Chaos Synopsis lança clipe gravado no Bangers Open Air e se prepara para turnê com Six Feet Under

O Chaos Synopsis lançou o videoclipe de “Chaos Synopsis”, produzido a partir de imagens da apresentação da banda na edição de 2026 do Bangers Open Air. O registro reúne diferentes momentos do show e destaca a intensidade ao vivo do grupo paulista em um dos principais festivais dedicados ao rock e ao metal no Brasil. O repertório da apresentação percorreu diferentes fases da carreira, das primeiras composições registradas na demo Garden of Forgotten Shadows, de 2006, aos trabalhos mais recentes. O lançamento antecede outro importante compromisso na agenda da banda. Entre outubro e novembro, o Chaos Synopsis será responsável pela abertura dos quatro shows da turnê brasileira do Six Feet Under. A sequência começa em 30 de outubro, no Mister Rock, em Belo Horizonte, passa pelo Mirage, em Limeira, no dia 31, chega ao Hangar 110, em São Paulo, em 1º de novembro, e termina no Tork n’ Roll, em Curitiba, no dia 2 de novembro. Fundado em 2005, em São José dos Campos, o Chaos Synopsis construiu mais de duas décadas de trajetória dentro do thrash/death metal nacional, combinando riffs velozes, agressividade e elementos característicos das vertentes mais extremas do gênero. A discografia inclui trabalhos como Art of Killing (2013), Gods of Chaos (2017), Seasons of Red, Coronavirus (2020), Serpent in Flames (2021) e Garden of Forgotten Shadows (2022). Em 2026, o grupo também voltou às próprias origens com Unforgotten Shadows (20 Years Re-Recorded). O EP apresenta novas gravações de cinco músicas da primeira demo, celebrando os 20 anos daquele material e conectando a formação atual ao início da trajetória. A experiência acumulada nesse período levou o Chaos Synopsis para além do circuito brasileiro, com turnês pela América Latina e passagens por países como Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda, Bélgica, Polônia, República Tcheca e Eslovênia. A sequência de lançamentos, a participação no Bangers Open Air e a turnê ao lado do Six Feet Under marcam um ano de intensa atividade para o Chaos Synopsis. Depois de revisitar duas décadas de história em estúdio, a banda encerra 2026 levando esse repertório novamente para a estrada ao lado de um dos nomes tradicionais do death metal norte-americano.
The Town confirma datas da edição de 2027 no Autódromo de Interlagos

O The Town já tem data para retornar a São Paulo. A terceira edição do festival será realizada nos dias 4, 5, 6, 11 e 12 de setembro de 2027, novamente no Autódromo de Interlagos. O anúncio foi feito durante uma reunião entre o prefeito Ricardo Nunes e representantes da Rock World, empresa responsável também pelo Rock in Rio. As primeiras atrações do line-up ainda não foram divulgadas. A confirmação dá início à preparação para a terceira edição de um festival que, em apenas dois anos, recebeu 925 mil pessoas e movimentou mais de R$ 4,1 bilhões na economia de São Paulo. A estreia, realizada em 2023, teve impacto econômico estimado em R$ 1,9 bilhão e gerou mais de 23,4 mil empregos. Em 2025, esses números cresceram para R$ 2,2 bilhões e 26,3 mil postos de trabalho. A segunda edição também ampliou o impacto do evento fora de Interlagos. Segundo dados divulgados pela organização, 182 mil pessoas utilizaram o trem para chegar ao festival, enquanto as reservas de hospedagens pelo Airbnb cresceram 240% durante o período. O consumo na capital também registrou aumento de 21% em comparação com a edição de 2023. Criado pelos mesmos responsáveis pelo Rock in Rio, o The Town estreou em setembro de 2023 com a proposta de estabelecer em São Paulo uma versão própria do modelo de grandes festivais desenvolvido pela Rock World. A chamada Cidade da Música foi construída no Autódromo de Interlagos com palcos e espaços inspirados na arquitetura e na cultura paulistana. Entre os principais espaços estão o Skyline, inspirado nos edifícios da cidade, e o The One, com referências aos museus de arte da capital. A estrutura também inclui a São Paulo Square e o Factory. Na edição de 2025, o festival ganhou ainda o palco Quebrada, dedicado à cultura das periferias brasileiras, e a The Tower Experience. A organização também pretende ampliar em 2027 as iniciativas relacionadas à sustentabilidade e ao impacto social. O festival mantém certificação ISO 20121 para eventos sustentáveis e estabeleceu metas relacionadas a educação, sistemas alimentares, mudanças climáticas, economia circular, inclusão e pluralidade. Com as cinco datas definidas, o próximo passo será a divulgação das atrações e das informações sobre ingressos. A edição de 2027 será novamente dividida em dois fins de semana, começando no sábado, 4 de setembro, e terminando no domingo, 12 de setembro.
