Dethklok anuncia primeiro show no Brasil e celebra 20 anos de Metalocalypse

O Dethklok, banda que nasceu dentro da animação Metalocalypse e se transformou em um fenômeno real do heavy metal, fará sua estreia no Brasil em 27 de outubro. A apresentação única acontece na Burning House, em São Paulo, marcando a primeira visita do grupo ao país em uma turnê que celebra os 20 anos do projeto criado por Brendon Small e Tommy Blacha. Os ingressos já estão à venda pela plataforma 101 Tickets. Criado originalmente para a série exibida pelo Adult Swim, bloco de programação adulta ligado à Cartoon Network nos Estados Unidos, o Dethklok surgiu como uma sátira aos excessos do universo do metal. Na trama, a banda é retratada como o maior grupo do planeta, capaz de movimentar fortunas, provocar caos e influenciar multidões. O que começou como uma piada ganhou contornos reais graças ao trabalho de Brendon Small, que escreveu músicas completas para o projeto, transformando a banda fictícia em uma atração legítima dos palcos e dos serviços de streaming. A força musical do Dethklok também ajudou a consolidar sua reputação entre os fãs de metal. As gravações contaram desde o início com o baterista Gene Hoglan, conhecido por trabalhos com Death, Testament, Dark Angel e Strapping Young Lad. O resultado apareceu em The Dethalbum, lançado em 2007, disco que levou para fora das telas músicas como Murmaider, Awaken, Thunderhorse e Go Into the Water. O sucesso abriu caminho para Dethalbum II, Dethalbum III e a ópera metal The Doomstar Requiem, ampliando o universo construído pela animação. Depois de um longo período de hiato, o projeto voltou aos holofotes em 2023 com Dethalbum IV e o filme Metalocalypse: Army of the Doomstar, que encerrou tramas aguardadas pelos fãs da série. Em 2026, ano em que completa duas décadas de existência, a banda revisitou seu álbum de estreia com The Dethalbum DKXX: Dethmastered, edição remixada e remasterizada que serve como um dos pilares da atual turnê comemorativa. Nos palcos, o Dethklok vai além de um show convencional. A apresentação mistura performance musical e elementos audiovisuais inspirados diretamente em Metalocalypse, criando uma experiência que conecta o peso do death metal melódico ao universo visual da animação. A formação atual reúne Brendon Small nos vocais e guitarra, Gene Hoglan na bateria, Pete Griffin no baixo e Nili Brosh na guitarra, músicos que ajudam a transformar em realidade uma das histórias mais improváveis e bem-sucedidas da cultura pop ligada ao metal. SERVIÇO Dethklok em São Paulo/SP Data: 27 de outubro de 2026 Local: Burning House (Avenida Santa Marina, 247. Bairro Água Branca, São Paulo/SP) Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/DETHKLOK-EM-SAO-PAULO Realização: Rodia Soundwave Agency LLC e Xaninho Discos
Abissal apresenta o novo single “Ametista” e se prepara para o Casalango Fest

A banda Abissal lançou o single “Ametista”, primeira amostra do EP Flashes, previsto para os próximos meses via Casalago Records. A faixa aposta em uma construção sonora que transita entre o rock alternativo e o post-rock, explorando atmosferas melancólicas e progressões instrumentais intensas. Produzida por Gui Godoy, a música parte de harmonias de guitarras e vozes em camadas para desenvolver uma narrativa marcada pela memória, culminando em um desfecho instrumental carregado de emoção. Segundo a proposta conceitual da banda, “Ametista” aborda a forma como lembranças retornam de maneira fragmentada, surgindo como imagens difusas atravessadas por afetos, ruídos e lacunas. A composição cresce gradualmente, sem pressa de atingir seu ápice, privilegiando a construção de texturas e contrastes dinâmicos. O resultado é uma faixa que combina delicadeza e densidade, com influências que remetem ao universo sonoro do Radiohead. O lançamento também marca uma nova etapa na trajetória da Abissal. Após o EP Sutra, lançado em março, o grupo amplia sua exploração de temas introspectivos e desloca o foco para as memórias e suas diferentes formas de permanência. A identidade visual desse novo ciclo acompanha o conceito das músicas, com capas produzidas a partir de ensaios fotográficos subaquáticos realizados pelos próprios integrantes. As imagens reforçam a ligação com o nome da banda e utilizam a água como metáfora para o surgimento e a transformação das lembranças. Formada por Murilo Ferragut (voz e guitarra), Bruno Cavalcanti (baixo), Dan (guitarra) e Uncas (bateria), a Abissal surgiu com raízes no rock alternativo e no grunge dos anos 1990, mas vem incorporando elementos de dream pop, indie e post-rock em seus trabalhos mais recentes. Essa evolução sonora poderá ser conferida ao vivo no dia 26 de junho, quando a banda sobe ao palco do Casalago Fest, em São Paulo, ao lado de Maré Tardia, CHVVV e Julieta Social. O show será uma das primeiras oportunidades para o público conhecer de perto a nova fase do grupo.
