Aléxia registra energia do palco em clipe de “I Don’t Wanna Die” com participação de Mi Vieira

A cantora e compositora Aléxia segue ampliando o alcance de seu álbum de estreia, Garra, com o lançamento do clipe de “I Don’t Wanna Die”, uma das faixas mais intensas do trabalho. O vídeo, que conta com a participação de Mi Vieira, vocalista da banda Gloria, foi gravado durante o show de lançamento do disco no Manifesto Bar, em São Paulo, apostando na força da performance ao vivo para traduzir a mensagem da música. Com captação, direção e edição assinadas por Vitor Duik e Allan Toledo, o clipe abandona a estética mais produzida dos lançamentos anteriores para focar na conexão entre artista, banda e público. As imagens registram a intensidade da apresentação e destacam a participação de Mi Vieira, um dos convidados especiais da noite. Segundo Aléxia, a escolha pelo formato surgiu justamente da vontade de capturar a energia que só o palco é capaz de proporcionar. “I Don’t Wanna Die” aborda temas como arrependimento, dor emocional e resistência diante de momentos de esgotamento. A composição explora sentimentos profundos sem abrir mão da melodia, construindo uma narrativa que transita entre vulnerabilidade e superação. O refrão em inglês nasceu de uma inspiração direta em “I Wanna Be”, clássico de Pitty, e reflete o interesse da artista em combinar diferentes idiomas para ampliar o alcance da mensagem. Musicalmente, a faixa reúne influências de metal moderno, metalcore, dark pop e rock, reforçando a identidade construída ao longo de Garra. O time de músicos inclui Tom Vicentini nos teclados, Guga Valência na bateria, Léo Aoyagui no baixo e Gustavo Campos na guitarra e produção musical. Já a gravação, mixagem e masterização ficaram sob responsabilidade de Alê Gaiotto, vencedor do Grammy Latino. Gravado integralmente no estúdio Gargolândia, em Alambari, interior de São Paulo, o álbum de estreia apresenta uma artista interessada em equilibrar peso sonoro, melodias marcantes e experiências pessoais. O disco também carrega a influência da trajetória de Aléxia no interior paulista, uma vivência que, segundo ela, exigiu persistência para superar a distância dos grandes centros e construir uma carreira na música. Com quatro anos de estrada e mais de 400 apresentações realizadas, Aléxia chega a esta fase respaldada por uma trajetória consistente nos palcos. A artista venceu a seletiva Sudeste do Porão do Rock 2025, conquistou o 23º Festival de Rock de Indaiatuba, abriu a turnê brasileira do The Calling e já dividiu eventos com nomes como CPM 22, Stone Temple Pilots, Nando Reis e Detonautas. O novo clipe reforça esse momento de crescimento e apresenta uma artista cada vez mais confortável em transformar experiências pessoais em canções de grande impacto emocional.

Madonna transforma novo álbum em experiência cinematográfica com participação de jogador brasileiro

