Landmvrks estreia no Brasil com show no Carioca Club em setembro

A banda francesa Landmvrks, um dos principais nomes do metalcore contemporâneo, fará sua aguardada estreia no Brasil no dia 20 de setembro, no Carioca Club, em São Paulo. A apresentação integra a primeira turnê latino-americana do grupo, com cinco datas inéditas pela região, e acontece em um momento especial da carreira do quinteto, impulsionado pelo álbum The Darkest Place I’ve Ever Been, lançado em abril de 2025. A realização é da Liberation Music Company, com ingressos disponíveis a partir de amanhã, 17 de abril, pelo Clube do Ingresso. A passagem pela capital paulista faz parte de uma rota que começa na Cidade do México, no dia 16 de setembro, segue por Bogotá no dia 18 e depois desembarca no Brasil antes de passar por Buenos Aires e Santiago. A turnê reforça a expansão internacional da banda, que nos últimos anos consolidou seu nome entre os destaques do metalcore europeu e global, especialmente após uma sequência de shows lotados e a repercussão positiva do trabalho mais recente. Formado em 2014, em Marselha, o Landmvrks construiu sua trajetória de forma ascendente. O primeiro álbum, Hollow, chegou em 2016, seguido por Fantasy, em 2018, disco que ajudou a consolidar a identidade sonora do grupo. O salto maior veio com Lost In The Waves, de 2021, trabalho que ampliou a presença da banda na imprensa especializada, no circuito de turnês e entre o público do gênero. Desde então, o quinteto passou a figurar entre os nomes mais comentados da nova geração do metalcore. O novo álbum, The Darkest Place I’ve Ever Been, é apontado como o trabalho mais ambicioso do grupo até aqui. Com faixas como “Creature”, “Sulfur”, “Sombre 16” e “A Line In The Dust”, a banda aprofunda a mistura entre peso, melodias marcantes, tensão hardcore e influências de nu metal e hip-hop, características que se tornaram assinatura do grupo. A formação atual reúne Florent Salfati nos vocais, Nicolas Exposito e Paul Cordebard nas guitarras, Rudy Purkart no baixo e Kévin D’Agostino na bateria. Os resultados desse ciclo recente também apareceram nos palcos. Em janeiro deste ano, a banda lotou o Zénith Paris, um dos espaços mais simbólicos da cena francesa, reforçando o momento de alta e a expectativa para a estreia no Brasil. ServiçoLANDMVRKS em São PauloData: 20 de setembroLocal: Carioca ClubIngressos: Clube do Ingresso a partir das 10h de 17.04

Entrevista | Cachorro Grande – “A banda volta em definitivo, vamos gravar um disco em junho”

