uma estética analógica nostálgica e funciona como um verdadeiro diário de bordo. A câmera acompanha de perto todas as etapas da jornada do músico, mostrando: Frustrações e a necessidade de existir A escolha de Ninguém me vê para guiar esse mini-documentário não foi por acaso. A música é um retrato fiel das frustrações, incertezas e dúvidas que assombram quem decide criar algo do zero. “O processo nunca é tão linear quanto se imagina, especialmente porque fui mudando de casa ao longo do tempo e tive que construir novamente um espaço para trabalhar”, desabafa o artista. “A música retrata exatamente as frustrações de quem está concebendo algo criativo. Existe a vontade constante de desistir e o questionamento se afinal tudo valerá a pena. A única resposta que encontrei até hoje é que não conheço outro jeito de viver a não ser através da expressão artística; por isso, não o fazer, seria deixar de existir.” Ledo também faz questão de usar o clipe para exaltar o trabalho coletivo: “Dá para entender que nada se faz sozinho e que só com uma equipe de amigos conseguimos fazer coisas grandes, sozinhos não vamos longe.” Dream pop, pós-punk e a essência do Astra Vaga Surgido em 2025, o Astra Vaga marca o momento em que Pedro Ledo, músico já conhecido na cena underground portuguesa por integrar as bandas The Miami Flu e Lululemon, assumiu integralmente sua própria criação artística. Lançado pelo selo Saliva Diva e produzido pelo próprio artista, o álbum Unção Honrosa cruza influências de dream pop, pós-punk e pop alternativo. Liricamente, o disco é um mergulho corajoso em temas espinhosos como depressão, saudade, desencanto amoroso e a dura reconciliação com o passado.
Atração do Bangers Open Air, In Flames anuncia show solo em São Paulo

A escalação de side shows do Bangers Open Air continua rendendo excelentes notícias para os headbangers brasileiros. A organização do festival acaba de confirmar uma apresentação exclusiva da lenda sueca In Flames em São Paulo. O show acontecerá na Audio, no dia 23 de abril de 2026, trazendo toda a bagagem de uma das bandas mais influentes da história da música extrema. Arquitetos do death metal melódico Criado em 1990 na cidade de Gotemburgo, na Suécia, o In Flames começou como uma aposta ousada no underground. Idealizada pelo guitarrista Jesper Strömblad, a banda mesclou a agressividade brutal do death metal com as harmonias e os solos dobrados inspirados no heavy metal tradicional (como o do Iron Maiden). Essa fusão magistral se tornaria a pedra fundamental do chamado Gothenburg Sound, um estilo que definiria toda uma geração do metal melódico escandinavo e moldaria vertentes como o metalcore nos anos 2000. Evolução e o aclamado “Foregone” Com a entrada de Daniel Svensson na bateria e Björn Gelotte assumindo definitivamente as guitarras, a banda lançou clássicos absolutos como Colony (1999) e Clayman (2000). O grupo nunca teve medo de evoluir, incorporando elementos modernos e vocais limpos em discos de sucesso mundial como Reroute to Remain (2002) e Come Clarity (2006). Atualmente liderado pela dupla inseparável Anders Fridén (vocal) e Björn Gelotte (guitarra), o In Flames chega ao Brasil promovendo seu trabalho mais recente, Foregone (2023). O disco foi aclamado por público e crítica por resgatar o equilíbrio perfeito entre o peso esmagador e a melodia marcante que sempre ditaram a trajetória dos suecos. 🎫 Serviço: In Flames na Audio (SP)
Rancore lança o visceral single “A Nascente” e prepara 1º álbum em 15 anos