Casalago Fest estreia em São Paulo com line-up voltado à cena independente

Tradicional no interior paulista, o Casalago Fest chega pela primeira vez à capital paulista no próximo dia 26 de junho, ocupando o palco do La Iglesia, em Pinheiros. Promovido pela Casalago Records, selo independente sediado em Jundiaí, o evento reúne Julieta Social, Abissal, CHVVV e Maré Tardia em uma edição que simboliza um novo passo na trajetória do projeto, ampliando sua atuação para além dos limites do circuito regional. Criado a partir da movimentação da Casalago Records na cena alternativa do interior de São Paulo, o festival consolidou-se como uma vitrine para artistas autorais ligados ao universo do selo. A chegada à capital não representa apenas uma mudança geográfica, mas uma expansão natural de um trabalho que vem fortalecendo conexões entre bandas independentes e novos públicos. Segundo Gui Godoy, fundador da Casalago Records, o objetivo é aproximar a produção do selo de ouvintes que acompanham a cena fora dos circuitos tradicionais. O line-up reflete essa proposta. A Julieta Social se apresenta como um projeto coletivo construído a partir do encontro entre diferentes artistas, priorizando a colaboração e a criação compartilhada. Já a Abissal, integrante do catálogo da Casalago, mistura referências do rock alternativo e do grunge noventista com elementos de dream pop, indie e post-rock, construindo atmosferas densas e emocionais. Representando o Espírito Santo, a Maré Tardia traz ao festival sua combinação de surf punk e indie rock, marcada por guitarras carregadas de efeitos, base rítmica intensa e influências que vão de Dick Dale aos The Strokes. Completa a programação a CHVVV, um dos nomes emergentes do post-rock nacional, que ganhou destaque com o EP Chuva e atualmente trabalha em seu primeiro álbum cheio, incorporando novas experimentações sonoras, incluindo vocais femininos e flauta em sua formação. Serviço Casalago FestBandas: Julieta Social, Abissal, CHVVV e Maré TardiaData: 26 de junho de 2026 (sexta-feira)Horário: 19hLocal: La IglesiaEndereço: Rua João Moura, 515, Galpão 6, Pinheiros, São Paulo/SP.