A Cachorro Grande desembarca em São Paulo para um dos shows mais simbólicos dessa nova fase nesta sexta (17). A apresentação no Cine Joia acontece em clima de reta final, com últimos ingressos disponíveis e expectativa de casa cheia. O show faz parte da turnê que celebra os 26 anos da banda, um marco que reforça o peso histórico do grupo dentro do rock nacional e a força do reencontro com o público. Formada em Porto Alegre no fim dos anos 1990, a Cachorro Grande construiu sua trajetória com base em riffs diretos, referências clássicas e uma energia de palco que virou marca registrada. Ao longo dos anos 2000, a banda se consolidou como um dos principais nomes do rock brasileiro, transitando entre garage rock e psicodelia, acumulando hits e presença constante em festivais e na programação da MTV Brasil. Após o hiato iniciado em 2019, o retorno reposiciona o grupo em um momento de reconexão com sua própria história. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Beto Bruno falou sobre três pontos centrais desse novo momento: o impacto emocional do reencontro com a banda após anos separados, a construção da atual turnê a partir da resposta do público e o desejo de transformar a reunião em um retorno definitivo. Segundo ele, a retomada deixou de ser pontual quando os primeiros shows mostraram que ainda havia algo forte acontecendo no palco, tanto musicalmente quanto na relação entre os integrantes. O discurso também aponta para o futuro. A banda está prestes a oficializar esse retorno com material inédito e já tem planos concretos: entra em estúdio em junho para gravar um novo álbum, com repertório praticamente fechado. A ideia é lançar o disco ainda este ano e, a partir dele, estruturar uma nova turnê, deixando para trás o formato comemorativo. A proposta é clara: voltar a ser uma banda em atividade contínua, com produção autoral e não apenas sustentada pela nostalgia. Como está funcionando a turnê de vocês, além do show no Cine Joia? Já existem outras cidades confirmadas? A gente começou isso tudo de uma forma muito natural. Há uns três anos, depois de cinco anos separados, rolou um convite para tocar em Porto Alegre, no aniversário da cidade. E foi muito forte, sabe? Não só pelo reencontro pessoal, mas principalmente pelo som que saiu no palco. Aquilo ali me mostrou o quanto eu estava com saudade dos caras. E acho que isso foi recíproco. A partir dali, começaram a surgir convites, o público pedindo show em São Paulo, e a gente também queria muito tocar aqui. Fizemos São Paulo, depois vieram outras datas e, quando vimos, já estávamos estruturando uma turnê. Era para ser de 25 anos, mas o tempo passou e virou 26. Agora estamos nessa estrada, com mais datas sendo organizadas. Qual o peso de um show em São Paulo para o Cachorro Grande hoje? São Paulo sempre teve um peso diferente. Tudo o que acontece aqui repercute no resto do país. Então dá um nervosismo maior, sim. É uma responsabilidade grande, mas também é muito importante. É um termômetro para a banda. Em que momento vocês perceberam que não seria apenas um reencontro pontual? Isso foi acontecendo. Depois daquele primeiro show, bateu uma sensação muito forte. Quando eu subi no palco com eles, aconteceu uma coisa absurda, aquela química voltou na hora. E eu só fui entender o tamanho da saudade naquele momento. Não era só da amizade, era do que acontece ali em cima do palco, que é muito único. A gente tentou fazer mais um show, depois outro, e quando viu já não fazia mais sentido ser algo pontual. A gente queria continuar, e o público também. E já que vão continuar, eu já vi vocês falando sobre músicas novas. Quais os planos do Cachorro Grande? Voltaram em definitivo, tem álbum em vista? Então, bicho, nosso pensamento futuro é realmente a banda voltar definitivo. Não com turnê de reunião. É gravar um disco agora em junho que a gente já tem o repertório pronto. O plano é lançar esse disco antes do fim do ano e aí sim, voltar definitivamente com uma turnê, com disco. Que eu acho que é muito mais valioso. Então a maneira da gente respeitar o nosso público e a melhor maneira da gente seguir tocando seria com um disco novo. E é isso que vai acontecer. Falando sobre o álbum novo, você pode adiantar alguma coisa da sonoridade? Vocês vão mais para o som antigo ou algo novo? A gente já passou por várias fases, inclusive aquela mais eletrônica, que ficou para trás. O que tinha para fazer ali, a gente já fez. A banda que se encontra hoje pra gravar um disco daqui três meses tá fazendo sim um disco diferente de tudo que a gente já fez. Mas não quer dizer que tenha alguma novidade com relação ao mercado. São novidades com relação à nossa própria história, à nossa própria evolução. Vai ser um disco diferente dentro da nossa própria história, da nossa evolução. Não é uma coisa pensada para seguir tendência ou surpreender o mercado. O mais importante é não deixar de fazer o que a gente gosta. Porque quando você tenta forçar algo novo só para impressionar, você deixa de ser verdadeiro. E aí não funciona nem para a gente, nem para o público. A única forma de seguir no rock é sendo verdadeiro. Então o disco vai ser isso. Vocês chegaram brigar e isso levou ao fim da banda. Agora que a volta é definitiva, vocês chegaram a conversar sobre o que não repetir do passado ou foi algo mais natural? Teve uma conversa, sim. Antes mesmo do primeiro ensaio, a gente sentou e falou sério sobre tudo. Sobre como deveria ser dali para frente, para não repetir os erros que levaram ao fim da banda. Mas muita coisa também veio naturalmente. Esses cinco anos separados, fazendo projetos solos, e a pandemia fizeram a gente refletir muito. Quando você está no meio

Entrevista | Sociedade Armada – “A ideia é tocar com regularidade e voltar a estar ativo no cenário”

