Com show agendado em São Paulo, Bring Me The Horizon lança novo álbum

Com show agendado em São Paulo, a banda de rock britânica Bring Me The Horizon lançou o álbum POST HUMAN: NeX Gen, via Sony Music. O trabalho mostra a expansão do grupo, tanto musicalmente quanto conceitualmente. O disco sucede o álbum de 2020, POST HUMAN: Survival Horror, que contou com colaborações de Yungblud, Nova Twins, Babymetal e Amy Lee, do Evanescence, e inclui os sucessos Teardrops e Obey. Sonoramente, NeX GEn… é pesado, enquanto os vocais de Oli são os mais melódicos até agora. Bring Me The Horizon começou 2024 de forma explosiva: a banda tocou para mais de 140 mil fãs no Reino Unido e na Irlanda, em sua maior turnê de arenas no Reino Unido até hoje. Ainda neste ano, eles ganharam o prêmio Brit de Melhor Artista Alternativo/Rock e anunciaram seu primeiro show em estádio, em São Paulo, que acontecerá no dia 30 de novembro, no Allianz Parque. A ocasião contará ainda com apresentações das bandas Motionless In White, Spiritbox e The Plot In You. Com realização da 30e, o evento já está com vendas abertas, pelo site da Eventim, ou na bilheteria oficial da casa. O lançamento surpresa de seu novo álbum já causou frenesi entre os fãs. A primeira parte da série POST-HUMAN, Survival Horror, foi gravada durante os primeiros lockdowns da covid, quase inteiramente de forma remota, e inclinou-se para o lado mais pesado da banda, para expressar sentimentos de raiva, medo, vazio e desespero. Sobre NeX GEn, o cantor Oli Sykes diz que está buscando algo mais esperançoso, se não inteiramente positivo por si só. Apropriadamente, a música desta vez – já antecipada nos grandes singles Kool Aid, DiE4u, AmEN! e DArkSide – é ainda mais eufônica, influenciada pelo pós-hardcore, enquanto ainda explode com a criatividade única e progressista da banda.
Wallows lança aguardado álbum Model; ouça!

O trio de rock alternativo Wallows lançou o terceiro álbum de estúdio, Model, já disponível nas plataformas de música, pela Atlantic Records, com distribuição nacional da Warner Music Brasil. Produzido por John Congleton, e gravado no lendário Sunset Sounds, o novo projeto da banda inclui o single You, que chega acompanhado de um videoclipe oficial dirigido por Nina Ljeti (Phoebe Bridgers). “Queríamos manter esse trabalho mais experimental, porém criar o disco mais conciso que conseguíssemos fazer”, diz Dylan Minnette. Nesse processo, a banda se manteve fiel a uma abordagem altamente intuitiva e fluida, que Cole Preston descreve como “deixar a música se encontrar”, uma jornada que os levou a gerar quase três álbuns de material no momento em que deixaram o estúdio. “Cada vez que fazemos um álbum, reforçamos a ideia de que você nunca pode falsificar nada; você precisa criar o que parece mais real, inspirador e gratificante para você”, diz Braeden Lemasters. O álbum também inclui os singles Your Apartment, Calling After Me (que marcou a maior estreia de Wallows em streaming até hoje), Bad Dream e A Warning. Além disso, uma série de videoclipes cinematográficos, visualizers e trailers podem ser acompanhados neste link no YouTube. Wallows celebrará Model em sua maior turnê global. A Model Tour começa no dia 6 de agosto no Theatre of the Clouds, da Alaska Airlines em Portland (OR), e viaja pela América do Norte, Europa, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia até dezembro. A agenda por 45 cidades verá o trio fazendo suas apresentações em alguns dos locais mais famosos do mundo, incluindo o Madison Square Garden, de Nova York (23 de agosto), o Budweiser Stage de Toronto, ON (30 de agosto), o Red Rocks Amphitheatre de Morrison, CO ( 5 de setembro), Los Angeles, Kia Forum da CA (12 de setembro), Amsterdã, AFAS Live da Holanda (4 de outubro), Paris, Zénith da França (5 de outubro), Londres, o histórico Alexandra Palace da Inglaterra (22 de outubro) e Melbourne, Margaret da Austrália Court Arena (9 de dezembro).
