Deviloof traz o metal extremo do Japão ao Porão do Rock

O DEVILOOF está de volta ao Brasil. Após uma passagem pelo Jai Club (São Paulo) em 2024, a banda será uma das atrações do Porão do Rock em Brasília no dia 22 de maio, com um sideshow no La Iglesia, também em São Paulo, dois dias depois. Formado em Osaka em 2015, o DEVILOOF se consolidou rapidamente como um dos nomes mais extremos e comentados da cena pesada japonesa contemporânea. A banda ganhou notoriedade por levar o visual kei (movimento japonês que une rock/metal a uma estética visual teatral e marcante) a um território pouco explorado, combinando deathcore, brutal death metal, metalcore e elementos do black metal em uma proposta sonora marcada pela agressividade e pelo impacto visual. Desde o lançamento do primeiro single, Ruin, em 2015, o grupo passou a chamar atenção no circuito independente japonês. O material de estreia alcançou a 12ª posição nas paradas independentes do país, um feito significativo para uma banda com sonoridade tão radical. A repercussão abriu caminho para convites em festivais maiores e levou o DEVILOOF a representar o Japão no Metal Battle Global, competição que resultou em uma apresentação no Wacken Open Air, um dos festivais mais importantes do metal mundial. A discografia da banda inclui os álbuns Devil’s Proof, de 2017, Oni, lançado em 2019, e Dystopia, de 2021. Este último marcou um salto na projeção internacional do grupo, figurando em rankings de metal em diversos países e ampliando o alcance do DEVILOOF para além do público japonês. O reconhecimento fora da Ásia foi impulsionado tanto pela produção sonora extrema quanto pela construção visual da banda, que se tornou um de seus principais diferenciais. Segundo dados do Spotify, das cinco cidades que mais ouvem a banda, três ficam na América Latina (Cidade do México, Santiago e São Paulo) e uma na Europa (Londres). No palco, o DEVILOOF é conhecido por apresentações de alta intensidade, com vocais guturais extremos, riffs técnicos e uma performance física agressiva. Essa combinação transformou faixas como Devil’s Proof, Damnation e Newspeak em referências do metal japonês moderno. Vídeos oficiais e registros ao vivo viralizaram em plataformas como YouTube e TikTok, ajudando a consolidar uma base de fãs global. Nos últimos anos, a banda intensificou sua atuação fora do Japão, participando de turnês e festivais internacionais. Em 2024, realizou sua primeira passagem pela América do Sul, com shows bem recebidos pelo público brasileiro. O retorno ao país acontece em meio à Inherited Blasphemy Tour, fase que reafirma o DEVILOOF como um dos principais representantes do metal extremo japonês na atualidade. A sua primeira apresentação em festival no Brasil simboliza mais um passo na expansão internacional do grupo e reforça o interesse crescente do público ocidental por propostas extremas vindas do Japão, colocando o DEVILOOF no centro desse intercâmbio entre cenas distintas, mas conectadas pela busca por experiências sonoras cada vez mais intensas.
