Supercombo marca lançamento de Caranguejo Parte 2 com show em São Paulo

A Supercombo sobe ao palco da Casa Natura Musical, em São Paulo, no dia 26 de abril, para o show de lançamento da parte 2 de Caranguejo. A casa abre às 19h e a apresentação marca a estreia ao vivo das novas músicas que completam o disco do quarteto, encerrando um projeto pensado desde o início como um álbum dividido em dois tempos. Ao longo de 2025, a banda apresentou a primeira parte do trabalho (leia aqui a entrevista exclusiva sobre o álbum) em uma sequência de shows que passou por seis estados e diferentes formatos de palco. Agora, o grupo fecha o ciclo de Caranguejo com a liberação do segundo bloco de faixas, que amplia e conclui o arco criativo do álbum. O lançamento da parte 2 acontece em abril pelo selo Deck e traz oito músicas inéditas, compostas ainda no período do lançamento inicial e mantidas guardadas até agora. A escolha por fracionar o disco veio do desejo de dar mais tempo de circulação às canções, fugindo da lógica acelerada de singles e lançamentos concentrados. Segundo a banda, a nova parte funciona como uma continuação direta da anterior, conectada conceitualmente, mas com mudanças de clima, andamento e abordagem. A proposta é um deslocamento de escuta, não uma repetição do que já foi apresentado. ServiçoSupercombo lança Caranguejo Parte 2Data: 26 de abrilLocal: Casa Natura Musical, São PauloAbertura da casa: 19hIngressos: bilheteria da Casa Natura Musical, sem taxa de conveniência, e Sympla, com taxa.

Com mais um grande show, entenda a história do teatro do My Chemical Romance

Após 18 anos de espera, o My Chemical Romance encerrou a passagem por São Paulo com um segundo show no Allianz Parque nesta sexta, dia 6, entregando uma apresentação que foi além do formato tradicional. A banda apostou em uma experiência grandiosa para tocar The Black Parade na íntegra, dividida entre impacto musical e narrativa cênica, transformando o palco em um espaço teatral carregado de simbolismos. A abertura ficou novamente por conta do The Hives, que aqueceu o público antes de o MCR assumir o controle da noite com uma produção visual marcada por fogo, projeções e personagens que conduzem a história do espetáculo. O setlist passou por ajustes em relação ao dia anterior (confira aqui), com menos músicas de seu debut álbum. Mesmo com a entrega intensa e a resposta imediata do público, algumas ausências chamaram atenção. A banda não tocou The Ghost Of You, apesar dos pedidos vindos das arquibancadas, e também não apresentou nenhuma música inédita ou estreia ao longo da turnê. De surpresa mesmo, apenas o fato de Helena não ser o encerramento da noite. Musicalmente, o grupo mostrou coesão e força, com Gerard Way conduzindo o espetáculo em clima dramático, alternando momentos de entrega emocional com ironia e interação pontual com o público. A segunda parte do show reuniu faixas de diferentes fases da carreira, garantindo um encerramento catártico e reafirmando a conexão do My Chemical Romance com sua base de fãs brasileira. Com menos falas e interações com o público, Gerard Way falou “obrigado” em português e disse que era a única palavra que ele sabia. Já Frank Iero, de maneira tímida, mudou “Trust Me” para “Confie em Mim” nos backing vocals de I’m Not Okay. Entenda o Teatro para a execução de The Black Parade Antes mesmo da primeira música, o espetáculo estabelece uma narrativa própria. A história apresentada se passa na chamada Era do Concreto, um período fictício de prosperidade governado por um ditador imortal. Dentro desse universo, o Black Parade, dado como morto em 2007, retorna após anos encarcerado em uma instituição chamada M.O.A.T., uma mistura de prisão, hospital psiquiátrico e centro de recondicionamento. Essa ambientação é reforçada por regras exibidas no telão em um idioma inventado e pela presença constante de vigilância no palco. A encenação ganha corpo com personagens recorrentes, como o homem que varre o palco, a enfermeira que divide os vocais de Mama com Gerard Way e o clerk, figura central que interage com a banda e conduz parte da narrativa. Os músicos entram escoltados, usam uniformes antigos e deteriorados do Black Parade e são tratados como pacientes ou prisioneiros, enquanto personagens como a The Secretary observam tudo em silêncio, reforçando a sensação de controle e hierarquia. Ao longo do show, o conceito se aprofunda em temas como obediência, perda de identidade e recondicionamento psicológico. Elementos visuais como um grande olho que desce sobre o palco, cenas de procedimentos médicos e projeções perturbadoras acompanham músicas como Sleep e Mama, transformando o concerto em uma espécie de ópera distópica. O resultado é um espetáculo que mistura música, teatro e crítica simbólica, deixando mais perguntas do que respostas e reforçando a ideia de que o My Chemical Romance não voltou apenas para tocar um disco clássico, mas para expandir sua própria mitologia diante do público. Setlist da noite The Black Parade – Parte 1The End.Dead!This Is How I DisappearThe Sharpest Lives Welcome to the Black ParadeI Don’t Love YouHouse of WolvesCancerMamaSleepTeenagersDisenchantedFamous Last Words (com trechos de The Welcome Parade)The End/Blood Hits – Parte 2 Our Lady of SorrowsBury Me in BlackNa Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)SINGHelenaPlanetary (GO!)To the EndDESTROYAI’m Not Okay (I Promise)The Foundations of Decay (primeira vez na história como fechamento de show)

