Cidadão Instigado quebra jejum de 10 anos com álbum que troca o rock pelo sampler

Dez anos após o lançamento do aclamado Fortaleza, o Cidadão Instigado está finalmente de volta. O projeto liderado pelo cearense Fernando Catatau disponibilizou nas plataformas digitais o seu novo álbum de estúdio, autointitulado, marcando a celebração oficial de 30 anos de trajetória da banda. Lançado pelo Selo Risco em parceria com a Nublu Records, o trabalho marca uma guinada estética profunda, afastando-se do rock de guitarras psicodélicas para abraçar o concreto das metrópoles através de batidas eletrônicas e experimentações lo-fi. Dança esquisita da Roland MV-8800 O novo disco nasceu do isolamento. Ao retornar para São Paulo durante a pandemia, Catatau começou a experimentar sozinho com uma máquina de sampler recém-adquirida, a lendária Roland MV-8800. O processo remete ao início da banda nos anos 90, quando o músico compunha de forma solitária. O resultado é um som que o próprio Catatau descreve como um convite para “dançar de uma forma esquisita”. As faixas misturam ruídos digitais e texturas sintéticas a um jeito de cantar que dialoga com as pistas noturnas e os rolês de rua, mas sem perder a sensibilidade contemplativa que sempre foi marca do grupo. O primeiro grande vislumbre desta fase é a faixa Consciência, que funciona como um ponto de equilíbrio entre o “cancioneiro romântico” de Catatau e as novas paisagens eletrônicas. Time de peso nas colaborações Para dar corpo ao novo universo do Cidadão Instigado, Catatau reuniu uma rede orgânica de artistas que são peças-chave da música brasileira contemporânea. O disco conta com participações de: O álbum também conta com o retorno de parceiros históricos da banda, como Clayton Martin, Dustan Gallas, Rian Batista e Regis Damasceno, muitos dos quais participaram das sessões iniciadas durante a residência artística Frita, em 2022.
Isa Buzzi expande álbum de estreia para formato transmídia com livro e websérie

A cantora catarinense Isa Buzzi levou o conceito de narrativa contínua para além dos aplicativos de música. A artista disponibilizou na última sexta-feira (20) o seu álbum de estreia, batizado de Clube dos Corações Partidos (ou apenas CCP). O projeto chega ao mercado através da tradicional gravadora Deck. Composto por 12 faixas (incluindo os singles prévios Coração Blindado, Contrato e Amor Fatal), o disco foi estruturado cronologicamente para contar uma única história do início ao fim. Expansão transmídia da Isa Buzzi Fugindo do formato tradicional de lançamento de um álbum pop, Isa Buzzi apostou em um ecossistema transmídia para o Clube dos Corações Partidos. O universo narrativo das 12 canções vem sendo complementado por uma websérie em formato vertical, cujos episódios são publicados no YouTube, Instagram e TikTok desde novembro de 2025. O conceito será finalizado no segundo trimestre deste ano com a publicação de um livro de ficção física, focado em aprofundar a trama e os personagens introduzidos no disco. Banda de estúdio Apesar da forte presença digital (a cantora soma mais de 2,5 milhões de seguidores em suas redes), a construção musical do álbum priorizou instrumentações orgânicas. A produção de CCP é assinada por maBê, que também assumiu o baixo, guitarras e as programações. A ficha técnica de estúdio conta ainda com Plinio Drums (bateria), Gabriel Planas (que assumiu o baixo nas faixas Contrato e Delírio) e Marcos Bohrer (guitarra), garantindo uma roupagem de pop rock à narrativa.
Duo punk The Meffs critica a falsa autenticidade da indústria musical no single “Business”

