Rodrigo Sha une afro-house e jazz em “O Que Move Você?”

Para quem acompanha o cenário eletrônico brasileiro que flerta com a organicidade dos instrumentos clássicos, o nome de Rodrigo Sha é um porto seguro de criatividade. O multi-instrumentista acaba de disponibilizar em todas as plataformas digitais o single O Que Move Você?, uma composição que funciona como uma jornada hipnótica por ritmos tropicais, jazz e as pistas de dança contemporâneas. O título e a alma da canção são uma homenagem direta ao Festival O Que Move Você?, que tomou conta da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, em abril de 2026. Na ocasião, Sha comandou a direção musical de todo o evento ao lado de Alfredo Del Penho, e a sinergia daquela experiência acabou transbordando para dentro do estúdio. Floresta, pistas e ancestralidade Musicalmente, a faixa é uma construção rica que amarra pontas aparentemente distantes. Rodrigo Sha gravou flautas, guitarras, linhas de baixo e sintetizadores, criando um diálogo constante entre o orgânico e o sintético. O arranjo transita de forma fluida por três territórios muito claros: Processo criativo Para dar liga a essa colagem sonora, Sha dividiu a composição e a produção com o talentoso produtor Van Nissenbaum, especialista em programações rítmicas e texturas eletroacústicas. Juntos, a dupla também incorporou samples vocais e gravações de áudio manipuladas que evocam a energia e o balanço da cultura africana. O resultado é um trabalho que não se prende a fórmulas de rádio, estendendo-se como um convite calmo e, ao mesmo tempo, dançante para o ouvinte se reconectar com seu próprio propósito de vida.
Produtor de Praia Grande vence concurso global e divide faixa com Cory Henry, vencedor do Grammy

Se alguém dissesse para o produtor musical Rafael Labate, morador de Praia Grande, que um dia ele dividiria os créditos de uma música e racharia os royalties de gravação meio a meio com um dos maiores tecladistas de jazz e funk do planeta, ele provavelmente daria risada. Mas a realidade do underground e a persistência de quem faz música no quarto acabam de provar que não existem limites para o talento caiçara. Rafael foi anunciado o grande vencedor internacional da categoria “Best Production (Remix)” no concurso Jam Sessions: Cory Henry Edition, promovido pela plataforma Moises. Ele competiu com centenas de produtores do mundo inteiro e teve sua releitura da faixa inédita Dance escolhida a dedo pelo próprio Cory Henry, lendário tecladista (ex-Snarky Puppy) e vencedor de cinco prêmios Grammy. Lançamento oficial A vitória de Rafael Labate carrega uma daquelas coincidências que parecem escritas pelo destino. Anos antes de vencer o concurso através da tecnologia, o produtor morou em Atlanta, nos Estados Unidos, onde frequentava os shows de Cory Henry como fã de carteirinha. Em uma dessas apresentações, Rafael conseguiu falar com o ídolo e colher um autógrafo em um disco de vinil. Corta para o presente: hoje, a releitura que Rafael produziu em seu home studio no litoral paulista será lançada oficialmente nas plataformas digitais por Cory Henry, com o brasileiro recebendo crédito de artista e participação igualitária de 50/50 nos direitos da gravação. “O concurso me permitiu fazer o que faço desde a adolescência, mas em um nível que eu nunca imaginei. Minha versão de ‘Dance’ preservou a essência do Cory, mas sob a ótica do reggae, que é a minha especialidade. Saber que um produtor brasileiro, trabalhando em um estúdio caseiro, agora tem seu nome ao lado de um vencedor de cinco Grammys é algo que ainda estou processando”, conta Rafael. Toque de reggae que conquistou o mestre do jazz A missão não era fácil: reimaginar uma música inédita composta por Cory Henry, conhecido por sua sofisticação harmônica extrema no teclado Hammond e sintetizadores. Rafael decidiu trazer a faixa para a praia, aplicando a batida arrastada, as linhas de baixo marcantes e a pulsação do reggae, ritmo que ele estuda e produz na Baixada Santista há anos. A audácia de misturar o jazz refinado com o balanço do litoral chamou a atenção dos jurados — que incluíram professores da prestigiada universidade de música Berklee College of Music e especialistas do mercado em Paris. O veredito final, contudo, veio do próprio Cory Henry: “O que mais me impressionou na versão do Rafael foi como ele traduziu a alma da música para o universo do reggae. Existe um fio condutor muito forte entre o gospel e o reggae, e ele capturou isso perfeitamente através das texturas do órgão Hammond. Saber que ele já acompanhava meu trabalho em Atlanta e que agora estamos lançando uma faixa juntos mostra que não existem fronteiras para a música”, celebrou Cory. Tecnologia como instrumento criativo O concurso foi viabilizado pela Moises, plataforma que utiliza inteligência artificial para auxiliar músicos e que, curiosamente, também foi fundada por brasileiros. A inteligência artificial, no caso, funcionou como a ponte técnica para isolar os canais e permitir que um artista independente na Baixada Santista pudesse “tocar junto” com um gigante internacional de igual para igual. Além de Rafael Labate, o Brasil também marcou presença na grande final com a baixista paulistana Helena Cruz, provando a força do nosso país no cenário musical e tecnológico de ponta.
Vida adulta e família moldam o visceral “Co.War.Dice.”, novo álbum do Marmozets