Entrevista | Riviera Gaz – “Nesse álbum trabalhamos muito mais juntos para construir essas músicas”

O Riviera Gaz lançou, nesta sexta-feira (21), Catacroma, segundo álbum de estúdio do trio formado por Gustavo Riviera (Forgotten Boys), Paulo Kishimoto (Pitty, Forgotten Boys) e Steve Shelley (Sonic Youth). Sucessor de Connection, de 2018, o disco chega após um intervalo de oito anos e amplia a proposta experimental da banda, transformando estruturas inicialmente mais diretas de rock em composições marcadas por psicodelia, pós-punk, krautrock e experimentações de estúdio. O trabalho é lançado pela ForMusic Records em parceria com a Revolver. Diferentemente do primeiro álbum, construído principalmente a partir das composições de Gustavo Riviera, Catacroma nasceu de um processo mais coletivo entre os três músicos. A bateria de Steve Shelley assume papel central na condução das faixas, combinando elementos do blues com grooves hipnóticos, enquanto riffs, fuzz e diferentes camadas sonoras são constantemente desconstruídos e reorganizados. A mixagem e a edição também se tornaram parte do processo criativo, com influências que passam pelo produtor Roy Cicala, pelos remixes de Mind Games, de John Lennon, e pelas fases mais experimentais de Erasmo Carlos. Faixas como Lonely Moon, Name the River e o instrumental Crime Scene exemplificam essa nova fase, na qual o Riviera Gaz busca caminhos menos previsíveis e uma sonoridade mais expansiva. Formado em 2016, o grupo estreou naquele mesmo ano com o EP Pere Ubu e lançou Connection dois anos depois, período em que excursionou por Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. Em Catacroma, o trio retoma essa trajetória com um trabalho que evita uma definição única de gênero e consolida uma identidade construída a partir da mistura entre rock, glam, psicodelia e experimentação. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Gustavo Riviera, Paulo Kishimoto e Steve Shelley falaram sobre o processo coletivo de criação de Catacroma, os motivos para o intervalo de oito anos desde Connection e os planos de levar o novo álbum para os palcos. O trio também comentou a dificuldade de definir a sonoridade do Riviera Gaz, as mudanças na forma de consumir música e a relação de Shelley com o Brasil e outros projetos ao longo da carreira. Começando pelo Paulo e pelo Gustavo: como surgiu a ideia de aproximar o Steve do que acabaria se tornando o Riviera Gaz? Paulo Kishimoto: O Gustavo tinha algumas ideias para um projeto paralelo ao Forgotten Boys. Naquela época, eu estava na banda, tocava com o Forgotten Boys, e o Gustavo ia sair do país para passar um ano fora do Brasil. Então queríamos nos apressar e gravar uma espécie de demo dessas cinco músicas, acho que eram cinco músicas novas. Gravamos aqui no estúdio. Eu gravei o baixo e também a bateria, e ficamos com essa demo pronta. Depois ele passou um ano morando em Paris e compôs, na verdade, acho que o restante do primeiro álbum por lá, certo? Gustavo Riviera: Sim, sim. Paulo Kishimoto: Então tínhamos essa demo com cinco músicas. Antes de gravar o álbum inteiro, fizemos um EP com quatro ou cinco músicas chamado Pere Ubu. Foi a primeira coisa que gravamos. Eu tinha feito a bateria na demo, mas queríamos ter um baterista de verdade tocando com a gente. Eu já conhecia o Steve naquela época. A gente tinha se encontrado algumas vezes e tínhamos um amigo em comum, o Matias Corral, fotógrafo argentino que mora em Paris. Foi através do Matias que conheci o Steve quando ele veio para cá tocar com o Lee Ranaldo e, depois, com o Thurston. Quando ele voltou, acho que novamente com o Lee, tivemos a ideia de convidá-lo para gravar nosso primeiro EP. Foi