Mari Romano reflete a importância do encantamento cotidiano no enérgico álbum Além da Pele

A compositora, arranjadora e produtora carioca Mari Romano decidiu habitar a própria pele de forma completa em seu segundo álbum de estúdio. Além da Pele é um marco de maturidade pessoal e artística que transita por um universo popular e experimental, onde arranjos de sopros minuciosos encontram batidas eletrônicas e a força da percussão brasileira e latino americanas para refletir sobre crise climática, ansiedade digital e a urgência de estar presente no agora. Mari Romano estava sumida da música já faz alguns anos, mas não dos tocadores. Desde 2018, ela se consolidou como um dos principais nomes na área de produção de podcasts no Brasil. Mas em 2026, se prepara para um retorno à música autoral, com um lançamento especial. Além da Pele é seu novo disco, de 11 faixas, todas diferentes entre si.  “Quis aproveitar esse trabalho para fazer tudo o que eu queria. Não penso em fazer um próximo disco tão espalhafatoso como esse. Minha ideia era transmitir uma espécie de encantamento radical, saiu um disco eufórico”, reflete ela. “Estamos o tempo todo nos comparando com os outros, vivendo na alteridade do meio digital. Eu sofria muito com essa ansiedade. Aterrar em mim mesma me deixou mais presente e acalmou essa aflição. Quis fazer um disco vivo, curioso, com energia, mas que carregasse também a complexidade da vida”. O repertório é um mosaico de ritmos que desafia classificações rígidas. Da ironia ácida de Tudo Errado, inspirada no New Jack Swing, ao samba bem-humorado de Maluco da Retronoia com a percussão mestre de Zero Telles, Mari Romano demonstra domínio técnico e narrativo. O álbum explora desde a hipnose industrial da faixa em inglês Mosquito até a influência folclórica argentina em Sentimento e Nada, composição que remete aos anos em que Mari viveu em Córdoba. O encerramento com Ilusão Delícia traz uma mensagem de renascimento, transformando dores em um samba luminoso que celebra a capacidade humana de recomeçar. Mari Romano iniciou sua jornada musical aos 11 anos e, desde então, acumulou experiências que passam pelo coletivo Xanaxou, pela graduação em Composição na Argentina e pela produção do elogiado Romance Modelo (2017). Sua carreira como editora de som de grandes podcasts brasileiros (incluindo produções como Foro de Teresina, Pistoleiros, Maníaco do Parque e Reply All) refinou sua percepção estética, permitindo que, em Além da Pele, ela assumisse o protagonismo total: das vozes e guitarras aos arranjos de metais. Os arranjos foram escritos por Mari Romano e executados pelo trio Copacabana Horns (formado por Marlon Sette, Diogo Gomes e Jorge Continentino, músicos que acompanham  nomes como Caetano Veloso e Maria Bethania), e Aline Gonçalves. Além disso, a artista reuniu um time estelar de músicos: Kassin (baixo), Jeremy Gustin e Pedro Fonte (bateria), Danilo Andrade e Thomas Jagoda (pianos e synths), Guilherme Lirio e Rafael Barone (baixo), Vitor Wutzki e Bichinho (guitarras), Abel Souza (cavaquinho), além da percussão de Zero Telles e Marja Lenski. “É impressionante quanto a gente ganha da vida quando começa a habitar a própria pele de forma completa. Sem fugir dela, sem fugir da vida. Esse disco é a celebração desse momento. De quando entramos em sintonia com nós mesmos, passamos a estar no mundo, com tudo o que ele tem: sujeita, alegria, vacilos, amores, sonhos, frustrações. Pra mim esse disco é isso”, conta Mari. Mais do que um retorno, esta é  uma afirmação de identidade. Um disco que convida a dançar, sentir, não se perder de si, e lutar pelas coisas que importam. Além da Pele está disponível em todas as plataformas de música digital.