Entrevista | Jéssica Falchi – “Subir ao palco com o Tool me deu a certeza de que tocar guitarra é o que eu quero fazer da vida”

A guitarrista Jéssica Falchi vive um momento de afirmação artística com o lançamento de seu primeiro EP instrumental, que marca uma nova fase da carreira após anos de estrada em bandas e projetos de destaque no metal. Conhecida pela técnica apurada e pela versatilidade, ela apresenta um trabalho autoral que transita entre o metal moderno, o progressivo e influências clássicas do rock instrumental, apostando em atmosferas diversas e identidade própria. Mas, apesar de usar seu sobrenome no projeto, ela deixa bem claro: “Nós somos uma banda”. O EP reúne quatro faixas que refletem diferentes facetas da guitarrista, incluindo uma participação especial de Aaron Marshall, da banda canadense Intervals, uma das maiores referências do metal instrumental. O lançamento também impulsiona uma nova etapa nos palcos, com shows já realizados e outros confirmados, além de ações internacionais, como a presença no NAMM Show, nos Estados Unidos. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Jéssica Falchi fala sobre o nascimento do projeto solo, os desafios da música instrumental e momentos marcantes da carreira, como o convite para tocar com o Tool e os perrengues da estrada. Seu projeto solo, com o lançamento do EP, marca uma nova fase. O que motivou a decisão de seguir esse caminho? Nunca foi minha intenção ter algo solo. Tanto que o projeto leva só o meu sobrenome, não é “Jéssica Falchi”, porque pensei que as pessoas que não me conhecem poderiam entender como o nome de uma banda, e não associar diretamente a uma pessoa. No começo do ano passado, eu fui convidada para participar de um podcast da MG, que é um dos meus patrocinadores, e achei que seria interessante levar uma música instrumental. Só que eu não tinha nada pronto, apenas uma demo com algumas ideias. Comentei isso com o Jean Patton, e ele sugeriu que produzisse a música comigo. Quando a gente se reuniu para finalizar a composição, a nossa vibe bateu muito. Foi algo muito natural. Quando a música ficou pronta, a gente simplesmente continuou compondo. No fim, nem cheguei a ir ao podcast, porque voltei para tocar no Lollapalooza, mas acabei lançando um EP inteiro. Foi um processo muito orgânico. Não era algo que eu almejava desde sempre. A experiência de compor, pensar no conceito e chamar amigos para participar foi tão legal que pensei em lançar tudo da melhor forma possível. E por que sustentar o trabalho instrumental, em vez de uma banda “tradicional”? Quando comecei a tocar guitarra, cresci tocando música instrumental. Meu professor tinha uma banda cover de Joe Satriani e sempre me passava esse tipo de repertório. Depois descobri esse universo mais a fundo e virei consumidora do gênero. Steve Vai, Liquid Tension (projeto com membros do Dream Theater) Experiment, Intervals, Plini, Night Verses são coisas que eu escuto muito. Então faz total sentido ser instrumental, porque é algo que eu realmente consumo e gosto de ouvir. Agora com o EP lançado, quais são as principais expectativas? Quero continuar compondo, agora com a banda completa. No começo era só eu e o Jean, mas hoje tenho músicos incríveis comigo. O Luigi, o João Pedro, com quem já toquei anos atrás, e o Guilherme, guitarrista do Mystifier. A ideia é trazer eles cada vez mais para perto, porque isso traz novas influências e ideias. Também queremos tocar bastante. Já temos um show anunciado com o Katatonia e outras coisas fechadas que ainda não foram divulgadas. No ano passado tocamos no Amplifica Fest, do Rafael Bittencourt, e ali tive a certeza de que a vibe bateu muito. Tocar ao vivo é completamente diferente de só lançar música. A gente gosta dessa energia de palco e até dos perrengues, porque tocar também é isso. Falando em perrengue, como foi passar por um furacão nos Estados Unidos? Foi péssimo. Uma experiência muito estranha. Você nunca imagina que algo assim vai acontecer. O trailer da banda foi destruído, mas ninguém se machucou. Mesmo assim, a turnê não parou, porque o prejuízo financeiro seria enorme. Como todo mundo estava bem, seguimos em frente. Foi terrível, mas também mostrou o quanto a estrada exige resiliência. Com um EP de quatro faixas, como funciona o repertório ao vivo? Geralmente o tempo de set é curto, cerca de meia hora. Minha vontade é não tocar covers, quero tocar o EP inteiro, o que dá mais ou menos 20 minutos. Existe uma música nova em forma de demo que talvez entre no repertório, olha, em primeira mão, viu? Mas isso ainda está