Quem acompanhou a explosão do rock alternativo e do post-hardcore britânico na década passada sabe o impacto que o Marmozets causou com sua mistura caótica de riffs matemáticos e vocais explosivos. Após um longo silêncio que se arrastava desde o elogiado Knowing What You Know Now (2018), o quinteto lançou na última sexta-feira (22) o seu terceiro álbum de estúdio, intitulado Co.War.Dice. O novo trabalho não tenta apenas replicar a fúria juvenil do passado; ele reflete a maturidade de uma banda que aprendeu a canalizar sua energia em canções mais diretas, melódicas e estruturadas, sem perder a pegada agressiva que sempre foi sua marca registrada. Nova dinâmica familiar do Marmozets A semente de Co.War.Dice começou a brotar longe dos palcos caóticos. A vocalista Becca Bottomley e seu marido, o guitarrista Jack Bottomley, tornaram-se pais e se estabeleceram em uma rotina mais pacata. Foi durante uma jam descompromissada na sala de casa, em uma noite de sexta-feira, que o casal escreveu New York, a primeira composição inédita do grupo em anos e o estopim para a reunião da banda. O projeto continuou sendo um verdadeiro “negócio de família”. O irmão de Becca, Josh Macintyre (bateria), ajudou a lapidar as primeiras demos em casa. Já o outro irmão, Sam Macintyre, assumiu o baixo após a saída amigável do membro original Will Bottomley. Essa nova configuração trouxe um espaço criativo inédito para o grupo, que buscou inspiração no punk clássico do The Cramps e na esquisitice eletrônica do Devo. Para garantir o peso ideal, eles recrutaram o produtor Johnathan Gilmore (conhecido por seus trabalhos impecáveis com Nothing But Thieves e Biffy Clyro). “Este é um álbum que reflete sobre o estado do nosso mundo e uma promessa a nós mesmos de deixá-lo em um lugar melhor. Talvez nunca causemos um grande impacto, mas só podemos tentar. Escolhemos um final feliz”, reflete Becca Bottomley.
Ecca Vandal lança álbum de estreia gravado em quarto de infância