Poucas artistas conseguem transformar o lançamento de um disco em um acontecimento multimídia. Mais de 40 anos após revolucionar a cultura pop, Madonna volta a expandir os limites entre música, esporte cinema e arte visual com CONFESSIONS II – O Filme, curta-metragem que acompanha as seis primeiras faixas de seu aguardado novo álbum, Confessions II. O projeto estreou durante a 25ª edição do Tribeca Festival e já está disponível no YouTube com a participação do jogador João Pedro, deixado de fora da Copa do Mundo por Carlo Ancelotti. Com direção do coletivo TORSO e direção musical de Stuart Price, colaborador fundamental de Confessions on a Dance Floor (2005), o filme apresenta uma narrativa contínua de mais de dez minutos que conecta as músicas “I Feel So Free”, “Good for the Soul”, “One Step Away”, “Bring Your Love”, parceria com Sabrina Carpenter, “Danceteria” e “Read My Lips”, ao lado de Feid. A proposta vai além do formato tradicional de videoclipes. Desenvolvido como uma única peça cinematográfica, o curta mergulha em temas recorrentes da trajetória de Madonna, como liberdade, desejo, exposição pública, intimidade e transformação. Entre sequências que transitam pelo thriller, fantasia e delírio dançante, a artista percorre quartos, banheiros de boate, carros, arenas e cenários naturais enquanto é observada, perseguida e reverenciada por um grupo de mulheres equipadas com câmeras. O coração da narrativa está na pista de dança. Não por acaso, uma das passagens mais importantes do filme presta homenagem à lendária Danceteria, clube nova-iorquino que teve papel fundamental nos primeiros anos da carreira da cantora. A sequência ganha ainda mais força com a participação da modelo Kate Moss, retratada como uma figura mítica dentro desse universo noturno que mistura nostalgia, moda e cultura digital. O elenco de participações especiais reforça o caráter grandioso da produção. Além de João Pedro e o companheiro de Chelsea, Cole Palmer, nomes badalados como Benedict Cumberbatch, Arca, Debi Mazar, Honey Dijon, Richard E. Grant e Shygirl também aparecem ao longo da narrativa. O encerramento fica por conta de Lola Leon, filha de Madonna, estabelecendo uma ponte simbólica entre gerações e diferentes expressões artísticas. Enquanto o filme amplia o universo do novo trabalho, os primeiros resultados musicais também demonstram a força da artista nas pistas. “I Feel So Free” alcançou o topo da parada Dance Airplay da Billboard, enquanto “Bring Your Love” liderou a UK Club Chart. Já o single mais recente, “Love Sensation”, chegou às plataformas na última semana após uma apresentação surpresa na Times Square, transmitida ao vivo pelo Grindr. Previsto para 3 de julho, Confessions II chega como uma continuação espiritual de Confessions on a Dance Floor, um dos trabalhos mais celebrados da carreira de Madonna. Se o disco original transformou as pistas de dança em um espaço de reinvenção artística, a nova obra parece determinada a expandir essa experiência para as telas, reafirmando a capacidade da Rainha do Pop de se reinventar sem perder a conexão com o público que a acompanha há décadas.

