Renan Barbosa transforma as segundas-feiras em espaço para a música no projeto “Segunda Sonora”

Toda segunda-feira, ao meio-dia, Renan Barbosa publica uma nova interpretação acústica em suas redes sociais. Batizado de “Segunda Sonora”, o projeto começou em novembro de 2025 como uma resposta do cantor e compositor paraibano a uma questão comum aos artistas independentes: como manter presença constante nas redes sociais sem transformar a própria rotina em conteúdo? A solução encontrada foi voltar ao próprio ofício. Em vez de vídeos sobre o cotidiano ou conteúdos guiados pelas tendências do momento, Renan decidiu cantar. Ao lado do diretor musical e violonista Kaneo Ramos, parceiro de trabalho há mais de uma década, grava semanalmente uma música ao vivo, sem revelar antecipadamente qual será a escolha. Os registros são realizados pela equipe da Rosa de Todos os Ventos. Apesar de produzidos em estúdio, os vídeos procuram preservar características de uma apresentação ao vivo. Renan e Kaneo optaram por não perseguir uma execução excessivamente corrigida, privilegiando a interpretação e as emoções do momento. “O resultado são registros mais próximos do ouvinte, em que voz, sentimento e canção ocupam o centro da experiência”, explica Kaneo. O repertório ajuda a mostrar a amplitude da proposta. O “Segunda Sonora” já passou por “Anos Dourados”, de Tom Jobim e Chico Buarque, e “Alvejante”, de Céu Maia, além de composições autorais e músicas escritas especialmente para a voz de Renan. Em junho, o violão deu lugar à sanfona de Cleber Silveira em uma sequência dedicada ao forró. Para outubro, estão previstas gravações em formato de voz e baixo acústico. A variedade acompanha a própria trajetória do cantor. Nascido em Campina Grande, Renan tem no forró e na música nordestina algumas de suas principais referências, mas sua formação passa também pelo samba, pela MPB, pelas baladas e pelo pop rock. Entre suas influências estão nomes como Maria Bethânia, Elba Ramalho, Elis Regina, Ney Matogrosso, Cássia Eller, Alcione, Simone e Nana Caymmi. O projeto também recupera uma característica presente desde o início de sua carreira: a interpretação como ponto central. Renan estreou nos palcos em 1988 e, desde então, passou por SESCs, centros culturais e teatros. Em sua discografia estão o álbum “A Voz do Agora” (2014), os EPs “Não sou melhor do que tu” (2019), “Humano, demasiado insano” (2021) e “Canto do Homem de Um Lugar” (2025), além de trabalhos dedicados a diferentes vertentes da música brasileira. A resposta do público fez o “Segunda Sonora” ultrapassar as redes sociais. Os vídeos passaram a receber relatos de ouvintes que associam as interpretações a sensações de acolhimento e tranquilidade, enquanto o formato também ganhou uma versão para os palcos, apresentada pela primeira vez em Campina Grande. Em novembro, o projeto completa um ano de publicações semanais. Para Renan, mais do que números ou a necessidade de alimentar algoritmos, a continuidade está ligada à possibilidade de usar as redes para aquilo que motivou sua trajetória desde o início. “Cantar é o que me move. […] Se a minha voz está trazendo algo de bom às pessoas, isso é a minha definição de sucesso”, resume.
Beabadoobee já é um dos grandes nomes do rock e “Pylon” explica o motivo

“Pylon”, novo álbum de beabadoobee, nasceu de uma imagem curiosa. Durante os longos períodos em turnê, Beatrice Laus passou a enxergar postes e torres de eletricidade nas estradas como uma lembrança de casa. Por trás disso estava um sentimento menos confortável: o isolamento de passar meses viajando e o medo de que sua vida fosse sempre assim. Essa inquietação atravessa um disco mais pesado e agressivo que “This Is How Tomorrow Moves” (2024), seu último trabalho. Boa parte das músicas surgiu de anotações em seu diário, principalmente sentimentos que Bea não conseguia dizer em voz alta. “Sun Has Set” é um dos exemplos mais fortes, construída em torno da vontade de dizer a alguém o quanto ela o odeia, mesmo sabendo que provavelmente nunca terá essa oportunidade. Em “Switchblade”, as guitarras ganham peso enquanto a cantora encara as incertezas da vida adulta. Já “Memories” recupera seu lado mais delicado e próximo do dream pop. Essa alternância é um dos pontos fortes de “Pylon”. O álbum mergulha ainda mais no grunge, shoegaze, emo e rock alternativo dos anos 1990 e 2000, mas preserva a facilidade de Bea para criar melodias pop. Em vez de seguir pelo caminho mais polido depois do sucesso do álbum anterior, das grandes turnês e da abertura da The Eras Tour, ela decidiu aumentar a distorção. As participações ajudam a construir esse universo. Hayley Williams aparece em “Nothing to Prove”, música sobre se recuperar de amizades interesseiras justamente depois de Bea experimentar