The Hives faz novamente um show gostoso como abertura para o My Chemical Romance em São Paulo

Assim como na noite de quinta, o The Hives subiu ao palco novamente nesta sexta-feira, dia 6, para fazer a abertura do aguardado show do My Chemical Romance no Allianz Parque. Vestidos com seus tradicionais ternos que brilhavam no escuro, os suecos mostraram desde os primeiros minutos por que são considerados uma das bandas mais explosivas do garage rock. Carismático e incansável, o vocalista Pelle Almqvist comandou o público durante cerca de 50 minutos, sem parar um segundo, transformando a função de banda de abertura em um verdadeiro evento à parte. Clássicos como Hate to Say I Told You So e até os quatro hits do novo álbum fizeram o estádio pular, algo raro para uma atração que antecede o headliner. O The Hives não sabe se portar como banda coadjuvante, eles suam sangue, atuando sempre como prato principal e deixando a sobremesa para quem vem depois. O repertório foi diferente da noite anterior, porém também destacou o álbum mais recente, The Hives Forever Forever The Hives, com suas principais faixas abrindo e fechando o show, antes da chegada do My Chemical Romance. >> LEIA ENTREVISTA SOBRE AS INFLUÊNCIAS DO THE HIVES Sempre em sintonia com a plateia, Pelle Almqvist arriscou o português durante a apresentação e arrancou risos e aplausos ao responder um “eu gostoso?” após ser chamado assim pelo público. Entre idas à plateia e palminhas comandadas com precisão, o The Hives não apenas aqueceu o público, como elevou a energia do estádio a um nível alto logo no início da noite. É impressionante a facilidade com que a banda conquista novos fãs e se adapta a qualquer ambiente, se mostrando como uma verdadeira banda de rock e que se comunica com qualquer público. Setlist do showEnough Is EnoughWalk Idiot WalkRigor Mortis RadioPaint a PictureBogus OperandiHate to Say I Told You SoCountdown to ShutdownLegalize LivingCome On!Tick Tick BoomThe Hives Forever Forever The Hives

