Coletânea “O Pop é Punk: 00s” encerra projeto com hits de Sandy & Junior e Skank

A coletânea O Pop é Punk: 00s chegou às plataformas digitais pela Grudda Records, encerrando um ciclo de lançamentos iniciado em 2023 que revisitou a música brasileira desde os anos 60. O projeto, idealizado por Felipe Medeiros, reuniu 27 artistas independentes de diversas regiões do país para dar uma cara nova, e muito mais rápida, a hits que tocaram à exaustão nas rádios e trilhas de novelas da década de 2000. O que tem no disco? A proposta é transformar o “chiclete” pop em distorção e velocidade. Entre as faixas que ganharam versões aceleradas estão: Além disso, a coletânea não tem medo de arriscar, trazendo releituras inesperadas como Quando Você Passa (Turu Turu), de Sandy & Junior, e Borboletas, da dupla Victor & Leo. Estética Blink-182 na coletânea O Pop é Punk: 00s Como encerramento da série, a capa não poderia ser mais emblemática: uma homenagem direta ao álbum Take Off Your Pants and Jacket, do Blink-182, um dos maiores ícones do pop punk mundial nos anos 2000. A arte, assinada por Paulinho Tscherniak, sela o tom da coletânea, que é, acima de tudo, uma celebração da cultura pop daquela época.

Nando Reis e Marisa Monte lançam versão camerística de “Pra Você Guardei o Amor”

A história musical entre Nando Reis e Marisa Monte é uma das mais duradouras e bem-sucedidas do Brasil, mas, curiosamente, eles ainda não tinham uma gravação oficial em dueto de um de seus maiores hinos. Isso acaba de mudar: a nova versão de Pra Você Guardei o Amor já está disponível em todas as plataformas de música. O projeto, que conta com a regência do maestro André Bachur, foge da obviedade do violão acústico e aposta em uma formação camerística refinada. O arranjo traz camadas inusitadas para uma canção pop, incluindo oboés, trompas, harpa, cello e marimba, criando uma textura sonora que o próprio Nando descreve como “atípica, mas muito interessante”. Conversa de duas vozes A produção da faixa foi um trabalho a quatro mãos. Segundo Nando, a ideia de gravar em duas vozes já existia desde a concepção original da música, mas só agora o arranjo permitiu essa “conversa” completa entre os dois. “A gente resolveu fazer algumas coisas diferentes e outras iguais. O violão segue sendo a estrutura básica, mas a instrumentação é muito diferente. Tem uma dinâmica linda das nossas vozes cantando juntas, as intensidades e os alívios”, comenta Marisa Monte sobre o processo. Onde tudo começou na parceria de Nando Reis e Marisa Monte Vale lembrar que essa parceria transcende o estúdio. Ambos construíram uma cumplicidade artística rara nas últimas décadas, marcada por composições icônicas e um respeito mútuo que fica evidente na forma como dividem o espaço na nova gravação. A versão de 2026 de Pra Você Guardei o Amor soa menos como uma “música de rádio” e mais como um encontro entre velhos amigos que se conhecem o suficiente para se ouvirem em silêncio durante uma performance.

Gustavo Spínola lança o segundo volume do projeto “Do Acaso ao Cais”

O encontro, que era puro acaso no primeiro volume, agora ganha raízes e memórias. O músico e compositor Gustavo Spínola acaba de disponibilizar em todas as plataformas o EP Do Acaso ao Cais – Volume 2. O trabalho dá sequência à trilogia que compõe seu novo álbum, revelando uma face ainda mais íntima e colaborativa de sua produção autoral. Se o primeiro volume apresentou a proposta, este segundo movimento foca na força dos laços. Em Canva, Gustavo promove um encontro geracional dentro de casa: a faixa conta com a participação especial de seus dois filhos, transformando a música em um registro tátil de afeto e continuidade. Diálogos e paisagens poéticas O EP segue com Vida Coração, um dueto sofisticado com Verônica Ferriani. A interpretação compartilhada traduz uma cumplicidade rara, onde o silêncio e a melodia ocupam espaços equilibrados. O encerramento fica por conta de Sob os Dormentes, canção que reafirma o caráter reflexivo e telúrico do projeto, conduzindo o ouvinte por uma paisagem sonora que o mestre Guinga definiu como de uma “brasilidade muito grande”. Reconhecimento dos mestres A obra de Gustavo tem sido um alento para os ouvidos mais atentos. Além de Guinga, nomes como Rosa Passos e Pedro Mariano têm tecido elogios à clareza de seu timbre e ao cuidado quase artesanal de seus arranjos. Segundo Pedro Mariano, Do Acaso ao Cais é MPB na sua mais pura essência.