El Mato a un Policia Motorizado confirma show no Cine Joia em outubro

Uma das bandas mais importantes do rock alternativo latino-americano no século 21, El Mato a un Policia Motorizado voltará ao Brasil para uma apresentação em São Paulo no dia 11 de outubro. O show acontece no tradicional Cine Joia, na Liberdade, e marca mais um encontro do grupo argentino com o público brasileiro após passagens marcantes pelo país nos últimos anos. A apresentação chega em um momento especial da carreira da banda formada em La Plata. Depois de lotar arenas e casas de shows em diferentes continentes, o quinteto desembarca na capital paulista impulsionado pela turnê de Súper Terror, álbum lançado em 2023 e vencedor do Premio Gardel de Melhor Álbum de Rock. Os ingressos já estão à venda. A volta ao Cine Joia também carrega um significado particular para o grupo liderado por Santiago Motorizado. A casa paulistana se tornou um dos principais pontos de encontro entre a banda e os fãs brasileiros, fortalecendo uma relação construída ao longo de diversas visitas ao país. A conexão ficou ainda mais evidente durante a participação no Primavera Sound São Paulo 2023, quando o El Mato protagonizou uma das apresentações mais comentadas daquela edição. Fundado em 2003, El Mato a un Policia Motorizado surgiu na efervescente cena independente de La Plata e rapidamente se transformou em um dos principais expoentes do rock alternativo sul-americano. Com uma identidade marcada por guitarras repetitivas, melodias diretas e letras carregadas de emoção, a banda expandiu sua atuação para além da Argentina, conquistando espaço em festivais de grande porte na América Latina, Europa e Estados Unidos. Nos últimos anos, a trajetória do grupo ganhou novas proporções. Em Buenos Aires, a banda lotou o Movistar Arena diante de 15 mil pessoas e realizou apresentações esgotadas no Luna Park. Em 2024, percorreu mais de 25 países com sua turnê internacional, incluindo uma passagem pelo histórico Zócalo, na Cidade do México, um dos espaços públicos mais emblemáticos da América Latina. O álbum Súper Terror representa mais um passo importante nessa evolução. Gravado no Sonic Ranch, no Texas, o trabalho manteve as características que transformaram o El Mato em referência continental, mas ampliou os horizontes sonoros da banda. O disco recebeu elogios da crítica especializada e reforçou a capacidade do grupo de renovar sua linguagem sem perder a essência construída ao longo de mais de duas décadas. Antes disso, a banda já havia alcançado reconhecimento internacional com Unas Vacaciones Raras, de 2021, trabalho que conquistou o Latin Grammy de Melhor Álbum de Rock. Outro capítulo fundamental da discografia é La Síntesis O’Konor (2017), considerado por muitos fãs e críticos como o álbum que levou o El Mato a um novo patamar fora do circuito independente argentino, graças a canções como “El Tesoro”, “La Noche Eterna” e “Ahora Imagino Cosas”. Mais recentemente, o grupo também chamou atenção ao integrar Everyone’s Getting Involved: A Tribute to Talking Heads’ Stop Making Sense, projeto que reuniu artistas de diferentes gerações para revisitar o clássico repertório dos Talking Heads. O El Mato foi a única banda latino-americana convidada para o tributo, dividindo espaço com nomes como Miley Cyrus, Paramore, Lorde e The National. Com uma carreira consolidada, repertório repleto de clássicos e uma das bases de fãs mais fiéis do rock latino-americano, o retorno ao Brasil promete ser mais um capítulo importante da história entre El Mato a un Policia Motorizado e o público brasileiro. SERVIÇO El Mato a un Policia Motorizado em São Paulo Data: 11 de outubro de 2026 Local: Cine Joia Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade – São Paulo/SP Ingresso: fastix.com.br/events/el-mato-a-un-policia-motorizado-em-sao-paulo Realização: Áldeia Produções Artísticas, Cine Joia, Sol y Sombra, Outrahora Rec, RB Sucesos e Paracima

Boom Boom Kid retorna ao Brasil para quatro shows em julho de 2026

Um dos nomes mais influentes e carismáticos do punk latino-americano está de volta ao Brasil. O Boom Boom Kid, projeto liderado pelo argentino Carlos “Nekro” Rodríguez, confirmou uma turnê de quatro apresentações pelo país em julho de 2026. A série de shows acontece em São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, com realização da Powerline Music & Books. A passagem pelo Brasil começa no dia 23 de julho, na Burning House, em São Paulo. Depois, a banda segue para o Belvedere, em Curitiba, no dia 24. Florianópolis recebe o grupo em 25 de julho, no Célula Showcase, enquanto o encerramento acontece em Porto Alegre, no dia 26, no Caos POA. Para quem acompanha a história do punk sul-americano, o nome Boom Boom Kid carrega um significado especial. O projeto nasceu após o fim do Fun People, banda que marcou gerações no underground latino durante os anos 1990 e ajudou a ampliar discussões sobre inclusão, direitos dos animais, diversidade e independência artística dentro da cena hardcore. Longe de se apoiar apenas na nostalgia, Nekro transformou o Boom Boom Kid em uma entidade própria. Ao longo de mais de duas décadas, o músico construiu uma discografia extensa e diversa, lançada majoritariamente de forma independente por meio da Ugly Records. Sua produção passeia por diferentes sonoridades, combinando hardcore melódico, punk rock, pop, baladas e até elementos pouco convencionais para o gênero, sempre preservando a intensidade emocional e a energia característica de seus shows. Essa combinação fez do Boom Boom Kid um dos projetos mais respeitados do circuito alternativo da América Latina. Os shows da banda são conhecidos pela atmosfera festiva, pela interação constante com o público e por um repertório que atravessa diferentes fases da carreira de Nekro. Canções que falam sobre amor, amizade, igualdade, vegetarianismo e liberdade convivem com a urgência sonora do punk e a estética DIY que acompanha o artista desde os tempos de Fun People. Entre os trabalhos mais celebrados está Okey Dokey, álbum lançado em 2001 e considerado um dos registros fundamentais da trajetória do Boom Boom Kid. O disco já foi tema de apresentações especiais no Brasil e segue como referência para fãs que acompanham a carreira do músico desde os primeiros anos do projeto. A nova visita ao país reforça a relação próxima entre Boom Boom Kid e o público brasileiro. Em uma época em que muitos artistas históricos do punk optam por turnês esporádicas ou formatos mais nostálgicos, Nekro segue ativo, criativo e fiel à proposta independente que ajudou a consolidar sua reputação dentro da música alternativa latino-americana. Serviço 23/07 em São Paulo/SP Local: Burning House Endereço: Avenida Santa Marina, 247, Água Branca – São Paulo/SP Ingresso: fastix.com.br/events/boom-boom-kid-em-sao-paulo 24/07 em Curitiba/PR Local: Belvedere Endereço: Rua Inácio Lustosa, 496, São Francisco – Curitiba/PR Ingresso: meaple.com.br/belvedere/boom-boom-kid 25/07 em Florianópolis/SC Local: Célula Showcase Endereço: Rodovia João Paulo, 75, João Paulo – Florianópolis/SC Ingresso: fastix.com.br/events/boom-boom-kid-em-florianopolis 26/07 em Porto Alegre/RS Local: Caos POA Endereço: Rua João Alfredo, 701, Cidade Baixa – Porto Alegre/RS Ingresso: em breve em caospoa.com.br