assim que o Steve entrou para a banda. Steve: o Paulo e o Gustavo vieram da cena brasileira e você veio da cena americana, especialmente de Nova York, que também é muito rica. Rolou algum choque de referências musicais no começo ou vocês simplesmente começaram a tocar e tudo funcionou? Steve Shelley: Acho que no começo simplesmente começamos a tocar juntos. Muitas vezes, quando você inicia uma nova relação musical, as coisas acontecem muito rápido. Talvez o Paulo se lembre de uma maneira diferente, mas eu lembro que tudo se encaixou com bastante facilidade, sem muita discussão. Não precisávamos planejar muito. Para muitos músicos, você simplesmente entra lá e começa a tocar. E como foi a recepção ao primeiro disco? Você sentiu que seu nome levou alguns fãs do Sonic Youth até o Riviera Gaz e, consequentemente, apresentou o trabalho do Gustavo e do Paulo para essas pessoas, incluindo o Forgotten Boys e outros projetos? Steve Shelley: Acho que o background de todos nós ajuda a fazer as pessoas ouvirem. Então, claro, provavelmente alguns fãs do Sonic Youth foram conferir, mas também existem pessoas que conhecem o Paulo e o Gustavo da cena musical brasileira e ficaram interessadas. Acho que sim, mas não sei realmente. Vocês são praticamente um supergrupo, o que gera muito interesse. Agora vem a pergunta óbvia: oito anos! Por que demorou tanto para vocês fazerem outro disco? Gustavo Riviera: Talvez porque moremos em países diferentes e não estejamos juntos com tanta frequência. A distância entre nós torna difícil nos reunirmos e trabalharmos da maneira que gostaríamos. Acho que queremos tocar mais e gravar mais, mas não é tão fácil. Steve Shelley: Acho que talvez a pandemia também tenha ajudado a acelerar essa sensação. O tempo mudou desde a pandemia. Oito anos passam muito mais rápido hoje do que passavam algum tempo atrás. Paulo Kishimoto: Sim. E acho que depois da pandemia o mundo inteiro começou a fazer várias coisas. Desde a pandemia, eu tenho tocado bastante com a Pitty e comecei a tocar com muitas bandas. O Gustavo também trabalha com o mundo das artes, com galerias e instalações junto com a esposa dele. Então nós três estávamos viajando e tocando. Acho que foi por isso eque demorou tanto. E, na verdade, quando começamos a fazer esse novo disco, o Steve veio para cá e nós já tínhamos algumas ideias, alguns pontos de partida. Esse disco, diferentemente do primeiro, nós compusemos juntos. Também desconstruímos juntos. No primeiro,
Lifehouse anuncia primeira turnê brasileira com quatro shows acústicos em 2027

O Lifehouse fará sua primeira turnê pelo Brasil em março de 2027. Um dos nomes mais populares do rock e pop alternativo dos anos 2000, o grupo norte-americano chega ao país com o espetáculo Best of Acoustic, conduzido por Jason Wade, vocalista, guitarrista e principal compositor da banda. Serão quatro apresentações: Curitiba, em 12 de março, no Jokers; São Paulo, dia 13, no Manifesto; Belo Horizonte, dia 14, no Mister Rock; e Rio de Janeiro, dia 16, no Agyto. A venda exclusiva para o fã-clube começa nesta quarta-feira (19), às 14h, enquanto a comercialização para o público geral será aberta na quinta-feira (20), também às 14h, pela 101 Tickets. A turnê é realizada pela Solid Music Entertainment e marca a primeira oportunidade do público brasileiro de acompanhar ao vivo um repertório que atravessou mais de duas décadas e ajudou a transformar o Lifehouse em uma das bandas mais reconhecidas de sua geração. O Best of Acoustic apresenta as músicas em formato acústico e percorre diferentes momentos da discografia do grupo. O repertório inclui sucessos como “Hanging by a Moment”, “You and Me”, “First Time”, “Broken”, “Whatever