Water Rats aposta na estética retrô e energia crua em novo single “Robert Flag”

O Water Rats apresentou nesta semana o single e videoclipe de “Robert Flag”, mais uma prévia de MACRODOSE, novo álbum da banda curitibana que chega às plataformas digitais na próxima semana, no dia 23 de junho, pelos selos Forever Vacation Records e Laja Records. Formado por Alexandre Capilé, Pedro Grips, Bi Free e Renê Bernuncia, o grupo segue explorando sua mistura de punk rock, garage rock e rock alternativo, agora em uma faixa que amplia as possibilidades sonoras da banda sem perder a identidade construída ao longo de mais de uma década na cena independente. “Robert Flag” gira em torno de um personagem dividido entre extremos. A letra acompanha alguém que transita entre referências distintas, como Led Zeppelin e Black Flag, enquanto tenta equilibrar desejo, insegurança e raiva. Com uma abordagem carregada de ironia e humor, a música desacelera em relação ao punk mais acelerado que costuma marcar o repertório da banda, apostando em uma atmosfera mais crua e alternativa. A gravação segue a filosofia adotada em todo o álbum MACRODOSE. As faixas foram registradas ao vivo, sem excesso de edição ou artifícios de estúdio, priorizando a captura da energia natural do grupo. Produzida pelo próprio Water Rats, a música foi gravada por Alexandre Capilé e João Manoel, com mixagem e masterização assinadas por Capilé e Gabriel Zander no Estúdio Costella, em São Paulo. O lançamento também chega acompanhado de um videoclipe dirigido por Rafael Rocha, fundador da Revista Noise e nome conhecido do audiovisual brasileiro. Filmado integralmente em Betacam, o vídeo mergulha na estética visual dos anos 1980 e 1990, explorando texturas analógicas, cores saturadas e um visual propositalmente low budget. Produzido em chroma key, o clipe coloca a banda em cenários artificiais e surreais, enquanto o ator Tiago Marvin interpreta o personagem Robert Flag e conduz a narrativa visual. Fundado em Curitiba, em 2012, o Water Rats construiu uma trajetória sólida dentro do rock independente brasileiro. A banda já lançou os álbuns Ugly By Nature (2014), Year 3000 (2017) e Tetrix (2022), além do EP Hellway to High (2016), produzido por Jack Endino. Ao longo da carreira, o grupo realizou turnês pelo Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos, passando por festivais importantes, incluindo uma apresentação no Primavera Sound Barcelona, e trabalhando com nomes como Jack Endino e Thurston Moore. Agora, com MACRODOSE prestes a chegar ao público, o quarteto reafirma sua disposição em seguir expandindo fronteiras sonoras sem abrir mão da intensidade e da atitude que transformaram o Water Rats em uma das bandas mais consistentes da cena independente nacional.
Varado une Anderson Foca e Fabrício Nobre em estreia urgente e sem filtros pelo selo Dosol

Depois de anos cruzando caminhos nos bastidores da música independente brasileira, Anderson Foca e Fabrício Nobre finalmente dividiram o mesmo estúdio para dar vida ao projeto Varado. O resultado desse encontro é o EP homônimo lançado pelo selo Dosol, trabalho que aposta na espontaneidade e na energia crua do rock e do garage punk. Com cinco faixas gravadas em menos de dez horas no Estúdio Costella, em São Paulo, o registro foi concebido praticamente ao vivo, priorizando a captura do momento em vez de uma produção excessivamente lapidada. Produzido por Anderson Foca, o EP também contou com a participação de músicos das bandas Sugar Kane e Zander. Carlos Fermentão assinou a coprodução do trabalho e gravou os instrumentos, enquanto Alexandre Capilé colaborou diretamente nas gravações ao lado de Gabriel Zander. Segundo Foca, as composições foram pensadas especialmente para a interpretação de Fabrício Nobre, trazendo letras que refletem inquietações pessoais e sociais compartilhadas pela dupla ao longo dos anos. As cinco músicas exploram diferentes perspectivas sobre o cotidiano contemporâneo. “Fenda Vil do Tempo” aborda a relação com a passagem do tempo e os papéis sociais, enquanto “Sente-se” discute as transformações do presente e os desafios da masculinidade. Já “Água Parada” reflete sobre envelhecimento e movimento, “Pensamento Linear” critica posturas rígidas e conservadoras, e “De Volta ao Começo” encerra o trabalho mergulhando em ciclos de excessos, consumo e dependência tecnológica. A proposta estética do Varado também se estende ao visual. A capa, criada por Caio Vitoriano com ilustração de Anderson Foca, faz referência a processos gráficos manuais, contrastando com a hiperconectividade atual. Os videoclipes seguem a mesma filosofia, com uma estética garageira, direta e sem filtros. Para Foca, o projeto também carrega uma mensagem geracional importante: nunca é tarde para começar algo novo. Aos mais de 50 anos, ele e Fabrício Nobre transformam a amizade de décadas em um disco que celebra liberdade criativa, urgência artística e o prazer de continuar fazendo música.