sendo decidido. E qual sua expectativa do público brasileiro a um show instrumental? Era um receio real, porque não temos tantas bandas instrumentais de metal no Brasil. Mas fui surpreendida positivamente. As pessoas abraçaram a ideia e estão apoiando bastante. Muita gente brinca dizendo “solta um vocal”, mas, no geral, a recepção foi muito boa. Acho que é mais uma questão de costume. Lá fora, bandas instrumentais fazem turnês e festivais o tempo todo. Aqui o metal já é um gênero mais de nicho, e o instrumental é ainda mais específico. Como está sendo o planejamento e estratégia de divulgação do EP, especialmente no exterior com a participação no NAMM? Lanço o EP no dia 23 e no dia 24 tenho uma sessão de autógrafos na Richter, que é a marca de correias que me patrocina. Vou fazer um meet and greet no estande deles no NAMM Show mesmo. Vou levar CDs físicos, algo que me deixa muito feliz, porque sempre quis ver esse trabalho materializado. Queria muito fazer um vinil de 10 polegadas, mas ainda estou procurando uma empresa que viabilize isso. Por enquanto, fica no CD mesmo. Quatro músicas, quatro filhos, né? Existe um filho favorito nesse EP? É muito difícil escolher, porque todas são muito diferentes entre si. “Moonlace” tem uma pegada mais moderna, flertando com bandas como Vola. A segunda faixa é mais progressiva, com influência de Pink Floyd. A terceira é mais thrash. E a próxima, com a participação do Aaron Marshall, é completamente diferente de todas. Cada música representa uma
Tribulation traz fase mais gótica da carreira para show único em São Paulo

A banda sueca Tribulation retorna ao Brasil para uma apresentação única em São Paulo no dia 14 de fevereiro de 2026. O show acontece na Burning House e integra a turnê latino-americana de divulgação de Sub Rosa In Æternum, álbum que marca a fase mais ousada e conceitual da carreira do grupo. A abertura da casa está marcada para 19h. Formado em 2004, o Tribulation construiu uma trajetória singular dentro do metal europeu, marcada por mudanças estéticas e sonoras progressivas. Após um início fortemente ligado ao death metal, a banda passou a incorporar referências de heavy metal setentista, rock gótico e psicodelia, ampliando seu alcance artístico e de público. Esse processo de transição se consolidou com o lançamento de The Children of the Night, em 2015, trabalho que redefiniu a identidade do grupo e abriu caminho para uma sonoridade mais atmosférica e melódica. A partir daí, o Tribulation lançou álbuns que reforçaram essa abordagem híbrida, como Down Below (2018) e Where the Gloom Becomes Sound (2021), ambos vencedores do Grammis, principal prêmio da indústria fonográfica sueca, na categoria rock/metal. O mais recente Sub Rosa In Æternum, lançado em 2024, aprofunda o viés gótico da banda, com vocais limpos, composições mais longas e arranjos voltados à construção de clima e progressão narrativa. As letras recorrem a imagens ligadas à espiritualidade, ao ocultismo e a temas existenciais, refletindo a fase atual do grupo. Ao vivo, o Tribulation é conhecido por apresentações que combinam performance, ambientação visual e um repertório que percorre diferentes momentos de sua discografia. A produção do show em São Paulo é assinada por Xaninho Discos, Solid Music e Caveira Velha. SERVIÇOTribulation em São PauloData: 14 de fevereiro de 2026Horário: 19h (abertura da casa)Local: Burning HouseEndereço: avenida Santa Maria, 247, São Paulo/SPIngressos: 101tickets.com.br/events/details/Tribulation-em-Sao-Paulo
Primal Fear e Tankard lideram a Pré-Party do Bangers Open Air

A Pré-Party do Bangers Open Air marca o início oficial das atividades do festival com uma noite especial dedicada ao metal. O evento acontece na sexta-feira, 24 de abril de 2026, no Audio, em São Paulo, reunindo atrações internacionais e nacionais em uma programação exclusiva para convidados e fãs que garantiram ingresso antecipadamente. A abertura dos portões está marcada para 19h, com início dos shows às 20h. O line-up da Pré-Party do Bangers Open Air conta com Primal Fear, Tankard, Matanza Ritual, Seven Spires com participação especial de Roy Khan, além da banda Trovão. A noite também inclui DJ sets, sorteios, promoções e ativações especiais. O acesso é restrito aos Bangers Lovers, público que adquiriu ingressos nas modalidades Blind Ticket, Blind Ticket Lounge e Early Bird, além de influenciadores e artistas convidados. Não haverá venda de ingressos. A partir do dia 9 de março, os participantes com direito ao evento receberão por e-mail as instruções para o resgate do ticket digital.