DIIV lança quarto álbum e anuncia show em São Paulo

No dia em que lança o quarto álbum de estúdio, Frog In Boiling Water, a banda novaiorquina DIIV anunciou um show em São Paulo. A apresentação, idealizada pelo selo e produtora Balaclava Records, acontece em 15 de setembro, no Cine Joia. Os ingressos já estão à venda online no site da Ingresse, nos setores pista e mezanino. Formado em 2011 no Brooklyn, em Nova Iorque, o DIIV conquistou o respeito de um público fiel ao redor do mundo, com uma sonoridade própria e em constante evolução. Ao longo dos anos, foram aos poucos se afastando da cena musical da gravadora Captured Tracks que os revelou, ao lado de nomes como Wild Nothing, Beach Fossils e Mac DeMarco, e com a mudança dos integrantes para Los Angeles em anos recentes, a distância do hype e do caos nova iorquino os levou a explorar novas possibilidades, ligadas também às vidas pessoais conturbadas dos músicos. A sonoridade krautrock com riffs contagiantes, junto das batidas rápidas e repetitivas, marcaram os álbuns iniciais Oshin (2012) e Is The Is Are (2016), incluindo faixas de destaque na discografia da banda, como Doused, Under The Sun, Dopamine e How Long Have You Known. No entanto, foram abrindo cada vez mais espaço para uma estética mais densa e madura, seja no peso das guitarras como nas letras existenciais de Cole, vocalista e guitarrista à frente do grupo. O álbum Frog In Boiling Water é o primeiro registro de inéditas desde Deceiver (2019), obra que aproximou o quarteto do shoegaze, como em Taker, For the Guilty e Like Before You Were Born, influenciados por bandas noventistas como My Bloody Valentine e Ride. Com produção do veterano Chris Coady (Yeah Yeah Yeahs), o novo trabalho é o material mais meticulosamente elaborado da banda até agora e combina uma atmosfera cavernosa e widescreen das guitarras com letras que refletem sobre um mundo que parece estar em permanente estado de declínio. Considerado o empreendimento mais colaborativo e democrático da banda, o quarto disco impulsiona o espírito do DIIV e inova em sua carreira. Afinações alternativas, loops de fita, samples de bateria, faixa acústica e algumas de suas letras mais marcantes preenchem o álbum e deixam o ouvinte chocado. Os singles Soul-net, Everyone Out, Brown Paper Bag e a faixa-título do disco deram indícios aos ouvintes que trata-se do mais completo e talvez melhor álbum já produzido pelo grupo. A primeira passagem da banda pelo Brasil aconteceu em outubro de 2017, quando a Balaclava os trouxe para shows em São Paulo e Recife. Em 2024, o selo e produtora já trouxe ao país as atrações internacionais King Krule, Gong e Tortoise, além de shows anunciados como Elephant Gym e Karate, todos com datas confirmadas em São Paulo. Balaclava apresenta: DIIV (EUA) em São Paulo Data: 15 de setembro de 2024, domingo Local: Cine Joia Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade Horários: Portas 19h / Show 20h Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal Ingressos
Black Pantera lança um dos melhores álbuns do ano; ouça Perpétuo

Como o próprio nome diz, o novo álbum do Black Pantera, Perpétuo (Deck), certamente irá permanecer como um projeto atemporal, sendo ouvido, lembrado e tomado como referência para esta e para futuras gerações. Tanto do ponto de vista sonoro como do conceito, das ideias por trás das músicas, Perpétuo amplia o que o Black Pantera já havia apresentado em Ascensão, expandindo o som, agregando mais estilos e instrumentos, mas sem perder a identidade, muito pelo contrário, fortalecendo a essência da banda. Uma viagem para o Chile, onde tocaram no Festival Rockdromo, fez com que o trio Chaene da Gama (baixo), Charles da Gama (voz e guitarra) e Rodrigo Pancho (bateria) voltassem os olhos para a música latina e para a percepção deles mesmos como parte pertencente desse grupo. “Lá em Valparaíso, vendo tantas bandas de países vizinhos terem tanto orgulho e personalidade, passamos a ver o tamanho da importância de entendermos o contexto no qual estamos inseridos. Desde nosso show por lá o termo ‘afrolatino’ não saiu mais da minha cabeça. Falo isso porque a gente sempre olha para outros continentes e não enxerga a arte, a história e a cultura sul-americana. E essa música faz parte do processo de nos entendermos como homens negros que fazem parte da América Latina. E esse é um dos conceitos base desse disco”, comentou Chaene da Gama. O som da banda continua sendo um crossover de rock, punk, hardcore, funk