Entrevista | Dexter and the Moonrocks – “O Top da Billboard nos fez levar a banda um pouco mais a sério”

O Dexter and the Moonrocks se consolidou como um dos principais fenômenos do rock alternativo norte-americano nos últimos anos. Formada no Texas, a banda encontrou uma identidade própria ao misturar influências do grunge dos anos 1990 com elementos da música regional texana, criando o estilo que ficou conhecido como “Western Space Grunge”. O grupo começou de forma despretensiosa entre amigos, mas rapidamente conquistou espaço além do circuito local e se tornou um dos nomes mais comentados da nova geração do rock dos Estados Unidos. O crescimento ganhou uma dimensão ainda maior com o recente sucesso de “Freakin’ Out”. A faixa ultrapassou a marca de 100 milhões de reproduções no Spotify, impulsionou a banda ao Billboard Hot 100 e colocou o quarteto ao lado de alguns dos maiores nomes da música mundial. Atualmente, o Dexter and the Moonrocks soma cerca de 9 milhões de ouvintes mensais na plataforma de streaming, números que reforçam a ascensão meteórica de uma banda que há poucos anos acreditava que tocaria apenas em bares do Texas e estados vizinhos. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o guitarrista Ryan Anderson falou sobre a trajetória da banda ao lado do primo Ty Anderson e do vocalista James Tuffs, explicou a origem do termo “Western Space Grunge” e comentou o impacto que a entrada de “Freakin’ Out” no Billboard Hot 100 teve na forma como o grupo enxerga a própria carreira. Como é construir uma carreira ao lado do seu primo Ty e como vocês conheceram o James? É surreal. O Ty estava lá desde o começo, quando comecei a aprender guitarra, há uns 14 ou 15 anos. A gente sempre falava que seria legal ter uma banda um dia, mas sem levar muito a sério. O fato de fazermos isso profissionalmente hoje é incrível. Eu conheço o James desde o ensino médio. Somos melhores amigos desde os 13 anos. O mais engraçado é que o Ty nem tocava baixo quando a banda começou. Depois do colégio, o James começou a escrever músicas do nada e me chamou para montar uma banda e eu aceitei imediatamente. Preferi isso a continuar na faculdade (risos). Foi aquele clássico pedido de desculpas para os meus pais: “vou largar a faculdade para tocar com meu amigo”. Depois dissemos para o Ty comprar um baixo e pronto. É uma daquelas histórias em que tudo se encaixa de maneira improvável. Mas quando vocês começaram a tocar juntos, acreditavam que a música poderia virar uma carreira ou era apenas algo divertido para fazer entre amigos? Nós acreditávamos desde o primeiro momento. Talvez nem devêssemos acreditar tanto, porque não estávamos prontos. Mas nunca imaginamos nada parecido com o que está acontecendo hoje. Achávamos que ganharíamos algum dinheiro para pagar cerveja nos fins de semana e tocaríamos pelo Texas, Oklahoma e região. Tínhamos uma confiança enorme, muito maior do que nossa experiência justificava. Hoje podemos dizer que estamos mais preparados para sustentar essa confiança. E como é a cena de rock no Texas? Sinto que ela é bem ligada ao country. Vocês tocavam mais em bares country ou em casas de rock? Nós tocávamos onde fosse possível. Normalmente eram bares com música ao vivo. O importante era conseguir colocar os equipamentos no palco, tocar por três horas, pegar os 300 dólares da noite e voltar para casa. Hoje a cena de rock no Texas está mais forte do que nunca. Quando começamos, ela não era tão grande. Muitos artistas ajudaram a abrir esse caminho. Um deles foi Koe Wetzel, que mostrou para muita gente que era possível fazer rock naquele ambiente. Antes dele, o Cross Canadian Ragweed já fazia isso no início dos anos 2000. Eles tocavam ao lado de artistas country, mas eram