It Takes”, “Sick Cycle Carousel”, “Everything” e “Breathing”, além de medleys, faixas menos conhecidas dos álbuns e composições da trajetória solo de Wade. A história do Lifehouse começou em Los Angeles a partir do Blyss, projeto criado por Jason Wade em meados dos anos 1990. Após o independente Diff’s Lucky Day, de 1999, o grupo adotou o nome Lifehouse e assinou com a DreamWorks. A projeção internacional veio rapidamente com No Name Face, álbum de estreia lançado em outubro de 2000. O grande responsável pela explosão foi “Hanging by a Moment”. Primeiro single do disco, o hit alcançou o segundo lugar da Billboard Hot 100, permaneceu durante 20 semanas no Top 10 e terminou 2001 como a música número 1 do ranking anual da parada norte-americana, mesmo sem ter liderado nenhuma semana individualmente. A faixa também conquistou o Billboard Music Award de single do ano. Outro capítulo decisivo veio em 2005 com “You and Me”. A balada chegou ao quinto lugar da Billboard Hot 100 e permaneceu 62 semanas não consecutivas na parada. Sua popularidade também foi impulsionada pela presença em produções televisivas. Nesse período, o próprio Lifehouse apareceu em “Spirit”, episódio da quarta temporada de Smallville, série que ajudou a ampliar a circulação das músicas da banda. Ao longo da carreira, o Lifehouse lançou sete álbuns de estúdio e vendeu mais de 15 milhões de discos mundialmente. Trabalhos como No Name Face, Stanley Climbfall, Lifehouse e Smoke & Mirrors chegaram ao Top 10 da Billboard 200, enquanto músicas como “Spin”, “Take Me Away”, “Blind”, “Halfway Gone”, “Between the Raindrops” e “Hurricane” ampliaram um catálogo que agora será revisitado pela primeira vez nos palcos brasileiros.
Mass of the Fermenting Dregs esgota ingressos em quatro dias e transfere show para o Vip Station

A estreia da Mass of the Fermenting Dregs no Brasil ganhou um espaço maior após a rápida procura por ingressos. As entradas para o show inicialmente marcado no Hangar 110, em São Paulo, esgotaram em apenas quatro dias, levando a produção a transferir a apresentação para o Vip Station, em Santo Amaro. A data permanece a mesma, 22 de maio de 2027, e um novo lote de ingressos já está disponível pela 101 Tickets. A apresentação integra a etapa latino-americana da Iwaou The Tour, que também passa pela Cidade do México e Santiago. Com aproximadamente 1,3 milhão de ouvintes mensais no Spotify, o trio japonês chega ao Brasil em seu período de maior projeção internacional, impulsionado por uma sonoridade que cruza post-hardcore, noise rock, shoegaze, dream pop e rock alternativo. Formada em Kobe, em 2002, a Mass of the Fermenting Dregs construiu uma identidade marcada pelo baixo distorcido e pelos vocais de Natsuko Miyamoto, pelas guitarras angulares de Naoya Ogura e pela bateria de Isao Yoshino. As composições alternam melodias delicadas, mudanças bruscas de dinâmica e paredes de distorção, frequentemente escapando das estruturas tradicionais de verso e refrão. O show brasileiro também faz parte do ciclo de 祝おう — Iwaou, sexto álbum de estúdio da banda, lançado em agosto de 2026. Produzido pelo próprio trio, o disco reúne seis faixas e sucede Awakening, de 2022, incorporando experiências acumuladas durante anos de turnês pela América do Norte, Europa e Ásia. O título, que pode ser traduzido como “vamos celebrar”, sintetiza uma fase de reconstrução e expansão internacional da banda. A trajetória da Mass of the Fermenting Dregs começou no circuito independente japonês e ganhou um capítulo importante após a demo Kirametal, de 2006. O grupo venceu uma seletiva que levou duas músicas ao Tarbox Road Studios, nos Estados Unidos, onde trabalhou com o produtor Dave