A banda Sociedade Armada está oficialmente de volta à ativa após um hiato de cerca de seis anos. O retorno ganha ainda mais força com uma nova formação, marcando uma nova fase para um dos nomes tradicionais do hardcore santista. A retomada foi impulsionada por um documentário sobre a trajetória do grupo, reacendendo o interesse dos integrantes e também a conexão com fãs e amigos que acompanharam a banda desde sua fundação, em 1994. O primeiro show dessa nova fase, na cidade natal em Santos, aconteceu no último dia 10 de abril, reunindo nomes importantes da cena como Ação Direta, Contramão e Causa Hardcore. A apresentação marcou não apenas o reencontro da banda com o público, mas também reafirmou sua relevância dentro do circuito underground, com um show celebrado como uma verdadeira festa entre músicos e fãs. No setlist estavam clássicos que abrangeram todas as fases da banda com grande destaque para Rotina e Juventude Transviada que levou o público à loucura. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Fefê falou sobre o retorno da banda, os planos para manter uma agenda ativa de shows e relembrou momentos marcantes da trajetória, destacando apresentações em diferentes fases da carreira e a forte conexão construída com o público ao longo dos anos. 11 entrevistas sobre a cena punk e hardcore do Brasil. O que motivou a Sociedade Armada a voltar e como foi esse primeiro show da volta? Na verdade, tudo começou quando, há alguns anos, Rodney, Eric e Chroma Key (estúdio) vieram produzir um documentário sobre a história da banda. Isso já despertou aquela vontade, porque você começa a revisitar tudo o que aconteceu, mesmo depois de cerca de seis anos sem tocar. Esse processo trouxe de volta um pouco dessa energia. Depois, começamos a conversar com amigos, consultar pessoas próximas, e todo mundo incentivando, dando força. Também é muito legal pela oportunidade de reencontrar pessoas. A banda existe desde 1994, então são muitas amizades construídas ao longo dos anos em várias partes do Brasil. É uma chance de rever todo mundo. Após esse retorno, quais são os planos para o futuro? A ideia é tocar com regularidade, pelo menos uma vez por mês, e voltar a estar ativo no cenário. A gente não vive da banda, mas existe o compromisso de manter essa disciplina e continuar presente no underground. Queremos fazer shows como esse, que deixou todo mundo feliz, foi uma festa muito bacana. Todo mundo se divertiu, e isso mostra que o resultado foi positivo. Tem algum show que ficou marcado na história da banda? Todo show acaba sendo especial de alguma forma. Até apresentações mais difíceis, como uma que fizemos em 1995, em uma quarta-feira, quase às quatro da manhã, praticamente só para o dono do bar. Mesmo nessas situações, você aprende, evolui e ganha experiência. Mas um show que marcou bastante foi em Natal, que foi realmente muito especial. Em Santos também tivemos vários momentos importantes, principalmente nos anos 90, quando a cidade vivia uma fase muito forte, com muitas bandas de fora e casas lotadas. Sempre tivemos uma relação muito intensa com o público, uma troca de energia muito forte. Independentemente do tamanho do público, seja para poucas pessoas ou para mais de mil, como já aconteceu em Recife, essa conexão é o que realmente importa.

Bring Me The Horizon anuncia regravação de “Count Your Blessings” e show especial

O Bring Me the Horizon decidiu olhar para trás e revisitar suas origens. A banda anunciou uma regravação completa de Count Your Blessings, disco de estreia lançado originalmente em 2006, que será relançado em uma versão atualizada intitulada Count Your Blessings | Repented, prevista para 10 de julho. A ideia é apresentar o material com uma nova abordagem sonora, refletindo a evolução do grupo ao longo de duas décadas. Marcado pelo peso do deathcore e por faixas como “Pray for Plagues”, o álbum foi essencial para projetar o nome da banda na cena pesada, ainda que tenha sido deixado de lado nos anos seguintes, conforme o grupo expandiu sua sonoridade. Agora, a proposta é resgatar essa fase com produção moderna e uma pegada mais refinada, mantendo a intensidade original. Para celebrar o lançamento, o Bring Me The Horizon também confirmou um show especial no festival Outbreak, em Manchester, onde tocará o disco na íntegra. A apresentação promete ser um momento simbólico para fãs antigos e novos, reforçando a importância do álbum na trajetória da banda e no desenvolvimento do metal contemporâneo. A revisita ao passado surge em um momento de intensa atividade do grupo, que segue explorando novas sonoridades e projetos paralelos. Ainda assim, a decisão de revisitar Count Your Blessings indica uma reconexão com as raízes, transformando um capítulo muitas vezes ignorado em peça central de celebração. Brasil O Bring Me The Horizon se apresenta no Rock in Rio ao lado de Avenged Sevenfold no dia 5 de setembro. A última apresentação no Brasil, em 2024, marcou a maior apresentação solo da carreira da banda e virou filme, sendo exibido este ano nos cinemas.

