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Resenha: Legião Urbana no Mendes Convention

WLADIMYR CRUZ

De volta a Santos -cidade onde a Legião Urbana fez seu último show com Renato Russo em janeiro de 1995, e o primeiro desta turnê comemorativa- Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá mais uma vez celebraram os 30 anos de seu primeiro álbum, e não somente, também revisitaram seu catálogo e seu impressionante cancioneiro de hits.

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Em cena, acompanhados de uma competente banda de apoio e do vocalista André Frateschi -que vale citar, esbanja personalidade e em nenhum momento tenta imitar Russo-, o show tem ares de musical tributo, ou ao menos é assim que deve se encarado. Dizer que eles são uma banda cover de luxo é diminuir demais os papeis de Dado e Bonfá na história do conjunto, mas também não podemos afirmar que tínhamos a Legião Urbana no palco. Sem Renato Russo ela não existe. Entre uma opção e outra, temos um competente e emocionante tributo.

Na parte inicial do show, o primeiro disco da banda é executado na íntegra, sem respiro, uma canção em cima da outra. Com uma disposição invejável, e tocando muito bem, Dado é o frontman do show, mas divide o protagonismo com seu baterista e vocalista sem medo. Destaca-se o momento em que, durante O Reggae, Dado recita versos de Guns Of Brixton do The Clash para um público, em sua maioria, perdido na referência.

Curioso inclusive perceber que, ao contrário do que se espera, o público não tem o primeiro disco da Legião na ponta da língua, com a maioria dos presentes ignorando canções como Petróleo Do Futuro, Perdidos No Espaço e A Dança.

Após o disco na íntegra, um breve intervalo, com direito a uma gravação e projeções de Renato Russo, e o retorno para ai sim, uma enxurrada de clássicos mais populares.

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Não faltaram Meninos e Meninas -com participação de Miranda Kassin, Fábrica e 1965 (Duas Tribos) -com participação de Jonnata Doll, além de Daniel na Cova dos Leões, Tempo Perdido, Índios, Teatro Dos Vampiros, Eu Sei e tantas outras que provam que um catálogo como este vai além de discussões sobre formação, é verdadeiramente um patrimônio cultural brasileiro.


Vídeo: Felipe Monteiro

Para o bis, Faroeste Caboclo e seus nove minutos de improbabilidade pop, pontuais e breves observações políticas de Dado, e a dobradinha final com Perfeição e Que Pais é Esse!. No público, o coro de é a porra do Brasil no refrão da música, um começo de briga entre senhores alcoolizados, um outro senhor fumando escondido da segurança e uma hipocrisia latente.

Lá fora, taxistas quebrando o carro de um motorista Uber, e este escriba com a sensação de que o discurso e a mensagem ainda precisa ser repetida ad eternum, já que muitos ainda entenderam nada. Vamos celebrar a estupidez humana e a de quem escreveu este review. Venha, que o que vem é perfeição…

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Fotos: Wladimyr Cruz e Ludmila Bonani

1 Comment

1 Comment

  1. Celso Nogueira

    31 de julho de 2016 at 15:50

    Taxistas idiotas,

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