Fridmann, conhecido por projetos com Flaming Lips, Mercury Rev e Mogwai. O primeiro álbum, autointitulado, chegou em 2008, seguido por World Is Yours, em 2009, um dos trabalhos responsáveis por consolidar a combinação de velocidade, peso e melodias expansivas do trio. Após outros lançamentos, a banda interrompeu as atividades em 2012 e anunciou o retorno no fim de 2015. A retomada resultou em No New World, de 2018, e Awakening, de 2022, ao mesmo tempo em que músicas antigas passaram a encontrar uma nova audiência internacional por meio das plataformas digitais e das redes sociais. Esse crescimento levou à primeira turnê norte-americana em 2023, financiada por uma campanha que arrecadou mais de 16 vezes a meta inicialmente estabelecida. Na Europa, a resposta também cresceu: todos os shows realizados no Reino Unido em 2024 tiveram ingressos esgotados e, no ano seguinte, o grupo encerrou outra passagem pelo continente com sua maior apresentação em Londres até então, no Electric Ballroom. Agora, a resposta do público brasileiro repete esse movimento. Com a primeira carga de ingressos esgotada em quatro dias, a mudança para o Vip Station aumenta a capacidade da estreia da Mass of the Fermenting Dregs no país e abre espaço para novos fãs acompanharem a primeira apresentação do trio japonês em São Paulo. SERVIÇO 祝おう THE TOUR Solid Music Ent proudly presents Mass of the Fermenting Dregs em São Paulo Data: 22 de maio de 2027, sábado Horário: 19h (abertura da casa) Local: Vip Station (R. Gibraltar, 346 – Santo Amaro, São Paulo) Novo lote de ingressos: 101tickets.com.br/events/details/Mass-Of-The-Fermenting-Dregs-22-08
Deb and The Mentals e Karen Dió abrem shows do Foo Fighters no Brasil

A Deb and The Mentals foi confirmada como uma das atrações de abertura dos shows do Foo Fighters no Brasil pela Take Cover Tour 2027. A banda se apresenta ao lado dos norte-americanos em 18 de fevereiro, na Arena MRV, em Belo Horizonte, e 20 de fevereiro, no MorumBIS, em São Paulo. A cantora brasileira Karen Dió também integra a programação das duas apresentações, reforçando a presença nacional na abertura dos shows. O convite chega em um momento de renovação para a Deb and The Mentals. A banda acaba de lançar STUCK, EP de seis faixas que mergulha ainda mais no punk e no hardcore para abordar ansiedade, frustração e a sensação de viver em um mundo em constante colapso. Liderado por Deborah Babilônia, o grupo completa sua formação atual com Filipe Fi (Nx Zero) na guitarra, Bi no baixo e Guilherme Toledo na bateria. Em STUCK, guitarras, baixo e bateria assumem uma abordagem mais rápida e agressiva, enquanto os vocais de Deb transformam inquietação e desgaste emocional em músicas diretas. Antecipado por “WATCH OUT” e “NOT THE HERO”, que ganharam um videoclipe conjunto, o trabalho sucede Old News, lançado em 2025, e consolida a parceria da banda com a Algohits. Karen Dió também chega aos shows com uma trajetória em ascensão internacional. Natural de Santos, a cantora e compositora iniciou sua carreira no punk e hardcore brasileiro e ganhou projeção fora do país com seu trabalho solo, marcado pela mistura de punk rock, hardcore, grunge e rock alternativo. Sua música chamou atenção da cena internacional e levou a artista a ampliar sua atuação para fora do Brasil, mantendo a energia e a atitude punk como elementos centrais de sua identidade. A presença de Deb and The Mentals e Karen Dió coloca duas representantes da atual cena brasileira diante de um público de estádio. Em fevereiro, elas serão responsáveis por preparar o terreno para o Foo Fighters em Belo Horizonte e São Paulo, em duas das principais apresentações de rock previstas no Brasil em 2027.