Quinze anos é muito tempo. Mas, para quem acompanha de perto a cena do rock alternativo e do underground nacional, a paciência está prestes a ser recompensada. O Rancore acaba de lançar o single A Nascente. A faixa é a segunda amostra do aguardado quarto álbum de estúdio do quinteto paulistano, batizado de BRIO. O disco tem lançamento confirmado para ainda neste primeiro semestre de 2026, através do selo Balaclava Records. Emoção em meio ao caos em A Nascente Flertando abertamente com o pós-hardcore e o indie rock, A Nascente traz um lado profundamente emocional da banda. A música se constrói sobre contrastes e temas viscerais — o fim e o começo, a guerra e a paz. Essa dualidade tem uma raiz muito pessoal para o vocalista e compositor Teco Martins. A inspiração para a letra surgiu em um momento íntimo e transformador durante a espera pelo nascimento de sua filha. “Acompanhei minha esposa com nosso filho mais velho em um exame rotineiro de ultrassom. Quando meu primogênito ouviu as batidas do coração da irmã dele ainda dentro do ventre, de maneira espontânea, começou a dançar, como se aquilo fosse um bumbo de bateria ditando o ritmo”, relembra Teco. “A partir disso, comecei a dissertar sobre a condição e a responsabilidade de gerar uma vida em meio ao mundo tão caótico que vivemos.” Retorno do quinteto clássico Produzida por Guilherme Chiappetta e Daniel Pampuri, a faixa carrega a essência inconfundível que a banda desenvolveu ao longo de sua trajetória, mas adiciona um frescor vital para este novo momento. BRIO quebra um hiato criativo de 15 anos sem um disco de inéditas, sucedendo o aclamado e clássico álbum Seiva (2011). Para executar essa nova fase, o Rancore segue com sua formação sólida:
Lvcas abre turnê nacional do EP “amnd” nesta sexta em SP

O multi-instrumentista, compositor e criador do gigante canal Inutilismo, LVCAS, sobe ao palco da Audio, em São Paulo, para o show de estreia de sua turnê nacional. A apresentação celebra o lançamento do seu aguardado EP de estreia, amnd (abatido mas não derrotado). Evolução: metal, trap e hardcore Lvcas vem se firmando rapidamente como um dos nomes mais promissores da nova geração do rock brasileiro. Fugindo de rótulos fáceis, ele encontrou sua própria linguagem através de um metal alternativo pesado e moderno, recheado de influências de trap, hip hop e hardcore. O EP amnd representa a evolução natural de um artista que construiu um império na internet e que agora está pronto para escrever um novo (e barulhento) capítulo. No repertório da noite, os fãs poderão conferir o EP na íntegra, incluindo as faixas: Além das inéditas, Lvcas também apresentará sucessos que já estavam na boca do público, como Tão Perto, Inabalável e No Foco. Banda e a rota da turnê Para traduzir a energia do estúdio para o som ao vivo, Lvcas (vocal) não estará sozinho. Ele montou um time de peso que conta com Isadora Sartor (guitarra), Gabriel Bruce (bateria), Marcelo Braga (baixo) e Ronan Tárrega (pick-ups), garantindo a fusão perfeita entre os riffs pesados e as batidas eletrônicas. Após a estreia explosiva em São Paulo, a turnê segue rasgando o Brasil: 🎫 Serviço: LVCAS – Turnê “amnd” em São Paulo Onde comprar
DPR Cream e DPR Artic anunciam show único em São Paulo

O hip-hop e o R&B sul-coreano continuam provando sua força monumental no Brasil. Os artistas DPR Cream e DPR Artic, membros fundamentais de um dos coletivos mais criativos e influentes da Ásia, o Dream Perfect Regime (DPR), acabam de confirmar seu retorno ao país com a DPR Cream & DPR Artic Latam Tour. A apresentação única acontece no dia 16 de agosto de 2026 (domingo), na Audio, em São Paulo. O histórico do coletivo por aqui não deixa margem para dúvidas: todas as passagens anteriores do grupo pelo Brasil tiveram ingressos esgotados, o que exige agilidade dos fãs para garantir um lugar. Era “No Drugs” e a força do coletivo A atual turnê carrega a energia e o espírito rebelde do EP conjunto No Drugs, lançado em maio de 2025. O projeto, concebido durante a Dream Reborn Tour 2024, incorpora influências de diversas subculturas e transita de forma fluida por múltiplos gêneros, evidenciando o compromisso do DPR em ultrapassar fronteiras criativas. A prova desse impacto global é que a dupla desembarca no Brasil após incendiar palcos de peso ao redor do mundo, incluindo festivais como Coachella, Lollapalooza Paris e o Heads In The Clouds (LA), além de uma passagem elogiada por grandes capitais europeias. Quem são os astros da noite? Fundado em 2015, o DPR não é apenas uma gravadora independente, mas um coletivo audiovisual que dirige e edita os próprios projetos, criando uma assinatura estética imersiva. Nesta turnê, os holofotes se dividem entre dois pilares desse universo: 🎫 Serviço: DPR Cream & DPR Artic na Audio