Butthole Surfers lançam “Imbuya” e resgatam álbum perdido

Se existe uma banda que define o termo “cult” no rock alternativo, essa banda é o Butthole Surfers. Conhecidos por sua mistura caótica de psicodelia, punk, industrial e letras absurdistas, o grupo lançou o single Imbuya. A faixa é o segundo gostinho do álbum After The Astronaut, que chega oficialmente em 26 de junho de 2026 via Sunset Blvd. O lançamento de Imbuya carrega o DNA clássico do grupo. O guitarrista Paul Leary descreveu a faixa de forma, digamos, peculiar: “Concebida e produzida como um flatu após comer feijão”. Com vocais de Gibby Haynes que lembram um sermão evangélico distorcido e a bateria hipnótica de King Coffey, a canção é um mergulho no psych-sludge transgressivo. Saga do álbum “perdido” Para os fãs, o anúncio de After The Astronaut é histórico. Originalmente agendado para 7 de abril de 1998, o disco foi engavetado pela Capitol Records na época por ser considerado “abrasivo demais” e “pouco comercial”. A gravadora esperava um sucessor pop para o hit “Pepper” (que chegou ao #1 das paradas alternativas), mas recebeu uma obra experimental e densa. O material chegou a ser retrabalhado no álbum“Weird Revolution (2001), mas a banda nunca ficou satisfeita com o resultado final imposto pelas gravadoras. “Agora temos o direito de lançar a gravação original da forma que pretendíamos”, celebra Leary. Influência Emergindo da cena hardcore dos anos 80, o Butthole Surfers influenciou gigantes como Nirvana, Flaming Lips, Jane’s Addiction e White Zombie. O novo álbum, masterizado por Howie Weinberg (o mesmo de Nevermind e Beastie Boys), promete resgatar essa aura de “anarquia orquestrada” que os tornou lendas do underground.
Maskavo celebra 25 anos do álbum “Já” com show no Sesc Itaquera

Poucas bandas conseguem manter a relevância e o carinho do público por tanto tempo quanto o Maskavo. Em 2026, o grupo brasiliense radicado em São Paulo vive uma fase iluminada: enquanto percorrem o mundo celebrando os 25 anos do álbum Já (2000), eles se preparam para um show especial no projeto Reggae no Gramado, no Sesc Itaquera, e anunciam o lançamento de um novo single para o dia 1º de maio. O álbum Já foi o divisor de águas que projetou o Maskavo nacionalmente, unindo o reggae roots a melodias pop que grudaram no imaginário brasileiro. Faixas como Um Anjo do Céu e Quero Ver não são apenas hits, são parte da trilha sonora de toda uma geração. Show no Sesc Itaquera: Reggae no Gramado No próximo domingo (26), às 15h30, o Maskavo sobe ao palco do Sesc Itaquera para uma apresentação gratuita. O evento faz parte do tradicional projeto Reggae no Gramado, e a expectativa é de um repertório emocional que atravesse todas as fases da banda, servindo como um ponto de encontro entre os fãs das antigas e o novo público que descobriu o grupo recentemente. Novo single: “Freio de Mão” Mantendo a engrenagem criativa girando, o Maskavo lança em 1º de maio a faixa Freio de Mão. Trata-se de uma releitura de uma das primeiras composições da banda, agora com uma roupagem new roots moderna, produzida por Alexandre Campos (Estúdio Sonido). “Essa música faz parte das primeiras composições do Maskavo e foi muito importante no nosso aprendizado. A música tem o poder de ser uma fotografia na memória”, conta o guitarrista Prata. O single virá acompanhado de um videoclipe gravado em Cotia (SP), trazendo um Fusca laranja metálico como símbolo de liberdade e movimento. Olhando para o futuro Mesmo celebrando o passado, o vocalista Marceleza adianta que o público pode esperar muitas novidades. A banda já está em processo de criação de músicas inéditas e estuda a gravação de um novo projeto audiovisual para registrar essa fase de 25 anos de estrada. Serviço: Maskavo no Sesc Itaquera
Sticky Fingers anuncia quatro shows no Brasil em 2026

O Sticky Fingers, banda que se tornou um fenômeno global ao misturar o balanço do reggae com a densidade do rock psicodélico, anunciou sua volta ao país para agosto de 2026. A turnê marca o reencontro do grupo com o público brasileiro após quatro anos e promete ser uma celebração de todos os sucessos da carreira. Para tornar as noites ainda mais especiais, os australianos trazem como convidados a banda The Terrys, conhecidos pelo seu indie rock ensolarado e energético. Shows do Sticky Fingers no Brasil A turnê passará pelas seguintes cidades: Ingressos A venda oficial começa no dia 24 de abril de 2026. Preços para São Paulo (Espaço Unimed)
MGK e Fred Durst (Limp Bizkit) lançam o explosivo single “Fix Ur Face”