Chuck Ragan retorna ao Brasil em 2027 para três shows em formato acústico

Chuck Ragan, conhecido mundialmente como a voz do Hot Water Music, voltará ao Brasil em janeiro de 2027 para uma turnê solo acústica. O músico norte-americano fará três apresentações no país, passando por Florianópolis, Curitiba e São Paulo. Os shows acontecem nos dias 7, 8 e 9 de janeiro, respectivamente, marcando o reencontro de Ragan com o público brasileiro em um formato mais intimista, mas sem perder a intensidade que o tornou uma referência do punk rock melódico. A passagem pelo Brasil começa no Desgosto Bar, em Florianópolis, segue para o Basement Cultural, em Curitiba, e termina no Hangar 110, em São Paulo. Na capital paulista, o show terá abertura de Koala, vocalista do Hateen, em um set acústico. Os ingressos já estão à venda. Embora seja reconhecido principalmente pelo trabalho à frente do Hot Water Music, banda fundamental para a consolidação do punk melódico norte-americano nas últimas três décadas, Ragan construiu uma trajetória solo consistente, aproximando elementos do folk, country e rock de estrada. Em seus shows acústicos, o artista costuma transformar canções carregadas de energia em interpretações mais próximas do público, valorizando a força das composições e de sua voz característica. Outro capítulo importante dessa caminhada foi a criação da Revival Tour, projeto itinerante que reuniu compositores de diferentes gerações em apresentações colaborativas. A iniciativa contou com nomes como Frank Turner e Brian Fallon e ajudou a ampliar a influência de Ragan para além do universo do punk, reforçando seu papel como elo entre diferentes vertentes da música independente. A nova visita ao Brasil acontece em meio à divulgação de Love And Lore, primeiro álbum solo de inéditas lançado por Ragan em uma década. O disco apresenta um artista disposto a expandir seus horizontes criativos, explorando diferentes sonoridades sem abandonar as raízes que moldaram sua carreira. Faixas como “Echo The Halls”, “Winter” e “Reel My Heart” revelam um compositor interessado em temas como passagem do tempo, família, vida na estrada e as transformações da maturidade. Além da música, a relação de Ragan com a natureza também tem ocupado espaço central em sua produção recente. Proprietário de uma operação de pesca com mosca na Califórnia, o artista passou a incorporar reflexões sobre equilíbrio, sobrevivência e conexão com o ambiente em suas letras. Essa perspectiva atravessa boa parte de Love And Lore e deve estar presente nas apresentações brasileiras, que prometem revisitar diferentes fases de uma carreira marcada pela honestidade emocional e pela dedicação às canções. Hot Water Music também no Brasil Seis meses depois, Chuck Ragan irá retornar ao país com o Hot Water Music. A agenda brasileira terá cinco apresentações: Rio de Janeiro/RJ em 15 de junho, no Experience, seguindo para Florianópolis/SC no dia 17/07, no Desgosto, Curitiba/PR recebe a banda dia 18/07, no Basement Cultural, e depois vem as duas datas em São Paulo/SP, ambas no lendário Hangar 110: 19/07, já esgotada, e 20 de junho. Serviço – Chuck Ragan no Brasil em 2027 7 de janeiro de 2027 em Florianópolis/SC Local: Desgosto Bar Endereço: Rua Padre Roma, 174 – Centro – Florianópolis/SC Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/Chuck-Ragan-em-Florianopolis 8 de janeiro de 2027 em Curitiba/PR Local: Basement CulturalEndereço: Rua Desembargador Benvindo Valente, 260 – São Francisco – Curitiba/PR Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/Chuck-Ragan-em-Curitiba 9 de janeiro de 2027 em São Paulo/SP Local: Hangar 110Endereço: Rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro – São Paulo/SP Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/Chuck-Ragan-Hangar-110
Entrevista | Shawn James – “Ninguém ligava para Through The Valley até o The Last of Us”

