Overkill anuncia três shows no Brasil em março de 2027 com The Troops of Doom

O Overkill, um dos nomes mais tradicionais do thrash metal norte-americano, confirmou seu retorno ao Brasil em março de 2027 com a turnê Burning Up Latin America. A banda se apresenta em Curitiba, no dia 4 de março, no Tork n’ Roll; São Paulo, em 6 de março, no Carioca Club; e Belo Horizonte, no dia 7, no Mister Rock. As três apresentações terão a participação especial do The Troops of Doom, grupo liderado por Jairo “Tormentor” Guedz, ex-guitarrista do Sepultura. Na capital paulista, o Overkill será a atração principal da quarta edição do Overload Beer Fest, festival que também contará com Trovão, Whipstriker e Sadistic Messiah. O evento retorna ao Carioca Club, mesmo local que recebeu a primeira edição, em 2019, quando o Overkill dividiu a programação com Tankard e Ratos de Porão. Além dos shows, o festival terá cervejas artesanais, opções gastronômicas e um espaço dedicado à venda de discos, camisetas e outros produtos ligados ao metal. A turnê brasileira acontece em um período de intensa atividade do Overkill. Em 2026, o grupo participou de festivais como o Sweden Rock, excursionou pelos Estados Unidos ao lado de Testament e Destruction e tem apresentações programadas com o Kreator na Europa. Paralelamente, a banda trabalha no sucessor de Scorched (2023), com lançamento previsto para fevereiro ou março de 2027. O próximo álbum será o primeiro trabalho completo do Overkill com o baterista Jeramie Kling, que entrou para a formação em agosto de 2024. O músico se juntou ao vocalista Bobby “Blitz” Ellsworth e ao baixista D.D. Verni, integrantes históricos de uma trajetória iniciada em 1980, em Nova Jersey. Ao longo de mais de quatro décadas, o Overkill construiu uma discografia que inclui clássicos como Feel the Fire (1985), Taking Over (1987), The Years of Decay (1989) e Horrorscope (1991). A combinação de velocidade, agressividade e influências do punk e do heavy metal tradicional ajudou a consolidar a identidade da banda, especialmente pela voz característica de Bobby Blitz. O grupo também atravessou diferentes fases da indústria musical sem interromper sua produção. A partir de Ironbound (2010), voltou a conquistar posições expressivas nas paradas internacionais, com discos como White Devil Armory (2014) e The Wings of War (2019). Seu lançamento mais recente, Scorched, chegou em 2023. Os ingressos para as três apresentações brasileiras já estão disponíveis pelo Clube do Ingresso. A realização é da Overload, e todos os shows têm classificação etária de 18 anos. SERVIÇO Overkill em Curitiba Convidado especial: The Troops of Doom Data: 4 de março de 2027 (quinta-feira) Abertura da casa: 19h30 Início: 20h Local: Tork n’ Roll Endereço: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1695, Rebouças, Curitiba (PR) Vendas: clubedoingresso.com/evento/overkillcuritiba Classificação: 18 anos Overload Beer Fest 2027 em São Paulo Bandas: Overkill, The Troops of Doom, Trovão, Whipstriker e Sadistic Messiah Data: 6 de março de 2027 (sábado) Abertura da casa: 17h Início dos shows: 18h Local: Carioca Club Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros, São Paulo (SP) Como chegar: metrô, Estação Faria Lima Vendas: bilheteria do Carioca Club e clubedoingresso.com/evento/overload-beerfest2027 Classificação: 18 anos Overkill em Belo Horizonte Convidado especial: The Troops of Doom Data: 7 de março de 2027 (domingo) Abertura da casa: 18h30 Início: 19h Local: Mister Rock Endereço: Avenida Tereza Cristina, 295, Prado, Belo Horizonte (MG) Vendas: clubedoingresso.com/evento/overkillbelohorizonte Classificação: 18 anos
Simon Townshend é anunciado no Best of Blues and Rock 2026

O guitarrista e cantor britânico Simon Townshend, irmão mais novo de Pete Townshend, do The Who, está confirmado no Best of Blues and Rock 2026, que acontece em novembro, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O músico fará apresentações solo nos dias 20 e 22 de novembro, antes dos shows de Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam. A participação foi sugerida pelo próprio Vedder, que mantém uma amizade e parceria musical de longa data com Simon. O guitarrista ocupará o espaço na programação anteriormente reservado a Glen Hansard, que estava escalado para o festival e morreu em julho deste ano. Além dos dois shows, Simon Townshend também subirá