Morre Dolly Parton, ícone absoluto da música country e rainha do pop cultural, aos 80 anos

A cantora, compositora, atriz e filantropa Dolly Parton faleceu aos 80 anos, no Vanderbilt University Medical Center, em Nashville. A confirmação foi feita publicamente por seu sobrinho e chefe de segurança, Brian Seaver, cumprindo um pedido feito em vida pela própria artista. Com uma trajetória que ultrapassa seis décadas e mais de 3 mil composições registradas, Dolly transcendeu os limites da música country para se tornar uma raríssima unanimidade cultural. Celebrada tanto pela classe trabalhadora do sul dos Estados Unidos quanto como um ícone da comunidade LGBTQIA+, Parton uniu gerações com seu carisma, inteligência afiada e um senso de humor único. Um legado de sucessos e impacto filantrópico Dolly Parton construiu um catálogo de clássicos atemporais que moldaram a história da música global. Entre seus maiores sucessos estão hinos como Jolene, Coat of Many Colors, 9 to 5 e a imortal I Will Always Love You, canção escrita por ela em 1974 e que se tornou um dos maiores fenômenos comerciais de todos os tempos na voz de Whitney Houston. Ao longo da carreira, acumulou 11 prêmios Grammy (incluindo o Lifetime Achievement Award), além de indicações ao Oscar, Emmy e Tony. Em 2022, foi introduzida ao Hall da Fama do Rock and Roll, lançando no ano seguinte o álbum Rockstar com colaborações de Paul McCartney, Elton John e Miley Cyrus (de quem era madrinha). Para além dos palcos e das telas de cinema, Dolly marcou a história por sua generosidade. Criou o parque temático Dollywood no Tennessee para gerar empregos e desenvolvimento em sua região natal, e fundou o projeto Imagination Library, que já doou mais de 200 milhões de livros gratuitos para crianças em todo o mundo. Como ela própria registrou em sua autobiografia: “No final das contas, espero ser lembrada como uma boa compositora. As músicas são meu legado.”

Turnstile anuncia o álbum colaborativo Never Enough: Versions com Elton John e Hayley Williams

A aclamação do Turnstile ganhou um novo e ousado capítulo com o projeto Never Enough: Versions, que chega às plataformas de streaming na próxima sexta-feira, 28 de agosto de 2026. O trabalho reimagina as faixas do aclamado disco Never Enough, vencedor do Grammy nas categorias de Melhor Álbum de Rock e Melhor Performance de Metal por Birds, através de colaborações com nomes de diferentes vertentes da música mundial. Entre as participações confirmadas estão Elton John, Hayley Williams (Paramore), Julien Baker, Four Tet, Blood Orange, Slayyyter, Alex G, A.G. Cook, Floating Points, Panda Bear, Faye Webster, Dying Fetus, Porches, Dan Deacon, entre outros grandes artistas. O pré-save do projeto já está disponível para os fãs anteciparem as releituras da obra. Turnê Never Enough Tour PT. 2 Além das novidades em estúdio, a banda se prepara para dar início no próximo mês à Never Enough Tour PT. 2. A excursão contará com 16 datas em arenas e palcos internacionais, trazendo line-ups montados sob medida para cada cidade. Entre os convidados para a estrada estão nomes lendários do hardcore, punk e hip-hop, como Clipse, Thundercat, Hatebreed, Vince Staples, Yves Tumor, Pennywise, Ceremony, Slayyyter, Die Spitz, Cold World e Texas Is The Reason. Reforçando o compromisso com a ética e a comunidade das cidades por onde passam, o TURNSTILE firmou parceria com organizações locais sem fins lucrativos, que estarão presentes com ações de conscientização e suporte durante cada um dos shows da turnê. Mais detalhes sobre ingressos e locais podem ser conferidos no site oficial turnstilehardcore.com.