Samiam retorna ao Brasil em setembro para quatro shows e terá Garage Fuzz em duas datas

Uma das bandas mais respeitadas da história do punk melódico e do rock alternativo norte-americano, o Samiam retorna ao Brasil em setembro de 2026 para uma série de quatro apresentações. O grupo da Califórnia passa por Goiânia, São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte entre os dias 24 e 27 de setembro, em uma turnê que também inclui shows no Peru, Chile e Argentina. As apresentações em São Paulo e Curitiba terão participação especial do Garage Fuzz, nome fundamental para a consolidação do hardcore melódico brasileiro. A banda paulista divide o palco com os norte-americanos em duas datas que prometem reunir diferentes gerações de fãs de punk rock. Samiam – Pioneiros do EMO e Hardcore Melódico Formado em 1988, o Samiam construiu uma trajetória singular dentro da música independente ao transitar entre punk melódico, post-hardcore, emo e rock alternativo sem se prender a rótulos. Liderado pelo vocalista Jason Beebout, o grupo ficou conhecido pela combinação de guitarras densas, melodias marcantes e letras que abordam temas como desgaste emocional, perda e resistência, sempre com uma abordagem mais madura e introspectiva. A discografia da banda acompanha diferentes momentos da evolução do punk norte-americano nas últimas décadas. Álbuns como Clumsy (1994), You Are Freaking Me Out (1997) e Astray (2000) ajudaram a consolidar o Samiam como referência para diversas bandas que surgiram nos anos seguintes, especialmente dentro das cenas emo e punk melódica. O clássico Astray voltou recentemente aos holofotes ao completar 25 anos. Em 2025, o disco foi apresentado na íntegra durante o Riot Fest, em Chicago, festival que reuniu nomes como Green Day, Blink-182, Weezer, Jawbreaker, Bad Religion, Alkaline Trio e Touché Amoré. A fase mais recente da banda é representada por Stowaway, lançado em 2023 pela Pure Noise Records. O trabalho encerrou um intervalo de 12 anos sem discos inéditos e reafirmou a capacidade do Samiam de manter sua identidade intacta, equilibrando peso, melodia e intensidade emocional. Atualmente, a banda conta com Jason Beebout (vocais), Sergie Loobkoff e Sean Kennerly (guitarras), Chad Darby (baixo) e Colin Brooks (bateria). Loobkoff, conhecido também por trabalhos com Knapsack, Solea e Racquet Club, segue como uma das peças centrais da sonoridade do grupo, responsável por uma abordagem melódica que ajudou a definir a identidade do Samiam desde o início da carreira. Serviço Samiam South America 2026 24 de setembro (quinta-feira)Goiânia (GO)Local: De Leon Music PubIngresso: fastix.com.br/events/samiam-eua-em-goiania 25 de setembro (sexta-feira)São Paulo (SP)Local: Hangar 110Participação: Garage FuzzIngresso: fastix.com.br/events/samiam-eua-garage-fuzz-em-sao-paulo 26 de setembro (sábado)Curitiba (PR)Local: BelvedereParticipação: Garage Fuzz, Deb and The Mentals e SimplesmentesIngresso: meaple.com.br/belvedere/time-bomb-fest-samiam-garage-fuzz 27 de setembro (domingo)Belo Horizonte (MG)Punk no Park – local a confirmarIngresso: fastix.com.br/events/primavera-fun-fest-belo-horizonte