Entrevista | Ação Direta – “Estamos preparando dois setlists para os 40 anos da banda”

A banda Ação Direta voltou a Santos, na última sexta-feira (10), para um show no pub Mucha Breja, reunindo diferentes gerações da cena punk e hardcore. O evento também contou com apresentações de Sociedade Armada, Causa Hardcore e Contramão, consolidando uma noite marcada pelo reencontro entre nomes históricos. Formada no ABC Paulista em 1987, a Ação Direta construiu uma trajetória sólida dentro do hardcore brasileiro, com letras politizadas, atitude DIY e forte presença ao vivo. Ao longo das décadas, a banda se tornou referência no gênero, mantendo-se ativa com lançamentos constantes, turnês e participações em festivais importantes. Mesmo após mudanças de formação, o grupo preserva sua essência combativa e segue dialogando com diferentes gerações da cena. O retorno a Santos também teve caráter simbólico para a banda, que mantém uma relação histórica com a cidade desde os anos 80, período em que o intercâmbio entre as cenas do ABC e do litoral era intenso. No show do Mucha Breja, o público respondeu com casa cheia e participação ativa, reforçando a relevância contínua do grupo. Em entrevista ao Blog N’Roll, o vocalista Paulo Gepeto fala sobre os 40 anos da banda que será celebrado em 2027. Esta entrevista faz parte de uma série de 11 entrevistas sobre a cena punk e hardcore do Brasil. 39 anos de Ação Direta. Você tem algum plano para os 40 anos? O que vocês pretendem fazer para o ano que vem? Quais são as expectativas? Cara, nem parece que passou tanto tempo, né? Mas são 39 anos de estrada, de trabalho pesado. A banda está em um momento bom, a gente está fazendo bastante shows. Tem um álbum novo chegando agora em maio, que é um split com uma banda alemã chamada Japanische Kampfhörspiele. Não sei se meu alemão está tão bem assim. Mas estamos com muita atividade e com um baixista novo. Estamos preparando dois setlists para os 40 anos da banda, para comemorar, abrangendo todas as fases. E como está a agenda da banda? Muitos planos, turnês, shows. A agenda da banda está legal, a gente está rodando. Hoje estamos aqui em Santos, voltando a Santos. Se não me engano, fazia três anos que a gente tinha vindo no FuzzFest, do Garage Fuzz. E é muito legal, emocionante rever toda essa galera, os amigos dos anos 80, que ajudaram muito a Ação Direta aqui. Tem algum show memorável aqui em Santos? Cara, hoje com certeza foi um show memorável, porque casa cheia, festa boa, rever a velha guarda de Santos, a molecada nova, todo mundo. Isso é memorável. Acho que todos os shows que a gente fez aqui entraram para a história. Acho que o Circo Marinho, que reuniu Psychic Possessor, Ação Direta, Vulcano, SPH, foi um show que me marcou muito. Já fizemos um lançamento de disco Vestido de Mulher, no Carinhoso Bar, com o Nego caindo no canal, chapado. Tinha um intercâmbio muito grande entre ABC e Santos. E relembrar Psycho Possessor, Ovec, Garage Fuzz, Safari Hamburguers, tantas bandas importantes da cena. Aqui é muito legal. É um prazer enorme voltar a Santos, que a gente frequenta desde os anos 80. Então, muitas histórias legais e rever essas pessoas, rever a cena nova, as bandas novas que tocaram com a gente hoje também. Muito importante, cara. E a gente está muito feliz de ver o espaço abrindo as portas para as bandas, a galera comparecendo, se divertindo, comprando merchandise, dando suporte. A gente vai sair daqui feliz e a banda tem várias novidades. Fiquem atentos que agora em maio sai o trabalho novo.