Twisted Sister cancela turnê e não virá para o Bangers Open Air

O cancelamento da turnê comemorativa de 50 anos do Twisted Sister provocou reflexos diretos no calendário de grandes festivais, incluindo o Bangers Open Air 2026. A banda anunciou a suspensão de todos os shows previstos, entre eles apresentações no Brasil, após a saída repentina e inesperada do vocalista Dee Snider, motivada por uma série de problemas de saúde. A agenda começaria em abril e seguiria ao longo do verão no hemisfério norte. Em comunicado oficial, assinado por Jay Jay French e Eddie Ojeda, o Twisted Sister afirmou que o futuro da banda será definido nas próximas semanas. A nota pede que os fãs fiquem atentos a novas informações e deixa claro que, no momento, não há previsão para a retomada da turnê de aniversário. A decisão frustra expectativas em torno de uma das celebrações mais aguardadas do hard rock nos últimos anos. No caso do Bangers Open Air 2026, as notícias de cancelamento foram além. A produção do festival confirmou que Eluveitie e Cobra Spell não irão mais se apresentar nesta edição, adiando para 2027. Segundo a organização, todos os esforços foram feitos para manter as bandas confirmadas, mas desafios externos inviabilizaram a participação. As duas novas atrações que ocuparão essas vagas, bem como um novo headliner serão anunciadas nesta quinta-feira, 6 de fevereiro.

Entrevista | The Hives – “Ouvir AC/DC é uma experiência formativa”

O The Hives está no Brasil como banda de abertura dos shows do My Chemical Romance, acompanhando a turnê que marca o retorno do grupo norte-americano aos palcos do país. Mas, não são uma simples abertura. Conhecidos pela energia explosiva ao vivo e pela postura provocadora, os suecos reforçam sua conexão com o público brasileiro em apresentações que têm atraído atenção tanto dos fãs mais antigos quanto de uma nova geração. Além da turnê, a banda vive um momento criativo celebrado pela crítica. Lançado no ano passado, The Hives Is Forever, Forever The Hives foi recebido com entusiasmo e reafirma a identidade do grupo, unindo urgência punk, riffs diretos e o humor ácido que sempre definiu sua trajetória. O disco também marca uma fase de maturidade, sem abrir mão da intensidade que transformou o The Hives em um dos nomes mais reconhecíveis do rock dos anos 2000. O Blog N’ Roll esteve ontem (4) na Casa Rockambole, em São Paulo, conversando com o The Hives sobre as principais influências que moldaram o som da banda, passando por nomes fundamentais do punk e do rock clássico, além de histórias pessoais que ajudam a entender a construção dessa identidade barulhenta, direta e sem concessões que segue ecoando nos palcos ao redor do mundo. Ramones Pelle Almqvist – Os Ramones foram muito importantes para nós. Mas, curiosamente, os Ramones que mais nos marcaram foram os do período mais tardio, como os discos lançados quando éramos jovens, tipo Mondo Bizarro e Brain Drain. Nós gostávamos muito dessa fase. Acho que nenhum de nós chegou a ver os Ramones ao vivo. Eu, pelo menos, não vi. Eles influenciaram a gente, mas talvez de uma forma ainda maior, influenciaram praticamente todas as bandas que a gente gostava. É quase uma influência de segunda mão. Eles fizeram com que o que fazemos hoje pudesse existir. Com músicas como Blitzkrieg Bop, fica claro como eles ajudaram a definir uma linguagem inteira do rock. Se fosse apenas essa música no