uma banda de rock and roll. Bem, eles ajudaram a construir o cenário que existe hoje. Seu xará Ryan entrou para a banda através de um anúncio online. Como foi receber alguém que não fazia parte do grupo de amigos? Foi um salto no escuro. Já estávamos juntos havia quase quatro anos e sentíamos que havíamos chegado a um limite. Melhoramos como compositores, mas precisávamos mudar alguma coisa. Chegamos a um ponto em que pensamos: se isso for tudo o que a banda vai ser, talvez seja hora de conseguir empregos convencionais e seguir outro caminho. Então decidimos dar uma última grande cartada. O Ryan chegou cheio de ideias desde o primeiro dia. Ele falava sobre estratégias, redes sociais e planos que nunca tínhamos considerado. Três semanas depois parecia que o conhecíamos havia a vida inteira. Hoje é impossível imaginar a banda sem ele. Existe o Grunge, o Post-Grunge e qual é a viagem que vocês inventaram de Western Space Grunge? Antes da entrada do Ryan Fox, tínhamos um amigo e mentor chamado Shea Abshire. Ele veio da mesma cidade que eu e o James e já tinha conseguido algum sucesso na música. Sempre recorríamos a ele em busca de conselhos. Um dia ele nos disse que precisávamos ser mais visíveis nas redes sociais e preencher aquelas descrições de gênero musical. Eu respondi que não sabia qual gênero colocar. Ele respondeu imediatamente: “Western Space Grunge”. A definição fez sentido porque crescemos ouvindo Alice in Chains, Stone Temple Pilots, Soundgarden, Pearl Jam e outras bandas grunge dos anos 1990. Ao mesmo tempo, também éramos muito ligados ao country texano. Quando começamos a compor, essas influências apareceram naturalmente. Misturar country e rock e se auto denominar como West Space Grunge deve abrir muita margem para comentários né? Qual foi a descrição mais estranha que você ouviu sobre a música da banda? A que mais ouvimos é que somos como o Nirvana se tivesse crescido no Texas. Essa já ficou até comum, porque o nosso vocalista é loiro e nosso som é ligado ao grunge. Mas a minha favorita foi alguém dizer que parecemos os Smashing Pumpkins se fossem caipiras. Eu adoro Smashing Pumpkins, então escolho essa. Fico feliz, porque Smashing Pumpkins é a minha banda favorita (risos), então fico com essa também. Vocês abordam temas
Militarie Gun estreia no Brasil com shows em Curitiba e São Paulo

Um dos nomes mais comentados da nova geração do hardcore norte-americano, o Militarie Gun fará sua estreia no Brasil em novembro. A banda de Los Angeles, apontada como um dos principais expoentes da cena que ajudou a levar o hardcore para além do circuito underground, se apresenta no dia 28 de novembro, no Belvedere, em Curitiba, e no dia 29 de novembro, no Hangar 110, em São Paulo. Os shows fazem parte da primeira turnê latino-americana do grupo, que também passará por México, Costa Rica, Colômbia, Chile e Argentina. Formado em 2020 e liderado por Ian Shelton, conhecido também pelo trabalho à frente do Regional Justice Center, o Militarie Gun surgiu em meio a uma nova fase do hardcore que ganhou visibilidade internacional graças a bandas como Turnstile. A diferença é que o grupo encontrou seu próprio caminho ao combinar a intensidade do punk e do hardcore com melodias acessíveis, refrões marcantes e elementos que dialogam diretamente com o rock alternativo dos anos 1990. A ascensão da banda começou com a série de EPs “All Roads Lead to the Gun”, mas ganhou outra dimensão com o lançamento de “Life Under the Gun”, em 2023. O disco chamou atenção ao unir agressividade, concisão e apelo melódico em músicas como “Do It Faster”, “Very High” e “Big Disappointment”, faixas que ajudaram a transformar o Militarie Gun em um dos nomes mais promissores da música pesada contemporânea. Agora, a