Dimmu Borgir é a primeira atração confirmada do Liberation Festival 2026 em São Paulo

O retorno do Liberation Festival já tem seu primeiro grande nome confirmado. Uma das bandas mais influentes da história do metal extremo, o Dimmu Borgir será a atração principal do evento no dia 12 de dezembro de 2026, no Vibra São Paulo. A apresentação será exclusiva no Brasil e marca a volta do festival após oito anos de hiato. A confirmação dos noruegueses abre oficialmente a programação da nova edição do Liberation Festival, que também terá uma segunda data, em 13 de dezembro, ainda com atrações a serem anunciadas pela organização. Os ingressos já estão à venda. Dimmu Borgir – Headliner de peso Formado em 1993, o Dimmu Borgir ajudou a transformar o black metal em um fenômeno global ao incorporar elementos sinfônicos à sonoridade extrema. Ao longo de mais de três décadas, a banda liderada por Shagrath e Silenoz construiu uma identidade própria ao unir peso, atmosferas sombrias, arranjos orquestrais e uma estética grandiosa que influenciou diferentes gerações do metal. O anúncio também coincide com um momento especial na carreira do grupo. Em maio deste ano, o Dimmu Borgir lançou Grand Serpent Rising, seu primeiro álbum de estúdio em oito anos. Sucessor de Eonian (2018), o trabalho apresenta 13 faixas e resgata diferentes fases da trajetória da banda, apostando em riffs mais orgânicos e em um uso mais equilibrado das tradicionais orquestrações. “Eu realmente sinto que nos superamos musicalmente neste álbum. Foi um processo longo e exigente, mas ver como tudo se encaixou torna isso extremamente recompensador. Grand Serpent Rising carrega ecos de cada capítulo do legado do Dimmu Borgir”, afirmou o vocalista Shagrath em material de divulgação. Gravado em Gotemburgo, na Suécia, o disco marca o reencontro da banda com o produtor Fredrik Nordström, responsável por alguns dos trabalhos mais celebrados de sua discografia, incluindo Puritanical Euphoric Misanthropia e Death Cult Armageddon. O retorno do Liberation Festival acontece após sua última edição, realizada em 2018, que contou com Kreator e Arch Enemy como destaques. Um ano antes, o evento reuniu nomes como King Diamond, Lamb of God, Carcass e Heaven Shall Burn, consolidando sua posição entre os principais festivais dedicados ao metal no Brasil. Com o Dimmu Borgir confirmado e novas atrações previstas para os próximos meses, a edição de 2026 começa a ganhar forma e promete recolocar o Liberation Festival no centro das atenções dos fãs de música pesada. Serviço Liberation Festival 2026 Data: 12 de dezembro de 2026 Local: Vibra São Paulo Endereço: Av. das Nações Unidas, 17.955 – São Paulo/SP Ingressos: clubedoingresso.com/evento/liberationfest2026