O duo britânico de punk rock The Meffs confirmou os detalhes do seu segundo disco de estúdio. O álbum, batizado de Business, será lançado no dia 11 de setembro pelo selo FLG. Para antecipar o projeto, a banda natural de Essex disponibilizou nesta quarta-feira (18) o videoclipe e o áudio da agressiva faixa-título. Formado por Lily Hopkins (vocal e guitarra) e Lewis Copsey (bateria), o grupo tem chamado a atenção no circuito independente britânico por sua ética do it yourself (DIY) e por atuar como patronos do Music Venue Trust, organização que defende espaços de shows de pequeno porte no Reino Unido. Crítica à indústria A faixa Business aborda diretamente as contradições do mercado da música e a exigência por artistas moldáveis. “Na vida, dizem para você ser o seu ‘eu autêntico’, mas apenas se esse ‘eu’ se encaixar em um molde e for bom para a marca. Nos dizem que não somos duros o suficiente, mas também não somos suaves o suficiente; não somos queer o suficiente, mas somos queer demais. Nós sabemos quem somos. Business é uma canção de amor”, ironiza a banda. O álbum completo conta com a produção de Dan Weller. O repertório de 11 faixas foi gravado em meio a uma agenda lotada, que incluiu a abertura de shows para gigantes como Sex Pistols, The Undertones, Alice Cooper e apresentações em festivais como Glastonbury e Download. Velocidade e política A sonoridade do disco promete capturar a urgência e a sujeira das apresentações ao vivo do duo. O roteiro do álbum inclui faixas de curtíssima duração, como Fight (uma explosão de apenas 30 segundos), e composições voltadas à crítica social e política, como Disorder (Wake Up) e a irônica So Modern (Keep Up). 💿 Serviço: The Meffs – Business O single “Business” já pode ser ouvido nas plataformas de áudio e o álbum entrou em período de pré-venda nas lojas internacionais.
St. Vincent eleva o rock alternativo no álbum “Live in London!”, gravado com orquestra de 60 músicos

A cantora, compositora e guitarrista norte-americana St. Vincent (Annie Clark) oficializou nesta quarta-feira (18) o lançamento de um projeto de proporções eruditas. A artista disponibiliza nesta sexta-feira, dia 20 de março, o álbum Live in London!, via selo Total Pleasure/Virgin Music Group. O registro documenta a grandiosa apresentação de Clark durante o evento BBC Proms de 2025, realizado no Royal Albert Hall, em Londres. Peso de 60 instrumentistas Para o repertório do show, que passeia por todas as fases de sua discografia, a cantora subiu ao palco acompanhada pela orquestra conduzida pelo renomado maestro e arranjador britânico Jules Buckley, composta por 60 instrumentistas. O formato sinfônico desconstruiu e ampliou a sonoridade de faixas como New York, Slow Disco e Smoking Section, fundindo a complexidade da música clássica com as guitarras angulosas e a estética do art rock que definem o trabalho de St. Vincent. Turnê sinfônica na América do Norte O sucesso da gravação em Londres motivou a cantora a transportar o formato para a estrada. Junto com o anúncio do disco, St. Vincent confirmou uma longa turnê norte-americana onde se apresentará exclusivamente acompanhada por orquestras locais sob a direção de Buckley. A rota inclui apresentações ao lado da Filarmônica de Nova York (no Lincoln Center), da Sinfônica de Chicago, da Sinfônica de São Francisco e da orquestra do Hollywood Bowl, em Los Angeles. “Neste verão, terei o prazer de fazer shows com orquestras conceituadas nos Estados Unidos”, declarou a artista em nota. “Fiz isso uma vez em Londres e foi… glorioso pra caralho! Então vamos lá, rumo à beleza!”. 💿 Serviço: St. Vincent – “Live in London!” O álbum chega aos aplicativos de música nesta sexta-feira (20), mesma data em que a venda geral de ingressos para a turnê sinfônica será aberta. Tracklist
El Negro foge do estúdio e grava o álbum “Bronco” no porão da antiga prefeitura de Porto Alegre