uma enorme expansão de sua carreira. Brendan Yates, do Turnstile, participa de “Powerlines”, enquanto Evan Stephens Hall, do Pinegrove, colabora em “Spark”. Shane Moran, do Title Fight, também tem papel importante na composição e produção do álbum. Chino Morenosurge nos backing vocals de “Satellite”, encerrando o disco de maneira quase simbólica. Sua participação pode até ser discreta, mas a atmosfera, o timbre da guitarra e a melodia mostram um casamento perfeito entre a sonoridade do Deftones e a proposta de beabadoobee. Matty Healy e George Daniel, do The 1975, também aparecem entre os colaboradores de “Pylon”. Canções autobiográficas É tentador transformar essas letras em um mapa da vida amorosa de Bea. O relacionamento anterior terminou em 2022, parte dessas experiências apareceu em “This Is How Tomorrow Moves” e, desde 2024, ela namora Jake Erland. A própria cantora, porém, já demonstrou incômodo com fãs tentando relacionar automaticamente cada composição à sua vida pessoal. “Pylon” funciona melhor quando o diário é tratado como ponto de partida, não como caça às referências. No fim, as participações de Paramore, Turnstile, Deftones, Pinegrove e Title Fight ajudam a revelar o tamanho do universo musical que cerca beabadoobee, mas ninguém rouba seu protagonismo. “Pylon” é essencialmente um disco de Bea: mais pesado, confiante e disposto a transformar vulnerabilidade em guitarras distorcidas. Para quem ainda não entendeu por que seu nome cresceu tanto nos últimos anos, este álbum é uma ótima resposta. Este texto contou com colaboração de Fernanda Melo.
Entrevista | Six Feet Under – “Comprem seus ingressos porque não voltaremos tão cedo”

O Six Feet Under chega ao Brasil pela primeira vez entre o fim de outubro e o início de novembro, encerrando uma espera que atravessa praticamente toda a trajetória da banda. Liderado por Chris Barnes, o grupo fará quatro apresentações: Belo Horizonte, em 30 de outubro, Limeira, no dia 31, São Paulo, em 1º de novembro, e Curitiba, no dia 2. A passagem acontece em meio à turnê latino-americana e terá o Chaos Synopsis como convidado especial. Formado na Flórida em 1993, o Six Feet Under se tornou a principal banda de Barnes após sua saída do Cannibal Corpse e construiu uma identidade própria dentro do death metal, privilegiando grooves, riffs pesados e andamentos mais cadenciados. “Haunted” (1995), “Warpath” (1997) e “Maximum Violence” (1999) estabeleceram a base dessa sonoridade, posteriormente desenvolvida ao longo de uma extensa discografia. Atualmente, Barnes divide a banda com Jack Owen, seu antigo companheiro de Cannibal Corpse, além de Ray Suhy, Jeff Hughell e Marco Pitruzzella. A estreia brasileira também coincide com uma nova fase criativa. “Next to Die”, lançado pela Metal Blade Records, sucede “Killing for Revenge” (2024) e reforça a parceria entre Barnes e Owen. Antes da primeira passagem do Six Feet Under pelo país, Chris Barnes conversou com o Blog n’ Roll sobre a longa espera para tocar no Brasil, o novo álbum, os 30 anos de “Haunted”, sua relação com Jack Owen, a evolução de sua técnica vocal e os primeiros anos do death metal da Flórida. O vocalista também relembrou sua participação em “Ace Ventura: Pet Detective”, experiência que ajudou a apresentar o gênero a um público muito além do circuito do metal extremo. Esta será a primeira passagem do Six Feet Under pelo Brasil. Por que demorou tanto para isso finalmente acontecer? Vocês chegaram a tocar na Colômbia há quase dez anos. Nunca estivemos no Brasil. Esta será realmente a primeira vez. Desde aquele show na Colômbia, estivemos no México duas vezes. Por que demorou tanto? Porque isso é um negócio, o negócio da música. As propostas para fazermos shows não apareceram ou simplesmente não faziam sentido logisticamente. Foi por isso. Mesmo sem o Six Feet Under ter tocado aqui antes, você já tinha alguma percepção sobre os fãs brasileiros da banda? Recebe mensagens ou acompanha os comentários vindos do Brasil? Sim. Não estaríamos indo até aí se não tivéssemos fãs que quisessem nos ver. Sempre existiu interesse dos fãs para que fôssemos ao Brasil fazer um show. Neste momento, finalmente faz sentido, enquanto no passado não fazia. Então, eu diria aos fãs brasileiros que estão querendo nos ver há tanto tempo: seria uma boa ideia comprar seus ingressos antecipadamente e ir a esses shows que faremos em cada uma dessas cidades, porque duvido que voltemos tão cedo. Essa será realmente a oportunidade de vocês nos verem. Se não comprarem os ingressos e perderem esses shows, a responsabilidade é de vocês. Vocês estão pedindo para irmos até aí fazer um show. Se perderem, a culpa não é nossa. Estamos indo encontrar vocês. Então comprem os ingressos. Caso contrário, esperem mais uma década. [risos] O