Hoobastank retorna ao Brasil com seis shows como protagonista do “Rock Anos 2000”

O Hoobastank está de volta ao Brasil após quase 11 anos para uma turnê de seis apresentações em novembro. A série de shows começa no Somos Rock Festival, em Vila Velha (ES), passa por Belo Horizonte, Curitiba e Campinas, chega ao aguardado retorno da banda a São Paulo, no Terra SP, em 7 de novembro, ao lado de Di Ferrero e Dead Fish, e termina no Rock Festival, em Nova Iguaçu (RJ). A excursão marca a volta do grupo norte-americano em uma fase renovada, impulsionada pelo lançamento de “How Do You Sleep?”, primeiro single inédito desde 2018. Formado em 1994, na Califórnia, o Hoobastank se consolidou como um dos principais nomes do rock alternativo dos anos 2000. O sucesso mundial veio com o álbum The Reason (2003), cuja faixa-título se tornou um fenômeno global, ultrapassando 1,5 bilhão de reproduções no Spotify e 1 bilhão de visualizações no YouTube. Além do clássico, o repertório da turnê deve reunir sucessos como “Crawling in the Dark”, “Running Away”, “Out of Control” e músicas da nova fase da banda. As cinco primeiras datas da turnê brasileira contarão ainda com a abertura da cantora Aléxia, que apresenta o álbum Garra, um dos destaques recentes do rock nacional. Com passagem em 2026 por festivais como o Rock in Rio Lisboa e o Vans Warped Tour, o Hoobastank chega ao país celebrando mais de três décadas de carreira e reforçando a força de um catálogo que segue conquistando novas gerações de fãs. SERVIÇOHoobastank em Vila Velha/ESData: 1/11, domingoCidade: Vila Velha/ESEvento: Somos Rock FestivalMais informações em BreveArtista convidada: AléxiaIngresso: ticketbolt.com/event/somos-rock Hoobastank em Belo Horizonte/MGData: 2/11, segunda-feiraCidade: Belo Horizonte/MGLocal: Mister RockEndereço: Avenida Tereza Cristina, 295, Prado, Belo Horizonte/MGArtista convidada: AléxiaIngresso: ingressomaster.com/evento/190/hoobastank Hoobastank em Curitiba/PRData: 4/11, quarta-feiraCidade: Curitiba/PRLocal: Tork n’ RollEndereço: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1695, Rebouças, Curitiba/PRArtista convidada: AléxiaIngresso: ingressomaster.com/comprar/191/hoobastank-brasil-tour-2026 Hoobastank em Campinas/SPData: 6/11, sexta-feiraCidade: Campinas/SPLocal: MultiArenaArtistas: Di Ferrero e AléxiaEndereço: Avenida Dr. Antônio Carlos Couto de Barros, 2156, Jardim Conceição, Sousas, Campinas/SPIngresso: ticketbolt.com/event/hoobastank-di-ferrero-alexia-0611 Hoobastank em São Paulo/SPData: 7/11, sábadoCidade: São Paulo/SPLocal: Terra SPEndereço: Avenida Salim Antônio Curiati, 160, Campo Grande, São Paulo/SPArtistas convidados: Aléxia + Di Ferrero + Dead FishIngresso: ticketbolt.com/event/hoobastank-di-ferrero-alexia-0711 Hoobastank em Nova Iguaçu/RJData: 8/11, domingoCidade: Nova Iguaçu/RJEvento: Rock FestivalLocal e endereço: ainda não divulgados oficialmente para a edição de 2026Ingresso: em breve

Sonora Fantasma transforma despedida ao pai em emocionante novo single “Até Amanhã”

Cinco anos após o álbum de estreia Adeus Mundo Véio, a Sonora Fantasma inicia um novo capítulo com o lançamento de “Até Amanhã”, primeiro single do disco Sonora Fantasma te ama, previsto para setembro. A canção nasceu da última despedida entre o vocalista e compositor Diego da Costa e seu pai, transformando um momento íntimo de luto em uma reflexão sobre as despedidas cotidianas que, sem aviso, acabam sendo definitivas. A música ainda ganhou influências da bossa nova, do samba e do indie rock, reforçando a proposta de unir a delicadeza da música brasileira à intensidade emocional da letra. A faixa também marca uma evolução na sonoridade da banda. Produzida por Rafael Sartori, “Até Amanhã” combina guitarras, sintetizadores, arranjos vocais e elementos acústicos para criar uma atmosfera sensível e acolhedora. A composição contou ainda com a colaboração de Vinícius Cabral, das bandas Godofredo e The Innernettes, enquanto Lu Toller e o coletivo Vozeiral assinam os arranjos vocais. O resultado é uma das músicas mais confessionais já lançadas pela Sonora Fantasma. O novo álbum representa uma mudança de perspectiva em relação ao elogiado Adeus Mundo Véio, lançado em 2021. Se o primeiro trabalho refletia inquietações sobre política, tecnologia e os impactos da pandemia, Sonora Fantasma te ama volta o olhar para experiências pessoais, abordando temas como luto, relacionamentos, pertencimento e memória. Diretor do longa Selvagem, que esteve entre os 15 filmes pré-selecionados para representar o Brasil no Oscar de 2022, Diego da Costa também leva para a música sua sensibilidade narrativa, conduzindo um disco que promete aprofundar ainda mais a identidade da Sonora Fantasma ao unir referências do indie rock com a riqueza da música brasileira dos anos 1970.

Abissal aposta em sonoridade mais leve e contemplativa no single “Floresta”

A Abissal apresenta um novo capítulo de sua trajetória com o lançamento de “Floresta”, segundo single do EP Flashes, previsto para os próximos meses pela Casalago Records. Produzida por Gui Godoy, a faixa mostra uma banda mais concisa e acessível, sem abrir mão da identidade construída entre o rock alternativo, o post-rock e o grunge. Inspirada na atmosfera de In Rainbows, do Radiohead, a música aposta em guitarras limpas, texturas delicadas e uma base rítmica envolvente para criar um dos momentos mais luminosos da carreira do quarteto de Jundiaí. A letra de “Floresta” parte da prática do banho de floresta para falar sobre renovação, cura e transformação. Em vez de buscar grandes explosões instrumentais, a composição encontra força na fluidez, no groove e nas mudanças sutis de dinâmica, refletindo também o atual momento da banda, que passou por um processo de amadurecimento artístico e vem explorando novas possibilidades de arranjo e composição. Formada por Murilo Ferragut (voz e guitarra), Bruno Cavalcanti (baixo), Dan (guitarra) e Uncas (bateria), a Abissal vem expandindo sua sonoridade nos últimos lançamentos. Em março, o grupo apresentou o EP Sutra, marcado por atmosferas contemplativas e temas ligados à espiritualidade e ao autoconhecimento. Já em junho, lançou “Ametista”, primeiro single de Flashes, trabalho que passa a explorar a fragmentação das memórias e das experiências. Agora, “Floresta” amplia esse conceito ao mostrar que profundidade também pode surgir em canções mais diretas, melódicas e cheias de movimento.

Horney estreia em português com EP que questiona a superficialidade da era digital

A Horney dá um passo importante na carreira com o lançamento de Anti-Raso, primeiro EP totalmente em português da banda. Formado por quatro faixas, o trabalho marca a consolidação da identidade artística do grupo, que nasceu em Joinville (SC) e hoje está radicado em São Paulo. Com distribuição da Algohits, o EP usa o rock alternativo como ponto de partida para discutir temas como hiperconectividade, saúde mental, relacionamentos e a superficialidade das relações na sociedade contemporânea. A proposta do disco parte da ideia de que a pressa e a busca constante por satisfação imediata diminuem a capacidade de reflexão e tornam as pessoas mais suscetíveis à manipulação. “Ser anti-raso é ser profundo ao ponto de não ser tão fácil de controlar”, resume a vocalista, guitarrista e compositora Duda Maiolini. Musicalmente, Anti-Raso combina guitarras pesadas, bateria explosiva e mudanças bruscas de intensidade com elementos do pop eletrônico, criando uma sonoridade que a própria banda define como um encontro entre “água e eletricidade”. Cada faixa explora um aspecto desse conceito. “Off!” aborda o impacto da hiperconectividade e da cultura da produtividade sobre a saúde mental, enquanto “Quebra-Cabeça”, com participação de Dani Buarque, da The Mönic, reflete sobre identidade, padrões estéticos e autoconhecimento. Já “Mergulhar” leva a discussão para o campo afetivo, falando sobre a coragem de viver relações profundas, enquanto “Romântica” encerra o EP ironizando a lógica dos aplicativos de relacionamento e a cultura do descarte, defendendo vínculos mais genuínos. Produzido por Fernando Sanches, no Estúdio El Rocha, em São Paulo, Anti-Raso também guarda uma lembrança especial das gravações. Durante uma das sessões, Criolo entrou no estúdio, ouviu a faixa “Quebra-Cabeça” e elogiou a identidade da banda, incentivando os músicos a preservarem aquela essência. Agora, com o EP lançado, a Horney já trabalha no primeiro álbum completo da carreira, que promete expandir os temas apresentados neste novo trabalho e aprofundar sua combinação entre peso, vulnerabilidade e melodias marcantes.

Entrevista | The Hu – “Queremos retornar à América Latina em grande escala”

O The Hu ampliou os limites do Hunnu Rock em HUN, terceiro álbum de estúdio da carreira. Sem abandonar o canto gutural, a língua mongol e instrumentos tradicionais como morin khuur, tovshuur e tumur khuur, o grupo aposta em refrões maiores, melodias mais acessíveis e estruturas pensadas para grandes palcos. O trabalho aparece como algo experimental, processo de transformação da banda em uma atração preparada para arenas, especialmente pela força rítmica de faixas como “Horsemen” e “Grey Hun”. A recepção internacional também destacou a capacidade do quarteto de absorver referências do hard rock ocidental sem perder sua identidade. A Metal Hammer apontou aproximações com Iron Maiden em “The Real You” e com a fase do Black Album, do Metallica, na extensa “Universe”, enquanto a Distorted Sound elogiou a combinação entre peso, melodias mais diretas e elementos tradicionais da Mongólia. A colaboração com Jonny Hawkins, do Nothing More, em “Lost Soul”, dividiu opiniões, mas reforçou o caráter experimental de um álbum que busca novos caminhos dentro da linguagem criada pelo próprio The HU. Formado em 2016, em Ulaanbaatar, o The Hu ganhou projeção mundial ao unir rock e metal com canto gutural mongol e instrumentos tradicionais, batizando essa combinação de Hunnu Rock. O álbum de estreia, The Gereg (2019), colocou o grupo no topo da parada de World Albums da Billboard e abriu caminho para turnês internacionais, grandes festivais e colaborações com nomes como Metallica, Jacoby Shaddix e Lzzy Hale. Posteriormente, a banda recebeu a Ordem de Genghis Khan, maior honraria estatal da Mongólia, e tornou-se o primeiro grupo de rock e metal reconhecido pela Unesco como Artista pela Paz. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Nyamjantsan Galsanjamts falou sobre a expansão do Hunnu Rock em HUN, a colaboração com Jonny Hawkins, a relação do grupo com o público latino-americano, a admiração pelo Sepultura e os desafios de levar a cultura mongol aos grandes palcos e responsabilidade de representar seu país ao redor do mundo. O novo álbum, HUN, é apresentado como um novo capítulo para o The Hu. Em que momento vocês perceberam que era hora de levar a banda para uma nova direção? Quando começamos toda essa jornada com o The Hu, o álbum The Gereg funcionou como uma apresentação do Hunnu Rock para o mundo. Muitos jornalistas e outras pessoas perguntavam para onde aquilo iria, qual seria o futuro do conceito, se continuaríamos cantando daquela maneira e exatamente o que estávamos fazendo. É normal que as pessoas façam esse tipo de pergunta. No segundo álbum, tentamos mostrar uma espécie de comprovação. Era como dizer: “Continuaremos cantando em mongol, seguiremos fazendo aquilo que apresentamos ao mundo e provaremos que essas músicas podem permanecer durante décadas”. Também queríamos mostrar que éramos pioneiros vindos da Mongólia. No terceiro álbum, expandimos tudo aquilo que já havíamos construído. Continuamos cantando em mongol, utilizando instrumentos tradicionais, criando riffs e fazendo músicas que são, de maneira inconfundível, do The HU. Ao mesmo tempo, acrescentamos novos elementos ao Hunnu Rock e convidamos as pessoas a escutarem essas novidades. Este álbum também funciona como uma experiência construída sobre aquilo que já havíamos feito. De maneira geral, a resposta e os comentários que estamos recebendo são extremamente positivos. As pessoas estão gostando desse novo som e da profundidade que as 11 músicas do álbum carregam. Realmente, o álbum apresenta momentos mais melódicos, mas sem perder a identidade da The Hu. Houve uma intenção de alcançar um público novo? Desde o lançamento, o que mais surpreendeu vocês na reação dos fãs? Ainda não completou uma semana desde o lançamento do álbum, então ainda não há uma reação específica que nos surpreendeu. Os jornalistas e profissionais da imprensa, assim como você, já haviam escutado o disco antecipadamente. Acredito que essas conversas, nas quais explicamos o álbum e seu conceito, ajudam os fãs e os ouvintes a compreenderem o significado das músicas. Isso permite que as pessoas se identifiquem com elas de maneira mais profunda. Essas conversas são muito importantes. Mas, agora, ainda é cedo para dizer se alguma reação específica nos surpreendeu. Lost Soul conta com a participação de Jonny Hawkins, do Nothing More. Como surgiu essa parceria? Sinceramente, é uma música com características de rádio. A colaboração surgiu por meio da relação que temos com a nossa gravadora, porque Jonny também faz parte do mesmo selo. Existem muitos artistas na gravadora, mas começamos a ficar curiosos sobre ele por causa das características de sua voz. Quando pensamos em combinar os vocais dele com os nossos, “Lost Soul” pareceu a escolha ideal para trabalharmos juntos. Ele também trouxe uma interpretação muito particular para a música. A versão original era um pouco diferente daquilo que ele acrescentou. De maneira geral, trabalhar com Jonny foi ótimo. Ao mesmo tempo, é uma música ligada ao active rock e possui uma abordagem mais radiofônica. Foi algo novo para todos nós, porque Jonny canta sua parte dentro desse estilo, enquanto trabalhava com artistas mongóis cantando na própria língua. Foi uma experiência nova e um processo muito agradável. Apesar do sucesso mundial, vocês tocaram apenas uma vez na América Latina, no México. Existem planos para shows no Brasil e em outros países da América do Sul? Vocês recebem muitas mensagens dos fãs latino-americanos pedindo a vinda da The Hu, como o famoso “Come To Brazil”? Recebemos muitos pedidos dos fãs. Eu mesmo recebo mensagens diretas no Instagram dizendo: “Venham para cá”, “toquem nesta cidade” ou avisando que determinado festival acontecerá e pedindo para participarmos. Nossos fãs são muito ativos dessa maneira, e eu realmente amo e valorizo isso. Queremos voltar à América Latina. Nós tivemos uma apresentação programada na região há alguns anos, mas ela foi cancelada por causa da pandemia. Queremos retornar em grande escala e fazer uma apresentação adequada, especialmente depois de todo esse tempo de espera. Essa é a única razão pela qual estamos levando um pouco mais de tempo: queremos construir algo realmente completo. Estamos igualmente animados para voltar à América Latina e queremos garantir que os fãs sejam valorizados e

Entrevista | Ivan Busic – “O blues é a base de tudo”

Ivan Busic lançou nesta quinta-feira (31) Into the Blues, seu segundo álbum solo e o trabalho mais pessoal da carreira. Antecedido pelo single She’s Got the Devil in her Step, o disco marca uma nova fase do músico ao mergulhar no blues sem abrir mão da pegada roqueira que o consagrou. Segundo Ivan Busic, a faixa reúne riffs inspirados em Cream e Jimi Hendrix, ritmo intenso e uma abordagem mais descontraída nas letras, funcionando como uma prévia da energia presente em todo o álbum. Além de explorar um estilo que sempre esteve presente em sua formação musical, Into the Blues também tem um significado afetivo. O álbum presta homenagem ao pai de Ivan Busic, figura fundamental em sua trajetória como músico, e representa um momento de renovação artística. Para celebrar o lançamento, o artista sobe ao palco do Blue Note São Paulo neste sábado (1º), onde apresentará as novas composições ao lado de releituras de clássicos de nomes como Freddie King, Howlin’ Wolf e Muddy Waters. Conhecido como fundador, baterista e um dos vocalistas do Dr. Sin, Ivan Busic construiu uma das carreiras mais sólidas do hard rock brasileiro. Ao lado do irmão Andria Busic, ajudou a transformar o trio em uma das principais referências do gênero no país, dividindo palco com grandes nomes internacionais e lançando discos que se tornaram clássicos do rock nacional. Além da bateria, Ivan Busic se destaca como multi-instrumentista, compositor e cantor, características que agora ganham ainda mais espaço em sua carreira solo, reafirmando sua versatilidade e disposição para explorar novos caminhos musicais. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Ivan Busic falou sobre o processo de gravação totalmente analógico de Into the Blues, relembrou a influência do pai em sua formação musical, comentou a força do blues como base do rock, analisou o espaço do gênero na mídia brasileira, recordou os shows mais marcantes da carreira e antecipou detalhes da apresentação de lançamento do álbum no Blue Note São Paulo. O álbum ficou com uma sonoridade muito característica, remetendo a bandas como Cream e The Doors. Como foi a pré-produção e a busca por esse som? Esse disco foi inspirado por toda a minha vivência com meu pai e com meu irmão, tocando jazz e blues. Mas houve um momento decisivo: minha esposa colocou um disco da fase Peter Green, do Fleetwood Mac, enquanto eu ia tomar banho. O volume estava bem alto e, durante aquele banho, aconteceu um estalo. Pensei: “Preciso sair daqui gravando um disco nessa onda”. Enquanto tomava banho, já estava compondo. Saí do banheiro, montei a bateria, a guitarra, o amplificador e comecei a gravar. Como já passei por todo tipo de superprodução em estúdio, resolvi fazer exatamente o contrário. Minha ideia inicial era gravar tudo com apenas um microfone. Coloquei um microfone na frente da bateria, o amplificador de guitarra ao lado e gravei a primeira música, “Lemon Pie”, dessa forma. Como bom baterista, começou pela bateria? Passei um bom tempo montando o kit de bateria ideal para esse estilo. Usei uma Gretsch antiga, experimentei peles diferentes, abafei tambores com flanelas e panos, troquei pratos até encontrar a sonoridade perfeita. Sempre digo que um grande disco começa pela bateria. Se ela não soar bem, a chance de o restante também não funcionar é muito maior. Quando encontrei aquele timbre, percebi que era exatamente o som das bandas de jazz e blues que sempre admirei. Fiz então um compromisso comigo mesmo: usaria o mínimo possível de efeitos, compressores e processamento. Da segunda música em diante utilizei apenas dois microfones. Um captava a bateria inteira e outro ficou dentro do banheiro ao lado para registrar apenas o reverb natural. Esse foi o grande segredo do disco. Você teve essa ideia ou se baseou em algum trabalho parecido? Lembrei de histórias dos Rolling Stones gravando em escadarias justamente por causa da acústica. Quando bati palma naquele ambiente e ouvi o retorno, pensei: “Esse é o som que sempre sonhei”. Depois gravei guitarra, bateria, baixo, violão e voz praticamente em sequência, como se fossem vários Ivans tocando juntos. Também quis preservar pequenas imperfeições. Queria que o disco tivesse a sensação de uma banda tocando ao vivo, encarando um ao outro. Na mixagem, fiz uma pré-mix e chamei o Thiago Melo, do Dr. Sin, para ouvir. Ele deu sugestões importantes, principalmente em pequenos ajustes de guitarra. Depois tomei outra decisão: não masterizar o álbum. Queria que ele soasse exatamente como os discos dos anos 50, 60 e 70 que eu amo. Pedi apenas ao Adriano Daga para nivelar o volume entre as músicas, sem alterar frequências, graves ou agudos. Queria que quem colocasse o disco para tocar escutasse exatamente o que eu ouvia na minha sala. Você também destaca muito a relação com seu pai. Como foi esse primeiro contato com a música e quais influências dele aparecem neste álbum? Eu e meu irmão tivemos a bênção de nascer em um ambiente completamente musical. Meu irmão nasceu justamente no ano em que meu pai fundou a Traditional Jazz Band, grupo que representou o Brasil em festivais importantes pelo mundo, inclusive em New Orleans. Tenho lembranças de criança acompanhando meu pai em programas como Os Trapalhões e Fantástico, além de levá-lo ao aeroporto quando saía para turnês internacionais. Nós crescemos observando tudo aquilo e nos apaixonando naturalmente pela música. Ainda adolescentes, começamos a tocar com ele. Era uma enorme responsabilidade, porque dividíamos o palco com músicos veteranos de jazz e blues. Foi também através do meu pai e dos músicos da banda dele que conhecemos Beatles, Deep Purple e Led Zeppelin. Meu pai tinha uma cabeça muito aberta. Ele mostrava Queen, Deep Purple e dizia: “Esses caras são bandas de blues, só que tocam pesado”. E teve alguma música, em específico, que mais te marcou? Lembro perfeitamente do dia em que ouvimos Machine Head, do Deep Purple. Aquilo mudou nossa vida. Mesmo depois de entrar para o rock, nunca deixamos de tocar jazz e blues com meu pai. As duas coisas sempre caminharam juntas. Por

Rhapsody Of Fire e Masterplan anunciam turnê conjunta pela América Latina com duas datas no Brasil

Os fãs de power metal terão a oportunidade de assistir a um dos encontros mais aguardados do gênero em 2027. Rhapsody Of Fire e Masterplan anunciaram uma turnê conjunta pela América do Sul e América Central entre abril e maio, reunindo duas referências do metal europeu em oito apresentações por sete países. No Brasil, os shows acontecem em 30 de abril, no Stage Garden, em Curitiba, e em 1º de maio, na Vip Station, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda. A excursão marca o retorno do Rhapsody Of Fire à América Latina com a turnê de Challenge The Wind, álbum lançado em 2024 que reafirmou a força da banda italiana mais de duas décadas após sua ascensão como um dos principais nomes do power metal sinfônico. Liderado pelo tecladista Alex Staropoli, único integrante remanescente da formação original, o grupo promete um repertório que mistura músicas do novo disco com clássicos como Emerald Sword, Dawn of Victory, Holy Thunderforce, Wisdom of the Kings e Rain of a Thousand Flames. O Masterplan também chega embalado por um novo momento da carreira. A banda alemã, criada em 2002 pelos ex-integrantes do Helloween Roland Grapow e Uli Kusch, voltou a lançar material inédito em 2026 com Metalmorphosis, primeiro álbum de estúdio em 13 anos. O trabalho mantém a identidade melódica característica do grupo, mas adiciona uma sonoridade mais pesada, consolidando uma nova fase ao lado do vocalista Rick Altzi e dos músicos Axel Mackenrott, Jari Kainulainen e Kevin Kott. Mais do que uma turnê, a união entre Rhapsody Of Fire e Masterplan representa o encontro de duas vertentes que ajudaram a definir o power metal moderno. Enquanto os italianos ficaram conhecidos pelas orquestrações cinematográficas e pelas narrativas épicas, os alemães construíram sua reputação com riffs marcantes, técnica refinada e refrães memoráveis. A expectativa é de uma noite dedicada aos grandes clássicos do gênero, reunindo duas bandas que seguem em atividade com novos álbuns e formações consolidadas.

Debrix critica o capitalismo, aparência e status no single “Suflê”

A Debrix inicia um novo capítulo da carreira com o lançamento de “Suflê”, single que transforma uma crítica social em uma combinação de riffs marcantes e refrão direto. A faixa, já disponível nas plataformas digitais, questiona uma realidade em que dinheiro, aparência e status têm mais peso do que inteligência, caráter e experiência. O lançamento chega em um momento de ascensão para a banda de São José dos Campos, que recentemente dividiu palco com Sepultura, L7 e The Calling, além de acompanhar o Helmet em apresentações no Brasil, Argentina e Chile. A ironia começa pelo próprio título. A palavra “suflê”, tradicionalmente associada à culinária francesa e à sofisticação, é usada como metáfora para os códigos de aceitação social. Logo nos primeiros versos, o vocalista Felippo canta: “Só queria ser francês, falar ‘suflê’ corretamente / Me faria uma pessoa muito mais decente”, apontando como determinados comportamentos e referências culturais acabam sendo tratados como símbolos de superioridade. Ao longo da música, a crítica se aprofunda ao confrontar conhecimento e valores pessoais com o poder econômico. Versos como “O QI tá na minha conta corrente” escancaram a percepção de uma sociedade em que prestígio financeiro supera competência, enquanto “os culpados” aparecem julgando “os inocentes”. No refrão, a banda abandona qualquer tentativa de aprovação e assume uma postura de enfrentamento: “Não ligo para o seu certo, vou ser bem direto, cansei de sofrer, vou ignorar você”. O conceito também se estende à identidade visual do lançamento. A capa de “Suflê” apresenta o prato francês com uma boca escancarada no lugar do recheio, reforçando a ideia de uma sociedade que fala, julga e impõe padrões constantemente, mas deixa de lado aquilo que realmente importa. A arte dialoga diretamente com a proposta da música e amplia o discurso apresentado na letra. “Suflê” também evidencia a evolução musical da Debrix. A banda passou a investir em repertório autoral em 2024 com o lançamento de “Push It”, faixa que chamou atenção pela mistura de hard rock, grunge e classic rock. No mesmo ano vieram o single “Thunderstorm” e o EP Tales from the Rabbit Hole, trabalho conceitual que acompanha a jornada de um personagem em busca de superar medo, insegurança e frustrações. Em 2025, a Debrix iniciou uma nova fase ao lançar composições em português, começando por “Nada Pra Falar”, seguida pelo videoclipe de “Bullseye”, produzido com imagens de shows pelo país, e por “Brisa de Espelho”. Paralelamente, a banda ampliou sua presença nos palcos, abrindo apresentações do The Calling, participando de um festival ao lado do Sepultura e realizando sua primeira sequência internacional ao acompanhar o Helmet em shows por São Paulo, Buenos Aires e Santiago. Agora, “Suflê” reforça esse momento de crescimento, mostrando uma banda que alia identidade musical consistente a letras que dialogam com questões contemporâneas.

The Bombers e Gritando HC são destaques do Festival de Inverno de Paranapiacaba neste domingo

O The Bombers e o Gritando HC estão entre os principais nomes da programação do 25º Festival de Inverno de Paranapiacaba, que acontece neste domingo (26), na histórica vila ferroviária de Santo André. A banda santista sobe ao palco da Magia Beer às 16h, enquanto o Gritando HC também integra a programação, que ainda reúne atrações como Lokomotive Rocks, Dammit, Molinas, Black Mantra, Banda Magazine e Divazz. A apresentação do The Bombers antecede o lançamento de Noite Alucinante: 30 Anos Ao Vivo, previsto para 30 de julho. Gravado durante o show comemorativo das três décadas da banda, o álbum será lançado nas plataformas digitais, em CD e em uma edição limitada em VHS. Além dos shows, o Festival de Inverno de Paranapiacaba oferece entrada gratuita e uma programação cultural com feira de vinil, cinema, teatro, circo, exposições, contação de histórias, duas praças de alimentação e dezenas de cafés, pubs e restaurantes espalhados pela vila.