O cantor, compositor e multi-instrumentista norte-americano Shawn James lança nesta sexta-feira (12) o álbum Passage, novo trabalho de estúdio que marca mais um capítulo na trajetória de um dos artistas independentes mais respeitados da cena folk, blues e rock contemporânea. Conhecido mundialmente por sua voz poderosa e pela capacidade de transitar entre momentos intimistas e explosões de intensidade sonora, o músico apresenta um disco que fala sobre transformação, superação e a coragem necessária para seguir em frente. Escrito e gravado ao longo do último ano, Passage surge como uma obra profundamente introspectiva. O álbum equilibra passagens acústicas delicadas com arranjos carregados de peso, misturando blues sombrio, rock, folk e elementos orquestrais. A faixa de destaque é Headed for the End, que também ganha um videoclipe oficial nesta sexta-feira. Entre os momentos mais marcantes do trabalho está Burn, composição que reflete sobre um mundo em constante transformação e os desafios enfrentados pela sociedade contemporânea. Shawn James no Brasil Além do lançamento do novo álbum, Shawn James também se prepara para retornar ao Brasil em agosto. A turnê passará por Porto Alegre, no Teatro Opinião, em 6 de agosto; São Paulo, no Cine Joia, em 7 de agosto; e Curitiba, no Hard Rock Cafe, em 8 de agosto. Os shows prometem reunir clássicos da carreira, como Through The Valley, música eternizada pelo universo de The Last of Us, além das novas composições de Passage. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Shawn James falou sobre a expectativa para o lançamento do álbum, relembrou o impacto inesperado de Through The Valley após sua associação com The Last of Us e comentou a forte conexão que desenvolveu com o público e a cultura brasileira ao longo de suas passagens pelo país. O novo álbum chega às plataformas em poucas horas. Como você está se sentindo neste momento? Estou animado. Sempre existe uma expectativa antes do lançamento de um álbum, especialmente nas primeiras horas. É divertido acompanhar a empolgação das pessoas. A verdade é que escrevi essas músicas no ano passado e terminamos as gravações no final do verão. Então, estou esperando por esse momento há bastante tempo. Originalmente, o disco seria lançado em 1º de maio, mas quando voltei de uma turnê, em março, precisei passar por uma cirurgia e tivemos que adiar tudo um pouco. Está tudo bem agora, mas foi uma longa espera. Estou aliviado e empolgado por finalmente lançar esse trabalho. O que aconteceu para você precisar da cirurgia? Achei que estava com uma intoxicação alimentar. Acordei com uma dor forte do lado esquerdo e fui ao médico. Descobri que era apendicite e precisei retirar o apêndice. Foi muito rápido. Fui dormir com uma dor de estômago e poucas horas depois estava em uma sala de cirurgia. Felizmente aconteceu quando eu já estava em casa, em Portland, no Oregon. Foi intenso, mas estou totalmente recuperado. Como tem sido a reação do público aos primeiros singles de Passage? Tem sido fenomenal. Uma das coisas que gosto de fazer é construir a partir do que já criamos anteriormente. Quando os fãs gostam de discos como Shadows ou The Dark & The Light, eles sabem que podem confiar em mim. Não vou simplesmente mudar tudo de direção. Existe experimentação, claro, mas acredito que as pessoas estão gostando porque encontram elementos familiares apresentados de uma forma nova. Não tenho do que reclamar. Como foi o processo de composição deste álbum? E de onde vêm suas inspirações? A inspiração vem de todos os lugares. Quando eu era mais novo, especialmente na época de Shadows, muitas músicas surgiam de questões pessoais e experiências do passado que eu estava tentando entender. Hoje pode vir de algo que estou vivendo, de um filme incrível que assisti, de um livro, de um mito ou de uma história qualquer. Gosto disso porque amplia as possibilidades criativas. Quanto ao processo de composição, ele varia bastante. Às vezes surge uma ideia de letra, às vezes uma história, outras vezes um riff ou uma progressão de acordes. Em Passage, tentei fazer algo que gosto muito: escrever a música e a letra ao mesmo tempo. Assim, uma inspira a outra e tudo parece mais natural e coeso. Você encontrou alguma inspiração musical no Brasil? Sim. Antes mesmo de visitar o Brasil eu já conhecia alguns estilos brasileiros, como o funk e outros gêneros populares. Mas quando estive aí pude conhecer mais da cultura musical do país. A bossa nova, por exemplo, é muito inspiradora. Cresci em Chicago cercado por gospel, blues, soul, jazz e rock. Quando você conhece outra cultura musical, percebe pequenas diferenças na forma como as pessoas constroem suas canções. Tenho ouvido mais artistas brasileiros ultimamente. Alguém até montou uma playlist para mim. Quem sabe um dia eu consiga escrever uma música em português. Primeiro preciso aprender o idioma. E você conseguiu conhecer melhor o Brasil durante as turnês? Deu tempo? Sim. São Paulo foi a cidade onde tivemos mais tempo para passear. Visitamos mercados, bares e diferentes bairros. Também conheci cidades como Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba e Brasília. Adorei experimentar a culinária brasileira. Sou