disco, já teria sido suficiente. É um clássico absoluto. AC/DC Pelle Almqvist – Antes mesmo dos Ramones, o AC/DC foi fundamental para nós. Quando eu e o Niklas éramos crianças (Pelle, vocalista e Niklas, guitarrista são irmãos), morávamos na mesma casa e o AC/DC foi a primeira banda que gostamos por conta própria. Niklas Almqvist – A gente ouvia o que os garotos mais velhos da rua ouviam, e esse disco estava sempre tocando. Eu nem sabia os nomes das músicas, só colocava o vinil e ouvia tudo. Ouvir AC/DC é uma experiência formativa. Back in Black é um clássico absoluto e tem uma das melhores introduções da história do rock pesado. Hells Bells é icônica. Eles começam com sinos e depois você fica pensando: o que eles vão fazer depois disso? Curiosamente, Hells Bells virou a música de entrada do São Paulo Futebol Clube, porque o goleiro Rogério era um grande fã do AC/DC… Pelle Almqvist – Também é tema de vários eventos esportivos. Sempre que começa, dá uma sensação de boas notícias. Você mora em Santos, mas torce para o São Paulo? Não dá problema? De jeito nenhum, é bem comum (risos). Agora falem um pouco sobre outra lenda punk, os Misfits Pelle Almqvist – Misfits é sempre complicado, porque existem muitas fases e muitos discos diferentes. Eu acabo ouvindo mais as coletâneas. Tem músicas incríveis como Attitude, Bullet e Some Kind of Hate. Essa última é uma das minhas favoritas. Ela lembra Teenage Kicks, mas mais suja, mais agressiva. Eles foram uma influência enorme para nós. Com certeza estão no nosso top 5 de bandas punk, talvez top 3, talvez até top 1. É uma música feita “errada” em muitos aspectos técnicos, mas ainda assim é a melhor música já gravada. Isso é o punk em sua essência. Mantendo o punk, vamos falar sobre Dead Kennedys Pelle Almqvist – Somos muito influenciados pelo Dead Kennedys, especialmente no primeiro álbum do The Hives, Barely Legal. Há muita coisa de guitarra inspirada neles. Sempre adoramos a guitarra do East Bay Ray. Eles são uma banda incrível, ainda que um pouco irregular. Existe uma diferença grande entre as melhores e as piores músicas, mas, mesmo assim, estão entre as maiores influências punk para nós. Niklas Almqvist – Muitas dessas bandas, na verdade, eu só fui ter os discos em vinil bem mais tarde, talvez com 22 ou 25 anos. Antes disso, era tudo em fita cassete. E eu trouxe um vinil do Millencolin para representar a cena da Suécia. Como é a relação entre vocês? Pelle Almqvist – Essas bandas suecas estavam por perto quando começamos. Estávamos no mesmo selo, vinham de cidades próximas, mais ou menos uma hora de distância. Eles eram dois ou três anos mais velhos do que nós e já estavam começando a fazer sucesso. Eram uma das melhores bandas que você podia ver ao vivo na região onde crescemos. Foi a primeira banda do nosso universo a alcançar um sucesso mais mainstream. Isso foi importante, porque mostrava que era possível. Hoje em dia, somos amigos e sempre é divertido dividir o palco com eles. E qual a expectativa para os shows no Allianz? Pelle Almqvist – Nós já fizemos alguns shows em estádios na América do Sul e foi incrível. Não achamos que dessa vez será diferente. É o mesmo que quando perguntam o que as pessoas devem esperar dos nossos shows. A resposta é nada, além do melhor absoluto. Com o público brasileiro é a mesma coisa. Não esperamos nada além do melhor absoluto. E esperamos que tudo seja ainda maior.