banda vive um novo capítulo com “God Save The Gun”. No álbum, Ian Shelton amplia a abordagem emocional das composições ao explorar temas como autodestruição, culpa, perda de controle e tentativa de reconstrução pessoal. Sem abandonar a urgência do hardcore, o trabalho aproxima ainda mais a banda do universo do rock alternativo, mostrando como o gênero pode expandir seus limites sem perder a intensidade que o caracteriza. Produzido em parceria com Riley MacIntyre, profissional que acumula trabalhos ao lado de artistas como Adele, Arlo Parks e The Kills, o novo álbum reforça a capacidade do Militarie Gun de transitar entre diferentes públicos. É justamente essa combinação entre peso, vulnerabilidade e alcance que transformou a banda em uma das principais representantes da nova fase do hardcore mundial e que agora poderá ser conferida de perto pelo público brasileiro. SERVIÇO Militarie Gun em Curitiba Data: 28 de novembro de 2026 Local: Belvedere Endereço: Rua Inácio Lustosa, 496, São Francisco, Curitiba/PR Ingressos: meaple.com.br/belvedere/militarie-gun Militarie Gun em São Paulo Data: 29 de novembro de 2026 Local: Hangar 110 Endereço: Rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro, São Paulo/SP Ingressos: fastix.com.br/events/militarie-gun-eua-em-sao-paulo
Dark Chapel entra na turnê do Black Label Society e Zakk Wylde fará show duplo em São Paulo

A turnê brasileira do Black Label Society ganhou dois atrativos extras para os fãs de heavy metal. A principal novidade é a inclusão do Dark Chapel como banda de abertura em todas as apresentações pelo país. Liderado pelo guitarrista e vocalista Dario Lorina, integrante do próprio Black Label Society desde 2014, o grupo norte-americano acompanhará Zakk Wylde em todas as datas da excursão marcada para outubro. A presença do Dark Chapel reforça ainda mais a conexão da turnê com o universo criativo de Wylde. Embora seja conhecido pelo trabalho ao lado do guitarrista, Lorina desenvolve uma carreira paralela que ganhou força com o lançamento de “Spirit in the Glass”, álbum de estreia do Dark Chapel, lançado em 2025. O disco reúne elementos de metal alternativo, grunge, blues e hard rock, equilibrando peso e melodias em faixas como “Glass Heart”, “Hollow Smile”, “Corpse Flower” e “Dead Weight”. Antes de integrar o Black Label Society, Dario Lorina chamou atenção ainda adolescente ao tocar com Jani Lane, ex-vocalista do Warrant, e posteriormente integrar a banda Lizzy Borden. Além do trabalho com o Dark Chapel, o músico também possui uma carreira instrumental consolidada, com dois álbuns lançados pela tradicional gravadora Shrapnel Records. Sua participação na turnê brasileira oferece ao público a oportunidade de conhecer uma faceta diferente de um dos músicos mais próximos de Zakk Wylde nos últimos anos. Confira aqui a entrevista com Zakk Wylde feita neste ano Outra novidade anunciada pela organização envolve a apresentação de São Paulo, no dia 18 de outubro, na Terra SP. Pela primeira vez no Brasil, Zakk Wylde fará dois shows no mesmo evento. Antes da apresentação principal com o Black Label Society, o músico sobe ao palco com o Zakk Sabbath, projeto dedicado a revisitar clássicos do Black Sabbath. O formato repete a dobradinha que o guitarrista já vem levando para os Estados Unidos e Europa, reunindo duas fases distintas de sua trajetória em uma única noite. A passagem pelo Brasil acontece poucos meses após o lançamento de “Ozzy’s Song”, homenagem que o Black Label Society fez a Ozzy Osbourne após a morte do cantor em 2025. Com mais de 25 anos de estrada, a banda segue como um dos principais nomes do heavy metal contemporâneo, agora acompanhada por uma das revelações mais promissoras do círculo criativo de Zakk Wylde.