Entrevista | Immolation – “Nos juntar ao Testament e Municipal Waste pareceu uma ótima oportunidade”

O Immolation retorna ao Brasil em dezembro ao lado de Testament e Municipal Waste. Em São Paulo, as três bandas se apresentam no dia 6 de dezembro, no Carioca Club, com ingressos já esgotados. A passagem acontece pouco mais de um ano depois da extensa turnê que o grupo norte-americano realizou pelo país e reforça a longa relação do quarteto com o público brasileiro. A nova visita acontece na esteira de Descent, 12º álbum de estúdio do Immolation, lançado em abril de 2026 pela Nuclear Blast. Sucessor de Acts of God (2022), o trabalho mantém a combinação de death metal brutal, riffs dissonantes e estruturas pouco convencionais que se tornou assinatura da banda, ao mesmo tempo em que mostra um grupo ainda interessado em desenvolver sua sonoridade quase quatro décadas depois do início da carreira. Formado em 1988, em Yonkers, Nova York, o Immolation tem Ross Dolan e Robert Vigna como núcleo desde os primeiros anos e se consolidou como um dos nomes mais influentes do death metal norte-americano. A discografia inclui trabalhos fundamentais como Dawn of Possession (1991), Here in After (1996) e Close to a World Below (2000), álbum que ajudou a definir de vez a identidade marcada pelas guitarras pouco convencionais, atmosfera sombria e críticas à religião, ao poder e às estruturas de controle. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o guitarrista Bob Vigna falou sobre os primeiros anos do Immolation e a construção de sua identidade musical, detalhou o processo de criação do novo álbum, Descent, e comentou a relação da banda com o Brasil. Vocês começaram no fim dos anos 1980, quando a Flórida tinha uma cena absurda com Death, Morbid Angel, Obituary e várias outras bandas. Como era a cena de metal no seu terrno, Nova York, naquela época? Vocês sentiam que existia uma identidade diferente por aí? Era parecida, eu acho, no sentido de que todos nós estávamos entrando em contato com aquela música nova. Era novidade para todo mundo. Em Nova York havia muitas bandas legais e todo mundo tentava se ajudar com shows, principalmente em clubes locais. Às vezes saíamos do estado e conseguíamos algumas apresentações perto da Filadélfia ou em Nova Jersey. Foi uma época muito boa e interessante porque aquele era praticamente um novo gênero sendo criado. Era legal ver outras pessoas interessadas naquilo e outras bandas surgindo. A partir daí, a cena foi crescendo lentamente. Definitivamente foi uma época muito boa. A guitarra sempre foi uma parte muito marcante da identidade do Immolation. Mesmo nos primeiros trabalhos já havia riffs diferentes, solos e acordes pouco convencionais. De onde veio essa abordagem? Existia algum guitarrista que servia de referência para você naquela época? Foram muitos. É até difícil dizer. Eu era um grande fã de Iron Maiden e Judas Priest naquela época. Depois veio Possessed. Os primeiros discos deles tiveram uma influência enorme sobre nós. Certamente vou esquecer alguns nomes, mas tive muitos guitarristas como referência desde a adolescência. Quando fizemos nossa primeira demo, ainda éramos adolescentes. Eu ouvia Black Sabbath, Dio, os guitarristas do Ozzy, como Jake E. Lee, e tantos outros que me inspiravam naquela época. Quando começamos a fazer nossas próprias coisas, inclusive ainda na época do Rigor Mortis (antiga banda de Bob e nada a ver com a banda de thrash metal de mesmo nome), tudo isso aparecia. Metallica também, claro. Eu era um grande fã. Tudo isso definitivamente influenciou minha maneira de tocar. Quando fazíamos as demos do Rigor Mortis, eu ainda estava no ensino médio. Quando comecei a trabalhar nos solos, percebi que sempre gostava de fazer algo que