O Épicco estreia com Algo Mais e aposta em mistura de soul, rock e brasilidade

A banda O Épicco dá um novo passo na carreira com o lançamento de seu primeiro álbum, Algo Mais, já disponível em todas as plataformas digitais. Fundado pelo vocalista Whil Savegnago, o grupo aposta em uma sonoridade que transita entre soul, R&B, blues e rock dançante, com forte influência da música brasileira. Gravado na Toka Produtora e com curadoria do produtor e guitarrista Eduardo Loja, o disco apresenta 13 faixas que exploram diferentes vertentes musicais, consolidando a identidade de uma big band contemporânea. Com formação robusta e novos integrantes, incluindo um trio de metais, o álbum resgata elementos clássicos do jazz, soul e R&B, atualizados com referências modernas. A faixa-título “Algo Mais”, que abre o disco, estabelece o tom do projeto com inspiração nos anos 70 e 80 e no soul nacional. Já músicas como “Vício”, “Pode se Jogar” e “Um Dia de Cada Vez” dialogam com o pop rock brasileiro, enquanto “Somos Dois Exagerados” mergulha na linguagem do blues. Outras canções como “Acende”, “Leva Nada” e “Clichê” ampliam o alcance do álbum, conectando-se tanto com playlists de MPB quanto com o pop rock. Segundo Whil Savegnago, o diferencial da banda está na força instrumental e na dinâmica coletiva. A proposta é clara: criar uma experiência musical que vá além do entretenimento, incentivando o público a buscar uma vida mais leve, com menos excessos e mais conexão com o que realmente importa. Formada em 2018, em Ribeirão Preto, O Épicco já passou por palcos importantes, abriu show para o Kiss na cidade e soma participações em festivais relevantes como o Brazilian Bacon Day, onde também está confirmada como um dos destaques da edição de 2026.

Entrevista | Supercombo – “Com as duas partes juntas é um dos discos mais incríveis da banda”

O Supercombo lança nesta sexta-feira, 10 de abril, a segunda parte do álbum Caranguejo, pela Deckdisc, concluindo um projeto concebido desde o início como um disco dividido em dois tempos. Após apresentar a primeira metade ao longo de 2025 em uma série de shows por seis estados, o novo capítulo chega com oito faixas inéditas que ampliam a proposta do trabalho, explorando diferentes climas, ritmos e atmosferas sem perder a unidade estética construída anteriormente. O show de lançamento será dia 26 de abril na Casa Natura. Musicalmente, o rock segue como base da identidade do Supercombo, mas ganha contornos mais abertos nesta segunda etapa. A sequência se inicia com “Combustão”, uma vinheta que funciona como ponte entre as duas partes, e avança para momentos de maior impacto, como “Deixa a Maré Te Levar”, marcada por riffs mais pesados e energia crescente. Ao mesmo tempo, o álbum aprofunda narrativas já sugeridas, como em “Deixar Pra Lá”, que dialoga diretamente com “Alento”, e em “Como Se Fosse Ontem”, que revisita a nostalgia da adolescência sem se prender ao passado. Com a Parte 2, Caranguejo se consolida como o trabalho mais elaborado da carreira da Supercombo, resultado de um período mais longo em estúdio e de uma produção refinada assinada por Victor de Souza, o Jotta. O disco completo, agora com 15 faixas, reforça o momento de maturidade criativa do grupo e sua proposta de construir álbuns como experiências contínuas. O Blog N’ Roll acompanhou de perto esse processo e esteve, na última sexta-feira (03/04), no estúdio da banda ao lado do fã-clube para uma audição exclusiva da segunda parte do projeto em primeira mão. Como é que foi ver a recepção dos fãs agora na audição dessa segunda parte de Caranguejo? Léo Ramos – Absurdamente incrível. A gente sempre fica numa expectativa porque a parte 1 foi tão bem recebida por eles e aí a gente pensando, né? Pô, e aí? E a parte 2? Será que a galera vai gostar? Mas eu acho que pra mim superou as expectativas, tanto pra gente quanto pra eles. Foi um momento muito legal. Tenho certeza que com as duas partes juntas, pra mim, é um dos discos mais incríveis da banda. Tem uma parte favorita de vocês? A 1 ou a 2? Léo Ramos – Cara, eu acho que eu gosto mais da 2 agora. André “Dea” – Eu acho que por ser mais novinha, todo mundo tá com a 2 no coração. Carol Navarro – Vou votar na 2 também. É, a parte 2 tem uns rifão. Não que o primeiro não tivesse, né? Mas a 2 vai ser divertido de tocar no show. Paulo Vaz – Eu gosto mais da segunda parte também. Eu acho que ela é mais concisa em relação aos timbres, a sonoridade. Eu sinto ela com mais pressão. Então eu gosto mais da segunda parte, mas amo a primeira também. E qual vai ser a primeira música de trabalho dela? Léo Ramos – Eu acho que vai ser Como Se Fosse Ontem, do Vitor Kley. Brincadeira, risos. A gente não sabia, ou a gente não lembrava, sei lá, que o Vitor Kley tinha uma música chamada Como Se Fosse Ontem. Beijo, Vitor Kley, te amo. Mas enfim, acho que vai ser esse single o primeiro. E sobre o que fala a letra? Léo Ramos – É sobre nostalgia, sobre uma época em que a gente só ia pros Corujão jogar CS até de madrugada, até o dia raiar. E a vida era muito mais simples. É uma música sobre isso, mais leve, né? Levinho.