Death Cab for Cutie reencontra sua essência indie em I Built You a Tower

Há bandas que envelhecem tentando desesperadamente reviver o passado. Outras seguem em frente e acabam se afastando demais daquilo que as tornou especiais. O Death Cab for Cutie passou anos caminhando nessa linha tênue, alternando momentos inspirados e discos que pareciam funcionar mais pela competência técnica do que pela emoção. Em I Built You a Tower, porém, Ben Gibbard e companhia encontram um ponto de equilíbrio raro: olhar para trás sem parecer nostálgico e seguir adiante sem perder a própria identidade. Primeiro álbum da banda em quatro anos, I Built You a Tower nasce de um período turbulento na vida de Gibbard. O fim de um casamento e reflexões sobre perda, aceitação e desgaste emocional aparecem em praticamente todas as faixas. A diferença é que o vocalista abandona qualquer traço de autopiedade. Em vez disso, escreve sobre a dor com a maturidade de quem entende que algumas feridas não desaparecem, apenas passam a fazer parte da paisagem. Musicalmente, o disco soa como o trabalho mais inspirado do Death Cab desde os tempos em que álbuns como Transatlanticism e Plans ajudaram a definir uma geração inteira de fãs de indie rock. Não porque tente copiá-los, mas porque recupera características que pareciam adormecidas há anos. As guitarras voltam a ter protagonismo, o baixo ganha presença marcante e os arranjos apostam mais na emoção do que em camadas desnecessárias de produção. O resultado é um álbum que conversa diretamente com o passado da banda, mas sem parecer uma tentativa de recriação artificial. Faixas como “Punching the Flowers” carregam uma tensão quase juvenil, enquanto “Stone Over Water” mergulha em uma vulnerabilidade que remete aos primeiros anos da carreira. Já “The Flavor of Metal” apresenta um dos momentos líricos mais fortes do disco, mostrando que Gibbard continua sendo um observador excepcional das pequenas tragédias cotidianas. Em um repertório tão marcado pela melancolia, chama atenção a forma como a banda evita transformar tristeza em monotonia. Há dinâmica, contrastes e uma sensação constante de movimento. Os dois capítulos finais, “I Built You a Tower (A)” e “I Built You a Tower (B)”, funcionam como o coração conceitual do álbum. A primeira expõe arrependimentos e fragilidades. A segunda fecha a jornada com um sentimento agridoce de exaustão e aceitação. É um encerramento que sintetiza perfeitamente a proposta do disco: não oferecer respostas fáceis, mas aprender a conviver com as perguntas. Nem tudo funciona com a mesma intensidade. Algumas passagens de “Full of Stars” e “Pep Talk” soam excessivamente delicadas, quase açucaradas, reduzindo parte do impacto emocional que o álbum busca transmitir. Ainda assim, são pequenos tropeços em uma obra que acerta muito mais do que erra. No fim das contas, I Built You a Tower não é apenas o melhor disco do Death Cab for Cutie em muitos anos. É também um lembrete de por que a banda se tornou tão importante para o indie rock dos anos 2000. Sem recorrer a fórmulas prontas ou exercícios de nostalgia, Ben Gibbard transforma dor, desgaste e aceitação em canções que soam honestas, humanas e surpreendentemente revitalizadas. Quando uma banda com quase três décadas de carreira consegue soar relevante dessa forma, vale a pena prestar atenção.

