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Trocadero Philadelphia, Pa June 9, 2013DerekBrad.com

Breakdown - Danielle Cameira

Breakdown #04 – The Word Alive lança Misery e começa nova fase musical

DANIELLE CAMEIRA

Uma das melhores sensações de curtir muito o trabalho de uma banda é acompanhar seu desenvolvimento através do tempo. Na verdade, há controvérsias. Há quem prefira que as bandas mantenham seus estilos musicais e apresentem sempre “mais do mesmo”. Fato é que o som de todas elas evolui, mas nem sempre para a direção onde todos gostariam.

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Coisa parecida está acontecendo com a banda americana de metalcore The Word Alive. Como esse espaço é uma coluna semanal, abro mão da neutralidade para afirmar que é uma das minhas favoritas, com músicos incríveis e está sempre pronta para me surpreender. Na semana passada, o quinteto lançou sua nova música Misery e dividiu a opinião dos fãs.

O lançamento, segundo eles, representa uma nova fase da banda e tem o objetivo de preencher um vazio entre o último álbum de estúdio (Dark Matter, lançado em março do ano passado) e o próximo, que ainda não tem previsão de lançamento.

Mais melódica e menos gritada do que o normal, a banda declarou que a música é muito pessoal e fala sobre um tipo de pessoa que todo mundo já conheceu durante a vida, aquela tóxica, capaz de se disfarçar no início de um relacionamento e que depois deixa transparecer suas “verdadeiras cores”.

Seja pela música mais tranquila ou a identidade mais colorida da banda, vale a pena ouvir a música e conhecer um pouco do trabalho do The Word Alive. Só lembrando: eles vêm ao Brasil em junho deste ano para apresentações em Curitiba e São Paulo, junto da Silverstein e For The Fallen Dreams.

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Dança das cadeiras
Formada atualmente por Telle Smith (vocal), Zack Hansen (guitarra e backing vocal), Tony Pizzuti (guitarra e backing vocal), Daniel Shapiro (baixo e backing vocal) e Matt Horn (bateria), a The Word Alive nasceu em 2008, na cidade de Phoenix, no Arizona.

Mas a banda já sofreu uma boa dança das cadeiras desde seu início. Em uma das últimas colunas, em que falei sobre o início da Blessthefall, comentei que a banda havia sido fundada por Craig Mabbit, que acabou deixando a banda por problemas pessoais. Com o The Word Alive a história é parecida. Ela foi criada como um projeto paralelo de Mabbit, que já fazia parte do Escape The Fate. Em 2008, aconteceu algo parecido. Enquanto Mabbit estava em turnê com o ETF, foi substituído por Telle Smith, porque a banda queria seguir em frente com seu projeto e não poderia esperar por ele. O primeiro baterista da banda, Tony Aguilera, também saiu da banda ainda em seu primeiro álbum.

Telle smith

Tell Smith

Já com bom entrosamento, lançaram em 2009 o álbum/EP Empire, com seis músicas. Muito mais gritado e com pouca pegada eletrônica – que é uma característica marcante da banda -, o álbum nos presenteou com músicas como The Only Rule is There Are No Rules.

Deceiver (2010)
Muito aguardado pelos fãs da banda, o primeiro álbum completo saiu do forninho em abril de 2010. Nele que, para mim, é um dos melhores trabalhos da banda não faltam gritos, breakdowns, riffs rápidos, samples eletrônicos e algumas músicas mais calminhas também.

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A proposta do álbum era justamente esse: ser pesado e trazer músicas mais calmas e bonitas nas horas certas. E conseguiram. Entre as melhores, estão Battle Royale, 2012, Epiphany e You’re All I See.

Em 2010, a banda sofreu mais uma substituição: o baixista Nick Urlacher deixou a banda e foi substituído por Daniel Shapiro.

Life Cycles (2012)
Depois do sucesso do Deceiver, a banda saiu em turnê e, no final de 2011, entrou em estúdio para gravar um novo álbum. Enquanto o Life Cycles era gravado, a ideia era apresentar 17 músicas, mas a dança das cadeiras mudou o rumo da banda outra vez. O tecladista Dusty Riach e o baterista Justin Salinas deixaram o grupo e para finalizar o álbum convidaram Matt Horn (ele mesmo, novo baterista da banda). Em seguida, Luke Holland entrou como baterista já nas primeiras aparições ao vivo, sem ter participado do trabalho em estúdio.

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luke holland 2

Luke Holland

Na época, Holland tinha apenas 19 anos, chamava muita atenção pela destreza na bateria em seu canal no YouTube e logo virou “a cara” do The Word Alive.

Muito pesado e gritado, a banda caprichou nos refrões mais melódicos – do tipo que dá vontade de cantar em coro sempre -, nos trechos eletrônicos e também na qualidade do som, mais maduro que os álbuns anteriores. Destaque para músicas como Bar Fight, Dragon Spell, Live a Lie e Life Cycles com seu coro I rather die for what I believe, than live a life without meaning.

Real (2014)
Se você pensa que as músicas que começam com gritos em coro terminaram, esqueça. Esse álbum é considerado como o mais “pessoal” do The Word Alive, com letras mais motivacionais e uma pegada mais leve em algumas músicas, mais melódicas do que em álbuns anteriores.

Não à toa, o álbum foi recebido com muito carinho pelos fãs. As músicas mais significativas do álbum, na minha opinião, são: Lighthouse, Runaway e Never Forget.

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Prova de como esse álbum se apresenta mais pessoal, com letras positivas e mensagens motivacionais para os fãs, Lighthouse tem o seguinte coro: “We stand up tall / Even in the dark / Never forget we are a lighthouse burning all / They can’t hold us back / Never forget we are a lighthouse burning all / We will shine on / To bring us back home”.

Dark Matter (2016)
Letras mais profundas e músicas mais dinâmicas. Essa foi a proposta do último álbum de estúdio da banda, que queria presentear sua fã base com algo que representasse sua identidade. Não tem como não curtir o som de músicas como Trapped, Sellout e Made This Way.

TWD 2016

O álbum marcou mais uma mudança na banda. Cinco anos após ter assumido as baquetas no The Word Alive, Luke Holland decidiu deixar o grupo por motivos pessoais em novembro do ano passado. Embora tenha deixado claro que não tinha qualquer outra banda em mente, estava decidido a continuar com sua produção musical e seu canal no YouTube (LukeHollandDrums). O canal, inclusive, é uma boa pedida para quem quer conhecer mais o trabalho flexível do baterista.

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