Fiddlehead e Rival Schools terão Zander e Capote como abertura em show único no Brasil

Fiddlehead e Rival Schools, dois nomes centrais do rock alternativo e do pós-hardcore em gerações diferentes, fazem uma aguardada dobradinha no Brasil no dia 22 de fevereiro, com apresentação única em São Paulo. O encontro acontece no Fabrique Club e reúne, no mesmo palco, uma das bandas mais relevantes do rock contemporâneo e um dos projetos mais influentes surgidos no início dos anos 2000. Formado em Boston em 2014, o Fiddlehead rapidamente se consolidou como um dos grupos mais expressivos do rock atual. Liderada por Patrick Flynn, também conhecido pelo trabalho no Have Heart, a banda constrói uma sonoridade que une a urgência do hardcore, melodias herdadas do alternativo dos anos 1990 e uma entrega emocional marcada pelo emo. Conversamos com ele recentemente que abordou a expectativa de tocar no Brasil e sobre a influência da filosofia em seu trabalho e vida. O álbum mais recente, Death Is Nothing To Us, recebeu ampla aclamação da crítica internacional e reforçou a reputação do Fiddlehead como uma banda que alia intensidade sonora e densidade lírica. Já o Rival Schools carrega uma trajetória fundamental na consolidação do pós-hardcore moderno. Criada em 1999, a banda reúne músicos com histórico decisivo na cena hardcore, com destaque para Walter Schreifels, ex-Gorilla Biscuits e Quicksand. Ao longo dos anos 2000, o grupo se destacou ao combinar a energia do punk e do hardcore com estruturas melódicas mais acessíveis, criando um rock potente, emocional e livre de fórmulas. Em um período marcado por excessos e artificialismos no rock mainstream, o Rival Schools apostou em criatividade, identidade e força ao vivo, características que seguem definindo sua relevância até hoje. O evento em São Paulo ganha ainda duas bandas nacionais como atrações de abertura. O Zander retorna aos palcos após encerrar a turnê de 15 anos do álbum Braza e prepara um show em formato “best of”, reunindo diferentes momentos de sua discografia. Já a Capote, banda formada em 2023 na cidade de Santos, representa a nova geração do rock alternativo brasileiro, misturando indie, emo e guitarras intensas em um repertório autoral que vem chamando atenção da cena independente. Os últimos ingressos estão à venda no site da Fastix. A realização é conjunta entre Powerline Music & Books e ND Productions.

Entrevista | Fiddlehead – “A maior influência brasileira na minha vida é Paulo Freire”