Atração do Bangers Open Air, Lucifer anuncia mais sete shows no Brasil

A banda sueca de occult rock Lucifer retorna ao Brasil em abril para uma série de oito apresentações como parte de um novo giro pela América do Sul, que também passa por Argentina e Chile. A turnê segue divulgando o quinto álbum de estúdio do grupo, Lucifer V, lançado em janeiro de 2024 pela Nuclear Blast Records. A realização é da Xaninho Discos. O ponto alto da passagem pelo país será a participação do Lucifer no Festival Bangers Open Air, em São Paulo, no dia 25 de abril, um dos principais eventos dedicados ao rock e ao heavy metal no Brasil. Além do festival, o grupo também confirmou um show solo na capital paulista, no dia 29 de abril, no Hangar 110, oferecendo ao público uma apresentação mais extensa fora do formato de festival. A agenda brasileira inclui ainda shows em Brasília, no dia 16 de abril, no Infinu; Curitiba, em 18 de abril, no Basement Cultural; Florianópolis, em 19 de abril, no Célula Showcase; Porto Alegre, em 20 de abril, no Espaço Marin; Rio de Janeiro, em 26 de abril, no Experience Music; e Belo Horizonte, em 28 de abril, no Mister Rock. A formação que acompanhará a vocalista Johanna Sadonis nesta turnê pela América do Sul será anunciada em breve. Formado em 2014, o Lucifer se consolidou como um dos principais nomes do hard rock e do occult rock contemporâneo ao resgatar referências diretas do rock pesado dos anos 1970, com influência evidente de bandas como Black Sabbath, Pentagram e Coven. Desde o início, a identidade do projeto é conduzida por Johanna Sadonis, responsável pela direção estética, lírica e conceitual do grupo. Lucifer V marca um momento de síntese na trajetória da banda, aprofundando a linguagem desenvolvida nos discos anteriores e apostando em canções mais concisas, com equilíbrio entre peso, melodia e dinâmica. As letras seguem explorando temas como mortalidade, perda, desejo e espiritualidade, sempre por meio de narrativas simbólicas e pessoais. Faixas como Fallen Angel, At the Mortuary e Maculate Heart passaram a ocupar papel central nos shows recentes. Nos últimos anos, o Lucifer tem se destacado também pela força de suas apresentações ao vivo, com passagens por festivais como Hellfest, Wacken Open Air e Psycho Las Vegas. Ao longo da última década, o grupo acumulou reconhecimento da crítica especializada, incluindo indicações ao Swedish Grammy, ao Swedish Radio Award P3 e ao GAFFA Awards, além de ter estampado a capa da revista norte-americana Decibel ainda no início da carreira. Com cinco álbuns lançados e presença constante em turnês internacionais, o Lucifer retorna à América do Sul em um momento de plena maturidade artística, reforçando sua identidade e ampliando seu alcance entre públicos de diferentes vertentes do rock e do heavy metal. Agenda Lucifer no Brasil16/04 Brasília Infinu18/04 Curitiba Basement Cultural19/04 Florianópolis Célula Showcase20/04 Porto Alegre Espaço Marin25/04 São Paulo Bangers Open Air26/04 Rio de Janeiro Experience Music28/04 Belo Horizonte Mister Rock29/04 São Paulo Hangar 110
Fear of the Pix: Esquema de ingressos falsos do Iron Maiden expõe riscos na compra fora de canais oficiais