Se você está cansado de lançamentos previsíveis e fórmulas de algoritmo, a sua nova obsessão musical acaba de ganhar nome, sobrenome e um disco de estreia avassalador. A cantora e compositora Ecca Vandal lançou pelo prestigiado selo Loma Vista Recordings o álbum Looking For People To Unfollow. O trabalho é a perfeita tradução do caos controlado: um disco calcado no punk rock, mas que não tem o menor medo de colidir com o hardcore, o jazz, o reggaeton e até batidas tradicionais de bhangra indiano. Manifesto da desconexão digital O conceito do álbum está diretamente ligado à forma como ele foi concebido. Cansados da pressão constante por métricas, redes sociais e a necessidade de “permanecer visível” no feed, Ecca e o produtor Richie Buxton tomaram uma decisão radical: desligaram os celulares e isolaram-se por quase dois anos no quarto de infância de Richie. Com uma internet dolorosamente lenta que impossibilitava o uso de redes sociais, o quarto virou um universo particular e livre de expectativas mercadológicas. “Nós eliminamos tudo o que não nos servia. Aquele pequeno quarto acolheu todo o nosso caos e toda a nossa clareza. Um pequeno espaço onde podíamos brincar e experimentar como adolescentes novamente. Queríamos celebrar o formato longo, a ideia de um álbum como uma obra completa de arte”, revela Ecca. Do treinamento de jazz à fúria de Fugazi A bagagem de Ecca Vandal explica sua versatilidade sem limites. Nascida em uma família de origem cingalesa na África do Sul e criada na Austrália, ela cresceu ouvindo soul, gospel e música do sul da Índia. Mais tarde, recebeu treinamento formal de jazz no Victorian College of the Arts. Foi na faculdade de música que alguns colegas lhe apresentaram a fúria e o experimentalismo de Radiohead, Fugazi, Pixies e Björk. Esse choque estético mudou sua percepção sobre a expressão de sentimentos na música. Para Ecca, a lendária Billie Holiday e Ian MacKaye (do Fugazi) carregam exatamente a mesma urgência e expressividade vocal. Essa colisão de mundos transborda no disco. Faixas como Eyes Shut e Dance in Debt trazem guitarras estridentes de skate rock e a fúria do d-beat, enquanto a colossal Do it Anyway constrói um hino de libertação feminina em cima de uma batida pesada de reggaeton. Conquistando as arenas do mundo Se você ainda não ouviu falar dela, as maiores bandas do planeta já ouviram. Ecca Vandal e sua banda de apoio já excursionaram ao lado de gigantes como Queens of the Stone Age, IDLES, The Prodigy e, recentemente, fizeram barulho no festival Coachella. Atualmente, ela está na estrada como show de abertura oficial dos shows do Deftones e do Limp Bizkit e, em breve, embarca para uma maratona de festivais de verão na Europa, incluindo os icônicos Rock am Ring (Alemanha), Roskilde (Dinamarca) e Pinkpop (Holanda). No fim de 2025, aliás, foi uma das atrações de abertura do show do Limp Bizkit no Allianz Parque, em São Paulo.
Santista Balara divide os vocais com Jorge Vercillo no single “Algo Me Diz”

Na música popular brasileira, o caminho mais comum costuma ser o artista da nova geração gravando ou regravando clássicos de grandes mestres consagrados. Porém, o cantor e compositor santista Luccas Trevisani, mente criativa por trás do projeto Balara, acaba de inverter essa lógica de mercado. O ícone da MPB Jorge Vercillo se encantou pela sensibilidade de uma composição de Luccas e o convidou para registrar a canção em um dueto inédito. A faixa escolhida foi Algo Me Diz, que acaba de chegar às plataformas digitais acompanhada de um videoclipe intimista, gravado na residência de Vercillo, no Rio de Janeiro. Reconhecimento de Jorge Vercillo Jorge Vercillo, dono de hits imortais como Monalisa, Ela Une Todas as Coisas e Homem Aranha, não poupou elogios ao talento do músico santista. Para o veterano, a canção tem uma força melódica e lírica rara na produção atual. “O que me chamou atenção foi principalmente esse mote, Algo Me Diz. Isso abre muitas possibilidades, deixa em aberto muitas questões e é muito instigante. A letra é muito boa, a melodia é muito boa. Senti que o Balara é um artista completo. Não só como letrista e melodista, toca um violão muito rico, muito bom, mas também é um excelente intérprete”, exalta Vercillo. Força do independente Mesmo atuando de forma totalmente independente, o Balara tem construído uma base sólida de fãs ao redor do mundo. O projeto já soma mais de 700 mil ouvintes mensais no Spotify e ultrapassou a marca de 47 milhões de execuções globais. Inclusive, a faixa Algo Me Diz já havia demonstrado seu poder de conexão com o público em versões anteriores, acumulando mais de 20 milhões de plays. Para Luccas Trevisani, ter a sua assinatura como compositor validada por um de seus ídolos é o maior prêmio de sua trajetória. “Ter o Jorge Vercillo escolhendo e gravando uma música minha é algo muito significativo. Ser reconhecido por um dos maiores artistas da MPB de todos os tempos é uma grande honra e também um sinal de que estou no caminho certo. É uma validação artística que me motiva ainda mais a seguir criando”, revela o compositor. Sintonia fina entre MPB, pop e reggae Produzida com extrema elegância, Algo Me Diz equilibra a sofisticação harmônica da MPB tradicional com a leveza do pop solar contemporâneo, flertando sutilmente com o reggae. É um som que transmite frescor, calma e otimismo. O videoclipe traduz essa mesma organicidade. Gravado em clima descontraído na casa de Vercillo, o registro visual foca na interação real dos músicos, mostrando a fusão da voz suave do anfitrião com a interpretação visceral de Luccas, amparados por arranjos de violão de nylon muito bem desenhados.
Fito Páez celebra a vida e lança o álbum de renascimento “Shine”