Brasil tem uma tradição muito forte no metal extremo, com bandas como Sepultura e Sarcófago. Quanto você conhece da história do metal brasileiro? Alguma banda brasileira teve impacto sobre você ao longo dos anos? Provavelmente só o Sepultura. Depois de mais de três décadas de carreira, você ainda sente algum tipo diferente de empolgação ou ansiedade quando está prestes a tocar pela primeira vez para os fãs de um país? Não. Eu encaro da mesma maneira que normalmente faço. Eu me preparo muito bem para as turnês com antecedência, subo ao palco e tento cantar as músicas da melhor maneira possível. Espero que todo mundo se divirta ouvindo a música que fazemos. Como esta será a primeira vez do Six Feet Under no Brasil, imagino que os fãs esperem ouvir músicas de diferentes períodos da carreira. Como vocês estão preparando o setlist para esses shows? É o mesmo setlist que estamos tocando durante todo o verão na Europa e na América do Norte. Então tem bastante material clássico e algumas músicas dos dois últimos álbuns. Falando sobre o novo álbum, “Next to Die”, depois de tantos discos e mais de três décadas de carreira, o que ainda motiva você a começar um novo álbum? Nós gostamos de criar música nova. Verdade… O álbum chegou apenas dois anos depois de “Killing for Revenge”. Quando terminaram aquele disco, você já sentia que a banda estava atravessando um período especialmente produtivo? Na verdade, não. Nós simplesmente gostamos de escrever música. Chegou a hora de escrever outro álbum e trabalhamos duro nele. Jack Owen comentou que inicialmente estava escrevendo músicas mais rápidas e agressivas, enquanto você sugeriu recuperar um pouco do groove dos primeiros discos. Como essa ideia se desenvolveu durante o processo de composição? Eu sempre gosto de ter um conjunto variado de músicas. Não gosto que tudo fique preso a um único andamento. Acho mais interessante ter uma abordagem dinâmica para o conjunto de músicas que você coloca em um álbum. Quando escuto “Next to Die”, percebo dois lados do Six Feet Under: um mais rápido e agressivo e outro mais lento e orientado pelo groove. Você citou a abordagem dinâmica, mas podemos dizer que é uma assinatura da banda? Acho que essa sempre foi, de certa maneira, a fórmula da nossa música. Se você olhar para todos os álbuns que fizemos, existem músicas com andamentos mais rápidos e outras mais lentas. Portanto, não é tão diferente dos outros discos. A diferença é que, desta vez, separamos esses andamentos e colocamos cada um deles em um lado do álbum. Você e Jack também produziram o álbum. Qual é a importância de ter esse nível de controle sobre o processo para chegar exatamente ao som que vocês imaginam para o Six Feet Under? Gostamos de encontrar por conta própria o som que queremos. Não é algo tão estruturado e também não entramos no processo com uma ideia completamente
Kreator anuncia show extra em Curitiba com turnê de “Krushers of the World”

O Kreator fará show em Curitiba no dia 18 de dezembro, no Tork n’ Roll. A apresentação integra a passagem pelo Brasil da turnê de “Krushers of the World”, 16º álbum de estúdio da banda alemã, lançado em janeiro pela Nuclear Blast. Os ingressos para a capital paranaense começam a ser vendidos nesta quarta-feira (16), às 10h, pela Fastix. Antes de Curitiba, o Kreator passa por São Paulo, onde se apresenta no dia 17 de dezembro ao lado do Slayer. A sequência coloca o grupo novamente diante do público brasileiro em uma fase marcada tanto pelo lançamento de material inédito quanto pela celebração de mais de quatro décadas de trajetória. Formado em Essen, em 1982, o Kreator integra ao lado de Sodom, Destruction e Tankard o chamado “Big Four” do thrash metal alemão. A banda ajudou a estabelecer uma vertente mais agressiva do gênero durante os anos 1980 e construiu uma discografia que atravessou diferentes momentos do metal sem abandonar a velocidade e o peso que marcaram seus primeiros trabalhos. Álbuns como “Endless Pain” (1985), “Pleasure to Kill” (1986) e “Coma of Souls” (1990) estão entre os registros fundamentais da primeira fase. Nas décadas seguintes, trabalhos como “Violent Revolution” (2001), “Phantom Antichrist” (2012) e “Gods of Violence” (2017) ajudaram a renovar o público e consolidar a longevidade do grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Mille Petrozza. Kreator amplia sonoridade em “Krushers of the World” Produzido por Jens Bogren no Fascination Street Studios, na Suécia, “Krushers of the World” preserva a base do thrash metal do Kreator, mas amplia alguns elementos presentes nos trabalhos mais recentes. Três músicas utilizam coral, enquanto “Tränenpalast” conta com a participação de Britta Görtz, vocalista do Hiraes, em uma composição inspirada por “Suspiria”, clássico de terror