Encontre no blog...



Geral

37 anos sem Heavy Metal: músicos relembram histórica casa de Santos

Titãs em Santos. Crédito: Acervo pessoal / Toninho Campos

Há 37 anos, Santos via uma de suas casas noturnas mais marcantes encerrar a própria história. Palco para grandes nomes do rock nacional, ainda em início de carreira, como Titãs, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Ira!, entre outros, a Heavy Metal fechou as portas em fevereiro de 1983.

A Heavy Metal (Av. Vicente de Carvalho, 18) não está guardada apenas na memória do público santista. Grandes músicos como Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, Edgard Scandurra, do Ira!, além de Tony Bellotto, do Titãs, lembram com carinho dos primeiros shows na casa que marcou os anos 1980 em Santos.

Posteriormente, o local ainda se transformou em casa de shows por mais duas vezes: Planet Z nos anos 1990 e People, no início da década 2000. Todavia, ficam as lembranças da Heavy Metal.

Continue lendo após a publicidade

Roger Moreira – Ultraje a Rigor

Crédito: Divulgação

“Não me lembro exatamente do ano, mas deve ter sido em 1982 e em 1983 (primeiro show na Heavy Metal). Tocamos mais de uma vez lá. Eu soube da Heavy Metal através do rádio, quando estava em férias no litoral. Fui na cara-de-pau até Santos e falei com o dono (Toninho Campos). Foi uma conversa curiosa, pois eu não fazia ideia de quanto cobrar, ainda éramos amadores.

Fiz um cálculo aproximado de quanto cobrávamos em São Paulo, mais despesas e chutei minha proposta. Ele, então, disse, em tom de brincadeira: “músico é uma merda mesmo, estou pagando mais do que isso!”. Mas pagou só o que eu pedi.

De qualquer forma, era uma casa muito bonita, boa de se tocar, com um público bom. Foi importante para levarmos nosso som ao litoral paulista e foi uma das primeiras vezes que tocamos fora da Capital”.

Edgard Scandurra – Ira!

Crédito: Diego Baravelli / Divulgação

“A Heavy Metal, no começo dos anos 1980, colocou a cidade de Santos no mapa da vanguarda da nova onda que surgia com bandas como Ira, Ultraje a Rigor, Titãs, Barão Vermelho, Capital Inicial, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e muitas outras. Lembro-me muito bem do técnico de som, o Lampadinha.

O público às vezes era meio arredio com as bandas paulistanas, por um óbvio bairrismo que sempre existiu, mesmo que velado, entre paulistanos e santistas. Uma vez, quando eu tocava com o Ultraje a Rigor na Heavy, um garoto subiu no palco e jogou o meu microfone ao chão.

Outra vez, quando ainda tocava com o Ultraje, fomos comer numa pizzaria. Tentamos sair sem pagar (uma espécie de esporte para a banda na época) e fomos surpreendidos na frente da recepção pelo garçom e o dono do restaurante.

Continue lendo após a publicidade

Eu também, pegava ônibus, São Paulo-Santos, só para assistir ao show do Capital Inicial, que eu gostava muito, principalmente da Helena, a irmã do baterista e do baixista, Fê e Flávio Lemos”.

Tony Bellotto – Titãs

Crédito: Reinaldo Hingel / Divulgação

“Fizemos shows memoráveis no Heavy Metal. Era um lugar agitadíssimo e louco. Na primeira vez em que tocamos lá, antes de fazer sucesso, nos metemos numa briga homérica com alguns surfistas, todo mundo levou muita porrada, foi inesquecível”.

ACOMPANHE

FacebookTwitterInstagramSpotifyYoutube
PUBLICIDADE

CATEGORIAS

PUBLICIDADE

Posts relacionados

BR

Desde a morte de George Floyd por forças policiais em Mineápolis, nos Estados Unidos, em maio último, a luta contra o racismo ganhou força...

BR

O Instituto Arte no Dique vai apresentar mais uma edição do Som das Palafitas, um de seus projetos na comunidade do Dique da Vila...