ao palco no dia 21 de novembro como integrante da banda de apoio de Roger Daltrey, vocalista do The Who. A apresentação reunirá músicos que já trabalharam com artistas como Robert Plant, Paul McCartney, Eric Clapton e David Gilmour. Com isso, Simon estará presente nos três dias do festival, alternando entre seu repertório autoral e a execução de clássicos de uma das bandas mais importantes da história do rock. A relação de Simon Townshend com o The Who começou ainda na infância, quando participou da gravação da trilha sonora do filme “Tommy”, lançado em 1975. Desde 1996, o músico acompanha a banda em diferentes turnês, incluindo apresentações no Super Bowl de 2010 e na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Ao longo da carreira, também dividiu o palco com nomes como Jeff Beck e Dave Grohl. A edição de 2026 do Best of Blues and Rock terá ainda apresentações de Chris Isaak, Christone “Kingfish” Ingram, Samuel Rosa, Artur Menezes e Vitor Kley. Os ingressos para os dias 20 e 22 de novembro estão esgotados, enquanto a programação de 21 de novembro, que terá Roger Daltrey como principal atração, ainda conta com as últimas unidades disponíveis. Últimos Ingressos – Benefício de 25% Em parceria com o festival Best of Blues, leitores do Blog N’ Roll possuem benefício de 25% nos ingressos. Basta utilizar o cupom OCARA25 e garantir sua participação neste evento histórico. Ingressos aqui. 20 de novembro (Sexta-feira): Entradas oficialmente esgotadas21 de novembro (Sábado): Últimas unidades disponíveis nas plataformas de venda.22 de novembro (Domingo): Lotes completamente esgotados.
Roy Khan, ex-Kamelot, apresenta turnê “The Black Halo And Beyond” em Limeira nesta sexta-feira

O vocalista norueguês Roy Khan, conhecido por sua passagem pelo Kamelot e pelo trabalho com o Conception, se apresenta nesta sexta-feira (23), no Mirage Eventos, em Limeira, interior de São Paulo. O show faz parte da turnê sul-americana “The Black Halo And Beyond” e terá a banda brasileira Maestrick como convidada especial, além da participação de Zoë M. Federoff, vocalista do Catalyst Crime e ex-integrante do Cradle of Filth. A apresentação celebra diferentes momentos da trajetória de Khan, com destaque para o período em que esteve à frente do Kamelot, entre 1998 e 2011. O nome da turnê faz referência a “The Black Halo” (2005), um dos álbuns mais importantes da discografia do grupo norte-americano e considerado um clássico do power metal melódico e sinfônico. O repertório também contempla outras fases da carreira do cantor. Durante sua passagem pelo Kamelot, Roy Khan participou de discos como “The Fourth Legacy” (1999), “Karma” (2001), “Epica” (2003), “Ghost Opera” (2007) e “Poetry for the Poisoned” (2010). Sua interpretação teatral e a combinação de vocais melódicos com elementos dramáticos ajudaram a estabelecer a identidade musical da banda e influenciaram uma geração de vocalistas do metal. A turnê acontece enquanto o músico trabalha em seu primeiro álbum solo, produzido por Sascha Paeth, responsável por trabalhos importantes do Kamelot. O projeto também reúne contribuições de Caio Kehyayan, Adrienne Cowan e Bill Hudson. Até o momento, o disco não teve título ou data de lançamento divulgados. Em Limeira, o Maestrick reforçará uma parceria construída nos últimos anos com o vocalista norueguês. A banda brasileira participou de apresentações de Khan no país, incluindo o registro ao vivo de “Soul Society”, gravado em São Paulo com a Orquestra Sinfônica Jovem de Artur Nogueira. Khan também colaborou com o grupo no projeto “Espresso Della Vita: Lunare”. Outra atração da noite será Zoë M. Federoff, que acompanha Khan como convidada especial na turnê sul-americana. A cantora norte-americana, conhecida pelo Catalyst Crime e por sua passagem pelo Cradle of Filth, já apontou o trabalho do ex-Kamelot como uma influência importante em sua formação musical, especialmente o álbum “The Black Halo”. A relação de Roy Khan com o metal brasileiro também ganhou novos capítulos recentemente. O cantor participou de “Circle of Dust”, faixa do álbum “MI’RAJ”, de Edu Falaschi, ampliando sua lista de colaborações com músicos nacionais. A passagem por Limeira integra uma série de cinco apresentações brasileiras da turnê, que também contempla São Paulo, Recife, Curitiba e Porto Alegre. O show começa às 19h, com realização da COI Produções e Agência Artística.