Há artistas cuja vida corre em paralelo com a própria intensidade de suas composições. Para o mestre argentino Fito Páez, um dos maiores nomes da história do rock latino-americano, o ano de 2025 guardou um de seus capítulos mais dramáticos e, ao mesmo tempo, transformadores. No início de setembro do ano passado, Fito sofreu um grave acidente doméstico que resultou na fratura de nove costelas, exigindo uma cirurgia complexa e meses de repouso absoluto. Dessa temporada forçada de silêncio e reflexão nasceu Shine, o seu mais novo álbum de estúdio que acaba de chegar às plataformas digitais, além de edições físicas em CD e vinil. Composto por 13 faixas inéditas, o disco funciona como um verdadeiro manifesto de resiliência e um agradecimento por estar vivo, lúcido e ativo. Retorno à essência analógica dos anos 70 Em Shine, Fito Páez deixa de lado as produções excessivamente digitais para abraçar o calor do rock n’ roll clássico, do R&B e da soul music. O álbum é um combate direto ao entorpecimento social e à alienação tecnológica atual, defendendo o valor do abraço, das relações fraternas e da amizade real. O silêncio do período de recuperação física e espiritual do músico é traduzido de forma belíssima na estrutura do álbum. Três peças instrumentais, que funcionam como abertura, interlúdio e encerramento, com Fito sozinho ao piano, pontuam a obra. Cada uma delas termina com um sussurro: “Hablame” (Fale comigo), como um apelo por conexão humana após o isolamento. Faixa a faixa: as histórias de “Shine”
Lemuriano lança o solar e poético EP “Dança da Maré”

O cantor, compositor e poeta fluminense Lemuriano acaba de lançar o EP Dança da Maré, um projeto autoral de seis faixas que nasceu de uma circunstância delicada: uma condição de saúde impediu o artista de passar longos períodos sob o sol. Em vez de se deixar abater pela distância da areia, Lemuriano decidiu criar seu próprio litoral particular dentro do estúdio, usando a música e a poesia como seu refúgio solar. O resultado é um trabalho que transborda calor, afeto e reflexões sinceras sobre amadurecimento e superação. Mistura nostálgica A sonoridade de Dança da Maré é um abraço quente em quem cresceu ouvindo o rádio nas décadas de 1990 e 2000. O EP equilibra guitarras marcantes com letras poéticas que conversam diretamente com o ouvinte, como define o próprio artista: “O instrumento que devemos saber tocar é o coração das pessoas”. O repertório passeia por diferentes dinâmicas e cores: Parcerias de respeito: de Hermínio Bello de Carvalho a Tuca Mei Lemuriano é um artista que transita com facilidade pela rica história da nossa música. Em 2024, ele levou aos palcos o lendário Hermínio Bello de Carvalho (parceiro de Pixinguinha, Cartola e Chico Buarque). Os dois assinam juntos a canção Dia Sim, Dia Não, consagrada na voz de Simone e que agora ganha uma roupagem inédita nos shows da turnê de Lemuriano. Outro grande momento do EP é a faixa Praia Azul, uma colaboração delicada com a cantora e compositora Tuca Mei, que traz ainda mais doçura ao projeto. O disco conta com a co-produção e mixagem de Elísio Freitas e masterização de Alexandre Rabasso.
Hot Water Music confirma show histórico no Hangar 110 e mais três cidades em 2027