e metal e se mantém pesado, mas traz novidades: acrescentando instrumentos de percussão, a banda se aproxima de seus laços ancestrais, dialogando cada vez mais com a estética tribal e acaba entregando em ritmo e poesia um álbum afro-latino, um chamado à união. Isso é bastante perceptível em faixas como Provérbios, na qual cantam o refrão em espanhol. A ancestralidade é o cerne desse disco, que foi gravado em 14 dias no Estúdio Tambor, no Rio de Janeiro. “A gente vem pensando bastante sobre esse tema, sobre como acabamos sendo eternos através de nosso sangue, nossa luta, nossa ancestralidade. São músicas que refletem isso de maneira incisiva, essa ideia de legado de todos nós. E, se você pensar, daqui 50 anos a banda pode até acabar, mas as músicas vão continuar existindo”, falou Chaene. Não por acaso, há uma música em homenagem à mãe de Chaene e Charles, Tradução, que cita um verso de Mano Brown, “Ratatatá preciso evitar/Que algum safado ou sistema façam a minha mãe chorar”, e fala sobre a luta das pessoas que são ou fazem papel de mãe somada ao racismo ao qual são submetidas. “Hoje, adulto, entendo melhor como o racismo estrutural afetou a vida dela”, declarou Chaene. O Black Pantera fala sobre a tentativa de Golpe no Brasil em Sem Anistia, narra uma abordagem racista da polícia no surpreendente funk/hardcore Fudeu, aborda a dívida por todos os anos de escravidão em Promissória, cita trecho do poema Ainda Assim Eu Me Levanto, de Maya Angelou em Mete Marcha e propõe reescrever a história na belíssima letra de Candeia. Neste disco o baixista Chaene está cantando mais, criando um contraste interessante com a voz pesada de Charles. “Eles juntaram um repertório avassalador, com refrões marcantes, trazendo temas fundamentais para os dias de hoje”, aponta o produtor do disco Rafael Ramos. São 12 faixas com o melhor e mais pulsante rock feito hoje no Brasil. Além da produção de Rafael Ramos, o disco é mixado por Rafael Ramos e Jorge Guerreiro e masterizado por Fabio Roberto (Estúdio Tambor) e Chris Gehringer (Sterling Sound, USA).
The Self-Escape fala sobre amores ingênuos e maduros no moderno Save My Name

O The Self-Escape lançou nas plataformas de streaming o disco de estreia, Save My Name, com 12 músicas conectadas por uma narrativa e que mesclam, de forma moderna, riffs de guitarra e sintetizadores junto à voz marcante e melódica do recifense Felipe Buarque. Two Feet, alt-J, The Weeknd e Polyphia são algumas referências da sonoridade desafiadora proposta neste álbum, uma peça única da música contemporânea feita no Brasil. A música como forma máxima de escape, a livre e passional expressão e impressão do indivíduo diante de tudo que o rodeia por meio de sons e palavras. É assim que o cantor, compositor, guitarrista e produtor de Recife, Felipe Buarque, explica The Self-Escape, que une pop, rock, elementos eletrônicos e groove em Save My Name. Suas músicas levam os ouvintes a uma viagem por cenários sonoros cinematográficos e não à toa já lançou videoclipes que materializam o conceito por trás das algumas canções do álbum. Save My Name é sobre a vida nos 20 tantos anos. As letras refletem sobre os romances avassaladores, ora inconsequentes, ora inocentes, entre altos e baixos, entre glórias e derrotas. Mas o disco é também sobre maturidade, traz a reflexão a partir de novas perspectivas de mundo. The Self Escape carrega a narrativa de tudo isso por meio de temas como lidar com traumas/ansiedade, lutos e despedidas definitivas, do que é a busca mais madura, ainda que romântica, de uma parceira, de amor e de sexo. Um dos destaques de Save My Name é a faixa Try Again, que tem participação de Pupillo, integrante fundador da Nação Zumbi, banda que fez parte até 2018. É uma música gênese do álbum, que evidencia sonoridades orgânicas com beats/programações. “Ele ouviu, escutou bastante e se dispôs a gravar. Quem é pernambucano, qualquer brasileiro, sabe a tamanha satisfação e importância que é ter um membro fundador da Nação Zumbi ao seu lado. Pupillo é um produtor e baterista de renome e sua participação abrilhantou ainda mais essa música tão especial”, comenta Buarque. O fio condutor de Save My Name A sétima faixa do disco, Coming for Us, é importante para entender a trajetória do The Self-Escape. Buarque revela que a ideia de um álbum com um enredo de fio condutor, isto é, contar tudo numa só linha do tempo, surgiu a partir desta música. Diversos videoclipes no seu canal de Youtube