Paul McCartney lança álbum The Boys of Dungeon Lane

Após um hiato de mais de cinco anos em seus lançamentos solo, o eterno beatle Paul McCartney apresentou The Boys of Dungeon Lane, um álbum que se autodefine como a “história antes da história”. Uma viagem à Liverpool do pós-guerra Mais do que um simples conjunto de canções, o novo trabalho é uma coleção de memórias íntimas. Com foco total na introspecção, McCartney abre o baú de recordações e compartilha passagens que nunca haviam sido reveladas ao público. O álbum transporta o ouvinte para a Liverpool da década de 1950, descrevendo com uma franqueza rara: A rotina e a resiliência de seus pais no pós-guerra; Os primeiros acordes e aventuras compartilhadas com John Lennon e George Harrison; A vida cotidiana muito antes da explosão da beatlemania. Vulnerabilidade e legado The Boys of Dungeon Lane mostra um Paul McCartney em estado de espírito sincero e reflexivo. Ao revisitar os alicerces de sua formação, o artista explora o que moldou não apenas sua vida, mas também a base da cultura popular moderna. É, sem dúvida, o projeto mais pessoal e transparente de toda a sua trajetória.

Violet Grohl mergulha na nostalgia do rock alternativo em álbum de estreia

A cantora e compositora Violet Grohl lançou o seu álbum de estreia, Be Sweet To Me. Composto por 11 faixas, o projeto é um tributo sonoro ao final dos anos 1980 e início dos anos 1990, um período que a artista descreve como autêntico e cru. Referências e atmosfera de Violet Grohl O disco é uma colagem de influências que moldaram o gosto musical de Violet desde a infância. Na sonoridade do álbum, é fácil identificar ecos de nomes fundamentais do rock alternativo e grunge, como Pixies, Soundgarden, Cocteau Twins, The Breeders, PJ Harvey, Björk, Alice in Chains, L7 e Juliana Hatfield. Segundo a artista, o objetivo foi capturar a mensagem e o visual de uma época que considera poderosa. “Existe algo muito autêntico na música daquele tempo”, comenta. Influências cinematográficas Além da música, Be Sweet To Me traz uma carga visual e narrativa fortemente influenciada pelo cinema. Fã confessa da obra de David Lynch, Violet transpôs essa estética para as suas composições. Um dos exemplos mais claros é a faixa What’s Heaven Without You, que explora contornos impressionistas e nasceu de sentimentos melancólicos após os incêndios em Altadena, Los Angeles. O resultado é um trabalho cinematográfico que consegue ser, ao mesmo tempo, uma homenagem ao passado e uma afirmação da identidade artística atual de Violet Grohl.

Supergrupo mineiro Capsula une membros do Skank e Penélope no single “Dopamina”

O supergrupo Capsula lançou o seu primeiro single, Dopamina, via OneRPM. A banda reúne figuras carimbadas do mainstream e do indie nacional: Érika Martins (voz, ex-Penélope), Fernando Americano (guitarra, ex-thesurfmotherfuckers e Penélope), Haroldo Ferretti (bateria, ex-Skank) e Lelo Zaneti (baixo, ex-Skank). Conexão de estúdio nas montanhas de Nova Lima O início da banda se deu de forma quase acidental, típica dos encontros orgânicos de Belo Horizonte. Um almoço de família e conexões informais entre vizinhos e músicos que frequentavam os mesmos círculos há décadas, mas que nunca haviam dividido um estúdio, geraram o convite simples: “vamos fazer um som?”. Em vez de correr para o estúdio comercial, os quatro integrantes decidiram trabalhar em silêncio. Durante um ano inteiro, o quarteto se reuniu de forma descompromissada no Estúdio Bamboo, espaço montado na casa do baterista Haroldo Ferretti, cercado pelas montanhas de Nova Lima (MG). Longe das pressões do mercado, eles passaram noites e madrugadas desmontando, experimentando timbres e reconstruindo arranjos. O foco do grupo foi preservar a crueza dos instrumentos gravados por mãos humanas, abraçando as imperfeições naturais que dão alma ao rock de garagem. Crônica digital de “Dopamina” O resultado dessa calmaria é uma sonoridade madura que caminha entre o pop rock, o pós-punk, o dub e o reggae. O primeiro cartão de visitas dessa fase, Dopamina, é uma verdadeira crônica da exaustão urbana contemporânea. Liricamente, a faixa aborda a nossa ansiedade digital, a hiperconexão, as relações líquidas e a dependência química que desenvolvemos pelas notificações e validações instantâneas dos ecrãs de nossos telemóveis. É o balanço perfeito entre a cozinha rítmica clássica de Haroldo e Lelo, as texturas espaciais das guitarras de Fernando e a interpretação densa e magnética que sempre foi marca de Érika Martins.