dirigido por Dario Argento. A proposta segue uma ideia defendida por Petrozza para esta fase da banda: experimentar sem descaracterizar o Kreator. O músico já citou o Iron Maiden como exemplo de grupo capaz de manter uma identidade imediatamente reconhecível enquanto apresenta alguma evolução a cada novo disco. Em “Krushers of the World”, isso aparece na combinação de riffs rápidos e agressivos com refrões mais abertos, melodias e uma produção de maior dimensão. A atual fase também coincide com uma revisão da própria história. Em 2025, Petrozza lançou a autobiografia “Your Heaven, My Hell”, enquanto o documentário “Kreator: Hate & Hope” levou aos cinemas a trajetória iniciada no underground de Essen e posteriormente transformada em uma das carreiras mais importantes do thrash metal europeu. A apresentação em Curitiba acontece um dia depois do encontro com o Slayer em São Paulo e terá realização da Liberation. No Tork n’ Roll, o Kreator assume o protagonismo da noite para apresentar a turnê do novo álbum e revisitar uma discografia construída ao longo de mais de 40 anos. Serviço Kreator em Curitiba Data: 18 de dezembro de 2026, sexta-feiraAbertura da casa: 19hLocal: Tork n’ RollEndereço: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1695, Curitiba/PRIngressos: FastixRealização: Liberation
Epica traz espetáculo sinfônico inédito à América do Sul em show único no Brasil

O Epica trará pela primeira vez à América do Sul o espetáculo “The Symphonic Synergy”, projeto que coloca o metal sinfônico da banda holandesa ao lado de uma orquestra e coral completos. A apresentação acontece em 20 de novembro de 2027, no Vibra, em São Paulo, e será a única do formato no Brasil. A venda geral de ingressos começa em 10 de setembro, às 10h, pela Fastix. “The Symphonic Synergy” foi desenvolvido para ampliar justamente o elemento que sempre diferenciou o Epica dentro do metal. Além da formação tradicional da banda, o espetáculo utiliza novos arranjos orquestrais e vozes corais, acompanhados por uma produção visual criada especificamente para esses concertos. Em vez de simplesmente acrescentar uma orquestra às músicas, a proposta é reorganizar o repertório para explorar toda a dimensão sinfônica das composições. Relembre aqui a entrevista com a Epica em sua última passagem pelo Brasil O projeto estreou em 2024 com quatro apresentações esgotadas, sendo duas na AFAS Live, em Amsterdã, e outras duas no Auditorio Nacional, na Cidade do México. Mais de 30 mil pessoas acompanharam os concertos, que percorreram diferentes momentos da discografia e ainda serviram para apresentar músicas então inéditas, como “Arcana”, “The Ghost in Me” e “Aspiral”. Apesar de ser a primeira vez que o “The Symphonic Synergy” chega à América do Sul, a relação do Epica com apresentações desse porte vem de longa data. Em 2009, a banda lançou “The Classical Conspiracy”, registro ao vivo que combinou seu repertório com orquestra e coro. Quatro anos depois, “Retrospect” voltou a explorar essa dimensão em um concerto especial realizado para celebrar os dez anos do grupo. A apresentação brasileira ganha ainda mais importância por integrar as comemorações dos 25 anos do Epica. Formada nos Países Baixos em 2002 por Mark Jansen, a banda construiu uma das carreiras mais importantes do metal sinfônico das últimas décadas, tendo nos vocais de Simone Simons uma de suas principais marcas. A combinação entre guitarras pesadas, elementos de death metal, vocais líricos, corais e orquestrações tornou-se a base de uma discografia que levou o grupo aos principais festivais e casas de shows do mundo. O Brasil também ocupa um espaço importante nessa trajetória. O Epica construiu uma relação próxima com o público brasileiro ao longo de sucessivas turnês pelo país, mas a apresentação de 2027 terá uma configuração bastante diferente dos shows convencionais. Pela primeira vez, os fãs sul-americanos poderão assistir à banda dentro da estrutura completa concebida para o “The Symphonic Synergy”. Com orquestra, coral e uma produção desenvolvida especificamente para o projeto, a noite no Vibra será uma das apresentações mais ambiciosas já realizadas pelo Epica no país e marcará um dos capítulos das celebrações de seu primeiro quarto de século de carreira. Serviço The Symphonic Synergy Brazil – Epica em São Paulo Data: 20 de novembro de 2027, sábadoAbertura da casa: 18h30Local: VibraEndereço: Avenida das Nações Unidas, 17955, São Paulo/SPIngressos: Fastix Setores: Plateia Superior, Camarotes VIP, Pista e Pista PremiumRealização: Liberation Music Company
Evergreen Terrace estreia no Brasil em 2027 após mais de duas décadas de carreira

