Beck lança álbum de raridades com covers de Caetano Veloso e Daniel Johnston

Talvez você se lembre dele cantando sobre um coração partido na trilha sonora do filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Agora, essa gravação e outras raridades da discografia de Beck estão reunidas em um só lugar. Nesta sexta-feira (30), o músico disponibilizou nas plataformas digitais o álbum Everybody’s Gotta Learn Sometime. O projeto funciona como uma compilação de raridades, faixas lado B e covers que Beck executou ao longo dos anos, especialmente durante sua recente turnê orquestral. De Scott Pilgrim a Caetano Veloso entre as raridades de Beck O repertório é eclético e traz uma surpresa para os brasileiros: uma versão de Michelangelo Antonioni, canção de Caetano Veloso. O disco abre com a faixa-título (cover do The Korgis, de 2004) e segue com interpretações de clássicos de Elvis Presley (Can’t Help Falling in Love), John Lennon (Love) e The Flamingos (I Only Have Eyes for You). O universo indie e alternativo também marca presença com releituras de Hank Williams, Daniel Johnston (True Love Will Find You in the End) e a faixa Ramona, contribuição de Beck para a trilha do filme Scott Pilgrim contra o Mundo. Lançamento físico Enquanto a versão digital já pode ser ouvida, o formato físico chega às lojas em 13 de fevereiro. Aproveitando a proximidade com o Valentine’s Day (Dia dos Namorados nos EUA), o vinil será prensado na cor “vermelho opaco”.
Sepultura anuncia EP de despedida “The Cloud Of Unknowing”

O adeus do Sepultura não será feito apenas de memórias de palco. Enquanto a turnê Celebrating Life Through Death caminha para seus meses derradeiros, a banda confirmou que deixará um último registro de estúdio antes de encerrar as atividades. O grupo revelou o título de seu EP final: The Cloud Of Unknowing. O material físico (vinil exclusivo) será inicialmente disponibilizado como parte do pacote VIP da etapa norte-americana da turnê. Este será o único registro de estúdio da banda contando com o baterista Greyson Nekrutman, que assumiu as baquetas em fevereiro de 2024 após a saída de Eloy Casagrande. Gravação de The Cloud Of Unknowing foi espontânea O guitarrista Andreas Kisser já havia adiantado a existência dessas faixas. O material foi gravado de forma despretensiosa em Miami, logo após a participação da banda no cruzeiro 70000 Tons Of Metal em janeiro de 2025. Segundo Kisser, são quatro músicas originais, criadas sem a pressão de gravadoras ou prazos. “Foi muito espontâneo… Tínhamos um estúdio, algumas ideias e dissemos: ‘Ok, vamos fazer’. E foi ótimo. Sem pressão… Fizemos no nosso tempo, sem pressa. Por causa da ideia da turnê de despedida, podemos fazer isso também, nos desafiar artisticamente”, explicou o guitarrista. Grande final em São Paulo Além do EP, os olhares se voltam para outubro de 2026. A banda planeja o encerramento definitivo da carreira com um grande evento em São Paulo, descrito por Andreas como um “Sepul-fest”. A intenção é reunir a história viva da banda no palco. O convite está aberto a todos os ex-integrantes, incluindo os irmãos Max e Igor Cavalera, além de Jairo Guedz, Eloy Casagrande, Jean Patton e Roy Mayorga. “É totalmente irrelevante discutir o passado, quem está certo, quem está errado… Vamos tocar para os fãs, para nós mesmos, para nossas famílias. Eles serão convidados. Se quiserem fazer parte desta festa, são bem-vindos. Se não, tudo bem”, afirmou Kisser. Por que parar? Ao refletir sobre os 40 anos de estrada, Andreas reforça que a decisão de parar foi consciente para evitar a estagnação artística. “Um artista não pode estar na zona de conforto. Se você está lá, você está f*****, porque vai perder o contato com a realidade… É ótimo parar em um bom momento, sem brigas, sem um fator externo separando a banda. São nossos próprios termos.” Ainda não há data confirmada para a disponibilização do EP The Cloud Of Unknowing nas plataformas de streaming.
Dead Fish revela inéditas na versão deluxe de “Labirinto da Memória”