Rhapsody anuncia três shows no Brasil em 2027 com Fabio Lione e Luca Turilli na turnê de despedida

O Rhapsody confirmou três apresentações no Brasil em fevereiro de 2027 como parte da turnê de despedida de sua formação clássica. O grupo italiano, um dos pioneiros do power metal sinfônico, se apresenta no dia 26 de fevereiro, no Mirage Eventos, em Limeira; 27 de fevereiro, no Carioca Club, em São Paulo; e 28 de fevereiro, no Tork n’ Roll, em Curitiba. Os shows reúnem o vocalista Fabio Lione e o guitarrista Luca Turilli, dois dos principais responsáveis pela identidade musical da banda, justamente no ano em que o álbum de estreia, “Legendary Tales” (1997), completa três décadas. A turnê, intitulada Final Shows, marca mais um reencontro dos músicos após o encerramento do projeto Turilli/Lione Rhapsody, em 2023. A formação conta ainda com Dominique Leurquin (guitarra), Patrice Guers (baixo) e Alex Holzwarth (bateria). Em junho de 2026, o grupo voltou aos palcos com apresentações especiais no México e no Chile, acompanhadas por orquestra e coro, antecipando a série de despedida. Os ingressos para as datas brasileiras começam a ser vendidos nesta quinta-feira (22), às 10h. Fundado na Itália nos anos 1990, o Rhapsody ajudou a popularizar uma combinação de guitarras velozes, arranjos orquestrais e narrativas inspiradas na literatura fantástica. Discos como “Symphony of Enchanted Lands” (1998), “Dawn of Victory” (2000) e “Power of the Dragonflame” (2002) se tornaram referências do gênero, enquanto músicas como “Emerald Sword”, “Dawn of Victory” e “Holy Thunderforce” conquistaram espaço entre os clássicos do power metal. A história da banda também inclui uma relação importante com o público brasileiro. O Rhapsody passou pela América do Sul em 2001 e voltou ao país em 2017, durante a turnê comemorativa de 20 anos de carreira. Fabio Lione, por sua vez, fortaleceu essa ligação ao assumir os vocais do Angra entre 2013 e 2026, encerrando sua passagem pelo grupo brasileiro durante o Bangers Open Air deste ano. Os três shows brasileiros antecedem uma série de apresentações pela América Latina, com passagens por Peru, Chile, Argentina, Costa Rica, Colômbia, Panamá, El Salvador e México. Em algumas dessas cidades, o Rhapsody dividirá a programação com o Epica, outro nome de destaque do metal sinfônico. A despedida representa o encerramento de um capítulo importante para o power metal europeu. Com uma discografia marcada por composições épicas e produções grandiosas, o Rhapsody influenciou gerações de músicos e ajudou a estabelecer uma identidade própria dentro do heavy metal, transformando histórias de fantasia em algumas das músicas mais reconhecidas do gênero. SERVIÇO Rhapsody em Limeira Data: 26 de fevereiro de 2027 (sexta-feira) Local: Mirage Eventos Endereço: Avenida Professor Joaquim de Michieli, 755, Jardim Esmeralda, Limeira/SP Ingressos: circleofinfinityproducoes.com/ingressos/ Informações: WhatsApp (19) 98171-2379 (Circle of Infinity Realização: Circle of Infinity Produções Rhapsody em São Paulo Data: 27 de fevereiro de 2027 (sábado) Horário: 17h30 (abertura da casa) | 19h30 (início do show) Local: Carioca Club Pinheiros Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros, São Paulo/SP Ingressos: clubedoingresso.com/evento/rhapsodyfinalshows-sp Realização: Overload Rhapsody em Curitiba Data: 28 de fevereiro de 2027 (domingo) Horário: 18h30 (abertura da casa) | 20h (início do show) Local: Tork n’ Roll Endereço: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1695, Rebouças, Curitiba/PR Ingressos: clubedoingresso.com/evento/rhapsodyfinalshows-pr