MGK e Fred Durst, vocalista do Limp Bizkit, lançaram o single Fix Ur Face. A faixa marca a primeira colaboração em estúdio entre os dois artistas, que são amigos desde 2014, e traz de volta aquela sonoridade crua, rápida e agressiva que definiu o nu-metal. Com riffs que remetem diretamente ao clássico Break Stuff, a música é o primeiro lançamento de MGK desde o aclamado álbum Lost Americana (2025). A química entre o flow de MGK e a atitude inconfundível de Durst cria uma faixa que serve tanto para os novos fãs de rock quanto para os saudosistas da era Family Values Tour. Performance insana de MGK e Fred Durst O lançamento veio acompanhado de um videoclipe dirigido por Sam Cahill, filmado em várias cidades durante a turnê mundial de MGK, incluindo passagens por Londres, Dublin, Berlim e Los Angeles. O vídeo captura a energia caótica dos shows, que recentemente foi notícia após um fã sofrer uma queda (sem gravidade) ao ser convidado ao palco em Londres. Rumo ao Rock in Rio 2026 A notícia que mais anima o público brasileiro é que MGK já está confirmado como uma das principais atrações do Rock in Rio 2026, em setembro. Antes disso, ele passará pelo Japão no festival Summer Sonic. Com a chegada de Fix Ur Face, a expectativa para a performance no Palco Mundo só aumenta, prometendo ser um dos shows mais energéticos da edição.
Dead Pioneers e The Interrupters lançam o single “Never Alone”

O sentimento de não pertencer e a busca por refúgio através da música são temas universais, mas no punk rock, eles ganham uma urgência diferente. É exatamente essa a energia de Never Alone, o novo single triunfante da banda Dead Pioneers, que conta com a participação do fenômeno do ska-punk The Interrupters. A faixa faz parte do álbum Wagon Burner, previsto para chegar às lojas e plataformas digitais no dia 26 de junho via Hassle Records. Segundo o frontman Gregg Deal, a colaboração foi planejada durante anos. “O sentimento real e palpável de não pertencer e encontrar consolo através da música, comunidade e família escolhida é algo que muitos de nós entendemos em múltiplos níveis”, afirma o vocalista. Família escolhida A química entre os dois grupos é evidente. Para Jesse Bivona, baterista do The Interrupters, participar da faixa foi uma honra: “Esta música centra-se em encontrar comunidade, suportar tempos difíceis e celebrar os bons tempos juntos. Pavimentar nossa própria estrada e nos tornarmos família”. O Dead Pioneers tem se destacado por letras que confrontam questões sociais e de identidade, e ao compartilhar o microfone com Aimee Interrupter, a faixa ganha uma camada melódica que amplia sua mensagem de esperança e resistência. Estética O single chegou acompanhado de um lyric video que reforça a mensagem de união. Wagon Burner promete ser um dos álbuns de punk rock mais viscerais de 2026, consolidando o Dead Pioneers como uma das vozes mais autênticas da cena atual.
Mirador, projeto de Jake Kiszka (Greta Van Fleet) e Chris Turpin, solta Ashes To Earth (Reborn at Badon Hill)

Dois dos arquitetos mais influentes da nova era do rock e do blues uniram forças em um projeto que promete resgatar a essência visceral das guitarras. O Mirador, banda cofundada por Jake Kiszka (guitarrista do Greta Van Fleet) e Chris Turpin (do aclamado duo Ida Mae), lançou o single Ashes To Earth (Reborn at Badon Hill). A faixa é o cartão de visitas para o álbum de estreia da dupla, intitulado The Gathering At Badon Hill, que tem lançamento mundial marcado para o dia 15 de maio. Alquimia sonora A união entre Kiszka e Turpin não é apenas um encontro de virtuosos, mas uma simbiose de estilos. Enquanto Jake traz a energia das arenas e o timbre que revitalizou o rock clássico na última década, Chris Turpin injeta a sofisticação do blues e do folk britânico que consagrou o Ida Mae. Ashes To Earth apresenta uma sonoridade densa, calcada em riffs orgânicos e uma atmosfera que remete aos grandes encontros do rock dos anos 70, mas com a nitidez da produção contemporânea. O título do álbum e do single sugerem um conceito inspirado em mitologias e batalhas históricas (Badon Hill é um local lendário associado ao Rei Arthur), o que casa perfeitamente com a estética épica da dupla. Pré-venda e lançamento O álbum The Gathering At Badon Hill já se encontra em pré-venda em formatos físicos (CD e Vinil) através da UMusic Store. O lançamento acontece em um momento em que ambos os artistas colhem os frutos de turnês mundiais bem-sucedidas com seus projetos principais, consolidando o Mirador como uma das estreias mais aguardadas do primeiro semestre de 2026.
Nine Inch Nails e Boys Noize lançam o álbum “Nine Inch Noize”