Às vezes, o que fica de fora da tracklist final de um disco é tão urgente quanto o que entra. Quase dois anos após apresentar o álbum Labirinto da Memória (2024), o Dead Fish decidiu abrir os arquivos daquela sessão de gravação. A banda capixaba disponibilizou nas plataformas de streaming a edição deluxe do trabalho, via gravadora Deck. O projeto expandido vai além de uma simples reedição: ele traz duas faixas inéditas, Entre o Fim e o Começo e Orbitando, além de quatro registros captados ao vivo. “Tragicamente atual para 2026” Produzidas por Rafael Ramos e Ricardo Mastria, as canções inéditas mantêm a pegada hardcore melódica que marcou o disco original. Segundo a banda, elas só ficaram de fora em 2024 por questões de fluxo narrativo do álbum. O vocalista Rodrigo Lima comenta que a faixa “Entre o Fim e o Começo” reflete sobre o esgotamento de recursos e a apropriação egoísta do conhecimento: “Entre o Fim e o Começo ficou pronta no fim das gravações e preferimos deixá-la de fora. Eu, pessoalmente, gosto bastante da letra e da música, é uma letra tragicamente atual para 2026”. Já sobre Orbitando, Lima explica que a música “bateu na trave”. “Ficou pronta antes de muitas que entraram. Gosto de tudo nela… mas acabou não encaixando no flow do álbum. É uma música muito forte, que ficou sem lugar”. Registro dos palcos de Labirinto da Memória Para completar o pacote, a edição deluxe inclui a energia da turnê que rodou o Brasil nos últimos dois anos. As faixas escolhidas para as versões ao vivo foram:
Matanza Inc lança o EP “Obscurantista” e consolida nova formação

O Matanza Inc decidiu olhar para frente da única forma que sabe: com volume alto e confronto. Nesta sexta-feira (30), a banda disponibilizou nas plataformas de streaming o EP Obscurantista, lançamento que sai via Monstro Discos. Este é o primeiro registro completo com a formação atual, capitaneada pelo compositor e guitarrista Marco Donida. Ao lado dele, estão Daniel Pacheco (vocais), Marcelo Albuquerque (baixo) e Marcos Willians (bateria). Peso e ironia ácida na Obscurantista O trabalho conta com cinco faixas: Marcha para Asmodeus, Presença Nefasta, Sangue na Festa, A Única Certeza e a faixa-título. Liricamente, o grupo mantém a tradição de Marco Donida: crítica social mordaz, ironia ácida e o retrato de um mundo em colapso. Musicalmente, a banda aprofunda a fusão de riffs agressivos com elementos de country, agora inseridos de forma mais orgânica. “O discurso permanece afiado, sustentado por letras que não buscam conforto, mas confronto… A proposta segue sendo a mesma: fazer barulho, provocar desconforto e refletir, de forma crua, o tempo em que se vive”, diz o material de divulgação. Obscurantista funciona como uma reafirmação de identidade, mostrando um Matanza Inc seguro de sua trajetória e longe de tentar apenas agradar aos nostálgicos. Ouça o EP na íntegra
Aerosmith anuncia “Legendary Edition” do álbum de estreia com mixagens inéditas e box de luxo