Pela primeira vez no Brasil, a Fiddlehead desembarca em São Paulo para um show único que marca a estreia de uma das bandas mais relevantes do rock alternativo contemporâneo. Formado em 2014, em Boston, pelo vocalista Patrick Flynn e o baterista Shawn Costa, ambos ex-Have Heart, o grupo construiu uma identidade própria ao misturar a urgência do hardcore com melodias do rock alternativo dos anos 1990 e a carga emocional do emo. Em álbuns como Death Is Nothing To Us, a banda ampliou ainda mais seu alcance ao unir intensidade sonora, lirismo reflexivo e referências filosóficas pouco comuns no gênero. O show acontece no domingo, 22 de fevereiro de 2026, no Fabrique Club, em São Paulo, e reúne três gerações do rock alternativo e do hardcore. Além da Fiddlehead, o evento conta com o Rival Schools, banda histórica liderada por Walter Schreifels, nome fundamental do hardcore e do pós-hardcore desde os anos 1980, e com duas representantes da cena nacional: o veterano Zander, que apresenta um repertório especial após a turnê de 15 anos do álbum Braza, e a Capote, banda santista formada em 2023 que vem chamando atenção pela fusão entre indie, emo e rock alternativo. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Patrick “Pat” Flynn fala sobre a expectativa para a estreia da Fiddlehead no Brasil, a relação artística com o Rival Schools e os temas centrais de Death Is Nothing To Us, álbum marcado por reflexões sobre vida, morte, educação e esperança. Não é sua primeira vez aqui, porém será a primeira vez da Fiddlehead no Brasil. O que esperar sobre o público brasileiro? A minha antiga banda, Have Heart, tocou no Brasil há cerca de 20 anos, e foi uma das experiências mais intensas que já tive. Tocamos no mundo inteiro, mas o Brasil foi um dos lugares mais caóticos e especiais. Havia uma sensação muito forte de amizade, o que no punk é a melhor combinação possível. Nos últimos anos, muitas pessoas começaram a comentar nas redes pedindo para a Fiddlehead vir para o Brasil. Não existe nada mais motivador do que alguém dizer “venha tocar aqui”. Finalmente conseguimos fazer isso acontecer, mesmo sendo uma banda que não toca tanto, porque todos nós temos nossas vidas fora da música. O som da Fiddlehead mistura de tudo um pouco: hardcore, post-hardcore, alternativo e emo sem soar nostálgico. Como vocês equilibram essas influências e deixam tudo com uma cara mais moderna? Nós simplesmente tentamos escrever músicas que gostamos de ouvir. Não escrevemos pensando no público, mas temos a sorte de que as pessoas se conectaram com isso. Quando você sente que tem essa permissão, fica mais fácil criar algo honesto, que reflete quem você é, tanto liricamente quanto musicalmente. Todos viemos do hardcore, mas amamos várias formas de música punk. Isso nos permite escrever sem ficar presos a um gênero ou a regras específicas. Já que vocês fazem do jeito que gostam, como funciona o processo de gravação da banda? As músicas chegam prontas ao estúdio? É um processo muito colaborativo. Alguém aparece com um riff, manda pelo celular, e se gostarmos, começamos a desenvolver juntos. É raro alguém escrever uma música inteira sozinho. Depois que a estrutura está pronta, eu levo a música comigo por um tempo, e aí fica mais fácil escrever as letras. No estúdio, todo mundo está aberto a mudar direções, desde que faça sentido para a banda. O hardcore nasceu com a força da juventude, amadureceu e mudou com o passar dos anos. O que daquela época você vê como essencial hoje? Acho que o hardcore está em um momento muito positivo. Bandas como Turnstile ajudaram a mostrar para o mundo o que o hardcore tem de melhor: criatividade, juventude e energia positiva. O foco precisa continuar sendo esse, manter o gênero útil, criativo e relevante. Vocês vão dividir o palco com o Rival Schools. Como você enxerga essa conexão entre as bandas? O Walter Schreifels é uma lenda. Toda a banda é, de alguma forma, produto do trabalho dele. Somos grandes fãs do Rival Schools, então foi uma surpresa incrível tocar com eles no ano passado. Criamos uma relação muito boa, conversamos bastante sobre música. Quando soubemos que poderíamos repetir isso na América Latina, foi ainda mais especial. Em Death Is Nothing To Us, as letras falam muito sobre morte, mas nunca de forma negativa. Como foi trabalhar essa abordagem? Existe uma frase do filósofo Cornel West que sempre me marcou: “Eu não sou um otimista, mas sou escravo da esperança”. Isso define muito como eu vejo a vida. Perder pais e amigos é algo profundamente doloroso, mas eu fiz a escolha de procurar essas pessoas na minha vida, mesmo sem a presença física delas. Essa mentalidade me ajudou a atravessar muitos momentos difíceis e chegar a um lugar de felicidade real. Já que você mencionou a filosofia, referências como Lucrécio e Jean Améry são incomuns no hardcore. Como isso entra na sua escrita? Eu sou professor de História e filho de um professor de poesia. Cresci cercado por palavras e pelo poder delas. Não leio poesia o tempo todo, mas tento enxergá-la na vida cotidiana. Quando encontro escritores ou filósofos que me ajudam a ver beleza e significado nas coisas comuns, eu mergulho fundo neles. Isso acaba se refletindo naturalmente nas letras. Existe alguma história de bastidor importante por trás de Death Is Nothing To Us? O título surgiu de forma curiosa. Eu estava escrevendo as letras enquanto participava de uma troca de livros no trabalho. O livro que peguei citava Lucrécio e a ideia de que a morte não é nada para nós, no sentido de não ficarmos obcecados por ela, mas focarmos na importância da vida. Isso acabou conectando tudo o que eu vinha escrevendo desde os discos anteriores. Quando escreve sobre temas sensíveis como morte, você sente vontade de ir para um lado mais leve ou continuar explorando temas profundos? Um pouco dos dois. Eu amo rir, me divertir com amigos, mas a vida não

Anônimos Anônimos assina com a Forever Vacation e lança single “Eu Lembro”