Trompas, banda de Wally, fundador do CPM 22, lança clipe de “Trip” e aposta no stoner metal

O Trompas, banda liderada pelo guitarrista e vocalista Wally, fundador do CPM 22, lançou o videoclipe de “Trip”, faixa presente no EP de estreia “Anxiety”, disponibilizado em junho de 2026. O vídeo tem direção de Xtudo Obze, que já trabalhou com Torture Squad, Kiara Rocks e Sioux 66, além de produção audiovisual de Paulo Rocha. O lançamento dá continuidade à divulgação do primeiro trabalho do trio, que aposta em uma sonoridade distante do hardcore melódico que marcou o início da carreira de Wally. Formado em 2024, o Trompas reúne Wally, o baterista Thiago Caurio e o baixista Benhur Lima. Os músicos dividem suas atividades entre São Paulo e Porto Alegre e se encontraram na capital paulista para gravar o novo videoclipe. A banda já trabalha na preparação de apresentações para 2027, quando pretende levar seu repertório aos palcos. Musicalmente, o grupo explora uma combinação de sludge metal, stoner rock e grunge, com guitarras graves, riffs arrastados e atmosferas sombrias. As influências passam por nomes como Black Sabbath, Nirvana, Crowbar, Mastodon e Monolord. As letras abordam conflitos internos, frustrações, desgaste emocional e relacionamentos, estabelecendo uma identidade mais pesada e introspectiva. “Trip” é o quarto videoclipe extraído de “Anxiety”. Anteriormente, o Trompas havia lançado vídeos para “Ten Year Hate”, “Lost Again” e a faixa-título. O primeiro single, divulgado em abril de 2026, abordou os efeitos do ressentimento e dos ciclos de raiva, enquanto “Lost Again” explorou as consequências emocionais de um relacionamento conturbado. A nova banda também representa um capítulo importante na trajetória de Wally, que participou de cinco álbuns do CPM 22 antes de seguir outros caminhos musicais. Posteriormente, o guitarrista se dedicou ao heavy metal com o Astafix, responsável pelos discos “End Ever” (2009) e “Internal Saboteur” (2015). No Trompas, ele retoma a parceria com Thiago Caurio, seu antigo companheiro de Astafix. A formação se completa com Benhur Lima, músico com passagem pelo Hibria. Caurio e Lima também integram o Atomic Elephant, projeto instrumental de metal. A experiência acumulada pelos três integrantes contribui para a construção de uma sonoridade que procura equilibrar peso, grooves marcantes e elementos psicodélicos. Desde a estreia, o Trompas acumula quase 500 mil visualizações em seus videoclipes e já prepara novas composições. Com o lançamento de “Trip”, o grupo encerra mais uma etapa de divulgação de “Anxiety” e concentra seus próximos passos na produção de material inédito e na organização dos primeiros shows. Mais do que um projeto paralelo, o Trompas representa uma nova fase artística para Wally, agora dedicado a uma vertente mais pesada do rock. A proposta mantém a intensidade presente em diferentes momentos de sua carreira, mas encontra no stoner e no sludge metal um caminho próprio para explorar novas possibilidades musicais.