Wally, ex-CPM 22, lança EP de estreia de sua nova banda Trompas

O guitarrista e vocalista Wally, conhecido por ter sido um dos fundadores do CPM 22, apresentou o EP de estreia de sua nova banda, Trompas. Intitulado “Anxiety”, o trabalho já está disponível nas plataformas digitais e reúne seis faixas que transitam entre sludge, stoner e grunge, apostando em riffs pesados, andamentos arrastados e atmosferas carregadas. O lançamento marca oficialmente o início da trajetória do trio, formado ainda por Benhur Lima, ex-Hibria, e Thiago Caurio, parceiro de Wally desde os tempos do Astafix. Construído a partir de temas como ansiedade, frustração, desgaste emocional e os aspectos mais sombrios da experiência humana, o EP apresenta uma sonoridade que dialoga com referências como Black Sabbath, Nirvana, Crowbar, Mastodon e Monolord. Em vez de buscar uma simples homenagem ao passado, o Trompas utiliza essas influências para criar uma identidade própria baseada em peso, densidade e intensidade emocional. Antes do lançamento completo, três faixas já haviam antecipado o universo do disco. “Ten Year Hate”, que aborda o acúmulo de desgaste emocional ao longo do tempo, ultrapassou a marca de 200 mil visualizações no YouTube. Na sequência vieram “Lost Again”, inspirada por sonhos recorrentes ligados a um relacionamento conturbado, e “Anxiety” (clipe acima), composição nascida das inquietações vividas durante o período da pandemia. Os três singles ganharam videoclipes que ajudaram a apresentar a estética visual da banda ao público. O EP também traz as inéditas “Trip” e “Fading Face”. A identidade visual do projeto tem participação direta de Wally, responsável pelas fotografias utilizadas na capa do trabalho e no single “Anxiety”. Enquanto a arte do EP retrata uma Nova Iorque vertiginosa, a imagem da faixa-título contrapõe a tranquilidade de um gramado ao ruído simbólico de antigos telefones desativados, reforçando os conceitos explorados nas canções. Formado em 2024, o Trompas surgiu da amizade e da experiência compartilhada entre músicos que já passaram por diferentes fases do rock e do metal brasileiro. O nome da banda faz referência às primeiras formas de instrumentos de sopro, construídos a partir de chifres de animais. Segundo Wally, a escolha remete à ideia de força, comunicação e conexão com algo primitivo, características que também ajudam a definir o som robusto e pesado do grupo. Com o lançamento de “Anxiety”, a banda inicia uma nova etapa e já prepara material inédito para os próximos meses.
Bogotá transforma “Malokera”, de Leoa, em pedrada de pista inspirada no dembow e funk

A dupla Bogotá lançou “LEOA, BOGOTÁ – MALOKERA (Remix Bogotá)”, releitura da faixa da cantora Leoa que aprofunda a identidade sonora da chamada “Dembowzada”, estética desenvolvida pelo duo a partir da fusão entre dembow dominicano, funk brasileiro e a cultura de pista latino-americana. O remix reforça a proposta artística do projeto ao transformar uma música já marcada por referências periféricas em uma experiência voltada diretamente para as pistas de dança. Ao revisitar a versão original, Bogotá reconstrói completamente a base instrumental da faixa. A nova produção acelera o ritmo e adiciona baterias mais pesadas, tambores, repiques e graves intensos, criando uma atmosfera de pressão constante. Apesar da reformulação, elementos presentes na composição de Leoa permanecem na música, preservando a conexão com o brega e com as referências regionais que fazem parte da identidade da artista. O resultado aproxima a faixa das sonoridades que dominam atualmente clubes e bailes da República Dominicana. Referências associadas a nomes como Tokischa, Yailin La Más Viral e El Alfa aparecem filtradas pela experiência da dupla com o funk, o pagodão e a cultura de pista paulistana. A proposta é transformar “Malokera” em um encontro entre diferentes expressões da música urbana latino-americana, sem perder a força das raízes brasileiras. “Esse remix foi feito para tocar na pista. A gente queria que as pessoas ouvissem e pensassem: ‘eita, que pedrada é essa?’. Tudo foi pensado para deixar a energia lá em cima”, resume a dupla. Criada em 2019 como uma festa dedicada à música latina em São Paulo, a Bogotá evoluiu para um projeto artístico liderado pelos DJs Dieguito Reis e Leonardo Kary. Conhecida pelos sets em formato b2b, a dupla mistura reggaeton, funk, dembow, rap, pagodão, vallenato e música eletrônica, transformando suas apresentações em espaços de experimentação e celebração coletiva. Essa pesquisa sonora deu origem à “Dembowzada”, conceito que busca aproximar ritmos dominicanos das linguagens urbanas brasileiras e que ganha mais um capítulo com o lançamento de “Malokera (Remix Bogotá)”.