A padronização sonora dos estúdios modernos fez a banda gaúcha El Negro buscar uma rota de fuga radical para o seu quarto disco. O trio disponibilizou nas plataformas digitais o álbum Bronco, um trabalho cuja sonoridade foi moldada diretamente pela arquitetura do local onde foi concebido. Fugindo das cabines de gravação tradicionais, o grupo formado por Mumu (vocal, guitarra e teclados), Fabian Steinert (baixo e guitarra) e Leandro Schirmer (bateria e percussão) montou seus equipamentos no subsolo da antiga prefeitura de Porto Alegre, um prédio de arquitetura neoclássica no centro da capital gaúcha. El Negro aposta na acústica do porão e rejeição à IA A escolha do porão não foi um mero capricho estético. A banda utilizou o espaço como um elemento ativo na captação do áudio, capturando a reverberação e a crueza do ambiente para encorpar a sua mistura de rock de garagem com electro rock. Segundo o vocalista Mumu, a decisão é uma resposta direta à plastificação da música atual. “Fizemos testes em diferentes lugares antes de escolher a antiga prefeitura. Isso era feito nos anos 70 e me parece muito atual em épocas de inteligência artificial. A busca é por um som com mais presença, textura e personalidade em um momento em que a padronização técnica é cada vez mais acessível”, explica o músico. Conexões com o rock gaúcho Para além da experimentação acústica, Bronco solidifica suas raízes na cena do Rio Grande do Sul ao recrutar dois nomes de peso para o repertório:
Must Be Wrong resgata a velocidade do skatepunk no segundo álbum “Fools Paradise”

A banda suíça de skatepunk Must Be Wrong disponibilizou nas plataformas digitais o seu segundo álbum de estúdio, Fools Paradise. Composto por dez faixas, o disco foca nas raízes do gênero dos anos 90: andamentos rápidos, guitarras distorcidas e refrões melódicos em coro. Liricamente, o trabalho aborda questões de saúde mental, injustiça social e as complexidades dos relacionamentos contemporâneos. Conexão com The Blasting Room Formado em 2019, o grupo suíço decidiu investir pesado na ficha técnica deste segundo lançamento para garantir a sonoridade clássica do estilo. As gravações ocorreram no Carving Room Studio e a mixagem no Soundfactory Studio, ambos na Suíça. No entanto, a masterização do álbum foi enviada para os Estados Unidos, ficando a cargo do produtor Jason Livermore no lendário The Blasting Room (estúdio fundado por Bill Stevenson, do Descendents, e responsável por discos históricos do NOFX, Rise Against e Propagandhi). A arte da capa, que reflete o tom crítico das composições, é assinada pelo artista visual Oscar Puig, de Barcelona. Currículo do Must Be Wrong na estrada A busca pela sonoridade crua do skatepunk no estúdio reflete a experiência que o Must Be Wrong vem acumulando nos palcos. Nos últimos anos, a banda solidificou sua presença no circuito europeu abrindo shows para gigantes da cena punk mundial na Alemanha, Áustria e na própria Suíça. O currículo de turnês conjuntas do grupo já inclui apresentações ao lado de bandas como Less Than Jake, A Wilhelm Scream, Authority Zero e ITCHY.
Detonautas mistura rock, tecnobrega e Carnaval no nono álbum de estúdio “Rádio Love Nacional”

