Millencolin entrega set nostálgico para surfistas e fãs de Tony Hawk

Millencolin entrega set nostálgico para surfistas e fãs de Tony Hawk

O Millencolin possui uma relação simbiótica com o Brasil que já dura quase três décadas. Desde a primeira visita em 1998, os suecos aprenderam a ler o público brasileiro como poucos. No show da Audio, a banda estava visivelmente relaxada e em clima de festa, celebrando não apenas o encerramento da bem-sucedida We Are One Tour 2026, mas também um feito esportivo: a classificação da Suécia para a Copa do Mundo após vencer a Polônia. A euforia era tanta que os músicos adotaram a comemoração de Viktor Gyökeres, craque do Arsenal, simulando a máscara do vilão Bane sobre o rosto.

Musicalmente, o que se viu foi uma “metralhadora” de clássicos. A sequência inicial com Penguins & Polarbears, Bullion, Sense & Sensibility, Ray e Olympic é o tipo de setlist que não deixa ninguém parado. Os guitarristas Mathias Färm e Erik Ohlsson continuam sendo o motor visual do grupo, transbordando uma alegria genuína por estarem ali. Já o frontman Nikola Šarčević mantém sua postura mais contida, que para alguns pode parecer desinteresse, mas que se revela apenas um estilo próprio de condução, especialmente da metade para o fim, quando ele se solta e interage com a empolgação dos companheiros.

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O ápice emocional veio com o resgate de Mr. Clean, que transportou os veteranos de volta aos anos 90, na era das fitas VHS de surf e do icônico CD azul da revista Fluir. Para fechar, o hino No Cigar, imortalizado na trilha de Tony Hawk’s Pro Skater, transformou a Audio em um coro uníssono. O Millencolin entregou uma performance leve, nostálgica e impecável, reafirmando seu status de lenda do hardcore melódico.