Entrevista | Winger – “Provavelmente será a última vez que tocamos no Brasil”

A banda Winger está confirmada no line-up do Bangers Open Air e se apresenta no dia 26 de abril. Formado no fim dos anos 1980, o grupo liderado por Kip Winger ganhou projeção com hits como “Seventeen” e “Miles Away”, consolidando seu nome no hard rock melódico da época. A banda também ficou conhecida pela forte musicalidade, equilibrando técnica refinada e apelo radiofônico, algo que os diferenciava dentro da cena glam. Ao longo das décadas, o Winger enfrentou altos e baixos, especialmente durante a virada dos anos 1990, quando o grunge dominou o mercado e impactou diretamente bandas do estilo. Ainda assim, o grupo manteve sua relevância com trabalhos consistentes e retornos pontuais, como o álbum “Karma” e o mais recente “Winger VII”, que reuniu a formação clássica. Paralelamente, Kip Winger desenvolveu uma carreira respeitada na música erudita, inclusive com indicações ao Grammy na área de composição clássica. A apresentação no Bangers Open Air ganha contornos ainda mais especiais por marcar uma das últimas passagens da banda pelo Brasil, dentro de uma turnê que sinaliza o encerramento gradual das atividades. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Charles “Kip” Winger falou sobre o fim das turnês, a transição para a música clássica e a relação com o público brasileiro. Quando você percebeu que era hora de encerrar a trajetória do Winger? Já venho pensando nisso há cerca de cinco anos. Tenho me dedicado cada vez mais à composição orquestral e senti que queria focar mais nisso. Chegamos a planejar essa despedida antes da pandemia, mas com a COVID decidimos seguir e depois fazer uma despedida gradual, com shows finais ao redor do mundo. Não anunciei oficialmente que nunca mais vou tocar, mas estou diminuindo o ritmo. Também tive alguns problemas vocais nos últimos anos e não quero subir ao palco sem conseguir cantar bem. Essa será uma despedida definitiva dos palcos ou ainda haverá espaço para apresentações pontuais? Provavelmente será a última vez que tocamos no Brasil. Já fizemos nossos últimos shows no Japão e na Europa. Ainda temos algumas datas nos Estados Unidos, mas estou mantendo tudo bem reduzido e sem aceitar novos compromissos. O que muda emocionalmente ao subir no palco sabendo que são os últimos shows? Foi um processo gradual. Sinto que já fiz tudo que podia com a banda. O álbum “Winger VII” foi pensado como uma declaração final, reunindo a essência do início com tudo que construímos ao longo de 35 anos. Eu não gosto de me repetir como artista, então prefiro seguir em frente e explorar novos caminhos, principalmente na música clássica. Como está sendo montado o setlist dessa turnê final sendo um show em Festival? Haverá surpresas para o Brasil? Ainda não defini completamente. Inclusive meu empresário me perguntou isso recentemente. Se você tiver alguma música favorita, pode sugerir. Vamos incluir os principais hits, claro, e algumas faixas que gostamos de tocar ao vivo. Gosto dos clássicos, mas imagino que já estejam no set, como “Seventeen”e “Can’ Get Enough”. Inclusive, “Miles Away” fez sucesso como trilha sonora de novela no Brasil. Como você vê esse tipo de exposição? Fiquei sabendo disso depois. É uma grande honra. Sempre é bom quando sua música chega a outros contextos, como TV e cinema. Há alguma música difícil de deixar de fora do repertório nessa turnê? Não especificamente. Sempre priorizamos os hits, que são muitos, e escolhemos outras músicas dependendo do momento. Algumas funcionam melhor ao vivo do que outras. Você sabia que São Paulo é hoje a cidade que mais ouve Winger no mundo? Inclusive ela tem quase o dobro de plays no Spotify do que Chicago, segunda colocada. Esse tipo de dado influencia decisões de turnê? Não sabia. Isso é incrível e aumenta ainda mais a responsabilidade para o show. Sou bem old school e não acompanho estatísticas. Acho que isso pode até atrapalhar a criatividade. Como você enxerga o público brasileiro? Todos os shows que fiz no Brasil foram incríveis. Os fãs brasileiros são absolutamente impressionantes, eles vivem e respiram a música de uma forma única. Não existe nada igual. Fiz uma pequena turnê acústica com meu percussionista, Robbie Rothschild, e desde o primeiro show, mesmo em um lugar pequeno, estava lotado e o público estava enlouquecido. Eu me virei para ele e disse: “é disso que se trata tudo isso”. Porque você não vai ver isso em qualquer lugar. O Brasil é muito único nesse sentido. Os fãs simplesmente se tornam a música, é algo inacreditável. Então, quando você me pergunta sobre memórias, a verdade é que cada show no Brasil é melhor que o anterior. Como foi a transição de tocar com Alice Cooper para liderar sua própria banda? Foi uma experiência muito importante para mim. Aprendi bastante com o Alice, principalmente sobre turnês e sobre como se comportar como frontman. Eu vinha de uma banda com meus irmãos, onde esse papel era dividido, então precisei desenvolver isso quando o Winger começou. Observar como ele conduzia o público e comandava o palco foi uma grande escola, e isso acabou sendo fundamental quando a banda engrenou. A banda sofreu críticas nos anos 1990 com o grunge e a cultura pop, teve o episódio do personagem de Beavis and Butthead que era fã de Winger e sofria bullying, teve a cena do Lars do Metallica jogando dardos na sua foto… Como você lidou com isso? Aquilo tudo simplesmente aconteceu ao nosso redor. A chegada do grunge, o impacto cultural de coisas como Beavis and Butt-Head e até o próprio Metallica acabaram nos colocando no centro de uma situação que não controlávamos. Foi algo que prejudicou bastante a nossa imagem por um tempo, mas musicalmente nunca me afetou. Eu sempre tive uma visão clara do que queria fazer e continuei evoluindo. Foquei na música, segui trabalhando e, no fim, consegui sair do outro lado, inclusive com reconhecimento na música clássica. Por outro lado, hoje há um revival de estilos clássicos. Inclusive, o Crazy Lixx que dividirá o palco com vocês é uma banda bem mais

