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Entrevista | The Driver Era – “Música é só um reflexo do que está acontecendo”

Formado pelos irmãos Ross e Rocky Lynch, o duo The Driver Era lançou, recentemente, Girlfriend, seu aguardado segundo álbum de estúdio. Aliás, o sucessor do disco de estreia é mais experimental, passando por gêneros como o R&B e o pop.

Ross, aliás, é conhecido também pelo seu trabalho como ator. Se destacou nas séries Austin & Ally (Disney) e O Mundo Sombrio de Sabrina (Netflix), onde interpretou Harvey Kinkle.

The Driver Era, aliás, tem data agendada no Brasil. A dupla remarcou seu show para 21 de maio de 2022, no Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade), em São Paulo. Os ingressos estão à venda e custam R$ 130,00 (meia) e R$ 260,00 (inteira), no site da Livepass.

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A dupla The Driver Era conversou com o Blog n’ Roll sobre o lançamento de Girlfriend e comentou como é trabalhar em família. Confira abaixo.

Girlfriend é um álbum inteiramente produzido por vocês. Quais são as vantagens de trabalhar dessa forma? Se sentiram mais confiantes para fazer isso no segundo álbum?

ROSS: Tem muitas vantagens…

ROCKY: A principal vantagem é que, com certeza, você pode fazer o que você quiser. As possibilidades são infinitas.

ROSS: É um ambiente completamente livre, obviamente nós trabalhamos juntos por tanto tempo, nós crescemos juntos e temos gostos e ideias parecidas sobre o que é o Driver Era. Então, realmente funciona bem para nós.

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ROCKY: Nós nos preparamos até o ponto de conseguirmos produzir o álbum inteiro sozinhos. Porque no último álbum nós produzimos a maioria dos últimos lançamentos, acho que foram cinco. Acho que foi um EP ou algo assim, e foi quase totalmente produzido por nós. Portanto, fomos chegando nisso aos poucos, até chegarmos ao ponto de nos sentirmos autossuficientes. Foi divertido fazer desse jeito. Nós podemos ir até Vancouver rapidinho e voltar… podemos fazer o que quisermos.

ROSS: É um ótimo fluxo de trabalho, funciona muito bem.

Como foi o processo de criação de Girlfriend? O que pesou na hora de compor? Qual mensagem que vocês querem passar com esse álbum?

ROSS: O processo foi bem longo. Viemos trabalhando nesse álbum por um longo período. Para falar a verdade, começamos a trabalhar nele antes mesmo de saber se queríamos que fosse um álbum. Acho que no começo pensamos que íamos soltar singles, depois mais singles, porque é a maneira como as pessoas consomem música hoje em dia.

Pela primeira vez nós tínhamos um monte de músicas quase prontas… nós ficamos muito animados e queríamos fazer um disco. É quase como um diário. A música para a gente é só um reflexo do que está acontecendo. Então chamamos de Girlfriend por um monte de motivos, mas um deles é porque nós temos namoradas e aprendemos muito com elas e sentimos que todos têm muito a aprender com elas também.

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ROCKY: É sobre descobertas. Esse é o tipo de tom sublinhado nas mensagens de muitas de nossas músicas. É apenas tentar encontrar um lugar mais preciso para todos os sentimentos e tentar apenas revelar o que está escondido em qualquer forma… Toda vez que eu escrevo uma música, sempre estou fazendo isso.

Falando um pouco sobre as influências de Girlfriend, o que vocês escutam normalmente e pode ter tido alguma influência nesse trabalho do Driver Era?

ROSS: Ultimamente eu tenho ouvido vários artistas. É que tem tantos grupos e artistas incríveis lançando música o tempo todo no Spotify. Então é difícil apontar uma influência ou inspiração específica.

ROCKY: Eu acho que o nosso estilo de produzir é influenciado por tudo que já ouvimos desde os 6, 7 anos. Desde de muito jovem algo que ouvia foram os primeiros álbuns do Eminem. Acho que comecei a gostar por causa da produção. Ampla influência do R&B, hip hop, entre outros.

Trabalhar com o irmão é mais fácil? Como separar o pessoal do profissional na hora de entrar no estúdio? É tranquilo?

ROSS: Eu realmente gosto de trabalhar como irmãos.

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ROCKY: Eu realmente gosto deste cara! Risos.

