Alaíde Costa lança álbum “E O Tempo Agora Quer Voar”; ouça!

O novo álbum de Alaíde Costa é um comentário a respeito do Tempo. Aquele deus que tudo cura. O que não espera, o que é implacável, o que traz as rugas e forma os calos. O mesmo deus que construiu, junto com a cantora e compositora carioca, década por década e canção por canção, uma carreira ativa de setenta anos – e contando. Mas que também decidiu que todas as glórias dessa árdua caminhada seriam dadas tardiamente à artista. Em dezembro, Alaíde Costa completa 89 anos de vida. E só agora, nos dois últimos anos, ela vive, como diz, “o auge da carreira”, “o melhor momento”, “o reconhecimento”. É para dar continuidade a esse movimento que chega agora, nesta sexta-feira (19), E o Tempo Agora Quer Voar, segundo volume de uma trilogia iniciada em 2022 com o premiado O que meus Calos Dizem Sobre Mim. Tanto quanto no álbum anterior, o novo trabalho traz músicas criadas especialmente para a voz tão pessoal da cantora – desta vez, escritas por nomes como Caetano Veloso, Marisa Monte, Nando Reis, Rubel, Carlinhos Brown, Rashid e Ronaldo Bastos, entre outros. Produzido mais uma vez pelo trio Marcus Preto, Pupillo e Emicida, E o Tempo Agora Quer Voar conta também com a participação especial da cantora Claudette Soares, amiga de Alaíde Costa há mais de 60 anos, em uma das faixas. O título do álbum tem duplo sentido. No primeiro, o tempo que quer voar é aquele que só agora, quando a cantora completa sete décadas de carreira, decidiu começar a correr depressa, concentrando as conquistas de toda uma vida em menos de dois anos: as validações, os prêmios, o calor de um público crescente, possibilidades internacionais etc. O segundo sentido trata de um choque de tempos: de um lado, a vertiginosa pressa dos nossos dias, em que a música tem que durar um minuto para viralizar nas redes sociais e afins; do outro, o andamento interno de Alaíde Costa, sempre suave e delicado. Em estúdio, os produtores logo perceberam que esse era um ponto sólido e inabalável, como se a artista determinasse: “O tempo agora quer voar, mas eu sou dona do meu próprio tempo”. Além de respeitar o ritmo particular de Alaíde Costa, E o Tempo Agora Quer Voar também faz uso da biografia da artista para desenvolver a poética das canções. Reflexos de sua vivência tão rica surgem nas letras – em alguns casos, deliberadamente, já que Emicida ouviu da própria Alaíde algumas das histórias que transformaria depois em versos. Um desses temas autobiográficos abre o álbum. Alaíde conta que, quando preparava seu LP Coração (1976), ela e Milton Nascimento, produtor daquele trabalho, foram à casa de Caetano Veloso atrás de uma canção inédita. Acontece que não atentaram a um dos hábitos mais conhecidos do compositor e chegaram em seu endereço logo cedo, pela manhã. Desde sempre, Caetano nunca sai da cama antes do meio da tarde. Acabaram desistindo de esperar e foram embora sem a música. Tempos depois, num encontro casual, Caetano comentou: “Alaíde, pena que eu não entrei no seu Coração”. A resposta veio rápida: “Não entrou porque não quis”. A partir dessa história, Emicida criou, junto com Alaíde, os versos que depois ganharam melodia de… Caetano Veloso. Vale notar que Foi Só Porque Você Não Quis usa justamente o universo poético do LP Coração para o desenvolvimento dos versos, cujo refrão diz: “Se você não entrou no meu coração/ Foi só porque você não quis”. Letra composta por Emicida e Luz Ribeiro sobre melodia de Rubel, “Bilhetinho” também nasceu por essa via memorial. São lembranças de uma Alaíde Costa ainda adolescente, que descobria àquela altura a dinâmica do flerte, o frio na barriga, as promessas enviadas em um pedacinho de papel. Mas, se são as memórias de uma octogenária, passado e presente se misturam: “Me diz o que essas linhas são/ Se não a fuga de um viver/ Que já se confundiu com fenecer”. A terceira canção assinada por Emicida neste álbum, Meus Sapatos tem menos da biografia de Alaíde Costa – embora, em alguma medida, encoste nos pés de O que Meus Calos Dizem Sobre Mim. A letra foi começada por Rashid – mais um rapper trazido para dentro do universo de Alaíde Costa – sobre melodia de Gilson Peranzzetta, colaborador da cantora desde os anos 1970, e tem como cenário a cidade que Alaíde escolheu para viver e criar os filhos a partir da década de 1960: “A solidão lá de São Paulo/ Imensidão na qual me calo/ E sonho alto sem ter sapatos de cristal”. Foi nessa mesma São Paulo que Alaíde Costa se conectou, também nos anos 1960, com Claudette Soares, aquela que viria a ser sua melhor amiga de toda a vida. E ter Claudette cantando neste álbum foi um pedido de Alaíde desde que começamos a produzir E o Tempo Agora Quer Voar. As vozes dessas duas representantes da Bossa Nova se unem em Suave Embarcação, segunda parceria de Alaíde Costa com Nando Reis (antes, a dupla escreveu Tristonho, gravada no álbum anterior). Nando, aliás, já declarou que faz questão de ter mais uma parceria com Alaíde no terceiro volume da trilogia. Bem Belém é uma composição a seis mãos, com música do jovem pernambucano Zé Manoel e letra de Leonel Pereda e Ronaldo Bastos, autor de tantos sucessos do nosso cancioneiro e um dos nomes mais atuantes no clássico Clube da Esquina (1972), álbum de que Alaíde Costa participou, sendo a única mulher na ficha técnica. A gravação de Bem Belém tem a participação do mestre Jota Moraes ao vibrafone. A poeta Clara Delgado colocou letra em melodia escrita a quatro mãos por Zé Renato (do Boca Livre) e Cristóvão Bastos. Nasceu Além de uma Palavra, cuja temática conversa com a de Moço, parceria de Marisa Monte e Carlinhos Brown que Alaíde lançou como single em maio do ano passado. As duas canções estão colocadas lado a lado em E o Tempo Agora Quer Voar por esse motivo. Se a personagem
Paige apresenta “Trik Trik”, primeiro traço de seu álbum de estreia