Queen Budapest, histórico show da banda de Freddie Mercury, chega aos cinemas em outubro

Celebrando os 40 anos de um dos momentos mais marcantes da história do rock, o concerto registrado no estádio Népstadion, na Hungria, ganha novo fôlego nas telonas. A Sony Music Vision anunciou o lançamento mundial de Queen Budapest, o registro da antológica apresentação realizada em 27 de julho de 1986 durante a lendária The Magic Tour. O longa-metragem será exibido por tempo limitado nos cinemas e em salas IMAX de todo o mundo a partir de 7 de outubro de 2026, em parceria com a Trafalgar Releasing. Os ingressos começam a ser vendidos nesta quarta-feira, 26 de agosto de 2026, através do site oficial QueenBudapest.com. Para antecipar o lançamento, a produção disponibilizou o vídeo da performance ao vivo de Who Wants to Live Forever, clássico composto por Brian May para a trilha do filme Highlander. A Cortina de Ferro e o último concerto filmado de Freddie Mercury Dirigido por János Zsombolyai, o concerto no Népstadion tem um valor histórico inestimável. Trata-se do primeiro show de rock em estádio de uma banda ocidental realizado atrás da Cortina de Ferro e do último show ao vivo do Queen registrado em filme com Freddie Mercury, ocorrido apenas cinco apresentações antes do encerramento definitivo da turnê. A grandiosidade da produção contou com a autorização inédita do governo húngaro: 17 câmeras e cerca de 40 quilômetros de película de 35 mm foram operados pelos melhores cinegrafistas do país para registrar o evento diante de 80 mil fãs pagantes e outros 45 mil que acompanharam do lado de fora do estádio. O setlist traz execuções monumentais de sucessos como We Will Rock You, We Are The Champions, Under Pressure, Bohemian Rhapsody e a tradicional canção folclórica húngara Tavaszi Szél Vizet Áraszt. Restauração em 4K por Peter Jackson e lançamentos em áudio Em comemoração às quatro décadas desse marco, o filme passou por uma restauração minuciosa em 4K realizada pela Park Road Post Production, produtora do renomado cineasta Sir Peter Jackson na Nova Zelândia. O áudio também foi completamente remixado a partir das fitas multicanal originais. Para além das telonas, o material ganhará lançamento físico e digital no dia 30 de outubro de 2026 através da Columbia/Legacy Records (internacionalmente) e Hollywood Records (América do Norte):

Leon Bridges anuncia o álbum Happiness Anytime, com produção do Jungle, e libera quatro faixas

O cantor e compositor norte-americano Leon Bridges deu mais um passo significativo rumo ao lançamento de seu quinto álbum de estúdio, Happiness Anytime. Com lançamento marcado para o dia 25 de setembro de 2026 pela Columbia Records, o trabalho conta com produção assinada por J Lloyd e Lydia Kitto, integrantes do coletivo britânico Jungle. Para antecipar o disco, Bridges disponibilizou o segundo de uma trilogia de EPs conceituais que, juntos, comporão a íntegra da obra. O pacote traz quatro faixas inéditas: a faixa-foco Talk It Over, a faixa-título Happiness Anytime, a intimista All Day All Night (com participação vocal de Lydia Kitto) e a ensolarada Fly Baby. O lançamento chega acompanhado do videoclipe de Talk It Over, filmado em Amsterdã sob a direção da dupla criativa D+Y e com coreografia da Plue Agency, capturando a energia de movimento, dança e conexão humana que guia toda a estética do novo álbum. Encontro do calor texano com o groove londrino Em Happiness Anytime, Leon Bridges resgata o calor acolhedor e a textura vintage de sua estreia com Coming Home (2015), combinando-os ao groove aventureiro explorado em suas aclamadas parcerias com o trio instrumental Khruangbin (Texas Sun e Texas Moon). A parceria com o Jungle resultou em uma sonoridade sem fronteiras geográficas, com ecos de mestres como Fela Kuti, a fase afro-brasileira de Paul Simon em The Rhythm of the Saints e a cadência contagiante de Jorge Ben Jor. “Para mim, felicidade não é um sentimento que você corre atrás. Quero que este álbum permaneça com as pessoas e as marque até os ossos. Existe uma sensação de que temos que consertar os problemas do mundo; você se sente inadequado e isso pode ser debilitante. Meu papel é ser a luz, e eu espero que isso venha através desse álbum”, reflete Leon Bridges. Gravado entre sessões dinâmicas de estúdio que contaram com o toque refinado do lendário baixista Pino Palladino (colaborador histórico de D’Angelo e John Mayer) no Chaplin Recording Studios, em Los Angeles, o álbum foi concebido para celebrar o baile, o presente e o retorno de Bridges à dança na linha de frente dos palcos.

