Duo punk The Meffs critica a falsa autenticidade da indústria musical no single “Business”

O duo britânico de punk rock The Meffs confirmou os detalhes do seu segundo disco de estúdio. O álbum, batizado de Business, será lançado no dia 11 de setembro pelo selo FLG. Para antecipar o projeto, a banda natural de Essex disponibilizou nesta quarta-feira (18) o videoclipe e o áudio da agressiva faixa-título. Formado por Lily Hopkins (vocal e guitarra) e Lewis Copsey (bateria), o grupo tem chamado a atenção no circuito independente britânico por sua ética do it yourself (DIY) e por atuar como patronos do Music Venue Trust, organização que defende espaços de shows de pequeno porte no Reino Unido. Crítica à indústria A faixa Business aborda diretamente as contradições do mercado da música e a exigência por artistas moldáveis. “Na vida, dizem para você ser o seu ‘eu autêntico’, mas apenas se esse ‘eu’ se encaixar em um molde e for bom para a marca. Nos dizem que não somos duros o suficiente, mas também não somos suaves o suficiente; não somos queer o suficiente, mas somos queer demais. Nós sabemos quem somos. Business é uma canção de amor”, ironiza a banda. O álbum completo conta com a produção de Dan Weller. O repertório de 11 faixas foi gravado em meio a uma agenda lotada, que incluiu a abertura de shows para gigantes como Sex Pistols, The Undertones, Alice Cooper e apresentações em festivais como Glastonbury e Download. Velocidade e política A sonoridade do disco promete capturar a urgência e a sujeira das apresentações ao vivo do duo. O roteiro do álbum inclui faixas de curtíssima duração, como Fight (uma explosão de apenas 30 segundos), e composições voltadas à crítica social e política, como Disorder (Wake Up) e a irônica So Modern (Keep Up). 💿 Serviço: The Meffs – Business O single “Business” já pode ser ouvido nas plataformas de áudio e o álbum entrou em período de pré-venda nas lojas internacionais.

St. Vincent eleva o rock alternativo no álbum “Live in London!”, gravado com orquestra de 60 músicos

A cantora, compositora e guitarrista norte-americana St. Vincent (Annie Clark) oficializou nesta quarta-feira (18) o lançamento de um projeto de proporções eruditas. A artista disponibiliza nesta sexta-feira, dia 20 de março, o álbum Live in London!, via selo Total Pleasure/Virgin Music Group. O registro documenta a grandiosa apresentação de Clark durante o evento BBC Proms de 2025, realizado no Royal Albert Hall, em Londres. Peso de 60 instrumentistas Para o repertório do show, que passeia por todas as fases de sua discografia, a cantora subiu ao palco acompanhada pela orquestra conduzida pelo renomado maestro e arranjador britânico Jules Buckley, composta por 60 instrumentistas. O formato sinfônico desconstruiu e ampliou a sonoridade de faixas como New York, Slow Disco e Smoking Section, fundindo a complexidade da música clássica com as guitarras angulosas e a estética do art rock que definem o trabalho de St. Vincent. Turnê sinfônica na América do Norte O sucesso da gravação em Londres motivou a cantora a transportar o formato para a estrada. Junto com o anúncio do disco, St. Vincent confirmou uma longa turnê norte-americana onde se apresentará exclusivamente acompanhada por orquestras locais sob a direção de Buckley. A rota inclui apresentações ao lado da Filarmônica de Nova York (no Lincoln Center), da Sinfônica de Chicago, da Sinfônica de São Francisco e da orquestra do Hollywood Bowl, em Los Angeles. “Neste verão, terei o prazer de fazer shows com orquestras conceituadas nos Estados Unidos”, declarou a artista em nota. “Fiz isso uma vez em Londres e foi… glorioso pra caralho! Então vamos lá, rumo à beleza!”. 💿 Serviço: St. Vincent – “Live in London!” O álbum chega aos aplicativos de música nesta sexta-feira (20), mesma data em que a venda geral de ingressos para a turnê sinfônica será aberta. Tracklist