Paul McCartney lança álbum The Boys of Dungeon Lane

Após um hiato de mais de cinco anos em seus lançamentos solo, o eterno beatle Paul McCartney apresentou The Boys of Dungeon Lane, um álbum que se autodefine como a “história antes da história”. Uma viagem à Liverpool do pós-guerra Mais do que um simples conjunto de canções, o novo trabalho é uma coleção de memórias íntimas. Com foco total na introspecção, McCartney abre o baú de recordações e compartilha passagens que nunca haviam sido reveladas ao público. O álbum transporta o ouvinte para a Liverpool da década de 1950, descrevendo com uma franqueza rara: A rotina e a resiliência de seus pais no pós-guerra; Os primeiros acordes e aventuras compartilhadas com John Lennon e George Harrison; A vida cotidiana muito antes da explosão da beatlemania. Vulnerabilidade e legado The Boys of Dungeon Lane mostra um Paul McCartney em estado de espírito sincero e reflexivo. Ao revisitar os alicerces de sua formação, o artista explora o que moldou não apenas sua vida, mas também a base da cultura popular moderna. É, sem dúvida, o projeto mais pessoal e transparente de toda a sua trajetória.

Violet Grohl mergulha na nostalgia do rock alternativo em álbum de estreia

A cantora e compositora Violet Grohl lançou o seu álbum de estreia, Be Sweet To Me. Composto por 11 faixas, o projeto é um tributo sonoro ao final dos anos 1980 e início dos anos 1990, um período que a artista descreve como autêntico e cru. Referências e atmosfera de Violet Grohl O disco é uma colagem de influências que moldaram o gosto musical de Violet desde a infância. Na sonoridade do álbum, é fácil identificar ecos de nomes fundamentais do rock alternativo e grunge, como Pixies, Soundgarden, Cocteau Twins, The Breeders, PJ Harvey, Björk, Alice in Chains, L7 e Juliana Hatfield. Segundo a artista, o objetivo foi capturar a mensagem e o visual de uma época que considera poderosa. “Existe algo muito autêntico na música daquele tempo”, comenta. Influências cinematográficas Além da música, Be Sweet To Me traz uma carga visual e narrativa fortemente influenciada pelo cinema. Fã confessa da obra de David Lynch, Violet transpôs essa estética para as suas composições. Um dos exemplos mais claros é a faixa What’s Heaven Without You, que explora contornos impressionistas e nasceu de sentimentos melancólicos após os incêndios em Altadena, Los Angeles. O resultado é um trabalho cinematográfico que consegue ser, ao mesmo tempo, uma homenagem ao passado e uma afirmação da identidade artística atual de Violet Grohl.

Asfixia Social mistura hardcore, rap e ritmos brasileiros no álbum “Mess Bigger”

Com quase duas décadas de estrada, o quinteto paulistano Asfixia Social acaba de lançar o álbum Mess Bigger, um trabalho que traduz o barulho, as tensões e a urgência das calçadas das metrópoles em forma de música pesada. O disco traz oito faixas inéditas e foi produzido pela própria banda em parceria com Pedro Garcia (baterista do Planet Hemp). O resultado é um híbrido explosivo que une a agressividade do punk e do metal com o balanço do ragga, do ska, do rap e de ritmos genuinamente brasileiros, como o baião e o funk carioca. Caldeirão de ritmos de rua Para o vocalista e trompetista Kaneda Mukhtar, o álbum é uma reverência direta à cultura de rua em sua raiz de luta. A atual formação, que conta também com Thiko Garcia (guitarra), Leo Oliveira (baixo), Jahya (saxofone) e Barba (bateria), não tem medo de experimentar. >> LEIA ENTREVISTA COM ASFIXIA SOCIAL O grande destaque do repertório é a pesada Baião de Dois. A música promove uma fusão de metal, soul e baião, servindo de base para uma letra forte que aborda a desigualdade social e a fome nas grandes cidades, trazendo referências à justiça de Xangô. Outro choque de realidade vem em Capoeira-Karatê, que une a batida do funk carioca à fúria das guitarras do hardcore para falar sobre sobrevivência e insubmissão urbana. Já a abertura com Revolutionary Rapport funciona como uma rádio pirata periférica, cujo videoclipe reúne imagens da turnê europeia da banda realizada em 2025, conectando grandes festivais e ocupações artísticas alternativas do velho continente. Time de convidados Para encorpar a sonoridade de Mess Bigger, o grupo recrutou um time de peso nos bastidores. O álbum conta com arranhões de prato do icônico DJ Erick Jay (vencedor de cinco títulos mundiais de DJ), batidas de Carlos PXT, além das colaborações de Henrique Kehde e do multi-instrumentista Dendê Macedo.