A banda carioca Detonautas decidiu recalcular a rota sonora após quase 30 anos de estrada. O grupo disponibilizou na última sexta-feira (13) o seu nono álbum de estúdio, batizado de Rádio Love Nacional. Lançado através da gravadora Deck, o projeto com 11 faixas inéditas afasta a banda de sua zona de conforto ao mesclar a base do rock com pop, tecnobrega e batidas eletrônicas. Essa guinada de estilo não aconteceu da noite para o dia e tem raízes nas conexões virtuais feitas durante o isolamento da pandemia. Do Clubhouse para o estúdio O vocalista Tico Santta Cruz conheceu o produtor Pablo Bispo (nome forte do pop nacional) em salas de bate-papo do aplicativo Clubhouse. Dessa aproximação nasceu a faixa Potinho de Veneno, que definiu a identidade de todo o novo disco. A convite de Bispo, o também produtor Ruxell entrou no processo criativo. A ideia inicial do Detonautas era gravar um álbum apenas com regravações usando essa nova roupagem estética. No entanto, o diretor artístico da Deck, Rafael Ramos, ouviu o material e incentivou a banda a compor um disco 100% inédito. “Fomos para o estúdio criar juntos mais 10 músicas que não existiam e nem tinham qualquer rascunho”, explica Tico Santta Cruz, ressaltando que as letras também abordam temas ligados à espiritualidade e à convivência de décadas da banda. Milton Cunha e estética de rádio em Rádio Love Nacional A fusão de gêneros atinge o pico na faixa Vampira, que conta com a participação inusitada do carnavalesco e comentarista Milton Cunha. A colaboração aproxima o rock do Detonautas da estética do Carnaval e do imaginário popular brasileiro. O título do álbum, escolhido na reta final de produção, sintetiza o conceito da obra. Segundo a banda, Rádio Love Nacional funciona literalmente como uma estação de rádio, sintonizando diferentes frequências, estilos e experiências musicais. O lançamento do disco é acompanhado por um videoclipe para a faixa-título, gravado com uma estética road trip (pé na estrada) em Florianópolis (SC).
Jack Harlow absorve a atmosfera de Nova York no novo álbum de estúdio “Monica”

O rapper norte-americano Jack Harlow disponibilizou nas plataformas digitais o seu quarto disco de estúdio, Monica, via Atlantic Records e com distribuição da Warner Music Brasil. O álbum chega com a responsabilidade de suceder o bem-sucedido Jackman., projeto que estreou no topo da parada Top Rap Albums da Billboard em seu lançamento anterior. Experiência nova-iorquina de Jack Harlow Para a construção de Monica, Harlow mudou sua base de operações. O rapper passou os últimos anos morando na cidade de Nova York e escolheu o icônico Electric Lady Studios para a gravação do material. A intenção declarada do artista era absorver a energia urbana e o peso histórico do estúdio para moldar a sua sonoridade. Essa busca por uma “experiência nova-iorquina” se reflete diretamente na seleção técnica do disco. A produção das nove faixas foi dividida entre nomes que assinam trabalhos para gigantes da indústria, incluindo: Colaborações e tracklist Fugindo de um disco lotado de participações para focar na própria narrativa, Jack Harlow selecionou os convidados a dedo. O álbum conta com contribuições vocais e instrumentais de Robert Glasper, Ravyn Lenae, Omar Apollo e do artista de R&B James Savage (natural de Louisville, cidade natal de Harlow). Confira a tracklist completa de Monica:
The Pretty Reckless anuncia o 5º álbum “Dear God” e libera single

A banda norte-americana The Pretty Reckless, que abriu recentemente os três shows do AC/DC no Brasil, anunciou o lançamento do seu quinto álbum de estúdio, Dear God. O disco tem previsão de chegada aos aplicativos de música no dia 26 de junho. Para preparar o terreno, o quarteto de Nova York disponibilizou o single When I Wake Up, que já pode ser ouvido nas plataformas de streaming. Letras confessionais e contraste sonoro Segundo o material divulgado pela banda, o novo projeto mantém a linha de composição confessional que pautou os trabalhos anteriores do grupo, mas direciona a mensagem a um poder superior. O repertório do álbum aposta no contraste de andamentos e climas. A sonoridade transita entre o peso sombrio de faixas como For I Am Death (que foi tocada nos shows em São Paulo) e a abordagem mais vulnerável e acústica apresentada no single recém-lançado When I Wake Up. Formação consolidada do Pretty Reckless Com mais de uma década de atividades ininterruptas, o The Pretty Reckless chega ao quinto disco mantendo a sua formação clássica intacta. O grupo segue liderado pela vocalista Taylor Momsen, acompanhada por Ben Phillips (guitarra), Mark Damon (baixo) e Jamie Perkins (bateria). 💿 Anúncio de “Dear God”