apaixonado por feijoada. Um dos momentos mais marcantes foi quando visitei uma propriedade em Minas Gerais, a convite do chef Santi Roig. Ver as paisagens, a natureza e o interior do Brasil foi incrível. Gosto muito de conhecer essa parte mais natural do país. Você teve uma infância muito ligada à igreja. Como isso influencia seu trabalho atualmente? Influenciou profundamente minha visão sobre a música. Desde criança eu via pessoas indo à igreja levando seus problemas, suas dores e dificuldades. A música fazia parte desse processo. Via pessoas cantando juntas, chorando, encontrando conforto. Isso me ensinou que a música pode ter um propósito muito maior do que simplesmente soar bem ou parecer algo legal. Hoje recebo milhares de mensagens de pessoas contando como minhas músicas as ajudaram em momentos difíceis. Acho que aprendi muito cedo que a música pode ser uma ferramenta emocional e até terapêutica. Você chegou um pouco depois da era de ouro do rádio e
Bangers Open Air anuncia primeiras atrações da edição de 2027 com Quiet Riot e Lacuna Coil

O Bangers Open Air começou a desenhar sua próxima edição. Após reunir grandes nomes do rock e do metal neste ano, o festival confirmou as cinco primeiras atrações para 2027: Quiet Riot, Lacuna Coil, Floor Jansen, Metal Church e Soen. O evento acontecerá nos dias 24 e 25 de abril de 2027, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda pelo site do Clube do Ingresso. A expectativa é que novas atrações sejam anunciadas nos próximos meses, ampliando um line-up que já reúne representantes de diferentes vertentes do metal, do hard rock clássico ao metal progressivo contemporâneo. Quiet Riot Formado na década de 1970, o Quiet Riot foi um dos pioneiros na popularização do heavy metal nos Estados Unidos. A banda entrou para a história ao lançar Metal Health (1983), primeiro álbum de heavy metal a alcançar o topo da parada da Billboard. Liderado atualmente pelo baterista Frankie Banali até sua morte em 2020 e mantendo vivo seu legado, o grupo segue levando aos palcos clássicos como Cum On Feel the Noize, Bang Your Head (Metal Health) e Mama Weer All Crazee Now. Lacuna Coil Um dos maiores nomes do metal italiano, o Lacuna Coil construiu uma carreira sólida desde os anos 1990 combinando elementos de gothic metal, alternative metal e sonoridades modernas. Liderada pelos vocalistas Cristina Scabbia e Andrea Ferro, a banda conquistou reconhecimento internacional com álbuns como Comalies, Karmacode e Black Anima. Conhecida pela forte conexão com o público brasileiro, a banda costuma entregar apresentações marcadas por intensidade e grande apelo visual. Floor Jansen Reconhecida mundialmente por sua potência vocal e versatilidade, Floor Jansen ganhou projeção internacional à frente do Nightwish, tornando-se uma das vozes mais respeitadas do metal contemporâneo. Antes disso, a cantora já havia se destacado em grupos como After Forever e Revamp. Em carreira solo, Floor tem explorado diferentes influências musicais sem abandonar suas raízes no metal sinfônico, consolidando uma trajetória que a transformou em referência para uma nova geração de vocalistas. Metal Church Fundado em 1980, o Metal Church é um dos nomes mais influentes da cena heavy e power metal norte-americana. A banda ganhou notoriedade com discos como Metal Church, The Dark e Blessing in Disguise, ajudando a moldar o som do metal tradicional dos anos 1980. Ao longo das décadas, passou por diversas mudanças de formação, mas manteve sua identidade baseada em riffs pesados, melodias marcantes e letras que transitam entre temas sociais e existenciais. Soen Criado em 2010 pelo baterista Martin Lopez, ex-Opeth, o Soen se consolidou como um dos principais representantes do metal progressivo moderno. Com influências que vão de Tool ao próprio Opeth, a banda sueca desenvolveu uma identidade própria marcada por composições sofisticadas, atmosferas melancólicas e forte carga emocional. Álbuns como Lotus, Imperial e Memorial ampliaram sua popularidade nos últimos anos, especialmente entre fãs de rock e metal progressivo. Com as confirmações de Quiet Riot, Lacuna Coil, Floor Jansen, Metal Church e Soen, o Bangers Open Air dá início à construção de uma edição que promete atrair diferentes gerações de fãs de rock e metal. Novos anúncios devem ser divulgados ao longo dos próximos meses até a formação completa do line-up de 2027. Serviço Bangers Open Air 2027Data: 24 e 25 de abril de 2027Local: Memorial da América Latina, São PauloIngressos: à venda pelo Clube do Ingresso.