Se você acha que já ouviu tudo o que o Aerosmith tinha para oferecer sobre seus primeiros anos, Steven Tyler e Joe Perry têm uma novidade. Nesta sexta-feira (30), a banda anunciou o lançamento do projeto Aerosmith (Legendary Edition), previsto para chegar ao mercado em 20 de março de 2026 pela Capitol Records/UMe. Pela primeira vez, os membros fundadores decidiram apresentar sua visão “sem filtros” do clássico álbum de estreia de 1973 (aquele que tem Dream On e Mama Kin). Para isso, Tyler e Perry remixaram as fitas originais ao lado do produtor Zakk Cervini (blink-182) e Steve Berkowitz. O resultado é a 2024 Album Mix, que promete elevar a energia do material ao máximo. O que vem no pacote do Aerosmith Legendary? A coleção é robusta e feita para colecionadores. A versão mais completa, a Legendary Collector’s Edition (Box Deluxe 5LPs), inclui: “Mama Kin” renovada Para dar um gostinho do que vem por aí, a banda liberou a versão Mama Kin (2024 Mix). A faixa já está disponível nas plataformas digitais e mostra a intenção do projeto: soar mais cru, alto e visceral do que a mixagem original dos anos 70 permitia. Onde começou tudo Lançado originalmente em 5 de janeiro de 1973, o álbum homônimo foi gravado no Intermedia Studios, em Boston. Foi ali que a banda estabeleceu o molde de groove blues e riffs distorcidos que influenciaria o rock pelas cinco décadas seguintes. A pré-venda já está disponível na UMusic Store.
Opeth retorna a São Paulo com a turnê do conceitual The Last Will & Testament

Famílias disfuncionais, segredos dos anos 1920 e o retorno dos vocais guturais dão o tom da nova visita dos suecos ao país. Após a passagem pelo Monsters of Rock em 2025, o Opeth confirmou nesta sexta-feira (30) que trará sua turnê solo para o Brasil. A banda se apresenta no dia 6 de novembro (sexta-feira), no Espaço Unimed, em São Paulo. A venda de ingressos começa na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, a partir das 10h, pela Eventim. Um thriller em forma de disco O show promove o 14º álbum de estúdio do grupo, The Last Will & Testament. Vencedor do Grammy sueco em 2025, o trabalho é o primeiro disco totalmente conceitual da carreira da banda. A narrativa gira em torno da leitura do testamento de um patriarca recém-falecido, revelando traições e conflitos familiares. “Tenho me interessado bastante por família e pela ideia de que o sangue nem sempre é mais espesso que a água”, explica o líder Mikael Åkerfeldt. Musicalmente, o álbum marca um ponto de virada para os fãs antigos: é o registro que trouxe de volta os vocais guturais de death metal de Åkerfeldt, algo que ele havia abandonado em estúdio desde Watershed (2008). O disco conta ainda com a participação de Ian Anderson (Jethro Tull) como narrador e flautista. Formação e expectativa A banda chega com sua formação atual composta por Mikael Åkerfeldt (vocais/guitarra), Fredrik Åkesson (guitarra), Martin Mendez (baixo), Joakim Svalberg (teclados) e o baterista Waltteri Väyrynen. Esta será uma apresentação única no país, produzida pela Mercury Concerts. Opeth em São Paulo Preços:
Ian Gillan revela detalhes do novo álbum do Deep Purple

Aos 80 anos, Ian Gillan não apenas recusa a aposentadoria, como já planeja o próximo capítulo da humanidade. O vocalista confirmou nesta sexta-feira (30) que o Deep Purple está finalizando um novo álbum de estúdio, com lançamento previsto para junho de 2026. O trabalho será o sucessor de =1, lançado em julho de 2024. Em entrevista ao site Songwriting For Songwriters, Gillan adiantou que, embora o título ainda seja segredo, o conceito lírico já está definido e é surpreendentemente filosófico. Metamorfose otimista de Ian Gillan Segundo o cantor, as letras exploram uma ideia conceitual “bastante solta” sobre o fim da humanidade, mas longe de ser algo sombrio. “Na verdade, é muito otimista. É sobre a metamorfose da humanidade em um estado metafísico, nossa próxima encarnação”, explicou Gillan. “Ir para o escritório” Gillan também detalhou o processo criativo da banda, que permanece inalterado há décadas. O grupo se isola por cerca de dez dias e segue uma rotina rígida: começam ao meio-dia, param para o chá às 15h e encerram às 18h. “É como ir para o escritório… Os rapazes começam a tocar e é tudo improvisado. Basicamente, é uma jam de uma semana. De vez em quando, alguém acena para outra pessoa e diz: ‘Ok, vale a pena manter isso’”, conta. A formação atual conta com o guitarrista Simon McBride, que substituiu Steve Morse em 2022. Gillan afirma que a entrada de McBride rejuvenesceu o grupo, que soa “faminto” e “apertado” musicalmente. Aposentadoria Apesar da empolgação com o disco e com a turnê pelo Reino Unido agendada para novembro de 2026, o vocalista é realista sobre o futuro. Em conversa recente com a revista Uncut, ele revelou ter apenas 30% da visão, o que torna tarefas simples, como trabalhar no laptop, exaustivas. Sobre parar de tocar, a resposta foi direta: “Acho que a dignidade humana será o fator decisivo. Quando você começa a sair e constranger as pessoas com sua incapacidade de fazer o que fez a vida toda, então é hora de parar. Mas até esse momento chegar, estamos indo bem”.
Hayley Williams lança projeto Power Snatch ao lado de Daniel James