O que acontece quando os arquitetos do rock industrial se encontram com o mestre do techno alemão? A resposta é “Nine Inch Noize”, um projeto colaborativo entre o Nine Inch Nails (NIN) e o produtor Boys Noize, que acaba de ser lançado globalmente pela Interscope Records. O álbum não é apenas uma coletânea de remixes, mas uma reconstrução sonora que funde a agressividade orgânica de Trent Reznor e Atticus Ross com a precisão sintética e o “punch” das pistas de Alex Ridha (Boys Noize). De “Closer” ao universo de Tron O repertório conta com dez faixas que atravessam diferentes eras da carreira de Reznor. Entre os destaques absolutos está a nova roupagem para Closer, que ganha uma batida de techno industrial implacável, e a versão de As Alive As You Need Me To Be. Esta última, parte da trilha sonora de Tron: Ares, chega ao álbum com o peso de ter vencido recentemente o Grammy. O disco também faz um aceno aos projetos paralelos de Reznor, incluindo uma releitura de Parasite, da banda How To Destroy Angels (projeto de Trent com Mariqueen Maandig e Atticus Ross). Atmosfera distópica Boys Noize, conhecido por seu som “sujo” e distorcido, provou ser o parceiro ideal para o NIN. O resultado é um disco que soa como uma trilha sonora para um futuro distópico, equilibrando momentos de pura catarse eletrônica com as paisagens sonoras sombrias que são marca registrada da banda norte-americana.
Tori Amos apresenta “Gasoline Girls” e antecipa novo álbum

A cantora Tori Amos liberou mais uma peça do quebra-cabeça de seu 17º álbum de estúdio. O single Gasoline Girls chega às plataformas via Universal/Fontana, consolidando a narrativa de In Times of Dragons, disco que tem lançamento mundial marcado para o dia 1º de maio de 2026. Dando continuidade aos singles Stronger Together e Shush, a nova faixa mergulha em um universo mítico onde o poder e a fuga se encontram. Em Gasoline Girls, Tori canta sobre uma gangue de motociclistas lésbicas que escolhem ser poderosas juntas. Sob o mantra “we will tend the fire” (“nós vamos manter o fogo aceso”), a música é um hino à solidariedade e à força coletiva. Piano, mitologia e ativismo Reconhecida por sua habilidade técnica no piano e por letras que desafiam estruturas sociais, Tori Amos utiliza o simbolismo das Gasoline Girls para marcar o momento em que a resistência ganha forma no álbum. A faixa equilibra a sofisticação harmônica de Tori com uma energia crua, quase cinematográfica, típica de suas composições mais conceituais. “In Times of Dragons” O novo álbum promete ser uma jornada através de tempos desafiadores, onde Tori atua como uma contadora de histórias que resgata o poder feminino e as alianças necessárias para a sobrevivência. A produção refinada reafirma por que ela continua sendo uma das artistas mais influentes das últimas décadas.
Ellen Oléria fecha projeto “Elas Cantam as Águas” com “Filha do Mar (Oh, Yemanjá)”

A cantora Ellen Oléria lançou Filha do Mar (Oh, Yemanjá), uma canção inédita composta por Gabriel Martins e Vitor Cheloni. A faixa encerra a sequência de lançamentos do projeto Elas Cantam as Águas, um EP que celebra o elemento água através das vozes femininas mais expressivas da nossa MPB. Interpretada com a veracidade e a intensidade características de Ellen, a canção evoca a força de Yemanjá como guia e proteção. A narrativa percorre a jornada de uma mulher que se reconhece e se transforma através do chamado do mar, utilizando metáforas como o “manto azul” e o “espelho” para reforçar a identidade e a elevação da história feminina. Sofisticação e ritualística A profundidade da gravação é ampliada pela presença delicada e expressiva de Thais Nicodemo ao piano. O arranjo, assinado por Gabriel Martins, cria uma base emocional que transita entre o íntimo e o ritualístico. Ellen Oléria, aclamada pela crítica por sua competência técnica e entrega emocional, transforma a composição em um verdadeiro chamamento ao despertar espiritual. Projeto “Elas Cantam as Águas” Lançado na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o EP reúne obras de Ivan Lins, Vitor Martins e do próprio Gabriel Martins. O repertório é um mergulho em diferentes estados da água, da chuva à cachoeira, do rio ao mar, interpretados por um time de peso: