Entrevista | The White Buffalo – “Acabamos de gravar um novo álbum, talvez eu toque uma música nova nos shows”

O cantor, compositor e guitarrista norte-americano Jake Smith, conhecido artisticamente como The White Buffalo, retorna ao Brasil em novembro de 2026 para uma turnê de oito apresentações. Após a estreia surpreendente no país, em 2024, quando shows esgotaram e precisaram ser transferidos para espaços maiores, o músico amplia o roteiro e inclui novas cidades. Desta vez, a turnê passa por Belo Horizonte (6/11, Befly Hall), São Paulo (7/11, Audio), Porto Alegre (9/11, Opinião), Florianópolis (11/11, Life Club), Curitiba (14/11, Tork n’ Roll), Brasília (18/11, Toinha), Fortaleza (20/11, Dragão Hall) e Recife (21/11, Armazém 14). A realização é da Sellout e Powerline, com ingressos disponíveis pela plataforma Fastix. Com uma carreira construída ao longo de mais de duas décadas, The White Buffalo conquistou reconhecimento internacional por suas composições cinematográficas, que transitam entre folk, blues, country e rock. Dono de uma voz grave e marcante, Smith teve músicas incluídas em séries como Sons of Anarchy, Californication, The Punisher, Longmire e This Is Us. Seu trabalho de estúdio mais recente, Year of the Dark Horse (2022), apresentou uma abordagem conceitual e experimental, enquanto o álbum ao vivo A Freight Train Through the Night (2024) destacou a intensidade de suas apresentações ao lado do baixista Christopher Hoffee e do baterista Matt Lynott. Às vésperas do retorno ao país, Jake Smith conversou com o Blog n’ Roll e revelou que já gravou um novo álbum, previsto para 2027, e que pretende apresentar uma das músicas inéditas durante a turnê brasileira. Na entrevista, o artista relembrou a recepção surpreendente dos fãs em sua primeira visita, contou experiências gastronômicas e culturais pelo país, falou sobre suas influências no punk rock, revelou uma curiosa ligação com o ABBA e refletiu sobre o processo criativo, a relação entre suas músicas e o cinema e as inseguranças que ainda enfrenta depois de mais de 20 anos de carreira. Antes da sua primeira visita ao Brasil, li algumas entrevistas em que você dizia não saber exatamente quem era seu público por aqui. No fim, os shows esgotaram e alguns precisaram ser transferidos para casas maiores. Como foi essa experiência e o que mais surpreendeu você no público brasileiro? Inicialmente, eu realmente não sabia o que esperar. Nas redes sociais, sempre apareciam comentários pedindo “venha ao Brasil, venha ao Brasil”. Era praticamente um a cada dois comentários. Então, decidimos arriscar. Os shows foram planejados inicialmente para casas pequenas, e pensei: “Provavelmente vou perder dinheiro indo até lá, mas tudo bem. Vamos testar”. Só que os ingressos começaram a esgotar, um show depois do outro, e fomos passando para lugares cada vez maiores. Foi algo avassalador. A paixão, a energia dos brasileiros, dos fãs e do público foram incríveis. O fato de as pessoas aparecerem no aeroporto e no hotel foi algo que eu nunca tinha experimentado em nenhum outro lugar do mundo. Descobrir essa parte do planeta, já sendo um homem de meia-idade e com quase 25 anos de carreira, e encontrar o que provavelmente é a melhor base de fãs que já tive na vida foi extraordinário. Lembro que, no primeiro show em São Paulo, entrei sozinho para tocar a primeira música. Mal consegui terminar. Foi muito emocionante. A sensação era incrível. Foi uma descoberta maravilhosa de um país e de pessoas tão especiais. Somos realmente muito apaixonados e costumamos tratar nossos ídolos como deuses por aqui. Sim, embora eu não me sinta muito confortável com isso (risos). Houve alguma apresentação ou momento especial daquela primeira turnê que ficou particularmente marcado na sua memória? Foram muitas lembranças e shows incríveis. Mas aquele primeiro momento em São Paulo, quando subi ao palco e ouvi o rugido da plateia, foi inesquecível. Eu estava completamente emocionado, assim como o público. Nunca vou esquecer aquela sensação. Outra coisa que me marcou foi chegar ao local do show e encontrar seis ou sete vendedores de camisetas piratas na rua. Fiquei impressionado. Pensei: “Isso é incrível!”. Claro que provavelmente não era muito bom para as vendas do nosso merchandising oficial lá dentro, mas nunca tinha visto algo parecido. Achei fantástico. A agenda da turnê era bastante apertada, praticamente um show por dia. Você conseguiu conhecer um pouco do Brasil além dos palcos? Visitou algum lugar interessante ou experimentou a culinária brasileira? Conseguimos aproveitar um pouco, embora tenha sido uma viagem com muitos deslocamentos. Nunca tinha feito uma turnê daquele jeito, às vezes pegando um avião no próprio dia do show. Era tocar, voar, tocar, voar. Acordávamos muito cedo e íamos dormir tarde. Mas conseguimos experimentar algumas coisas. Comemos feijoada! Eu estava tentando lembrar o nome. Era aquele prato brasileiro com feijão e partes do porco, como orelhas. A textura era um pouco mais borrachuda do que eu esperava (risos). Também tivemos um dia de folga no Rio de Janeiro. Passamos um tempo na praia e experimentamos aquela bebida brasileira… Caipirinha! Tomamos algumas naquela tarde. Talvez até demais. Na verdade, não demais, mas na quantidade certa (risos). Só que elas podem surpreender você. Conseguimos passear um pouco, o que foi ótimo. Outra coisa interessante é que me senti muito mais seguro do que imaginava. Antes de viajar, recebi vários alertas dizendo que o Brasil era extremamente perigoso. É claro que passamos boa parte do tempo acompanhados pelos produtores locais, que são pessoas incríveis. Isso ajudou bastante. Você precisa estar atento ao que acontece ao redor, mas, no geral, me senti muito tranquilo e confortável. Muitos fãs que estiveram nos shows de 2024 certamente vão retornar agora. O que eles podem esperar dessa nova turnê? Teremos mudanças ou surpresas no repertório? Preciso olhar novamente o que tocamos naquela ocasião. Sei que existem algumas músicas praticamente obrigatórias, que não podemos deixar de fora, mas vamos tentar variar o repertório. Também precisamos fazer isso por nós mesmos, para manter as apresentações interessantes e renovadas. E existe uma possibilidade especial: acabamos de gravar um novo álbum. Talvez apresentemos algumas músicas dele. Provavelmente uma canção inédita durante os shows. A expectativa é lançar esse disco no final da primavera ou começo do

Charlotte Wessels anuncia show extra em São Paulo antes do Liberation Festival 2026

A cantora holandesa Charlotte Wessels, ex-vocalista do Delain, confirmou uma apresentação solo em São Paulo no dia 11 de dezembro de 2026, no Carioca Club. O show acontece um dia antes de sua participação no Liberation Festival, marcado para 12 de dezembro, no Vibra São Paulo. As duas apresentações são realizadas pela Liberation Music Company, e os ingressos para a data extra já estão à venda pelo Clube do Ingresso. Conhecida por seus 16 anos à frente do Delain, Charlotte Wessels iniciou sua carreira solo em 2021, explorando uma sonoridade que combina metal sinfônico, rock alternativo, dark pop e elementos cinematográficos. Seus primeiros trabalhos, Tales From Six Feet Under (2021) e Tales From Six Feet Under Vol. II (2022), foram desenvolvidos durante a pandemia e marcaram uma fase de maior liberdade criativa para a artista. O principal destaque de sua discografia solo é The Obsession, lançado em 2024 pela Napalm Records. O álbum apresenta composições que abordam temas como saúde mental, medo, pensamentos intrusivos e transtorno obsessivo-compulsivo, combinando guitarras pesadas, arranjos sinfônicos e melodias marcantes. O trabalho será a principal referência para as apresentações da cantora no Brasil. Nos últimos anos, Charlotte ampliou sua presença no circuito internacional de metal, participando de festivais como Hellfest, Graspop, Tuska, Summer Breeze e Dynamo Open Air. Em 2026, também integrou uma turnê europeia ao lado de Epica e Amaranthe, com apresentações em grandes arenas. A cantora já prepara os próximos passos da carreira, incluindo um novo álbum de estúdio previsto para o início de 2027. Em fevereiro, ela também realizará sua primeira turnê como atração principal pela Europa e pelo Reino Unido, com encerramento em Utrecht, sua cidade natal. Além dos lançamentos tradicionais, Charlotte mantém desde 2020 o projeto Song of the Month, no qual disponibiliza mensalmente composições inéditas para seus apoiadores no Patreon. A iniciativa já ultrapassou 70 músicas e se tornou parte importante de seu processo criativo. Charlotte Wessels também participa do Liberation Festival 2026 O Liberation Festival retorna a São Paulo após oito anos de ausência. Marcado para 12 de dezembro, no Vibra São Paulo, o evento terá apresentações de Dimmu Borgir, Testament, Slaughter To Prevail, Charlotte Wessels, Immolation e Municipal Waste. A participação da cantora no festival acontece apenas um dia depois do show no Carioca Club, oferecendo ao público brasileiro duas oportunidades consecutivas de acompanhar a atual fase de sua carreira solo. Serviço – Charlotte Wessels em São Paulo Data: 11 de dezembro de 2026 (sexta-feira)Local: Carioca ClubEndereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo (SP)Ingressos: Clube do IngressoRealização: Liberation Music Company

Mastrobiso reúne vozes femininas em novo single “Cruelas Vol. 1”

A cantora e compositora Mastrobiso lançou nesta terça-feira (27) o single “Cruelas Vol. 1”, que reúne Dani Buarque, da banda The Mönic, Kouth, MC Taya e Scarlett Wolf. Disponível nas plataformas digitais pela gravadora Deck, a faixa mistura rap e rock em formato de cypher, no qual diferentes artistas apresentam seus versos sobre uma mesma base musical. A proposta surgiu da relação de Mastrobiso com o rap, construída desde a adolescência, e da vontade de aproximar essa linguagem da cena feminina do rock. O projeto reúne cinco artistas que utilizam a música como espaço de expressão, combinando letras provocativas, humor ácido e posicionamento político. “Chega de explicar o óbvio. Agora é hora de falar sobre o que quiser, colocar a raiva para fora, se divertir e fazer barulho”, afirma Mastrobiso. Para a cantora, a presença feminina na indústria musical já representa uma atitude punk, e as artistas não precisam limitar suas composições à obrigação de discutir representatividade. A música também surge em um contexto de crescimento de discursos misóginos e debates sobre os direitos das mulheres. Em vez de adotar uma abordagem didática, “Cruelas Vol. 1” transforma indignação em versos marcados por sarcasmo, liberdade criativa e diferentes perspectivas femininas. A produção musical ficou a cargo de Dé Barros, DJ e produtor ligado às cenas do rap e do trap, que mantém uma parceria de longa data com Mastrobiso. O single marca a primeira edição do projeto Cruelas, que aposta no encontro entre artistas de diferentes vertentes musicais para explorar as conexões entre rock e hip-hop.

Matanza Ritual anuncia shows em Campinas e Santo André em janeiro de 2027

O Matanza Ritual confirmou duas apresentações no interior e na Grande São Paulo em janeiro de 2027. A banda liderada por Jimmy London sobe ao palco do Santo Rock Bar, em Campinas, no dia 16 de janeiro, e se apresenta na unidade de Santo André no dia 17 de janeiro. Os shows terão repertório que combina músicas do álbum A Vingança é Meu Motor (2025) com clássicos da trajetória do vocalista à frente do Matanza. Além de Jimmy London, o Matanza Ritual reúne Felipe Andreoli, baixista do Angra, Antônio Araújo, guitarrista do Korzus, e Amílcar Christófaro, baterista do Torture Squad. A formação reúne músicos experientes do metal brasileiro e aposta em uma sonoridade marcada por riffs pesados, velocidade e letras carregadas de sarcasmo e humor ácido. Formado em 2019, o grupo inicialmente concentrou suas atividades nos palcos, apresentando músicas que marcaram a carreira de Jimmy London no Matanza. Com o passar dos anos, o projeto desenvolveu seu próprio repertório, culminando no lançamento de A Vingança é Meu Motor, primeiro álbum de estúdio da banda, disponibilizado em 2025 pela Deck. Produzido por Rafael Ramos, o disco consolidou a identidade musical do Matanza Ritual e ampliou o repertório das apresentações. Entre as composições autorais estão “Rei Morto” e “Morte Súbita”, que dividem espaço com canções conhecidas pelos fãs da antiga banda de Jimmy London. Antes dos shows paulistas, o quarteto realiza mais uma edição do Matanza Ritual Fest, marcada para 18 de dezembro de 2026, no Circo Voador, no Rio de Janeiro. O evento terá participações de Gangrena Vodu e Catiça. Criado em 2023, o festival já recebeu nomes como Crypta, Black Pantera, Ratos de Porão e Pavilhão 9. Ingressos para Matanza Ritual em Campinas e Santo André Os ingressos para as duas apresentações estão disponíveis em primeiro lote, com valores a partir de R$ 80, na modalidade meia-entrada ou promocional solidário no site Ingresso Master.

Tarja anuncia show no Rio de Janeiro em maio de 2027. Confira todas as datas da turnê

A cantora finlandesa Tarja Turunen confirmou uma apresentação no Rio de Janeiro para o dia 27 de maio de 2027, no Vivo Rio. O show faz parte da turnê Frisson Live 2027, que também passará por São Paulo, Belém, Porto Alegre, Curitiba e Brasília. A nova série de apresentações será dedicada ao álbum Frisson Noir, lançado em junho de 2026, além de reunir clássicos de diferentes fases da carreira da ex-vocalista do Nightwish. Considerado o trabalho mais pesado de sua trajetória solo, Frisson Noir foi lançado pela earMUSIC e aprofunda a combinação entre heavy metal, música clássica e arranjos orquestrais que caracteriza a sonoridade de Tarja. O álbum apresenta dez faixas e conta com participações de Marko Hietala, Dani Filth, do Cradle of Filth, Apocalyptica e Chad Smith, baterista do Red Hot Chili Peppers. A proposta do novo disco também está diretamente relacionada às apresentações ao vivo. Em entrevistas, Tarja explicou que buscou transportar para o estúdio a intensidade de sua banda nos palcos. O resultado é um trabalho que aposta em guitarras mais pesadas, atmosferas cinematográficas e elementos sinfônicos, explorando temas como identidade, independência e transformação. A turnê brasileira terá repertório que combina as novas composições com músicas de diferentes momentos da carreira da artista. Reconhecida mundialmente por sua formação lírica e pela passagem pelo Nightwish, Tarja construiu uma trajetória solo que transita entre o metal sinfônico, o rock e a música clássica, mantendo uma relação próxima com o público brasileiro. Antes da Frisson Live 2027, a cantora ainda retorna ao Brasil em dezembro de 2026 com o espetáculo The Spirit of Christmas, dedicado ao repertório natalino. As apresentações acontecem em 5 de dezembro, no Terra SP, em São Paulo, e no dia 6, no Espaço Patrick Ribeiro, em Vitória. Confira as datas da turnê de Tarja no Brasil em 2027 Ingressos para Tarja no Rio de Janeiro A pré-venda para o show no Vivo Rio começa nesta terça-feira, 27 de outubro, às 12h, enquanto a venda geral será aberta na quinta-feira, 29 de outubro, também às 12h, pela Ticket360. Clientes Vivo terão direito a 25% de desconto, enquanto o benefício para o MAM será de 15%. Também estarão disponíveis as modalidades de meia-entrada e demais descontos previstos em lei.

Motionless In White anuncia show único em São Paulo em março de 2027

O Motionless In White confirmou seu retorno ao Brasil para o dia 5 de março de 2027, no Espaço Unimed, em São Paulo. A apresentação faz parte da The Come To Latin America Tour e marca uma nova passagem da banda norte-americana pelo país após sua participação como atração de abertura do Bring Me the Horizon, em novembro de 2024, no Allianz Parque. O show será realizado pela CultMix Live, com pré-venda de ingressos a partir de 30 de outubro. Formado em Scranton, na Pensilvânia, o Motionless In White se consolidou como um dos principais nomes do metalcore contemporâneo. Liderado pelo vocalista Chris Motionless, o grupo combina guitarras pesadas, elementos industriais, atmosferas góticas e uma estética inspirada em filmes de terror. A banda completa duas décadas de trajetória em um período de crescimento internacional, impulsionado pelo sucesso de seus lançamentos mais recentes. O principal destaque da atual fase é Decades, sétimo álbum de estúdio, lançado em 17 de julho de 2026 pela Roadrunner Records. O trabalho estreou na 15ª posição da Billboard 200 e alcançou o primeiro lugar na parada de álbuns de hard rock da revista norte-americana. Entre as faixas estão “Afraid of the Dark”, “Playing God”, com participação de Corey Taylor, do Slipknot, e “R.I.P.”, gravada com Skylar Grey. O desempenho comercial reforça os resultados conquistados com Scoring the End of the World (2022), disco que chegou à 12ª posição da Billboard 200 e também liderou a parada de hard rock. O álbum apresentou “Masterpiece”, primeiro single do Motionless In White a alcançar o topo da Mainstream Rock Airplay. Segundo a biografia oficial, o grupo acumula mais de um bilhão de reproduções e visualizações, enquanto músicas como “Voices” e “Another Life” receberam certificação de ouro nos Estados Unidos. A popularidade da banda também ultrapassou o universo do metal. A música “Demon in Your Dreams”, utilizada como tema de entrada da lutadora Rhea Ripley, da WWE, ajudou a apresentar o Motionless In White a novos públicos. Paralelamente, o grupo ampliou sua presença em grandes festivais e turnês internacionais. Antes de desembarcar no Brasil, o Motionless In White realiza uma nova etapa da Sweat and Blood Tour pelos Estados Unidos, entre outubro e novembro de 2026, acompanhado por Dayseeker, The Devil Wears Prada e Dark Divine. Para 2027, a banda também anunciou apresentações em países como Suíça, Hungria, Itália, França, Grécia e Portugal. Ingressos para Motionless In White em São Paulo A pré-venda para o show brasileiro começa na sexta-feira, 30 de outubro, às 10h, e permanece disponível até 31 de outubro, às 23h59. Para participar, os fãs deverão utilizar o código CM2LATAM. A venda geral será aberta em 6 de novembro, às 10h, pela Ticket360. Os ingressos custam entre R$ 180, na modalidade meia-entrada, e R$ 820, na modalidade inteira, dependendo do setor e do lote. Os valores não incluem a taxa de serviço. Serviço – Motionless In White em São Paulo Turnê: The Come To Latin America TourData: 5 de março de 2027 (sexta-feira)Local: Espaço UnimedEndereço: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda, São Paulo (SP)Pré-venda: 30 de outubro, às 10h, até 31 de outubro, às 23h59Código da pré-venda: CM2LATAMVenda geral: 6 de novembro, às 10hIngressos: R$ 180 a R$ 820, sem taxasPlataforma: Ticket360Classificação: 18 anosRealização: CultMix Live

Entrevista | Kneecap – “Vimos em primeira mão como o lobby sionista pode tentar retirar uma banda de festivais e grandes apresentações”

O trio norte-irlandês Kneecap fez sua estreia no Brasil na última sexta-feira (23), no Cine Joia, em São Paulo, encerrando sua turnê pela América Latina. A apresentação reuniu hip-hop, música eletrônica, atitude punk e manifestações políticas, características que transformaram o grupo em um dos nomes mais provocativos da música contemporânea. Com uma performance intensa e mensagens de apoio à Palestina, o Kneecap protagonizou uma noite marcada pela interação com o público e pela combinação de música e ativismo. Formado em Belfast por Mo Chara, Móglaí Bap e DJ Próvaí, o Kneecap ganhou projeção internacional ao misturar rap, batidas eletrônicas e letras interpretadas principalmente em irlandês, idioma cuja preservação ocupa um lugar central na identidade do grupo. Suas músicas abordam questões sociais, políticas e culturais da Irlanda do Norte, frequentemente utilizando humor ácido e sátira para questionar autoridades e instituições. Embora sua sonoridade esteja associada ao hip-hop, a energia dos shows aproxima o trio do punk e de bandas como Rage Against the Machine. A repercussão internacional levou o Kneecap a grandes festivais e abriu espaço para colaborações com artistas como Tom Morello, guitarrista do Rage Against the Machine. Ao mesmo tempo, as manifestações políticas do grupo provocaram controvérsias e pressões sobre suas apresentações. Em entrevista ao Blog n’ Roll, os músicos falaram sobre a passagem pela América Latina, a relação com o rock, a colaboração com Morello, os limites da liberdade artística e a importância de manter suas convicções mesmo diante do crescimento comercial. Vocês ouviram muitos comentários sobre o público brasileiro antes de vir para cá? Como tem sido tocar na América do Sul e o que sentiram em relação ao público durante esta turnê? Mo Chara: Está sendo ótimo, porque ouvimos muitas histórias sobre o público da América do Sul e da América Latina. Diziam que as pessoas eram completamente malucas e agitadas, e elas corresponderam às nossas expectativas. Passamos por México, Colômbia, Argentina e Chile, e agora terminamos no Brasil. O Brasil tem um padrão muito alto para alcançar, porque o Chile, onde tocamos anteontem, foi incrível. A Argentina foi inacreditável, assim como a Colômbia e o México. Todo mundo foi sensacional. Este é nosso último show na América Latina, então a pressão está sobre vocês, Brasil! Móglaí Bap: Também sinto que existe um espírito indígena na América Latina com o qual realmente nos identificamos em todos esses países. Acho que é por isso que estamos nos divertindo tanto aqui. Conseguimos conhecer e aprender muito mais sobre as culturas indígenas desses países. Sei que existem povos indígenas no Brasil, no México, na Colômbia e em outros lugares. Isso nos conecta muito, porque a cultura e a língua indígenas são aspectos extremamente importantes para o Kneecap. Vocês são definidos como um grupo de hip-hop e música eletrônica, mas a atitude de vocês é muito punk e hardcore, principalmente no palco. Vocês se identificam com essa comparação? Quais bandas de rock influenciaram vocês? DJ Próvaí: Já nos compararam ao Rage Against the Machine, e acho que foi por isso que Tom Morello entrou em contato conosco e perguntou se gostaríamos de gravar uma música com ele. Lançamos essa faixa, “Unconquered”, algumas semanas atrás, em setembro. Foi um elogio enorme, porque, como você mencionou, a energia que eles têm no palco é algo que queremos alcançar. Quanto às bandas de rock, não tenho tanta certeza. Quando éramos mais novos, costumávamos ouvir um grupo irlandês chamado Rubberbandits. Nem sei exatamente em qual gênero musical eles se encaixam. Fomos a um show deles e a apresentação tinha uma energia absurda. Pensamos: como podemos capturar isso? Acho que é um pouco dessa energia que vocês vão encontrar no nosso show. Stiff Little Fingers é uma banda punk da Irlanda do Norte. Eles tinham uma música chamada “Alternative Ulster”, que falava sobre um período de muitas divisões sectárias e assassinatos dos dois lados do conflito. A ideia deles era tentar unir as pessoas por meio da música. Acho que é isso que também esperamos fazer: aproximar as pessoas em vez de dividi-las. Na semana passada, vimos alguns músicos dizendo que política e música deveriam ser coisas separadas. Mas é muito fácil dizer isso quando você trata seus fãs como mercadorias, apenas para ganhar dinheiro com eles. A política faz parte da vida cotidiana. Quando alguém tenta censurar uma pessoa por dizer “Palestina livre”, já escolheu um lado. Quando está acontecendo um genocídio no mundo, permanecer em silêncio também significa tomar partido. Todo mundo deveria usar sua voz para se manifestar contra uma das piores coisas que aconteceram durante nossas vidas. Vocês mencionaram o Rage Against the Machine e Tom Morello. Como foi a experiência de gravar uma música com ele? Mo Chara: Bom, estamos na era moderna, então nunca estivemos na mesma sala. Ele nos enviou a música, nós gravamos nossa parte e mandamos de volta. Depois, ele fez o videoclipe e todo o restante. Infelizmente, ainda não tivemos o prazer de conhecer Tom Morello pessoalmente. Como você pode imaginar, ele é um homem muito ocupado, assim como nós. Esperamos encontrá-lo no futuro. Quando alguém que é um ícone musical como Tom Morello convida você para gravar uma música, é praticamente impossível não aceitar. Vocês já enfrentaram controvérsias por causa de suas posições políticas. Isso alguma vez fez vocês mudarem a maneira de escrever músicas? Existe algum limite para as composições ou letras por medo de cancelamento? Mo Chara: Não, definitivamente. Vocês combinam essas mensagens com um humor ácido, de uma maneira muito particular. Esse humor e a reação do público influenciam a forma como vocês escrevem as músicas e pensam nas apresentações ao vivo? Mo Chara: Com certeza. Pensamos bastante nisso. Dan Carey foi ao nosso show na Wembley Arena e acho que foi a primeira vez que ele realmente conseguiu assistir à nossa apresentação ao vivo. Como temos a sorte de tocar em arenas em algumas partes do mundo, ele queria produzir um álbum que tivesse capacidade de preencher esses espaços. Um disco com sonoridade suficientemente grande para funcionar não apenas

Iron Maiden celebra 50 anos e une fãs de metal em São Paulo durante apuração presidencial

O Iron Maiden entrou em campo com o jogo praticamente ganho após a abertura do Alter Bridge. Bastaram os primeiros acordes de “Doctor Doctor”, clássico do UFO que tradicionalmente antecede suas apresentações, para o público do Nubank Parque ir à loucura. Antes mesmo de os músicos aparecerem, o clima já era de celebração. Afinal, não era uma noite qualquer: a banda britânica comemorava cinco décadas de uma trajetória que ajudou a definir os rumos do heavy metal. E o Iron Maiden conseguiu uma façanha que parecia improvável diante do cenário político brasileiro: unir milhares de pessoas enquanto acontecia a apuração das eleições presidenciais. Mesmo com a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva durante a apresentação, não houve manifestações políticas perceptíveis ou discussões entre os presentes. Pelo menos na região da pista premium, acompanhada pela reportagem, a música falou mais alto que qualquer divergência. Ponto positivo para a banda e para o público. Paul Di’Anno Presente A celebração dos 50 anos começou com uma homenagem à era Paul Di’Anno. A sequência de “Murder in the Rue Morgue”, “Wrathchild” e “Killers”, todas do álbum Killers (1981), transportou o público diretamente aos primeiros anos do grupo. A última ainda contou com a primeira aparição de Eddie, mascote que se tornou tão importante para a identidade do Maiden quanto seus próprios integrantes. Bruce Dickinson também aproveitou os primeiros momentos para declarar seu carinho pelo Brasil. Na sequência, “Phantom of the Opera”, do disco de estreia, manteve o espetáculo mergulhado na fase inicial da banda. Apesar da recepção calorosa, foi com “The Number of the Beast” que o show pareceu atingir outra dimensão. Bruce Dickinson e o público cresceram juntos, como se as quatro primeiras músicas tivessem servido apenas como um aquecimento de luxo. Logo depois, “Infinite Dreams” foi recebida como uma verdadeira raridade. Ausente dos repertórios das turnês por quase quatro décadas, a faixa ganhou uma celebração à altura de sua importância para os fãs mais antigos. A passagem pela era Powerslave começou com a faixa-título, acompanhada de uma máscara curiosa utilizada por Dickinson. A produção visual também chamou atenção. No lugar dos tradicionais cenários pintados que marcaram tantas turnês do Iron Maiden, um enorme telão assumiu protagonismo, criando ambientes que dialogavam diretamente com as músicas. Em “2 Minutes to Midnight”, as projeções ganharam contornos quase cinematográficos, ampliando a dimensão do espetáculo. Mas Bruce Dickinson não depende apenas de efeitos visuais para entreter uma multidão. Depois de “2 Minutes to Midnight”, o vocalista apareceu com um cantil e anunciou que havia chegado a hora da cachaça. Em uma encenação com aparência de improviso, começou a “demitir” integrantes da produção, acusando-os de substituir a bebida brasileira por água. A brincadeira terminou com um aviso: exagerar na cachaça poderia fazer alguém enxergar um albatroz voando pelo céu. Era a deixa perfeita para “Rime of the Ancient Mariner”, uma das composições mais ambiciosas do catálogo da banda. Inspirada no poema de Samuel Taylor Coleridge, a música narra a história de um marinheiro que mata um albatroz sem motivo aparente e desencadeia uma maldição em alto-mar. A execução reforçou a capacidade do Iron Maiden de transformar narrativas literárias em verdadeiras epopeias musicais, mesmo diante de um público de estádio. A partir de “Run to the Hills”, o Iron Maiden passou a jogar no estádio como um time que, mesmo com a vitória garantida, ainda buscava uma goleada. O clássico abriu uma sequência que incluiu “Seventh Son of a Seventh Son” e “The Trooper”, deixando pouco espaço para o público recuperar o fôlego. Nesta última, Eddie fez sua segunda aparição, enquanto Dickinson reproduziu um dos momentos mais tradicionais dos shows da banda, vestindo a farda militar vermelha do século XIX e empunhando a bandeira do Reino Unido. O roteiro, entretanto, ganhou um elemento brasileiro quando o vocalista também ergueu a nossa bandeira nacional. Naquele momento, a reeleição de Lula já estava confirmada, mas novamente não foram percebidas manifestações políticas ou discussões entre os espectadores. A bandeira foi recebida como parte do espetáculo, sem desviar a atenção do que acontecia no palco. Em “Hallowed Be Thy Name”, Dickinson surgiu preso dentro de uma jaula, reforçando a atmosfera dramática de uma das músicas mais emblemáticas do grupo. O encerramento do repertório principal veio com “Iron Maiden”, retomando a homenagem à fase Paul Di’Anno e fechando um ciclo que havia começado justamente com as primeiras composições da banda. O bis trouxe mais três momentos de forte apelo popular. “Aces High” abriu a sequência com Dickinson caracterizado como piloto de caça, em mais uma de suas rápidas trocas de figurino. “Fear of the Dark” transformou o estádio em um mar de lanternas de celulares, contrariando a recomendação exibida anteriormente no telão para que os aparelhos permanecessem nos bolsos. Por fim, “Wasted Years” encerrou a apresentação com um tom quase simbólico para uma banda que celebra meio século de estrada. Bruce Dickinson desafia o tempo Se o repertório e a produção visual impressionaram, Bruce Dickinson foi novamente o grande protagonista da noite. Aos 68 anos, o vocalista percorreu o palco praticamente sem descanso, alternando corridas, interações com o público e rápidas mudanças de figurino nos bastidores. Mais impressionante, porém, foi sua condição vocal. Dickinson demonstrou segurança nas notas mais exigentes e manteve o controle da voz ao longo de toda a apresentação. Diferentemente de outros vocalistas veteranos que frequentemente transferem trechos inteiros das músicas para o público como forma de preservar o fôlego, o britânico assumiu suas responsabilidades do início ao fim. A plateia cantou muito, evidentemente, mas por entusiasmo, não por necessidade do artista. Estreia de Simon Dawson Na bateria, Simon Dawson, escolhido para substituir Nicko McBrain com a bênção do próprio músico, apresentou uma performance mais discreta. Embora tenha cumprido sua função, algumas passagens pareceram simplificadas em comparação às versões originais, enquanto determinadas músicas, principalmente da era mais punk de Paul Di’Anno, soaram ligeiramente mais lentas. Não foram diferenças capazes de comprometer a apresentação, mas perceptíveis para quem acompanha de perto a trajetória da banda. Outro ponto que