O Evergreen Terrace finalmente fará sua estreia no Brasil. A banda norte-americana se apresenta em 30 de janeiro de 2027, no Jai Club, em São Paulo, encerrando uma espera de mais de uma década desde a primeira tentativa de trazer o grupo ao país. O show será a última parada de uma turnê latino-americana que também passa por Costa Rica, Colômbia, Chile e Argentina. Formado em Jacksonville, na Flórida, em 1999, o Evergreen Terrace surgiu antes da explosão comercial do metalcore nos anos 2000 e construiu uma sonoridade que combina a agressividade do hardcore com elementos de metal, punk e passagens melódicas. Essa mistura ajudou a banda a conquistar espaço dentro da cena pesada norte-americana e atravessar diferentes fases ao longo de mais de duas décadas. A estreia brasileira, na verdade, quase aconteceu há 14 anos. O Evergreen Terrace chegou a ser anunciado como atração do WROS Fest, que seria realizado em São Paulo em 2013. O festival, porém, acabou cancelado antes de acontecer, adiando por mais de uma década o encontro do grupo com os fãs brasileiros. Uma trajetória entre hardcore, punk e metalcore A discografia do Evergreen Terrace acompanha diferentes momentos da evolução do hardcore e do metalcore norte-americano. Entre os trabalhos mais importantes estão “Burned Alive by Time”, “Sincerity Is an Easy Disguise in This Business”, “Wolfbiker”, “Almost Home” e “Dead Horses”, último álbum completo lançado pela banda, em 2013. Outro capítulo curioso da discografia é “Writer’s Block”, álbum de versões que ajuda a compreender a variedade de influências do grupo. O repertório inclui releituras de artistas como Operation Ivy, NOFX, Smashing Pumpkins, Tears for Fears e U2, mostrando que as referências do Evergreen Terrace sempre ultrapassaram os limites da música pesada. “Wolfbiker”, lançado em 2007, ocupa um lugar especial nessa trajetória. Na época, o então guitarrista Josh James definiu o termo que dá nome ao disco como uma pessoa que assume o controle da própria vida e exerce livre pensamento e livre arbítrio. Autoproduzido, o trabalho foi apontado pelo próprio músico naquele período como uma boa representação da identidade construída pelo Evergreen Terrace. Até mesmo o nome da banda carrega uma referência à cultura pop. Evergreen Terrace é a rua onde vive a família Simpson na série “The Simpsons”, inspiração confirmada por Josh James em entrevista realizada em 2007. Evergreen Terrace retomou lançamentos nos últimos anos A chegada ao Brasil acontece também em um período de retomada da produção fonográfica. Depois de passar mais de uma década sem apresentar material inédito desde “Dead Horses”, o Evergreen Terrace lançou “Jail on Christmas” em 2024. A atividade continuou no ano seguinte, quando o grupo dividiu um split com o Wisdom In Chains. Em julho de 2026, mais uma novidade chegou com “Bolt Cutter”, reforçando a retomada criativa da banda depois do longo intervalo entre lançamentos. Antes de chegar a São Paulo, o Evergreen Terrace inicia a passagem latino-americana em 22 de janeiro, em San José, na Costa Rica. Depois, segue por Bogotá, na Colômbia, Santiago, no Chile, e Buenos Aires, na Argentina. O encerramento acontece no Brasil, em 30 de janeiro. A apresentação no Jai Club será, portanto, mais do que apenas outra parada da turnê. Depois de uma tentativa frustrada em 2013, o público brasileiro finalmente terá a oportunidade de assistir ao vivo a uma banda que atravessou diferentes gerações do hardcore e do metalcore mantendo uma identidade construída justamente no encontro entre peso, melodia e punk. SERVIÇO Evergreen Terrace em São Paulo – Latin America Tour 2027 Data: 30 de janeiro de 2027 Local: Jai Club (Rua Vergueiro, 2676, Vila Mariana, São Paulo) Ingresso: https://fastix.com.br/events/evergreen-terrace-eua-em-sao-paulo
Entrevista | Nova Twins – “Gostaríamos de ver mais mulheres nas posições principais dos line-ups, até se tornarem headliners”

A Nova Twins viveu uma passagem histórica pelo Brasil no último fim de semana. Na sexta-feira (4), Amy Love e Georgia South abriram o Palco Mundo do Rock in Rio 2026, encarando a difícil missão de iniciar a programação do maior palco do festival. A dupla britânica apostou na intensidade de seu rock pesado e conseguiu movimentar principalmente quem estava próximo à grade, onde chegou a se formar uma roda de mosh. Formada em Londres em 2014, a Nova Twins é composta pela vocalista e guitarrista Amy Love e pela baixista Georgia South, amigas desde a adolescência. A trajetória ganhou força com “Who Are the Girls?”, de 2020, mas foi “Supernova”, lançado dois anos depois, que colocou definitivamente a dupla entre os principais nomes da nova geração do rock britânico. O disco foi indicado ao Mercury Prize e rendeu duas nomeações ao BRIT Awards. Desde então, Amy e Georgia passaram por turnês com nomes como Muse, Evanescence e Foo Fighters e chegaram ao terceiro álbum, “Parasites & Butterflies”, em 2025, trabalho produzido por Rich Costey que levou a banda ao primeiro lugar da parada britânica de álbuns de rock e metal. Dois dias depois do Rock in Rio, a Nova Twins seguiu para São Paulo e viveu uma situação completamente diferente no Cine Joia. Como atração principal do É Tudo Delas, que também recebeu The Mönic e MC Taya, a dupla realizou seu primeiro show como headliner no Brasil e na América do Sul. A proximidade da casa permitiu enxergar melhor uma das características mais impressionantes da banda: a decisão de reproduzir ao vivo boa parte das texturas eletrônicas presentes nas músicas, especialmente por meio da extensa cadeia de pedais utilizada por Georgia no baixo. Enquanto ela transforma o instrumento em fonte de graves, distorções e efeitos que por vezes ocupam até o espaço da guitarra, Amy alterna vocais limpos, rap, voz de cabeça e screams com precisão, carisma e uma presença de palco que ajuda a explicar por que a Nova Twins avançou tão rapidamente dos clubes para alguns dos maiores palcos do rock mundial. Antes da apresentação explosiva, Amy e Georgia conversaram com o Blog N’ Roll no Cine Joia. Há seis anos, vocês criaram o Voices for the Unheard, que também teve um papel importante na criação do Alternative Music Awards e do MBO. Como esse projeto começou e qual é a importância de usar a plataforma da Nova Twins para lutar e abrir portas para outros artistas? Georgia South: Começamos o Voices for the Unheard durante a pandemia, quando o movimento Black Lives Matter ganhou força. Naquele momento, estávamos nos sentindo muito impotentes e pensamos que uma maneira de tentar fazer alguma diferença seria dentro da nossa própria comunidade, no mundo da música. Então decidimos criar uma playlist. Encontramos muitos artistas alternativos incríveis ao redor do mundo, começamos a entrevistá-los no Instagram e conversávamos sobre suas experiências dentro do rock. Foi incrível ouvir o que pessoas de países completamente diferentes estavam vivendo. Todo mundo se identificava com as experiências dos outros e compartilhava dificuldades semelhantes por ser uma pessoa preta fazendo música pesada dentro da indústria. Foi muito importante poder conversar, compartilhar essas experiências e divulgar essas músicas. Nosso público e o público desses artistas começaram a descobrir novas bandas. Depois de algum tempo, sentimos que queríamos expandir o Voices for the Unheard e torná-lo ainda maior. Uma coisa que me impressionou ao assistir vocês ao vivo é a quantidade de sons eletrônicos que, na verdade, vem da guitarra e do baixo. Como vocês desenvolveram essa combinação de pedais e efeitos para criar todos esses sons organicamente no palco? Georgia South: Para mim, começou simplesmente indo a uma loja de instrumentos em Londres. Existe uma rua famosa chamada Denmark Street, onde há várias lojas de guitarras, pedais e todo tipo de equipamento. Eu ia até lá e experimentava os pedais sem saber exatamente o que encontraria. Com o tempo, você começa a criar uma coleção e aquilo se transforma em uma espécie de laboratório. Gostamos da ideia de fazer tudo manualmente ao vivo. Não temos guitarras ou baixos gravados em backing tracks durante o show, então tudo o que você ouve desses instrumentos está vindo dos nossos pedais. Às vezes, as coisas dão errado, mas isso é música ao vivo. Pode ser emocionante para o público e estressante para nós, mas também torna o show mais interessante, porque cada apresentação pode ser diferente e você nunca sabe exatamente o que vai acontecer. Por exemplo, minha pedaleira não funcionou direito no Rock in Rio porque havia muitas luzes. A interferência no palco estava insana. Mas isso é música ao vivo. Gostamos de experimentar e explorar o som dessa maneira. Vocês acabaram de fazer história no Rock in Rio como a primeira banda de rock liderada por mulheres negras a tocar no Palco Mundo. Além disso, é um festival transmitido para todo o país, com milhões de pessoas acompanhando. O que esse momento significa para vocês? E, depois dessa experiência, já pensam em voltar para fazer mais shows no Brasil e na América do Sul? Amy Love: Foi realmente incrível. Quando alguém nos contou que éramos as primeiras, ficamos muito surpresas. Mas também é incrível pensar que, esperamos, meninas que se parecem conosco estavam assistindo e podem se sentir inspiradas ao perceber que também podem fazer a mesma coisa. E definitivamente queremos voltar ao Brasil. Tivemos momentos incríveis aqui. Foi uma viagem muito curta, ficamos apenas seis dias. Estávamos no Rio e acabamos de chegar a São Paulo, mas com certeza queremos voltar. Durante muito tempo, muita gente do nosso público dizia: “Venham para o Brasil, venham para São Paulo”. E nós sempre respondíamos que realmente queríamos vir. Finalmente recebemos o convite para o Rock in Rio e pensamos: “Uau, depois de tantos anos, finalmente estamos indo!”. Então não queremos demorar tanto para voltar. Definitivamente voltaremos. Estamos nos divertindo muito e mal podemos esperar pelo show desta noite. Vai ser incrível. Vocês falaram desses seis dias no