ROSS: É, funciona bem para nós. Veja é tudo música. Billie Eilish e Finneas (O’Connell). Kings of Leons são irmãos e primos, Jacksons Five, eu não consigo pensar em todas as grandes combinações de irmãos da música, mas definitivamente tem uma conexão aí para muitas pessoas, com a gente incluído, para a música e membros de uma família.

Mas funciona super bem para a gente… nós moramos juntos, então podemos trabalhar nas nossas coisas o tempo todo. Somos bem parecidos e nos damos muito bem. Nós amamos isso!

Às vezes mostrar as músicas para o resto da família é um pouco deprimente porque eles têm uma grande influência porque eles são importantes para nós, mas nem sempre compartilhamos o mesmo gosto (musical). Então às vezes isso é meio assustador para mim. Mas geralmente eles gostam.

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Vocês têm mais irmãos?

ROSS: Sim. Somos eu e o Rocky e também moramos com o nosso irmão mais novo, Ryland. E a nossa irmã mais velha, Rydel vai tocar o teclado na nossa tour e o Riker, nosso irmão mais velho, toca baixo e ele também fez o nosso último vídeo clipe. Ele fez a direção.

Seus pais também são músicos?

ROSS: Não, eles só deram esse apoio desde o início.

Ross tem uma carreira como ator e alguns trabalhos de destaque, como na série O Mundo Sombrio de Sabrina. Isso é algo que te anima também, Rocky? Ou seu tempo é todo para a música?

ROCKY: No nosso último videoclipe tinham algumas cenas de ação. Eu pensei que incrível. Nós viemos para Los Angeles para fazer de tudo e mais tarde eu percebi que gostava muito de música. Mas nesse videoclipe estava me divertindo continuamente tentando falar frases simples da maneira mais natural possível. Não me vejo tentando ser ator neste momento, mas eu achei divertido… vamos ver.

Como você faz para dividir seu tempo entre atuar e tocar, Ross? Tem mais alguma novidade por vir na sua carreira como ator?

ROSS: Eu não tenho nenhum projeto agora. Eu tento fazer apenas as coisas que realmente me empolgam e neste momento é a música. Muita coisa está acontecendo, vamos fazer uma turnê, muita coisa para fazer. Mas com certeza terá algum projeto para atuar mais cedo ou mais tarde. E quando aparecer, eu vou arrumar um tempo para fazer.

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O que a série O Mundo Sombrio de Sabrina ajudou na tua formação como músico? Consegue trazer algo de interpretação para os shows, por exemplo?

ROSS: Quando estava filmando O Mundo Sombrio de Sabrina, eu morava em Vancouver. E, na verdade, foi um bom momento de inspiração para mim porque estava tocando música todo dia, tanto fazia se estava no set ou fora. Como eu não estava em todas as cenas, tive um bom tempo ocioso. Enquanto morava em Vancouver, eu tocava toda hora, todo dia. Surpreendentemente, eu tive um tempo significativo para a música.

Por falar em shows, a retomada das apresentações tem sido um ponto muito importante para os músicos. Como está a expectativa do Driver Era? Já fizeram alguma apresentação depois da flexibilização das regras contra a pandemia?

ROCKY: Em cada cidade, cada espaço para shows têm regras um pouco diferentes, então precisamos ver. Tem muita coisa que ainda precisamos entender. Mas até agora tudo parece ok.

O Brasil está no radar de vocês, inclusive com algumas apresentações já agendadas. O que vocês esperam dos fãs brasileiros? O que vem à cabeça de vocês quando escutam falar sobre o Brasil?

ROSS: Nós sempre temos ótimos momentos quando estamos no Brasil. Sempre é uma festa. (os fãs) sempre aparecem prontos para dançar e gritando e sempre nos motivam a fazer um grande show. Nós esperamos um grande show no Brasil. Nós estivemos em São Paulo e Rio de Janeiro.

ROCKY: Fizemos um passeio de helicóptero no Rio ao redor da grande estátua de um cara.

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ROSS: Do Cristo Redentor.

ROCKY: Isso! Do Cristo Redentor.

ROSS: Isso foi muito legal! Nós fizemos a tour há uns três, quatro anos atrás com o R5… Isso foi gratificante.

Quais são os próximos passos do Driver Era além da turnê de divulgação? Pretendem lançar mais álbuns cheios ou aderir aos EPs e singles isolados, como muitos artistas têm feito?

ROSS: Mais cedo ou mais tarde nós vamos soltar oito músicas uma vez que descobrirmos ao empacotar isso… nós estamos trabalhando em um novo álbum.

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*Entrevista, tradução e texto por Lucas Krempel e Isabela Amorim

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