Quem esperava um descanso de Hayley Williams após o ciclo do elogiado álbum Ego Death At A Bachelorette Party (2025) se enganou. A vocalista do Paramore já está envolvida em outra empreitada musical. Nesta semana, a cantora revelou o projeto Power Snatch. A dupla é formada por Hayley e Daniel James, colaborador frequente que ajudou a coescrever e produzir grande parte do disco solo da cantora lançado no ano passado. “Assignment” e “DMs”, primeiros sons do Power Snatch A estreia da dupla aconteceu no programa Apple Music 1, onde apresentaram a faixa Assignment. A movimentação dos fãs, no entanto, revelou que o projeto já dava sinais de vida há meses. O perfil no Instagram @powersnatched mostra que a dupla compartilhou um trecho de música ainda em julho de 2025. Além disso, outra faixa completa, intitulada DMs, já pode ser ouvida no Bandcamp. Paramore x solo Em entrevista concedida em outubro de 2025, Hayley já havia sinalizado a necessidade de escoar sua criatividade fora da banda principal, explicando por que não era o momento de um novo disco do Paramore, mas sim de explorar outras vertentes. “Não era hora de fazer outro disco do Paramore, mas eu tinha muita m**** para dizer, então fiz o que fiz por mim mesma… O Paramore sempre terá seu tempo porque é apenas o que fazemos. Nós entramos e saímos disso. Nós nos ressentimos num minuto. Queremos usar roupas combinando no minuto seguinte.” Ainda não há informações sobre um álbum completo do Power Snatch, mas as faixas soltas indicam uma sonoridade crua e experimental. DMs de Power Snatch
“Lugar perigoso”: Brian May descarta retorno do Queen aos Estados Unidos

A relação histórica entre o Queen e os Estados Unidos parece ter chegado a um fim abrupto, pelo menos no que diz respeito aos palcos. Em entrevista publicada pelo jornal britânico Daily Mail, o guitarrista Brian May, hoje com 78 anos, indicou que fechou as portas para um possível retorno da banda à América do Norte. O motivo citado pelo músico não envolve logística ou desinteresse do público, mas sim segurança. “A América é um lugar perigoso no momento, então você tem que levar isso em conta… É muito triste porque sinto que o Queen cresceu na América e nós amamos lá, mas não é o que costumava ser. Todos estão pensando duas vezes antes de ir para lá no momento”, afirmou Brian May. O guitarrista não especificou quais aspectos considera inseguros, mas a declaração joga um balde de água fria nos fãs que esperavam ver a turnê Queen + Adam Lambert novamente em solo americano. Futuro dos palcos e saúde de Brian May Sobre quando a banda poderá voltar a se apresentar ao vivo em qualquer lugar, a resposta foi cautelosa: “Eu não sei quando o Queen voltará aos palcos, é uma incógnita. Vamos levar dia após dia”. A cautela tem justificativa. Recentemente, a esposa de May, a atriz Anita Dobson, comentou que o grupo não faria mais turnês de grande escala devido à idade avançada e questões de saúde. O histórico médico de Brian May nos últimos anos exige atenção: “Coisas que vocês não ouviram” Apesar do tom pessimista sobre viagens internacionais, May deixou uma porta aberta para novidades de estúdio. Ele mencionou que uma reconstrução do álbum Queen II está a caminho e sugeriu material inédito. “Nunca diga nunca sobre não voltar… e há algumas coisas que vocês não ouviram”, provocou.