Amy Lee lidera a versão mais ambiciosa do Evanescence em décadas em Sanctuary

Quando foi anunciado que Jordan Fish, ex-Bring Me The Horizon e um dos produtores mais requisitados do metal moderno, estaria envolvido em Sanctuary, muita gente imaginou que o Evanescence seguiria a cartilha adotada por diversas bandas que passaram a incorporar eletrônicos, programações e estruturas mais contemporâneas, como o Spiritbox. Felizmente, não foi isso que aconteceu. O novo álbum mostra uma banda que entende exatamente quem é. Jordan Fish não transforma o Evanescence em outra coisa. Seu papel parece muito mais o de potencializar qualidades que já existiam do que reinventar a roda. O resultado é um disco que dá um enorme passo em direção ao metal moderno sem abandonar a personalidade construída por Amy Lee e companhia ao longo de mais de duas décadas. Ao contrário de álbuns recentes da “classe dos anos 2000”, Sanctuary soa gigantesco e é um dos maiores trabalhos da banda, mesmo que não tenha mais a potência da rádio e da MTV como propulsores. As guitarras são mais pesadas, os refrões mais impactantes e os arranjos eletrônicos aparecem como complemento, não como muleta. Há uma sensação constante de movimento e urgência que faz o álbum soar atual sem parecer uma tentativa desesperada de acompanhar tendências. O que, para mim, foi um grande alívio. Amy Lee começa o álbum em tons mais graves, mas depois prova que continua sendo o centro gravitacional de tudo. Logo em seu primeiro agudo, sua voz segue carregando a dramaticidade característica da banda, mas agora encontra um instrumental mais agressivo e confiante. O Evanescence de Sanctuary não está olhando para o passado. Está olhando para frente. E talvez seja justamente aí que esteja o único “problema” do disco. O som da banda evoluiu tanto que as faixas mais próximas da fórmula clássica acabam parecendo menos interessantes ou dão a sensação de “eu já ouvi isso antes”. As baladas e os momentos mais contemplativos não são ruins, longe disso. Apenas têm dificuldade para competir com músicas que mostram um Evanescence mais pesado, moderno e ambicioso. Quando o álbum acelera, cresce e explora sua nova identidade, fica evidente que esse é o caminho mais natural para a banda neste momento. O mais interessante é que essa modernização não vem acompanhada de perda de identidade. Ainda é impossível confundir o Evanescence com qualquer outra banda. Os elementos que fizeram o grupo conquistar milhões de fãs continuam presentes, mas agora aparecem revestidos por uma produção que amplia seu alcance e sua potência. Sanctuary não é uma reinvenção completa. É algo mais difícil de alcançar: uma evolução convincente. Um álbum que respeita o passado sem ficar preso a ele. Mais do que um retorno inspirado, o disco apresenta um Evanescence agressivo, atual e pronto para assumir novamente o papel de protagonista dentro do rock e do metal contemporâneo.

Entrevista | The Red Jumpsuit Apparatus – “O Emo ganhou uma nova chance nos últimos anos”