Clássicos de Erasmo Carlos nos anos 70 ganham rimas do rap nacional

“Eu não quero mais conversa / Com quem não tem amor”. Quando Erasmo Carlos cantou esses versos em Gente aberta, no início da década de 1970, ele não estava apenas lançando uma música, estava assumindo uma postura política e existencial diante de uma ditadura militar asfixiante e de uma sociedade careta. Mais de meio século depois, essa mesma urgência ressurge com o lançamento de Mano (Universal Music), álbum que promove um encontro histórico e sem precedentes entre o rap nacional e o acervo do Tremendão. Lançado no último dia 22, como parte das celebrações do que seriam os 85 anos do cantor (comemorados em 5 de junho), o projeto não é um amontoado de remixes eletrônicos genéricos. Trata-se de uma verdadeira conversa de estúdio. Os rappers entraram direto nos fonogramas originais, rimando e dialogando por cima das fitas master e da voz de Erasmo, que segue viva e potente. “Boom” de Ainda Estou Aqui O recorte do projeto foca em uma fase de ouro muito específica da discografia do cantor: o período entre 1971 e 1974, representado pelos álbuns Carlos, Erasmo (1971), Sonhos e memórias – 1941/1972 (1972) e 1990 – Projeto Salva Terra! (1974). Foi a época em que Erasmo deixou de lado a inocência da Jovem Guarda para cantar crises existenciais, desordem urbana, drogas, paternidade e liberdade de espírito. Esse repertório voltou ao centro das atenções mundiais após a canção É preciso dar um jeito, meu amigo integrar a trilha sonora do filme Ainda estou aqui, de Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional. A música estourou nas plataformas de streaming como a mais ouvida de Erasmo, provando que sua lírica dos anos 70 continua assustadoramente atual. Ideia de família A semente do projeto nasceu de conversas entre Erasmo e seu filho e empresário, Léo Esteves. Eles queriam fazer circular canções que o compositor amava, mas que nem sempre cabiam nos shows de turnê. Para garantir que o material ganhasse o tratamento artístico que merecia, Léo convocou o produtor Marcus Preto, diretor artístico dos últimos álbuns do Tremendão em vida. Foi de Marcus a ideia de usar o rap. “Pensamos: por que não dar essas bases analógicas clássicas para a galera do rap abrir, amostrar e rimar por cima? É a própria linguagem do hip-hop. Virou um formato de dueto de verdade, onde a voz de Erasmo é o núcleo central”, explica o diretor artístico. Faixa a faixa