El Negro foge do estúdio e grava o álbum “Bronco” no porão da antiga prefeitura de Porto Alegre

A padronização sonora dos estúdios modernos fez a banda gaúcha El Negro buscar uma rota de fuga radical para o seu quarto disco. O trio disponibilizou nas plataformas digitais o álbum Bronco, um trabalho cuja sonoridade foi moldada diretamente pela arquitetura do local onde foi concebido. Fugindo das cabines de gravação tradicionais, o grupo formado por Mumu (vocal, guitarra e teclados), Fabian Steinert (baixo e guitarra) e Leandro Schirmer (bateria e percussão) montou seus equipamentos no subsolo da antiga prefeitura de Porto Alegre, um prédio de arquitetura neoclássica no centro da capital gaúcha. El Negro aposta na acústica do porão e rejeição à IA A escolha do porão não foi um mero capricho estético. A banda utilizou o espaço como um elemento ativo na captação do áudio, capturando a reverberação e a crueza do ambiente para encorpar a sua mistura de rock de garagem com electro rock. Segundo o vocalista Mumu, a decisão é uma resposta direta à plastificação da música atual. “Fizemos testes em diferentes lugares antes de escolher a antiga prefeitura. Isso era feito nos anos 70 e me parece muito atual em épocas de inteligência artificial. A busca é por um som com mais presença, textura e personalidade em um momento em que a padronização técnica é cada vez mais acessível”, explica o músico. Conexões com o rock gaúcho Para além da experimentação acústica, Bronco solidifica suas raízes na cena do Rio Grande do Sul ao recrutar dois nomes de peso para o repertório:

Must Be Wrong resgata a velocidade do skatepunk no segundo álbum “Fools Paradise”

A banda suíça de skatepunk Must Be Wrong disponibilizou nas plataformas digitais o seu segundo álbum de estúdio, Fools Paradise. Composto por dez faixas, o disco foca nas raízes do gênero dos anos 90: andamentos rápidos, guitarras distorcidas e refrões melódicos em coro. Liricamente, o trabalho aborda questões de saúde mental, injustiça social e as complexidades dos relacionamentos contemporâneos. Conexão com The Blasting Room Formado em 2019, o grupo suíço decidiu investir pesado na ficha técnica deste segundo lançamento para garantir a sonoridade clássica do estilo. As gravações ocorreram no Carving Room Studio e a mixagem no Soundfactory Studio, ambos na Suíça. No entanto, a masterização do álbum foi enviada para os Estados Unidos, ficando a cargo do produtor Jason Livermore no lendário The Blasting Room (estúdio fundado por Bill Stevenson, do Descendents, e responsável por discos históricos do NOFX, Rise Against e Propagandhi). A arte da capa, que reflete o tom crítico das composições, é assinada pelo artista visual Oscar Puig, de Barcelona. Currículo do Must Be Wrong na estrada A busca pela sonoridade crua do skatepunk no estúdio reflete a experiência que o Must Be Wrong vem acumulando nos palcos. Nos últimos anos, a banda solidificou sua presença no circuito europeu abrindo shows para gigantes da cena punk mundial na Alemanha, Áustria e na própria Suíça. O currículo de turnês conjuntas do grupo já inclui apresentações ao lado de bandas como Less Than Jake, A Wilhelm Scream, Authority Zero e ITCHY.

Detonautas mistura rock, tecnobrega e Carnaval no nono álbum de estúdio “Rádio Love Nacional”

