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Entrevistas

Entrevista | Alice Merton – “Aprendi com a música a não me pressionar tanto”

O início da carreira da cantora alemã Alice Merton foi arrasador. Em pouco mais de cinco anos de estrada, ela já acumula mais de 650 milhões de streams, um mega hit, além de uma temporada vitoriosa como treinador na edição alemã do The Voice.

No entanto, a autora de No Roots não vai parar aí. Quase três após seu disco de estreia, Mint, Alice Merton já prepara o sucessor, ainda sem nome, mas com três singles incríveis: Vertigo, Hero e Island.

Em entrevista ao Blog n’ Roll, via Zoom, Alice Merton revelou que não se sente pressionada para lançar algo tão estrondoso como o seu primeiro álbum. “Só quero conectar pessoas e sentimentos”, resume.

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Confira abaixo a nossa entrevista com Alice Merton.

Vertigo, Hero e Island são ótimas amostras de sua nova fase. Elas compõem um álbum cheio?

Sim, elas são parte de um álbum que está chegando. Não posso dizer exatamente quando esse álbum chega, mas deve vir no começo de 2022. E os fãs podem esperar várias partes diferentes de mim.

Decidi que gostaria de trabalhar com vários produtores nesse álbum, então sinto que ele consegue ser colorido e obscuro. Não posso dizer que é só um álbum divertido, porque todos nós passamos por momentos muito complicados nos últimos anos, então isso acabou refletido no álbum.

Hero parece autobiográfica. Ela tem a ver com sua jornada nos últimos meses?

Absolutamente. Tudo que você ouvir ou sentir desse álbum vem de alguma parte de mim, porque fui a única que escreveu as letras. Todas as músicas representam algum sentimento que tive neste ano ou no ano passado. E foi uma jornada interessante fazer isso.

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A pandemia atrapalhou de alguma forma a gravação do álbum?

Na verdade, no começo de 2020 eu queria ir para os EUA para trabalhar com esses produtores, porque moro na Europa, e todos estavam lá. Mas a covid chegou e mudou todos os meus planos. Então, encontrei produtores em Berlim que já tinham trabalhado comigo. E foi ótimo trabalhar com eles. Me diverti muito.

O que você trouxe de inspiração para essa sonoridade tão distinta entre seus singles?

Ouço muita música, para ser honesta. Mas, na realidade, tento me deixar inspirar pela visão dos produtores e pelo que sinto no momento também. Todo sentimento que tenho, tento colocar em palavras ou em música. E dependendo do sentimento, é assim que a música vai sair. Então, acho que vai muito da mágica do momento. Deixo o sentimento me levar.

Como está sua expectativa para a volta aos palcos? Vertigo tem tudo para ser muito grandiosa nos shows.

Nós já temos alguns shows na Alemanha neste ano. E sobre Vertigo, não sabia onde colocá-la no começo, porque é uma música vocalmente muito difícil de se cantar. Quando a canto, minha garganta fica um pouco cansada. Por isso pensei em colocá-la no meio do show. Sabe aquele momento que a empolgação diminui um pouco e até os fãs podem respirar um pouco? É antes desse momento que Vertigo vai entrar.

Vertigo também chegou com uma produção audiovisual incrível. Queria que você falasse um pouco como foi essa gravação.

O vídeo foi muito divertido de se fazer. Fiz com uma diretora que já conhecia e amava o estilo. Só expliquei o que queria e como me sentia, e ela trouxe ótimas ideias. Foi muito divertido e confortável trabalhar com ela. E tivemos um vídeo bem legal como resultado.

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Island veio como b-side de Hero. Apesar da sonoridade distinta, você acredita que elas conversam entre si?

Acho que de vez em quando é legal quebrar essa estrutura de ter um single e pronto. As duas músicas significam muito para mim de formas bastante diferentes. Por isso o conceito de b-side. São músicas bem diferentes, mas que pertencem uma a outra.

Mint, seu primeiro álbum de estúdio, foi um sucesso imenso. Você se sente pressionada para manter o sucesso comercial?

Estou indo com o flow. Se tem uma coisa que aprendi com a música é não se pressionar tanto. Você pode contratar os melhores produtores do mundo, mas não é isso que vim para fazer. Não penso em fazer o melhor álbum do mundo, mas penso em fazer o melhor álbum para mim, o mais honesto. E é assim que gosto de fazer música.

Minha intenção é fazer com que as pessoas criem alguma relação com as canções, que elas sintam um pouco do que me inspirou em cada uma. Tentei me distanciar daquele ‘você tem que ser a melhor e tem que ser única’.

O primeiro álbum saiu só com as coisas que vieram de mim, então busquei produtores diferentes para explorar coisas que poderiam surgir de diferente e trazer naturalmente a inspiração. É isso que tenho feito.

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Só quero que as pessoas entendam e curtam o álbum. Nunca foi meu objetivo ter o melhor álbum do mundo, só quero conectar pessoas e sentimentos.

No Roots foi o single responsável pelo sucesso de Mint. Como é a sua relação com a música? Está cansada de cantar nos shows?

Tenho uma relação muito boa com as minhas músicas, especialmente com No Roots, porque essa música foi um ‘chute na porta’. Me abriu muitas portas e me ajudou a tocar nos mais diferentes lugares.

Aliás, me dói muito não ter conseguido ir ao Brasil ainda, porque sei que a música foi grande aí, e nunca tive a chance de tocá-la para o público por aí. É surreal, porque eu adoraria estar no Brasil e ouvir minha música na rádio. Espero ir em 2022 ou 2023.

Sou muito grata por essa música. Música é minha paixão, e espero poder tocar cada vez mais e compor cada vez mais para que as pessoas possam se relacionar de alguma forma.

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Você nasceu na Alemanha, tem nacionalidade canadense e inglesa, além de ter morado em vários lugares. Isso de alguma forma impacta no seu trabalho?

Acho que me deixou mais aberta a conhecer e conversar com pessoas novas. Tenho morais fortes e uma ideia de como quero viver minha vida. Eu amo explorar, conhecer, e tenho muita vontade de conhecer o mundo todo.

Texto, entrevista e tradução por Caíque Stiva e Lucas Krempel

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