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo colocou em evidência um esquema de venda de ingressos falsos envolvendo os shows do Iron Maiden no Brasil. Batizada de “Fear of the Pix”, a ação investiga um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de um site que simulava uma plataforma oficial de vendas, induzindo fãs da banda a realizarem pagamentos via Pix sem receber os bilhetes. As apurações apontam que apresentações inexistentes chegaram a ser anunciadas para datas no Allianz Parque, com valores que variavam de algumas centenas de reais, o que levou dezenas de consumidores a registrarem boletins de ocorrência. De acordo com a polícia, o golpe se apoiava na alta demanda pelos shows e na aparência profissional do site fraudulento, que reproduzia elementos gráficos semelhantes aos de canais oficiais. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram recolhidos computadores, celulares e bens de alto valor que podem ter sido adquiridos com recursos obtidos ilegalmente. A investigação segue em andamento, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo causado aos fãs. Em paralelo às investigações, a organização responsável pelos shows do Iron Maiden no Brasil reforçou que a venda de ingressos ocorre exclusivamente por meio dos canais oficiais divulgados previamente. Em comunicados direcionados ao público, a produção destaca que não possui qualquer vínculo com sites de terceiros ou supostos revendedores e alerta que compras realizadas fora das plataformas autorizadas são feitas por conta e risco do consumidor. A orientação dos organizadores é que o público confira atentamente o endereço eletrônico dos sites antes de finalizar a compra e desconfie de ofertas com preços fora do padrão ou datas não anunciadas oficialmente. A produção também lembra que medidas como limite de ingressos por CPF e parcerias com plataformas reconhecidas fazem parte de um esforço para coibir fraudes e proteger os fãs em uma turnê marcada por alta procura e grande expectativa. Vendas: LIVEPASSLimitação: 6 ingressos por CPF, limitado a 2 ingressos meia-entrada. BILHETERIA OFICIAL (SEM COBRANÇA DE TAXA DE SERVIÇO) no ALLIANZ PARQUEBilheteria A – Rua Palestra Itália, 200 – Água BrancaTerça a sábado das 10h às 17h. Não há funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.
Porão do Rock anuncia as primeiras atrações de 2026 com Pennywise e Angra no line-up

O Porão do Rock 2026 começou a revelar suas primeiras atrações e reforça o peso do festival no calendário nacional. Entre os destaques está o Pennywise, banda fundamental do hardcore punk californiano, conhecida pela relação histórica com o público brasileiro e por shows intensos que marcaram diferentes gerações. Outro nome de peso é o Angra, que sobe ao palco com a participação especial de Kiko Loureiro, guitarrista que fez parte da fase mais internacional da banda e retorna como convidado em uma apresentação que promete caráter especial. A escalação internacional também inclui a japonesa Deviloof, representante da cena extrema do metal moderno, e a canadense Avalon Stone, que amplia o leque sonoro desta primeira leva de anúncios. No time nacional, o festival confirma nomes consagrados e de forte apelo popular como Marcelo Falcão, Rancore e Nação Zumbi, além de representantes da cena independente e alternativa como Bayside Kings, Scalane, Eskröta, Galinha Preta e Autoramas, mantendo o perfil diverso que caracteriza o Porão do Rock. A edição de 2026 acontece nos dias 22 e 23 de maio, em Brasília, e já conta com pré-venda na ticketmaster de passaportes em três etapas. Primeiro, o acesso é exclusivo para clientes BB Seguros, que garantem 65% de desconto. Em seguida, a venda é liberada para cadastrados da edição 2025 e, por fim, para o público geral. A estratégia antecipa a movimentação do público antes mesmo do anúncio completo do line-up.
