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Entrevista | Tuca Mei: “me inspiro muito em mulheres guerreiras”

Recentemente, a cantora carioca Tuca Mei lançou um novo single. Em resumo, Bem Mulher (Ela Vem Do Mar) integra o seu segundo EP, Desatino. O trabalho marca uma nova fase na carreira de Tuca. “Falo desse meu caminhar, num lado mais solar meu, já que meu primeiro contato com a música foi mais lunar, introspectivo”.

Bem Mulher (Ela Vem do Mar) é uma MPB com pegada mística, pop e repleta de luz. Ademais, a artista fala sobre a mulher que abraça sua essência, em uma busca por si própria. Ou seja, é como o mar, que carrega diversas profundidades e tons. O single foi produzido no Estúdio Camelo Azul, por Barbanjo Reis e Sergin Carvalho.  

Por fim, a cantora não poderia escolher outro lugar senão a praia para a gravação do videoclipe que acompanha a canção. Banhado pela essência feminina e da natureza, o trabalho teve a direção de Anderson Cabs.

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Em entrevista ao Blog n’ Roll, Tuca Mei conta mais detalhes sobre essa nova fase, além de comentar planos para o futuro.

Da onde surgiu a sua inspiração para compor a música Bem Mulher (ela vem do mar)?

R: Eu compus essa música em um momento que estava muito ligada ao meu feminino. E é por isso que eu quis fazer músicas muito voltadas para o feminino no meu EP. Então, eu estava ligada ao sagrado, a minha ancestralidade feminina e ao significado do feminino de acolher. Isso tudo se conectou com o momento que eu estava frequentando muito o centro espírita, um local onde eu trabalho as minhas energias.

Eu compus essa música em menos de 30 minutos, dois dias após ir ao centro. Portanto, eu estava muito inspirada e conectada com a energia da mulher. Foi muito interessante, eu acho que essa canção tem uma ligação com essa mistura espiritual com o feminino.

Como foi o processo criativo para o videoclipe do single?

R: Foi um processo criativo junto com o produtor e diretor Anderson Cabs, que faz parte desse estúdio independente que eu produzia música. A gente fez toda essa organização juntos, mas eu já sabia que eu queria que o clipe fosse perto mar e que tivesse outras mulheres.

E mesmo com as nossas diferenças, como histórias de vida, eu queria me sentir parte e passar a mensagem de que nós mulheres precisamos dessa união. Também precisamos abraçar as nossas diferenças e nossa forma luminosa de ser.

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Então o clipe teve muito esses elementos do mar, dessas figuras dessas mulheres, principalmente com a presença da minha mãe e da minha vó. E pra passar essa energia de força feminina, eu queria que misturasse algo espiritual, uma ode à feminilidade. Mas que também tivesse algo de concreto nisso tudo e que transmitisse essa energia de amor, acolhimento, empatia e empoderamento.

Uma pessoa que está vendo esse vídeo, independente de onde ela veio, de onde ela está ou está sentindo, sentisse alguma luz. Foi algo muito espontâneo e fluido.

Como a sua mãe e a sua avó reagiram ao convite para participar da gravação?

R: Elas são um pouco tímidas com câmera, então acabaram ficando meio receosas. Mas eu falei muito sobre a importância de elas estarem comigo e da força delas. Essa busca de nós, como mulheres, veio de outras mulheres. Entender o que essas outras mulheres viveram.

Eu quis transmitir essa força feminina e entender que nós viemos de algum lugar e honrar esse lugar que a gente veio. A gravação foi muito divertida, a ponta foi muito curta do clipe, mas que foi muito bom e emocionante. Ficamos emocionadas fazendo.

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Quais são as suas inspirações musicais?

Eu gosto de muitas coisas diferentes. Algumas inspirações são Lady Gaga, Elton John, Marisa Monte, Caetano Veloso, Tom Jobim, Elza Soares, Maria Bethânia, Milton Nascimento e Criolo. Em geral, bandas alternativas e cantoras MPB.

O que você tem ouvido, recentemente?

R: Eu sou uma pessoa muito eclética musicalmente. Tenho escutado a cantora Céu (principalmente o último álbum dela), Duda Beat, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Novos Baianos…

Eu gosto muito da MPB, do pop e também da parte alternativa, como Jaloo, Carne Doce, MC Tha. Ando escutando muito essas referências alternativas. Também gosto muito de bossa nova, jazz, blues e reggae.

Como você tem se reinventado, como artista, durante esta quarentena?

R: Estou buscando entender o meu propósito como artista; o que eu quero falar com a minha arte, o que eu quero transmitir, o que eu quero transformar. Não estou uma máquina de compor, estou em um momento de bastante reflexão de onde eu quero seguir no meu caminho. E ao mesmo tempo estou me descobrindo de outras formas.

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Eu acabei de executar cenas para um clipe feito em casa, em isolamento, para o meu próximo single que se chama Quer Me Amar (Mergulhar). Eu consegui me perceber uma produtora, uma pessoa que criou esse conteúdo.

Aprendendo a me gravar cantando, fazer coisas sozinha, desenvolver minha arte de outras formas e isso expande para a minha carreira musical. Estou gostando de descobrir essas minhas novas facetas.  

E pós pandemia, quais são os seus planos?

R: Quero voltar a organizar e fazer shows, caso seja possível. E viajar com a minha música para alguns lugares, levando o meu som. Ter mais convivência com outros artistas, conhecer novos trabalhos de novos artistas, ir para os seus shows e me desenvolver mais musicalmente.

Talvez fazer alguns cursos, estudar mais música. Isso eu sei que posso iniciar de alguma forma nesse isolamento, mas eu acho que expandir com a rotina do dia a dia de sair na rua, e desse encontro face a face com as pessoas, essa troca.

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Qual mulher mais te inspira?

R: Eu me inspiro muito em mulheres guerreiras, determinadas e que não desistem de projetar o que elas pensam e querem falar para o mundo. Eu acredito que todas essas mulheres artistas que mencionei, como Lady Gaga, Céu, Elsa Soares, Betânia são pessoas que têm uma voz para se colocar para o mundo e torná-lo um lugar melhor.

Mas acho que as mulheres que me inspiram mais são aquelas que estão perto de mim no dia a dia, como a minha irmã, minha mãe e minha avó. Me inspiro nas mulheres da minha família, mas as mais próximas a mim são essas três. São pessoas que estão sempre muito perto de mim e me ajudam no meu caminhar e nas minhas escolhas. Eu aprendo muito com elas.

Você participará da ação social promovida pelo o Blog n’ Roll em prol do Dique da Vila Gilda. O que espera do evento?

R: Eu achei a iniciativa muito legal. É muito necessária essa ajuda nesse momento tão difícil que o país está vivendo. Nós como artistas precisamos nos posicionar e trazer uma coisa positiva para o mundo. Espero ajudar e contribuir para essa ação social.

E espero união e força para seguirmos com positividade e com amor no coração e esperando o melhor do mundo e de nós como humanidade. Estou bastante animada para participar!

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