Poucas bandas conseguem carregar trinta anos de história nas costas com a mesma fúria, honestidade e paixão do Hot Water Music. E para a alegria dos órfãos do post-hardcore e do punk melódico dos anos 90, o grupo liderado por Chuck Ragan e Chris Wollard confirmou cinco apresentações no Brasil, incluindo duas datas no lendário Hangar 110, no Bom Retiro em São Paulo. A turnê traz ao país a divulgação do elogiado álbum Vows (2024), trabalho que provou que os veteranos da Flórida continuam muito distantes de qualquer tom de despedida. Vitalidade de “Vows” Lançado para celebrar as três décadas de estrada da banda, Vows foi recebido pela crítica internacional como um dos registros mais vigorosos da fase recente do grupo. O trabalho mantém intactas as marcas registradas do Hot Water Music (como a cozinha pesada e as guitarras entrelaçadas), mas injeta um frescor absurdo graças a participações de nomes como integrantes do Turnstile, Thrice, The Interrupters e Dallas Green (Alexisonfire/City and Colour). No palco, a tradicional formação com Chuck Ragan (voz e guitarra), Wollard (guitarra e voz), Jason Black (baixo) e George Rebelo (bateria) ganha o reforço de Chris Cresswell (vocalista do The Flatliners), que estabilizou as turnês da banda nos últimos anos com sua presença enérgica de palco. Conexão forjada no underground raiz A relação entre o público brasileiro e o Hot Water Music é especial. Ela foi construída muito antes da era do streaming fácil e dos algoritmos. Fomos fisgados nos anos 90 e 2000 por meio de discos importados que passavam de mão em mão, downloads demorados no Soulseek, blogs independentes e zines xerocados. É por isso que hinos como Trusty Chords, Remedy, Wayfarer e Rooftops ganharam um status quase espiritual por aqui. Cantar essas letras espremido na grade do Hangar 110 promete ser uma das experiências mais catárticas de 2027. A agenda brasileira terá cinco apresentações: Rio de Janeiro/RJ em 15 de junho, no Experience, seguindo para Florianópolis/SC no dia 17/07, no Desgosto. Curitiba/PR recebe o Hot Water Music dia 18/07, no Basement Cultural, e depois vem as duas datas em São Paulo/SP, ambas no lendário Hangar 110: 19/07, já esgotada, e 20 de junho. SERVIÇO Hot Water Music no Rio de Janeiro Data: 15 de junho de 2027 Local: Experience Music Endereço: rua Riachuelo, 20 – Lapa, Rio de Janeiro/RJ Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/HOT-WATER-MUSIC-NO-RIO-DE-JANEIRO Hot Water Music em Florianópolis Data: 17 de junho de 2027 Local: Desgosto Bar Endereço: rua Padre Roma, 174 – Centro, Florianópolis/SC Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/HOT-WATER-MUSIC-EM-FLORIANOPOLIS Hot Water Music em Curitiba Data: 18 de junho de 2027 Local: Basement Cultural Endereço: rua Desembargador Benvindo Valente, 260 – São Francisco, Curitiba/PR Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/HOT-WATER-MUSIC-EM-CURITIBA Hot Water Music em São Paulo Data: 19 de junho de 2027 Local: Hangar 110 Endereço: rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro, São Paulo/SP Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/HOTWATER-MUSIC-NO-HANGAR-110-2027 – ESGOTADO! Hot Water Music em São Paulo – data extra Data: 20 de junho de 2027 Local: Hangar 110 Endereço: rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro, São Paulo/SP Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/HOT-WATER-MUSIC-EM-SAO-PAULO-DATA-EXTRA
Di Ferrero lança o aguardado álbum “SE7E”

Há momentos na carreira de um artista em que os ciclos pessoais e profissionais se alinham perfeitamente. Para Di Ferrero, esse momento é agora. O cantor acaba de disponibilizar nas plataformas digitais o álbum SE7E, um trabalho que reúne os singles de seus últimos EPs a três faixas inéditas, consolidando a fase mais autêntica e madura de sua caminhada solo. Muito além de uma simples coleção de músicas, SE7E carrega um forte conceito místico e visual. E para nós, da Baixada Santista, o disco traz um sabor ainda mais especial devido às participações de figuras históricas do nosso rock de praia. Astrologia Um dos detalhes mais curiosos dos bastidores de SE7E é a influência da família de Di na concepção do cronograma. Sua mãe, que o acompanhava desde o início do NX Zero, formou-se em astrologia recentemente. Juntos, mãe e filho usaram a ciência dos astros para escolher a dedo as melhores datas de lançamento para cada etapa do projeto. Essa atmosfera mística transborda para a identidade visual do disco, criada por cccaramelo sob direção de Bruno Zampoli. O céu, as constelações e o tom azul profundo abraçam a capa e contracapa, funcionando como símbolos de transição e recomeço. >> LEIA ENTREVISTA COM DI FERRERO “O SE7E foi muito transformador. Estou em uma fase de crescimento, me permitindo viver coisas que antes eu não podia, e isso acaba despejado nas minhas composições”, revela Di Ferrero. As três inéditas do álbum As novidades do repertório mostram Di Ferrero explorando diferentes dinâmicas emocionais: DNA santista no disco Se7e Para quem é fã do rock feito na Baixada, SE7E é um prato cheio. Di Ferrero recrutou velhos parceiros de estrada para somar ao álbum. O guitarrista e parceiro de NX Zero, Gee Rocha, divide as cordas com o virtuoso Matheus Asato na releitura de Azul (Oceano). Para coroar a conexão com o litoral, o lendário guitarrista do Charlie Brown Jr., Thiago Castanho, marca presença na energética Então volta. A soma desses nomes traz aquela pegada orgânica de guitarra que consagrou o rock dos anos 2000 direto para 2026.