“Prazer, baby Paige”. Já nos primeiros versos de Trik Trik, a cantora e compositora Paige dá a letra sobre o significado que este lançamento carrega. A artista mineira se reapresenta, agora, com uma nova faceta, mais ousada e livre de quaisquer amarras. Trik Trik chega às plataformas de streaming, com um pop ardente e autêntico, que abre espaço para a cantora caminhar em direção ao hall de divas pop brasileiras – e prepara o público para o primeiro disco de estúdio de Paige, intitulado Esse é meu mundo, apoiado por Natura Musical. O lançamento ainda se desdobra em um videoclipe que reforça toda esta potente narrativa, em uma estética cinematográfica e glamourosa, com direção de Celina Barbi. “Trik Trik é pra mim a reafirmação de quem eu sou. Esta canção representa muita ousadia, é uma música selvagem, que traz minhas nuances num fortalecimento da minha persona. E também simboliza um novo mood, um novo momento da minha vida ‒ um feeling bem wild, que é o que eu acho que preciso. Então ela significa muito pra essa fase que eu tô vivendo”, comenta a artista. A novidade musical tem base no reggaeton, com elementos do dancehall, o que resulta em uma essência pop bem latina e dançante: “Quis trazer uma sonoridade única e plural, fazendo uma misturinha de diversos gêneros”. Como primeiro contorno do álbum de estreia da artista, a faixa une referências sonoras, além de resgatar influências da própria discografia de Paige. “Uma das principais músicas que me guiaram ao longo de todo o processo criativo é minha, a faixa Cara, Hoje é meu aniversário, que lancei em 2022. O que me traz ainda mais confiança e determinação em buscar e lapidar a minha própria essência nas novas canções”, afirma a artista. Tudo isso, somado à versatilidade da cantora em transitar entre diferentes gêneros, do R&B ao hip hop, garante um disco diverso. Com Trik Trik, Paige dá um primeiro passo rumo à consolidação enquanto uma artista pop. “Eu acho que entendi esse lugar: isso é pop porque a gente pode se comunicar com muita gente, falar várias línguas e várias linguagens. A minha música tem isso, e a minha postura, quem eu sou, a minha personalidade representam muito esse lugar. Minha música é uma mistura de várias coisas que são populares. E onde a gente coloca isso tudo? Na pluralidade que o pop existe. O pop no sentido de ser abrangente, expansivo e autêntico”, pondera. Aos poucos, a nova faceta de Paige vai sendo revelada e, como ela canta em outro verso de Trik Trik, Quero muito ainda. O novo disco – que será lançado em breve – reafirma toda a potência do novo lançamento, um projeto que vocifera Paige do início ao fim. O novo disco de Paige foi selecionado pelo edital Natura Musical, por meio da lei estadual de incentivo à cultura do Rio Grande do Sul (Pró-Cultura), ao lado do Festival Pá na Pedra, Jack Will, Natania Borges, N’zinga, Festival de Música Doida e ruadois. No Estado, a plataforma já ofereceu recursos para mais de 50 projetos até 2022, em diferentes formatos e estágios de carreira, como Cristal, Zudizilla, Dessa Ferreira, e os coletivos Tem Preto no Sul e Circuito Orelhas.
Artificial Paradise, novo álbum do OneRepublic, já está disponível; ouça!