Renan Inquérito transforma luta contra câncer em álbum mais íntimo da carreira

O rapper Renan Inquérito transformou um dos momentos mais delicados de sua vida em matéria-prima para seu novo álbum, “Tireoide”, já disponível nas plataformas digitais. Em 2024, enquanto se preparava para a gravação de um clipe e um show que celebraria uma década de carreira, o artista descobriu um corpo estranho na glândula tireoide, responsável pela produção dos hormônios T3 e T4 e fundamental para o funcionamento do organismo. O diagnóstico trouxe o risco de comprometer sua principal ferramenta de trabalho, a voz, e deu início a uma jornada marcada por exames, tratamentos e cirurgias. Mais do que um novo lançamento, “Tireoide” se apresenta como um registro direto do enfrentamento ao câncer. Em tom cru e confessional, o disco percorre contrastes entre o impacto do diagnóstico e o alívio da cura, entre perdas e recomeços. Ao longo de 11 faixas, o rapper expõe momentos de vulnerabilidade, como em “Elis Não Sabe Nada”, dedicada à filha, ao mesmo tempo em que constrói uma narrativa de superação que ganha força em músicas mais luminosas, onde o câncer deixa de ser protagonista e abre espaço para a esperança e a celebração da vida. Com produção de Pop Black, o álbum aposta em uma estética clássica do boombap, mesclando samples e batidas tradicionais com instrumentação orgânica. O projeto ainda reúne participações de Vih Mendes, Wesley Camilo, Dow Raíz e Lino Krizz. Após a retirada total da glândula, Renan Inquérito encerra o ciclo com um trabalho que reafirma sua trajetória e transforma dor em discurso, consolidando um dos capítulos mais intensos de sua carreira.