Acid King retorna ao Brasil em março de 2027 com shows em Belo Horizonte e São Paulo

O Acid King, um dos nomes pioneiros do stoner doom, anunciou seu retorno ao Brasil para duas apresentações em março de 2027. Liderada pela guitarrista e vocalista Lori S., a banda norte-americana tocará no dia 26 de março, no Caverna Rock Pub, em Belo Horizonte, e no dia 27 de março, na Burning House, em São Paulo. Os shows encerram uma turnê latino-americana que também passará por México, Costa Rica, Chile e Argentina. A nova visita acontece cerca de três anos e meio depois da estreia do grupo no país, realizada em setembro de 2023, durante o Setembro Negro Festival, no Carioca Club, em São Paulo. Desta vez, a apresentação em Belo Horizonte será inédita. A turnê tem produção da Solid Music Entertainment e da Caveira Velha, com ingressos disponíveis pela plataforma 101 Tickets. Formado em San Francisco, em 1993, o Acid King ajudou a estabelecer as características do stoner doom, combinando riffs lentos, guitarras com afinações graves e atmosferas psicodélicas. Ao longo de mais de três décadas, a banda construiu uma discografia influente dentro do rock pesado, especialmente com “Busse Woods” (1999), considerado um dos trabalhos fundamentais do gênero. O álbum voltou a ganhar destaque recentemente graças à inclusão de “Electric Machine” na trilha sonora de “Sirāt”, filme dirigido por Oliver Laxe que recebeu duas indicações ao Oscar de 2026, incluindo Melhor Filme Internacional. A produção também conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2025. A presença da música no longa ampliou a exposição do Acid King para além do público habitual do stoner e do doom metal. Em 2026, o grupo também realizou uma turnê europeia de 19 apresentações dedicada à execução integral de “Busse Woods”. A série passou por festivais como Desertfest Berlin e Sonic Whip, além de países pouco frequentes no roteiro da banda, reforçando a importância do disco mais de duas décadas depois de seu lançamento. O trabalho de estúdio mais recente é “Beyond Vision” (2023), que apresentou uma abordagem ainda mais psicodélica e experimental. Desenvolvido a partir da parceria entre Lori S. e Jason Landrian, do Black Cobra, o álbum explora atmosferas espaciais e composições de caráter hipnótico, sem abandonar as guitarras pesadas que caracterizam o grupo. Atualmente, o Acid King é formado por Lori S. (voz e guitarra), Bryce Shelton (baixo) e Jimmy Perez (bateria). Com a nova passagem pelo Brasil, o trio terá a oportunidade de apresentar diferentes momentos de sua discografia, incluindo o repertório de “Busse Woods” e as composições de sua fase mais recente. Serviço – Acid King no Brasil Belo Horizonte (MG) Data: 26 de março de 2027 (sexta-feira) Local: Caverna Rock Pub Endereço: Rua dos Tupis, 1448, Barro Preto Ingressos: 101 Tickets São Paulo (SP) Data: 27 de março de 2027 (sábado) Local: Burning House Endereço: Avenida Santa Marina, 247, Água Branca Ingressos: 101 Tickets
Primavera na Cidade reúne oito atrações internacionais em três noites de shows em dezembro

O Primavera Sound São Paulo 2026 anunciou a programação do Primavera na Cidade, iniciativa que levará oito apresentações internacionais para casas de shows da capital paulista nos dias 2, 3 e 4 de dezembro. Entre os destaques estão Nation of Language, Model/Actriz, Mannequin Pussy, Smerz, Ecco2k e o encontro entre underscores e umru. Os shows acontecerão no Cine Joia e na Audio, antecipando a programação principal do festival, marcada para 5 e 6 de dezembro, no Autódromo de Interlagos. A primeira noite, em 2 de dezembro, reunirá o duo norueguês Smerz e a banda norte-americana Model/Actriz no Cine Joia. Enquanto o Smerz explora uma mistura experimental de pop e música eletrônica, o Model/Actriz apresenta uma sonoridade que combina dance-punk, noise rock e elementos industriais. A proposta reúne duas atrações que representam diferentes caminhos da música alternativa contemporânea. No dia 3 de dezembro, a Audio receberá quatro apresentações: Metrika, Ecco2k, Sophia Stel e um set conjunto de underscores b2b umru. A programação será dedicada principalmente às novas tendências da música eletrônica e do pop experimental. Entre os destaques está Ecco2k, artista sueco associado ao coletivo Drain Gang, além da parceria entre underscores e umru, dois nomes ligados à renovação da música eletrônica alternativa. O encerramento acontecerá em 4 de dezembro, novamente no Cine Joia, com Nation of Language e Mannequin Pussy. O Nation of Language é um dos nomes em ascensão do synth-pop e do post-punk contemporâneo, com influências de bandas como New Order e Depeche Mode. Já o Mannequin Pussy mistura punk rock, indie e hardcore, destacando-se pela intensidade de suas apresentações e pela alternância entre momentos melódicos e explosões de guitarras. A iniciativa busca ampliar a presença do Primavera Sound na cidade, levando parte de sua programação para espaços tradicionais do circuito musical paulistano. Além de oferecer apresentações mais intimistas de artistas presentes no festival, o projeto permite que o público acompanhe atrações internacionais em ambientes diferentes da estrutura de um grande evento. Os compradores do Passaporte do Primavera Sound terão acesso antecipado à retirada gratuita de até dois ingressos por CPF, entre 20 de outubro, às 10h, e 21 de outubro, às 10h, conforme disponibilidade. A venda geral começa em 21 de outubro, ao meio-dia, pela Ingresse.