A banda carioca Detonautas decidiu recalcular a rota sonora após quase 30 anos de estrada. O grupo disponibilizou na última sexta-feira (13) o seu nono álbum de estúdio, batizado de Rádio Love Nacional. Lançado através da gravadora Deck, o projeto com 11 faixas inéditas afasta a banda de sua zona de conforto ao mesclar a base do rock com pop, tecnobrega e batidas eletrônicas. Essa guinada de estilo não aconteceu da noite para o dia e tem raízes nas conexões virtuais feitas durante o isolamento da pandemia. Do Clubhouse para o estúdio O vocalista Tico Santta Cruz conheceu o produtor Pablo Bispo (nome forte do pop nacional) em salas de bate-papo do aplicativo Clubhouse. Dessa aproximação nasceu a faixa Potinho de Veneno, que definiu a identidade de todo o novo disco. A convite de Bispo, o também produtor Ruxell entrou no processo criativo. A ideia inicial do Detonautas era gravar um álbum apenas com regravações usando essa nova roupagem estética. No entanto, o diretor artístico da Deck, Rafael Ramos, ouviu o material e incentivou a banda a compor um disco 100% inédito. “Fomos para o estúdio criar juntos mais 10 músicas que não existiam e nem tinham qualquer rascunho”, explica Tico Santta Cruz, ressaltando que as letras também abordam temas ligados à espiritualidade e à convivência de décadas da banda. Milton Cunha e estética de rádio em Rádio Love Nacional A fusão de gêneros atinge o pico na faixa Vampira, que conta com a participação inusitada do carnavalesco e comentarista Milton Cunha. A colaboração aproxima o rock do Detonautas da estética do Carnaval e do imaginário popular brasileiro. O título do álbum, escolhido na reta final de produção, sintetiza o conceito da obra. Segundo a banda, Rádio Love Nacional funciona literalmente como uma estação de rádio, sintonizando diferentes frequências, estilos e experiências musicais. O lançamento do disco é acompanhado por um videoclipe para a faixa-título, gravado com uma estética road trip (pé na estrada) em Florianópolis (SC).

Jack Harlow absorve a atmosfera de Nova York no novo álbum de estúdio “Monica”

Jack Harlow

O rapper norte-americano Jack Harlow disponibilizou nas plataformas digitais o seu quarto disco de estúdio, Monica, via Atlantic Records e com distribuição da Warner Music Brasil. O álbum chega com a responsabilidade de suceder o bem-sucedido Jackman., projeto que estreou no topo da parada Top Rap Albums da Billboard em seu lançamento anterior. Experiência nova-iorquina de Jack Harlow Para a construção de Monica, Harlow mudou sua base de operações. O rapper passou os últimos anos morando na cidade de Nova York e escolheu o icônico Electric Lady Studios para a gravação do material. A intenção declarada do artista era absorver a energia urbana e o peso histórico do estúdio para moldar a sua sonoridade. Essa busca por uma “experiência nova-iorquina” se reflete diretamente na seleção técnica do disco. A produção das nove faixas foi dividida entre nomes que assinam trabalhos para gigantes da indústria, incluindo: Colaborações e tracklist Fugindo de um disco lotado de participações para focar na própria narrativa, Jack Harlow selecionou os convidados a dedo. O álbum conta com contribuições vocais e instrumentais de Robert Glasper, Ravyn Lenae, Omar Apollo e do artista de R&B James Savage (natural de Louisville, cidade natal de Harlow). Confira a tracklist completa de Monica:

The Pretty Reckless anuncia o 5º álbum “Dear God” e libera single

A banda norte-americana The Pretty Reckless, que abriu recentemente os três shows do AC/DC no Brasil, anunciou o lançamento do seu quinto álbum de estúdio, Dear God. O disco tem previsão de chegada aos aplicativos de música no dia 26 de junho. Para preparar o terreno, o quarteto de Nova York disponibilizou o single When I Wake Up, que já pode ser ouvido nas plataformas de streaming. Letras confessionais e contraste sonoro Segundo o material divulgado pela banda, o novo projeto mantém a linha de composição confessional que pautou os trabalhos anteriores do grupo, mas direciona a mensagem a um poder superior. O repertório do álbum aposta no contraste de andamentos e climas. A sonoridade transita entre o peso sombrio de faixas como For I Am Death (que foi tocada nos shows em São Paulo) e a abordagem mais vulnerável e acústica apresentada no single recém-lançado When I Wake Up. Formação consolidada do Pretty Reckless Com mais de uma década de atividades ininterruptas, o The Pretty Reckless chega ao quinto disco mantendo a sua formação clássica intacta. O grupo segue liderado pela vocalista Taylor Momsen, acompanhada por Ben Phillips (guitarra), Mark Damon (baixo) e Jamie Perkins (bateria). 💿 Anúncio de “Dear God”