Yellowcard anuncia edição deluxe do álbum Better Days e lança a inédita Calvary Drive

A banda de pop-punk Yellowcard anunciou o lançamento de uma versão expandida e exclusivamente digital do seu trabalho de estúdio, Better Days (Deluxe Edition). Com lançamento marcado para o dia 18 de setembro de 2026 pelo selo Better Noise, o projeto celebra a excelente fase criativa do grupo e já teve sua primeira amostra divulgada com o single inédito Calvary Drive. A faixa recém-lançada veio acompanhada de um lyric video oficial no YouTube e traz a energia característica do quarteto, com guitarras aceleradas, ganchos melódicos e um refrão marcante. Parceria com Travis Barker e participações de peso Curiosamente, Calvary Drive foi a primeira demo trabalhada pelo vocalista Ryan Key ao lado de Nick Long e de Travis Barker (baterista do Blink-182). O que começou como uma despretensiosa sessão de fim de semana com Barker acabou se transformando na fagulha que deu origem a todo o álbum Better Days. Essa colaboração nos estúdios também abriu portas para um dos momentos mais marcantes da discografia recente da banda: a parceria com Avril Lavigne na emotiva faixa You Broke Me Too. O disco expandido conta ainda com colaborações de peso como Matt Skiba (Alkaline Trio) em Love Letters Lost, o DJ Steve Aoki em Hell With Me, além da versão remixada do hit Bedroom Posters com a participação de Good Charlotte, faixa que alcançou o 1º lugar na parada Billboard Alternative Airplay. Tracklist: Better Days (Deluxe Edition)

Weezer lança seu 20º álbum de estúdio, o autointitulado The Gold Album

O Weezer está oficialmente de volta com uma nova era cromática e um retorno às origens criativas. Após as célebres fases do Blue, Green, Red, White, Teal e Black, Rivers Cuomo e sua turma inauguram o capítulo dourado da carreira com o lançamento de seu 20º álbum de estúdio, o autointitulado The Gold Album. Disponível agora nas plataformas digitais, o projeto nasceu de um processo analógico e coletivo. Embalado pelo sucesso de sua turnê de 30º aniversário, o quarteto se reuniu em um espaço de ensaios no condado de Orange, na Califórnia. A dinâmica marcou a primeira vez desde o disco de estreia de 1994 que Cuomo e o baterista Pat Wilson estruturaram a base de uma música juntos em uma sala de estar, lado a lado, durante meses. Participações especiais no Gold Album Para moldar a sonoridade do disco, a banda contou com a produção de Klas Ahlund e Kenneth Blume (Kenny Beats). Enquanto Ahlund trouxe uma abordagem “mais matemática e rigorosa”, Blume assumiu a missão de ajudar a criar “o álbum do Weezer mais violento de todos os tempos”. Composto por dez faixas, o trabalho inclui os singles principais Shine Again e We Might As Well Be Strangers, esta última contando com a participação especial da banda Wednesday. O grupo esteve recentemente nos palcos do programa The Tonight Show Starring Jimmy Fallon para apresentar a nova faixa e falar sobre o processo artesanal do disco. “O que você ouve no disco é algo que só pode ser criado por humanos se unindo, sendo vulneráveis e criando algo juntos”, destacou Rivers Cuomo a Jimmy Fallon. “Isso simplesmente não pode ser criado por IA ou por alguém sozinho trabalhando em um computador.”

Black Pantera lança o quinto álbum de estúdio, Continental

A banda mineira Black Pantera disponibilizou nesta sexta-feira (21) o seu quinto álbum de carreira, Continental, lançado pelo selo Deck. Consolidando a força do trio formado por Chaene da Gama (baixo e vocal), Charles Gama (guitarra e vocal) e Rodrigo “Pancho” (bateria), o novo trabalho chega às plataformas de streaming trazendo um som pesado, urgente e profundamente enraizado nas reflexões sociopolíticas e culturais do Brasil. Sucessor dos aclamados Ascensão (2022) e Perpétuo (2024), o disco funciona como um verdadeiro caldeirão sônico e conceitual. Um retrato dos “vários Brasis” Inspirado pela grandiosidade de um país de dimensões continentais e pelas teorias do renomado geógrafo e pensador Milton Santos (1926–2001), cuja voz inclusive abre trechos de depoimentos ao longo do projeto, Continental examina as belezas, contradições e feridas históricas do Brasil contemporâneo. Enquanto a sonoridade transita com maestria entre o rock pesado, o crossover e o thrash metal, as letras abordam desde a vida na estrada (Velho Jeans Rasgado) e polarizações políticas (Start the Game, Obsoleto) até denúncias contundentes contra o racismo (Hórus, Negusa Nagast, W.P.P. e Sic Mundus). “É o melhor álbum que a gente construiu até hoje. É a soma de tudo que a gente passou, e trata desse Brasil que é gigante e desse Black Pantera também, imenso, muito maior do que a gente”, destaca o baixista Chaene da Gama. Parcerias de peso e vozes intergeracionais em Continental Para traduzir a pluralidade sonora e cultural do país, o Black Pantera reuniu um time impressionante de participações especiais em Continental: produzido por Rafael Ramos e gravado no Estúdio Tambor (RJ), com mixagem de Leo Ramos e masterização de Fernando Delgado e Chris Gehringer (Sterling Sound), Continental coroa o momento mais maduro e expansivo da trajetória do grupo. Show de lançamento em São Paulo O lançamento do álbum abre alas para uma maratona de shows da banda, que inclui o aguardado show de estreia da turnê no Cine Joia, em São Paulo, neste domingo (23), onde tocarão o disco Continental na íntegra, antes de embarcarem para uma apresentação explosiva no Palco Sunset do Rock in Rio 2026.