A banda paulistana Anônimos Anônimos entra em uma nova fase com o lançamento de “Eu Lembro”, primeiro single do álbum de estreia Acabou Sorrire, previsto para maio. A faixa marca também a estreia do grupo no catálogo da Forever Vacation Records, selo criado pelo músico e produtor Alexandre Capilé e que vem se consolidando como um dos espaços mais ativos do rock alternativo brasileiro fora do circuito mainstream. “Eu Lembro” funciona como um cartão de visitas direto para o disco. A canção aposta em melodias emotivas e letras confessionais, dialogando com o alternative rock do fim dos anos 1990 e início dos 2000, em referências que passam por nomes como Jimmy Eat World e Saves the Day, mas filtradas por uma sensibilidade contemporânea e local. O single chega acompanhado de um videoclipe dirigido por Rick Costa, com foco na performance da banda, reforçando o caráter direto e despojado da música. Segundo o vocalista e guitarrista Flávio Particelli, o disco nasce de um processo de depuração estética e emocional. As músicas priorizam melodias fortes e letras pessoais, caminho que a banda identifica como o ponto em que sua identidade se manifesta com mais clareza. O título do álbum faz uma referência irônica a Acabou Chorare, dos Novos Baianos, e traduz o tom introspectivo do repertório, que equilibra melancolia, autoironia e maturidade artística. O lançamento de “Eu Lembro” inaugura a sequência de singles que antecede a chegada do álbum completo, previsto para maio. Até lá, o Anônimos Anônimos apresenta um trabalho que consolida sua identidade dentro do rock alternativo nacional e aponta para um novo momento criativo, agora com estrutura, produção e circulação ampliadas.

Lollapalooza Brasil divulga o lineup separado por palco

O Lollapalooza Brasil 2026 divulgou a programação dos palcos nesta terça-feira (03), exclusivamente por meio de seu aplicativo oficial. O lineup completo, dividido por localização, antecipa parte da experiência para o público mais atento e reforça a estratégia de engajamento direto com os fãs antes do anúncio da grade oficial com ordens e horários. A separação das atrações por palco ajuda a desenhar melhor o mapa musical do evento, tradicionalmente conhecido por equilibrar grandes nomes internacionais, artistas em ascensão e representantes fortes da cena brasileira. A organização mantém a curadoria diversa como marca registrada, distribuindo estilos e propostas ao longo dos diferentes espaços do Autódromo de Interlagos. Os palcos principais são o Budweiser, que recebe o principal artista da noite, e o Samsung Galaxy, que recebe o sub-headliner. Completam a festa o Perry’s by Fiat, dedicado ao eletrônico, e o Flying Fish, que recebe artistas em ascenção. A revelação antecipada no app, portanto, funciona como um primeiro panorama do festival, abrindo espaço para especulações, apostas do público e a construção de expectativas até que a programação detalhada seja anunciada. Se você vai só pelas atrações de Rock, preparamos um guia exclusivo com todas as bandas relacionadas ao gênero que estarão no Festival. Confira abaixo o lineup do Lollapalooza Brasil separado por dia e palco: Sexta 20.03 BudweiserSabrina CarpenterDoechiiBlood OrangeNegra Li Samsung GalaxyDeftonesInterpolViagra BoysTerraplana Perry’s By FiatKygoBen BohmerBrutalismus 3000DJ Diesel Aka ShaqHorsegirlAline RochaATKÖBruna StraitCamila Jun Flying FishEdson GomesRuelScaleneWorst Sábado 21.03 BudweiserChapell RoanLewis CapaldiMarinaAgnes NunesJadsa Samsung GalaxySkrillexCypress HillFoto em GrupoVarandaHurricanes Perry’s By FiatBrutalismus 3000MU540Bunt2HollisN.I.N.A.HamdiFebre 90sBlackhatCrizin da Z.O.Marcelin O BraboArtur Menezes Flying FishTV GirlRiizeMen I TrustThe WarningCidade Dormitório Domingo 22.03 BudweiserTyler The CreatorTurnstileDjoMundo Livre S/APapisa Samsung GalaxyLordeAddison EraRoyel OtisNina MaiaJonabug Perry’s By FiatPeggy Gou¥ØU$UK€ ¥UK1MAT$UROZZopelarIdlibraAlirioAnaluEntropia Flying FishKatseyeFBCBalu BrigadaOruãPapangu