tivesse melodia, mas que também tivesse uma função dentro da música. Sempre encarei dessa maneira e simplesmente continuei desenvolvendo isso. Os primeiros anos foram definitivamente muito importantes. Quando você está começando a tocar guitarra e tem todos aqueles guitarristas incríveis ao seu redor, desde as maiores bandas até grupos novos surgindo, existe muita inspiração. Você falou que ainda era adolescente. Quantos anos tinha naquela época? Uns 17 ou 18? A primeira demo do Immolation foi em 1988, então eu tinha 18 anos. As demos do Rigor Mortis saíram, acho, em 1986, quando eu tinha 16. Comecei a levar a guitarra um pouco mais a sério por volta dos 14 anos. Então eu ainda não tocava havia tanto tempo. Antes disso, cheguei a estudar um pouco de piano. Fiz algumas aulas, mas depois queria sair, encontrar meus amigos e fazer outras coisas, então não durou muito. Depois fui para a guitarra e fiz algumas aulas básicas, mas foram suficientes para me dar uma base. Quando aprendi, por exemplo, a escala pentatônica, comecei a ouvir Metallica e vários tipos de solos e tentava tirar tudo de ouvido. Quando você conhece a pentatônica, já consegue entender mais ou menos o que está acontecendo. Muitas vezes, para mim, era simplesmente ouvir, tentar descobrir e aprender sozinho. Desde adolescente sou apaixonado por isso e fico empolgado em tocar guitarra. Felizmente, ainda consigo fazer isso hoje. Legal saber disso… O piano, ou melhor, o teclado, também foi meu primeiro instrumento. Depois virei baixista. Legal. É um instrumento sobre o qual eu gostaria de aprender mais no futuro. É uma das coisas que gostaria de ter continuado porque adoro piano. É incrível. Só não tenho oportunidade de tocar com frequência. Mas é algo que, no futuro, gostaria de retomar e aprender um pouco mais. É realmente um instrumento muito legal. No primeiro álbum vocês fizeram uma escolha interessante. Em vez de trabalhar com um produtor americano ligado à cena de death metal, foram até Harris Johns, que já havia trabalhado com Kreator e Sodom. Por que escolheram um produtor alemão em vez de um americano. Foi decisão da Road Runner? Basicamente por isso. Ele tinha feito muitos trabalhos que conhecíamos muito bem e dos quais éramos fãs. Acho que tínhamos três opções. Uma delas era Colin Richardson, porque eram os produtores que estavam fazendo a maior parte desse tipo de trabalho quando estávamos na Roadrunner Records. Escolhemos Harris por tudo
Mass of the Fermenting Dregs estreia em São Paulo com show da Iwaou The Tour

A banda japonesa Mass of the Fermenting Dregs se apresenta em São Paulo no dia 22 de maio de 2027, no Hangar 110. O show faz parte da etapa latino-americana da Iwaou The Tour, que também terá apresentações na Cidade do México e em Santiago. A realização é da Solid Music Entertainment. Formado em Kobe, em 2002, o trio desenvolveu uma sonoridade que transita por post-hardcore, noise rock, shoegaze, dream pop e rock alternativo. O baixo distorcido e os vocais de Natsuko Miyamoto ocupam o centro das composições, acompanhados pelas guitarras de Naoya Ogura e pela bateria de Isao Yoshino. A combinação permite que as músicas alternem momentos melódicos e atmosféricos com explosões de ruído e intensidade. A passagem pelo Brasil acontece durante o ciclo de 祝おう — Iwaou, sexto álbum da banda, com lançamento mundial marcado para 14 de agosto de 2026. Sucessor de Awakening (2022), o trabalho reúne seis faixas e foi produzido pelo próprio trio, incorporando experiências acumuladas durante quatro anos de turnês pela América do Norte, Europa e Ásia. O título pode ser traduzido como “vamos celebrar” e representa o atual momento de expansão internacional do grupo. A trajetória do Mass of the Fermenting Dregs começou no circuito