ajudam a figurar esta história. “Foi escrita quase como um roteiro de filme, contando até com diálogos. Encarando-a junto às outras músicas do álbum, acabou me surgindo uma história bem coesa sobre os personagens dela, mesmo que as outras músicas originalmente falam sobre pessoas diferentes em situações bem diferentes”, ele conta. The Self-Escape, a gênese e primeiros passos A jornada artística de Buarque enquanto The Self-Escape começou em 2018, ano em que iniciou produções de música alternativa com riffs de guitarra, sintetizadores pesados e uma voz barítona marcante. Sua música leva os ouvintes a uma jornada por paisagens sonoras cinematográficas, que vão desde grooves sensuais até harmonias melancólicas e ritmos enérgicos. Com mais de 3 milhões de streams em seus dois EPs e Mixtape, The Self-Escape já se apresentou em alguns estados brasileiros, tanto como atração de abertura quanto como curador de seu próprio evento, o Escape Sounds. “Sempre fui mais do lado introspectivo e, assim como muitos outros de nós, a música sempre foi meu meio de expressão e companhia. Dos primeiros corações partidos no colégio à traumas e luto nos 20 e tantos. Enxergo como minha principal missão artística criar músicas que sejam companhias para as pessoas, sejam suas trilhas sonoras nos altos e baixos, poder expressar minhas ideias. Artisticamente esse é meu maior desejo”, ele fala sobre o que o envolve na música, que agora compartilha com o mundo por meio do The Self-Escape.
Silva lança Encantado, seu sexto álbum de estúdio; ouça!

Encantado, sexto disco autoral da carreira do cantor Silva, já está nas plataformas de streaming, via Som Livre. Para o músico, o desejo de voltar a compor e apresentar ao público um novo trabalho era imenso. “Estava sentindo falta de compor, de fazer músicas que causam emoções, que arrepiam”, comenta o artista. Foram alguns anos de amadurecimento para chegar até o conceito final do álbum. O título da obra surgiu para Silva antes mesmo do primeiro acorde ou melodia do álbum. A ideia nasceu durante o Carnaval de 2022, assistindo aos desfiles das Escolas de Samba na Sapucaí, no Rio de Janeiro. Emocionado, Silva foi unindo algumas referências para Encantado. “Essa coisa do encantamento me lembra os músicos impressionistas, que me lembra o berço da música brasileira, que me lembra o samba. Me lembra tudo que tem de melhor em nossa cultura. E sinto que agora é como se eu estivesse tendo a chance de me reformular e me apresentar de novo para as pessoas. Prazer, meu nome é Silva, encantado”. Após a definição do nome, foram muitos meses trabalhando na criação das músicas e no conceito do projeto. Ao lado de Lucas Silva, seu irmão e principal parceiro nas canções, compuseram mais de 30 faixas. Ao fim, 16 foram selecionadas para o disco, que une diferentes referências do artista, que vão do samba ao jazz, passando pelo hip hop e a MPB, descrevendo bem o momento atual de Silva. Com atmosfera solar, característica do artista, o álbum também apresenta canções com certa melancolia. Em Encantado, Silva canta, toca piano, sintetizador, guitarra, violão, baixo e violino – instrumento no qual é formado pela Faculdade de Música do Espírito Santo – além de assumir a produção musical, ao lado de André Paste. Com o currículo repleto de parcerias com nomes de peso como João Donato, Gal Costa, Tom Zé, Marisa Monte, Criolo, Liniker, Ludmilla, Lulu Santos, Anitta, Don L, Fernanda Takai, entre outros, Silva traz no álbum participações de algumas de suas referências na música, como Arthur Verocai. “Um dos maiores maestros da história da música brasileira, uma honra tê-lo no álbum”, comenta. Músico carioca de 78 anos, Verocai, que possui gravações sampleadas por 69 músicas de artistas do mundo todo, assina os arranjos de cordas e metais em Girassóis. A faixa, que também inspirou a capa do álbum, com obra inédita do artista contemporâneo Elian Almeida, traz melodia refinada ao som do piano de Silva, além de violinos, violoncelos, violas, flauta, trompete e sax alto. A música proporciona o encantamento proposto por ele ao longo de todo o disco. Marcos Valle, outra grande participação no disco, aparece em Copo D’água. Na canção de espírito leve, Silva e Valle fazem um dueto vocal e no piano elétrico. “Céu azul / água de coco / toda vez que eu te vejo fico louco / que calor / quase me mata / vem me dar um beijo ou traz um copo d’água”, diz um trecho da letra. A cantora portuguesa Carminho, uma das principais fadistas