A banda OneRepublic lançou o álbum Artificial Paradise. A versão física do novo projeto já está disponível para pré-venda na UMusic Store. O novo álbum chega logo após o lançamento do single Hurt, apresentado na semana passada. No início deste verão, OneRepublic compartilhou seu grande sucesso com David Guetta, I Don’t Wanna Wait, que acumula mais de 130 milhões de streams globais desde seu lançamento. Na próxima semana, em 18 de julho, OneRepublic se apresentará no The Late Show With Stephen Colbert e no Today’s Summer Concert Series, na próxima sexta-feira (19). A banda tocará músicas do novo projeto e algumas músicas favoritas dos fãs. No início deste ano, a banda também lançou Nobody (from Kaiju No. 8), que serve como a faixa de encerramento da série de anime de sucesso Kaiju No. 8. A banda colaborou com o grupo eletrônico italiano Meduza e a artista alemã Leony no lançamento de Fire, a música oficial do torneio UEFA European Championships 2024, que eles irão apresentar na cerimônia de encerramento do torneio, em Berlim.
“The Death of Slim Shady”, novo álbum de Eminem, narra a morte de Slim Shady

O 12º álbum de estúdio de Eminem, The Death of Slim Shady (Coup de Grâce), um dos mais prolíferos rappers da atualidade, chegou ao streaming com 19 faixas e narra a morte de seu alter ego, além dos hits anteriormente apresentados, Houdini e Tobey. Em suas redes, Eminem falou sobre o trabalho: “Anúncio de serviço público: Death of Slim Shady é um álbum conceitual, portanto, se você ouvir músicas fora de ordem, elas podem não fazer sentido. Aproveite”, escreveu ele no Instagram. O disco é o primeiro do rapper desde Music to be Murdered By, lançado em 2020.
Entrevista | Surra – “Procuramos uma abordagem mais atemporal para os problemas”
Happenings, novo álbum do Kasabian, chegou!
Zach Bryan lança álbum com participações de Bruce Springsteen e John Mayer

O cantor, compositor e produtor Zach Bryan compartilhou, nesta quinta-feira (4), o aguardado álbum de estúdio, The Great American Bar Scene, via Warner Records, com distribuição nacional da Warner Music Brasil. O álbum conta com 19 faixas, sendo 18 músicas e um poema. Além das canções disponibilizadas antecipadamente, Pink Skies e Purple Gas, o novo projeto do artista apresenta colaborações com Bruce Springsteen, John Mayer e John Moreland. No período que antecedeu o lançamento, Zach selecionou 21 de seus bares favoritos nos EUA e no Canadá, onde os fãs foram os primeiros a ouvir as faixas do álbum. Zach Bryan está atualmente rodando com a turnê The Quittin’ Time Tour.
Entrevista | Hibalta – “Queríamos dar às músicas uma cara mais pop”
Imagine Dragons inicia nova era com álbum LOOM; ouça!

Dando início a uma nova e ousada fase, o Imagine Dragons revelou o sexto álbum de estúdio, LOOM (KIDinaKORNER/Interscope). LOOM representa o auge de sua jornada artística de autodescoberta do grupo e marca seu melhor trabalho. O álbum, produzido inteiramente pelo Imagine Dragons com os hitmakers suecos Mattman e Robin, traz um equilíbrio perfeito entre os sons clássicos que levaram o ID ao estrelato e um frescor que trouxe alegria e se refletiu no clima no estúdio. O funk-pop propulsor de Kid e Nice to Meet You canaliza o som favorito dos fãs no início dos anos 2000. O reggae-rock de Gods Don’t Pray se mistura com o clima de hino gótico do single principal Eyes Closed e a balada melancólica Don’t Forget Me. Com nove faixas inéditas, incluindo os singles Eyes Closed e Nice to Meet You, LOOM significa novos começos no horizonte, a empolgação por um novo dia e por momentos que ainda estão por vir. No ano passado, os integrantes do Imagine Dragons fizeram uma rara e merecida pausa das atividades na estrada, talvez a mais longa em muitos anos. Eles a aproveitaram ao máximo, dedicando tempo à família e aos amigos. Energizada por essa pausa e com uma perspectiva renovada, a banda se reuniu no estúdio e voltou com a mesma inspiração que alimentou seu material mais amado pelos fãs. Os músicos refletiram sobre o passado para se lançarem em um futuro em que as fronteiras entre gêneros desapareceram completamente e tudo é possível em termos criativos. Essa jornada os levou ao seu trabalho mais dinâmico e definitivo até hoje, LOOM.