Vida adulta e família moldam o visceral “Co.War.Dice.”, novo álbum do Marmozets

Quem acompanhou a explosão do rock alternativo e do post-hardcore britânico na década passada sabe o impacto que o Marmozets causou com sua mistura caótica de riffs matemáticos e vocais explosivos. Após um longo silêncio que se arrastava desde o elogiado Knowing What You Know Now (2018), o quinteto lançou na última sexta-feira (22) o seu terceiro álbum de estúdio, intitulado Co.War.Dice. O novo trabalho não tenta apenas replicar a fúria juvenil do passado; ele reflete a maturidade de uma banda que aprendeu a canalizar sua energia em canções mais diretas, melódicas e estruturadas, sem perder a pegada agressiva que sempre foi sua marca registrada. Nova dinâmica familiar do Marmozets A semente de Co.War.Dice começou a brotar longe dos palcos caóticos. A vocalista Becca Bottomley e seu marido, o guitarrista Jack Bottomley, tornaram-se pais e se estabeleceram em uma rotina mais pacata. Foi durante uma jam descompromissada na sala de casa, em uma noite de sexta-feira, que o casal escreveu New York, a primeira composição inédita do grupo em anos e o estopim para a reunião da banda. O projeto continuou sendo um verdadeiro “negócio de família”. O irmão de Becca, Josh Macintyre (bateria), ajudou a lapidar as primeiras demos em casa. Já o outro irmão, Sam Macintyre, assumiu o baixo após a saída amigável do membro original Will Bottomley. Essa nova configuração trouxe um espaço criativo inédito para o grupo, que buscou inspiração no punk clássico do The Cramps e na esquisitice eletrônica do Devo. Para garantir o peso ideal, eles recrutaram o produtor Johnathan Gilmore (conhecido por seus trabalhos impecáveis com Nothing But Thieves e Biffy Clyro). “Este é um álbum que reflete sobre o estado do nosso mundo e uma promessa a nós mesmos de deixá-lo em um lugar melhor. Talvez nunca causemos um grande impacto, mas só podemos tentar. Escolhemos um final feliz”, reflete Becca Bottomley.

Ecca Vandal lança álbum de estreia gravado em quarto de infância

Se você está cansado de lançamentos previsíveis e fórmulas de algoritmo, a sua nova obsessão musical acaba de ganhar nome, sobrenome e um disco de estreia avassalador. A cantora e compositora Ecca Vandal lançou pelo prestigiado selo Loma Vista Recordings o álbum Looking For People To Unfollow. O trabalho é a perfeita tradução do caos controlado: um disco calcado no punk rock, mas que não tem o menor medo de colidir com o hardcore, o jazz, o reggaeton e até batidas tradicionais de bhangra indiano. Manifesto da desconexão digital O conceito do álbum está diretamente ligado à forma como ele foi concebido. Cansados da pressão constante por métricas, redes sociais e a necessidade de “permanecer visível” no feed, Ecca e o produtor Richie Buxton tomaram uma decisão radical: desligaram os celulares e isolaram-se por quase dois anos no quarto de infância de Richie. Com uma internet dolorosamente lenta que impossibilitava o uso de redes sociais, o quarto virou um universo particular e livre de expectativas mercadológicas. “Nós eliminamos tudo o que não nos servia. Aquele pequeno quarto acolheu todo o nosso caos e toda a nossa clareza. Um pequeno espaço onde podíamos brincar e experimentar como adolescentes novamente. Queríamos celebrar o formato longo, a ideia de um álbum como uma obra completa de arte”, revela Ecca. Do treinamento de jazz à fúria de Fugazi A bagagem de Ecca Vandal explica sua versatilidade sem limites. Nascida em uma família de origem cingalesa na África do Sul e criada na Austrália, ela cresceu ouvindo soul, gospel e música do sul da Índia. Mais tarde, recebeu treinamento formal de jazz no Victorian College of the Arts. Foi na faculdade de música que alguns colegas lhe apresentaram a fúria e o experimentalismo de Radiohead, Fugazi, Pixies e Björk. Esse choque estético mudou sua percepção sobre a expressão de sentimentos na música. Para Ecca, a lendária Billie Holiday e Ian MacKaye (do Fugazi) carregam exatamente a mesma urgência e expressividade vocal. Essa colisão de mundos transborda no disco. Faixas como Eyes Shut e Dance in Debt trazem guitarras estridentes de skate rock e a fúria do d-beat, enquanto a colossal Do it Anyway constrói um hino de libertação feminina em cima de uma batida pesada de reggaeton. Conquistando as arenas do mundo Se você ainda não ouviu falar dela, as maiores bandas do planeta já ouviram. Ecca Vandal e sua banda de apoio já excursionaram ao lado de gigantes como Queens of the Stone Age, IDLES, The Prodigy e, recentemente, fizeram barulho no festival Coachella. Atualmente, ela está na estrada como show de abertura oficial dos shows do Deftones e do Limp Bizkit e, em breve, embarca para uma maratona de festivais de verão na Europa, incluindo os icônicos Rock am Ring (Alemanha), Roskilde (Dinamarca) e Pinkpop (Holanda). No fim de 2025, aliás, foi uma das atrações de abertura do show do Limp Bizkit no Allianz Parque, em São Paulo.