Grotta estreia com álbum gravado na urgência do punk e mira shows no Brasil e Europa

Nascida de uma reunião despretensiosa entre amigos, a banda Grotta transformou a paixão pelo skate punk e pelo hardcore dos anos 1980 em um disco de estreia que carrega toda a espontaneidade de sua origem. Formado em Piracicaba, no interior de São Paulo, o trio lançou Tomorrow Comes Today, álbum com oito faixas que mergulham em sonoridades ligadas ao skate punk, crossover, hardcore e thrashcore, mantendo a energia crua e direta que marcou os primeiros registros do projeto. A Grotta surgiu como um desdobramento da The Mullet Monster Mafia, grupo que conquistou reconhecimento internacional dentro da cena surf punk. Mas, desta vez, a proposta era outra. Inspirados por nomes clássicos como Gang Green, Agent Orange e Bad Brains, Verme, Netão e Neri decidiram revisitar a agressividade e a velocidade que ajudaram a moldar o universo do skate punk e do crossover. As composições nasceram de forma quase instantânea. Durante um encontro na casa de Verme, guitarrista e vocalista da banda, os músicos começaram a tocar, improvisar levadas e escrever letras enquanto ouviam discos antigos do gênero. As primeiras versões das músicas foram registradas de maneira totalmente caseira, com violões, batidas na mesa e gravações simples. O resultado daquele encontro acabou se transformando nas oito faixas que compõem Tomorrow Comes Today. O projeto poderia ter permanecido apenas como uma gravação informal, mas ganhou novos contornos durante a passagem de Neri pelo Psycho Carnival. Ao revisitar o material gravado no celular, o baterista percebeu que havia ali potencial para um álbum completo. Pouco tempo depois, a banda entrou no Soul de Pira Studios, em Piracicaba, e registrou todas as músicas em uma sessão rápida que preservou a urgência das composições originais. Essa velocidade também define a experiência de audição do disco. Com músicas curtas, refrões diretos e estruturas enxutas, a Grotta aposta em canções que não desperdiçam tempo. As letras acompanham a intensidade instrumental ao abordar temas como desgaste social, tensão urbana, medo, resistência e as incertezas do cotidiano. Em vez de narrativas complexas, predominam frases de impacto e mensagens condensadas, seguindo uma tradição presente tanto no punk quanto no hardcore. Além do lançamento nas plataformas digitais e no Bandcamp, Tomorrow Comes Today ganhará uma edição especial em vinil de 12 polegadas. A prensagem será viabilizada por uma união entre cinco selos independentes: Trashout Records, Orleone Records, Redlightz Records, Tupunk Records e Under Shows, reforçando a conexão da banda com a cena underground internacional. Com o álbum recém-lançado, a Grotta já começa a olhar para a estrada. A expectativa é realizar apresentações no Brasil a partir de agosto, aproveitando a passagem de Neri pelo país durante as atividades relacionadas ao Lucky Friends Rodeo. Para novembro, os planos incluem uma pequena turnê europeia, levando a energia veloz e descompromissada de Tomorrow Comes Today para além das fronteiras brasileiras. Se a estreia nasceu de maneira improvisada, o futuro da banda parece seguir em ritmo acelerado.