Hevo84 lança a session audiovisual Emo Vive Nostalgia unindo clássicos dos anos 2000

A banda Hevo84 está de volta com um projeto que celebra duas décadas de história sem cair na armadilha da repetição. O grupo disponibilizou em seu canal oficial no YouTube o audiovisual Emo Vive Nostalgia. Gravada no Quintal Bar com direção de Lucas Ferreira e produção de Pedro Damião, a session reúne sete faixas em um formato intimista que coloca o público ao redor dos músicos, recriando o clima de festa e o imaginário visual da geração 2000. O repertório costura a fase atual da banda com grandes hinos que marcaram a época, passando por clássicos de NX Zero, Fresno, Restart, Forfun, Maneva, Pitty, Evanescence, Replace e Charlie Brown Jr. Do recomeço à consolidação O projeto é aberto por Libertação, faixa lançada em 2026 e composta por Renne Fernandes (vocal e piano) durante os momentos mais difíceis do hiato de oito anos enfrentado pela banda. Mais do que olhar para trás, a escolha estabelece o ponto de vista do grupo em seu momento presente, marcado pela retomada dos álbuns, como o disco Livre (2024), e de uma agenda intensa de shows. A trajetória da Hevo84, eternizada no final dos anos 2000 pelo sucesso Passos Escuros (trilha sonora da novela Malhação), ganha novas cores através de convidados especiais que dialogam diretamente com cada vertente do repertório: Próximos passos e turnê internacional Completada por Eric Malfini na guitarra, Arthur na bateria e Daniel San no baixo, a Hevo84 incorporará o repertório de Emo Vive Nostalgia aos seus próximos shows pelo Brasil. Além disso, o grupo já mira novos horizontes: em outubro de 2026, a banda embarca para uma turnê pela Europa, com passagens confirmadas por Inglaterra, França, Espanha, Portugal e Irlanda.

Selvagens À Procura de Lei lançam Pivete, álbum conceitual que narra a vida de um marginal urbano

A banda cearense Selvagens À Procura de Lei disponibilizou nas plataformas de streaming o seu mais ambicioso projeto até o momento: o álbum Pivete. A obra é um projeto conceitual denso e visceral que acompanha a jornada completa, do nascimento à morte, de um personagem marginalizado em um ambiente urbano. O grupo, formado por Aragão (guitarra/vocal), Matheus Brasil (bateria), Jonas Rio (baixo) e Plínio Câmara (guitarra), abraçou uma abordagem analógica e livre, desafiando padrões da indústria. Segundo Aragão, o álbum busca a espontaneidade: “Vamos contra as ideias estabelecidas: se a música pede mais de 3 minutos ou se o projeto precisa de 20 faixas, nós fazemos. É pelo desafio de criar algo com as próprias mãos”. Um elenco de estrelas na construção do universo sonoro de Pivete Para dar vida à complexidade da narrativa de Pivete, a banda convocou colaboradores de peso que transitam entre a música, o ativismo, a literatura e as artes cênicas: Uma jornada musical por texturas e décadas O álbum é uma colagem de influências que vão desde o rock psicodélico e o grunge latino-americano até o stoner rock e o dub. Faixas como Eu Não Moro Mais Aqui dialogam com a sensibilidade de Tame Impala e Legião Urbana, enquanto Menino De Ouro flerta com o gingado brasileiro e guitarras carregadas no fuzz. A sonoridade nostálgica do rock dos anos 2000 também se faz presente em Revoada, contrastando com momentos experimentais como Gira Gira e o encerramento catártico de Cidade Baixa, que funciona como um coro de resistência.