Fito Páez celebra a vida e lança o álbum de renascimento “Shine”

Há artistas cuja vida corre em paralelo com a própria intensidade de suas composições. Para o mestre argentino Fito Páez, um dos maiores nomes da história do rock latino-americano, o ano de 2025 guardou um de seus capítulos mais dramáticos e, ao mesmo tempo, transformadores. No início de setembro do ano passado, Fito sofreu um grave acidente doméstico que resultou na fratura de nove costelas, exigindo uma cirurgia complexa e meses de repouso absoluto. Dessa temporada forçada de silêncio e reflexão nasceu Shine, o seu mais novo álbum de estúdio que acaba de chegar às plataformas digitais, além de edições físicas em CD e vinil. Composto por 13 faixas inéditas, o disco funciona como um verdadeiro manifesto de resiliência e um agradecimento por estar vivo, lúcido e ativo. Retorno à essência analógica dos anos 70 Em Shine, Fito Páez deixa de lado as produções excessivamente digitais para abraçar o calor do rock n’ roll clássico, do R&B e da soul music. O álbum é um combate direto ao entorpecimento social e à alienação tecnológica atual, defendendo o valor do abraço, das relações fraternas e da amizade real. O silêncio do período de recuperação física e espiritual do músico é traduzido de forma belíssima na estrutura do álbum. Três peças instrumentais, que funcionam como abertura, interlúdio e encerramento, com Fito sozinho ao piano, pontuam a obra. Cada uma delas termina com um sussurro: “Hablame” (Fale comigo), como um apelo por conexão humana após o isolamento. Faixa a faixa: as histórias de “Shine”

Di Ferrero lança o aguardado álbum “SE7E”

Há momentos na carreira de um artista em que os ciclos pessoais e profissionais se alinham perfeitamente. Para Di Ferrero, esse momento é agora. O cantor acaba de disponibilizar nas plataformas digitais o álbum SE7E, um trabalho que reúne os singles de seus últimos EPs a três faixas inéditas, consolidando a fase mais autêntica e madura de sua caminhada solo. Muito além de uma simples coleção de músicas, SE7E carrega um forte conceito místico e visual. E para nós, da Baixada Santista, o disco traz um sabor ainda mais especial devido às participações de figuras históricas do nosso rock de praia. Astrologia Um dos detalhes mais curiosos dos bastidores de SE7E é a influência da família de Di na concepção do cronograma. Sua mãe, que o acompanhava desde o início do NX Zero, formou-se em astrologia recentemente. Juntos, mãe e filho usaram a ciência dos astros para escolher a dedo as melhores datas de lançamento para cada etapa do projeto. Essa atmosfera mística transborda para a identidade visual do disco, criada por cccaramelo sob direção de Bruno Zampoli. O céu, as constelações e o tom azul profundo abraçam a capa e contracapa, funcionando como símbolos de transição e recomeço. >> LEIA ENTREVISTA COM DI FERRERO “O SE7E foi muito transformador. Estou em uma fase de crescimento, me permitindo viver coisas que antes eu não podia, e isso acaba despejado nas minhas composições”, revela Di Ferrero. As três inéditas do álbum As novidades do repertório mostram Di Ferrero explorando diferentes dinâmicas emocionais: DNA santista no disco Se7e Para quem é fã do rock feito na Baixada, SE7E é um prato cheio. Di Ferrero recrutou velhos parceiros de estrada para somar ao álbum. O guitarrista e parceiro de NX Zero, Gee Rocha, divide as cordas com o virtuoso Matheus Asato na releitura de Azul (Oceano). Para coroar a conexão com o litoral, o lendário guitarrista do Charlie Brown Jr., Thiago Castanho, marca presença na energética Então volta. A soma desses nomes traz aquela pegada orgânica de guitarra que consagrou o rock dos anos 2000 direto para 2026.