Ploho anuncia turnê pelo Brasil com seis shows em novembro

A banda russa Ploho voltará ao Brasil em novembro de 2026 para uma turnê de seis apresentações. O grupo, considerado pela revista ReGen Magazine uma das principais vozes da nova onda da música russa, passará por São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belém. A excursão integra a rota latino-americana da banda e amplia a relação construída com o público brasileiro desde a estreia no país, em 2024, quando realizou um show único em São Paulo. A turnê brasileira da Ploho passará por seis cidades em novembro. A banda se apresenta em 12 de novembro no Jai Club, em São Paulo; 13 de novembro no Basement Cultural, em Curitiba; 14 de novembro no Célula Showcase, em Florianópolis; 15 de novembro no Opinião, em Porto Alegre; 16 de novembro no Garage Grindhouse, no Rio de Janeiro; e encerra a passagem pelo país em 18 de novembro, no Studio Pub, em Belém. Os ingressos para todas as datas estão à venda pela plataforma 101 Tickets. Formada em 2013 na cidade siberiana de Novosibirsk, a Ploho se consolidou como um dos principais nomes do pós-punk russo contemporâneo. Com guitarras melancólicas, baixo em destaque, sintetizadores econômicos e letras cantadas em russo, a banda construiu uma identidade própria abordando temas como isolamento urbano, memória, desencanto e tensão social. O próprio nome do grupo traduz parte dessa proposta. Em russo, “ploho” significa algo próximo de “mal” ou “ruim”, refletindo a atmosfera sombria presente em sua obra. Frequentemente comparada a nomes como Molchat Doma, Motorama e Human Tetris, a Ploho encontrou um caminho particular ao unir referências do rock russo dos anos 1980, da new wave soviética e do pós-punk europeu. A influência da lendária banda Kino é perceptível, mas o grupo evitou transformar essas referências em mero exercício nostálgico. O reconhecimento internacional ganhou força a partir de 2020, quando assinou contrato com a Artoffact Records, selo canadense conhecido por seu catálogo ligado ao pós-punk, darkwave e música alternativa. A discografia da banda ajudou a consolidar sua presença fora da Rússia. Álbuns como “Where the Birds Fly Away to Die” (2018), “Pyl” (2019), “Phantom Feelings” (2021) e “When the Soul Sleeps” (2022) expandiram seu alcance internacional. Já “Soil”, lançado em 2024, marcou uma fase mais madura, abordando temas como desgaste social, destruição ambiental, anticapitalismo e sobrevivência emocional, sem abandonar a sonoridade característica baseada em linhas de baixo marcantes, vocais graves e sintetizadores discretos. A trajetória recente da Ploho também foi impactada pelas transformações políticas no Leste Europeu. Após a invasão russa da Ucrânia, os integrantes deixaram a Rússia e passaram a desenvolver suas atividades fora do país. Mesmo distante de sua terra natal, a banda manteve o idioma russo como elemento central de sua identidade artística, reforçando a conexão com sua origem e com o imaginário presente em suas composições. Nos palcos, a Ploho aposta na intensidade construída pela repetição e pela atmosfera. Sem recorrer a excessos visuais, o grupo cria apresentações marcadas por baixo pulsante, bateria direta, guitarras frias e melodias persistentes. A nova turnê chega em um momento de intensa atividade, impulsionada pela edição deluxe de “Soil”, lançada em 2025, além do registro ao vivo “Dobrolet Sessions” e dos singles mais recentes. Antes de desembarcar no Brasil, a banda ainda passará por México, Costa Rica, Peru, Argentina e Chile.