Porão do Rock 2026: Pré-venda começa nesta sexta

A pré-venda de passaportes para o Porão do Rock 2026 já tem data para começar e promete movimentar os fãs do festival em três etapas distintas. O evento, marcado para os dias 22 e 23 de maio, em Brasília, aposta em um modelo escalonado de vendas que beneficia públicos específicos antes da abertura geral, mantendo a tradição de antecipação e alta procura pelos ingressos. A primeira fase será nesta sexta (16/01) e exclusiva para clientes BB Seguros, que terão acesso antecipado e ainda contam com um desconto de 65% sobre o valor do passaporte. No domingo (18), a pré-venda será liberada para quem se cadastrou na edição de 2025 do festival. Por fim, os ingressos chegam ao público geral na segunda-feira (19). A estratégia reforça o vínculo do Porão do Rock com seu público mais fiel e parceiros, além de criar um clima de expectativa em torno de uma das rodas punk mais aguardadas do ano. Mesmo sem anunciar atrações até o momento, a abertura antecipada das vendas segue o padrão já adotado em edições anteriores, quando o histórico do festival pesa na decisão do público. Mesmo assim, a organização promete divulgar algumas atrações do line-up. Ao longo dos anos, o Porão do Rock se consolidou por reunir nomes relevantes do rock, punk e metal, além de abrir espaço para bandas independentes, mantendo um perfil curatorial que dialoga com diferentes gerações. Ano passado, a equipe do Blog N’Roll esteve em Brasília e acompanhou in loco os dois dias de festival. Com mais de duas décadas de história, o Porão do Rock segue como um dos festivais mais importantes do país quando o assunto é música pesada e alternativa. A edição de 2026 mantém o formato de dois dias e promete repetir o impacto cultural que consolidou o evento no calendário nacional. ServiçoPorão do Rock 2026Datas: 22 e 23 de maio de 2026Local: BrasíliaPré-venda em três etapas: clientes BB Seguros, cadastrados do Porão do Rock 2025 e público geralDesconto: até 65% para clientes BB Seguros na pré-venda
Entrevista | Frank Turner – “Vou visitar o Brasil só porque toco guitarra. Sinto que tenho o dever de aproveitar isso ao máximo”

Frank Turner vem ao Brasil no final deste mês como parte de sua aguardada turnê pela América Latina, com shows confirmados em São Paulo, Brasília e Curitiba. A passagem pelo país marca a estreia do cantor britânico em palcos sul-americanos e acontece em um momento especialmente simbólico de sua trajetória, após mais de duas décadas de estrada. Conhecido pela intensidade de suas apresentações e pela conexão direta com a audiência, Turner chega acompanhado de Dave Hause e da banda Katacombs, reforçando o caráter especial dessa primeira visita musical a região. Desde a saída do Million Dead, Frank Turner construiu uma das carreiras mais consistentes do folk punk contemporâneo, somando mais de 3.000 shows ao redor do mundo, dez álbuns de estúdio e presença constante nos principais festivais europeus. Suas músicas transitam entre relatos pessoais, reflexões sociais e a defesa da cena independente, valores que também se manifestam fora do palco, como na maratona de shows que o levou ao Guinness World Records e nas ações de apoio a casas de shows durante a pandemia. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Frank Turner falou sobre a expectativa de shows na América do Sul, a relação com o Brasil, país no qual já passou férias, os bastidores do recorde no Guinness e até mesmo seu split com o NOFX. Esta será sua primeira turnê na América do Sul. O que você espera da audiência da região e o que mais desperta sua curiosidade nesses shows? A primeira coisa que quero dizer é que estive no Brasil uma vez, em férias, há alguns anos, e tive uma experiência incrível. Fui ao Rio de Janeiro e a Paraty. Foi há dois ou três anos, acho. Foi insano. O Rio simplesmente explodiu minha cabeça, foi algo realmente impressionante. Fiquei até me sentindo mal por ter passado mais