Greta Van Fleet resgata as origens em novo single, Play Your Games

O Greta Van Fleet deu início a uma nova fase em sua trajetória. Após realizar uma performance intimista no Bowery Ballroom, em Nova Iorque, o grupo vencedor do Grammy lançou o single e o videoclipe Play Your Games, a primeira amostra oficial de um material inédito desde que a banda decidiu se afastar dos holofotes para compor. Retorno à crueza Diferente de seus trabalhos mais recentes, que exploravam arranjos complexos e uma sonoridade expansiva, Play Your Games aposta na irreverência. O som é o resultado de uma imersão no Tennessee ao lado do produtor Mike Elizondo, conhecido por trabalhos com Fiona Apple e Turnstile. A música foi resgatada de uma demo dos arquivos da banda, capturando a essência dos anos de formação do grupo em Frankenmuth. Para Jake Kiszka, guitarrista da banda, o tema central é simples: “É sobre essa bela natureza de aproveitar um momento”. Estética e universo visual O lançamento é acompanhado por um videoclipe oficial dirigido pela Moonbase, que expande o universo visual da banda. O vídeo reflete a atitude afiada da música, consolidando o que parece ser uma era mais “indomável” do quarteto. Assista ao videoclipe

Moreno Veloso e Domenico Lancellotti trazem cumplicidade musical ao festival O Som das Palafitas

No próximo dia 3 de junho, a partir das 15h, o Instituto Arte no Dique, em Santos, será palco de um encontro marcado pela amizade e pela sofisticação sonora. Moreno Veloso e Domenico Lancellotti, parceiros de longa data na música brasileira contemporânea, apresentam um show exclusivo e gratuito dentro da programação do festival O Som das Palafitas 2026. Amizade que virou música Conhecidos desde a infância, Moreno e Domenico construíram uma trajetória compartilhada que atravessa projetos icônicos como Orquestra Imperial, banda da Partimpim e o projeto +2. No palco do Arte no Dique, o formato será intimista e orgânico: voz, violão, guitarra e percussão se entrelaçam para revisitar memórias e composições que ajudaram a moldar a música brasileira das últimas décadas. “A presença deles aqui no festival é muito significativa para os nossos jovens alunos, que terão contato com a qualidade musical desses artistas como instrumentistas, compositores e produtores”, afirma Zé Virgílio, diretor do Instituto Arte no Dique. Transformação social e cultura O Festival O Som das Palafitas vai muito além do entretenimento. O evento acontece em um momento histórico para o Dique da Vila Gilda, coincidindo com grandes investimentos da Sabesp em infraestrutura e saneamento na região (R$ 241 milhões no total, com R$ 30 milhões dedicados à comunidade local). A iniciativa reforça a ideia de que o investimento em cultura caminha de mãos dadas com a dignidade, o pertencimento e o desenvolvimento social. Programe-se Festival O Som das Palafitas 2026 O festival, que já recebeu nomes como Seu Jorge e Alice Caymmi este ano, segue consolidando a Baixada Santista como um ponto estratégico para grandes encontros culturais nacionais. Em agosto, a programação continua com show do cantor Rael. O projeto é realizado pelo Governo Federal, via Lei Rouanet, e apresentado pela Sabesp.

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival 2026 traz Larkin Poe e Stanley Jordan; confira lineup

Entre os dias 4 e 7 de junho de 2026, Rio das Ostras (RJ) se consolida novamente como o epicentro da música instrumental no Brasil. A 22ª edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival promete um feriadão de Corpus Christi intenso, com mais de 30 atrações distribuídas em cinco palcos espalhados pela cidade. Com uma expectativa de público entre 100 e 130 mil pessoas, o evento mantém sua marca registrada: ser um dos maiores festivais de jazz e blues do mundo com acesso totalmente gratuito. Line-up A curadoria deste ano reforça a diversidade estética, equilibrando nomes consagrados do jazz fusion e blues com novos expoentes. Entre os destaques internacionais, teremos: A cena nacional não fica atrás, com encontros potentes como Guinga & Marcel Powell (tributo a Baden Powell), Dudu Lima & Wagner Tiso, Afrojazz e Bixiga 70. Por que ir? Além da excelência artística, o festival transforma Rio das Ostras em um grande palco a céu aberto. O impacto vai além da música: o evento injeta cerca de R$ 9 milhões na economia local, movimentando toda a rede de hospitalidade e serviços do município. Destaques da programação Serviço