Alter Bridge entrega show tecnicamente impecável, porém tímido, antes do Iron Maiden

O Alter Bridge subiu ao palco pontualmente às 19h10, com a missão de aquecer o público para o Iron Maiden. Com apenas 50 minutos disponíveis, a banda norte-americana precisou condensar seu repertório em oito músicas, seis a menos do que havia apresentado três dias antes na Argentina, onde realizou um show solo. A escolhida para abrir a apresentação foi “Silent Divide”, faixa do mais recente álbum de estúdio, autointitulado. O repertório privilegiou diferentes momentos da carreira, mas reservou um espaço especial para Fortress (2013). Três das oito músicas executadas vieram do disco: “Cry of Achilles”, “Addicted to Pain” e a faixa-título, ausente nas últimas turnês. Outra diferença em relação à apresentação argentina ficou para o encerramento. Em vez de repetir a escolha do show anterior, o grupo apostou em “Isolation” para fechar sua participação. Musicalmente, o Alter Bridge mostrou por que é considerado um dos nomes mais respeitados do hard rock contemporâneo. A execução foi praticamente irrepreensível, com instrumentos bem definidos e uma precisão que impressiona mesmo nas passagens mais complexas. Entretanto, toda essa qualidade técnica contrastou com uma presença de palco discreta para as dimensões de um estádio. Myles Kennedy, reconhecido como um dos grandes vocalistas de sua geração, manteve uma postura bastante contida durante a apresentação. Mesmo nos momentos em que deixou a guitarra de lado para se dedicar exclusivamente aos vocais, pouco explorou o espaço do palco ou buscou uma interação mais intensa com a plateia. Nada disso, porém, comprometeu seu desempenho musical. Kennedy alcançou as notas mais altas com segurança e demonstrou a mesma precisão quando dividiu as funções de cantor e guitarrista. Brian Marshall (baixo) e Mark Tremonti (guitarra), por outro lado, pareceram mais à vontade diante de um público numeroso. O guitarrista apresentou uma postura mais desenvolta, transmitindo uma energia que, em determinados momentos, fez falta ao restante da apresentação. Sua performance ajudou a dar mais peso a um show que, apesar da qualidade musical, raramente conseguiu transmitir a grandiosidade esperada de uma apresentação em estádio. No fim das contas, o Alter Bridge cumpriu sua missão sem grandes sobressaltos. Entregou um repertório consistente, execução técnica impecável e demonstrou a qualidade de músicos que dispensam apresentações. Faltou, entretanto, aquela dose de ousadia e presença de palco capaz de transformar uma abertura em um acontecimento à parte. Para um público que aguardava ansiosamente as grandes estrelas da noite, ficou a impressão de um show musicalmente excelente, mas tímido demais para o tamanho da ocasião. Setlist Foto destaque: Stephan Solon