Violet Grohl lança o single “595” e detalha o álbum de estreia “Be Sweet To Me”

A cantora Violet Grohl disponibilizou nesta sexta-feira (13) o single 595 nas plataformas digitais. O lançamento marca uma nova etapa na trajetória da artista de 19 anos, que assinou contrato recentemente com a gravadora Republic Records e confirmou a chegada do seu primeiro álbum de estúdio, batizado de Be Sweet To Me, para o dia 29 de maio. A nova faixa chega acompanhada de um videoclipe oficial, com direção assinada por Nikki Milan Houston. Peso na produção Para moldar a sonoridade do seu disco de estreia, Violet recrutou nomes fortes da cena alternativa e do pop. A produção de 595 é assinada por Justin Raisen (conhecido por seus trabalhos com Kim Gordon, Sky Ferreira e Charli XCX) e Anthony Paul Lopez (que já produziu para Charli XCX, Kid Cudi e Lil Yachty). O novo single funciona como a terceira amostra oficial do projeto. Anteriormente, a cantora já havia liberado as faixas THUM e Applefish. No final de janeiro, Violet também publicou What’s Heaven Without You, uma canção em tributo ao cineasta David Lynch, lançada no dia em que o diretor completaria 80 anos. 💿 Serviço: anúncio do álbum de estreia de Violet Grohl O single prepara o terreno para a chegada do disco completo no final do primeiro semestre.

Brigitte Calls Me Baby funde existencialismo e indie rock oitentista no álbum “Irreversible”

A banda norte-americana Brigitte Calls Me Baby disponibilizou nas plataformas digitais o seu segundo álbum de estúdio, Irreversible. O lançamento sai pelo selo independente ATO Records (casa de artistas como Alabama Shakes e Black Pumas). O título do disco e a temática das letras não nasceram por acaso. A morte da atriz Brigitte Bardot no ano passado, ícone francês que inspirou o nome da banda após o vocalista Wes Leavins manter uma breve troca de cartas com ela, serviu como gatilho para um mergulho composicional sobre o luto, a impermanência e a mortalidade. Terapia de exposição e pós-punk Grande parte das canções foi escrita na estrada durante a turnê do ano passado. Para lidar com a ansiedade em relação à morte, Leavins desenvolveu o hábito de visitar cemitérios locais após as passagens de som, em uma espécie de “terapia de exposição”. Esse flerte com a finitude também se reflete em suas escolhas pessoais: o vocalista possui tatuagens de uma cadeira elétrica e da placa do Porsche em que James Dean morreu. “Fiz as tatuagens porque pensei: não quero me dar a chance de um dia virar um cara de escritório ou ter qualquer outro emprego que não seja esse”, justifica Leavins. Sonoramente, o peso lírico de faixas como The Pit e Send Those Memories é envelopado por uma estética que cruza o post-punk britânico com o rock de arena. As referências diretas da banda apontam para The Smiths, New Order e The Cars, sustentadas por um vocalista com fortes raízes na música dos anos 50 (Leavins interpretou Elvis Presley no teatro e gravou vocais de apoio para a cinebiografia de Baz Luhrmann). Mudança na produção Para Irreversible, o quarteto, completado por Jack Fluegel (guitarra), Devin Wessels (baixo) e Jeremy Benshish (bateria), trocou o comando do estúdio. Eles deixaram o produtor Dave Cobb (que assinou os trabalhos anteriores) para trabalhar com os irmãos Yves e Lawrence Rothman, conhecidos por produções para Blondshell e Yves Tumor. A mudança trouxe contornos mais eletrônicos e futuristas para faixas como These Acts of Which We’re Designed, enquanto Slumber Party mantém o DNA clássico do grupo. 💿 Serviço: “Irreversible”, novo álbum do Brigitte Calls Me Baby