da atualidade, vem com sua voz dramática e potente em Carmesim. A faixa traz sample de O Preço de Uma Vida, de Erlon Chaves e Sua Orquestra, que fez parte da trilha da novela da TV Tupi, de 1965, e conta também com a participação da instrumentista Gabriele Leite, revelação brasileira do violão clássico. Música composta por Silva e Lucas Silva, Amanhã de manhã (Para Lecy), ganhou a participação brilhante de Leci Brandão, uma das mais importantes intérpretes de samba da música popular brasileira. “Leci chegou de um jeito muito bonito e emocionou a todos. Foi especial contar com ela nessa faixa”. O samba expressa sentimentos de amor e nostalgia: “Já morri, já morri de saudades/ A pensar em quem não vai voltar/ Amanhã, se não for muito tarde/ Vou viver pra me reencontrar”. Os parênteses (Para Lecy) ao final do nome da faixa trazem a explicação dos irmãos autores de que a faixa foi feita em homenagem tanto à sua avó quanto à mãe de Leci Brandão. Ambas têm o mesmo nome, Lecy. Em Recomenzar, Silva conta com uma parceria inédita com o cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler, onde grava em espanhol pela primeira vez na carreira. “Enviei a música ao Drexler e ele pediu para fazer a segunda parte. Fiquei muito animado. Ele é um artista incrível e uma pessoa muito aberta, criativa e generosa. Me ajudou também a achar a entonação ao interpretar em espanhol”, comenta Silva. Encantado conta com mais onze faixas, incluindo ‘Abram Alas’, que como o nome já sugere, é a primeira do disco. Segundo o artista, a música resume todo o discurso do álbum e é uma canção que evoca coragem e mostra o caminho a seguir. Na Hora Mais Bonita vem com a linha suave e suingada do álbum, com presença marcante da linha de baixo elétrico. A balada romântica Vou falar de novo traz arranjo de cordas de Silva, assim como na faixa Já Era, onde o artista assume diferentes instrumentos. 8 Segundos aparece como um interlúdio interpretado no violão e voz de Silva, além de Motivo, que dessa vez traz um solo do artista em seu instrumento predileto, o piano. O disco também conta com as batidas de Eu Gosto de Você, faixa mais dançante do álbum, e Mad Machine, que traz o artista cantando em inglês, numa clássica balada de voz e violão. Em Arrebol, Silva usa apenas a voz e faz um coral de auto-tune para homenagear o pôr do sol, tema bem presente em suas músicas. Na canção Risquei Você, que possui dois momentos, o cantor transita do sintetizador ao violão de nylon. O disco encerra com as guitarras de A Vida é Triste Mas Não Precisa Ser, deixando uma possibilidade ambígua. “É uma música que você sorri chorando ou chora sorrindo”, define o artista. Filhos de uma professora de musicalização infantil, Lúcio Silva (Silva) e o irmão (Lucas Silva) têm bases musicais muito fortes. Juntos a dupla assina a maioria das faixas
Kauan Calazans lança o primeiro álbum solo, Início Depois do Fim

O músico carioca Kauan Calazans lançou seu primeiro disco solo, Início Depois do Fim, em que ele experimenta sonoridades dentro e fora do rock brasileiro e compartilha músicas sobre dores, esperança, recomeços e alegrias. Kauan Calazans compartilha boas energias e força de vontade por meio de sua arte. Ele busca inspiração para seguir em frente; alça a motivação em si mesmo em prol equilíbrio entre o corpo e a mente, transformando tudo em música. Início Depois do Fim é uma coleção de músicas produzidas no estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, sob os cuidados do produtor Felipe Rodarte. São muitas faixas com uma energia solar, com uma ímpar intensidade tanto na parte sonora quanto lírica. Uma marca registrada de Calazans desde o Folks. “É um alívio colocar essas músicas no mundo, muitas delas que eu fiz na pandemia. Sentia minha vida travada e estas canções extravasam, mostram autoconhecimento e espero que as pessoas se conectem com ela de forma universal. Que de alguma forma, entendemos todos que existe um início depois do fim”, ele conta. A brasilidade no rock n roll é uma busca pessoal de Calazans que começa aqui neste disco, que também vez ou outra conversa até com o reggae e com o blues. “Tem muita gente comigo, fortalecendo, energizando um sonho. Só vale a pena se a música tocar o coração das pessoas com essa mistura do groove com ritmos que as pessoas possam dançar”. Início Depois do Fim é, antes de tudo, um passo seguro de Calazans no universo da música, a mentalização da positividade e de cabeça erguida para o devir.
