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Entrevista | Ego Kill Talent – “Por dentro estamos todos lidando com emoções”

Ego Kill Talent banda
Crédito: Vinícius Cerchiari

A banda Ego Kill Talent, enfim, divulgou o álbum The Dance Between Extremes. Com uma sonoridade que mescla melodias pop harmoniosas e grooves mais pesados, o disco foi dividido em três EPs, lançados nos últimos meses. A conclusão do projeto foi revelada nesta sexta-feira (19), em todas as plataformas de streaming.

“Estamos muito animados com esse lançamento. Tem uma característica presente na banda desde o primeiro disco que é o peso musical com riffs e grooves, mas ao mesmo tempo, uma melodia pop e harmonia. Essa terceira parte tem os dois e a música mais brutal do disco também está nela”, revela o baixista Theo van der Loo.

O Ego Kill Talent estava com uma turnê mundial programada antes mesmo da pandemia começar. Já eram oito shows e 15 festivais agendados e os músicos dividiriam o palco com Metallica e System of a Down nos Estados Unidos e Europa. Mas com as medidas restritivas, tiveram de se readequar e transformar o momento de crise em uma oportunidade para divulgar o novo trabalho.

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“Quando veio a pandemia decidimos colocar um pé no freio. Tivemos que rever essa estratégia de lançamento, uma vez que não teríamos turnê, a maior ferramenta de uma banda de rock para promover um disco. Então questionamos como faríamos e chegamos à conclusão que deveríamos lançar em três partes de maneira que tudo se completasse no final”, explica.

De Gojira a Billie Eilish nas inspirações do Ego Kill Talent

Referências não faltaram para o disco, e apesar de não criarem pensando especificamente em nenhum artista, os integrantes do Ego Kill Talent contaram com muitas influências do dia a dia, indo do metal pesado do Gojira e Sepultura, até ao rock pop de Lenny Kravitz, Phil Collins e Billie Eilish, em uma variedade de gêneros.

“Tivemos muitas referências, mas na verdade, no momento que vamos compor não pensamos em alguma banda. Deixamos vir o flow do que achamos que aquela música quer representar”.

Quanto às letras, o baixista avisa que tem algo pessoal e filosófico, sem barreiras com os fãs, partindo da meditação à física quântica e com uma pitada de vida alienígena que eles adoram citar.

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“Não nos limitamos nenhum pouco. Temos uma veia de poesia muito natural abordando desafios que todo ser humano enfrenta. As angústias, medos, os desejos, os amores, as decepções… Gostamos muito de escrever sobre esses conflitos e resoluções internas que compartilhamos. No final o ser humano é diferente do lado de fora, mas por dentro estamos todos lidando com emoções”.

Experimento audiovisual

Dando um passo além e introduzindo uma experiência audiovisual totalmente nova para os fãs, a banda também decidiu investir em videoclipes únicos para ilustrar cada música. Com personagens e narrativas pré-definidas, Theo explica que a ideia surgiu do vocalista Jonathan Dörr e que cada integrante trouxe um novo formato para o projeto, com inspirações no cinema e nas décadas de 80 e 90.

“Já tínhamos a ideia de fazer isso desde o primeiro disco, em videoclipes que os personagens conversam entre si, mas quem criou e contextualizou foi o Jonathan. Ele foi dando as ideias e fomos criando juntos com inspiração nas nossas próprias músicas. Em The Call, por exemplo, tivemos influência em Interestelar, mais na vibe da trilha sonora e da atmosfera do que no próprio personagem. Em Deliverance criamos seguindo uma pegada dos anos 80 e 90”.

Aliás, um videoclipe novo chega em breve. “Vai surgir um vídeo em breve com uma pegada nos filmes anos 80. Nos inspiramos em O Último Guerreiro das Estrelas, então posso dizer que tem um flerte com essa atmosfera”, revela.

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