A Jovem Dionísio decidiu que a melhor forma de apresentar seu terceiro disco de inéditas, Migalhas, lançado nesta quarta-feira (1º de abril), era voltando para a rua. Mas eles não vão de qualquer jeito: a banda curitibana adquiriu um clássico ônibus Scania dos anos 2000 e o adaptou para ser o palco itinerante de sua nova turnê nacional.
O conceito é uma espécie de “circo contemporâneo sobre rodas”. A ideia dos “meninos de Curitiba” é estacionar em praças e espaços públicos, abrindo o ônibus e transformando o deslocamento em linguagem visual.
O disco: império do “erro” e da textura
Se você espera a perfeição milimétrica de Acorda Pedrinho, Migalhas pode te surpreender. O álbum marca um amadurecimento radical do quinteto. Gravado integralmente ao vivo em apenas duas semanas, o disco não utilizou autotune ou intervenções digitais de correção.
A aposta aqui é na respiração coletiva, na textura dos instrumentos e até no “erro” que traz humanidade à música. Sonoramente, o grupo expandiu o vocabulário com:
Sintetizadores e arranjos de cordas;
Presença marcante de violino e violões;
Compassos alternados e harmonias mais sofisticadas.
Vida no Scania
A turnê itinerante foca inicialmente no Paraná, mas deve percorrer todo o Brasil ao longo de 2026. O ônibus funciona como camarim, transporte e, claro, a estrutura de som que vai levar a catarse do palco direto para o asfalto. É um movimento que reforça o DNA indie e alternativo da banda, buscando uma conexão mais visceral com o público.
“O ônibus é uma extensão do nosso universo. Queremos levar a música para onde as pessoas estão, no tempo e no espaço em que ela acontece de forma mais real: ao vivo”, comenta a banda.