Nova Twins impressiona com peso e técnica em estreia como headliner no Brasil

Dois dias depois de subir ao Palco Mundo do Rock in Rio, a Nova Twins chegou a São Paulo para mostrar de perto por que se tornou um dos nomes mais interessantes da nova geração do rock britânico. No domingo (6), Amy Love e Georgia South comandaram o É Tudo Delas, no Cine Joia, em seu primeiro show como headliner no Brasil e na América do Sul. The Mönic e MC Taya completaram uma noite que, mais do que reunir três atrações lideradas por mulheres, apresentou três maneiras bastante diferentes de entender a música pesada contemporânea. Confira também a entrevista do Blog N’ Roll com a Nova Twins Coube à The Mönic abrir os trabalhos. Foi a quarta vez que acompanhei a banda ao vivo e a evolução é evidente. A cada encontro, o quarteto soa mais seguro, pesado e, principalmente, mais confortável em transformar o palco em extensão da pista. Se existe uma distância convencional entre artista e público, elas parecem pouco interessadas em respeitá-la. Isso ficou evidente quando a banda contrariou a orientação da segurança e permitiu que fãs subissem ao palco. Dani Buarque foi ainda mais longe e desceu para a pista para participar de um mosh pit. E não é somente um gesto calculado, mas consequência natural da maneira como a The Mönic conduz seus shows. Depois de passagens por Rock in Rio e Knotfest Brasil, a banda demonstra cada vez mais domínio sobre esse tipo de situação. Na sequência, MC Taya mudou completamente a linguagem sem diminuir a intensidade. O chamado Metal Mandrake parte do peso das guitarras para incorporar funk, trap e rap da periferia. Mais importante do que encontrar um rótulo exato para a mistura é perceber como o trio reivindica seu lugar dentro do metal. Essa afirmação aparece até na forma como o nome MC é apresentado. Ali, significa Mestre de Cerimônias e funciona como equivalente ao papel de frontwoman de uma banda de metal. Entre uma música e outra, Taya abriu espaço para discursos sobre minorias, ataques sofridos na internet, educação e ascensão social. Em um dos momentos, destacou que os integrantes da banda possuem formação universitária e falou sobre a importância do diploma. O discurso social não aparece separado das músicas. Faz parte do conceito do projeto e da maneira como a banda ocupa aquele espaço. Nova Twins mostra que o impossível também pode sair de um baixo Quando a Nova Twins entrou, porém, ficou claro por que Amy Love e Georgia South eram as headliners. Há uma diferença importante entre ouvir a quantidade de elementos presentes nas gravações da dupla e assistir à engenharia necessária para reproduzi-los no palco. Boa parte da experiência do show está justamente em tentar entender de onde cada som está vindo. A resposta, muitas vezes, está aos pés de Georgia South. O baixo é praticamente um instrumento mutante dentro da Nova Twins. Com uma enorme combinação de pedais e efeitos, ela produz graves próximos da música eletrônica, distorções que poderiam facilmente ser confundidas com guitarras, ruídos, oitavas e texturas que ocupam praticamente todo o espectro sonoro. Em algumas músicas, a guitarra é deixada de lado, com Amy somente nos vocais, com o espaço inteiro preenchido com o baixo. É justamente aí que a Nova Twins deixa de parecer apenas mais uma banda que mistura rock com elementos eletrônicos. Amy e Georgia fazem questão de construir grande parte dessa eletrônica organicamente no palco. Em vez de depender da reprodução de camadas previamente gravadas para sustentar a identidade das músicas, instrumentos tradicionais são manipulados até assumirem funções que normalmente pertenceriam a sintetizadores e programações. A abertura com “Antagonist” e “Cleopatra” apresentou imediatamente essa proposta. São músicas construídas para provocar movimento e que funcionaram como uma declaração de intenções. “Taxi” e “Soprano” mantiveram a pressão antes de “Hide & Seek” e “Parallel Universe” mostrarem melhor a elasticidade do repertório. Se Georgia chama atenção pela inventividade instrumental, Amy Love domina o outro lado da equação. Seu carisma é imediato. A cantora passou boa parte da apresentação sorrindo e estabelecendo contato com o público, mas o que realmente impressiona é a facilidade com que muda de registro vocal. Amy consegue sair de linhas melódicas limpas para versos rápidos próximos do rap, alcançar notas em voz de cabeça e entrar em screams sem que essas