Entrevista | Supercombo – “Com as duas partes juntas é um dos discos mais incríveis da banda”

Entrevista | Supercombo – “Com as duas partes juntas é um dos discos mais incríveis da banda”

O Supercombo lança nesta sexta-feira, 10 de abril, a segunda parte do álbum Caranguejo, pela Deckdisc, concluindo um projeto concebido desde o início como um disco dividido em dois tempos. Após apresentar a primeira metade ao longo de 2025 em uma série de shows por seis estados, o novo capítulo chega com oito faixas inéditas que ampliam a proposta do trabalho, explorando diferentes climas, ritmos e atmosferas sem perder a unidade estética construída anteriormente. O show de lançamento será dia 26 de abril na Casa Natura.

Musicalmente, o rock segue como base da identidade do Supercombo, mas ganha contornos mais abertos nesta segunda etapa. A sequência se inicia com “Combustão”, uma vinheta que funciona como ponte entre as duas partes, e avança para momentos de maior impacto, como “Deixa a Maré Te Levar”, marcada por riffs mais pesados e energia crescente. Ao mesmo tempo, o álbum aprofunda narrativas já sugeridas, como em “Deixar Pra Lá”, que dialoga diretamente com “Alento”, e em “Como Se Fosse Ontem”, que revisita a nostalgia da adolescência sem se prender ao passado.

Com a Parte 2, Caranguejo se consolida como o trabalho mais elaborado da carreira da Supercombo, resultado de um período mais longo em estúdio e de uma produção refinada assinada por Victor de Souza, o Jotta. O disco completo, agora com 15 faixas, reforça o momento de maturidade criativa do grupo e sua proposta de construir álbuns como experiências contínuas. O Blog N’ Roll acompanhou de perto esse processo e esteve, na última sexta-feira (03/04), no estúdio da banda ao lado do fã-clube para uma audição exclusiva da segunda parte do projeto em primeira mão.

Como é que foi ver a recepção dos fãs agora na audição dessa segunda parte de Caranguejo?

Léo Ramos – Absurdamente incrível. A gente sempre fica numa expectativa porque a parte 1 foi tão bem recebida por eles e aí a gente pensando, né? Pô, e aí? E a parte 2? Será que a galera vai gostar? Mas eu acho que pra mim superou as expectativas, tanto pra gente quanto pra eles. Foi um momento muito legal.

Tenho certeza que com as duas partes juntas, pra mim, é um dos discos mais incríveis da banda.

Tem uma parte favorita de vocês? A 1 ou a 2?

Léo Ramos – Cara, eu acho que eu gosto mais da 2 agora.

André “Dea” – Eu acho que por ser mais novinha, todo mundo tá com a 2 no coração.

Carol Navarro – Vou votar na 2 também. É, a parte 2 tem uns rifão. Não que o primeiro não tivesse, né? Mas a 2 vai ser divertido de tocar no show.

Paulo Vaz – Eu gosto mais da segunda parte também. Eu acho que ela é mais concisa em relação aos timbres, a sonoridade. Eu sinto ela com mais pressão. Então eu gosto mais da segunda parte, mas amo a primeira também.

E qual vai ser a primeira música de trabalho dela?

Léo Ramos – Eu acho que vai ser Como Se Fosse Ontem, do Vitor Kley. Brincadeira, risos. A gente não sabia, ou a gente não lembrava, sei lá, que o Vitor Kley tinha uma música chamada Como Se Fosse Ontem.

Beijo, Vitor Kley, te amo. Mas enfim, acho que vai ser esse single o primeiro.

E sobre o que fala a letra?

Léo Ramos – É sobre nostalgia, sobre uma época em que a gente só ia pros Corujão jogar CS até de madrugada, até o dia raiar. E a vida era muito mais simples. É uma música sobre isso, mais leve, né? Levinho.