independente japonês e ganhou impulso após a demo Kirametal, de 2006. Uma seletiva levou a banda ao Tarbox Road Studios, nos Estados Unidos, onde trabalhou com Dave Fridmann, produtor ligado a nomes como Flaming Lips, Mercury Rev e Mogwai. O primeiro álbum autointitulado chegou em 2008, seguido por World Is Yours, de 2009, um dos trabalhos que ajudaram a estabelecer sua combinação característica de peso, velocidade e melodias expansivas. Após outros lançamentos, a banda interrompeu suas atividades em 2012 e anunciou o retorno no final de 2015. A retomada resultou nos discos No New World (2018) e Awakening (2022), enquanto músicas de diferentes períodos do catálogo começaram a alcançar uma nova geração de ouvintes por meio das plataformas digitais e redes sociais. Esse crescimento levou o trio à sua primeira turnê pela América do Norte em 2023. Na Europa, todas as apresentações realizadas no Reino Unido em 2024 tiveram ingressos esgotados, e uma nova passagem pelo continente terminou, no ano seguinte, com seu maior show em Londres até então, no Electric Ballroom. Atualmente, o Mass of the Fermenting Dregs reúne cerca de 1,3 milhão de ouvintes mensais no Spotify. A apresentação no Hangar 110 coloca São Paulo na rota dessa fase de expansão do grupo e será uma oportunidade para o público brasileiro acompanhar ao vivo tanto músicas de Iwaou quanto diferentes momentos de uma trajetória construída ao longo de mais de duas décadas. SERVIÇO Mass of the Fermenting Dregs em São Paulo Data: 22 de maio de 2027, sábado Horário: 19h (abertura da casa) Local: Hangar 110 (rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro – São Paulo/SP) Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Mass-Of-The-Fermenting-Dregs-22-08
Black Pantera reúne Duquesa, Sandra Sá e Derrick Green no novo álbum Continental

O Black Pantera revelou mais detalhes de Continental, seu quinto álbum de estúdio, que chega às plataformas no dia 21 de agosto pela Deck. O disco contará com participações de peso de Duquesa, um dos principais nomes da nova geração do rap nacional, Sandra Sá, referência histórica da música brasileira, e Derrick Green, vocalista do Sepultura. A proposta do trabalho é celebrar a diversidade musical brasileira a partir de influências ligadas às raízes africanas, transitando entre rock, rap e soul. Cada participação representa uma faceta diferente desse conceito. Duquesa aparece em “Serotonina”, faixa que já fazia referência à artista antes mesmo da parceria ser concretizada e ganhou um improviso da rapper durante as gravações. Já Sandra Sá empresta sua voz à canção “Quando Canto”, escolhida pela banda para receber uma interpretação marcada pela força e ancestralidade da cantora. Fechando a lista de convidados, Derrick Green participa de “Obsoleto”, reforçando a conexão do Black Pantera com o metal internacional e simbolizando uma inspiração para o trio mineiro. Segundo o baixista e vocalista Chaene da Gama, Continental também busca mostrar os diferentes “Brasis” presentes na música. Para a banda, reunir artistas de gerações e estilos distintos amplia a proposta do álbum e reforça a importância da representatividade dentro da cultura negra. “É especial que as duas convidadas representem gerações distintas, porém complementares, da música brasileira”, destaca o músico sobre as participações de Duquesa e Sandra Sá. Como aquecimento para o lançamento, o Black Pantera já disponibilizou os singles “Start The Game” e “Hórus”. Agora, a expectativa fica para a chegada de Continental, que promete ampliar ainda mais os horizontes sonoros da banda ao unir diferentes linguagens musicais sem abrir mão do peso e da identidade que consolidaram o grupo como um dos principais nomes do rock brasileiro contemporâneo.