Dethklok anuncia primeiro show no Brasil e celebra 20 anos de Metalocalypse

O Dethklok, banda que nasceu dentro da animação Metalocalypse e se transformou em um fenômeno real do heavy metal, fará sua estreia no Brasil em 27 de outubro. A apresentação única acontece na Burning House, em São Paulo, marcando a primeira visita do grupo ao país em uma turnê que celebra os 20 anos do projeto criado por Brendon Small e Tommy Blacha. Os ingressos já estão à venda pela plataforma 101 Tickets. Criado originalmente para a série exibida pelo Adult Swim, bloco de programação adulta ligado à Cartoon Network nos Estados Unidos, o Dethklok surgiu como uma sátira aos excessos do universo do metal. Na trama, a banda é retratada como o maior grupo do planeta, capaz de movimentar fortunas, provocar caos e influenciar multidões. O que começou como uma piada ganhou contornos reais graças ao trabalho de Brendon Small, que escreveu músicas completas para o projeto, transformando a banda fictícia em uma atração legítima dos palcos e dos serviços de streaming. A força musical do Dethklok também ajudou a consolidar sua reputação entre os fãs de metal. As gravações contaram desde o início com o baterista Gene Hoglan, conhecido por trabalhos com Death, Testament, Dark Angel e Strapping Young Lad. O resultado apareceu em The Dethalbum, lançado em 2007, disco que levou para fora das telas músicas como Murmaider, Awaken, Thunderhorse e Go Into the Water. O sucesso abriu caminho para Dethalbum II, Dethalbum III e a ópera metal The Doomstar Requiem, ampliando o universo construído pela animação. Depois de um longo período de hiato, o projeto voltou aos holofotes em 2023 com Dethalbum IV e o filme Metalocalypse: Army of the Doomstar, que encerrou tramas aguardadas pelos fãs da série. Em 2026, ano em que completa duas décadas de existência, a banda revisitou seu álbum de estreia com The Dethalbum DKXX: Dethmastered, edição remixada e remasterizada que serve como um dos pilares da atual turnê comemorativa. Nos palcos, o Dethklok vai além de um show convencional. A apresentação mistura performance musical e elementos audiovisuais inspirados diretamente em Metalocalypse, criando uma experiência que conecta o peso do death metal melódico ao universo visual da animação. A formação atual reúne Brendon Small nos vocais e guitarra, Gene Hoglan na bateria, Pete Griffin no baixo e Nili Brosh na guitarra, músicos que ajudam a transformar em realidade uma das histórias mais improváveis e bem-sucedidas da cultura pop ligada ao metal. SERVIÇO Dethklok em São Paulo/SP Data: 27 de outubro de 2026 Local: Burning House (Avenida Santa Marina, 247. Bairro Água Branca, São Paulo/SP) Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/DETHKLOK-EM-SAO-PAULO Realização: Rodia Soundwave Agency LLC e Xaninho Discos
Abissal apresenta o novo single “Ametista” e se prepara para o Casalango Fest

A banda Abissal lançou o single “Ametista”, primeira amostra do EP Flashes, previsto para os próximos meses via Casalago Records. A faixa aposta em uma construção sonora que transita entre o rock alternativo e o post-rock, explorando atmosferas melancólicas e progressões instrumentais intensas. Produzida por Gui Godoy, a música parte de harmonias de guitarras e vozes em camadas para desenvolver uma narrativa marcada pela memória, culminando em um desfecho instrumental carregado de emoção. Segundo a proposta conceitual da banda, “Ametista” aborda a forma como lembranças retornam de maneira fragmentada, surgindo como imagens difusas