Zakk Sabbath e Black Label Society dividem noite histórica em São Paulo pela primeira vez

Zakk Wylde encerrou sua turnê brasileira neste domingo (18), no Terra SP, em São Paulo, com uma noite que reuniu três apresentações, muito peso e diversas homenagens a Ozzy Osbourne. O guitarrista norte-americano foi o grande protagonista do evento, subindo ao palco com o Zakk Sabbath e, posteriormente, com o Black Label Society. Antes disso, o Dark Chapel, liderado pelo guitarrista do Black Label Socity, Dario Lorina, ficou responsável pela abertura. Mais do que uma sequência de shows, a apresentação mostrou diferentes facetas de Wylde, desde sua ligação com o legado do Black Sabbath até a trajetória construída com sua própria banda. A noite começou com o Dark Chapel já com a casa cheia. Com um repertório enxuto, a banda apostou em um hard rock pesado, com influências de blues e uma sonoridade que dialoga diretamente com o universo de Zakk Wylde. Entre os destaques esteve “Burns The Flame”, uma das músicas mais conhecidas do grupo, além de uma versão de “Ain’t No Sunshine”, clássico de Bill Withers. Apesar do tempo reduzido, o Dark Chapel cumpriu bem a missão de aquecer o público. Dario demonstrou desenvoltura como guitarrista e vocalista, aproveitando a oportunidade para apresentar um trabalho autoral que vai além de sua função no Black Label Society. Foi uma abertura direta, sem grandes intervalos, mas suficiente para mostrar a personalidade da banda. Zakk Sabbath transforma o Terra SP em uma celebração ao Black Sabbath Na sequência, Zakk Wylde subiu ao palco com o Zakk Sabbath, projeto dedicado ao repertório do Black Sabbath. A formação reúne os músicos do Black Label Society, com exceção de Dario Lorina, que havia acabado de se apresentar com o Dark Chapel. A configuração permitiu que Wylde comandasse duas apresentações completas na mesma noite, algo inédito em suas passagens pelo Brasil. O repertório trouxe clássicos fundamentais da história do heavy metal, com destaque para “Children of the Grave” e “War Pigs”. A primeira ganhou força com os riffs característicos de Tony Iommi reinterpretados pela pegada de Wylde, enquanto a segunda proporcionou um dos momentos de maior participação do público. Não se trata de uma tentativa de reproduzir fielmente o Black Sabbath, mas de apresentar essas composições sob a identidade de um guitarrista que conhece profundamente o universo musical de Ozzy Osbourne. Aliás, a presença de Ozzy foi sentida durante toda a noite. Em diferentes momentos, Zakk incentivou a plateia a gritar o nome do cantor, conduzindo as manifestações com movimentos dos braços, praticamente como um maestro diante de uma orquestra. A resposta foi imediata, transformando o Terra SP em um coro coletivo de reconhecimento a um dos maiores nomes da história do heavy metal. O Zakk Sabbath também serviu para evidenciar uma característica importante de Wylde: sua capacidade de equilibrar respeito às composições originais com uma personalidade instrumental bastante marcante. Seus solos extensos, o vibrato característico e a maneira agressiva de atacar as cordas acrescentaram uma assinatura própria aos clássicos. Mesmo com décadas de familiaridade com essas músicas, o guitarrista conseguiu manter a apresentação interessante e intensa. >> ENTREVISTA COM BLACK LABEL SOCIETY Black Label Society reúne peso, emoção e homenagens Depois de revisitar o Black Sabbath, chegou a vez do Black Label Society assumir o palco principal. A abertura foi especialmente forte, com a dobradinha “Funeral Bell” e “Name in Blood”. A segunda, particularmente, esteve entre os melhores momentos do show. É uma das minhas favoritas do repertório da banda e funcionou muito bem ao vivo, com riffs marcantes e aquela combinação de peso e groove que se tornou uma das principais características do grupo. Assim como no Rio de Janeiro na noite anterior, a apresentação mostrou um Black Label Society bastante entrosado, com Zakk alternando vocais, riffs pesados e solos prolongados. Mesmo depois de já ter realizado um show com o Zakk Sabbath, o guitarrista manteve a intensidade e demonstrou disposição para comandar mais uma apresentação exigente. Sua presença de palco continua sendo um espetáculo à parte, especialmente nos momentos em que assume longos solos e estabelece uma conexão direta com o público. Um dos momentos mais emocionantes aconteceu durante “In This River”, música que se tornou uma homenagem permanente a Dimebag Darrell, guitarrista do Pantera assassinado em dezembro de 2004. Zakk assumiu o teclado para interpretar a composição, criando um contraste com a sequência de músicas pesadas. Durante a execução, o pedestal apresentou problemas, exigindo a intervenção de um roadie. O imprevisto, porém, não interrompeu a apresentação, e o músico seguiu tocando com a ajuda do profissional. Existe uma curiosidade importante sobre “In This River”: apesar de ter se tornado uma homenagem a Dimebag, a música foi escrita antes de seu assassinato. A composição acabou sendo lançada e dedicada ao amigo após sua morte, ganhando um significado que ultrapassou sua proposta original. Desde então, tornou-se um dos momentos mais simbólicos dos shows do Black Label Society. A reta final reservou outra sequência de destaque. “Suicide Messiah” abriu caminho para “Ozzy’s Song”, composição de Zakk dedicada a Ozzy Osbourne. Dessa vez, foi a vez de Dario Lorina ocupar o teclado. A interpretação reforçou o caráter pessoal das homenagens, mostrando que a relação entre os dois músicos sempre ultrapassou a parceria profissional. Wylde integrou a banda de Ozzy por décadas e participou de momentos fundamentais de sua carreira solo, construindo uma ligação que permanece evidente em suas apresentações. Outra homenagem aconteceu com “No More Tears”, um dos maiores sucessos da carreira de Ozzy. O mais interessante foi perceber que a execução ficou muito mais próxima da gravação original do álbum homônimo de 1991 do que da versão registrada pelo próprio Black Label Society. A escolha valorizou a identidade da composição e funcionou como um tributo direto ao repertório que ajudou a transformar Zakk Wylde em um dos guitarristas mais reconhecidos de sua geração. O encerramento veio com “Stillborn”, um dos maiores clássicos do Black Label Society. Depois de “Suicide Messiah” e “Ozzy’s Song”, a faixa completou uma trinca final que sintetizou bem a apresentação: riffs pesados, melodias marcantes e uma plateia completamente envolvida.
Fontaines D.C. entrega um post-punk moderno e ambicioso em “Dopamine Chamber”

O Fontaines D.C., atração do Lolla BR, já deixou de ser apenas uma das grandes revelações do post-punk irlandês para se consolidar como uma das bandas mais interessantes do rock contemporâneo. E “Dopamine Chamber”, quinto álbum de estúdio, lançado nesta sexta-feira (16), reforça essa posição. São 11 faixas que mostram um grupo cada vez mais confortável em experimentar, misturando guitarras distorcidas, sintetizadores, elementos industriais e melodias que poderiam facilmente conquistar grandes arenas. É um disco de post-punk moderno, que reconhece suas influências sem ficar preso a elas. Desde “Dogrel” (2019), a evolução da banda tem sido impressionante. “A Hero’s Death” (2020) e “Skinty Fia” (2022) aprofundaram seu lado sombrio, enquanto “Romance” (2024) ampliou as possibilidades sonoras e aproximou o grupo de um público muito maior. Agora, “Dopamine Chamber” parece reunir essas diferentes fases. O peso continua presente, mas divide espaço com arranjos mais sofisticados e uma produção que transforma algumas músicas em experiências quase cinematográficas. A abertura com “Six Shot Morning” já estabelece esse clima. Os sintetizadores e o baixo criam uma atmosfera inquietante antes da entrada da voz de Grian Chatten, que continua sendo um dos grandes diferenciais da banda. Seu jeito particular de cantar, alternando momentos quase falados com interpretações melódicas, combina perfeitamente com a proposta do álbum. É uma música que não tem pressa de chegar ao refrão e funciona como uma introdução ao universo mais sombrio do disco. “Marianne”, primeiro single, é um dos grandes destaques. A faixa mistura elementos eletrônicos, cordas e uma melodia envolvente, mostrando como o Fontaines D.C. consegue construir músicas grandiosas sem abandonar a melancolia. Já “Mimesis” apresenta uma influência evidente do New Order, especialmente na linha de baixo e na combinação de sintetizadores com uma batida dançante. É interessante perceber como uma banda que começou tão ligada ao punk consegue incorporar essas referências de maneira natural. Em “Happy For You”, as guitarras remetem ao lado mais melancólico do The Cure, enquanto “Demolition” segue pelo caminho oposto, apostando em distorções pesadas e