de 40 anos da minha vida sem nunca ter vindo à América do Sul e, mais especificamente, ao Brasil. É um lugar tão intenso, tão vivo. E percebi que não falo português, então peço desculpas por isso. Mas eu amei estar aí. E finalmente vai atender aos tantos pedidos de “Come To Brazil”, né? Principalmente após os shows cancelados na época da pandemia… Existe esse clichê sobre vir ao Brasil nas redes sociais, e eu vivi isso. Acho bonito, acho incrível. É algo muito louco para mim pensar que existem pessoas do outro lado do mundo, em um país onde eu nunca tinha estado, que sabem quem eu sou e que se importam com minha música. Isso é maravilhoso. De forma mais ampla, os fãs brasileiros e sul-americanos têm a reputação de serem muito apaixonados, e eu acho isso algo de que vocês deveriam se orgulhar. É lindo. Se você me fizer escolher, eu sempre fico com pessoas apaixonadas. Eu moro em Londres, e lá as pessoas podem ser muito irônicas, distantes às vezes. É uma relação diferente com a arte. Eu sempre prefiro a intensidade, a entrega. Em muitos sentidos, eu não sei exatamente o que esperar dessa turnê, e isso é justamente o que a torna tão empolgante. Estou realmente muito animado para finalmente vir. Eu tinha uma turnê pela América do Sul marcada para 2020, que acabou não acontecendo por razões óbvias. Eu estava muito empolgado naquela época, então fico ainda mais feliz que agora isso finalmente esteja acontecendo. E você veio ao Brasil somente de férias para descansar ou também teve tempo de estudar e conhecer bandas locais e a cena punk brasileira? Não tive a oportunidade de conferir a cena punk brasileira naquela viagem. Dito isso, agora vou ser péssimo e não lembrar nomes, mas tenho amigos brasileiros há muitos anos. Posso dizer que cresci ouvindo Sepultura e amo essa banda, é algo gigantesco para mim. Tenho consciência de que existe uma cena de rock e punk muito forte no Brasil e espero que, dessa vez, enquanto estiver aí, eu consiga aprender mais sobre ela. Depois de mais de 20 anos na estrada e mais de 3.000 shows realizados, o que ainda te motiva a continuar tocando com a mesma intensidade? A primeira coisa que eu diria é que a intensidade é diferente. Eu não toco tão pesado quanto quando tinha 20 ou 30 anos, simplesmente porque meu corpo não aguenta mais. Já fiz turnês de 13 meses sem voltar para casa, e isso é ridículo. Ninguém precisa fazer isso, especialmente quando chega aos 40. Mas eu amo o que faço. É a única coisa no mundo em que sinto que sou realmente bom e que sei fazer. É um privilégio enorme. Muitas pessoas tentam viver de música e não conseguem, muitas vezes por razões totalmente fora do controle delas. Eu fui uma dessas pessoas raras que conseguiu fazer isso funcionar por muito tempo, e me sinto extremamente privilegiado. Quero honrar isso. Quero sentir que estou fazendo jus a essa sorte. Vou visitar países que nunca estive antes por causa de uma guitarra, sabe? Vou tocar no Chile, na Argentina e no Brasil porque eu toco guitarra. Isso é loucura. Que tipo de sorte é essa? Sinto que tenho o dever de aproveitar isso ao máximo, de abraçar tudo. Se eu estivesse tocando mais um show em Manchester, onde já toquei centenas de vezes, seria diferente. Eu amo Manchester, mas não é novidade para mim. Essa turnê é especial justamente porque é tudo novo, e isso me deixa muito empolgado. Desde o início da sua carreira solo, você lança algo novo praticamente todos os anos. Isso é estratégia ou impulso criativo constante? Seria generoso chamar isso de estratégia. Acho que é simplesmente quem eu sou. No começo, eu escrevia discos muito rapidamente. Hoje levo mais tempo, o que tem a ver com experiência e idade. Gosto da ideia de ter coisas disponíveis, sejam compilações de raridades, discos ao vivo ou projetos paralelos. Não espero que todo mundo ouça tudo, mas é legal que isso exista. Também é assim que eu ganho a vida: tocando e lançando discos. Se isso virou uma estratégia