mudanças pareçam exigir uma preparação. Ao vivo, sua voz preserva a precisão das gravações, mas ganha uma agressividade adicional. É uma performance bastante técnica que, felizmente, nunca soa como demonstração gratuita de técnica. “N.O.V.A” aproveitou especialmente bem a relação com o público, enquanto “K.M.B.” e “Drip” recolocaram a pista em movimento. Nesta última, as referências ao drum’n’bass ajudam a demonstrar como a banda absorve música eletrônica sem simplesmente colocar guitarras por cima de uma batida. Tudo parece pertencer ao mesmo organismo. “Choose Your Fighter” e “Piranha” mantiveram a parte mais física da apresentação antes de “Hummingbird” oferecer outro destaque para Amy. Com espaço maior para melodia, a faixa reforçou que a cantora não depende do peso para impressionar. A reta final com “Monsters” e “Glory” encerrou um repertório de 14 músicas que conseguiu condensar diferentes faces da dupla sem perder intensidade. Um show que explica o crescimento da Nova Twins O mais interessante é que o show no Cine Joia aconteceu justamente quando a trajetória da Nova Twins começa a ganhar outra dimensão. A parceria com o Bring Me the Horizon em “1×1” colocou Amy e Georgia diante de uma audiência gigantesca, enquanto turnês com Foo Fighters, Evanescence e Spiritbox aproximaram a dupla de públicos diferentes dentro do rock pesado. São Paulo já dava sinais de que existia espaço para esse crescimento. A capital paulista aparecia entre as cidades que mais escutam Nova Twins no Spotify e, depois da passagem pelo Rock in Rio, ultrapassa Londres e se torna o local com mais ouvintes. Essa proximidade também ajudou a revelar o principal mérito da apresentação. A Nova Twins possui uma sonoridade que, no estúdio, poderia facilmente levantar dúvidas sobre quanto dela seria possível reproduzir
Everlast retorna após oito anos com novo álbum produzido por Yelawolf

“Embers to Ashes”, novo álbum de Everlast, marca o retorno do rapper, cantor e compositor norte-americano com seu primeiro trabalho de inéditas em oito anos. Produzido por Yelawolf e mixado por Chris Lord-Alge, o disco aprofunda a mistura de hip hop, blues, Americana e roots rock que acompanha o músico desde que ele deixou o House of Pain e construiu uma carreira solo marcada por sucessos como “What It’s Like”. O novo álbum nasce de um período de grandes mudanças na vida de Everlast. Na última década, o músico viu sua casa em Los Angeles ser destruída pelo incêndio de Woolsey, em 2018, atravessou a pandemia e um divórcio. Essas experiências aparecem como pano de fundo para músicas sobre perdas, recomeços, relacionamentos, envelhecimento e a necessidade de reconstruir a própria vida. A parceria com Yelawolf começou a ser desenhada ainda em 2015, quando os dois se encontraram em Berlim e o rapper manifestou interesse em produzir um disco de Everlast. Cerca de uma década depois, a ideia finalmente saiu do papel em Nashville. O álbum também contou com colaboradores como David Ray, compositor que já trabalhou com nomes como Jelly Roll e Teddy Swims. Musicalmente, “Embers to Ashes” encontra Everlast em um território conhecido, mas sem simplesmente reproduzir o passado. “Losing Man’s Game” aborda a liberdade encontrada depois de chegar ao fundo do poço e conta com Andy Frasco, Amigo the Devil e DJ Muggs, do Cypress Hill. Já “My Hollywood” observa os altos e baixos da indústria do entretenimento, enquanto “Stones” percorre um caminho entre autodepreciação, cura e perdão. Há também espaço para narrativas mais sombrias. “Never Coming Home” se aproxima da tradição das murder ballads, enquanto “Happy You Can Cry” discute liberdade a partir da história de uma mulher em dificuldades. Em “1987”, Everlast olha diretamente para o próprio passado e relembra sua vida antes da fama, período em que chegou a trabalhar com Ice-T. O lado político aparece em “Rubber Bullets”, faixa de protesto inspirada pelas repercussões do assassinato de George Floyd. Antes da carreira solo, Everlast alcançou sucesso mundial como integrante do House of Pain com “Jump Around”, um dos grandes hits do hip hop dos anos 1990. Em 1998, apresentou uma nova direção musical com “Whitey Ford Sings the Blues” e o sucesso de “What It’s Like”, consolidando uma combinação particular de rap, blues e rock que se tornaria sua assinatura. Anos depois, também conquistou um Grammy pela colaboração com Santana em “Put Your Lights On”. “Embers to Ashes” chega, portanto, como mais um capítulo de uma trajetória construída justamente pela dificuldade de encaixar Everlast em um único gênero. Mais de três décadas depois de “Jump Around”, o músico continua transitando entre rap, blues e rock, agora usando as experiências e cicatrizes acumuladas nos últimos anos como combustível para suas novas músicas.