atravessadas por afetos, ruídos e lacunas. A composição cresce gradualmente, sem pressa de atingir seu ápice, privilegiando a construção de texturas e contrastes dinâmicos. O resultado é uma faixa que combina delicadeza e densidade, com influências que remetem ao universo sonoro do Radiohead. O lançamento também marca uma nova etapa na trajetória da Abissal. Após o EP Sutra, lançado em março, o grupo amplia sua exploração de temas introspectivos e desloca o foco para as memórias e suas diferentes formas de permanência. A identidade visual desse novo ciclo acompanha o conceito das músicas, com capas produzidas a partir de ensaios fotográficos subaquáticos realizados pelos próprios integrantes. As imagens reforçam a ligação com o nome da banda e utilizam a água como metáfora para o surgimento e a transformação das lembranças. Formada por Murilo Ferragut (voz e guitarra), Bruno Cavalcanti (baixo), Dan (guitarra) e Uncas (bateria), a Abissal surgiu com raízes no rock alternativo e no grunge dos anos 1990, mas vem incorporando elementos de dream pop, indie e post-rock em seus trabalhos mais recentes. Essa evolução sonora poderá ser conferida ao vivo no dia 26 de junho, quando a banda sobe ao palco do Casalago Fest, em São Paulo, ao lado de Maré Tardia, CHVVV e Julieta Social. O show será uma das primeiras oportunidades para o público conhecer de perto a nova fase do grupo.
Casalago Fest estreia em São Paulo com line-up voltado à cena independente

Tradicional no interior paulista, o Casalago Fest chega pela primeira vez à capital paulista no próximo dia 26 de junho, ocupando o palco do La Iglesia, em Pinheiros. Promovido pela Casalago Records, selo independente sediado em Jundiaí, o evento reúne Julieta Social, Abissal, CHVVV e Maré Tardia em uma edição que simboliza um novo passo na trajetória do projeto, ampliando sua atuação para além dos limites do circuito regional. Criado a partir da movimentação da Casalago Records na cena alternativa do interior de São Paulo, o festival consolidou-se como uma vitrine para artistas autorais ligados ao universo do selo. A chegada à capital não representa apenas uma mudança geográfica, mas uma expansão natural de um trabalho que vem fortalecendo conexões entre bandas independentes e novos públicos. Segundo Gui Godoy, fundador da Casalago Records, o objetivo é aproximar a produção do selo de ouvintes que acompanham a cena fora dos circuitos tradicionais. O line-up reflete essa proposta. A Julieta Social se apresenta como um projeto coletivo construído a partir do encontro entre diferentes artistas, priorizando a colaboração e a criação compartilhada. Já a Abissal, integrante do catálogo da Casalago, mistura referências do rock alternativo e do grunge noventista com elementos de dream pop, indie e post-rock, construindo atmosferas densas e emocionais. Representando o Espírito Santo, a Maré Tardia traz ao festival sua combinação de surf punk e indie rock, marcada por guitarras carregadas de efeitos, base rítmica intensa e influências que vão de Dick Dale aos The Strokes. Completa a programação a CHVVV, um dos nomes emergentes do post-rock nacional, que ganhou destaque com o EP Chuva e atualmente trabalha em seu primeiro álbum cheio, incorporando novas experimentações sonoras, incluindo vocais femininos e flauta em sua formação. Serviço Casalago FestBandas: Julieta Social, Abissal, CHVVV e Maré TardiaData: 26 de junho de 2026 (sexta-feira)Horário: 19hLocal: La IglesiaEndereço: Rua João Moura, 515, Galpão 6, Pinheiros, São Paulo/SP.