uma agressividade que aproxima a banda do rock alternativo dos anos 1990. Essa alternância é um dos pontos fortes do álbum. O Fontaines D.C. consegue soar delicado em uma faixa e bastante pesado na seguinte, sem que isso pareça uma mudança artificial de identidade. “Tongue” merece atenção especial pela maneira como trabalha texturas eletrônicas, baixo e efeitos vocais. É uma das composições mais experimentais do repertório e mostra que o grupo está cada vez menos preocupado em seguir estruturas convencionais. A produção de James Ford, que também trabalhou em “Romance”, tem papel fundamental nessa evolução, permitindo que os diferentes elementos apareçam sem comprometer a identidade das músicas. Outro aspecto importante está nas letras. “Dopamine Chamber” aborda um mundo marcado pelo excesso de informações, pela dependência tecnológica e pela dificuldade de encontrar conexões verdadeiras. O título funciona como uma referência à busca constante por estímulos e recompensas imediatas. O interessante é que a banda não transforma essas questões em discursos óbvios. As críticas aparecem dentro de histórias, sentimentos e imagens que deixam espaço para diferentes interpretações. Rosalía surpreende em uma das melhores faixas do álbum A participação de Rosalía em “Where Is Gone?” é outro momento que merece destaque. A combinação pode parecer improvável à primeira vista, principalmente para quem ainda associa a cantora espanhola ao pop e ao flamenco contemporâneo. Mas a colaboração funciona muito bem. Em vez de apostar em uma música comercial ou em um refrão feito para viralizar, os artistas entregam uma balada orquestral dramática, com uma atmosfera que poderia facilmente fazer parte da trilha sonora de um filme. A voz grave de Grian Chatten contrasta com a interpretação de Rosalía, criando uma dinâmica interessante entre os dois. A instrumentação cresce aos poucos, enquanto as cordas acrescentam uma intensidade emocional que foge completamente do padrão das participações especiais mais previsíveis. Para mim, é um dos pontos altos de “Dopamine Chamber” e uma demonstração de que o Fontaines D.C. não tem receio de ultrapassar as fronteiras do rock. Charlie Heaton, de Stranger Things, protagoniza clipe de “Japan” Outro destaque desta nova fase está no videoclipe de “Japan”, que conta com a participação de Charlie Heaton, conhecido por interpretar Jonathan Byers na série Stranger Things. Dirigida por Luna Carmoon, a produção também reúne Angèle Metzger e Sean Black no elenco e reforça a estética cinematográfica que o Fontaines D.C. vem desenvolvendo nos últimos anos. A escolha de Heaton combina com a atmosfera melancólica e contemplativa da música. A faixa trabalha uma sonoridade mais contida, que ganha força justamente pela maneira como os instrumentos criam tensão sem depender de explosões constantes. É um dos momentos em que a banda demonstra maturidade para explorar espaços e silêncios, algo que nem sempre aparece com tanta naturalidade em grupos de rock. O videoclipe também representa uma continuidade do universo visual apresentado em “Romance”. Existe uma preocupação em construir uma identidade que ultrapassa as capas dos discos e os materiais promocionais. No caso de “Japan”, a presença de um ator associado a uma das séries mais populares da última década amplia o alcance do lançamento, mas o resultado funciona principalmente pela conexão entre imagem e música. A reta final mantém o clima de inquietação. “Intimate” encerra o álbum deixando uma sensação de desconforto, uma conclusão coerente para um trabalho que discute justamente as contradições de uma sociedade cada vez mais conectada tecnologicamente e, ao mesmo tempo, emocionalmente distante. Um dos discos de rock mais interessantes de 2026 O mais impressionante é perceber como o Fontaines D.C. continua evoluindo sem perder personalidade. Em apenas sete anos desde o lançamento de “Dogrel”, os irlandeses construíram uma discografia consistente, na qual cada álbum representa uma etapa diferente. Existem referências ao Joy Division, New Order, The Cure e até ao rock alternativo dos anos 1990, mas a banda já desenvolveu uma assinatura própria. “Dopamine Chamber” não é necessariamente o disco mais imediato do grupo. Algumas músicas exigem mais de uma audição, especialmente pelas camadas de produção e pelas estruturas menos convencionais. Mas isso também faz parte de