A primeira vez do The Red Jumpsuit Apparatus no Brasil está marcada para o lendário Hangar 110, em São Paulo, no dia 8 de agosto, em uma apresentação especial da turnê que celebra os 20 anos de Don’t You Fake It (2006), álbum que ajudou a definir a sonoridade emo e do rock alternativo dos anos 2000. O show percorrerá os principais momentos do disco que revelou o grupo ao mundo, incluindo clássicos como “Face Down”, “False Pretense” e “Your Guardian Angel”. Duas décadas após o lançamento do álbum de estreia, o The Red Jumpsuit Apparatus continua em atividade e atravessa um novo momento criativo. Em 2025, a banda apresentou os singles “Perfection” e “Slipping Through”, trabalhos que antecederam o álbum X’s For Eyes. O novo material foi bem recebido pelos fãs e ganhou espaço no repertório da atual turnê mundial, que passou por diferentes continentes nos últimos meses. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o tecladista Nadeem Salam revelou que X’s For Eyes possui uma conexão direta com Don’t You Fake It. Segundo ele, o vocalista Ronnie Winter revisitou composições e ideias desenvolvidas há cerca de 20 anos para construir parte do novo álbum. O músico afirmou que a proposta era recuperar a mesma energia criativa do início da carreira, algo que tem sido percebido pelo público durante os shows. Nadeem também comentou sua relação pessoal com o disco de estreia, lembrando que ainda estava no ensino médio quando o álbum chegou às lojas. Além disso, destacou a importância contínua de “Face Down”, canção que aborda a violência doméstica e segue provocando reflexões em diferentes gerações, e falou sobre a expectativa para tocar pela primeira vez no lendário Hangar 110, casa que ele considera ideal para a estreia da banda em solo brasileiro. Como você avalia a recepção de X’s For Eyes desde o lançamento? A recepção tem sido incrível. Acabamos de concluir uma turnê mundial que passou pela Ásia e fizemos vários shows ao lado de bandas como Saosin e Dashboard Confessional. Esse ciclo do álbum tem sido diferente porque, pela primeira vez em muito tempo, nós também estamos extremamente empolgados com o material novo. Tem sido especial ver a reação das pessoas, já que estamos tocando várias dessas músicas ao vivo. A banda nunca deixou de lançar músicas, mas esse momento parece diferente. É um capítulo muito especial para nós. Além disso, nosso primeiro álbum está completando 20 anos, então tudo isso traz uma sensação de ciclo completo. Como um novo membro, qual foi seu papel no processo criativo e na gravação do álbum? Sou responsável pelos teclados e pelos efeitos da banda. Neste álbum, porém, houve algo especial. O Ronnie queria resgatar a mesma sensação que existia quando gravou o primeiro disco. Como o álbum de estreia completa 20 anos, ele voltou aos arquivos antigos e várias músicas nasceram de ideias que ele já desenvolvia naquela época. É como retomar um capítulo que ficou aberto por duas décadas. O resultado foi um disco que traz uma energia muito próxima da do primeiro álbum, e os fãs têm percebido isso. E onde estava o Nadeem em 2006 quando Don’t You Fake It foi lançado? Eu estava no ensino médio. Sou um dos integrantes mais jovens da banda. Eu e o Josh, nosso guitarrista, crescemos ouvindo esse álbum. Ele foi a trilha sonora de uma fase muito importante da minha vida. É surreal pensar que eu cresci ouvindo esse disco e hoje meu trabalho é tocá-lo ao redor do mundo. Se alguém dissesse ao Nadeem de 2006 o que estaria fazendo em 2026, ele acharia que era mentira e provavelmente me bloquearia no MySpace. Agora que você está do outro lado, alguma música desse álbum ganhou um novo significado para você depois de entrar na banda? Sim. Quando eu era fã, interpretava aquelas letras de uma forma muito pessoal. Hoje, estando na banda, minha missão é ajudar a transmitir a mensagem que o Ronnie queria passar. Músicas como “Face Down”, “False Pretense” e “Damn Regret” falam de experiências que muitas pessoas conseguem relacionar às próprias vidas. Agora, através da iluminação, dos efeitos visuais e da produção dos shows, temos a oportunidade de contar essas histórias de uma forma ainda mais completa. No Brasil ainda vemos muitos casos de feminicídio e violência contra a mulher. Como é tocar “Face Down” sabendo que a mensagem continua tão atual? É algo muito poderoso. Nossa base de fãs é bastante diversa e cada pessoa se conecta à música de uma maneira diferente. Quando tocamos “Face Down”, sabemos que grande parte do público espera por esse momento. Ao longo dos anos, conhecemos histórias de pessoas que foram impactadas pela mensagem da canção. Isso deu um significado completamente novo para mim. Não é apenas tocar uma música. É compartilhar uma experiência muito importante com o público. Você já tinha ouvido falar da importância do Hangar 110 para a cena alternativa brasileira? Não conhecia, mas fico feliz de saber disso. Parece que será o lugar perfeito para nossa estreia no Brasil. Estamos muito animados porque tocar em uma casa com tanta história pode ajudar a construir uma relação duradoura com o público brasileiro. Esperamos voltar muitas vezes no futuro. O que você espera da primeira passagem da banda pelo Brasil? Estou muito animado. Além dos shows, existe uma conexão pessoal porque pratiquei capoeira durante muitos anos. Sempre foi minha arte marcial favorita. Também adoro futebol e estou ansioso para conhecer melhor o país. Brinquei até que gostaria de caminhar pelas ruas do Brasil, encontrar uma roda de capoeira e participar dela. Tenho certeza de que será uma experiência incrível e estou realmente ansioso para finalmente conhecer os fãs brasileiros. E como você entrou para a banda? Passou por alguma audição? Minha história com o The Red Jumpsuit Apparatus começou há cerca de 15 anos. Quando eu tinha 17 anos, enviei centenas de e-mails para bandas tentando encontrar uma oportunidade na indústria musical. O Ronnie foi praticamente a única pessoa que me respondeu. Comecei trabalhando