Asfixia Social lança Bleeding in the Sun, um chamado por mudanças globais

A banda Asfixia Social lançou o álbum Bleeding in the Sun, pelo selo Marã Música. O novo trabalho, que já está disponível em todas as plataformas digitais, chega em um momento de crises globais e estabelece um diálogo entre as ruas do Brasil e do mundo, enquanto a banda vem conquistando espaço no cenário internacional. Bleeding in The Sun é um testemunho da jornada internacional do Asfixia Social, trazendo letras em vários idiomas, refletindo sua recepção calorosa em turnês no exterior. Segundo a banda, “o mundo está em crise, e o novo álbum é uma das formas de cultivar e propagar nossos meios de resistir nos quatro cantos do planeta”. Para a banda, “Bleeding in the Sun é o primeiro da nova formação com Thiko (guitarra) e Barba (bateria), além do Leo (baixo) e Kaneda (vocal/metais), em que banda buscou uma atmosfera mais descontraída em meio ao caos cotidiano, e isso gerou um disco muito real, em que o público vai se identificar e levar adiante essa energia reflexiva mas ao mesmo tempo explosiva”. A sonoridade diversificada de Bleeding in the Sun é reflexo da mistura musical que o Asfixia Social vem propondo. Com elementos de punk, rap, ska, funk, reggae, metal e dub, o álbum chega com um caldeirão de influências. Participações especiais, como do Selectah Carlos PXT (Tequilla Bomb), do vocalista Joe Keithley da banda canadense D.O.A., e da talentosa cantora inglesa Sahala Larnyoh, enriquecem ainda mais a mistura sonora. As composições do álbum são fruto de uma colaboração orgânica entre os membros da banda. “A maioria das músicas surgiu em cima dos riffs, melodias e letras que cada um dos integrantes já tinha anotado anteriormente”, compartilhou a banda. “Costumamos experimentar diferentes caminhos até que a própria música diga pra onde tem que ir”. Sangrando no Sol (Bleeding in the Sun) é o grito de resistência do Asfixia Social, um manifesto pela vida na Terra em meio às adversidades do mundo contemporâneo. “O sol não arde pra todos da mesma forma, sabemos bem, mas dia mais ou dia menos vamos todos pagar pelas atrocidades que estão sendo cometidas no mundo”, destacam.
Após show no Summer Breeze, Sebastian Bach revela álbum solo

Após se apresentar no Brasil, dentro da programação do Summer Breeze, Sebastian Bach lançou o álbum Child Within The Man (Reigning Phoenix Music), seu primeiro trabalho solo em dez anos. Junto com o disco, o cantor, compositor, escritor, astro da Broadway e ator também lançou um novo single do álbum, Freedom, que ganhou videoclipe. “Child Within the Man está relacionado ao fato de que o rock and roll me faz sentir como uma criança”, disse Bach ao Rock And Roll Globe. “A empolgação do rock, o som dele, o ato de colecionar, a vibe comunitária quando você faz uma festa ou vai a um concerto — para mim, o rock and roll, quando é feito da maneira certa, como neste álbum, parece um elixir mágico. Como algo que você pode desfrutar e que te faz sentir jovem. O espírito de ser uma criança pequena. Não consigo pensar em muitas coisas que façam isso neste mundo.” Child Within The Man foi gravado em Orlando, Flórida; produzido e mixado por Baskette; projetado por Jef Moll, com engenharia assistente de Josh Saldate; e masterizado por Robert Ludwig/Gateway Mastering. Bach escreveu ou co-escreveu todas as 11 faixas do álbum e cantou todos os vocais principais e de apoio. Child Within The Man conta com participações especiais de John 5, Steve Stevens e Oria nthi – todos co-escreveram suas respectivas faixas com Bach – e duas faixas co-escritas com Myles Kennedy (What Do I Got to Lose? e To Live Again); Devin Bronson nas guitarras, Todd Kerns (baixo) e Jeremy Coulson (bateria) completam os músicos do álbum.